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segunda-feira, 6 de maio de 2024

Sobre os cépticos e as alterações climáticas


Vamos lá ver se nos entendemos em relação às alterações climáticas. Há dois tipos de alterações climáticas: as geológicas e as antropogénicas. Quando nada se referir quando falamos de alterações climáticas são as provocadas pelo Homem. A realidade está aí: eventos climáticos extremos, degelo das calotes, ondas de calor em países habitualmente frios (Suíça, p. ex.). São causadas sobretudo pelo uso e abuso de petróleo, gás, carvão e biomassa. Os jactos privados e os cruzeiros contribuem em GT de CO2, aumentando a temperatura global. 1ºC a mais trará consequências desastrosas: secas prolongadas, aumento do nível do mar, etc. 
Os GEE principais são o CO2 e o metano. Entre os GEE, incluir óxidos nitrosos e o insuspeito vapor de água que tem um poder de EE superior aos outros (e que não se pode controlar quando a temperatura atmosférica subir).
Quanto às alterações climáticas geológicas existiram no passado e continuarão a existir, nomeadamente a tectónica de placas e o vulcanismo.
O nosso clima está a mudar e nós somos a causa principal através das nossas emissões de GEE. Os factos sobre as alterações climáticas são essenciais para se compreender o mundo à nossa volta, e para tomarmos decisões informadas sobre o futuro.

Saber mais:
2. Climate Emergency Forum: Adaptação e Mitigação


3. Estudo independente ataca cépticos e confirma que a Terra está mesmo mais quente

Acção Climática Já: mitigação e adptação


A mitigação refere-se aos esforços para reduzir ou prevenir a emissão de gases de efeito estufa. Adaptação é o processo de ajuste aos impactos atuais ou esperados das alterações climáticas. A necessidade de adaptação varia de um local para outro, dependendo do risco para os sistemas humanos ou ecológicos.

Mitigation refers to efforts to reduce or prevent emission of greenhouse gases. Adaptation is the process of adjusting to current or expected impacts of climate change. The need for adaptation varies from one location to another, depending on the risk to human or ecological systems.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Adaptação Profunda: navegando a realidade do caos climático


O conceito Adaptação Profunda foi cunhado em um artigo publicado pelo professor Jem Bendell como alternativa ao termo mais comumente usado ‘adaptação climática’. A palavra ‘profunda’ indica que medidas fortes são necessárias para nos adaptarmos ao colapso do estilo de vida ocidental industrializado. Desde sua publicação em 2018 mais de 1 milhão cópias foram baixadas pela internet.

O artigo Adaptação Profunda: Um Mapa para Navegar pela Tragédia Climática analisou estudos recentes sobre as mudanças climáticas e suas implicações para nossos ecossistemas, economias e sociedades e propôs que, dada a dificuldade de revertermos as tendências de mudanças climáticas drásticas, o colapso social de curto prazo é o cenário mais provável com graves consequências para a humanidade.

Adaptação Profunda é um termo amplo que pode significar um ethos, uma abordagem analítica, um movimento ou comunidade.

Tanto a abordagem como o movimento presumem que eventos climáticos extremos e outros efeitos das mudanças climáticas irão causar rupturas nos sistemas alimentares, hídricos e de moradia, assim como os de poder e governança. Essas rupturas irão provavelmente ou inevitavelmente causar um colapso social desigual nas próximas datas.

O ethos é compromisso para que trabalhemos juntos fazendo o que será útil durante a grande ruptura ou colapso da sociedade em função do impacto direto e indireto da degradação ambiental e mudanças climáticas.

A abordagem analítica é um enquadramento que ajuda as pessoas a explorar idéias sobre como reagir à degradação ambiental, a perda da biodiversidade e às mudanças climáticas. Essa abordagem traz 4 perguntas, também chamadas de ‘4 Rs’.

A primeira é sobre Resiliência. O que mais valorizamos e queremos manter durante o colapso e como vamos fazer isso?

A segunda é sobre Renúncia. Do que precisamos abrir mão a fim de não piorar ainda mais a situação?

Restauração é o tema da terceira pergunta. O que podemos trazer de volta (de um passado pré-industrial) para nos ajudar nesses tempos difíceis?

E a Reconciliação constitui a quarta pergunta. Com quem e o que podemos fazer as pazes quando acordamos para nossa mortalidade mútua.

Quando acordamos para a extensão do estrago já feito e a magnitude da crise vindo em nossa direção ficamos assoberbados, perturbados e nos faltam ferramentas para conversar sobre o tema. Daí a importância da estratégia ser deliberadamente baseada em perguntas. Assim evitamos nos apressar nas respostas e soluções rápidas que nos tornam menos criativos e curiosos como poderíamos ser.

O Fórum para Adaptação Profunda surgiu para que pudéssemos debater sobre o impacto dessas perguntas em nossas vidas e como reagir.

Do Fórum também surgiu uma comunidade de apoio mútuo que busca amparar os processos emocionais vividos pelos participantes que, por sua vez, buscam antecipar a ruptura e colapso. A comunidade também é de prática e os participantes se apoiam e se capacitam no sentido de melhorar a comunicação sobre o tema e de como redesenhar suas vidas daqui para frente.

À partir da abordagem, do Fórum e da comunidade surgiu um movimento que, em muitas partes do globo, busca garantir a soberania alimentar, o acesso a água e a medicamentos naturais em uma situação de colapso. A agenda do movimento inclui valores como não-violência, compaixão, curiosidade e respeito em uma abordagem para ação construtiva.

Em muitos núcleos da Adaptação Profunda, quando a pandemia rendeu milhares de pessoas sem assistência e ainda mais refugiados políticos e climáticos, a abordagem e a articulação já existente permitiu com que muitas pessoas pudessem ser amparadas de imediato.

Jem Bendell alerta para o fato de que os maiores centros de pesquisa apontam a crescente degradação ambiental como principal possível causa de novas pandemias. Ele alerta também para o fato de que as instituições públicas, privadas e do terceiro setor apontam as mudanças climáticas e a degradação ambiental como principal ameaça para nossos sistemas alimentares. Bendell é mais um académico que ao fazer o estudo profundo dos sistemas de suporte a vida no planeta, perceber e sentir a gravidade da crise que já se estabelece rapidamente, nos urge a praticar o protagonismo coletivo e a cultura da dádiva e a buscar alternativas locais autogeridas para suprirmos nossas necessidades de moradia, alimentação, água, saúde e transporte.

E você, como tem planeado suprir essas áreas essenciais na sua vida num mundo que colapsa cada vez mais rápido?


Site Oficial Jem Bendell

Saber mais:
Artigo Científico