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sábado, 13 de junho de 2026

Clan of Xymox - There´s No Tommorrow


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[Spoken]
Woman: What a lovely evening, I wish it would last forever
Man: Forever's a long time, baby, I can't think in those terms
I never could
Woman: But when something is good don't you want it to last forever?
Man: Sure, but good things never do
Woman: Not even us?
Man: Are we still good?
Woman: Aren't we?
Man: Now that you come to mention it, no, not anymore
Come on, let's stop kidding ourselves. Look, it was sweet while it lasted, boy it was sweet, it's going sour, isn't it?

[Verse 1]
I wake up in the dark, there’s no tomorrow
Someone said, we are lost
I wake up in the dark, there’s no tomorrow
Someone said, we are lost
I look up at the stars they portent my sorrow
A thousand miles we drift apart
Can’t you see I’m all broken hearted
All our love fades away

[Pre-Chorus]
Carry the torch for me and give me something new
You said you wanted to but it’s now long overdue
At the summit of perception a blackness starts to rise
At the summit of deception I look into your eyes

[Chorus]
I gave you all my love, where did you follow?
I see no light in dark, there’s no tomorrow
I see the way ahead where love lies fallow
I lost you on the way, all seems so hollow

[Verse 2]
In the twilight of our dreams, as bad as it seems
Sorrow ’s hanging over me, the way it used to be
If only I could change the course, a change in degree
Take a look at your own life, the way you used to be

[Pre-Chorus]
Carry the torch for me and give me something new
You said you wanted to but it’s now long overdue
At the summit of perception a blackness starts to rise
At the summit of deception I look into your eyes

[Chorus]

[Bridge]
Can’t you see? all comes back
Can’t you see? we don’t connect
Can’t you see? all comes back
Can’t you see? we don’t connect

[Chorus]

O Significado da Canção
O próprio mentor da banda, Ronny Moorings, já explicou em entrevistas que a música aborda o fim doloroso de um relacionamento amoroso, mas sob uma ótica niilista.

A letra descreve alguém que percebe claramente que a relação está a morrer ("All our love fades away" / "I see no light in dark, there's no tomorrow"), mas que ainda assim tenta, de forma desesperada e quase inútil, salvar o que restou. Existe um forte sentimento de frustração, solidão e falta de sintonia mútua ("Can't you see, we don't connect"). O ritmo acelerado da música engana, pois contrasta propositadamente com a sensação de estar preso num vazio emocional e sem perspetiva de futuro (daí o título "Não Há Amanhã").

De onde foi retirado o diálogo inicial?
O diálogo dramático entre o homem e a mulher logo na introdução da música foi retirado do filme "Bitter Moon" (Lua de Mel, Lua de Fel), um thriller erótico e psicológico de 1992 realizado por Roman Polanski.

Por que razão foi escolhido?
No filme, os protagonistas (interpretados por Peter Coyote e Emmanuelle Seigner) vivem uma paixão avassaladora que gradualmente se transforma numa relação tóxica de codependência, jogos sadomasoquistas e tortura mental.

Ronny Moorings escolheu esse excerto exato porque a atmosfera autodestrutiva do filme reflete perfeitamente a decadência amorosa e o tormento psicológico relatados na letra da canção.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

:Wumpscut: - Schrekk & Grauss

O :Wumpscut: é um projeto musical de nacionalidade alemã, criado em maio de 1991 na Baviera pelo DJ Rudy Ratzinger, consolidando-se como um dos nomes mais influentes da música eletrónica industrial, do dark electro e do aggrotech. A faixa "Schrekk & Grauss", lançada em 2011 como música-tema do álbum homónimo, traz no seu título uma grafia estilizada das palavras alemãs Schreck e Graus, que significam literalmente "Susto e Horror" ou "Terror e Pavor". Musicalmente, a obra mergulha numa estética de terror caricato, misturando sintetizadores sombrios, batidas eletrónicas pesadas e vocais distorcidos com melodias que remetem a circos macabros ou bandas sonoras de filmes de terror antigos. Fiel ao estilo do projeto, a canção utiliza o grotesco e o choque para explorar a psicologia humana e a sua estranha obsessão pelo medo e pela violência. Ao criar esta atmosfera de pavor dançável, Rudy Ratzinger coloca o ouvinte diante do desconforto, usando o horror como uma metáfora para a decadência moral, o sofrimento e as facetas mais sombrias da própria humanidade.

Enquanto muitas bandas do género se focam apenas num som puramente agressivo, acelerado e linear, feito exclusivamente para as pistas de dança góticas, o :Wumpscut: sempre teve uma forte componente conceptual e cinematográfica. Rudy Ratzinger constrói camadas melódicas muito melancólicas, quase teatrais, e mantém uma crueza "lo-fi" e analógica que se perdeu no aggrotech moderno, mais limpo e digital. É essa capacidade de unir a violência sonora a uma atmosfera genuinamente doentia e artística que torna o projeto tão único e cativante.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Funker Vogt - The Firm



"The Firm" é uma das músicas mais icónicas do Funker Vogt e encapsula perfeitamente o estilo "militaresco-irónico" da banda. A canção integra o álbum Survivor (2002)
Diferente de outras faixas que focam em campos de batalha físicos, esta música utiliza uma metáfora corporativa para descrever algo muito mais sombrio.
O nome "Funker Vogt" refere-se a um operador de rádio (Funker) chamado Vogt, que serviu com um amigo da banda. Eles utilizam uniformes, temáticas de guerra e conceitos de batalha em quase todas as letras e capas de álbuns.
Temática Provocativa: Como muitas bandas de EBM e Industrial (estilo Laibach), eles exploram a ironia e o papel da guerra na humanidade. Geralmente, as letras são críticas ao conflito e à exploração do poder, e não uma exaltação ao fascismo.

Letra
Our law is rough and hard
I carry the scars with (all my) pride
The years passed by
And I'm still standing here

Red drops on the cold asphalt
The taste of blood is bitter and sweet
I'm fighting for my firm
And take the power from the fire inside of me
Inside of me
Inside of me
And take the power from the fire inside of me

Chorus:
I'll go the way of the warrior
Every fight makes me stronger
Adrenalin pulsates within me
And I will never surrender

No one will ever convert me
I hang my flag in the wind
Giving up is no option
What counts is only victory or disgrace

Chorus (2x):

And I will never surrender
You might also like
Revolution

O Significado Central
A "empresa" (The Firm) mencionada na letra não é uma companhia de seguros ou uma fábrica de tecnologia; é uma metáfora para a máquina de guerra e para as organizações militares/mercenárias que tratam a violência como um negócio lucrativo.

Aqui estão os pontos principais da interpretação:
1. A Guerra como Negócio: A letra sugere que o conflito armado é uma corporação global. Os soldados são os "funcionários", as batalhas são as "tarefas" e o lucro é extraído através da conquista e do poder.

2. Desumanização: A música fala sobre ser "parte da máquina". O indivíduo perde sua identidade para se tornar um recurso descartável da "The Firm". Se você falha ou morre, você é simplesmente substituído, como uma peça de engrenagem quebrada em uma linha de montagem.

3. Controle e Recrutamento: O refrão e os versos passam a ideia de uma organização onipresente que recruta aqueles que buscam propósito ou que não têm para onde ir, oferecendo-lhes uma "carreira" baseada na destruição.

Contexto Estético
Na cultura britânica (e no contexto de subculturas europeias), o termo "The Firm" também é frequentemente usado para se referir a gangues de hooligans ou grupos de crime organizado. O Funker Vogt mistura essa ideia de "lealdade ao grupo/gangue" com a estrutura de um exército moderno.

Não, a banda não se identifica como neonazi. No entanto, a confusão é comum e compreensível por alguns motivos:
Estética Militarista: O nome "Funker Vogt" refere-se a um operador de rádio (Funker) chamado Vogt, que serviu com um amigo da banda. Eles utilizam uniformes, temáticas de guerra e conceitos de batalha em quase todas as letras e capas de álbuns.

Temática Provocativa: Como muitas bandas de EBM e Industrial (estilo Laibach), eles exploram a ironia e o papel da guerra na humanidade. Geralmente, as letras são críticas ao conflito e à exploração do poder, e não uma exaltação ao fascismo.

Controvérsia de 2013: A maior polémica ocorreu quando contrataram Sacha Korn como vocalista. Korn tinha associações conhecidas com a extrema-direita alemã. A reação dos fãs e dos selos musicais foi tão negativa que a banda o demitiu pouco tempo depois, afirmando que não apoiam ideologias de direita e que Funker Vogt é um projeto apolítico/antiguerra.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Funker Vogt - Wahre Helden


Aggrotech (ou Hellektro) é um subgénero agressivo de música eletrónica industrial, caracterizado por batidas de techno rápidas, vocais distorcidos e sintetizadores pesados, com temas líricos sombrios, militares e apocalípticos, popular nos anos 2000 e associado a estéticas como o cybergoth. Bandas como Combichrist, Hocico e Grendel são exemplos do género, que combina elementos de hard electro, EBM e industrial hardcore, explorando visuais de guerra urbana, biohazard e temas perturbadores. 

Características Principais: 
Música: Batidas eletrónicas fortes, sintetizadores proeminentes (muitas vezes com o som 'Supersaw'), vocais agressivos, distorcidos ou alterados, e uso de efeitos de glitch e estática.

Origens: Desenvolveu-se a partir do electro-industrial e do dark electro, emergindo em meados/fins dos anos 90 na Alemanha e Bélgica (onde é conhecido como Hellektro). 

Temas Líricos: exploram a misantropia, violência, terror, temas médicos, distopias e cenários de "fim do mundo". 

Estética Visual: fortemente influenciada por temas táticos, militares, biohazard (símbolos de radiação, máscaras de gás) e imagens de horror/fetiche, contrastando com cores neon do cybergoth tradicional. Artistas Notáveis: Funker Vogt, Combichrist, Hocico, Grendel, Psyclon Nine, Suicide Commando, Agonoize, Nachtmahr. 

Popularidade: Teve um pico de sucesso underground nos anos 2000, com a ascensão da subcultura cybergoth, embora a sua popularidade tenha diminuído nos anos 2010, com muitos artistas a migrarem para outros estilos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Natchmahr - Der Schlaf


O nome "Nachtmahr" é uma palavra em alemão antigo para Pesadelo (literalmente, o "demónio da noite" que senta no peito das pessoas enquanto elas dormem).

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terça-feira, 7 de outubro de 2025

MDMC - Babylon


Alors on danse
Sur le pont d’Avignon
Until, until it burns
Like Babylon

Confetti clouds cover stormy seas
We plant pink orchids on scorched battlefields
Riding side by side along the abyss
Not even falling ashes can steal our final kiss

Alors on danse
Sur le pont d’Avignon
Until, until it burns
Like Babylon

Alors on danse, on danse
Sur le pont d’Avignon till it burns like Babylon
Woah, until it all burns
Burn, burn like Babylon

Making love, hard
Beneath a dying star
Oh we waltz hand in hand through the wasteland
Under crumbling towers to the sounds of a big band
When flames are rising, bullets won’t stop flying
We just gaze and paint judgment day on the horizon

Alors on danse
Sur le pont d’Avignon
Until, until it burns
Like Babylon

Alors on danse, on danse
Sur le pont d’Avignon till it burns like Babylon
Woah, until it all burns
Burn, burn like Babylon

Alors on danse sur le pont d’Avignon
Until it all burns
Burn, burn, burn like Babylon
Burn, burn like Babylon
Like Babylon

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Os cibergóticos



Já os cibergóticos ( com a sua indumentária e dança exuberantes surgiram mais ou menos há 15 anos) refectiam sobre a crise ecológica, questionavam este mundo cheio de pesticidas, nanobiotecnológico, radiocactivo, o progresso acelerado da inteligência artificial, o desdém/paixão pela robótica e perscrutavam o alarme totalitário da Big Tech. Era comum o uso de máscaras. Não imaginávamos era que vinha mesmo aí a crise pandémica. E estamos na revolução 4.0 e "impreparados" para os seus efeitos. A ver.

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Música do Bioterra: The Beauty Of Gemina - Suicide Landscape


Grew up in this Shadow-Land
With a Suicide Landscape
Where the dark Seas are whispering
From the Edge to the deepest End

Grew up in this Shadow-land
With a Suicide Landscape
Where the black Birds are singing
Where the black Birds are falling down
Look up to these fallen Stars
In a broken light Sky Shape
Where all these Tongues in my Head
All these Tongues are still lancing

Look up to these fallen Stars
In a broken light Sky Shape
Where all these Guns in my Head
All these Guns are still dancing

Still dancing in my Head
Still dancing in my Head
Still dancing in my Head
Are still dancing in my Head...

And I'm breaking and my Name is on Fire
And I go up and go down and see
There's a Sign to deny all this Blindness
And I'm rising forever

Feel this Night - feel the Blood in my Veins
And I am still there
And I am still there

Página Oficial

quinta-feira, 18 de maio de 2023

MDMC - Pegasus


verse
Ich riech die junge Seele von Kurt Cobain
Sie kriecht schon durch die Vene, entertained meinen Pain
Begiesst ödes Leben mit fake Champagne
Es pikst und ein Beben erweckt das Brain

pre-chorus
Oh Pegasus schiess mich zur Venus
Gib mir nen Schuss Luxus und Genuss
Oh Pegasus schiess mich zur Venus
Come and rock meine Welt bis sie auseinander fällt

chorus
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus c′mon (c'mon)
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus yeah (oh yeah)
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus c′mon (c'mon)
Come and rock meine Welt
Bis sie auseinander fällt

verse
Süss ist die Vergiftung, Madman Choco
Sündige Fiktion, lach mit Bozo
Weiss-blasse Schimmel galoppieren bis zu Eskapaden
Reissen mich in den Graben, oh ja ich will mit mit Whitney baden
Im River voll Vipern die von VIP Venen naschen
Doch der Phoenix bleibt liegen in der Asche
Die ich immer wieder erhasche und verprasse
Für Kroks aus Russia die Knochen crushen
Bam bam Bombido ballern im Klo
Moskitos zehren zehn Kilo von der Libido
In den Fängen von den Golden Girls aus Mexiko
Bleib ich hängen, schizo bis zur Endstation Zoo

pre-chorus

chorus
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus c'mon (c′mon)
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus yeah (oh yeah)
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus c′mon (c'mon)
Come and rock meine Welt
Bis sie auseinander fällt
Come and rock meine Welt (rock meine Welt)
Bis sie auseinander fällt (auseinander fällt)
Come and rock meine Welt (rock meine Welt)
Bis sie auseinander fällt
Now come and rock me Pegasus (let′s rock)

outro
Come and rock meine Welt
Come and rock meine Welt
Come and rock meine Welt bis sie auseinanderfällt
A música utiliza a figura mitológica do cavalo alado Pegasus como uma metáfora para "escapismo" ou uma viagem sensorial (mencionando Vénus, luxo e prazer).

Composição: a letra foi escrita pelo próprio artista, Marcus Domenico.

Produção: A batida, que mistura elementos de Hip Hop e música eletrônica, foi produzida por Artem Maimeskul (aka skyfall beats)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Cidades em Ruínas


"Por onde quer que tenha começado,
pelo corpo ou pelo sentido,
ficou tudo por fazer, o feito e o não feito,
como num sono agitado interrompido.

O teu nome tinha alturas inacessíveis
e lugares mal iluminados onde
se escondiam animais tímidos que só à noite se mostravam
e deveria talvez ter começado por aí.

Agora é tarde, do que podia
ter sido restam ruínas;
sobre elas construirei a minha igreja
como quem, ao fim do dia, volta a uma casa."
Manuel António Pina

sábado, 26 de novembro de 2022

Sobre Cold Wave, Darkwave e Cibergótico


O termo cold wave (onda fria) apareceu na edição de novembro de 1977 da revista musical inglesa Sounds. No texto de capa, mostrando Ralf Hütter e Florian Schneider do Kraftwerk podemos ler "New musick: The cold wave".Naquele ano, o Kraftwerk publicou o Trans-Europe Express. 


O termo foi repetido na semana seguinte no Sounds pela jornalista Vivien Goldman, num artigo sobre Siouxsie e os Banshees. Nesse artigo de Dezembro de 1977 descreveram a sua música como "fria, mecânica e apaixonada ao mesmo tempo", e a revista Sounds profetizou sobre a banda: "[eles] soam como uma fábrica industrial do século 21 [...] Ouça ao rugido das ondas frias dos anos 70 aos anos 80".

Essas influências aparecem em bandas como Joy Division, The Cure e Bauhaus.

KaS Product, Martin Dupont, Asylum Party, Norma Loy, Clair Obscur, Opera Multi Steel e Trisomie 21 são algumas das principais bandas representantes desta corrente musical.

Kraftwek e os Cabaret Voltaire foram os pais fundadores da darkwave. Como já referi o álbum Trans-Europa Express teve influencia na banda pós-punk Joy Division, tendo o seu baixista, Peter Hook, referido que: "conhecemos os Kraftwerk através de Ian Curtis, que insistia em tocar Trans Europe Express sempre que íamos entrar em palco."


Aliás, o álbum "Closer" (1980) é uma obra-prima da coldwave, pós-punk. Para sempre um álbum irrepetível. 

Dark wave (também escrito como darkwave) é um género musical que surgiu na Europa e Reino Unido no início da década de 1980 entre a  coldwave, rock gótico e a música eletrónica.

Dark wave é um termo usado para se referir a uma versão sombria da new wave (ou do synth-pop), sendo considerado uma antítese e uma resposta dark e melancólica da new wave que estava em alta na década de 1980. O género começou a aparecer no meio musical europeu, coincidindo com a ascensão popular da new wave e do synth-pop. Composições de dark wave são amplamente baseadas em tonalidades-chave menores (sonoridade sombria), bateria eletrónica, teclados, samplers, sequenciadores e sintetizadores que constroem uma instrumentação eletrónica e dançante, porém, gótica e atmosférica.

Após o surgimento do rock gótico na Inglaterra através da cena pós-punk, a música dark wave foi de principal importância para caracterizar a subcultura gótica na década de 1980 e seguintes. No Reino-Unido foi uma explosão de bandas, umas mais célebres que outras: Attrition, In The Nursery, Pink Industry, Alien Sex Fiend, Specimen, The Cure, Bauhaus, Christian Death, Sisters of Mercy, Current 93, etc.

O movimento underground da coldwave/darkwave disseminou-se pela Europa e um pouco mais tarde no resto do mundo. Bandas como Clan of Xymox (HOL), Mittageisen e Young Gods (SUI), Poesie Noire (BEL), Laibach (Eslovénia), Psyche (CAN) e The Awakening (África do Sul).

As bandas italianas The Frozen Autumn, Ataraxia, Nadezhda, Litfiba e Diaframma tiveram um relativo sucesso.

A coldwave francesa é muito melancólica, falam do infortúnio, das sombras e baseada em ritmos electrónicos espectrais e fantasmagóricos. Nesta levada estão incluídas bandas como: Corpus Delicti, Die Form, KaS Product, Martin Dupont, Asylum Party, Norma Loy, Clair Obscur, Opera Multi Steel, The Breath of Life e Trisomie 21.

Os grupos de dark wave na Alemanha dos anos 1980 misturavam cold wave com o rock gótico, ou usando elementos da Ambient music e do post-industrial music. Ficaram associados ao  movimento Neue Deutsche Welle, que incluía bandas como Asmodi Bizarr, II. Invasion, Unlimited Systems, Mask For, Moloko †, Maerchenbraut, Liaisons Dangereuses, Einstürzende Neubauten   e Xmal Deutschland. 

Entre 1987 e 1995, surgiram novas bandas darkwave, com outras temáticas góticas tais como tabús eróticos, religião e épicos. As sonoridades principais são dark-ambient, industrial, militar, electro-indsutrial: Die Form, Skinny Puppy, Front Line Assembly, Wumpscut,  Armageddon Dildos e  And One.

A forte influência na Alemanha
Após o desaparecimento das cenas grandes da new wave e do pós-punk em meados da década de 1980, o dark wave ressurgiu, entre 1993-95 como um movimento underground com bandas da Alemanha, como Deine Lakaien, Love Is Colder Than Death, Love Like Blood, Diary of Dreams, além de Project Pitchfork e Wolfsheim. Ao mesmo tempo, um grupo grande de artistas alemães, que incluía Das Ich, Relatives Menschsein e a banda Lacrimosa, desenvolveram um estilo mais teatral, inspiradas na poesia germânica e em letras mais metaforizadas, chamando essa subdivisão de Nova Arte Fúnebre Alemã . Outras bandas, como Silke Bischoff, In My Rosary e Engelsstaub misturavam o dark synthpop ou o rock gótico com elementos do Neofolk ou do Neoclassical Dark Wave.

Diversidade de estilos nos EUA
Após 1993, nos EUA, o termo dark wave (como variante do jargão darkwave) foi associado com a gravadora Projekt Records, pois esse era o nome usado em seus catálogos, além de ser usado para denominar artistas alemães nos EUA, como o Project Pitchfork. A gravadora tinha bandas como Lycia, Black Tape for a Blue Girl, e Love Spirals Downwards, todas caracterizados por ter vocais femininos. Essas bandas tocavam uma nova vertente do wave, de origem das bandas dos anos 80, como Cocteau Twins, sendo o estilo classificado como ethereal wave. A gravadora também listava uma longa associação com o Attrition, que havia aparecido nas suas primeiras compilações musicais. Outra gravadora americana nessa área foi a Tess Records, que gravava os discos do This Ascension e Faith and the Muse. Ainda nos EUA, a darwave é mais variada que a da Europeia. EUC, por exemplo incluem elementos psicadélicos. Um grande número de outras bandas americanas misturaram a dark wave e a ethereal wave com outros projetos na música eletrónica. Love Spirals Downwards, Collide, e Switchblade Symphony incorporaram elementos do trip hop, enquanto o The Crüxshadows combinava uma série de electronic dance music contemporâneo com elementos do rock alternativo baseado nos elementos do estilo synth. A dark wave disco, foi uma tentativa fundada em 2004 na cidade de Chicago com a intenção de mesclar a dark new wave music com o atual indie-electro music. Seu legado foi o ressurgimento da new wave e da brand new electro nights em Chicago. No começo dos anos 2000, Jay Reatard formou o híbrido prolífico de garage punk/dark wave chamado Lost Sounds. 

Em Portugal
A coldwave portuguesa não teve muita expressão. Não passaram de bandas de garagem. Sem o saber, alguns temas de António Variações. Algumas músicas iniciais do Paulo Bragança, enquadram-se no gótico (influências de Nick Cave, Birthday Party). Bandas darkwave que duraram pouco tempo: Croix Sainte, Anamar, Diva, Essa Entente, Linha Geral, SPQR, A Jovem Guarda, Linha Geral, Bye Bye Lolita Girl, Grito Final, Bastardos do Cardeal, Magudesi, Extrema Unção e Os Cães, A Morte & o Desejo.  Surgiram projectos muito interesantes e únicos- os Pop_Dell'Arte e  Mler Ife Dada.  Agora em termos rock gótico temos os Mãos Morta e Rádio Macau. Uma banda de rock indie e alternativo foram os Sétima Legião.

Surgiram novas tendências:  Emo; Dark electro; AggrotechElectro-industrial;  EBMFuturepop

No Japão surgiram as subculturas Visual keiLolita fashion; Cosplay e Otaku

Cibergóticos
O termo 'Cybergoth' foi cunhado em 1988 pela Games Workshop para o seu jogo de RPG- Dark Future. Surgiram, entretanto, vários video jogos retrofuturistas ou pelo contrário, futuristas, como Shadowrun

O cybergótico é uma combinação de elementos da estética industrial com "gravers" (ravers góticos). Mas o estilo de moda não existia até uma década depois. 

A estética Cybergoth teve o seu momento ao sol graças a um vídeo que se tornou viral nos primeiros dias do YouTube, que desde então se tornou um marco na cultura dos memes. A partir de 2000 era habitual encontrar então cibergóticos: é baseado em cores fluorescentes e usa pvc, vinil e outros materiais de aparência artificial para criar um estilo de aparência futurista. O cabelo é tingido em cores não naturais e adornado com mechas coloridas, também conhecidas como cyberlox, que podem ser feitas de lã, espuma, borracha ou tecidos. A androginia é comum.

Também comum:
  • Tecidos brilhantes/brilhantes ou foscos
  • Cabelos coloridos e extravagantes, com mechas sintéticas
  • Maquiagem com cores claras
  • Placas de circuito de LED
  • Modificação corporal (tatuagens/piercings)
  • Máscaras de gás
  • Óculos retro ou metalúrgicos 
  • Botas com salto
  • Calças ou coletes pretos apertados
  • Redes de pesca
  • Aquecedores de perna de pele falsa ("fofo")
Bandas famosas de cibergótico: Angels on Acid; Toxic Nation; Otto Dix; The Prodigy; Carmilla;V2A; Front 242; Naked Underrated; Black Elves; Test Dept e Clock DVA

A Alemanha produziu muitas bandas techno-punk /underground techno/ cibergótico: Salted Bomb; The Siren; Crossbow; Hilbert Space; Mayday; Roentgens; LF05 - Lukas Freudenberger; Dosis; I feel Youth; Numbers; Melodrama; Mind Grabber; Party Favors; Shelter of Sin; Eye of The Beholder e Cortechs.

As últimas tendências cibergóticas Deep Dark and Hard Techno podem ser descobertas no canal Fear N Loathing

Os cibergóticos (a sua indumentária e dança exuberantes) reflectem sobre a crise ecológica, questionam este mundo cheio de pesticidas, nanobiotecnológico, radioactivo (ficção gótica da era pós-apocalipse nuclear, posição crítica em relação à tecnologia HAARP e 5G), o progresso acelerado da inteligência artificial, o desdém/paixão pela robótica e perscrutam o alarme totalitário da Big Tech. Era comum o uso de máscaras. Não imaginávamos era que vinha mesmo aí a crise pandémica. E estamos na revolução 4.0 e "impreparados" para os seus efeitos. A ver.

Outras subculturas cibergóticas: Cyberpunk; Steampunk; Dieselpunk; Biopunk; Arcologia; Rivethead 

2022
Actualmente ainda estão no activo bandas darkwave consagradas: Laibach, And Also The Trees, Clan of Xymox, She Past Away, Young Gods, She Wants Revenge, The Knife, The Frozen Autumn, Lebanon Hanover e Drab Majesty.

Para estar actualizado de novas bandas góticas, sintonize Atmosphère - Radio Arverne

Saber mais:

The Story of Goth in 33 Songs

Sites interessantes:
Fantasporto - Oporto International Film Festival
Gothic Beauty Magazine
Gothic Culture Magazine
Goth Wiki
Subculture List
Urban Dictionary

domingo, 29 de maio de 2022

Música do BioTerra: The Young Gods - Kissing The Sun


Soon we will be on our way
Say goodbye to yesterday

Soon we will be in the light
Swimming in the open sky

We'll spread our wings around the stars
Watch the way we drop our scars

We will be kissing the sun
Everybody knows kissing the sun
One and one with the one you've chosen

We'll spread our wings as we get higher
Spread our wings into the fire

We will be kissing the sun
Everybody knows kissing the sun
One and one 
And the thing explodes

Biografia: The Young Gods
The Young Gods (site)
The Young Gods (youtube)

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Top Mais do BioTerra


Adrian Borland - Long Dark Train 
Apoptygma Berzerk - Major Tom
Pachelbel - Canon in D Major (London Symphony Orchestra)
Pachelbel - Canon in D Major (Voices od Music)
Siouxsie And The Banshees- Swimming HorsesSisters of Mercy- Driven Like the Snow 
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