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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Funker Vogt - Wahre Helden


Aggrotech (ou Hellektro) é um subgénero agressivo de música eletrónica industrial, caracterizado por batidas de techno rápidas, vocais distorcidos e sintetizadores pesados, com temas líricos sombrios, militares e apocalípticos, popular nos anos 2000 e associado a estéticas como o cybergoth. Bandas como Combichrist, Hocico e Grendel são exemplos do género, que combina elementos de hard electro, EBM e industrial hardcore, explorando visuais de guerra urbana, biohazard e temas perturbadores. 

Características Principais: 
Música: Batidas eletrónicas fortes, sintetizadores proeminentes (muitas vezes com o som 'Supersaw'), vocais agressivos, distorcidos ou alterados, e uso de efeitos de glitch e estática.

Origens: Desenvolveu-se a partir do electro-industrial e do dark electro, emergindo em meados/fins dos anos 90 na Alemanha e Bélgica (onde é conhecido como Hellektro). 

Temas Líricos: exploram a misantropia, violência, terror, temas médicos, distopias e cenários de "fim do mundo". 

Estética Visual: fortemente influenciada por temas táticos, militares, biohazard (símbolos de radiação, máscaras de gás) e imagens de horror/fetiche, contrastando com cores neon do cybergoth tradicional. Artistas Notáveis: Funker Vogt, Combichrist, Hocico, Grendel, Psyclon Nine, Suicide Commando, Agonoize, Nachtmahr. 

Popularidade: Teve um pico de sucesso underground nos anos 2000, com a ascensão da subcultura cybergoth, embora a sua popularidade tenha diminuído nos anos 2010, com muitos artistas a migrarem para outros estilos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

As pressões militares ocultas por trás do novo impulso para pequenos reactores nucleares



A recente visita de Donald Trump ao Reino Unido resultou numa chamada «parceria histórica» em matéria de energia nuclear. Londres e Washington anunciaram planos para construir 20 pequenos reatores modulares e também desenvolver tecnologia de microrreatores – apesar do facto de ainda não terem sido construídas centrais deste tipo em nenhum lugar do mundo.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, prometeu que estes planos irão proporcionar uma «era dourada» da energia nuclear, que também irá «reduzir as faturas» .

No entanto, a história da energia nuclear tem sido marcada por décadas de exageros, custos crescentes e atrasos constantes. Em todo o mundo, as tendências apontam na direção errada.

Então, porquê o entusiasmo renovado em relação à energia nuclear? As verdadeiras razões têm menos a ver com segurança energética ou alterações climáticas e muito mais com poder militar.

À primeira vista, o caso pode parecer óbvio. Os defensores da energia nuclear apresentam os pequenos reatores modulares, ou SMRs, como vitais para reduzir as emissões e atender à crescente procura por eletricidade por parte dos automóveis e centros de dados. Com as grandes centrais nucleares agora proibitivamente caras, os reatores menores são apresentados como uma alternativa empolgante.

Mas hoje em dia, mesmo as análises mais optimistas do sector admitem que a energia nuclear — mesmo os SMRs — provavelmente não conseguirá competir com as energias renováveis. Uma análise publicada no New Civil Engineer no início de 2025 concluiu que os SMRs são “a fonte mais cara por quilowatt de eletricidade gerada quando comparados com o gás natural, a energia nuclear tradicional e as energias renováveis”.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Os cibergóticos



Já os cibergóticos ( com a sua indumentária e dança exuberantes surgiram mais ou menos há 15 anos) refectiam sobre a crise ecológica, questionavam este mundo cheio de pesticidas, nanobiotecnológico, radiocactivo, o progresso acelerado da inteligência artificial, o desdém/paixão pela robótica e perscrutavam o alarme totalitário da Big Tech. Era comum o uso de máscaras. Não imaginávamos era que vinha mesmo aí a crise pandémica. E estamos na revolução 4.0 e "impreparados" para os seus efeitos. A ver.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Filme: Dreams, de Akira Kurosawa


Desdobrando-se numa série de oito vinhetas míticas, esta última obra de Akira Kurosawa foi inspirada nas próprias visões nocturnas do acarinhado realizador, juntamente com histórias do folclore japonês. 

Lançado em 1990, o filme "Sonhos" ("Yume", em japonês) e dirigido por Akira Kurosawa [1910-1998] reúne um conjunto de oito curtas-metragens, ou histórias, na seguinte ordem: 

1. Raios de Sol Através da Chuva;
2. O Pomar de Pêssego;
3. A Nevasca;
4. O Túnel;
5. Corvos;
6. Monte Fuji em Vermelho;
7. O Demónio Chorão; e
8. A Vila dos Moinhos de Água.

Numa viagem visualmente sumptuosa pela imaginação do mestre, histórias de maravilhas infantis dão lugar a aparições apocalípticas: um jovem rapaz tropeça num casamento de raposa numa floresta; um soldado confronta os fantasmas dos mortos na guerra; o colapso de uma central sufoca uma paisagem costeira com fumo radioativo. Intercalado com reflexões sobre o poder redentor da criação, incluindo um tributo ricamente texturado a Vincent van Gogh (interpretado por Martin Scorsese), Sonhos de Akira Kurosawa é ao mesmo tempo uma montra para o talento artístico do seu criador na sua forma mais desenfreada e um lamento profundamente pessoal por um mundo à mercê da ignorância humana.
"People have forgotten they're a part of nature too." (a partir de 1h:43 minutos, um diálogo deveras importante)

É provável que cada uma das histórias – os sonhos – constituam os desejos, frustações  e reflexões vividos por Kurosawa no transcurso de sua vida, que no ano de lançamento deste filme (1990) era já um octogenário. 

Se sabedoria não lhe faltou em todo o transcurso de sua vida, o que está refletido em sua vasta obra cinematográfica, em "Sonhos" Kurosawa parece que a extrapola, deixando a todos que vêm os seus "Sonhos" a oportunidade de uma profunda reflexão sobre si, suas vidas e hábitos. E, além disso, Kurosawa avança no essencial de "nossas questões", que passam pela ainda não resolvida relação harmoniosa dos Homens para com a Natureza e, além mais, pela própria relação distante de ser harmoniosa entre os Homens e suas Nações.

Assistindo para pensar. Mas, também, para se apreciar esta magnífica obra de arte com que Akira Kurosawa nos brindou.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Almaraz: Movimento Ibérico satisfeito com anúncio do encerramento da central nuclear


O Movimento Antinuclear Ibérico (MIA) manifestou a sua satisfação com o anúncio do encerramento da central nuclear espanhola de Almaraz anunciada pela empresa pública espanhola ENRESA, responsável pela gestão de resíduos radioativos.

“De acordo com o programa de operação e desmantelamento de instalações nucleares em Espanha, inserido no VII Plano Geral de Resíduos Radioativos, a data de cessação da exploração das Unidades I e II de Almaraz está fixada para novembro de 2027 e outubro de 2028, respetivamente”, refere, em comunicado enviado à agência Lusa, o MIA.

Em declarações à agência Lusa, José Janela, responsável da Quercus uma das associações que integra o MIA em Portugal , afirma que o anúncio “é um primeiro passo e que o governo de Espanha está a ir no bom caminho”.

“O dia da vitória será quando os dois reatores deixarem de funcionar e é necessário que a central seja desmantelada com toda a segurança”, sintetizou.

O ambientalista salienta ainda que a Quercus e o MIA têm vindo a alertar para o perigo que a central nuclear de Almaraz constitui: “Não deveria ter sido prolongado o prazo de funcionamento e iremos todos continuar atentos a todo o processo”.

O MIA tem lutado há muitos anos pelo encerramento desta central nuclear “que constitui um perigo para Espanha e também para Portugal”.

O movimento espera que seja feito também um plano social para a reconversão profissional dos trabalhadores da central de Almaraz e que possam ser criados empregos verdes e dignos para todos.

A central está implantada numa zona de risco sísmico e apenas a 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa.

Os proprietários da central de Almaraz são a Iberdrola (53%), a Endesa (36%) e a Naturgy (11%).

domingo, 24 de março de 2024

Ponto de situação da Energia Nuclear no Mundo


Europa, EUA e China
Numa cimeira internacional sobre energia nuclear que decorreu durante um dia em Bruxelas, na Bélgica, 34 nações apoiaram uma declaração de apoio à energia nuclear. Os países apelam aos reguladores para que desbloqueiem totalmente o potencial da energia nuclear, numa declaração que tinha como principal objetivo atrair o apoio dos bancos de desenvolvimento para financiar a sua instalação e manutenção. Além de se comprometerem com a construção de novas centrais nucleares em geral, a declaração também defende a rápida implantação de reatores avançados, incluindo pequenos reatores modulares, em todo o mundo. No entanto, acrescenta que, na Europa, ainda existem alguns países, como a Alemanha e a Áustria, que se opõem ao nuclear e querem que o investimento em energia com baixo teor de carbono se concentre nas energias renováveis. Fontes: AP, Euronews e Reuters.

Alemanha
Um estudo encomendado pelo Serviço Federal Alemão para a Segurança da Gestão dos Resíduos Nucleares, examinou os vários tipos de reatores nucleares em desenvolvimento no mundo, analisando a sua economia, segurança e potencial de resíduos radioativos e conclui que os problemas conhecidos da tecnologia nuclear não são susceptíveis de serem resolvidos pelos novos tipos de reatores. No entanto, políticos dos partidos União Democrata-Cristã da Alemanha (CDU) e Partido Democrata Livre (FDP) propuseram recentemente o relançamento da energia nuclear. Martin Schlak, Der Spiegel.

Austrália
O Dr. Alan Finkel, presidente do Centro de Excelência ARC para a Biotecnologia Quântica da Universidade de Queensland e antigo cientista-chefe da Austrália, explica que, apesar das recentes posturas políticas na Austrália, o país não está prestes a assistir a um aumento dramático da energia nuclear. "Embora a energia nuclear possa ressurgir a nível mundial e vir a ter um papel na Austrália, neste momento, por muita intenção que haja de ativar uma indústria de energia nuclear, é difícil de prever antes de 2040", afirma. Finkel atribui esta situação aos custos elevados e aos prazos longos, salientando que a Austrália é a única nação do G20 a ter uma proibição legislativa da energia nuclear, que teria de ser levantada antes de se poderem construir reatores. A nação também estaria a começar do zero e é "improvável que a Austrália passe de retardatária a líder", salienta. Finkel afirma que a energia eólica e solar devem ser a prioridade na Austrália e que "qualquer apelo para passar diretamente do carvão para o nuclear é efetivamente um apelo para atrasar a descarbonização do nosso sistema de eletricidade em 20 anos".

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Long Lines Building - O mistério escondido num arranha-céu sem janelas de Nova York


Arquitectura brutalista
Projetado em 1974, pelo arquiteto John Carl Warneke, o Long Lines Building (Prédio de longas linhas, em tradução livre) fica bem no centro de Manhattan. A sua construção, contudo, não é nada usual e parece um pouco deslocada no mar de edifícios da região. Construído a partir de lajes de betão e painéis de granito, tem uma aparência cinza e funcional.

Fachadas sem aberturas não só impedem a entrada de elementos externos no edifício, mas também ajudam a manter uma temperatura constante, segundo o NYV Urbanism.

No total, o prédio conta com 170 metros de altura, divididos por 29 andares - sendo que o famoso Empire State Building mede 381 m. Só que, no caso do Long Lines, além da visível falta de janelas, cada um dos andares também conta com um pé direito altíssimo.

Ainda mais impressionante, de acordo com o site Atlas Obscura, a construção foi projetada para suportar uma quantidade absurda de peso por metro quadrado. Tudo isso com o objetivo de servir como uma grande central de telecomunicações.

Comunicação é a chave
Acontece que, desde sua criação, até hoje, o prédio na 33 Thomas Street pertence à AT&T, uma gigante da comunicação nos Estados Unidos. Quase tão resistente quanto uma fortaleza, então, o prédio servia como base para os computadores da empresa.

Os equipamentos antigos, contudo, não eram tão fáceis de transportar e de manter como os dos dias atuais. Por isso, os andares deveriam ser mais altos, devido ao tamanho das caixas de metal, e o prédio deveria ser mais resistente, pensando no peso.

Naquela época, a sede da AT&T também guardava equipamentos telefônicos de longa distância. Atualmente, além dos aparelhos, o prédio ainda serve como central de armazenamento de uma parte de dados importantes detidos pela empresa.

Planta suspeita
Projetado para guardar uma grande quantidade de informações bastante valiosas, o edifício tem uma segurança quase impenetrável. Isso sem contar as paredes resistentes, que podem resistir a uma explosão nuclear, permitindo que os sistemas continuem em pleno funcionamento por duas semanas, mesmo sem contato com uma rede fixa.

O problema é que, segundo o The Intercept, as potentes estruturas do Long Lines estão sendo usadas para um segundo propósito, que não o comercial da AT&T. Em matéria publicada em novembro de 2016, o veículo afirmou que o edifício também serve como um centro de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional).

De acordo com a denúncia, o arranha-céu teria o codinome de ‘Titanpointe’ e, entre as suas paredes sem janelas, guardaria escutas telefónicas e equipamentos utilizados para coletar dados governamentais. Por isso, inclusive, poucos teriam acesso ao seu interior.

O edifício também conta, segundo a reportagem, com três subsolos, abastecidos com comida o suficiente para que 1,5 mil pessoas se alimentem por duas semanas em caso de catástrofe. 
Segundo o The Sun é uma das construções mais seguras dos Estados Unidos, capaz, inclusive de resistir a uma explosão nuclear!

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Proteger os nossos oceanos e o meio ambiente do 5G e da radiação sonar sem fios


Tecnoecocídio: a destruição sistemática de nosso ecossistema pelo uso abusivo da tecnologia

Embora muitos tenham visto anúncios promovendo as capacidades sem fio rápidas do 5G conectando tudo e todos...e prometendo que essas tecnologias inteligentes fornecerão um futuro de energia renovável, a pesquisa científica e os esforços de defesa ambiental mostram o oposto do que essas indústrias com fins lucrativos prometem - com centenas de cientistas , ativistas de alterações climáticas e especialistas em saúde pública exigindo uma moratória na implantação dessas tecnologias.

Nossa missão é apoiar o movimento global para controlar a expansão sem fio na Terra, nos céus e no oceano porque representa uma ameaça imediata a toda a vida. É nossa esperança trazer uma maior consciencialização pública sobre os danos do 5G, satélites e oceanos “inteligentes” e iniciar um diálogo sobre opções tecnológicas mais sábias e equilibradas para um futuro mais seguro e que afirme a vida.

terça-feira, 4 de abril de 2023

AIEA registou 146 incidentes envolvendo materiais nucleares em 2022


A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) registou 146 incidentes em 2022 com atividades ilegais ou não autorizadas envolvendo materiais nucleares e outras substâncias radioativas, segundo dados apresentados esta terça-feira, em Viena.

No balanço relativo a 2022 constam cinco incidentes relacionados com o tráfico ilícito ou uso malicioso de materiais nucleares.

Três destes casos revelaram-se burlas e o material usado nos outros dois foi apreendido pelas autoridades competentes dos Estados denunciantes.

Os 146 casos do ano passado, mais 26 do que em 2021, foram comunicados à AIEA, numa base voluntária, por 31 países.

A grande maioria são incidentes com informações suficientes para determinar se estavam relacionados com tráfico ou uso malicioso, como fontes não controladas, deteção de materiais radioativos descartados sem a devida autorização e posse ou envio inadvertido de materiais nucleares.

Desde 1993, a AIEA mantém um Banco de Dados de Incidentes e Tráfego (ITDB), no qual participam 143 países, que abrange eventos envolvendo materiais nucleares, radioisótopos e materiais contaminados, como sucata.

A diretora da divisão de segurança nuclear da AIEA, Elena Buglova, explicou, em comunicado, que esta base de dados "mantém e analisa a informação reportada com o objetivo de identificar ameaças e padrões comuns".

Desta forma, referiu, a AIEA ajuda os Estados-membros "a melhorar os seus regulamentos sobre a utilização, armazenamento, transporte e eliminação de material nuclear ou radioativo".

Nos últimos trinta anos, a base de dados da AIEA registou 4.075 casos, incluindo 342 ligações a tráfico ou uso malicioso de materiais, uma frequência considerada pela agência como "baixa".

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Medusas estão a tomar conta dos oceanos devido às alterações climáticas


As alterações climáticas e a atividade humana têm impactos que se repercutem em todos os ecossistemas. Os seus efeitos negativos podem levar a desequilíbrios populacionais através destes vários ecossistemas. Embora as populações de muitas espécies estejam em declínio porque não conseguem sobreviver às rápidas mudanças ambientais, este não é muitas vezes o caso da vida aquática venenosa como os ouriços-do-mar e as medusas. De facto, estas populações estão a aumentar em todo o mundo, com efeitos prejudiciais para outros organismos aquáticos vivos e para a atividade humana, avança o “Inhabitat”.

Segundo a mesma fonte, as medusas são um dos principais tipos de animais marinhos que conheceram um rápido crescimento populacional nos últimos anos. As medusas não são na realidade peixes – são um tipo de plâncton. Em vez de nadar, o plâncton flutua através do oceano, empurrado pelas correntes. As medusas existem há 500 milhões de anos e são um dos poucos tipos de plâncton que são visíveis a olho nu. Devido à sua classificação como plâncton, encontram-se no fundo da pirâmide alimentar do oceano e são consumidas por aves marinhas, peixes (incluindo tubarões), tartarugas e baleias.

As medusas podem variar de cerca de um centímetro a 40 centímetros (0,4 a 15 polegadas) de tamanho, mas algumas podem ser muito maiores. Isto inclui a medusa Lion’s Mane, que pode ter até 1,8 metros (5,9 pés) de largura com tentáculos que se estendem por 15 metros (49 pés)!

Porque é que as populações de medusas estão a aumentar?

Aquecimento dos oceanos

Estudos mostram que ao longo do último século, a temperatura média da superfície do oceano subiu aproximadamente 0,9 graus Celsius. Este aumento indica que, desde a década de 1980, o oceano adquiriu um bilião de vezes a energia calorífica das bombas atómicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. O excesso de calor é o resultado de fatores relacionados com o homem, tais como a atividade industrial e a poluição que induzem o aquecimento global.

Embora 0,9 graus Celsius ainda possa não parecer um grande aumento de temperatura, tem um imenso impacto nos padrões climáticos e nas alterações climáticas. Isto porque a água superficial mais quente evapora facilmente e pode afetar a precipitação, a humidade e fenómenos como os ciclones.

Estas temperaturas crescentes do mar também têm impacto sobre as populações aquáticas. O aquecimento dos oceanos significa que as criaturas marinhas podem viver em áreas que historicamente têm sido demasiado frias para sobreviverem. Isto inclui o movimento para as regiões temperadas e mesmo para os polos. Através destas migrações, estas novas espécies podem tomar conta das espécies endémicas dessa região e causar problemas dentro da cadeia alimentar. Por exemplo, as espécies de medusas de água quente são tipicamente mais pequenas e menos nutritivas do que as espécies de água fria. Isto pode ter impacto na saúde da vida marinha que depende das medusas para a alimentação.

Níveis de oxigénio marinho

Como resultado do aumento das temperaturas e da poluição, o oxigénio nos ecossistemas aquáticos diminuiu 2% nos últimos 50 anos. Enquanto muitas espécies lutam para se adaptarem a ambientes pouco oxigenados, as medusas (ao contrário de outras espécies de plâncton) podem tolerá-las bastante bem. Acredita-se que isto se deve à sua reduzida utilização de oxigénio em condições de baixo nível de oxigénio e à sua capacidade de o armazenar nos seus tecidos gelatinosos. Estas propriedades físicas levam a uma abundância de medusas nestas áreas e à dominância de medusas em ambientes de baixa oxigenação em comparação com outras espécies marinhas.

Sobrepesca

A sobrepesca de certas espécies levou a uma diminuição das populações de predadores de medusas. Estes incluem espécies de peixes como o atum e o espadarte, que de outra forma poderiam ajudar a regular o aumento das populações de alforrecas. Também tem havido um aumento na pesca das espécies que têm uma dieta semelhante à das medusas, como é o caso do biqueirão. Sem estas espécies para competir pela alimentação, as populações de alforrecas aumentam inevitavelmente e sobrepovoam o oceano.

Porque é que é um grande problema?

Picadas dolorosas

Uma das razões pelas quais o aumento das populações de medusas é prejudicial é devido às suas interações indesejadas com os seres humanos. Como resultado de linhas costeiras mais quentes, grandes números de medusas derivam para a costa e podem potencialmente picar os humanos. Em Queensland, Austrália, numa só semana em junho de 2019, foi registado um número de 13.000 picadas de alforrecas.

Na maioria das vezes, as picadas de medusas são mais dolorosas do que prejudiciais para os seres humanos. Isto deve-se ao veneno transmitido através de milhões de farpas microscópicas em tentáculos de alforrecas. Tipicamente, a dor, vermelhidão e inchaço são localizados na(s) área(s) onde os farpas entraram em contacto com a pele. No entanto, dependendo da espécie e do indivíduo, pode haver reações ou sintomas de corpo inteiro, como náuseas e dores de cabeça.

Em ocasiões estranhas, as picadas de medusas podem ser letais. Isto também depende do veneno de determinadas espécies, tais como a medusa de caixa. Estas picadas podem resultar em morte dentro de poucos minutos após o contacto. Infelizmente, a população de medusas-caixas está a crescer como outras espécies de medusas e estão agora a ser mais frequentemente encontradas ao longo da costa.

Impactos nas indústrias

Para além de arruinar excursões de praia, as medusas podem ter impacto nas atividades industriais situadas ao longo da costa. Um desses exemplos é impedir as centrais nucleares de funcionar. As centrais de energia nuclear podem refrigerar a água do mar ou dessalinizá-la para a purificação. As medusas podem facilmente perturbar estas atividades, obstruindo os filtros de arrefecimento ou sobre-saturalizando o abastecimento de água, o que pode exigir o encerramento destas centrais durante longos períodos. Instâncias como estas ocorreram na Escócia na central elétrica de Torness e na central elétrica de Oskarshamn na Suécia.

Outro exemplo de medusas com impacto negativo na atividade humana é o impedimento de atividades agrícolas e de colheita que têm lugar perto da linha de costa. Na Irlanda, as medusas têm dificultado a criação de salmão, enquanto no Mar Cáspio têm impedido a criação de caviar beluga, afetando assim os meios de subsistência e o comércio local.

O que podemos fazer?

Há algumas formas de impedir as condições ideais para o crescimento da população de medusas. Um exemplo é a limitação do aquecimento global e da poluição. Isto pode ser feito através da mudança para energia limpa e práticas que não emitam gases com efeito de estufa. Através de práticas sustentáveis, as temperaturas à superfície dos oceanos podem também ser reguladas a níveis apropriados, impedindo que as medusas se aventurem em ambientes quentes e/ou de baixa oxigenação.

Podemos também optar por práticas de pesca sustentáveis e limitar o consumo de peixe. Ao fazê-lo, as espécies predadoras podem aumentar em número e ajudar a regular a sobrepopulação de alforrecas.

Finalmente, algumas espécies de alforrecas são consideradas comestíveis. Esta é uma abordagem potencial para lidar com as populações sobreabundantes. Recentemente, os chefes de cozinha experimentaram este conceito e tentaram incorporá-las na gastronomia. Algumas criações incluem hóstias estaladiças “geleia” e pãezinhos de sushi.

sábado, 26 de novembro de 2022

Sobre Cold Wave, Darkwave e Cibergótico


O termo cold wave (onda fria) apareceu na edição de novembro de 1977 da revista musical inglesa Sounds. No texto de capa, mostrando Ralf Hütter e Florian Schneider do Kraftwerk podemos ler "New musick: The cold wave".Naquele ano, o Kraftwerk publicou o Trans-Europe Express. 


O termo foi repetido na semana seguinte no Sounds pela jornalista Vivien Goldman, num artigo sobre Siouxsie e os Banshees. Nesse artigo de Dezembro de 1977 descreveram a sua música como "fria, mecânica e apaixonada ao mesmo tempo", e a revista Sounds profetizou sobre a banda: "[eles] soam como uma fábrica industrial do século 21 [...] Ouça ao rugido das ondas frias dos anos 70 aos anos 80".

Essas influências aparecem em bandas como Joy Division, The Cure e Bauhaus.

KaS Product, Martin Dupont, Asylum Party, Norma Loy, Clair Obscur, Opera Multi Steel e Trisomie 21 são algumas das principais bandas representantes desta corrente musical.

Kraftwek e os Cabaret Voltaire foram os pais fundadores da darkwave. Como já referi o álbum Trans-Europa Express teve influencia na banda pós-punk Joy Division, tendo o seu baixista, Peter Hook, referido que: "conhecemos os Kraftwerk através de Ian Curtis, que insistia em tocar Trans Europe Express sempre que íamos entrar em palco."


Aliás, o álbum "Closer" (1980) é uma obra-prima da coldwave, pós-punk. Para sempre um álbum irrepetível. 

Dark wave (também escrito como darkwave) é um género musical que surgiu na Europa e Reino Unido no início da década de 1980 entre a  coldwave, rock gótico e a música eletrónica.

Dark wave é um termo usado para se referir a uma versão sombria da new wave (ou do synth-pop), sendo considerado uma antítese e uma resposta dark e melancólica da new wave que estava em alta na década de 1980. O género começou a aparecer no meio musical europeu, coincidindo com a ascensão popular da new wave e do synth-pop. Composições de dark wave são amplamente baseadas em tonalidades-chave menores (sonoridade sombria), bateria eletrónica, teclados, samplers, sequenciadores e sintetizadores que constroem uma instrumentação eletrónica e dançante, porém, gótica e atmosférica.

Após o surgimento do rock gótico na Inglaterra através da cena pós-punk, a música dark wave foi de principal importância para caracterizar a subcultura gótica na década de 1980 e seguintes. No Reino-Unido foi uma explosão de bandas, umas mais célebres que outras: Attrition, In The Nursery, Pink Industry, Alien Sex Fiend, Specimen, The Cure, Bauhaus, Christian Death, Sisters of Mercy, Current 93, etc.

O movimento underground da coldwave/darkwave disseminou-se pela Europa e um pouco mais tarde no resto do mundo. Bandas como Clan of Xymox (HOL), Mittageisen e Young Gods (SUI), Poesie Noire (BEL), Laibach (Eslovénia), Psyche (CAN) e The Awakening (África do Sul).

As bandas italianas The Frozen Autumn, Ataraxia, Nadezhda, Litfiba e Diaframma tiveram um relativo sucesso.

A coldwave francesa é muito melancólica, falam do infortúnio, das sombras e baseada em ritmos electrónicos espectrais e fantasmagóricos. Nesta levada estão incluídas bandas como: Corpus Delicti, Die Form, KaS Product, Martin Dupont, Asylum Party, Norma Loy, Clair Obscur, Opera Multi Steel, The Breath of Life e Trisomie 21.

Os grupos de dark wave na Alemanha dos anos 1980 misturavam cold wave com o rock gótico, ou usando elementos da Ambient music e do post-industrial music. Ficaram associados ao  movimento Neue Deutsche Welle, que incluía bandas como Asmodi Bizarr, II. Invasion, Unlimited Systems, Mask For, Moloko †, Maerchenbraut, Liaisons Dangereuses, Einstürzende Neubauten   e Xmal Deutschland. 

Entre 1987 e 1995, surgiram novas bandas darkwave, com outras temáticas góticas tais como tabús eróticos, religião e épicos. As sonoridades principais são dark-ambient, industrial, militar, electro-indsutrial: Die Form, Skinny Puppy, Front Line Assembly, Wumpscut,  Armageddon Dildos e  And One.

A forte influência na Alemanha
Após o desaparecimento das cenas grandes da new wave e do pós-punk em meados da década de 1980, o dark wave ressurgiu, entre 1993-95 como um movimento underground com bandas da Alemanha, como Deine Lakaien, Love Is Colder Than Death, Love Like Blood, Diary of Dreams, além de Project Pitchfork e Wolfsheim. Ao mesmo tempo, um grupo grande de artistas alemães, que incluía Das Ich, Relatives Menschsein e a banda Lacrimosa, desenvolveram um estilo mais teatral, inspiradas na poesia germânica e em letras mais metaforizadas, chamando essa subdivisão de Nova Arte Fúnebre Alemã . Outras bandas, como Silke Bischoff, In My Rosary e Engelsstaub misturavam o dark synthpop ou o rock gótico com elementos do Neofolk ou do Neoclassical Dark Wave.

Diversidade de estilos nos EUA
Após 1993, nos EUA, o termo dark wave (como variante do jargão darkwave) foi associado com a gravadora Projekt Records, pois esse era o nome usado em seus catálogos, além de ser usado para denominar artistas alemães nos EUA, como o Project Pitchfork. A gravadora tinha bandas como Lycia, Black Tape for a Blue Girl, e Love Spirals Downwards, todas caracterizados por ter vocais femininos. Essas bandas tocavam uma nova vertente do wave, de origem das bandas dos anos 80, como Cocteau Twins, sendo o estilo classificado como ethereal wave. A gravadora também listava uma longa associação com o Attrition, que havia aparecido nas suas primeiras compilações musicais. Outra gravadora americana nessa área foi a Tess Records, que gravava os discos do This Ascension e Faith and the Muse. Ainda nos EUA, a darwave é mais variada que a da Europeia. EUC, por exemplo incluem elementos psicadélicos. Um grande número de outras bandas americanas misturaram a dark wave e a ethereal wave com outros projetos na música eletrónica. Love Spirals Downwards, Collide, e Switchblade Symphony incorporaram elementos do trip hop, enquanto o The Crüxshadows combinava uma série de electronic dance music contemporâneo com elementos do rock alternativo baseado nos elementos do estilo synth. A dark wave disco, foi uma tentativa fundada em 2004 na cidade de Chicago com a intenção de mesclar a dark new wave music com o atual indie-electro music. Seu legado foi o ressurgimento da new wave e da brand new electro nights em Chicago. No começo dos anos 2000, Jay Reatard formou o híbrido prolífico de garage punk/dark wave chamado Lost Sounds. 

Em Portugal
A coldwave portuguesa não teve muita expressão. Não passaram de bandas de garagem. Sem o saber, alguns temas de António Variações. Algumas músicas iniciais do Paulo Bragança, enquadram-se no gótico (influências de Nick Cave, Birthday Party). Bandas darkwave que duraram pouco tempo: Croix Sainte, Anamar, Diva, Essa Entente, Linha Geral, SPQR, A Jovem Guarda, Linha Geral, Bye Bye Lolita Girl, Grito Final, Bastardos do Cardeal, Magudesi, Extrema Unção e Os Cães, A Morte & o Desejo.  Surgiram projectos muito interesantes e únicos- os Pop_Dell'Arte e  Mler Ife Dada.  Agora em termos rock gótico temos os Mãos Morta e Rádio Macau. Uma banda de rock indie e alternativo foram os Sétima Legião.

Surgiram novas tendências:  Emo; Dark electro; AggrotechElectro-industrial;  EBMFuturepop

No Japão surgiram as subculturas Visual keiLolita fashion; Cosplay e Otaku

Cibergóticos
O termo 'Cybergoth' foi cunhado em 1988 pela Games Workshop para o seu jogo de RPG- Dark Future. Surgiram, entretanto, vários video jogos retrofuturistas ou pelo contrário, futuristas, como Shadowrun

O cybergótico é uma combinação de elementos da estética industrial com "gravers" (ravers góticos). Mas o estilo de moda não existia até uma década depois. 

A estética Cybergoth teve o seu momento ao sol graças a um vídeo que se tornou viral nos primeiros dias do YouTube, que desde então se tornou um marco na cultura dos memes. A partir de 2000 era habitual encontrar então cibergóticos: é baseado em cores fluorescentes e usa pvc, vinil e outros materiais de aparência artificial para criar um estilo de aparência futurista. O cabelo é tingido em cores não naturais e adornado com mechas coloridas, também conhecidas como cyberlox, que podem ser feitas de lã, espuma, borracha ou tecidos. A androginia é comum.

Também comum:
  • Tecidos brilhantes/brilhantes ou foscos
  • Cabelos coloridos e extravagantes, com mechas sintéticas
  • Maquiagem com cores claras
  • Placas de circuito de LED
  • Modificação corporal (tatuagens/piercings)
  • Máscaras de gás
  • Óculos retro ou metalúrgicos 
  • Botas com salto
  • Calças ou coletes pretos apertados
  • Redes de pesca
  • Aquecedores de perna de pele falsa ("fofo")
Bandas famosas de cibergótico: Angels on Acid; Toxic Nation; Otto Dix; The Prodigy; Carmilla;V2A; Front 242; Naked Underrated; Black Elves; Test Dept e Clock DVA

A Alemanha produziu muitas bandas techno-punk /underground techno/ cibergótico: Salted Bomb; The Siren; Crossbow; Hilbert Space; Mayday; Roentgens; LF05 - Lukas Freudenberger; Dosis; I feel Youth; Numbers; Melodrama; Mind Grabber; Party Favors; Shelter of Sin; Eye of The Beholder e Cortechs.

As últimas tendências cibergóticas Deep Dark and Hard Techno podem ser descobertas no canal Fear N Loathing

Os cibergóticos (a sua indumentária e dança exuberantes) reflectem sobre a crise ecológica, questionam este mundo cheio de pesticidas, nanobiotecnológico, radioactivo (ficção gótica da era pós-apocalipse nuclear, posição crítica em relação à tecnologia HAARP e 5G), o progresso acelerado da inteligência artificial, o desdém/paixão pela robótica e perscrutam o alarme totalitário da Big Tech. Era comum o uso de máscaras. Não imaginávamos era que vinha mesmo aí a crise pandémica. E estamos na revolução 4.0 e "impreparados" para os seus efeitos. A ver.

Outras subculturas cibergóticas: Cyberpunk; Steampunk; Dieselpunk; Biopunk; Arcologia; Rivethead 

2022
Actualmente ainda estão no activo bandas darkwave consagradas: Laibach, And Also The Trees, Clan of Xymox, She Past Away, Young Gods, She Wants Revenge, The Knife, The Frozen Autumn, Lebanon Hanover e Drab Majesty.

Para estar actualizado de novas bandas góticas, sintonize Atmosphère - Radio Arverne

Saber mais:

The Story of Goth in 33 Songs

Sites interessantes:
Fantasporto - Oporto International Film Festival
Gothic Beauty Magazine
Gothic Culture Magazine
Goth Wiki
Subculture List
Urban Dictionary

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Iniciativa de Cidadania Europeia: "Não ao 5G — Conectados mas protegidos"

A radiação de comunicação sem fios não é segura nem saudável

Centenas de estudos científicos comprovam que mesmo muito abaixo dos limites atuais de radiação esta já é nociva à vida o que significa que com o 5G este dano aumentará significativamente.

Além disso, verificar-se-á um aumento acentuado do consumo de energia, esgotamento de minerais raros e grave violação da nossa privacidade.

Conheça mais: "Não ao 5G — Conectados mas protegidos" Julho 17, 2022

Assine aqui e divulgue


Assine aqui e divulgue

sábado, 5 de novembro de 2022

Proteger os nossos oceanos e o meio ambiente da radiação sem fio 5G e sonar


Anti-5G
Tecnoecocídio: a destruição sistemática de nosso ecossistema pelo uso explorador da tecnologia.

Embora muitos tenham visto anúncios promovendo as rápidas capacidades sem fio do 5G conectando tudo e todos e prometendo que essas tecnologias inteligentes fornecerão um futuro de energia renovável, a pesquisa científica e os esforços de defesa ambiental mostram o oposto do que essas indústrias com fins lucrativos prometem – com centenas de cientistas , ativistas das mudanças climáticas e especialistas em saúde pública exigindo uma moratória na implantação dessas tecnologias.

Nossa missão é apoiar o movimento global para conter a expansão sem fio na Terra, nos céus e no oceano, porque representa uma ameaça imediata a toda a vida. É nossa esperança que conscientizemos o público sobre os danos do 5G, satélites e oceanos “inteligentes” e iniciemos um diálogo sobre opções de tecnologia mais sábias e equilibradas para um futuro mais seguro e afirmativo da vida.

Pró - 5G

O 5G pode vir a ter um impacto muito positivo no plano ambiental, socorrendo-se de outras áreas do conhecimento como sejam a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), Machine Learning, Inteligência Artificial e Big Data. A combinação com essas áreas permitirá, por exemplo, a análise e tratamento da informação em tempo real, a aprendizagem das máquinas e o desenvolvimento de equipamentos que vão gerar informação que, após processada, resultará em conhecimento útil para a tomada de decisões mais sustentáveis.

Primeiros passos
Em 2016 foi subscrito o Acordo de Paris, o primeiro acordo universal e juridicamente vinculativo sobre alterações climáticas, subscrito pela União Europeia.

No mesmo ano, o projeto SCAVENGE (sustainable celular network harvesting ambiental energy) foi lançado pela Comissão Europeia (CE), com o objetivo de definir designs, protocolos, arquiteturas e algoritmos sustentáveis para as redes móveis 5G. Em traços gerais, pretendia-se incentivar que estações de base, dispositivos móveis e sensores 5G pudessem vir a beneficiar de fontes de energia renovável.

Em 2018, a Comissão Europeia (CE) emitiu o comunicado Um Planeta Limpo para Todos – Estratégia a longo prazo da UE para uma economia próspera, moderna, competitiva e com impacto neutro no clima. Este comunicado inclui as sete principais componentes estratégicas da CE para alcançar a neutralidade climática, ou seja uma economia com zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa, até 2050.

Em 2019, o comunicado da CE sobre o Pacto Ecológico Europeu contextualiza o 5G em termos do papel que poderá ter na neutralidade climática.

“A Comissão estudará medidas para garantir que as tecnologias digitais, como os sistemas de inteligência artificial, a tecnologia 5G, a computação em nuvem e de proximidade e a Internet das coisas, possam acelerar e maximizar o impacto das políticas que visem lidar com as alterações climáticas e proteger o ambiente”

Normas internacionais

A UIT inclui um grupo de trabalho para o tema do ambiente e da economia circular (grupo de trabalho 5 da ITU-T) que, entre outros, tem como objetivo estudar metodologias de avaliação dos efeitos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas alterações climáticas e publicar diretrizes para a utilização das TIC de forma ecológica.

Este grupo reconhece que o 5G, em conjunto com a IoT, blockchain, cloud computing, realidade virtual e aumentada, entre outras tecnologias emergentes, são importantes na criação de soluções que permitam enfrentar alguns dos desafios globais como as alterações climáticas e tem vindo a desenvolver esforços para aprovar normas que permitam apoiar: soluções sustentáveis de alimentação de energia para o 5G; centros de dados energeticamente eficientes; e gestão inteligente de energia para as estações de base de telecomunicações.

Para além do trabalho desenvolvido ao nível das futuras normas supramencionadas, a UIT também publica documentos com os requisitos ambientais para a implementação do 5G e relatórios sobre o tema do ambiente e das alterações climáticas, entre os quais se destaca o relatório “Frontier technologies to protect the environment and tackle climate change“, realizado com a colaboração de outras entidades das Nações Unidas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

No Cell Phone! Campaign Launched Worldwide Today


"When I was eight years old, as I stood among the birds and trees in front of my cousins’ country home, I suddenly heard a horrendous noise I had never heard before. “It is called a chain saw,” said my uncle George, as he explained to me what it did. In my mind’s eye I saw forests tumbling down all over the world.

Four years later, a TV commercial filled me with foreboding. It featured a bottle of shampoo falling to the floor of a shower stall and not breaking! The Prell company was introducing the wonders of plastic to a consuming public.

That same year, 1962, a marine biologist awakened the world to the devastation caused by pesticides, igniting an environmental movement that shook the world to its roots.

Yet today, 60 years later, the world poisons itself with five times as much pesticides as it did before Rachel Carson’s monumental book. The few remaining old growth forests continue to be felled by machines with a power beyond anyone’s control. And as marine mammals, seabirds and turtles choke on bottle caps, lids and grocery bags, the oceans will soon contain more plastics than fish, and we swim in microplastic particles that rain down on us day and night in the very air we breathe.

It is no one’s fault, and it is everyone’s fault. Today, without assigning blame, we have an opportunity to gather together in personal action for the future of life on Earth. An opportunity to change course. Microwave radiation is the first pollutant that is being spread intentionally over every square inch of the planet. And it is the first pollutant whose source and driving force -- the mobile phone -- is within the palms and pockets of the world’s population at all times. This gives us a unique opportunity to be proactive instead of just advocates. To be a movement of change and not just for change. To set an example of what must also be done with respect to the other environmental assaults.

Wireless technology is also the first pollutant for which there is not a dose response: the effect does not depend on the dose. Reducing the power level of a wireless device does not reduce the harm that it causes. For purposes of health and environment, a cell phone is a cell tower. We cannot have birds and insects and also have cell phones. Our children will not live to grow up if we do not get rid of cell phones.

The benefits of ridding one’s life of cell phones -- the restoration of your health and vitality - are immediate, startling, and far greater than the benefits that they provide. And as this action spreads, so will the benefits. A restored vitality of the forests, oceans, wildlife and birds that once gave life meaning will give people much more than they will give up when they throw away their cell phones -- and gladly give up, once they feel the difference and realize what they have traded away.

We ask you to join in pledging to do your part in putting an end to the greatest, most urgent, most ignored assault on the Earth that there is. To plant a seed that will be watered, grow, and proliferate. No one -- not legislators, not judges, not corporate CEOs -- can do it for us." - Arthur Firstenberg

Please read and sign the pledge here. The signature text comes in two versions, one for people who still own cell phones, and the other for people who do not. You can also read and sign them in these languages.

Saber mais
Phonegate Alert

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Simulação arrepiante prevê o que pode acontecer numa guerra nuclear entre a Rússia e a NATO: 92 milhões de mortos em poucas horas

Conhecido como “Plano A“, a animação de quatro minutos visa destacar as terríveis consequências potenciais do conflito entre a Rússia e os países da NATO.


Foi criado por pesquisadores da Universidade de Princeton que trabalham com o Programa de Ciência e Segurança Global.

O modelo prevê que quase 92 milhões de pessoas morreriam em poucas horas – muitas delas nos primeiros 45 minutos.

Um conflito tão devastador deixaria mais 56 milhões de feridos – sem incluir as mortes posteriores por precipitação nuclear e outros efeitos.

Esta fase devastadora da guerra pode resultar em 3,4 milhões de baixas em apenas 45 minutos.

Na fase final do conflito, ambos os lados teriam como alvo as 30 maiores cidades e centros económicos um do outro, com entre cinco e 10 armas nucleares para cada um, para tentar impedir que o outro lado se recuperasse após a guerra.

Um movimento tão drástico, acreditam os pesquisadores de Princeton, levaria a mais 91 milhões de vítimas no espaço de horas.

O vídeo foi lançado originalmente em 2017, mas ganhou nova atenção após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro deste ano.

As fatalidades e baixas imediatas resultantes que ocorreriam em cada fase do conflito são determinadas usando dados do NUKEMAP . Todas as estimativas de fatalidade são limitadas a mortes agudas por explosões nucleares e seriam significativamente aumentadas por mortes ocorridas por precipitação nuclear e outros efeitos de longo prazo. A simulação foi desenvolvida por Alex Wellerstein , Tamara Patton , Moritz Kütt e Alex Glaser com a assistência de Bruce Blair , Sharon Weiner e Zia Mian . O som é de Jeff Snyder .

Fonte: Plan A
Notícia com gráficos aqui e aqui