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terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Webinar - Indicadores Biológicos do Solo: Métodos de Amostragem
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segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Sabia que estamos a deitar mais de metade do lixo no sítio errado? Não é o único comportamento que temos de mudar
Vai na rua e tem um resíduo em mãos. Deita-o para o chão porque não há contentores por perto, mas pode estar enganado se pensa que a culpa é de não existir um contentor “ali à mão”. A vice-presidente da ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável, Susana Fonseca, esclarece a situação: “O lixo é nosso, a responsabilidade é nossa e nós é que temos de encontrar uma solução.”
Separar o lixo e distribuí-lo pelos diferentes contentores coloridos é um dos primeiros hábitos a ganhar se queremos ajudar o ambiente. “É benéfico para todos nós, enquanto sociedade, porque quando separamos na origem conseguimos aproveitar muito mais daquelas matérias-primas”, garante Susana Fonseca, que admite “uma certa desresponsabilização e falta de proatividade” por parte da população no ato de reciclar.
Em concreto, qual será o problema de misturar todo o lixo num só caixote? A vice-presidente daquela associação explica à CNN Portugal que quando os resíduos são misturados “corre-se um maior risco de haver contaminações”. Contaminação esta que dificulta o tratamento dos resíduos, podendo mesmo comprometer a recuperação dos materiais recicláveis, de acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). “A separação deve acontecer tão cedo quanto possível”, não só para melhorar as hipóteses de reciclar, mas também para minimizar o número de tratamentos pelos quais o resíduo passa antes de poder ser reciclado.
Do plástico recolhido em 2023, 77% foi encontrado no fluxo indiferenciado. O metal fica à frente com 81% a ser recolhido do lixo indiferenciado. Já o cartão e o papel destacam-se pela positiva, com 47% destes resíduos a serem retirados do lixo de recolha seletiva, mas mais de metade - 53% - ainda na recolha indiferenciada. Os dados são da APA, que alerta para a “quantidade muito significativa de resíduos com potencial de serem encaminhados para reciclagem que existe no fluxo indiferenciado”.
“É urgente inverter esta realidade”. O presidente da APA, José Pimenta Machado, refere-se à deposição em aterro dos resíduos dos portugueses que, com “pequenos gestos individuais”, pode ser diminuída. Os gestos em causa, “somados, têm um impacto considerável” e, não sendo possível evitar por completo a produção de resíduos, “é fundamental assegurar o seu encaminhamento para um destino adequado”, conta.
Portugal foi responsável pela produção de mais de cinco mil toneladas de resíduos urbanos, só em 2023, de acordo com os dados disponibilizados pela agência. “O país tem de acordar, estamos em estado de emergência.” O apelo é feito por José Pimenta Machado, que, em entrevista à CNN Portugal, revela que no ano passado 53% do nosso lixo foi parar aos aterros. Em 2023, esta percentagem era mais elevada - 59% -, mas a diferença continua a ser pouco expressiva. Deste total, 12% conheceram o seu destino na valorização energética - um processo de queima controlada que permite produzir energia a partir de todos os resíduos que não estão próprios para serem reciclados ou utilizados na compostagem. Para Susana Fonseca, “estarmos a incinerar os [resíduos] orgânicos também é uma má solução.”
A vice-presidente da associação ZERO critica o desperdício de “matéria orgânica” que é “fundamental para os nossos solos, particularmente em Portugal, que tem solos pobres nesta matéria”, refere. “Nós estamos a colocá-los em aterro e depois vamos comprar os fertilizantes para o solo”, acrescenta, sublinhando aquilo que acredita ser “uma má gestão de recursos”.
A boa notícia é que não somos obrigados a deitar fora estes biorresíduos (restos de comida, por exemplo). A compostagem doméstica pode ser uma solução e, de acordo com Susana Fonseca, é “uma das formas mais eficazes de reduzirmos a quantidade de resíduos orgânicos que saem das nossas casas.” Descrita pela vice-presidente da ZERO como “um processo relativamente simples”, a compostagem pode ser feita “no nosso quintal ou mesmo na nossa varanda”. O solo é quem mais beneficia desta prática, mas a população, especialmente as comunidades próximas de aterros, não fica nada atrás. “Estes resíduos são os que criam mais problemas, por causa dos cheiros, a atração de ratos e aves, por exemplo”, explica.
Apostar na prevenção
“Uma das formas mais eficazes de reduzirmos os resíduos que produzimos é começar a tentar reduzir o nosso consumo”. Além da reciclagem, reduzir o consumo próprio - e o desperdício - poderá ser uma maneira tão ou mais eficiente de minimizar o impacto ambiental do nosso lixo, indica Susana Fonseca.
Já se sentiu seduzido pelas promoções dos supermercados? Se sim, provavelmente não é o único. Fazer uma lista e pensar bem naquilo que é realmente preciso comprar, pode ajudá-lo. Pimenta Machado aconselha a população a ganhar o hábito de “planear antecipadamente as refeições de forma a comprar apenas as quantidades e os produtos necessários”. Susana Fonseca argumenta a favor “porque quando ficamos deslumbrados pelas promoções, muitas vezes o que compramos acaba por se estragar”.
Ser criterioso nas compras pode ajudar o ambiente, e podemos sê-lo a vários níveis. “Quando falamos em resíduos urbanos, os têxteis, os objetos que compramos para a casa e até o equipamento eletrónico fazem parte, portanto devemos pensar muito bem sobre a necessidade de comprar algo novo”, esclarece a vice-presidente da ZERO. No caso das roupas e dos móveis, podem ganhar uma segunda vida, se, como afirma, “o primeiro reflexo não for deitar fora”: “Estando em boas condições, podem ser doados ou vendidos em segunda mão”.
“As garrafas reutilizáveis” e os “nossos próprios sacos” devem substituir as embalagens descartáveis, diz Susana Fonseca, e mesmo as compras a granel - que devem ser “privilegiadas” - “funcionam bem se levarmos sacos”, caso contrário corremos o risco de estar a comprar uma pequena quantidade e a levá-la “dentro de um saco grande, que é pior do que se comprássemos um produto embalado”, refere. O presidente da APA reforça que “escolher produtos reutilizáveis é apostar na durabilidade”.
Se não pensa duas vezes antes de deitar um alimento fora, talvez o deva começar a fazer. “Nos produtos que são mais sensíveis precisamos de ter um cuidado a redobrar, mas muitos produtos vão para o lixo e ainda podem ser aproveitados”, afirma a vice-presidente da ZERO. Congelar ou pré-confecionar os alimentos que se podem vir a estragar evita “o desperdício para o ambiente e para os orçamentos familiares.” José Pimenta Machado adiciona mais um conselho à lista: “A aposta pode passar pelo reaproveitamento das sobras de refeições anteriores na confecção de novas receitas.”
As soluções que nos restam para além destas não são tão aliciantes. “Ou começamos a exportar resíduos ou regressamos às lixeiras”, alerta o presidente da APA. Isto num cenário em que, segundo os dados mais recentes de 2024, temos em média “14% de aterro disponível” e a maior parte dos nossos resíduos urbanos continua a ter os aterros como destino final.
O Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU 2030), aprovado pelo Governo, dita que, em 2035, apenas 10% dos nossos resíduos urbanos podem ser encaminhados para os aterros.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2025
Dia dos Povos Indígenas EUA - Indigenous Peoples Day
O Dia dos Povos Indígenas é um feriado oficial municipal e estadual em várias localidades dos Estados Unidos que celebra e homenageia os povos indígenas americanos e comemora suas histórias e culturas. É comemorado na segunda segunda-feira de outubro.
Saber mais aqui
My tribute to the enduring strength, cultural richness, and vibrant spirit of various Indigenous communities.
O impacto ambiental dos povos indígenas norte-americanos
Ao contrário do que se pensa, os povos indígenas da América do Norte não viveram em completa ausência de impacto ambiental — mas a forma como interagiram com o território foi notavelmente equilibrada e sustentável.
Muitas tribos, como os Cherokee, Apache, Yurok e Ojibwa, praticavam o “fogo cultural” — queimadas periódicas e deliberadas. Era uma técnica que renovava ecossistemas, promovia o crescimento de plantas úteis e evitava incêndios de grandes proporções.
Povos como os Pueblo, Iroqueses e Mississipianos desenvolveram sistemas agrícolas sofisticados tais como o cultivo integrado das “três irmãs” (milho, feijão e abóbora), que mantinha a fertilidade do solo. Usavam rotação de culturas, compostagem e controle da erosão.
A caça era cuidadosamente regulada, garantindo a reposição natural das espécies. Obras como terraços agrícolas e valas de irrigação mostram também um domínio técnico adaptado aos ciclos naturais - povos Cahokia e Hopewell)
Curiosamente, após o declínio populacional indígena causado pela colonização europeia, as florestas voltaram a expandir-se tanto que alguns estudos sugerem um pequeno efeito de arrefecimento global, conhecido como “Pequena Idade do Gelo”.
Os povos indígenas norte-americanos deixaram, assim, um legado profundo de gestão ecológica tradicional, cuja lógica de respeito e reciprocidade com a Terra continua a inspirar a conservação ambiental contemporânea.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2025
Valpaços foi distinguida como Cidade Biológica Europeia de 2025
O galardão reconhece o compromisso da cidade transmontana com práticas sustentáveis, a promoção de produtos locais e a integração da produção biológica na estratégia de desenvolvimento regional. O município português, com mais de 14 500 habitantes, é líder nacional em agricultura biológica e em sustentabilidade integrada, contando com 516 produtores biológicos certificados, o maior número em Portugal. A educação para a sustentabilidade, as medidas ambientais e a inovação estão no centro da sua estratégia, apoiadas por uma liderança política empenhada, pela cooperação interinstitucional e por políticas inclusivas. Os “tesouros biológicos” de Valpaços incluem produtos DOP e IGP premiados, como vinho, azeite, amêndoas, castanhas e mel.
O Comissário Europeu para a Agricultura e a Alimentação, Christophe Hansen, declarou: «Os vencedores dos Prémios Europeus da Produção Biológica são exemplos brilhantes do que o movimento biológico na Europa pode alcançar: combinam os mais elevados padrões ambientais com resiliência económica e envolvimento social. O seu trabalho demonstra que a agricultura biológica não só produz de uma forma sustentável, como também constrói comunidades e molda o futuro. Hoje celebramos as suas conquistas e homenageamos a força e o potencial de todo o setor biológico na Europa.»
Na cerimónia, o Comissário Hansen proferiu o discurso de abertura, seguido de uma mesa-redonda com representantes das instituições europeias, do organismo representativo dos agricultores COPA-COGECA e dos premiados.
Na sua quarta edição, os Prémios Europeus da Produção Biológica foram lançados em 2022 como um compromisso no âmbito do Plano de Ação para o Desenvolvimento da Produção Biológica, com o objetivo de reforçar o consumo de produtos biológicos. Na nova proposta relativa à Política Agrícola Comum, a União Europeia continuará a assegurar um forte apoio político à agricultura biológica, garantindo que o setor possa continuar a crescer e prosperar.
Mais informações sobre todos os vencedores de 2025 estão disponíveis nesta página
quarta-feira, 4 de junho de 2025
Solos que defendem: a importância da vida subterrânea na resiliência do montado
Quando se avalia a vitalidade de uma árvore, é natural começar pela observação da copa. A morfologia da ramagem, a coloração da folha, a densidade do rebentamento e a presença de necroses periféricas são sinais úteis de diagnóstico. No entanto, limitar a leitura à parte aérea é negligenciar aquilo que sustenta a árvore em permanência: o solo. Não como substrato físico, mas como sistema vivo. Um sistema onde coabitam milhares de organismos por grama, estruturados em cadeias tróficas subterrâneas que regulam a disponibilidade de água, a dinâmica nutricional, a estabilidade radicular e, num sentido mais profundo, a capacidade de resposta do ecossistema face ao stresse.
Falar em solo vivo implica reconhecer a sua função como interface biofísico entre a planta e o território. Implica também admitir que a saúde da árvore é inseparável da complexidade da microbiota edáfica que a rodeia.
Quando essa complexidade se degrada, por disrupção da estrutura física, mineralização excessiva da matéria orgânica, acidificação não compensada ou colapso da diversidade microbiana, o solo deixa de atuar como mediador ecológico e passa a funcionar como meio permissivo. É nesse contexto que as árvores se tornam vulneráveis ao avanço de agentes patogénicos radiculares e à instalação de pragas oportunistas. Não por causa da sua genética ou da idade, mas por perda de simbiose e de capacidade simbiótica.
A literatura científica designa por solos supressores aqueles que, pela ação combinada de fungos antagonistas, bactérias benéficas, nemátodes predadores, complexidade porosa e equilíbrio bioquímico, limitam ou inibem a expressão de organismos fitopatogénicos. Esta capacidade de supressão biológica não se refere a um efeito pontual, mas a uma propriedade emergente de um sistema que mantém relações de antagonismo funcional no plano microbiano. Microrganismos como Trichoderma spp., Gliocladium, Bacillus subtilis, Pseudomonas fluorescens, entre outros, competem com agentes como Phytophthora cinnamomi, Armillaria mellea ou Fusarium oxysporum por espaço, nutrientes e acessos à zona rizosférica. A sua presença ativa desencadeia mecanismos de resistência sistémica induzida na planta hospedeira, que se traduzem em maior resiliência aos fatores bióticos de pressão.
Nos montados do sul do país, onde predomina a azinheira e o sobreiro, os sistemas radiculares estabelecem simbioses ectomicorrízicas com fungos do género Tuber, Boletus, Scleroderma, entre outros. Estas associações expandem a área de absorção radicular, reforçam a tolerância hídrica, facilitam a disponibilização de macro e micronutrientes e ativam defesas endógenas contra agentes de apodrecimento e necrose radicular. A sua ausência, observada em muitos solos compactados ou sujeitos a práticas disruptivas de mobilização e aplicação excessiva de químicos de síntese, precede frequentemente os surtos de declínio e a colonização lenhosa por insectos xilófagos como Cerambyx cerdo, Platypus cylindrus ou os vectores de Biscogniauxia mediterranea.
A questão, portanto, não é apenas se o solo é fértil, mas se é funcionalmente simbiótico e defensivo. E isso exige outro tipo de leitura em campo. O cheiro húmico, a friabilidade da camada superior, a atividade de fauna edáfica (como colêmbolos, formigas estruturantes, minhocas), a presença de pastagens perenes com efeitos alelopáticos, a ausência de escorrência superficial e a presença de micorrizas aderentes às radículas finas são sinais que indicam um solo com capacidade suprimente. Em contrapartida, a crosta superficial após precipitação, a compactação à pressão manual, a ausência de macrofauna, a mineralização visível sem humificação e a presença crónica de árvores cloróticas, apontam para um ecossistema edáfico em perda de função.
Recuperar essa função não é uma questão de adubação. É um processo de regeneração sistémica. Começa pela compostagem localizada, pela inoculação direcionada de fungos simbióticos, pelo estabelecimento de coberturas vegetais biodiversas que respeitem as fases fenológicas da azinheira, pela eliminação de mobilizações e pela ativação dos ciclos de carbono a partir de matéria vegetal in situ. Ao fim de dois a três ciclos, é possível observar um reforço da rebentação vegetativa, um aumento da densidade foliar e, sobretudo, a redução da frequência e da intensidade dos surtos de pragas e doenças. Não por ausência de risco externo, mas por reconstituição da barreira subterrânea. A médio prazo, este tipo de abordagem reduz custos com fitossanidade, diminui a dependência de inputs externos e contribui diretamente para a recuperação produtiva dos povoamentos em declínio.
O solo pode não ser visível, mas é o elemento estrutural da resiliência. Um montado com solo vivo não é um sistema fechado. É um sistema adaptativo, capaz de modular as pressões a que está sujeito sem entrar em colapso. A árvore, nesse contexto, deixa de ser uma unidade isolada e passa a ser parte de um organismo mais vasto e interdependente. É esse organismo que importa restaurar.
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domingo, 12 de maio de 2024
Sobras têm valor
Opção 1 – No lixo comum
Opção 2 – No contentor amarelo das embalagens
Opção 3 – No contentor castanho das sobras alimentares
Se respondeu a opção 3 está correto! Mas apenas as saquetas de papel com as borras de chá ou café, pois são biodegradáveis. Só assim as suas sobras têm valor.
Em resumo: no contentor castanho deve colocar apenas sobras alimentares e alimentos impróprios para consumo. Evite sacos e resíduos de plástico e despeje as sobras diretamente no contentor mais próximo da sua casa.
✅ O que Colocar:
🥖 Sobras de pão, bolos, bolachas
🥑 Legumes, frutas
🐟 Carne, peixe (confecionados ou não)
🥚 Cascas de ovos, borras de café, saquetas de chá
🤧 Guardanapos e toalhas de papel
🍎 Separe corretamente! Reduza o desperdício, economize recursos e participe!
sábado, 4 de maio de 2024
sábado, 20 de abril de 2024
As virtudes do dente-de-leão (Taraxacum officinale)
Olá eu sou o Dente de Leão
Quando você me vir, lembre-se que eu sou o único que quer e pode crescer naquele lugar específico.
Isto é porque:
- Ou o solo está muito compacto / duro / passado e quero soltá-lo com as minhas raízes.
- Ou há muito pouco cálcio no solo. Não se preocupe, vou enchê-lo com a morte das minhas folhas.
- Ou o solo é muito ácido, mas vou melhorar isso para você se me der uma hipótese.
- Ou uma mistura de todas as opções acima.
Estou aqui porque a sua terra precisa da minha ajuda, então é melhor me deixar crescer sem me incomodar! Quando tudo estiver consertado, irei desaparecer novamente - eu prometo!
Tentando me remover prematuramente com meu root? Não importa o quão meticuloso você seja, voltarei 2 vezes mais forte! Somente até que sua terra melhore.
Você pode até ver crescendo em que estágio está minha ajuda. Se os meus lençóis estão planos no chão, então estou longe de terminar meu negócio, mas se todos eles se levantarem, então estou quase terminando.
Eu sou uma das primeiras flores da primavera, então vou anunciar a primavera / verão para você.
Durante o dia, quando está calor, abro minhas flores, mas à tarde, quando está frio, fecho-as novamente rapidamente. Na verdade, se não estiver quente o suficiente durante o dia, não vou abri-los de jeito nenhum!
Minhas flores são o primeiro alimento para os insetos após a hibernação e, ao contrário da maioria das outras plantas, tenho pólen e néctar. E sou generoso com eles pelas abelhas.
Aliás, minhas flores são realmente deliciosas para você, sabia? Ele costumava-me chamar de mel (ou ouro) dos pobres, porque as minhas flores são muito doces. A Internet está cheia de receitas - veja-as.
Mas espere até o final de maio ou depois antes de começar a me cortar e mesmo assim, não corte toda a planta. A biodiversidade e as abelhas ficarão muito gratas!
E finalmente, quando você me vir e em vez de pétalas amarelas, eu tiver um balão de dente-de-leão com penugem, assopre forte e faça um pedido: vou tentar realizar!
De Seu Bom Amigo Dente de Leão.
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
Festival Míscaros em versão alargada vai ser decorado com lixo da serra da Gardunha
O Míscaros – Festival do Cogumelo volta a realizar-se no Alcaide, aldeia do concelho do Fundão, com uma decoração feita a partir de lixo recolhido na serra da Gardunha e numa versão alargada além dos habituais três dias.
Entre os dias 17 e 19 realiza-se o habitual evento, centrado na gastronomia, animação de rua, artes, ‘workshops’, concertos e exposições, mas, nesta 14.ª edição, a organização “prolonga a experiência” a um “Míscaros nas Calmas”, de 24 a 26 e, até 09 de dezembro, continuam a ser dinamizados os passeios micológicos.
“Vai ser um primeiro fim de semana que é uma algazarra completa, e um outro, que vai ter também animação, mas mais calmo, para dar oportunidade às pessoas de desfrutarem mais tranquilamente, sem filas”, salientou, em declarações à agência Lusa, Fernando Tavares, o presidente da Liga dos Amigos do Alcaide (LAA), que organiza o Míscaros em parceria com a Câmara do Fundão.
Segundo Fernando Tavares, a decisão de ter o Mês do Cogumelo deveu-se à necessidade de dar resposta à habitual elevada procura, que nem sempre permitia a todos os visitantes experimentarem tudo o que pretendiam.
O responsável deu o exemplo das 180 vagas abertas para os primeiros passeios micológicos, que esgotaram em dois dias, e abriram esta semana as inscrições para mais três fins de semana em que é possível participar nestas visitas orientadas por especialistas, para identificar algumas das mais de 500 espécies existentes na serra da Gardunha, e também um passeio com cães.
“Queremos promover o respeito pela natureza e o conhecimento do nosso património micológico”, realçou o presidente da LAA.
A sensibilização ambiental é outra das prioridades, afirmou Fernando Tavares, segundo o qual o Míscaros não utiliza plástico desde 2015.
Este responsável explicou que foi feita uma recolha de lixo na serra da Gardunha, que vai ser reaproveitado para fazer as instalações e a decoração, em parte por crianças da escola do Alcaide, para envolver e consciencializar toda a comunidade.
“É importante saber que, por um lado, limparam-se zonas da Gardunha e, por outro, reutilizou-se e passou-se uma mensagem de sustentabilidade”, vincou.
Fernando Tavares frisou que, após 14 edições, os visitantes vão continuar a ser surpreendidos e destacou tratar-se de um evento “feito em casa das pessoas, que abrem as suas portas para os visitantes entrarem e experimentarem as refeições confecionadas por si, não é numa tenda, com vários expositores”.
O dirigente da LAA destacou que o Festival do Cogumelo vai ter à venda vinte espécies, através de produtores certificados, para garantir a segurança alimentar.
O habitual almoço comunitário de arroz de míscaro volta a realizar-se no dia 19, um domingo, e este ano vão estar a cozinhar ao vivo, entre outros, dois ‘chefs’ com estrela Michelin: Alexandre Silva e António Loureiro.
O vice-presidente da Câmara do Fundão, Miguel Gavinhos, enfatizou o impacto muito significativo que o Míscaros tem na economia e turismo locais, nomeadamente na hotelaria, já com a lotação esgotada no concelho e a notar-se a pressão nas unidades dos municípios vizinhos.
De acordo com o autarca, em declarações à agência Lusa, o Festival do Cogumelo representa uma circulação de “cerca de meio milhão de euros”, entre as transações feitas no evento e a hotelaria e espaços de restauração locais.
Este ano vai ser instalado um compostor comunitário no Alcaide para fazer o aproveitamento dos biorresíduos, que darão origem a fertilizantes.
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segunda-feira, 6 de novembro de 2023
No Outono também há muita biodiversidade - Leave Leaves Alone
Deixe as folhas mortas no seu quintal.
Não varra as folhas caídas que cobrem o relvado. Nem use bombas para remoção das folhas.
Os ambientalistas dizem que é melhor deixar isso como está. A camada foliar é como um miniecossistema que é útil para os insetos, abrigo de muitos anfíbios, alimento para as aves e pequenos mamíferos , tartarugas e cágados. A camada foliar é portanto muito importante para o solo e a saúde geral do seu jardim.
No entanto, alguns especialistas em paisagismo dizem que certos quintais precisam de ancinho. Se for esse caso, ou se preferir o visual bem cuidado, é incentivado a usar as folhas para compostagem.
As folhas em decomposição enriquecem o solo, agregando nutrientes e matéria orgânica. Você também pode pensar desta forma: deixar as folhas em nossas propriedades significa menos coleta e descarte em nossas cidades, reduzindo custos e emissões de carbono dos camiões de recolha.
A cobertura morta das folhas tem muitas vantagens:
- Reduz o ruído e os gases de efeito estufa.
- Também melhora a saúde do seu quintal.
- O material das folhas trituradas cria um composto valioso, que enriquece a camada superficial do solo.
- A cobertura morta de folhas também limita a propagação de poeira e contaminantes no ar e economiza tempo e dinheiro.
Os benefícios de aplicar cobertura morta nas folhas do quintal são numerosos e comprovados cientificamente:
- O manto de folhas mortas é mais silencioso e limpo do que soprar folhas;
- A cobertura morta reduz a necessidade de fertilizantes e evita a poluição da água, reduzindo a lixiviação de fósforo e fertilizantes;
- O manto de folhas reduz o risco de segurança de folhas empilhadas ou ensacadas nas margens das estradas e poupa o dinheiro do contribuinte para a recolha municipal de folhas;
- As folhas mortas melhoram a estrutura do solo, retenção de água e percolação;
- O mulching incentiva as raízes a penetrar mais profundamente, melhorando a saúde da relva;
- O mulch torna o relvado mais resistente a eventos climáticos como secas e inundações.
Porém queria chamar a atenção para as tartarugas e os cágados.
Em Portugal não existem tartarugas terrestres nativas. No passado, a tartaruga-do-Mediterrâneo existia por toda a Península Ibérica. Em Portugal, aliás, existem vários registos fósseis com alguns milhares de anos em Peniche, Sesimbra, Bombarral, Tomar e no Algarve. Talvez a tartaruga-mediterrânea seja mais adaptada ao clima presente da Península, mas com o tempo, talvez a tartaruga-moura, habituada a um clima mais árido, seja a mais indicada; talvez possam até viver lado a lado. Ambas precisam de um habitat de mosaicos, entre zonas abertas e zonas fechadas com floresta e arbustos. Em Espanha, há centros de reprodução de tartarugas e programas de reintrodução em várias zonas. Pode a tartaruga terrestre regressar a Portugal? Claro que sim. Haja equipas, investigadores, porque habitats temos, apesar de muita fragmentação, monoculturas, mato, etc.
Desde logo, para que esse regresso seja uma realidade, é necessário avançar com um programa de reintrodução, identificar áreas protegidas, encontrar animais para libertar e soltar as tartarugas em novas áreas. Esta expansão para novas áreas pode ainda ajudar a tartaruga terrestre a adaptar-se aos efeitos das alterações climáticas.
Em Portugal existem várias zonas com potencial para a tartaruga terrestre: as serras do Algarve, o Vale do Guadiana, os montados do Alentejo, a Costa Vicentina, os pinhais de Melides e do Meco, a Arrábida e Estuário do Sado, as serras de Aire e Candeeiros e de São Mamede, o Tejo e o Douro Internacional, a Serra da Malcata e o Planalto do Côa até Trás-os-Montes.
Quanto às tartarugas de água doce em Portugal temos o Cágado-mediterrâneo (Mauremys leprosa) e o Cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis).
Estas duas espécies partilham inúmeras vezes o mesmo habitat, sendo que o Cágado-de-carapaça-estriada é o mais raro e menos abundante, encontrando-se em risco de extinção no nosso país. A tardia maturidade sexual das fêmeas associada a baixas taxas de fecundidade e a uma mortalidade infantil elevada implicam uma taxa de crescimento populacional muito baixa, colocando a espécie numa situação particularmente frágil e vulnerável perante eventuais impactes negativos.
Além da introdução de espécies invasoras, estas espécies são frequentemente capturadas ilegalmente para animais de estimação, fabrico de objectos ornamentais e alimentação. Os cágados são também alvo de perseguição por parte dos pescadores motivados pela crença popular de que estes se alimentam de peixes dulciaquícolas. Estas capturas ilegais são responsáveis por elevadas taxas de mortalidade que põem em causa a dinâmica das populações de cágados. Também as mortes acidentais causadas pelas redes e outras artes de pesca representam uma significativa ameaça.
Saber mais:
quinta-feira, 14 de setembro de 2023
Embalagens descartáveis de papel têm forte impacto na biodiversidade e em futuros incêndios florestais em Portugal

A revisão dessas regras pela UE é encarada pela indústria de celulose como uma oportunidade de expansão da sua área de negócio, associada às fibras da madeira, aos “biomateriais”. Em Portugal, essa oportunidade tem suscitado um aumento da pressão das celuloses sobre a governação para o aumento das áreas de plantações de eucalipto.
As embalagens de papel e cartão estão associadas à produção de madeira para triturar. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), na publicação das Contas Económicas da Silvicultura de 2021, em junho deste ano, a produção de madeira para triturar triturada representou em 2021 (dados provisórios) 41,4% da produção de madeira, cortiça e outros bens silvícolas, o vlor mais alto desde 2015. Já a produção de cortiça e de madeira para serração representaram apenas 24,4% e 20,2%, respetivamente. Face a 2020, em 2021 a produção de madeira para triturar aumentou 2,5%, ao contrário da produção de cortiça que contraiu 6,0%. Em 2021, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da silvicultura registou uma contração de 1,8%, mantendo a tendência decrescente registada desde 2015. O VAB da silvicultura representa atualmente menos de metade do peso registado em 2000. Ou seja, o aumento na produção de madeira para triturar ao longo deste período de tempo não tem peso económico significativo para a silvicultura nacional. Os reflexos fazem-se sentir não só na economia, mas têm impacto social, no emprego, e ambiental, na perda de biodiversidade e em emissões de gases de efeito estufa decorrentes da tendência crescente dos incêndios, sobretudo em áreas de “povoamento florestal”.
A produção de madeira para triturar, essencial para a produção de embalagens, de papel de escritório e de “bio”energia, está associada em Portugal, sobretudo, às plantações de eucalipto, a extensas áreas de monocultura, a modelos de silvicultura intensiva, a crescente risco de incêndio. A expansão da área destas plantações, pelo peso crescente da área sob gestão de abandono nas últimas décadas em Portugal, acarretará significativos problemas sociais e ambientais no futuro, entre os quais os associados aos incêndios florestais e emissões decorrentes, como assistimos recentemente em Odemira, em Ourém/Leiria e em Coimbra.
O mito da aposta “verde” nos “biomateriais”, nas “forest fibers” tem consequências negativas, motivo pela qual a Acréscimo manifesta a sua preocupação face ao oportunismo associado à revisão do normativo da UE protagonizado por parte da indústria de celulose. No plano europeu, a Environmental Paper Network (EPN) e a Fern produziram e divulgaram um vídeo sobre os impactos do uso de embalagem descartáveis de papel e cartão, no caso, associados ao setor alimentar, nomeadamente ao “fast food” e ao “take away”.
O embalamento em papel tem algumas vantagens sobre o uso de plástico no que diz respeito à sustentabilidade. São mais fáceis de reciclar e, por serem biodegradáveis, podem ser utilizados para fins como compostagem. No entanto, a produção de papel exige muitos recursos: p.e., fabricar um saco de papel consome mais energia do que a produção de um saco de plástico, e os produtos químicos e fertilizantes utilizados na produção de sacos de papel criam danos adicionais para o ambiente. Estudos demonstraram que, para um saco de papel neutralizar o seu impacto ambiental em comparação com o plástico, teria de ser utilizado entre três e 43 vezes. Como os sacos de papel são os menos duráveis de todas as opções de ensacamento, é improvável que um consumidor aproveite o suficiente de qualquer saco de papel para equilibrar o impacto ambiental. O facto de o papel ser reciclável tem as suas limitações. Como as fibras do papel ficam mais curtas e mais fracas cada vez que ocorre o processo de reciclagem, existe um limite de quantas vezes o papel pode ser reciclado.
Se qualquer material de embalamento tem o seu impacte ambiental, seja papel, plástico, tecido, vidro ou outro, o fundamental é optar por aquele material que garanta maior capacidade de reutilização. O embalamento à base do corte de arvoredo tem, a este nível, enormes limitações. Por outro lado, o uso de madeira para embalamento descartável gera menos emprego, menor valor acrescentado na silvicultura, tem maior impacto na perda de biodiversidade e está associado a bens que rapidamente libertam para a atmosfera o carbono antes sequestrado pelo arvoredo, carbono esse que contribui para o aquecimento global, o que acarreta fortes consequências em futuros incêndios florestais.
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quarta-feira, 7 de junho de 2023
Documentário: Living Soil (Solo Vivo)
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sábado, 13 de maio de 2023
Abandone a sua pá, esqueça o fertilizante, ouça as ervas daninhas: o guia para uma jardinagem descontraída

Ansioso para colocar os seus canteiros de flores ou hortas em forma, agora que a primavera finalmente chegou? Não tão rápido! A vida é muito mais fácil quando você trabalha com a natureza e não contra ela
Depois de quase 30 anos de jardinagem, vários deles em boas instituições, como a Royal Horticultural Society e Kew Gardens, percebi que muito do que me ensinaram, se não está errado, também não está exatamente certo. Todo aquele esforço trabalhoso – capinar, fertilizar, cavar, cuidar e podar, selecionar e conformar – não está funcionando. Não pelas plantas, pelo solo ou pela comunidade ao seu redor, o que inclui você e eu. Culturas indígenas em todos os lugares basearam suas práticas em observar e honrar a ecologia, enquanto nós, no “mundo desenvolvido”, escrevemos nossas regras. Nossa tentativa de controlar a natureza tem perpetuado relações precárias com todos os seres do jardim, transformando tudo em uma espécie de batalha, ou regimes sem fim, seja ceifando, capinando, regando ou atacando algum bicho. É muito trabalho e hoje em dia muito mais do que estou preparado para fazer. Agora a primavera está finalmente se desenrolando, esta estação de crescimento, talvez, em vez de trabalhar em nossos jardins, todos pudéssemos relaxar um pouco, passar mais tempo olhando e ouvindo, esperando em vez de reagir, estando no jardim tanto quanto jardinando ativamente. Aqui está como é feito.
Deite fora a sua pá
Se você estiver minimamente interessado em jardinagem, já deve ter ouvido falar de “no dig”, no qual você evita sua pá e pega numa enxada. Em vez de revirar o solo, uma estrutura que levou centenas de milhões de anos para ser construída e, portanto, pensou muito sobre qual caminho deveria ser, você capina levemente ou “faz cócegas” no solo para remover quaisquer ervas daninhas indesejadas e deixa suas multidões de micróbios, fungos e insetos intactos, exatamente onde eles querem estar. Micróbios felizes tornam as raízes das plantas felizes, mais capazes de absorver nutrientes, combater pragas e doenças e resistir à seca. Conforme você continuar fazendo isso, haverá menos ervas daninhas para remover.
Todo solo tem seu banco de sementes de ervas daninhas: diz o ditado que uma semente de um ano são sete anos de ervas daninhas, mas na verdade são décadas para várias delas. Eles estão lá não para incomodá-lo, mas para agir como um colete salva-vidas para o solo. O solo exposto e livre de ervas daninhas é muito facilmente danificado ou erodido pelo clima: o sol o queima, o vento assola, a chuva o abate, compactando-o ou se vier um dilúvio, causando escoamento. Mais uma vez, aqueles vários milhões de anos de evolução não eram um sistema parado, mas avançando para um ponto de auto-resiliência. A grande maioria das sementes de ervas daninhas precisa de luz para germinar. Quanto mais você perturba o solo, abrindo-o, cavando coisas, mais luz você deixa entrar e mais o solo tem que correr para se proteger. Ele libera seu banco de sementes de ervas daninhas como uma camada protetora para manter o sistema unido.
Facilitar a remoção de ervas daninhas
Falando em ervas daninhas, é hora de abandonarmos a palavra completamente. Até mesmo a própria exposição de flores de Chelsea já está a redefinir as ervas daninhas como “plantas heroicas”. Talvez possamos falar deles como pessoas comuns ou anciãos (eles existem há muito mais tempo do que nós), porque cada erva daninha no seu jardim está a tentar lhe dizer algo muito importante.
Quanto mais um tipo domina, mais alto é o sermão. Os dentes-de-leão estão dizendo que seu solo é um pouco compacto, com poucos nutrientes superficiais, principalmente cálcio e potássio; as urtigas dizem que há muito azoto na superfície (não tão bom quanto parece). Uma enxurrada de ervas daninhas anuais – erva-do-mato comum, morugem e agrião-menor – dizem que o seu solo é dominado por bactérias, enquanto cardos, docas, alcanetes verdes e confrei são outro sinal de que a superfície está com poucos nutrientes e apenas aqueles com raízes longas para minar a camada do subsolo pode prosperar. As silvas tendem a proliferar onde há excesso de azoto, mas a terra foi deixada em paz para que elas possam se desenvolver melhor. Há alguma evidência, porém, de que elas têm um papel potencial na regeneração natural de mudas de árvores: os cervos não vão pastar no meio de um matagal e, numa floresta, isso significa que as mudas de árvores não serão mordiscadas, enquanto os fungos micorrízicos vão explorar a rede da floresta para aumentar as mudas com crescimento suficiente para compensá-lo e sair do matagal.
Uma vez que você comece a estudar a ecologia de qualquer coisa que chamamos levianamente de erva daninha, você descobrirá que é fundamental na reciclagem de nutrientes, fornecendo alimento na forma de néctar e pólen para todos os tipos de insetos, em todos os tipos de clima. E não apenas para polinizadores, mas também para coisas como minadores de folhas que se transformam em micro-mariposas e moscas que se transformam em comida para bocas famintas saindo do ninho, que se transformam em comida para aves de rapina voando alto. "Eu sei", eu ouço você chorar. Claro que sim, mas aposto que você ainda sai capinando quando não precisa.
Muitas dessas pessoas comuns chegam para ajudar o solo. Se você diminuir a remoção de ervas daninhas (você ainda terá que intervir algumas vezes) e, em vez disso, prestar atenção ao solo, muitas das pessoas comuns rapidamente se tornarão pessoas ocasionais. Os anuais são um sinal de que o solo se tornou dominado por bactérias, tendo evoluído de planícies aluviais a prados e campos, e prosperando na companhia de bactérias. Eles não prosperam nos solos dominados por fungos das florestas. Os fungos prosperam em solo rico em carbono porque é isso que eles comem.
Se você tiver muitas ervas daninhas anuais, adicione mais carbono ao seu solo na forma de composto caseiro volumoso, papelão (pode ser triturado, pode ser colocado como uma folha, pode ser adicionado à sua compostagem doméstica) ou folhas marrons (você nem precisa fazer molde de folha). Você não precisa cavar - as minhocas irão incorporar tudo no solo. Ou seja, se você desistiu de sua pá porque uma das maiores ameaças às minhocas é nosso hábito de arar e cavar, em parte porque se você for cortado ao meio, não volta a crescer e porque os túneis de minhocas têm sua própria bela arquitetura que suporta o solo, mas não se eles desabaram.
Abrace a podridão e a morte

'Se uma coisa prolifera em um sistema natural, outra coisa virá para aproveitar esta oportunidade.'
Então, deitamos fora a pá, consideravelmente afrouxada na capina; agora é hora de abrir mão da arrumação. Todos nós fazemos isso, removemos uma folha amarelada ou mordiscada, varremos as folhas gastas e pegamos gravetos, podamos os mortos e moribundos. Em parte porque a ideia era que todo esse material abrigasse lesmas, outras pragas e doenças. Pode, mas a praga de uma alma é o jantar de outra. É verdade que as lesmas adoram uma pilha de folhas húmidas e levemente apodrecidas, mas também os escaravelhos que as caçam.
Esta história se repete continuamente: se uma coisa prolifera num sistema natural, outra coisa, às vezes muitas coisas, virá para aproveitar essa oportunidade, para restaurar o equilíbrio. Um jardim que consegue encontrar esse equilíbrio não tem problemas com pragas ou doenças – tem seres, que vivem e morrem, às vezes prosperando, mas raramente à custa de todo o sistema. Esse acto de equilíbrio leva tempo, vários anos ou mais, mas eu prometo a você: até as lesmas se acalmam. Apodrecimento, doenças, pragas são apenas o sistema de reciclagem da Terra. Não é um grande ato de fé confiar no tempo. As plantas existem há muito mais tempo do que jardinagem, com muito tempo para trabalhar nas nuances da reciprocidade.
Pare de perseguir o crescimento rápido
Desde a II Guerra Mundial, temos adorado falsamente o azoto e o fósforo como reis no jogo dos fertilizantes. Os fertilizantes sintéticos, uma ressaca muito ruim da fabricação de bombas, nos levaram a acreditar que poderíamos manipular o sistema. Usá-los significava que os agricultores podiam transformar cada pedacinho de solo num campo, pelo menos por um tempo, e isso se refletiu na maneira como jardinávamos.
Há um debate muito mais amplo sobre o uso excessivo de fertilizantes , em particular o azoto, na agricultura, mas isso está fora de nosso controle. O jardim não é.
Não há necessidade de produtos químicos manufaturados de qualquer tipo aqui. Em primeiro lugar, todos os solos diferem, mas os fertilizantes sintéticos, particularmente os vendidos a jardineiros, adoptam uma abordagem de tamanho único. Independentemente de onde você esteja, você aplica a mesma quantidade de alimento vegetal. Estes fertilizantes sintéticos não ficam in situ; eles fogem. E há evidências de que, com o tempo, eles podem esgotar o carbono armazenado dos solos , reduzindo a fertilidade, mesmo que a matéria orgânica ainda seja adicionada. Em resumo, se você compra fertilizantes, está pagando por ganhos de curto prazo. O composto caseiro é gratuito e vai construir o seu solo, ajudando a armazenar carbono e a alimentar as suas plantas. Mesmo se você fizer isso muito mal.
Composto in situ

Chega de trabalho pesado... deixe o seu solo fazer o trabalho pesado
Se você deseja uma abordagem ainda mais despreocupada, pode fazer a maior parte da compostagem sem espalhar coisas. Não limpe as suas colheitas gastas, deixe os caules e as folhas da abóbora, derrube os pés velhos de tomate e feijão e deixe tudo na terra. Você pode cobri-lo para acelerar as coisas - os jardineiros tendem a usar plástico preto por conveniência, mas o papelão é abundante, gratuito e fácil o suficiente para um pequeno jardim. Coberto ou não, permite que os resíduos da colheita voltem direto para o lugar de onde vieram. Se você quiser plantar de volta no espaço que acabou de colher ou limpar, tente cortar, aparar, triturar ou cortar manualmente as colheitas usadas e plantar diretamente nelas. É mais rápido, evita carregar coisas para a pilha de compostagem e vice-versa e cria um solo maravilhoso e friável. Toda aquela noção de capinar e ajuntar o solo para fazer uma boa lavoura para crescer? Acontece que é melhor feito pelo sistema do solo do que pelo seu suor.
Não estou sugerindo que devamos desistir do composto. Ainda é a melhor maneira de lidar com a matéria orgânica doméstica, seja restos de comida, papel e papelão, pêlos de animais, etc. Os métodos de solo podem levá-lo a um solo mais rico com menos esforço e menos custo. E se você trouxer composto, nunca, nunca use turfa. Estamos a destruir preciosos habitats de turfa que precisamos para armazenamento de carbono, água limpa e gestão de enchentes. Os seres vivos que vivem em turfeiras não querem viver em mais nenhum outro lugar, então não vamos destruir a sua casa pelas idiotices da jardinagem.
Incentive a promiscuidade das plantas
Finalmente, vamos abraçar o diverso, o ligeiramente diferente, o variável em nossas flores e alimentos. Durante milénios, selecionamos e cultivamos plantas para que elas nos beneficiem – esta é a nossa história de origem. Mas, por muito tempo, esse foi um processo descontraído de deixar os polinizadores trabalharem, guardando sementes, crescendo e percebendo o que funcionava melhor nas condições em que você estava. É conhecido, tecnicamente, como criando um landrace, uma cultivar antiga que é variável, muitas vezes contendo muitos alelos (formas de genes) que não estão presentes nas cultivares modernas altamente cultivadas. A Jardinagem Landrace é o oposto: semelhante a uma orgia de plantas, você permite que todas as suas variedades de cenoura, ou o que quer que esteja cultivando, se polinizem entre si para criar uma população reprodutora diversificada. É uma estratégia de sobrevivência que diversifica o pool genético, tornando-o melhor preparado para o futuro do que é algo altamente criado.

'Não sabemos para onde estamos indo, mas é melhor irmos preparados com um amplo pool genético.'
O resultado é uma beterraba ou um feijão ou uma flor que não é uniforme; à medida que os diferentes alelos desempenham sua expressão, uma raça varia em cor, tamanho, textura e até sabor. Qualquer um pode se tornar um jardineiro Land Race . É uma experiência divertida de mais de cinco anos que exige muito pouco esforço e o recompensará com vegetais e flores que funcionam inteiramente para o seu sistema de cultivo e solo. Não quer passar o verão todo regando excessivamente (posso lembrar como o verão passado foi quente)? Crie uma folha verde que não precise dela. Tem solo pobre? Crie uma batata que adora. Quer um tomate com gosto de alguma coisa, mas não se importa com uma geada tardia? É tudo possível.
Semeie todas as variedades nomeadas que tenham as características que deseja, cultive-as e, com a ajuda das abelhas, promova a promiscuidade e deixe-as fazer a polinização cruzada. Selecione e salve sementes apenas daquelas que se dão bem em seu solo. Comece novamente na próxima primavera, semeando a sua semente salva. Até a metade pode não sobreviver, mas você terá muitas sementes, então não importa. Deixe os polinizadores nas novas plantas, selecione as sementes daquelas que estão funcionando e continue. Em algumas temporadas, você pode ter alho totalmente adaptado ao seu solo – pode levar mais alguns anos para encontrar aquela abóbora ou tomate perfeito.
Não sabemos para onde estamos indo no que diz respeito ao nosso futuro neste planeta, mas podemos ir preparados com um amplo pool genético, em relação às nossas plantas populares comuns e as suas comunidades, maravilhados com os nossos insetos, fascinados pelos nossos amigos fungos, com os nossos solos e as nossas energias reabastecidas. E como qualquer grupo de amizade, isso é feito melhor saindo, relaxando e aproveitando a companhia um do outro.
Em tudo isso, não estou defendendo a desistência da jardinagem, mas mudando a perspectiva do que precisa ser feito. Se o dente-de-leão, as azedas ou as amoras não estiverem no caminho que esperava, deixe-as. Se a planta cair numa orgia de pulgões, deixe-a para algum outro ser do jardim limpá-la. Deixe as plantas morrerem no lugar, aprenda a observar e observar antes de fazer qualquer movimento. Você verá que a natureza está muito mais disposta a ajudar do que a causar problemas.
Fonte: The Guardian
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domingo, 19 de março de 2023
Qual o estado das ações climáticas em 2023?
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
Afinal, qual é a taxa real de reciclagem?
Ao consultar os dados da APA sobre a taxa de reciclagem de resíduos urbanos relativa a 2021 uma dúvida salta logo à vista: em Portugal Continental reciclámos 21% ou 33%?
É que no gráfico de colunas que inicialmente é apresentado, existe a indicação de que em Portugal Continental foram reciclados 14% dos resíduos urbanos através de reciclagem multimaterial e 7% através de compostagem ou digestão anaeróbia, o que perfaz um total de 21% de reciclagem.
No entanto, numa tabela mais abaixo é referido que essa taxa foi de 33% e é esse o número que é apresentado como oficial pela APA.
Mas afinal, em que ficamos?
A razão desta grande incoerência de dados reside no facto de para os 21% a APA ter apenas contabilizado os resíduos que foram efetivamente reciclados, enquanto que o número dos 33% surge na sequência da fórmula de cálculo utilizada no PERSU de 2015 que considerava que todos os resíduos biodegradáveis (biorresíduos e papel/cartão) que passassem na báscula das unidades de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) eram automaticamente considerados como reciclados através de valorização orgânica.
Isto, independentemente desses resíduos serem ou não efetivamente tratados por processos biológicos e desse tratamento ter resultado um composto que tenha sido utilizado para melhoramento dos solos.
Ou seja, para além dos 7% dos resíduos urbanos que foram efetivamente reciclados através da valorização orgânica, a APA está a contabilizar como reciclados mais 12% dos resíduos urbanos, cerca de 600 mil toneladas de resíduos biodegradáveis, que passaram nas básculas dos TMB, mas cujo destino final foi o aterro, tendo por isso pago a respetiva TGR.
Para a APA é sol na eira e chuva no nabal: os mesmos resíduos servem para aumentar a taxa de reciclagem e as receitas da TGR.
E esta contabilização é ilegal, uma vez que de acordo com o ponto 6 do Artigo 2.º da Decisão da Comissão de 18 de novembro de 2011 que estabelece regras e métodos de cálculo para verificar o cumprimento dos objectivos estabelecidos no artigo 11.º , n.º 2, da Directiva 2008/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho:
”No caso em que o cálculo dos objectivos se aplica à digestão aeróbia ou anaeróbia de resíduos biodegradáveis, os que são submetidos a tratamento aeróbio ou anaeróbio podem contar como resíduos reciclados se o tratamento gerar compostos ou lamas e lodos de digestores que, após qualquer tratamento adicional eventualmente necessário, sejam utilizados como produto, material ou substância reciclados para tratamento do solo em benefício da agricultura ou para melhorar o ambiente.”
É pois de lamentar que a APA e o Ministério do Ambiente insistam nesta contabilidade criativa, tentando aumentar artificialmente as taxas de reciclagem em vez de reconhecerem os males de que padece o nosso sistema de gestão de resíduos urbanos e procurar as respetivas soluções.
É pena também que a Comissão Europeia feche os olhos ao incumprimento das próprias leis por si publicadas, passando para os responsáveis governamentais dos diversos países um claro sinal de que a legislação europeia não é efetivamente para cumprir.
E o resultado é o que se vê, nomeadamente em países como o nosso, onde já ninguém acredita que as metas ambientais são para cumprir, sucedendo-se os diversos responsáveis pela pasta do ambiente sem qualquer interesse em alterar este estado de coisas, enquanto que na APA se mantêm sempre as mesmas pessoas e cuja função principal parece ser a de fornecer aos governantes as tais contabilidades criativas para minimizar o péssimo desempenho do nosso país na área dos resíduos urbanos.
Como nota final, dizer que se Portugal Continental reciclou 33% dos RU em 2021, enviou para aterro 56%, valorizou energeticamente 19% e enviou para outras valorizações 2%, então a soma de todos estes destinos finais dá 110% e alguém terá de voltar à escola primária.
[Relatório Anual de Resíduos Urbanos em 2021, da APA aqui]
Fonte: Rui Berkemeier
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segunda-feira, 28 de novembro de 2022
Livro- Agricultura Biológica: Boas Práticas Agrícolas Para o Solo e Para o Clima
Trata-se de um manual de boas práticas agrícolas para melhorar o solo, fixar carbono, reduzir emissões poluentes e eliminar a aplicação de herbicidas, cumprindo assim o objetivo de promoção da fertilidade do solo de forma sustentável face às alterações climáticas."
Como está o solo em Portugal?
- 63% do território do continente classificado como estando suscetível à desertificação e 32,6% com solos em situação degradada (dados de 2020)
- Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação
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Livro- Manual de Agricultura Biológica
Nos últimos anos, a procura por alimentos de origem biológica disparou e são muitos os que optam por cultivá-los, seja para consumo próprio em pequenos quintais ou mesmo nas varandas, seja mudando de vida e trocando o ritmo alucinante das cidades pelo campo e pela natureza. Mas para quem nunca mexeu na terra, por onde começar? O que devo cultivar? E como garantir uma horta 100% biológica, sem recorrer aos químicos prejudiciais para o nosso corpo e para o meio ambiente? Como assegurar uma produção sustentável de uma forma biológica, respeitando a natureza? Como eliminar as pragas sem recorrer a pesticidas de síntese química? E quem já cultiva, mas quer tornar a sua produção mais saudável e mais alinhada com os tempos que vivemos? Foi a pensar nestas perguntas que surgiu este "Manual de Agricultura Biológica — Crie uma Horta Saudável e Cultive os Seus Próprios Alimentos", da autoria de três destacados elementos da AGROBIO - Associação Portuguesa de Agricultura Biológica. Neste livro prático, repleto de quadros, ilustrações e esquemas elucidativos, e quer seja um iniciante ou já possua experiência, poderá aprender a melhor maneira de organizar e cuidar de uma horta biológica, para poder ter sempre hortícolas saudáveis e amigos do ambiente.
E-Livro: Introdução à agricultura biológica
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sábado, 26 de novembro de 2022
12 Marcas de café com parceria inédita para reciclagem de cápsulas usadas
Numa iniciativa inédita, 12 marcas de café – Bellissimo®, Bogani®, Buondi Caffè®, DeltaQ®, Nescafé Dolce Gusto®, Nespresso®, Nicola®, Segafredo®, Sical®, Starbucks®, Torrié® e UCC® – sob a égide da Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), juntaram-se para um projeto de Reciclagem de Cápsulas de Café.
A primeira iniciativa arranca hoje, com a Cascais Ambiente, através da disponibilização de mais um fluxo na rede de Ecocentros do Município, para a reciclagem de cápsulas de café usadas, com o objetivo de lhes dar uma nova vida, independentemente das marcas e dos materiais que as compõem.
Para Cláudia Pimentel, Secretária Geral da AICC, citada em comunicado, “esta é uma iniciativa pioneira de parceria entre a Câmara Municipal de Cascais e várias marcas de café, que nos deixa bastante honrados. O compromisso com o meio ambiente, com a sustentabilidade e a economia circular, fez estas 12 marcas de café unirem-se na criação de um sistema comum para a reciclagem de cápsulas de café. Cascais é, a partir de hoje, o primeiro Município a implementar este sistema em parceria com a Cascais Ambiente, o que nos deixa bastante orgulhosos e com esperança de, no futuro, caminharmos para a recolha e reciclagem de cápsulas usadas a nível nacional, pretendendo alargar este projeto a outros municípios”.
“Em Cascais, trabalhamos todos os dias para criar soluções que não sejam mais caras para os munícipes e permitam o aumento da circularidade dos materiais. Ao recolhermos as cápsulas de café nos oito ecocentros existentes, aumentamos de 12 para 13 fluxos recolhidos, otimizando a capacidade de recolha da Rede de Ecocentros,” refere Luís Almeida Capão, Presidente do Conselho de Administração da Cascais Ambiente. “A co-coleção de resíduos seletivos é uma aposta do concelho de Cascais. Este projeto aumenta a eficiência da nossa operação”.
Ao todo são oito Ecocentros fixos e móveis que existem espalhados pelo Município e que agora passam a recolher também cápsulas de café usadas. Qualquer pessoa pode depositar as suas cápsulas usadas, independentemente das marcas ou dos materiais de que sejam feitas (plástico ou alumínio e borra de café) para que sejam totalmente recicladas. Todos os locais da rede de Ecocentros podem ser consultados aqui .As cápsulas recolhidas nos Ecocentros são entregues e armazenadas na Tratolixo.
No reciclador, as cápsulas são tratadas permitindo separar os distintos materiais e terem uma segunda vida. As borras de café convertem-se em composto orgânico para uso agrícola e outros produtos que promovem a circularidade; o alumínio coletado, uma vez que é infinitamente reciclável, pode ser transformado em novos objetos do quotidiano (esferográficas, lapiseiras, outros); e do plástico produz-se um material que se usará para fabricar novos objetos, explica o comunicado.
“Este é um projeto pioneiro em Portugal, com diversas marcas comercializadoras de cápsulas de café unidas num processo conjunto de reciclagem que começa em Cascais e que pretende incentivar todos os portugueses a juntarem-se a este projeto de sustentabilidade”, conclui a mesma fonte.
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sábado, 24 de setembro de 2022
Recreating Terra Preta: Good Soil for Centuries!
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
It’s Time to Make Cities More Rural
Fonte: Wired
Jennifer Busselot has had one hell of a summer harvest. On a 576-square-foot plot of land, she’s pulled up over 200 pounds of produce—cucumbers, peppers, tomatoes, and basil, among other goodies—and the growing season isn’t anywhere close to done. Despite that resounding success, Bousselot is no farmer; she’s a horticulturist at Colorado State University, and that plot of land is actually up in the sky. The garden, atop a building near the Denver Coliseum, was purpose-built for Bousselot’s brand of research in an up-and-coming scientific field: rooftop farming.
As more people pour into metropolises—urban populations are projected to double in the next three decades, according to the World Bank—scientists like Bousselot are investigating how designers and planners can ruralize cities, greening roofs, and empty lots. The concept is known as “rurbanization,” and it could have all kinds of knock-on benefits for ballooning populations, from beautifying blocks to producing food more locally. It dispenses with the “city versus country” binary and instead blends the two in deliberate, meaningful ways. “You don’t have to set this up as a dichotomy between urban and rural, really,” says Bousselot. “What we should probably focus on is resilience overall.”
“The rurbanization idea is: OK, if we mix this up a bit, maybe we can create benefits on both sides,” adds Jessica Davies, principal investigator of Lancaster University’s Rurban Revolution project, a scientific investigation of the concept. “So if we bring some of what we grow nearer to where we live, can we enhance our connection with food? Can we make food more accessible? Can we improve local ecosystems?”
Recent research has begun to provide data on how well urban agriculture actually works if you’re planning to, you know, eat. A review paper published last month by researchers working on the Rurban Revolution project surveyed previous studies and determined that on average, urban agricultural yields (including both outdoor and indoor growing operations) were on par or higher than those of typical farms. But certain crops, like lettuces, tubers, and cucumbers, had yields up to four times higher when grown in cities. A separate team of scientists in Australia looked at 13 urban community farms for a year and found their yields to be twice that of typical commercial vegetable farms.
The caveat, though, is that this productivity comes in part from intensive human labor. On a commercial farm, crops are usually grown one at a time and tended with specialized equipment—you can’t plant wheat and carrots in the same field because they’re harvested in totally different ways. Crops also have to be spaced out to make room for where the equipment drives, reducing the amount of land that’s actually producing food.
An urban farm, by contrast, can grow all kinds of crops packed closely together because they’re harvested by hand. That’s part of the reason why Bousselot’s tiny rooftop garden in Denver is so productive. That crop diversity also means you can harvest different plants at different times—tomatoes in August, pumpkins in October—so the supply of food is more broadly distributed. Even though Bousselot has already harvested over 200 pounds of food, she still has two months left to go.
That requires human labor instead of a machine. So while urban farming can have a higher yield than traditional agriculture, it’s not necessarily as efficient. “But that inefficiency could easily change,” says Robert McDougall, an agricultural scientist at the independent research company Cesar Australia, who led the Australia study. “The people I studied were people who carried out urban farming mostly for recreational purposes, and so weren’t really interested in working as efficiently as possible. And they weren’t necessarily using the most efficient sources of materials.”
Take water, for example. Cities are currently designed to be impervious to rain, quickly draining it off streets to keep roads and buildings from flooding. But some urban areas are now transitioning into “sponge cities,” designed to safely soak up rain and store it for later use. In Los Angeles, for instance, officials are experimenting with roadside green spaces, where water seeps underground and into storage tanks. Rurbanized cities of the future could tap into that water source to grow food, and the gardens themselves could act like sponges, collecting rainwater to prevent local flooding.
Better municipal composting programs could also provide urban farmers with mulch so they don’t have to rely on synthetic fertilizers, which are terrible for the environment. “Were the gardeners I studied more tapped into these various sources of materials that were available within the environment around them,” says McDougall, “they could have easily carried out their farming in a much more sustainable fashion.”
Urban farms attract a host of pollinators like bees, McDougall has found. These insects, along with other pollinators like birds, could help boost biodiversity.
Cities also need all the green spaces they can get to counter the “urban heat island effect,” or the tendency for the built environment to absorb more of the sun’s energy than parks and forests do. Temperatures in urban areas can be 20 degrees Fahrenheit hotter than surrounding rural ones, where the plentiful vegetation releases water vapor—cooling the area as the plants essentially sweat. Bringing more plant life into cities will help cool things off and save lives during extreme heat events.
Urban agriculture can help insulate individual cities against food shocks, like if a particular mass-produced crop fails—which is increasingly likely as climate change spawns longer, more intense droughts. “You depend less on globalized supply chains,” says environmental scientist Florian Payen, who authored that review paper on yields. (He’s now at Scotland’s Rural College, but did the research while at Lancaster University.) “And so you are maybe less vulnerable to all of the different things like we’ve seen with Covid, or with climate change, that can impact the supply chain.”
Urban agriculture should also, in theory, reduce some of the emissions associated with conventional farming, which uses carbon-spewing machinery and requires shipping food vast distances to customers. But there isn’t much data to back that up yet, Payen says.
“The evidence so far is not really conclusive as to whether producing in urban areas for urban dwellers actually is associated with a lower carbon footprint than rural production,” says Payen. “And that is really based on the fact that there are lots of different ways of producing the food, and lots of different modes of transportation.” Wheat production, for example, is highly mechanized and relies on massive harvesting vehicles. And different crops travel different distances to get to market.
Those calculations focus primarily on the emissions from heavy machinery and long-distance trucking and shipping. But Elizabeth Sawin, founder and director of the Multisolving Institute, which promotes interventions that fix multiple problems at once, sees adding farms as a way to subtract a different source of emissions: cars. “Don't underestimate how much of the square footage of our cities is devoted to the automobile, like highways or parking,” she says. “As we open up more space for living with things like public transportation and dense housing, that could become space for growing food.” Obliterating asphalt and planting seeds would transform cities from car-centric to people-centric systems.
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