segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Dia Europeu da Ecologia
sábado, 22 de agosto de 2026
Hoje assinala-se o Dia Internacional de Homenagem às Vítimas de Atos de Violência Baseados em Religião ou Crença.
Embora estas efemérides procurem proteger a liberdade de consciência, torna-se impossível ignorar o papel que a própria religião - ou a sua manipulação ideológica - desempenhou e continua a desempenhar na eclosão de conflitos e na perda de vidas humanas. Ao longo da história, dogmas religiosos têm sido instrumentalizados para alimentar um nacionalismo sectário, onde a fé deixa de ser uma busca espiritual individual e passa a funcionar como uma fronteira de exclusão política. Quando a identidade nacional se confunde com a ortodoxia religiosa, a divergência deixa de ser apenas uma diferença de opinião e passa a ser vista como uma ameaça à soberania, pavimentando o caminho para a perseguição, a guerra e a violência estatal.
Acompanho, com muita apreensão, a aceleração e crescimento galopante dos evangélicos e da manipulação em massa de gente nova a aderir a discursos evangélicos e pentecostais, os chamados "soldados/soldadas de Cristo". O movimento "Mulheres Conservadoras em Portugal" é o clímax de uma orquestração, que já vem detrás. A aproximação à direita brasileira ganha particular relevância pelo papel que as igrejas evangélicas desempenham no Brasil como importante base de apoio da direita e estão no Parlamento Brasileiro. Imitam o Novo Conservadorismo norte-americano, constituindo, portanto, uma real ameaça à democracia.
Contudo, os números são impressionantes. A liberdade de religião e de crença permanece um dos direitos fundamentais mais transgredidos no mundo contemporâneo, afetando cerca de 4,9 mil milhões de pessoas - o equivalente a mais de 60% da população global - que vivem sob regimes com limitações severas ou perseguição ostensiva à prática espiritual, segundo o relatório da
Entre as populações mais afetadas, estima-se que mais de 365 milhões de cristãos enfrentem níveis elevados de discriminação ou opressão, registando-se perto de 5.000 assassinatos anuais por razões diretamente ligadas à sua fé, concentrados maioritariamente na África subsariana, com a Nigéria a responder por mais de 80% destas vítimas mortais, de acordo com os dados monitorizados pelo
A gravidade do panorama estende-se ao enquadramento jurídico de vários Estados. Em cerca de 13 nações - localizadas maioritariamente no Médio Oriente, Norte de África e Sul da Ásia —, crimes como a apostasia e a blasfémia preveem formalmente a pena de morte, enquanto em mais de 80 países a renúncia à religião maioritária ou a crítica a dogmas resulta em penas de prisão efetiva, acusações criminais ou privação de direitos civis, como documenta a
A esta realidade soma-se a expansão de novos movimentos de traço sectário que instrumentalizam o estatuto de liberdade religiosa para exercer coerção psicológica, exploração financeira ou violação de direitos individuais. O grande desafio da comunidade internacional e dos Estados de direito reside em equilibrar a salvaguarda da liberdade de consciência com a aplicação rigorosa da lei, garantindo que o pretexto da fé não sirva para legitimar abusos, nem que o poder estatal seja utilizado para silenciar a diversidade de crenças.
O Afeganistão sob o domínio do Taliban representa um dos exemplos mais radicais de como a instrumentalização da religião pode anular o Estado de direito e refundar a identidade de um país sob uma lógica de exclusão absoluta. Desde o regresso do grupo ao poder em agosto de 2021, a interpretação ultrafundamentalista da lei islâmica de matriz Deobandi foi erguida como a única fonte de soberania e legitimidade, transformando a fé num instrumento de controlo social totalitário.
Esta fusão entre dogma e governação resultou no apagamento prático da diversidade cultural e religiosa do país. Minorias históricas, como a comunidade Hazara (maioritariamente xiita, representando entre 10% a 15% da população afegã), enfrentam episódios recorrentes de violência, marginalização e deslocamento forçado sem qualquer garantia de proteção estatal, conforme documentado nos
Paralelamente, a narrativa religiosa serve de justificação para uma segregação de género sem paralelo no mundo contemporâneo, frequentemente descrita por organismos internacionais como um sistema de apartheid. Mais de 1,4 milhões de raparigas afegãs foram deliberadamente privadas do acesso ao ensino secundário e universitário por decretos do regime, segundo o
O cenário afegão ilustra como o extremismo religioso transcende a dimensão espiritual para dar lugar a um pseudo-nacionalismo dogmático. A pertença à nação deixa de assentar na cidadania ou no direito de nascimento e passa a depender da submissão a um código ideológico estrito, no qual a divergência não é apenas encarada como uma heresia, mas como uma ameaça à própria sobrevivência do Estado.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Ainda Girabolhos: A ironia da data e o impacto ambiental da nova barragem no Mondego
terça-feira, 9 de junho de 2026
Serra da Estrela ganha novo selo da UNESCO e passa a ter dupla proteção internacional
quarta-feira, 6 de maio de 2026
A história do adufe na Beira Baixa é uma viagem fascinante que atravessa continentes e milénios, fundindo heranças religiosas, culturais e sociais
- Contexto Profano: Ritmos de trabalho no campo e festas populares.
- Contexto Sagrado: O instrumento foi adotado pelas irmandades e festividades católicas. Tornou-se indissociável do culto à Senhora do Almortão ou à Senhora da Póvoa, onde o toque do adufe acompanha os cânticos litúrgicos e as procissões.
- Isolamento: As serras da Estrela e da Gardunha dificultaram a entrada de influências externas que pudessem substituir o adufe por instrumentos mais "modernos".
- Identidade Comunitária: O adufe tornou-se um símbolo de resistência cultural e identidade local, passado de mães para filhas como uma herança viva.
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Dia Internacional da Língua Materna
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Motor de desenvolvimento ou de danos irreparáveis? Parque solar planeado para Portugal abre polémica
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Europa: de que forma os professores utilizam a IA na sala de aula e que país a usa mais?
- Ajudar alunos a praticar novas competências em cenários reais (49%)
- Apoiar alunos com necessidades educativas especiais (40%)
- Ajustar automaticamente a dificuldade dos materiais segundo as necessidades de aprendizagem dos alunos (39%)
- Gerar texto para feedback aos alunos ou comunicações com pais/encarregados de educação (31%)
- Analisar dados sobre participação ou desempenho dos alunos (29%)
- Avaliar ou classificar trabalhos dos alunos (26%)
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Dia Mundial da Oliveira
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
Não há Raças: A Unidade Biológica da Humanidade
domingo, 2 de novembro de 2025
Por onde andam a democracia e o bem comum e qual o papel da petição?
Referências bibliográficas selecionadas
-
Freire, P. (1996). Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra.
-
Habermas, J. (1996). Between Facts and Norms: Contributions to a Discourse Theory of Law and Democracy. MIT Press.
-
Nabatchi, T., & Leighninger, M. (2015). Public Participation for 21st Century Democracy. Jossey-Bass.
-
Nussbaum, M. (2011). Creating Capabilities: The Human Development Approach. Harvard University Press.
-
Orr, D. (2004). Earth in Mind: On Education, Environment, and the Human Prospect. Island Press.
-
Rosanvallon, P. (2008). La légitimité démocratique. Seuil.
-
Rosanvallon, P. (2015). Le bon gouvernement. Seuil.
-
Smith, G. (2009). Democratic Innovations: Designing Institutions for Citizen Participation. Cambridge University Press.
-
Sterling, S. (2010). Transformative Learning and Sustainability: Sketching the Conceptual Ground. Learning and Teaching in Higher Education, 5(11), 17–33.
-
UNESCO (2019). Education for Sustainable Development Beyond 2019. Paris: UNESCO.

Mais informações em 









