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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Alerta Verão : “A falsa “química” que faz de ti a vítima da festa



Festivaleiro que és, já andas a preparar o teu roteiro de festas de verão?
Não percas a melhor música nem o maior cartaz de Prevenção!
As noites de verão são feitas para te divertires e viveres momentos únicos. Nunca para seres vítima de um crime circunstancial ou, até, premeditado.
A Polícia Judiciária alerta para uma realidade da qual Portugal não é exceção.
Existe um novo mercado de drogas sintéticas que circula de festa em festa, de mão em mão. Visível ou invisível, emerge.
 “Sabes mesmo o que estás a consumir?” ou “Se te colocaram algo na bebida?”
As novas drogas psicoativas são manipuladas e adulteradas, através de processos químicos, nalguns casos realizados em “laboratórios caseiros”.
Crescem os “produtores” clandestinos e criminosos destes booms explosivos. A venda online, ao desbarato, alicia compradores e condena cada vez mais jovens. 
Com a aproximação do verão, investe num verdadeiro Kit de Prevenção:
- Compra e consome exclusivamente a tua bebida;
- Não percas o copo do teu raio de visão;
- Recusa bebidas oferecidas, as quais podem ter substâncias psicoativas inodoras, translúcidas, líquidas e facilmente misturadas;
- Não acredites nem compres drogas fake, aparentemente “milagrosas”, a preços de “saldo”. Podem provocar, numa única 1ª toma, um efeito letal;
- Lembra-te: se a droga tem um formato criativo, só serve para te enganar! Atrás de uma imagem apelativa, está uma droga com consequências para a tua vida.
- Podes ficar com efeitos colaterais severos, ser vítima de um crime de abuso sexual ou até mesmo morrer.

sábado, 7 de março de 2026

Mafalda Livermore: a ironia faz-se sózinha


O caso de Mafalda Livermore é o exemplo acabado de como a realidade, por vezes, se encarrega de expor as maiores contradições sem precisar de floreados. A ironia faz-se sozinha porque o choque entre a retórica e a prática é absoluto: uma criminologista, ligada a um partido que se apresenta como o único capaz de limpar a corrupção e combater o "sistema" de privilégios, acaba exonerada por um caso de nepotismo direto e pela exploração de condições de habitabilidade indignas. Rever Prova dos Factos

A situação torna-se particularmente gritante quando observamos que o lucro vinha precisamente da população imigrante, o grupo que o partido mais utiliza como alvo do seu discurso de insegurança e desordem. Quando uma estrutura política que reclama a exclusividade da moralidade e da "lei e ordem" se vê enredada em esquemas de favorecimento familiar e na precarização de seres humanos, a narrativa de "pureza" colapsa. Não é necessário um debate ideológico profundo para perceber a incoerência; basta olhar para os factos, que se revelam tão opostos às promessas eleitorais que a própria situação se torna uma sátira da mensagem política que o partido tenta vender.

O Chega é um verdadeiro poço de bandidos de toda a ordem. Quase não há dia nenhum em que não se descubra que mais um bandido chegano foi caçado numa das milhentas falcatruas possíveis de serem feitas neste mundo de pseudo empresários nascidos nas redes sociais.
As escandaleiras envolvendo cheganos são tantas e de tal ordem que já ninguém se admira quando um qualquer noticiário abre com a noticia de um chegano metido em vigarices ou enfiado num qualquer processo judicial. Escolheram-nos a dedo o que não admira numa seita montada sobre milhentas assinaturas falsificadas pelas quais ninguém foi responsável nem responsabilizado. Até hoje ninguém percebe como um gangue de bandidos pode concorrer a eleições com órgãos diretivos ilegais, com contas não aprovadas pelo tribunal Constitucional e com estatutos reprovados pelo mesmo Tribunal. O Chega utiliza estas derrotas no Tribunal Constitucional para alimentar a sua própria narrativa: presentam-se como vítimas de uma perseguição das elites ou dos juízes "do sistema" e quanto mais o TC chumba os seus estatutos, mais o partido diz aos seus eleitores que "eles" (os poderes instituídos) estão a tentar calar a voz do povo.
Mas se toda esta vigarice causa estranheza a muita gente mais estranheza causa que 25% dos eleitores nacionais estejam de tal forma alienados e hipnotizados com este bando de gangsters que lhes entregam o seu voto.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Charis Kubrin recebe o prestigiado prémio Estocolmo por investigação que "desmistifica" crimes cometidos por imigrantes


A presença de imigrantes numa determinada zona diminui a criminalidade, o que contraria as perceções da opinião pública, alertou esta quinta-feira a investigadora norte-americana e recém-vencedora do maior prémio mundial de criminologia Charis Kubrin.

Em entrevista à Lusa, a criminóloga explicou que "todos os relatórios mostram que a criminalidade é sempre inferior entre os imigrantes em relação aos nativos", pelo que, "numa análise contínua de dados", o que a "imigração em massa para uma zona causa é a diminuição do crime".

O prémio Estocolmo 2026 foi atribuído à investigadora da universidade californiana de Irvine por uma meta-análise de dados que juntou todos os estudos feitos e dados recolhidos sobre a relação entre imigração e criminalidade, com conclusões claras que contradizem as perceções e os discursos mais populistas.

A sua análise foi feita apenas nos Estados Unidos, mas Charis Kubrin acredita que os dados podem ser extrapolados para o caso europeu, salientando que a desigualdade ou a exclusão social contribui mais para a criminalidade do que a nacionalidade dos autores dos crimes.

"O meu trabalho examina o modo como a criminalidade e imigração estão relacionados e tenho estudado este tópico ao longo dos últimos 25 anos", mas a relação entre os dois temas "é estudada há quase um século, desde os anos 1930".

"O primeiro relatório é de 1931 e aqui vai um 'spoiler': já então se concluiu que não há relação entre mais imigrantes e mais crimes", recordou a investigadora.

Nos últimos 20 anos, verificou-se um "aumento sem precedentes na investigação deste tema e as conclusões são sempre as mesmas", conforme a meta-análise feita que agora lhe deu o prémio Estocolmo, anunciado em novembro.

"Revimos todos os estudos feitos sobre a relação entre criminalidade e imigração e de todos os tipos de crime. Com algumas exceções pontuais, a imigração e a criminalidade não seguem lago a lado", explicou.

Contudo, "há uma enorme diferença entre aquilo que as pessoas acreditam ou julgam perceber e os dados", e é necessário que a ciência seja ouvida pelos políticos, mas também pela sociedade.

"EUA têm um grande histórico de culpar os imigrantes"
"As pessoas sentem que estes são tempos sem precedentes", mas os "EUA têm um grande histórico de culpar os imigrantes pelos problemas da sociedade, particularmente crime" e essa visão permanente acaba por "alimentar uma retórica que pressiona os políticos a acusarem os estrangeiros de esgotarem os recursos da sociedade".

Os EUA sempre tiveram problemas relacionados com o "nativismos, xenofobia e racismo" e, hoje, a questão racial é "mais evidente, porque a "maioria dos imigrantes tem a cor mais escura".

Por isso, o discurso anti-imigrante está mais relacionado com racismo ou xenofobia do que com uma efetiva preocupação com os problemas sociais.

"Isto não tem nada de novo porque há sempre esse sentimento latente" contra o estrangeiro, que se quer "culpar pelos problemas da América", como a "desigualdade ou criminalidade".

"É muito fácil acusar os imigrantes e criar a narrativa de que estes são os responsáveis dos problemas e capitalizar os suportes políticos para esse argumento", uma estratégia em que os media são cúmplices.

"Os media desempenham um grande papel nesse discurso e ampliam os preconceitos e propagam falsas narrativas, porque se um imigrante cometer um crime nos EUA isso será espalhado em todo o lado", mas tal já "não acontece se for um nativo".

Por isso, é "necessário que a ciência entre no discurso público e ajude a definir políticas públicas", considerou a investigadora de Irvine, que diz tentar fazer a sua parte nesse processo.

"O que eu tento é tentar envolver-me com políticos e autores de políticas públicas", procurando "parcerias com instituições e organizações que se preocupam com os factos enquanto desenham políticas para os imigrantes", explicou.

"É uma gota no oceano, mas é o que sinto que posso fazer neste contexto", acrescentou ainda.
Além de Charis Kubrin, o prémio Estocolmo foi atribuído a Mark Lipsey, pela sua investigação sobre o papel da reabilitação nos reclusos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Nuno Loureiro era referência mundial em fusão nuclear e o seu trabalho poderia mudar os rumos da energia limpa


A misteriosa morte de Nuno Loureiro é uma perda enorme para o futuro e para o combate à crise climática. O português trabalhava na criação de energia limpa e redução das emissões de carbono. Tinha sido nomeado diretor do prestigiado MIT - Plasma Science and Fusion Center.

Loureiro era uma figura central na pesquisa global de fusão nuclear, área vista como uma das maiores apostas para energia limpa e abundante no futuro. Seu trabalho ajudou a avançar o entendimento sobre reconexão magnética, turbulência em plasmas e confinamento de partículas, temas críticos para viabilizar reatores de fusão como o ITER e projetos privados ligados ao MIT.

O corpo encontrado morto e baleado em casa permanece ainda uma incógnita e as fake news
Nuno Loureiro não era judeu
Nas redes sociais, logo a seguir ao trágico assassinato do cientista português Nuno Loureiro, surgiram de imediato alegações de que era judeu sugerindo alguma motivação que tivesse a ver com isso. Sabe-se agora que uma repórter foi junto do prédio onde mora a família Loureiro e verificou que estava enfeitado por ocasião da Festa das Luzes judaica (Chanucá ou Hanucá) deduzindo que fosse a dele. Não era; ele tinha vizinhos judeus, incluindo uma senhora de idade a quem por vezes ajudava a subir as escadas com as compras e que até já falou para a imprensa. Também vi a fotografia de uma janela com um letreiro de apoio a Israel, mas creio que nem era a mesmo prédio, embora na mesma rua. De qualquer forma não era o apartamento dele. Isso está tudo confirmado, incluindo por fontes americanas.
Também puseram a correr tweets de um tal Nuno Loureiro com referências ao Hamas, que não é ele, vê-se perfeitamente pela fotografia. Loureiros são aos milhares, não será difícil encontrar Nunos.
Posto isto, acabei de ver um artigo de opinião do Observador sobre o tema, assumindo investigações de Israel que já metem o Irão e tudo. Também vi contas israelitas e iranianas a citarem a pseudo- origem judaica desta mente brilhante que, tragicamente, se perdeu. Ou seja, uma reportagem com informações falsas deu origem a um sem fim de desenvolvimentos sem sentido. Entretanto, quer amigos próximos de Nuno Loureiro, quer colegas do MIT desmentiram quer a origem judaica quer que tenha emitido qualquer opinião pública sobre Israel ou Palestina.
As causas do horroroso assassinato são, até ao momento desconhecidas, mas há uma certeza: por ser judeu (ou militante pró-Israel) é que não foi e a sua esposa é Portuguesa. Por favor, não escrevam disparates nos jornais! Nuno Loureiro deixa mulher e três filhas, segundo notícia logo no 1.° dia, a mais nova terá assistido a tudo

Comoção internacional e impacto no meio científico
A morte de Nuno Loureiro repercutiu rapidamente entre pesquisadores, universidades e instituições científicas. Além de diretor, ele era visto como um articulador de ideias e projetos que buscavam avançar a compreensão da fusão nuclear, uma das grandes apostas para a transição energética do planeta.

A sua ausência deixa um vazio não apenas administrativo, mas intelectual. Projetos em andamento, colaborações internacionais e formações de novos pesquisadores perdem uma liderança considerada fundamental.

Um legado que ultrapassa fronteiras
Mais do que cargos ou títulos, o legado de Nuno Loureiro está ligado à construção de conhecimento em uma área decisiva para o futuro da humanidade. A fusão nuclear, estudada por ele ao longo de décadas, representa a promessa de uma fonte de energia limpa, segura e sustentável.

No meio da tragédia, permanece o impacto de sua contribuição científica, que continuará presente em pesquisas, artigos e na formação de novas gerações de físicos ao redor do mundo.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Marques Mendes, candidato presidencial teve avença mensal de 5.000 euros de grande construtora civil


A LS2MM, a empresa familiar de Luís Marques Mendes, candidato à Presidência da República, foi dissolvida em 20 de Novembro passado, com encerramento da sociedade, de acordo com registos oficiais consultados pelo PÁGINA UM. A dissolução ocorreu poucos meses depois de uma alteração ao contrato de sociedade, que sugeriria uma passagem de testemunho, e não propriamente o fim imediato da estrutura empresarial.

Isto porque a empresa criada pelo antigo líder do PSD em 2014, com a sua mulher Rosa Sofia, teve uma alteração societária em 27 de Dezembro do ano passado, quando, através de um aumento de capital, entraram na sociedade os três filhos do casal — Ana Sofia, João Pedro e João Miguel. Deste modo, Luís Marques Mendes passou a deter uma quota de 35%, tal como a sua mulher, perfazendo 70% do capital social nas mãos do casal. Cada um dos três filhos ficou com uma quota correspondente a 10% do capital social.

Com cerca de uma década de existência, a actividade da LS2MM sempre foi discreta — não tem sequer um site —, mas para uma empresa que contava apenas com um trabalhador (eventualmente o próprio Luís Marques Mendes), em funções de consultadoria, permitiu ainda assim constituir um significativo pé-de-meia. O PÁGINA UM consultou as demonstrações financeiras da empresa a partir de 2020, contabilizando prestações de serviços no valor total de 600.500 euros.

Em 2025, último ano de actividade antes da dissolução, a facturação registou apenas 28 mil euros, evidenciando uma quebra abrupta da actividade, coincidente com a candidatura de Marques Mendes à Presidência da República. Ainda assim, em 2024, a prestação de serviços rendeu 157.500 euros. Nos restantes anos, as receitas foram de 106 mil euros em 2023, de 121 mil euros em 2022, de 96.500 euros em 2021 e de 91.500 euros em 2020. A estes valores acresciam os ganhos, bastante superiores, que terá auferido enquanto consultor da Abreu Advogados. Só em 2023, nesta sociedade de advogados, que integra vários ex-governantes, Marques Mendes auferiu 440 mil euros.

Durante a sua existência, a LS2MM nunca registou avultados lucros, por apresentar despesas significativas — o que é compatível com uma microempresa familiar que serve também para enquadrar despesas do quotidiano —, mas, ainda assim, com a dissolução, a família Marques Mendes irá distribuir entre os sócios um total de 289.997,56 euros. Aplicando-se, em princípio, uma taxa autónoma de 28%, e não considerando regimes especiais, tal implicará o pagamento de um imposto próximo dos 80 mil euros, ficando o valor líquido a distribuir pelos sócios em cerca de 210 mil euros.

Luís Marques Mendes, com 35%, receberá cerca de 73.500 euros, tanto quanto a sua mulher, enquanto cada um dos filhos amealhará cerca de 21 mil euros, apesar de terem entrado como sócios há menos de um ano.

Continua sem se conhecer publicamente quem foram os clientes de Luís Marques Mendes ao longo de uma década, numa empresa que começou com um capital social de apenas 200 euros e com um objecto social particularmente amplo, abrangendo a “consultoria e assessoria geral, designadamente nas áreas da comunicação social, da informação, da publicidade, administrativa, industrial, económica, de formação e de gestão, incluindo, nomeadamente, a recolha e tratamento de informação, a preparação, organização e realização de palestras, cursos, seminários, congressos, discursos, comentários, artigos de revista e de jornal, simpósios e outros, o planeamento e desenvolvimento estratégico e de negócio”.

Apesar de Luís Marques Mendes não ter respondido às questões e pedidos de esclarecimento do PÁGINA UM, a empresa terá sido usada para o recebimento das suas participações na SIC, bem como para outros serviços de consultadoria. No âmbito desta investigação, o PÁGINA UM teve acesso à cópia de dois contratos celebrados entre a LS2MM e a Alberto Couto Alves, S.A., empresa de construção civil com sede em Vila Nova de Famalicão.

Nesses contratos foi estabelecida uma avença mensal de 5.000 euros, não respeitante a serviços jurídicos — actividade que a LS2MM não poderia, de resto, exercer sob esta forma societária. Não foi possível apurar quando terminou esta relação comercial, mas, segundo apurou o PÁGINA UM, foi a empresa de construção que não quis a continuidade da parceria por estar insatisfeita com os resultados.

A Alberto Couto Alves, S.A. é uma empresa com forte presença na contratação pública. De acordo com dados oficiais do Portal Base, surge como adjudicatária em 247 contratos públicos, maioritariamente em consórcio com outras empresas, num valor global acumulado de cerca de 742 milhões de euros em contratos com entidades do Estado.

Entre as maiores adjudicações destaca-se a empreitada da Linha Circular do Metro do Porto, incluindo o troço Casa da Música–Praça da Liberdade, adjudicada em 2021 a um consórcio com a Ferrovial Construcciones, com um preço contratual de 189 milhões de euros. No mesmo ano, o mesmo consórcio venceu a empreitada da Linha Amarela do Metro do Porto, entre Santo Ovídio e Vila d’Este, incluindo o parque de material e oficinas.

Em 2024, este mesmo consórcio foi adjudicatário da construção das infra-estruturas primárias e regularização de caudais do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, incluindo a Barragem Hidroeléctrica do Pisão, num contrato de 65 milhões de euros. Em 2020, o mesmo consórcio tinha já vencido a empreitada do troço da Estrada Nacional 326, no valor de 30 milhões de euros.

Constam ainda adjudicações relevantes como a concepção e construção da Linha de Metro Bus Rápido Boavista–Império, para o Metro do Porto, no valor de cerca de 25 milhões de euros, em consórcio com a Alves Ribeiro, e o restauro e modernização do Mercado do Bolhão, adjudicado em 2017 por 22,4 milhões de euros, em consórcio com a Lúcio da Silva Azevedo & Filhos.

Entre as adjudicações vencidas individualmente pela Alberto Couto Alves, destaca-se a construção da nova travessia do Rio Lima, no concelho de Viana do Castelo, adjudicada em 2024 por cerca de 19,5 milhões de euros, e, já em 2025, a remodelação do Museu Nacional de Arqueologia, adjudicada pela Associação Turismo de Lisboa, no valor de 15,4 milhões de euros.

O PÁGINA UM colocou igualmente questões à administração da Alberto Couto Alves, mas não obteve, até ao momento, qualquer resposta.

A dissolução da LS2MM ocorre num momento em que Luís Marques Mendes se apresenta como candidato à Presidência da República, depois de uma longa carreira política e mediática, e levanta questões sobre a actividade desenvolvida pela sua empresa familiar, a sua estrutura societária nos meses que antecederam o encerramento e as relações contratuais mantidas com empresas fortemente dependentes da contratação pública.

domingo, 2 de novembro de 2025

Dia Internacional pelo Fim da Impunidade para Crimes contra Jornalistas



O Dia Internacional do Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas é celebrado anualmente a 2 de novembro, na sequência do assassinato de dois jornalistas franceses no Mali nesse dia, em 2013.

Esta data tem como objetivo contribuir para a implementação de medidas contra a impunidade dos crimes contra jornalistas ou outros profissionais da comunicação social.

O tema em 2025 é «Chat GBV - Sensibilização sobre a violência de género contra jornalistas mulheres facilitada pela IA». Pretende destacar as ameaças que as jornalistas enfrentam no espaço digital e o efeito inibidor que isso pode ter sobre a liberdade de expressão.

Este tema aborda as crescentes ameaças representadas pelas ferramentas de IA que facilitam e amplificam a violência de género em linha, o assédio, a vigilância e a desinformação de género, de forma desproporcional contra as jornalistas mulheres. O «Chat GBV (Gender-Based Violence)» é um apelo à ação para que todas as partes interessadas combatam a violência de género através de várias iniciativas, incluindo falar sobre o assunto e propor soluções, aproveitando várias oportunidades, tais como fóruns de políticas e defesa, sem esquecer as próprias plataformas digitais.

Este Dia foi proclamado na Resolução 68/163, adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas, a 18 de dezembro de 2013.

Documentos

Resolução 68/163 da AG da ONU que implementa o Internacional para o Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas | ONU [en]

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quarta-feira, 16 de julho de 2025

Plataformas tóxicas, planeta em colapso


Defensores da terra e do meio ambiente arriscam a vida defendendo os direitos de suas comunidades contra atividades econômicas destrutivas. Muitas vezes, eles são a última linha de defesa do planeta, soando o alarme sobre ameaças à própria existência da humanidade.

O esforço desses defensores os expõe a diversos perigos à sua segurança e bem-estar. Todos os anos, a Global Witness documenta esses ataques. No nosso relatório de 2024, revelamos que 196 pessoas foram assassinadas por defender suas terras e as suas casas. Muitas outras foram sequestradas, criminalizadas e silenciadas.

É comum que esses defensores dependam de plataformas digitais para se organizar, compartilhar informações e promover suas campanhas. Nos últimos anos, esses espaços online se tornaram os principais canais de comunicação de muitos defensores com seus públicos, sendo frequentemente utilizados para organização comunitária. No entanto, hoje sabemos que os defensores sofrem ataques consideráveis na internet, incluindo casos de trolling (provocações e mensagens ofensivas), doxxing (exposição de dados pessoais) e ataques cibernéticos.

Tema mais desenvolvido: aqui

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Grande investigação: Os empresários e as redes que apoiam Ventura



Foi a 23 de julho de 2020 que a VISÃO revelou as ligações do antigo cônsul honorário César do Paço ao Chega. Leia na íntegra o tema principal dessa edição, onde se falou dos bastidores dos apoios a Ventura por parte de outros empresários e homens de negócios

Aquele almoço de quinta-feira, 18 de junho, quase pedia férias antecipadas para os lados da Quinta do Barruncho. Na requintada residência de Loures, foram servidos queijos da serra e de cabra, vichyssoise, garoupa e outras iguarias regadas a colheitas vinícolas de excelência. Mas a presença de convidados especiais e os temas em cima da mesa pediam certa solenidade e discrição.

Desafiados por João Maria Bravo, empresários e homens de negócios ligados a setores importantes da economia nacional acorreram à propriedade de pergaminhos aristocráticos para ouvir e até aconselhar o mais controverso deputado da nação: André Ventura. Ninguém foi ao engano e o líder do Chega apresentou-se no repasto com o vice-presidente, Diogo Pacheco de Amorim. Trocaram-se ideias sobre propostas e objetivos do partido, discutiram-se cenários eleitorais, avaliaram-se necessidades daquela força política e a disponibilidade dos presentes para ajudar a fortalecer Ventura. Embora as versões não coincidam, ter-se-á também abordado eventuais contributos financeiros para o Chega. “Foi um almoço para trocar impressões, as pessoas queriam ouvir o André”, garante Diogo Pacheco de Amorim, negando ter discutido questões de dinheiros. “Tive uma atitude discreta na mesa e nem sequer me compete falar desses assuntos…”

21 de maio, 23 de julho e 10 de dezembro: as investigações da VISÃO sobre o Chega foram capa por três vezes em 2020

Ventura vai em frente…
Mas quem eram, afinal, os seletos comensais, cujas atividades, em alguns casos, pesam muitos milhões na economia nacional e até além-fronteiras? O que esperam de Ventura e que expectativas alimentam em relação ao Chega?

João Maria Bravo, anfitrião da quinta que, há duas gerações, mantém na família, é dono do grupo Sodarca, certificado pela NATO, e lidera o fornecimento de armas, munições, tecnologia e equipamento militar ao Estado, Forças Armadas e de segurança. No seu conjunto de empresas inclui-se a Helibravo, com uma frota de helicópteros e um avião executivo para diversos fins, entre eles o combate a incêndios. Na vigência dos governos socialistas de António Costa, a Sodarca e a Helibravo já faturaram ao Estado perto de 33,3 milhões de euros. O último contrato, celebrado em abril com o Exército, vale mais de 17 milhões.

João Bravo não confunde negócios com política. “Desde 1974 que o País se afunda, e este já é o governo mais caro de sempre. O André é o único que coloca o dedo na ferida e fala do que queremos ouvir. Faz propostas honestas, pretende pôr o País na ordem, combater a impunidade e fazer a economia florescer”, assume o empresário, “farto de Ricardos Salgados, dos tipos do Banco Privado, dos Sócrates e de outros que andaram a brincar connosco”.

Em tempos, apoiou o CDS de Paulo Portas. Nas legislativas, votou PSD.
“Ainda não conhecia o Ventura, foram os trabalhadores da minha herdade no Alentejo [Vale do Manantio] que me falaram dele com entusiasmo. Até aí, nunca me sentira motivado para me aproximar de um político”, assinala. Mas assim foi. “O André é brilhante, fala uma linguagem simples. Como imagina, tenho excelentes contactos nas forças policiais e militares e garanto que ele conta com muitos apoios. Só não existem mais adeptos declarados nessas áreas porque não se podem manifestar”, lamenta João Bravo, explicando a razão do almoço: “Ouço falar bem dele em todo o lado e decidi juntar alguns amigos, empresários de sucesso, que desejavam ouvi-lo, perceber para onde vai e o que pretende. Queríamos aconselhá-lo, pois anda muito sozinho e precisa de rodear-se de pessoas ao seu nível, e também perceber como podemos ajudar a que tenha mais votos, mais meios e popularidade”, assume, sem se deter: “É importante apoiar o Chega e mobilizar outros empresários à volta do Ventura para que possa ganhar as eleições e chegar a primeiro-ministro. Em termos de ajuda financeira – e é óbvio que o partido vai precisar –, far-se-á também o necessário, obviamente dentro da lei e com transparência.”

Na Quinta do Barruncho, também se amesendou Miguel Félix da Costa, cuja família liderou, durante 75 anos, a filial portuguesa da multinacional de lubrificantes Castrol. O empresário encabeça a Slil, holding com participações no imobiliário de luxo, hotelaria e turismo, e gere a Sociedade Agrícola de São Cristóvão, na Herdade de Mata Ladrões, em Montemor-o-Novo.

Alguns dos empresários e homens de negócios que estiveram no almoço com Ventura, na Quinta do Barruncho

As afinidades deste apaixonado por cavalos e por carros de corrida não são apenas de boca: além de contagiar outros, Miguel participou na recente manifestação do Chega em Lisboa. “O que me levou a apoiar André Ventura foi a preocupação com a política das esquerdas mais radicais que pretendem destruir os nossos valores e cultura”, explicou à VISÃO, resignado à incapacidade de PSD e CDS, “órfãos de líderes tipo Sá Carneiro ou Paulo Portas, fazerem oposição eficaz e imporem-se como alternativa política”. Segundo ele, está em curso “um ataque nunca visto aos nossos valores e princípios, manipulado por uma extrema-esquerda insaciável. O desafio do Chega é conseguir despertar e motivar uma direita adormecida que não vota e apenas sabe criticar. Ventura tem capacidade de mover montanhas e arrastar milhões de potenciais votantes”, crê o empresário, satisfeito por ver no partido guarida para as suas causas: iniciativa privada pujante, “forças de segurança fortes, motivadas e bem equipadas”, dignidade para profissionais de saúde e uma Justiça que “acabe com a corrupção que ela própria criou e fomenta”.

Miguel Félix da Costa diz-se “envergonhado” com o panorama: “O primeiro-ministro endivida o País como nunca se viu e aumenta os impostos para níveis impensáveis.” Virou-se então para Ventura, “líder inteligente, corajoso e capaz de devolver-nos a esperança e a alegria de viver num País mais justo, organizado e feliz”. Conheceu-o num almoço particular. Ficaram à conversa e o clique foi imediato. Esteve com o deputado na manif de apoio ao mundo rural no ano passado, num jantar da distrital de Lisboa e, há semanas, na Quinta do Barruncho: “O motivo do almoço foi o de mostrar a nossa solidariedade e disponibilidade para ajudar André Ventura na sua caminhada e também [expressar] a nossa preocupação sobre a atual situação política.”

“Ninguém acede a informações sobre o dinheiro que entra e como é gasto”, acusa Miguel Tristão Teixeira, ex-dirigente nacional

Habituado ao cheiro das tintas, Carlos Barbot é daqueles que não se impressionam com o facto de o Chega ser pintado com cores de direita radical ou extrema-direita. “Sou contra posições racistas e xenófobas. Mas o Ventura veio abanar o sistema, pôr as pessoas a pensar, e isso é positivo”, assume o patrão do império industrial Barbot, cujos negócios vão das famosas tintas ao imobiliário, e de Portugal continental às ex-colónias (Angola, Moçambique e Cabo Verde), com passagem também pela Zona Franca da Madeira.

O empresário, cônsul honorário do Paraguai no Porto, foi à Quinta do Barruncho “por mera curiosidade” e de espírito aberto. “Queria ouvir o Ventura e encontrei o que esperava: uma pessoa frontal, que diz o que pensa”, explica. Regressou a casa com boas vibrações. “Ele abre o leque à direita, que estava muito limitado. Se temos um Bloco de Esquerda, também podemos ter um «Bloco» de direita, não?”, questiona, retórico, Carlos Barbot, que saiu mais cedo do almoço, sem ouvir falar de dinheiros. “Apoio financeiro ao Chega? Daqui até às eleições admito muita coisa”, graceja. “Não tenho posições fechadas e apoio quem faz bom trabalho. Gosto muito do presidente socialista da câmara de Gaia, Eduardo Rodrigues, e do que Rui Rio tem feito no PSD. Por agora, estou muito curioso para ver o percurso de Ventura…”

Paulo Côrte-Real Mirpuri foi outro dos convidados. E disse presente.
Apesar de fugir aos holofotes da Imprensa, o empresário não anda fora do radar. Liderou a Air Luxor – que acabou sufocada em dívidas – e regressou à ribalta com negócios em terra, pelo mar e no céu. Na pele de filantropo da Fundação Mirpuri, faz gala de apoiar pesquisas médicas, a conservação marítima e da vida selvagem, entre outras missões de “responsabilidade social”.

Apaixonado por vela, golfe, ténis e passeios a cavalo, segundo a biografia oficial, Paulo é CEO da Mirpuri Investments e gere negócios na aviação, imobiliário, florestas, agricultura e saúde, com ramificações internacionais. O gigante Airbus A380 estacionado no aeroporto de Beja, cedido em regime de leasing por um fundo alemão de investimentos à HiFly, propriedade da família Mirpuri, permitiu à companhia aérea ser contratada pelo Governo para trazer da China 30 toneladas de material de proteção e combate ao coronavírus, voo cujo contrato valeu à empresa perto de 95 mil euros. Solicitado a detalhar as razões da sua presença na Quinta do Barruncho, Paulo Mirpuri fez saber, através da sua assessoria, que se limitou a ir a um almoço “para o qual também foi convidado André Ventura”.

Sócio do escritório de advogados BSGG, João Pedro Gomes conheceu o líder do Chega nessa ocasião. “Não sou de esquerda, mas não pertenço a partidos. Se lá estivesse o Rui Rio, também iria. Com o António Costa é que não, já o ouço muitas vezes…”, ironiza o ex-presidente da Associação das Sociedades de Advogados de Portugal. A conversa, relata, andou à volta das propostas de Ventura para gerar riqueza e diminuir o peso do Estado. “É um advogado brilhante, podia estar a ganhar muito dinheiro num grande escritório, mas anda por aí a dar o litro. A imagem de extremista que lhe colam é um exagero…”. Outro convidado, Francisco Sá Nogueira, gerente da área turística da Helibravo, empresário e experiente consultor do setor, no qual foi vice-presidente da Espírito Santo Viagens e CEO da Netviagens, recusou falar à VISÃO de um assunto que considera “de natureza privada”. Quanto ao empresário e produtor agrícola João Ortigão Costa, outro dos presentes, a VISÃO não conseguiu contactá-lo nas diversas tentativas feitas, incluindo por correio eletrónico.

Ventura no lançamento da sua candidatura presidencial, em fevereiro de 2020, em Portalegre

Pontes e bastidores

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Immigration and crime: What does the research say?


Editor’s note: In his first week in office, President Donald Trump showed he intends to follow through on his immigration promises. A major focus of his campaign was on removing immigrants who, he said, were increasing crime in American communities.

In his acceptance speech at the Republican National Convention, Trump named victims who were reportedly killed by undocumented immigrants and said:
“They are being released by the tens of thousands into our communities with no regard for the impact on public safety or resources…We are going to build a great border wall to stop illegal immigration, to stop the gangs and the violence, and to stop the drugs from pouring into our communities.”
Now as president, he has signed executive orders that restrict entry of immigrants from seven countries into the U.S. and authorize the construction of a wall along the U.S. border with Mexico. He also signed an order to prioritize the removal of “criminal aliens” and withhold federal funding from “sanctuary cities.”

Immigration-crime research over the past 20 years has widely corroborated the conclusions of a number of early 20th-century presidential commissions that found no backing for the immigration-crime connection. Although there are always individual exceptions, the literature demonstrates that immigrants commit fewer crimes, on average, than native-born Americans.

Also, large cities with substantial immigrant populations have lower crime rates, on average, than those with minimal immigrant populations.

In a paper published this year in the Journal of Ethnicity in Criminal Justice, we, along with our colleagues Gail Markle, Saskia Weiss and Charles Jaret, investigated the immigration-crime relationship.

We analyzed census data spanning four decades from 1970 to 2010 for 200 randomly selected metropolitan areas, which include center cities and surrounding suburbs. Examining data over time allowed us to assess whether the relationship between immigration and crime changed with the broader U.S. economy and the origin and number of immigrants.

The most striking finding from our research is that for murder, robbery, burglary and larceny, as immigration increased, crime decreased, on average, in American metropolitan areas. The only crime that immigration had no impact on was aggravated assault. These associations are strong and stable evidence that immigration does not cause crime to increase in U.S. metropolitan areas, and may even help reduce it.

There are a number of ideas among scholars that explain why more immigration leads to less crime. The most common explanation is that immigration reduces levels of crime by revitalizing urban neighborhoods, creating vibrant communities and generating economic growth.

Across 20 years of data
For the last decade, we have been studying how immigration to an area impacts crime.

Across our studies, one finding remains clear: Cities and neighborhoods with greater concentrations of immigrants have lower rates of crime and violence, all else being equal.

Our research also points to the importance of city context for understanding the immigration-crime relationship. In one study, for example, we found that cities with historically high immigration levels are especially likely to enjoy reduced crime rates as a result of their immigrant populations.

Findings from our most recent study, forthcoming in the inaugural issue of The Annual Review of Criminology, only strengthen these conclusions.

We conducted a meta-analysis, meaning we systematically evaluated available research on the immigration-crime relationship in neighborhoods, cities and metropolitan areas across the U.S. We examined findings from more than 50 studies published between 1994 and 2014, including studies conducted by our copanelists, Adelman and Reid.

Our analysis of the literature reveals that immigration has a weak crime-suppressing effect. In other words, more immigration equals less crime.

There were some individual studies that found that with an increase in immigration, there was an increase in crime. However, there were 2.5 times as many findings that showed immigration was actually correlated with less crime. And, the most common finding was that immigration had no impact on crime.

The upshot? We find no evidence to indicate that immigration leads to more crime and it may, in fact, suppress it.