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domingo, 29 de março de 2026

Beata Belanszky-Demkó

O Brilho, 2023

Beata Belanszky-Demkó é uma artista plástica contemporânea de nacionalidade húngara, cuja trajetória de vida e formação académica refletem uma profunda dedicação às artes visuais. Nascida em 1976 na cidade de Satu Mare, na Roménia, no seio da comunidade húngara da Transilvânia, mudou-se para a Hungria em 1990. Foi neste país que consolidou o seu percurso escolar e artístico, tendo frequentado a Escola Secundária de Artes Visuais e Aplicadas de Budapeste, uma instituição de referência onde aprofundou as bases do desenho e da composição.

A sua formação académica prosseguiu a nível superior na Universidade de Óbuda, em Budapeste, onde se licenciou em Design Industrial. Esta base técnica e estruturada confere à sua obra uma compreensão singular da forma e do espaço, que mais tarde fundiu com a liberdade da pintura. Embora tenha formação em design, Beata optou por dedicar-se inteiramente às belas-artes, desenvolvendo um estilo que oscila entre o impressionismo moderno e a abstração lírica.

Atualmente a residir em Sóskut, a artista utiliza predominantemente a técnica da espátula e tintas a óleo para criar paisagens e figuras humanas que primam pela harmonia cromática e pela exploração da luz. O seu currículo inclui inúmeras exposições individuais e coletivas, sendo membro ativo de diversas associações de artistas, o que reforça o seu papel no panorama artístico húngaro contemporâneo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ibolya Taligas

Ibolya Taligas (aquarelista Húngara, nascida em 1974)

Vive há mais de 30 anos, em Londres. 
Estilo pictórico
Trabalha sobretudo numa linguagem figurativa, com forte componente realista, especialmente em paisagens, vistas urbanas e naturezas-mortas.
A paleta é geralmente luminosa, com uso expressivo da cor e valorização de atmosferas naturais e ambientes mediterrânicos/atlânticos (praias, cidades históricas, castelos).
Temas recorrentes
1. Paisagens costeiras e praias, como em “Fuerteventura Beach”.
​2. Cidades históricas e arquitetura tradicional, como Gjirokastra (Albânia) e o respetivo castelo.
​3. Naturezas-mortas simples, como composições com frutos (“Three Pears on the table”).
4. Retratos femininos ou de infância 
Técnica e materiais
As obras são apresentadas como pinturas de cavalete em suporte tradicional (tela ou painel), usando sobretudo técnicas de pintura a óleo ou acrílico, típicas da produção figurativa contemporânea; 
A técnica enfatiza desenho definido, volumes bem modelados e camadas de cor relativamente limpas, mais próximas de um realismo lírico do que de abordagens abstractas.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Daisy Sims Hilditch

Daisy Sims Hilditch (pintora Britânica, nascida em 1991)


Estilo:
Realismo figurativo contemporâneo com forte influência clássica.
Treinou em portraiture “sight-size” no Charles H. Cecil Studios em Florença, Itália — uma formação clássica que enfatiza pintar directamente a partir do modelo.

Temas principais na sua obra:
Daisy é conhecida por dois grandes temas na sua pintura:
1. Retratos figurativos pintados a partir da observação directa do modelo (“from life”), capturando personalidade e expressão. 
2.  Paisagens, muitas vezes trabalhadas ao ar livre (“en plein air”), retratando cenas naturais e urbanas sob diferentes condições de luz - incluindo paisagens alpinas, canais venezianos e cenas costeiras.

Técnica e abordagem
Media preferido: Óleo, tanto em painéis quanto em telas/boards. 
Daisy desenvolveu uma técnica que equilibra pinceladas marcadas e expressivas com sensibilidade à luz e atmosfera, inspirando-se em pintores clássicos como Velázquez e John Singer Sargent.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Françoise de Felice

Françoise de Felice (pintora Francesa, nascida em 1952)
Estilo:
Início impressionista - começou explorando a Impressionismo em todas as suas formas até cerca de 1982.

Estilo pessoal - depois de deixar a França e viver na Sicília, desenvolveu um estilo próprio inspirado na luz mediterrânica e no Barroco siciliano, com traços fluídos e linhas finas e precisas.

O seu trabalho é frequentemente descrito como uma narrativa introspectiva, poética e melancólica, reflectindo um universo pessoal onde figuras sugerem estados interiores e dualidades psicológicas.

Técnica:
Principalmente óleo sobre tela.
Também utiliza folha de ouro e aquarela em algumas obras, combinando traços finos com fusões quase líquidas de cor.
A mistura entre precisão e fluídos cromáticos resulta numa estética que transita entre o figurativo e o simbolismo subjetivo.

Biografia
Françoise de Felice nasceu em Paris, filha de pai italiano e mãe francesa, e passou os primeiros 20 anos na cidade. Em criança, foi introduzida ao design gráfico pela sua avó.

Paralelamente à Sorbonne, frequentou a Escola de Belas Artes como ouvinte. A sua primeira abordagem à arte foi o Impressionismo, que se estendeu a todas as suas vertentes até 1982.

De seguida, deixou a França e estabeleceu-se na Sicília, onde o Impressionismo francês estava bastante presente. Teve de construir a sua própria personalidade, trilhando caminhos menos percorridos e recriando a sua assinatura.

O esplendor do Barroco siciliano e a luz da ilha beneficiaram-na, e começou a encontrar o seu próprio estilo, que nasceu por acaso. Transformou a sua pintura numa narrativa introspetiva, uma autoanálise.

Após muitas idas e vindas entre o Mediterrâneo e a França, deixou finalmente a Sicília e instalou-se perto de Paris, montando um atelier onde organizou uma série de exposições internacionais em grandes cidades como Caracas, mas também na Europa, em cidades como Pádua, Roma, Londres, Paris e Genebra.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Robert Pereira Hind


Robert Pereira Hind é um artista visual e fotógrafo britânico, nascido em 1965 na cidade de Bolton, Inglaterra. Com uma sólida formação acadêmica, obteve seu bacharelado e mestrado em Fotografia pelo prestigiado London College of Communication nos anos 90. Após uma carreira de mais de duas décadas consolidada no setor comercial e editorial — onde trabalhou como fotógrafo de cena para grandes produções de cinema e televisão — ele redirecionou seu foco criativo para as belas-artes, estabelecendo seu estúdio em Edimburgo, na Escócia.

Sua obra é definida por uma fusão técnica e estética entre a fotografia contemporânea e métodos ancestrais de douração. O tema central de seu trabalho é a elevação de elementos da natureza, especialmente árvores e espécimes botânicos, ao status de ícones sagrados. Inspirado pela iconografia bizantina, pelo barroco italiano e por figuras religiosas douradas do Oriente, Hind isola silhuetas naturais de seu contexto original e as sobrepõe a fundos de folha de ouro de 24 quilates ou folhas de metal tratadas.

Este processo resulta em peças que transcendem a fotografia convencional, tornando-se objetos tridimensionais que interagem dinamicamente com a luz do ambiente. Um ponto fundamental de sua filosofia artística é a aceitação da imperfeição e da passagem do tempo; ao finalizar as suas obras com vernizes orgânicos como o shellac, ele permite que o metal oxide e mude de tonalidade ao longo das décadas. Assim, a obra de Robert Pereira Hind não é estática, mas um organismo visual que envelhece e ganha pátina, celebrando a beleza da natureza sob uma perspectiva atemporal e quase mística.