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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Veneno das víboras da Europa não evoluiu para causar dor, mas sim para subjugar presas

Muitas vezes, os venenos das serpentes estão associados a dores intensas. Essa é uma das mais fortes razões pelas quais muitas pessoas as temem.

Contudo, uma investigação encabeçada por cientistas da Universidade de Bangor (Reino Unido), em colaboração com instituições europeias e australianas, revela que, pelo menos neste caso, não foi para causar dor que o veneno das víboras da Europa evoluiu.

A equipa analisou os venenos quatro espécies de víboras – Vipera ursinii, Vipera ammodytes, Vipera aspis e Vipera berus – para tentar responder a uma questão que, por muito tempo, tem permanecido sem resposta: como é que essas serpentes equilibram a função defensiva do veneno (para se protegerem de predadores) com a função de captura de presas (que requer a imobilização rápida da presa)?

A dor faz com que as vítimas se contorçam em agonia, o que pode aumentar a probabilidade de o predador ser ferido, e gravemente, e de a presa escapar. Por outro lado, um veneno concebido para subjugar as presas pode não servir de grande aviso para os predadores das serpentes.

“Esperávamos encontrar evidências de que algumas víboras evoluíram componentes do veneno especificamente para causar dor rapidamente, como mecanismo de defesa”, recorda Wolfgang Wüster, principal coautor do estudo.

“Em vez disso, não encontrámos quaisquer evidências de que os venenos ativam diretamente células nervosas sensíveis à dor. Isso sugere que, nas víboras europeias, a evolução do veneno é, principalmente, impulsionada pela necessidade de subjugar a presa”, detalha.

As glândulas de veneno das serpentes conseguem produzir apenas tipos específicos de venenos consoante a espécie, o que significa que umas produzem venenos com determinadas funções e efeitos e outras com outros.

Os investigadores começaram o estudo convictos de que víboras que se alimentam de animais com menos defesas, como insetos, podiam ter desenvolvido toxinas para produzir dor para defesa.

Não sendo preciso grande esforço “venenoso” para subjugar os insetos dos quais se alimentam, essas serpentes podiam ter orientado o veneno para a proteção contra predadores e outras ameaças. O inverso seria esperado de espécies que se alimentam de presas que podem causar mais danos às serpentes, como os roedores, com garras e dentes afiados.

Contudo, não foi isso que constataram, testando os venenos das diferentes víboras europeias em laboratório em células sensíveis à dor. Independentemente da dieta que tenham, nenhum dos venenos desses répteis evoluiu especificamente para causar a dor.

Assim, concluem os autores deste trabalho que a seleção natural deu prioridade à eficiência na caça em detrimento da produção de dor como defesa durante a evolução dos venenos das víboras europeias.

“Isto desafia a ideia de que as funções de defesa e predação impulsionam a evolução do veneno em diferentes direções nas serpentes”, afirma Bálint Üveges, primeiro autor do artigo. “Os nossos resultados indicam que a captura de presas é a força dominante que molda a composição do veneno nestas espécies.”

Saber mais:

terça-feira, 30 de junho de 2026

Sabia que o seu protetor solar está a afetar os oceanos? Saiba como cuidar da sua saúde e proteger os oceanos

Com a chegada do verão e de mais temporadas passadas na praia ou na piscina, é muito importante manter a nossa pele protegida dos raios UV provenientes do sol, através do uso de protetor solar. No entanto, muitos dos filtros solares utilizados nestes produtos são prejudiciais à biodiversidade e aos ecossistemas marinhos.

Existem dois tipos principais de filtros solares: filtros minerais e filtros orgânicos (ou químicos). Estes últimos são os mais problemáticos para várias espécies marinhas, sendo um dos mais usados a oxibenzona. Este químico não se degrada facilmente e, por isso, pode persistir durante muito tempo quando introduzido na natureza. É também um dos mais encontrados em águas naturais.

Estes filtros solares químicos são introduzidos nos ecossistemas marinhos através do protetor solar que usamos na nossa pele e que depois se liberta quando entramos na água do mar, mas também podem ser descartados para a natureza através das estações de tratamento de águas residuais. Os efeitos negativos destes químicos são muito variados. Podem impedir o crescimento e a fotossíntese em algas marinhas, reduzir a fertilidade em peixes, causar danos nos sistemas imunitário e reprodutor de várias espécies de ouriços do mar e bivalves e também acumularem-se nos tecidos dos golfinhos. Um dos piores impactos verifica-se nos corais, nos quais estas substâncias se podem acumular e deformar o seu ADN, podendo levar ao seu branqueamento (uma das principais causas de morte nos corais, também provocada pelo aumento de temperatura da água do mar).

Existe uma lista de químicos potencialmente prejudiciais à vida marinha, publicada pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (conhecida pela sigla NOAA), na qual se incluem: oxibenzona, benzofenona-1, benzofenona-8, p-aminobenzoato de octilo dimetilo (OD-PABA), 4-metilbenzilideno cânfora, 3-benzilideno cânfora, dióxido de nano-titânio, óxido de nano-zinco, octinoxato e octocrileno. A utilização de alguns deles foi proibida na União Europeia, por poderem ser considerados prejudiciais ao ser humano e outros compostos, como a  oxibenzona e o octinoxato foram banidos em alguns locais com o intuito de proteger os corais, como o  Havai e o arquipélago de Palau, mas ainda continuam a ser muito comuns na maioria dos protetores solares.

Em Portugal, um projeto recente denominado Scree&Toxin (coordenado pela universidade de Aveiro) está a estudar de que forma a oxibenzona está a interferir na acumulação de biotoxinas marinhas em conquilhas da espécie Donax trunculus

O que podemos fazer?
Devemos por a nossa saúde em primeiro lugar, não dispensando o uso de proteção solar. No entanto, aquando da escolha de um protetor solar, podemos ter em atenção os ingredientes presentes e tentar evitar estas substâncias. Algumas marcas já apresentam na própria embalagem mensagens de alerta como “Reef Safe”, “Ocean friendly” ou “Respeita os oceanos”. No entanto, devemos ter atenção, pois alguns destes produtos poderão não estar livres de todos os filtros prejudiciais, sendo por isso importante rever a lista de ingredientes. Devemos igualmente adotar comportamentos que podem ser mais amigos do ambiente e também da nossa saúde como evitar a exposição solar nas horas de maior calor e usar roupa de e chapéu para prevenir as queimaduras solares.
Utilizar alguns aplicativos que nos ajudam a destrinçar os seus componentes, como a Yuka.
As marcas de protetores solares ecológicos dividem-se maioritariamente em fórmulas 100% minerais (filtros físicos de zinco ou titânio "não nano") que não prejudicam os corais e utilizam embalagens sustentáveis.
Para quem procura proteger a pele e o oceano, o mercado atual já oferece excelentes plataformas especializadas em cosmética sustentável com envio para Portugal. Se a preferência for explorar lojas multimarcas que fazem uma curadoria rigorosa, a My True Bio destaca-se a nível nacional por disponibilizar uma secção inteiramente dedicada a fórmulas minerais não-nano de marcas conceituadas. No mesmo alinhamento de desperdício zero, a pioneira Organii foca-se em opções biológicas certificadas e formatos inovadores, como os sticks solares sólidos. Já para quem valoriza a maior variedade possível de marcas europeias e quer comparar preços, a versão portuguesa da Ecco Verde oferece um catálogo vastíssimo com filtros estritamente seguros para os corais.

Por outro lado, se o objetivo for comprar diretamente aos fabricantes que lideram esta revolução ecológica, há marcas de referência com lojas online muito acessíveis. Fundada por surfistas, a sueca Suntribe é famosa pelas suas fórmulas ultra-minimalistas (com poucos ingredientes) em embalagens de cartão e alumínio. No campo da alta proteção aliada a uma textura mais fluida, os franceses dos Laboratoires de Biarritz criaram a aclamada gama Alga Maris, enriquecida com algas antioxidantes. Para o dia a dia e com texturas mais adaptadas à rotina urbana, a Freshly Cosmetics disponibiliza protetores físicos em alumínio reciclado que minimizam o habitual tom esbranquiçado na pele. Finalmente, focada na máxima biodegradabilidade para desportos aquáticos, a Amazinc! apresenta soluções líquidas e sólidas em latas totalmente reutilizáveis e livres de plástico

Para saber mais sobre este tema consulte:

sábado, 29 de novembro de 2025

Velas perfumadas emitem tantas toxinas causadoras de cancro quanto fumaça de diesel e cigarros


As pessoas usam velas perfumadas há anos tentando mascarar odores desagradáveis ​​em suas casas. Eles são essenciais quando se tenta relaxar e descontrair após um longo dia de trabalho.

Embora possam parecer seguras, velas perfumadas regulares são na verdade uma importante fonte de poluição do ar em ambientes fechados. A baixa qualidade do ar interno pode contribuir para condições agudas como cancro e asma. (1)

De acordo com Anne Steinemann, especialista em poluentes ambientais, certas velas podem emitir vários tipos de produtos químicos potencialmente perigosos, como benzeno e tolueno ( 2 ). Eles podem perturbar o sistema nervoso, causar danos ao cérebro e pulmões, além de causar problemas no desenvolvimento.

“Ouvi de várias pessoas que têm asma que elas nem podem entrar em uma loja se a loja vender velas perfumadas, mesmo que não estejam sendo queimadas”, disse Steinemann. “Elas emitem tanta fragrância que podem desencadear ataques de asma e até enxaquecas”.

Então, se você está se perguntando, ‘as velas perfumadas são tóxicas?’ você pode marcar essa pergunta com um grande sim.

Por que as velas perfumadas são perigosas?
Você pensaria que o único perigo de queimar uma vela perfumada seria o risco de um incêndio. Embora seja uma razão válida, os perigos mais imediatos incluem:

• Inalação de fumaça de vela
• Inalação de fumos de fragrâncias por derretimento de cera de vela
• Inalação de vapores que compõem a maior parte da vela à medida que ela derrete

Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Copenhague, realizado com ratos, descobriu que a exposição a partículas da queima de velas causa danos maiores do que a mesma dose de fumaça de escapamento de diesel. A inalação da fumaça da vela levou a efeitos na saúde, como inflamação e toxicidade pulmonar, arteriosclerose e efeitos do envelhecimento nos cromossomas nos pulmões e no baço.

Queimar velas em casa leva a um aumento da poluição do ar interior, com velas perfumadas representando um risco ainda maior. Na Dinamarca (onde queimar uma vela é tão comum quanto comer uma refeição), a pesquisa mostrou que 60% das partículas ultrafinas são provenientes da queima de velas.

Embora a fumaça das velas seja prejudicial aos pulmões, é exacerbada ainda mais quando as fragrâncias são adicionadas. A composição estrutural das velas (feitas de parafina ou de outro tipo de cera) também determinará seus níveis de toxicidade.

Um estudo realizado pelo Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Hanyang examinou se a quantidade de toxinas variava com a fragrância, com base em seis aromas diferentes. Velas perfumadas, acesas ou não, contêm compostos orgânicos voláteis (COV), que podem ser incrivelmente tóxicos quando inalados.

Eles descobriram que, quando uma vela era acesa, o formaldeído estava na maior concentração dentre os COV emitidos. Como sabemos, o formaldeído é listado como um composto perigoso e os seus vapores são considerados altamente tóxicos ( 4 ).

Os aromas que emitiram as maiores concentrações de formaldeído foram os seguintes (ppb = partes por bilião):

• Morango: 2098 ppb
• Algodão limpo: 1022 ppb
• Sem formatação: 925 ppb

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirmam que “os efeitos agudos e crónicos do formaldeído na saúde variam de acordo com o indivíduo. O limiar típico para o desenvolvimento de sintomas agudos devido ao formaldeído inalado é de 800 ppb; no entanto, indivíduos sensíveis relataram sintomas em níveis de formaldeído em torno de 100 ppb ( 5 ). ”

Outro estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Sul ( 6 ) testou velas de parafina à base de petróleo e velas à base de vegetais que não eram perfumadas, não pigmentadas e livres de corantes.

As velas à base de vegetais não produziram poluentes nocivos, no entanto, as velas de parafina “lançaram substâncias químicas indesejadas no ar… para uma pessoa que acende uma vela todos os dias durante anos ou apenas as usa com frequência, inalação desses poluentes perigosos que flutuam no ar. O ar pode contribuir para o desenvolvimento de riscos à saúde, como cancro, alergias comuns e até asma ”, disse o professor Ruhollah Massoudi.

Além disso, um estudo divulgado pela EPA em 2001 descobriu que velas com mais fragrância produzem mais fuligem. A agência sugere a escolha de velas sem perfume para reduzir esses restos de detritos.

Advertências sobre formaldeído
O CDC possui avisos e recomendações para a exposição ao formaldeído em casa. Recomenda-se aos proprietários de imóveis que parem a exposição, principalmente quando houver indivíduos com asma, idosos ou crianças pequenas presentes na casa.

A exposição a curto prazo ao formaldeído libertado pelas velas resulta nos seguintes sintomas:
– Olhos lacrimejantes e ardentes
– Queimação na garganta e nariz
– Náusea e / ou vômito
– Sibilos e / ou tosse
– Queima de pele e / ou irritação

A exposição prolongada a produtos químicos encontrados nas velas também pode causar câncer nas passagens nasais e, pior ainda, leucemia. A inalação consistente de produtos químicos encontrados nas velas também pode levar ao comprometimento cognitivo e a certos tipos de demência.

Todas as velas são tóxicas?
Felizmente, nem todas as velas são tóxicas. De facto, existem muitas ótimas alternativas que não envolvem o uso de produtos petrolíferos nocivos.

O maior problema com as velas é a cera tóxica e a fragrância usada em sua formulação.

Velas perfumadas feitas de parafina – um subproduto do petróleo – libertam fuligem cancerígena quando queimadas. A fuligem também pode causar problemas respiratórios e agravar as condições daqueles que já têm problemas de asma, pulmão ou coração.

Velas mais antigas também costumavam ser construídas com pavios feitos de chumbo.

Se você ainda está preocupado, no entanto, existe uma maneira fácil de testar se o pavio contém chumbo. Basta esfregar o pavio de uma vela não queimada em papel branco. Se o pavio deixa uma marca cinza como lápis, há chumbo nele. Se não houver cinza, está tudo bem.

Infelizmente, muitas velas comuns são feitas de parafina porque são mais baratas que outros tipos de cera. A parafina também cria uma fragrância com cheiro mais forte que as ceras naturais.

Mas se você realmente quer uma vela que dure muito e cheira incrível, use cera de abelha!
Embora você precise pesquisar um pouco mais e pagar um pouco mais por uma vela de cera de abelha natural, os benefícios valem a pena!

terça-feira, 13 de julho de 2021

O seu protetor solar está a afetar os oceanos? Evite marcas com estas substâncias

Todos os anos, milhares de toneladas de cremes solares vão parar ao mar. E muitos têm químicos nocivos para a vida marinha. Alguns estudos identificaram os piores

Os protetores solares são imprescindíveis para nos defender da radiação ultravioleta. Mas o que nos protege a nós não protege necessariamente outros seres vivos. Ao longo dos últimos anos, tem sido estudado o efeito em organismos marinhos de diferentes substâncias presentes nos cremes, e as notícias não são boas: vários destes químicos têm impactos destrutivos.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (dos EUA, mais conhecida pela sua sigla, NOAA), uma das entidades que mais se tem debruçado sobre estes efeitos, tem uma lista “oficial” de químicos com potencial para afetar a vida marinha: 3-benzilideno cânfora, 4-metilbenzilideno cânfora, octocryleno, benzofenona-1, 2 e 8, oxibenzona (também chamada benzofenona-3 ou BP-3), p-aminobenzoato de octilo dimetilo (OD-PABA), dióxido de nano-titânio, óxido de nano-zinco e octinoxato. Se se preocupa com os impactos ambientais das suas escolhas, leia a lista de ingredientes e evite estas substâncias.

Os efeitos mais negativos destes químicos são variados. Podem provocar uma redução de fertilidade nos peixes fêmeas, danificar os sistemas reprodutores e imunológicos dos ouriços-do-mar adultos e causar deformações nos juvenis (o que também acontece nos mexilhões), prejudicar o processo de fotossíntese das algas e acumularem-se nos tecidos dos golfinhos (e transmitirem-se para as crias). Os piores impactos, no entanto, são nos corais. As substâncias acumulam-se nos tecidos destes organismos e conseguem alterar o seu ADN, provocando deformidades e branqueamento (a principal causa de morte dos corais).

Algumas estão já interditas na União Europeia (o 3-benzilideno cânfora, por exemplo não pode ser usado em qualquer produto cosmético desde 2016). Mas outras continuam a ser usadas. Entre essas, as que levantam mais preocupações são a benzofenona-2, a oxibenzona e o octinoxato, ingredientes comuns nos protetores solares.

A primeiro, a benzofenona-2, presente em muitos tipos de cremes e sabonetes, mata jovens corais rapidamente e mesmo em baixas concentrações, de acordo com um estudo publicado em 2013 na revista científica Ecotoxicology. Além disso, provocada branqueamento e mutações nos organismos maduros. A oxibenzona tem os mesmos efeitos, a que se juntam deformidades no crescimento dos corais, segundo um estudo publicado na Archives of Environmental Contamination and Toxicology, em 2015. Outra investigação, publicada em 2008 na Environmental Health Perspectives, reportou que tanto a oxibenzona como o octinoxato eram responsáveis por fenómenos de branqueamento em recifes de coral nos três oceanos onde existem, o Atlântico, o Índico e o Pacífico.

Os protetores minerais podem ser uma forma de proteger a pele sem passar ingredientes nocivos para o mar (desde que tenham dióxido de titânio ou óxido de zinco não-nanotizados, ou seja, com pelo menos 100 nanómetros). Mas vários testes realizados pela organização de consumidores americana Consumer Reports concluíram que estes não são tão eficazes a proteger dos raios ultravioleta como os outros.

A alternativa é minimizar a quantidade de protetor que aplicamos. A NOAA sugere que, na praia, usemos camisolas com fator de proteção ultravioleta e que procuremos sempre a sombra, sobretudo nas horas mais críticas. Mesmo usar uma simples tshirt pode ser uma solução, já que deixa menos pele exposta ao sol.

E atenção – em alguns protetores solares, a lista de ingredientes surge em inglês. Nesse caso, procure por estes nomes, para (tentar) evitá-los: oxybenzone, octinoxate, octocrylene, benzophenone-1, 2, e 8, OD-PABA, 4-methylbenzylidene camphor, 3-benzylidene camphor, nano-titanium dioxide e nano-zinc oxide.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Nanotoxicidade num vazio regulatório, refere um estudo

Diseases linked to nanoparticles from different pathways of exposure


Seven young women (aged 18–47yrs) working in a paint factory and exposed to nanoparticles for 5–13months fell ill and were admitted to hospital. Two subsequently died. Pathological examinations of the patients' lung tissue showed nonspecific inflammation, fibrosis and foreign-body granulomas (tumours resulting from inflammation) of the pleura (membrane around the lungs). Transmission electron microscopy revealed nanoparticles of polyacrylate lodged in the cytoplasm and the nucleus of cells and in the chest fluid [1]. The polyacrylate nanoparticles were confirmed in the workplace.

These first suspected cases of nanotoxicity from occupational exposure have heightened concerns over the huge and rapidly expanding array of nanotechnology products in the market that remains unregulated despite accumulating evidence that many nano-ingredients, including those most common in commercial use, are indeed toxic. [Fonte: ISIS]