sábado, 11 de julho de 2026
Por detrás da sua imagem amiga do ambiente, a IKEA - o maior consumidor de madeira do mundo - esconde práticas bastante pouco escrupulosas
domingo, 29 de março de 2026
Beata Belanszky-Demkó
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| O Brilho, 2023 |
Beata Belanszky-Demkó é uma artista plástica contemporânea de nacionalidade húngara, cuja trajetória de vida e formação académica refletem uma profunda dedicação às artes visuais. Nascida em 1976 na cidade de Satu Mare, na Roménia, no seio da comunidade húngara da Transilvânia, mudou-se para a Hungria em 1990. Foi neste país que consolidou o seu percurso escolar e artístico, tendo frequentado a Escola Secundária de Artes Visuais e Aplicadas de Budapeste, uma instituição de referência onde aprofundou as bases do desenho e da composição.
A sua formação académica prosseguiu a nível superior na Universidade de Óbuda, em Budapeste, onde se licenciou em Design Industrial. Esta base técnica e estruturada confere à sua obra uma compreensão singular da forma e do espaço, que mais tarde fundiu com a liberdade da pintura. Embora tenha formação em design, Beata optou por dedicar-se inteiramente às belas-artes, desenvolvendo um estilo que oscila entre o impressionismo moderno e a abstração lírica.
Atualmente a residir em Sóskut, a artista utiliza predominantemente a técnica da espátula e tintas a óleo para criar paisagens e figuras humanas que primam pela harmonia cromática e pela exploração da luz. O seu currículo inclui inúmeras exposições individuais e coletivas, sendo membro ativo de diversas associações de artistas, o que reforça o seu papel no panorama artístico húngaro contemporâneo.
domingo, 17 de agosto de 2025
Spark & Valer Sabadus - Seemann
A canção “Seemann” (em alemão, Marinheiro) é originalmente de 1960, interpretada por Lolita, um grande êxito da época.
ein Sturm kommt auf
und es wird Nacht
So ganz allein
treibst du davon
wenn es dich
nach unten zieht
So uferlos
die kalte See
Der Herbstwind hält
die Segel straff
mit Tränen im Gesicht
Das Tageslicht fällt auf die Seite
der Herbstwind fegt die Straße leer
hast Tränen im Gesicht
Das Abendlicht verjagt die Schatten
die Zeit steht still und es wird Herbst
Die Sehnsucht wird
der Steuermann
Der beste Seemann
war doch ich
hast Tränen im Gesicht
Das Feuer nimmst du von der Kerze
die Zeit steht still und es wird Herbst
So gnadenlos ist nur die Nacht
Am Ende bleib ich doch alleine
Die Zeit steht still
und mir ist kalt, kalt, kalt, kalt
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Cioran: entre o pessimismo e o fanatismo na política
Em Portugal pouco ainda se fala sobre o filósofo romeno, Emil Cioran, nascido em 1911, em Rasinari, comuna romena localizada no distrito de Sibiu. O escritor e filósofo foi radicado posteriormente na França, onde ganhou fama nos círculos intelectuais, além de ser conhecido como “rei do pessimismo”, chamado assim por um jornal britânico da época. O seu pai, Emilian Cioran, era um padre ortodoxo romeno, enquanto a mãe, Elvira Cioran, era de Veneţia de Jos. Da linhagem materna pertencia a uma pequena família de nobres na Transilvânia, pois o seu avô materno era tabelião e ganhou o título de barão pelas autoridades imperiais.
Nos tempos de juventude apoiou o nazismo, após ter sido condecorado com uma bolsa de estudos em Berlim, assim como nutriu simpatia pelo fascismo italiano. Não muito tempo depois renega tal admiração da sua juventude, criticando os movimentos de ultradireita e os fascistas, além de tecer, durante toda a sua vida um mea culpa por seu envolvimento, denominando-os como “seitas doentias”, e referia a essa parte triste de sua vida como “doença da juventude”. Por esse motivo, supomos, a política nunca foi objeto direto de seus escritos, porém mesmo tratando de inúmeros temas, não deixou de alertar sobre as problemáticas que englobam os sujeitos como um todo.
Agregando o pessimismo de Schopenhauer, com o ceticismo de Montaigne e o niilismo de Nietzsche, não teve medo da represália académica ao discorrer sobre os temas da morte, da obsessão, da alienação e do fanatismo.
O assunto da alienação, recorrente em diferentes pensadores e perspectivas como Karl Marx, Jean-Paul Sartre e Albert Camus, retratam um ambiente de tortura e tormento, segundo Cioran, incitado pelas narrativas religiosas do pecado original e da obsessão pelo absoluto, como também pelo pragmatismo político observado no autoritarismo presente em diversos cantos da Europa. O filósofo viveu de perto o surgimento e a consolidação dos totalitarismos e as catástrofes causadas pelas crenças ideológicas do século passado, evidentemente, herdou a experiência sombria de tais eventos. Com efeito, sua filosofia é profundamente marcada por uma escrita trágico-poética, o que traduz bem seu pessimismo e desencantamento quase mórbidos, de quem assistiu aos horrores nefastos provocados pelos mais belos devaneios.
A construção do fanatismo depende de enredos e alegorias apocalípticas que só teriam resolução a partir do surgimento de um mito ou herói. Ou seja, para se construir um “salvador da pátria” é necessário que se crie o caos, a instabilidade, o terror e o medo. Dentro desse contexto criado pela classe dominante surge o “messias”, que na verdade é o fanático por excelência ou aquele que dissemina o fanatismo por intermédio do controle e do autoritarismo. Através disso, não é difícil observar e apontar a semelhança dos movimentos autoritários e fascistas que de ontem e de hoje, além de criarem um cenário de extrema vulnerabilidade se colocam como a única alternativa cabível e válida.
Emil Cioran, em seus Syllogismes de l’amerture (em português, Silogismos da Amargura), afirma que “quando a ralé adota um mito, conte com um massacre ou, pior ainda, com uma nova religião”. Essa atmosfera de idolatria mostra um sintoma que revela nos sujeitos um desejo insaciável de dominação, transfigurado na política através da tirania, dos abusos de poder e do autoritarismo, características de grupos autoritários e radicais extremistas. A grande vitória da burguesia, segundo o autor, provém do fracasso do outro, um espetáculo de uma grande ideia desfigurada. O pessimismo inerente ao pensamento do autor não é um pedido de discipulado, ou um clamor por seguidores e arautos, mas um alerta para as sociedades não caírem nas amarras do obscurantismo e da tirania. Se por um lado, para muitos a utopia de um mundo harmonioso e feliz é posto como referência e ideal, pelo outro, Cioran, observa as tendências de estagnação prefiguradas pelas mesmas utopias, que caem em um idealismo abstrato e se acomodam, não contestam e nem buscam transformar a realidade.
Na prática política contemporânea notamos o discurso de segmentos reacionários da nossa sociedade, dirigidos em especial às minorias e opositores, carregado de intransigência e proselitismo. Esses grupos ultrarradicais edificam as suas crenças no terreno dogmático, similar à religiosidade fanática, se fecham em círculos ou panelas com pessoas similar e com as mesmas tendências de pensamento, para que sejam validados seus preconceitos e visões deturpadas sobre o mundo.
A intolerância que vemos no mundo atual, pode ser definida como a ação que o fanatismo estimula e pratica em todas as suas declinações, tendo como alvo quem não se enquadra em seus devaneios e alucinações autoritárias. Por isso, segundo o autor franco-romeno, qualquer sujeito que abraça o proselitismo e desenvolve um fanatismo ideológico naturalmente se transforma num intolerante – e também num idólatra.
Um dos conselhos retirados das suas obras atravessa gerações: sempre que um fanatismo declina, outro surge em seu lugar. Observamos atentamente que o retorno de tendências fascistas nos principais postos governamentais, em grandes países no mundo, é a prova da existência do perigo constante que vivemos. Por conta disso, a humanidade pode caminhar para sua própria destruição, tornando-se mercadoria de si mesma, ou seja, vendendo a sua liberdade e os seus direitos, através da simpatia e do apoio por grupos extremistas. Numa leitura contemporânea, notamos o capitalismo, como um “fanatismo económico” ou “personificação material e valorativo do fanatismo”, onde todos são expostos a todo instante, sofrendo as consequências da disparidade social e da desigualdade. Entretanto, não esqueçamos que os ideais que flertam com o fascismo já encabeçam diversos países ao redor do mundo, através de seus chefes de Estado, possuindo em comum a servidão irrestrita ao neoliberalismo e ao imperialismo. O neoliberalismo, dessa forma, é a evolução do fanatismo e da subserviência dos intolerantes, personificada num modelo econômico excludente, desigual e injusto.
Os pessimistas costumam ser bons profetas. Emil Cioran previa um pequeno declínio dos ideais políticos, de modo geral, através da epidemia do fanatismo que já se vivia naqueles anos, o retorno das ideais autoritárias é a prova de que o fanatismo e a intolerância não são vencidos somente com a ajuda do tempo. É preciso muito mais que notas de repúdio e camisas antifascistas.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
Flatpack forests - IKEA’s practices in the Carpathian Mountains
- Falha no modelo de sustentabilidade: existe um fosso profundo entre o marketing ecológico da IKEA e as operações que ocorrem no terreno. A empresa recorre a novos termos técnicos para camuflar o impacto ambiental de técnicas comerciais agressivas que visam apenas maximizar a rentabilidade económica da madeira mais valiosa, como o carvalho.
- Certificações corrompidas: o sistema de certificação florestal internacional FSC, no qual a IKEA se apoia integralmente para garantir a legalidade e ética da sua matéria-prima, é considerado ineficaz e corrompido por interesses corporativos na Roménia. As suas regras permissivas validam o abate em áreas protegidas pela rede Natura 2000 e florestas virgens.
- Falta de controlo sobre subempreiteiros: embora a IKEA afirme cumprir todas as normas legais vigentes, a fiscalização sobre as empresas terceiras contratadas para fazer o abate e a extração da madeira falha sistematicamente, permitindo a infiltração de práticas criminosas no circuito comercial.
- O fim da "Mobília Rápida": os analistas e ativistas concluem que o atual modelo de negócio baseado no consumo em massa de mobiliário barato e descartável não é compatível com a preservação a longo prazo dos recursos naturais do planeta. A IKEA, sendo a maior consumidora de madeira do mundo, dita a pressão global sobre as florestas e precisa de rever estruturalmente a sustentabilidade real do seu modelo produtivo.
sexta-feira, 7 de junho de 2024
Ciclovias: Portugal pedala na cauda da Europa
segunda-feira, 29 de abril de 2024
Dia Internacional da Dança
sábado, 20 de abril de 2024
Visão Europeu - Criticamente Em Perigo de Extinção
terça-feira, 12 de março de 2024
Juno Reactor - God is God (2024)
terça-feira, 5 de março de 2024
Le concours des castrats: Arias with Mineccia, Mariño and Sabadus
segunda-feira, 28 de agosto de 2023
Florestas antigas ucranianas destruídas para o mercado da UE
quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
Herta Müller - Já então a Raposa era o Caçador
quarta-feira, 4 de janeiro de 2023
Filme: Filantropica (2002)
quarta-feira, 14 de julho de 2021
Documentário da Semana - Bioenergy: The Ugly Truth
domingo, 23 de agosto de 2020
O Ouro dos Tolos e o Odor de Alho: A Peculiar História Química do Telúrio
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| E-livro |
- O odor manifesta-se mesmo com doses de exposição microscopicamente pequenas (frações de miligrama).
- A duração do efeito é notavelmente persistente, podendo durar semanas ou meses após uma única exposição acidental, de acordo com relatórios de segurança da CDC / NIOSH.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Música do BioTerra: COMA feat. Sunetele Padurilor - Cel mai frumos loc de pe pamant
Când deodată-ai apărut
Iar mâna ta m-a prins mai altfel ca oricând..
Mii de metafore se-nfruntă
Mii de cuvinte stau la rând..
Pentru că azi nu eşti decât cel mai frumos loc de pe Pământ!.
E aceeaşi poveste de mult
Cu-acelaşi vechi vas de lut
Şi-acelaşi fluture surd ce nu vrea să moară….
Pe-acelaşi curs adormit
De sub acel pietroi-neferit
De-acelaşi ac otrăvit ce nu vrea sa doară….
Plecam să nu mai aud
De viitoruri sau de trecut,
Când mâna ta m-a prins..
Iar ochii tăi m-au privit
Ca niciun alt "Bun venit!"
Din lumi de ieri.
Iar gura ta mi-a vorbit
Ca nicio alta venind
În urma ei,
De lacrimi şi scântei..
Emoţii, ură, suspin,
Şi dor şi drag şi vestitul "toate-or să treacă".
Aceleaşi clipe din care respir
Şi clipe de care mă mir
Şi-aceleaşi clipe-ntregi ce nu stau deloc laolaltă.
Plecam să nu mai aud
De viitoruri sau de trecut,
Când mana ta m-a prins..
Iar ochii tăi m-au privit
Ca niciun alt "Bun venit!"
Din lumi de ieri.
Iar gura ta mi-a vorbit
Ca nicio alta venind
În urma ei.
Şi atunci cu tot ce-aveam pus la zid
Spre nori m-am repezit
Şi-am dat în ei!.
Şi spre oriunde s-au năpustit
În urma ne mai privind
Purtând pe ei.
Urme de lacrimi şi scântei
Suntem şi lacrimi şi scântei
Suntem şi lacrimi şi scântei.
Norii se-nclină când din lacrimi ies scântei.
Norii se repetau de ceva timp
Când deodată-ai apărut
Iar mâna ta m-a prins mai altfel ca oricând..
Mii de metafore se-nfruntă
Mii de cuvinte stau la rând..
Pentru că azi nu eşti decât cel mai frumos loc de pe Pământ!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
A tempestade da bondade

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