At home Drawing pictures Of mountain tops With him on top Lemon yellow sun Arms raised in a V The dead lay in pools of maroon below
Daddy didn't give attention To the fact that mommy didn't care King Jeremy the wicked Ruled his world
Jeremy spoke in class today Jeremy spoke in class today
Clearly I remember Pickin' on the boy Seemed a harmless little fuck Oh, but we unleashed a lion Gnashed his teeth And bit the recess lady's breast How could I forget He hit me with a surprise left My jaw left hurtin Oh, dropped wide open Just like the day Like the day I heard
Daddy didn't give affection And the boy was something mommy wouldn't wear King Jeremy the wicked Ruled his world
Jeremy spoke in class today Jeremy spoke in class today Jeremy spoke in class today
Try to forget this... (try to forget this) Try to erase this... (try to erase this) From the blackboard
Jeremy spoke in class today Jeremy spoke in class today
A Vida Fascinante e a Morte Trágica de Trevor Wilson, a Estrela do Vídeo "Jeremy" dos Pearl Jam
O videoclipe de "Jeremy" dos Pearl Jam esteve em alta rotação na MTV em 1992, tornando-se um marco visual para a "geração grunge". Para o jovem ator Trevor Wilson, que interpretou o perturbado Jeremy com apenas 12 anos, o vídeo trouxe uma fama avassaladora, mas curta. O artigo da Billboard, publicado na altura do 25.º aniversário do lançamento do teledisco, revelou que Wilson teve uma vida fascinante longe dos holofotes e que faleceu tragicamente em agosto de 2016, aos 36 anos.
A escolha para o papel
O realizador do vídeo, Mark Pellington, explicou à Billboard que procurava alguém que não parecesse o típico "totó" ou o cliché do rapaz rejeitado da escola secundária. Quando viu a cassete de audição de Trevor Wilson, soube imediatamente que tinha encontrado o ator certo.
"Ele estava doente no dia em que gravou a audição", recordou Pellington. "Ele não tentou agir de forma forçada ou dizer 'Ah, vejam como estou angustiado'. Estava apenas ali sentado, com um olhar entorpecido, meio apático e confuso. Só mais tarde soube que ele estava febril, mas tinha uma enorme expressividade sem ser histriónico."
No estúdio, Pellington disse a Trevor para olhar fixamente para a câmara e não dizer nada, acontecesse o que acontecesse à sua volta. O diretor de fotografia, Tom Richmond, elogiou o profissionalismo do rapaz, referindo que ele estava "100% focado, mas ao mesmo tempo relaxado e amigável".
A fama e a rejeição de Hollywood
O sucesso do vídeo foi imediato e Trevor Wilson tornou-se uma das caras mais conhecidas da MTV. Em 1993, os Pearl Jam ganharam o prémio de "Vídeo do Ano" nos MTV Video Music Awards e levaram Trevor com eles ao palco. O vocalista Eddie Vedder apresentou-o ao público dizendo: "Este é o Trevor. Ele está vivo."
Apesar do sucesso e de uma ligação forte com a banda — a mãe de Trevor revelou que o grupo lhe prometeu bilhetes vitalícios para qualquer concerto que dessem em Nova Iorque —, o jovem não ganhou gosto pela fama. Ele começou a achar a atenção desconfortável e rejeitou as cartas de fãs e o mediatismo. Decidiu abandonar a representação muito cedo para viver a vida nos seus próprios termos.
Uma vida dedicada ao Mundo
Depois de se afastar de Hollywood, Wilson focou-se nos estudos, desenvolveu uma paixão pela literatura clássica e pela política internacional. Teve uma vida repleta de viagens e de causas humanitárias:
Fez um estágio no Egito através da Organização das Nações Unidas (ONU).
Passou por vários projetos de desenvolvimento internacional e, pouco antes de morrer, estava a preparar-se para assumir um posto oficial na ONU em Myanmar (Birmânia).
O trágico acidente
Em julho/agosto de 2016, enquanto passava férias em Porto Rico antes de iniciar o seu novo trabalho na Ásia, Trevor Wilson foi nadar sozinho na praia de Ocean Park, em San Juan. Infelizmente, foi apanhado por uma corrente forte e acabou por se afogar. Um banhista ainda tentou salvá-lo e os paramédicos tentaram reanimá-lo no local, mas sem sucesso.
A mãe de Trevor, Diane, partilhou uma reflexão emotiva no artigo: "Tenho de pensar que era a hora dele, independentemente de tudo. Partir daquela forma foi muito pacífico, ele estava a fazer o que adorava e estava muito feliz, o que para mim é o mais importante."
Se a história de Trevor Wilson, o ator do videoclipe, é fascinante, a história real por trás da canção é profundamente trágica e tornou-se um dos casos mais marcantes e discutidos dos anos 90 nos Estados Unidos sobre saúde mental juvenil e isolamento social. O rapaz real que inspirou Eddie Vedder a escrever a música chamava-se Jeremy Wade Dell e tinha apenas 15 anos quando o incidente aconteceu, na manhã de terça-feira, 8 de janeiro de 1991, na Richardson High School, no Texas. Jeremy chegou atrasado à sua aula de Inglês e a professora, Fay Barnett, indicou-lhe que ele precisava de ir à secretaria obter uma autorização de atraso para poder entrar na sala. O jovem saiu do espaço, mas em vez de se dirigir à secretaria, foi até ao seu cacifo, onde tinha guardado um revólver Magnum de calibre .357 que tinha trazido de casa. Ao regressar à sala de aula, caminhou firmemente até à frente da turma, olhou para a professora e disse que já tinha o que realmente procurava. Antes que alguém conseguisse reagir, Jeremy colocou a arma na boca e disparou, morrendo instantaneamente à frente da docente e dos seus 30 colegas de turma.
Ao contrário do que o videoclipe dos Pearl Jam sugere, onde o ambiente escolar e familiar é dramatizado para fins artísticos, a realidade de Jeremy era muito mais complexa. Os seus pais eram divorciados e ele vivia com o pai, Joseph Dell. Embora a letra da música mencione que o pai não lhe dava atenção e a mãe não se importava, a família e os amigos mais próximos contestaram firmemente esta imagem mais tarde, afirmando que o pai tentava apoiar o filho e que o jovem sofria de problemas psicológicos profundos que iam além da dinâmica familiar. Jeremy tinha sido transferido recentemente de outra escola secundária e era descrito por alguns colegas como um rapaz tímido, calado, triste e com grandes dificuldades em integrar-se no novo ambiente escolar. Ele faltava muito às aulas, frequentava sessões de aconselhamento psicológico na escola e, pouco antes do incidente, chegou a escrever uma nota de suicídio que entregou a um colega, mas o aviso infelizmente não foi levado a sério a tempo.
Eddie Vedder, o vocalista dos Pearl Jam, não conhecia Jeremy Dell. Na altura, Vedder vivia em Seattle e leu a notícia do suicídio num pequeno artigo de jornal. O que mais chocou o músico não foi apenas o ato em si, mas o facto de um rapaz de 15 anos ter tirado a própria vida à frente dos colegas para fazer um comunicado final, sentindo que essa era a única forma de ser finalmente notado ou ouvido pelo mundo. Vedder explicou mais tarde em entrevistas que sentiu uma enorme responsabilidade ao escrever sobre o assunto, mas percebeu que se não o fizesse, a história de Jeremy seria reduzida a apenas três parágrafos esquecidos num jornal, quando na verdade o jovem merecia mais e as pessoas precisavam de refletir sobre o que leva um rapaz a chegar a esse ponto.
O sucesso estrondoso da música e do videoclipe acabou por se tornar um pesadelo prolongado para a família de Jeremy Dell e para os sobreviventes daquela sala de aula. Durante mais de 25 anos, a família de Jeremy manteve um silêncio absoluto, recusando dar entrevistas para não reviver o trauma e por sentir que a imagem do jovem tinha sido mercantilizada pela MTV e pela indústria musical. Apenas em 2018 é que a mãe de Jeremy, Wanda Crane, e uma das suas melhores amigas de escola, Brittany King, que estava na sala no momento do disparo, aceitaram falar publicamente pela primeira vez num canal de televisão local do Texas. Wanda Crane expressou a sua mágoa pelo facto de o mundo lembrar o seu filho apenas pelo momento da sua morte trágica, preferindo focar-se na memória de Jeremy como um rapaz talentoso, que adorava desenhar, pintar e que tinha um amor enorme por animais. Por sua vez, Brittany King partilhou que a música dos Pearl Jam lhe causava uma imensa ansiedade sempre que passava na rádio, pois sentia que a canção transformou um trauma real e doloroso numa peça de entretenimento pop, ignorando o impacto brutal que o suicídio teve na saúde mental de todos os jovens que testemunharam a cena.
And you won’t die for some if you don’t stand for none
[Chorus]
So just go ahead and run
Run, run, run, run, run
Just go ahead and run
Run, run, run, just go a-
If you won’t die for some (If you won’t die for some)
If you don’t stand for none (If you don’t stand for none)
[Verse 2]
Got a death wish
It’s on my hit list
I’m on the blacklist
On the Forbes list
[Chorus]
So just go ahead and run
Run, run, run, run, run
Just go ahead and run
Run, run, run, run, run
If you won’t die for some (If you won’t die for some)
If you don’t stand for none (If you don’t stand for none)
[Outro]
Hey, hey (Hey, hey) 5X
You got a death wish
O significado da canção "STORM" reside na exploração do caos interior, da alienação e da busca por libertação num mundo que parece estar permanentemente à beira de um colapso. O título funciona como uma metáfora dupla, referindo-se tanto à turbulência emocional da juventude como a uma mudança social inevitável e, por vezes, violenta. Através da entrega vocal melancólica de Yung Lean, a letra evoca um sentimento de niilismo e sobrevivência, sugerindo a necessidade de resiliência individual dentro de um sistema opressor, onde o indivíduo se torna tão frio e implacável quanto o ambiente hostil que o rodeia para conseguir navegar a incerteza.
Musicalmente, a produção de GENER8ION utiliza sonoridades industriais e batidas metálicas que simulam uma maquinaria rígida, criando uma tensão constante entre a ordem institucional e o caos emocional. A canção sugere que este caos não deve ser evitado, mas sim abraçado como um catalisador para a transformação. O significado culmina numa ideia de catarse e transmutação, especialmente visível na transição para a segunda parte da composição, onde a música se torna mais melódica e coral. Este momento simboliza que, após a libertação da energia agressiva, pode surgir uma nova forma de união transcendente.
Em última análise, "STORM" aborda o vazio existencial de uma geração que, apesar da hiperconectividade, luta contra o ruído constante da pressão social e da informação. A obra representa, portanto, um momento de rutura: o som do colapso de velhas estruturas e o nascimento de algo novo e desgovernado através da força da juventude. É um comentário sobre a necessidade de encontrar uma voz própria e de transformar a dor em movimento coletivo antes que o sistema consuma a individualidade.
A colaboração entre o projeto francês GENER8ION, liderado pelo produtor Surkin, e o artista sueco Yung Lean, resultou numa obra audiovisual de impacto imediato que utiliza a música para explorar as tensões da juventude contemporânea. O tema "STORM" apresenta-se como um híbrido entre o eletrónico industrial e o Cloud Rap melancólico, mas é na sua representação visual, dirigida por Romain Gavras, que reside a maior carga interpretativa. As filmagens tiveram lugar na Bélgica, no Collège Cardinal Mercier, em Braine-l'Alleud, cuja arquitetura neo-gótica e imponente confere ao vídeo uma atmosfera de autoridade e tradição, evocando o imaginário dos colégios internos britânicos para criar um cenário de isolamento e claustrofobia.
A escolha do Collège Cardinal Mercier, na Bélgica, como cenário para as filmagens foi uma decisão estratégica que fundamenta toda a narrativa visual da obra. A arquitetura neo-gótica e o ambiente académico do colégio transmitem uma sensação imediata de tradição, autoridade e claustrofobia, servindo como o palco perfeito para representar uma instituição que molda, e muitas vezes limita, o comportamento dos jovens. Este cenário oferece um contraste estético poderoso, onde a beleza clássica e organizada do espaço serve de contraponto à energia caótica, brutal e moderna da música de GENER8ION e à performance de Yung Lean. Este choque propositado entre o "velho mundo", representado pelas paredes de tijolo e corredores históricos, e o "novo mundo", marcado pelo rap e pela agressividade juvenil, é uma das marcas registadas da direção de Romain Gavras. Além disso, ao filmar na Bélgica enquanto evoca um estilo visual internacional, o vídeo adquire uma qualidade universal, deixando de ser apenas um retrato de um problema britânico ou francês para se tornar uma observação abrangente sobre a condição da juventude europeia contemporânea.
Relativamente ao debate sobre a masculinidade, o projeto não parece ter como objetivo glorificar comportamentos tóxicos, mas sim expô-los como uma performance social inevitável em ambientes de repressão institucional. Ao retratar rituais de iniciação agressivos no interior deste colégio histórico, o realizador utiliza uma estética cinematográfica de luxo para evidenciar o vazio e a brutalidade dessas interações. A presença de Yung Lean, que encarna o papel de líder, reforça este sentimento; a sua postura não é a de um herói triunfante, mas a de alguém preso a um papel que exige uma dureza constante perante os seus pares.
O ponto de viragem para a denúncia surge através da coreografia de Damien Jalet, onde a violência física bruta se transfigura em expressão artística coletiva nos pátios e corredores do Collège Cardinal Mercier. Esta transição sugere que a energia canalizada para a masculinidade tóxica é, na verdade, uma forma distorcida de necessidade de pertença e movimento. Ao transformar o confronto em dança, "STORM" retira a máscara da agressividade e revela a vulnerabilidade escondida sob os códigos de conduta masculinos. Assim, a obra funciona como um espelho crítico, utilizando a beleza monumental do cenário belga para prender o espetador a uma reflexão desconfortável sobre como as instituições e os grupos moldam a identidade dos jovens.
"Ouvi umas quantas conferências do Y. Harari e, pese embora o brilho, comecei a vê-lo como um comerciante de ideias, como alguns dos seus antepassados terão sido de peles, de dinheiro ou de prata. A obsessão com a Inteligência Artificial parecia-me mais uma oportunidade de negócio no grande mercado da fitness do intelecto do que uma preocupação genuína de um académico.
Mudei de opinião.
A penetração da IA é cada vez mais profunda e omnipresente; vejo-a por todo o lado. Não me sinto competente para analisar e antecipar, ao detalhe, o impacto deste tandem “IA + dependência de dopamina via redes sociais” no funcionamento das sociedades atuais. Porém, uma conversa noturna, ontem, deixou-me a pensar. Dizia-me a minha interlocutora que, na empresa X, os informáticos já não escrevem código; esse trabalho ficou para o Claude.
Posso estar errado, mas suspeito que estes senhores que agora observo pela janela da pastelaria, de aparafusadora em punho, têm mais futuro nas sociedades pós-IA do que os jovens que penam nos gabinetes de contabilidade, no largo mais adiante.
Identifico uma gigantesca dissonância entre aquilo que o sistema de ensino ensina e aquilo de que esta sociedade estruturalmente complexa e em radical mudança necessita: manutenção permanente (porque a 2.ª lei não perdoa). As famílias, com o beneplácito dos governos e da classe dos professores, apostam em formações liberais e de colarinho branco, no papel e no lápis, hoje evoluídos para Word, Excel e Photoshop, áreas que serão em breve devastadas pela IA.
Assim como um pianista com futuro tem de exercitar, desde tenra idade, a conexão mão-cérebro — esse poderoso instrumento de ação sobre a matéria herdado dos ancestrais caçadores-recolectores —, o mesmo exigem os trabalhos com futuro. As sociedades vão remanualizar-se e ninguém, nem pessoas nem instituições, está preparado para isso.
Em resumo: prometeram-nos que as máquinas fariam o trabalho sujo para para nos dedicarmos ao lazer. Ironicamente, o Claude e o ChatGPT escrevem música, poesia e o código informático, desenham a publicidade e as artes gráficas, e, no final, fazem a contabilidade e responsabilizam-se pelas interações com a máquina do estado —, mas continuamos a precisar desesperadamente de quem nos desentupa os canos, conserte a máquina de lavar e cuide dos mais velhos.
Talvez as escolas do futuro devessem trocar metade das aulas de literacia digital e mais teorias por oficinas de carpintaria, mecânica, eletricidade e agricultura. Ensinar as nossas crianças a reaprender o peso e a textura da matéria, o desconforto e a cor do sangue, antes que se tornem obsoletas num mundo de ecrãs e memórias virtuais.
P.S. Fosse eu novo e com jeito para o negócio e investiria numa empresa de tempos livres que se poderia chamar, sei lá, “Academia do Eletricista e do Canalizador”, ou algo do género. Mais proveitoso do que o futebol, a natação, o ballet, o teatro …, parece-me." - Carlos Aguiar
Nota Pessoal
Paul Krugman no início dos anos 90 escreveu por diversão uma especulação sobre o que seria a economia daí a 100 anos. A IA ainda não era a palavra de ordem, mas a automação em geral já constava das suas projeções. Ele afirmava que tal como a era industrial tinha tornado menos valiosos os produtos da indústria, a era da informação que se desenhava iria tornar menos valioso tudo o que tivesse que ver com informação, desde jornalismo a ciência, ou a informática. Assim, no futuro deste modo projetado as fontes de riqueza seriam a posse de recursos naturais, para as nações, e a capacidade de trabalhar com as mãos, para as pessoas.
Embora não seja líquido que tudo isto esteja a salvo da IA, coisas como cuidar de idosos, fabricar móveis em madeira, ou instalar/reparar canalizações seriam o tipo de atividades ainda valorizadas depois de automatizarmos tudo o que pode ser automatizado.
O problema é que hoje em dia há pessoas em posição de ditar o que deve ser automatizado, mesmo que com prejuízo para a humanidade em geral. A IA está a transformar-se rapidamente num sistema endogâmico, em que se alimenta de si mesma, já que uma cada vez maior proporção da informação disponível é gerada por IA.
Por outro lado nunca antes o biorregionalismo está ser posto em causa como agora, bem como aceleramos cegamente no Business to Business em que há muitas reticências, como bem referes Back to Basics. O impacto ambiental da IA é, atualmente, muito superior e mais preocupante do que o das práticas artesanais e biológicas. O Back to Basics não é apenas uma escolha estética; é, talvez, a única estratégia de sobrevivência ecológica a longo prazo.
A questão agora é: a sociedade estará disposta a "pagar o preço" (em tempo e esforço) para manter essas práticas manuais vivas, ou a conveniência da IA acabará por atropelar até mesmo esses redutos artesanais?
O Livre requereu esta terça-feira a audição parlamentar urgente do ministro da Educação e da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas sobre a presença de influenciadores digitais que promovem conteúdos sexuais e misóginos em escolas.
Este requerimento surge após uma reportagem divulgada pelo jornal Público segundo a qual 79 escolas públicas receberam, nos dois últimos anos letivos, influenciadores digitais que promovem conteúdos sexuais e misóginos, a coberto da animação de campanhas de associações de estudantes.
"As notícias conhecidas dão conta de relatos preocupantes de professores, auxiliares de ação educativa e diretores escolares que, em muitos casos, relativizam ou normalizam estes episódios em contexto escolar", criticam os deputados do Livre.
O partido cita ainda declarações do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, realçando que o governando se limitou "a remeter a responsabilidade para a autonomia das direções das escolas", admitindo "a possibilidade de vir a instaurar inquéritos aos diretores que autorizaram estas iniciativas".
Para o Livre, "a invocação genérica da autonomia das escolas não dispensa a definição, pela tutela, de orientações nacionais claras sobre quem pode entrar em espaço escolar, em que condições e com que tipo de conteúdos, nem exonera o Governo do dever de garantir ambientes escolares seguros, livres de conteúdos misóginos, sexualizantes ou de natureza pornográfica".
Os deputados salientam que "a gravidade dos factos conhecidos, o alarme social gerado e a preocupação manifestada por encarregados de educação e pela sociedade civil tornam indispensável um esclarecimento político cabal por parte do Governo" além da definição de "orientações claras, nacionais, para a prevenção e proibição destas práticas em estabelecimentos de ensino público".
O partido quer que sejam apuradas responsabilidades, conhecer que instruções foram ou não emitidas pelo Ministério e que medidas serão adotadas para garantir que situações semelhantes não se repetem.
Hoje, também o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, endereçou ao Governo um conjunto de perguntas sobre o mesmo tema, querendo saber quando é que será formalmente aberta "a investigação pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) às 79 escolas identificadas pela investigação jornalística, e qual é o cronograma previsto para a apresentação do relatório final".
O BE quer também saber se o ministério já comunicou estes factos ao Ministério Público e se tenciona "reforçar, em vez de reformular para esvaziar, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e os conteúdos de Educação Sexual, conforme recomendado por especialistas".
Por último, o partido pergunta ao ministério que ações de fiscalização foram planeadas para impedir a exploração comercial de alunos dentro do espaço escolar, "especificamente no que toca ao pagamento de verbas elevadas a influenciadores por atuações desprovidas de qualquer valor educativo".
This documentary examines publicly released records related to the Jeffrey Epstein case using primary documents and verified reporting.
Sources include:
U.S. Department of Justice releases (Jan–Feb 2026)
Unsealed federal court filings (SDNY; U.S. Virgin Islands)
Congressional statements (Feb 10, 2026)
Reporting from BBC, Reuters, AP, and The New York Times ...
The film analyzes how names appear in official materials such as flight logs, depositions, correspondence, and contact records.
This work focuses on evidentiary clarity — not speculation.
Legal Protection & Standards
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Public Figure Doctrine (New York Times v. Sullivan, 1964)
Supported by Supreme Court precedent including:
Bartnicki v. Vopper (2001)
Cox Broadcasting v. Cohn (1975)
Florida Star v. B.J.F. (1989)
All individuals discussed are presumed innocent unless legally convicted.
Editorial Standards
This documentary distinguishes between:
✓ Documented fact (name appearing in records)
✓ Reported public outcome (resignation, investigation)
✓ Analytical commentary
It does not make criminal accusations.
Purpose
This film exists for:Historical documentation
Legal literacy
Public record clarification
Educational analysis
It is not intended to defame, accuse, or sensationalize.
The list above contains only billionaires, powerful politicians, or royalty.
✅ CLEARED IMPACT
Evidence shows they never engaged with Epstein or successfully avoided his approaches. Their reputation remains intact or even improved.
⚪ NO IMPACT
Found only in Epstein's surveillance files monitoring them without their knowledge. No actual contact, no consequences.
🟢 MINIMAL IMPACT
Brief mentions in address books or attendance at large public events. Easily explained as coincidental proximity. Media attention fades quickly.
🟡 MODERATE IMPACT
Notable PR challenges requiring public statements. Media coverage and online discussions continue, but no legal consequences or job losses.
🟠 SERIOUS IMPACT
Active investigations or lawsuits underway. Significant professional pressure with outcomes still uncertain. Career stability at risk but position maintained.
🔴 CRITICAL IMPACT
Resignations occurring or expected soon. Official investigations opened. Career significantly damaged with institutional relationships strained.
⚫ CATASTROPHIC IMPACT
Complete career ruin. Federal prosecution proceedings, permanent professional exclusions, or total institutional separation with no realistic path forward.
IMPORTANT NOTE: According to the U.S. Department of Justice, none of the individuals listed have been convicted or found guilty. The DOJ’s investigative process remains ongoing.
Note (4:40):
(49) Sergei Belyakov served as Former Deputy Minister of Economic Development of Russia.
(50) Al Gore served as Vice President of the United States from 1993 to 2001.
The on-screen labels were blurred due to a rendering error.
Trump was initially placed in the serious impact level, but after considering his history of navigating multiple controversies simultaneously, I moved him to moderate. Similar to Mark Zuckerberg, he has demonstrated a strong ability to manage legal and media challenges. In general, billionaires often have a higher chance of surviving media impact than politicians, since politicians depend more heavily on public legitimacy.
O mesmo tema muito adequado ao filme de François Truffaut "Os Quatrocentos Golpes", ou também conhecido por "os Incompreendidos", 1959: cena final
Letra
On a beech tree rudely carved
NC loved me
Why did she do it?
Was she scared?
Was she bored?
On a beech tree rudely carved
NC loved me
Why did she do it?
Was she scared?
Was she pushed?
Do something pretty while you can
Don't fall asleep
Skating a pirouette on ice is cool
Do something pretty while you can
Don't be a fool
Reading the gospel to yourself is fine
On a bus stop in the town
We rule the school
Written for everyone to read and see
On a bus stop in the town
We rule the school
Written for everyone with eies in their head
Do something pretty while you can
Don't fall asleep
Driving from California to New York
Call me a prophet if you like
It's no secret
You know the world is made for men
Not us
We Rule the School é uma das faixas mais delicadas e introspectivas do álbum de estreia da banda, Tiger Milk (1996).
A música 'We Rule The School' da banda Belle and Sebastian é uma reflexão poética sobre a juventude, a rebeldia e a busca por significado em um mundo que muitas vezes parece indiferente. A letra começa com a imagem de uma árvore de faia onde alguém esculpiu 'NC loved me'. Essa ação, aparentemente impulsiva e talvez sem sentido, levanta questões sobre as motivações por trás dela: medo, tédio ou pressão. Essa metáfora inicial já estabelece um tom de introspecção e questionamento que permeia toda a música.
A repetição da frase 'Do something pretty while you can' sugere uma urgência em aproveitar a beleza e a criatividade enquanto se é jovem. A juventude é retratada como um período efémero, onde há uma janela de oportunidade para fazer algo significativo antes que a rotina e as responsabilidades da vida adulta tomem conta. A menção a atividades como patinar no gelo e ler o Evangelho para si mesmo reforça a ideia de encontrar beleza e propósito em ações simples e pessoais.
O refrão 'We Rule The School' escrita num ponto de ónibus na cidade simboliza a rebeldia e a afirmação de identidade dos jovens. (Nós mandamos na escola) é irónico. Refere-se àqueles estudantes que não fazem parte do grupo "popular", que ficam nos cantos, observando tudo. Na mente deles e no seu pequeno círculo de amizades, eles possuem um mundo próprio que é superior à futilidade ao redor.
É um grito de autonomia e poder num mundo que, como a música sugere, é feito para os homens e não para 'nós', possivelmente referindo-se a jovens, mulheres ou qualquer grupo marginalizado. A repetição da linha 'You know the world is made for men' enfatiza a crítica social e a sensação de exclusão. No entanto, a música também carrega uma mensagem de esperança e resistência, incentivando os jovens a fazerem algo bonito e significativo enquanto podem.
Os imigrantes que trabalham em Portugal são, em média, nove anos mais novos que a força de trabalho portuguesa, segundo uma análise estatística hoje divulgada.
De acordo com uma pesquisa da plataforma Prepara Portugal, com base nos dados cruzados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), “em 2023, a idade mediana dos trabalhadores estrangeiros era de 33 anos, enquanto a dos trabalhadores portugueses atingia os 42 anos”, um sinal de que os imigrantes contribuem para o “rejuvenescimento do mercado de trabalho nacional”.
Por outro lado, o estudo indica que mais de 85% da população estrangeira residente em Portugal encontra-se em idade ativa, muito acima da população portuguesa.
“Entre os nacionais, o grupo com 65 anos ou mais representa mais de 24% da população, enquanto entre os imigrantes esse valor não ultrapassa 8,5%”, refere Higor Cerqueira, diretor pedagógico do Prepara Portugal, uma plataforma destinada a estudantes internacionais e imigrantes que procuram inserção profissional no mercado português.
Segundo o estudo, cuja versão final será apresentada em janeiro, os imigrantes “estão fortemente inseridos em setores estratégicos como construção civil, turismo, restauração, agricultura, serviços administrativos e tecnologia da informação, áreas que enfrentam escassez estrutural de mão de obra nacional”.
De acordo com Pedro Stob, formador do curso de Análise de Dados e Tecnologia da Informação Aplicada à Gestão, do Centro de Formação Prepara Portugal, o objetivo final foi formar “alunos a trabalhar com dados reais, interpretar fenómenos sociais complexos e comunicar conclusões com impacto para a sociedade”.
“O estudo aponta ainda para uma integração progressiva dos imigrantes no mercado laboral, refletida na melhoria das taxas de emprego e no aumento gradual das remunerações médias ao longo do período analisado, apesar da persistência de desafios como diferenças salariais, reconhecimento de qualificações e estabilidade contratual em alguns setores”, referem os autores.
Richard Thorn (pintor/aquarelista Britânico, nascido em 1952)
Richard Thorn é um artista fundamentalmente pintor em aquarela, embora também trabalhe com acrílica, gouache e tintas aquosas, explorando a luz, a textura e a sensação de espaço nas suas composições.
Aquarela como meio principal, usando também gouache, acrílico diluído e técnicas mistas.
Lavagens amplas e transparentes, aplicadas em camadas, para construir atmosfera e profundidade.
Uso frequente de pincel seco, raspagem e remoção de tinta para criar texturas naturais (vegetação, rocha, nuvens).
Controlo da luz como elemento central: muitas obras são estruturadas a partir de contrastes subtis entre luz e sombra.
Composição simplificada, evitando excesso de detalhe e focando-se na sensação do lugar, mais do que na descrição literal.
Trabalho cuidadoso com valores tonais, frequentemente partindo de tons neutros e deixando a cor surgir de forma contida.
Em síntese, a técnica de Thorn privilegia a expressividade da aquarela, a economia de meios e a criação de paisagens atmosféricas e evocativas, próximas de uma abordagem impressionista contemporânea.
Estilo
A sua obra é frequentemente descrita como paisagística e inspirada pela natureza, captando as atmosferas do campo, da costa e da paisagem rural — especialmente no sudoeste da Inglaterra.
Thorn busca retratar não apenas a imagem visual mas a “alma da cena” que pinta, com grande interesse pelo jogo de luz e a sensação de distância.
Tem influências de impressionistas franceses e mestres ingleses da aquarela, como William Turner e John Cotman, bem como artistas americanos como Andrew Wyeth e Winslow Homer, que se refletem na sua sensibilidade à cor e atmosfera.
Reconhecimento:
Robert foi premiado duas vezes com o Best Watercolour nas exposições abertas do Royal Institute of Painters in Water Colours — uma organização de prestígio para aquarelistas — e tem sido exposto internacionalmente (Inglaterra, Europa, EUA e China).
David, um rapaz de cerca de 12 anos, vive num campo de trabalhos forçados na Bulgária comunista. O único adulto de confiança que tem é Johannes (interpretado por Jim Caviezel), um prisioneiro gentil que lhe ensina línguas, valores humanos e formas de sobreviver emocionalmente. Johannes acaba por morrer (provavelmente executado), mas deixa em David uma profunda marca de esperança.
Um dia, um guarda misterioso dá a David a oportunidade de fugir, dizendo-lhe para seguir apenas para norte, transportando uma carta que deve entregar na Dinamarca. Apesar de desconfiar de tudo e todos — resultado de anos de trauma — David inicia a longa jornada a pé.
Ao escapar pela fronteira, David atravessa:
🇬🇷 Grécia
Onde é ajudado por marinheiros, mas foge por não confiar em ninguém.
🇮🇹 Itália
É acolhido por uma família, especialmente por uma criança que cria laços com ele. No entanto, temendo colocar todos em risco, parte novamente.
No caminho, David cresce emocionalmente ao contactar com pessoas que lhe mostram diferentes formas de humanidade: bondade, ingratidão, desconfiança e amor.
Ao chegar à Suíça, ele descobre parte da verdade sobre si:
A carta que carrega contém informações que revelam que a sua mãe está viva e vive agora na Dinamarca.
Com a ajuda de pessoas que encontra, David chega finalmente à casa dela.
A mãe, ao ver uma nota deixada por Johannes anos antes, percebe quem ele é.
David reencontra a mãe num final emotivo em que, depois de anos de sofrimento e fuga, encontra paz e pertencimento.
🎭 ANÁLISE DOS TEMAS PRINCIPAIS
1. Liberdade O filme contrapõe dois mundos: o campo, onde David não pode decidir nada, e a Europa livre, onde cada pequena escolha se torna um ato enorme. A jornada física é também uma libertação psicológica.
2. Identidade David não sabe quem é, de onde veio nem quem foram os pais. Descobrir a sua identidade é tão importante quanto alcançar a liberdade.
3. Trauma e Cura David tem medo de confiar — pegar comida, aceitar ajuda ou tocar em objetos que lhe ofereçam. A cura ocorre gradualmente graças às pessoas bondosas que encontra.
4. Bondade vs. Crueldade O filme mostra como um simples gesto (como o de Johannes ou de pessoas comuns) pode salvar uma vida marcada pela opressão.
5. Esperança Mesmo nos momentos mais duros, a memória de Johannes funciona como bússola emocional de David. 📚 COMPARAÇÃO COM O LIVRO
Elemento
Livro
Filme
Tom
Mais introspectivo, filosófico, centrado nos pensamentos de David
Mais sentimental, focado nas emoções e nas relações
Idade de David
12 anos
Cerca de 12, mas com abordagem mais madura
Origem da fuga
Planeada por Johannes e outros prisioneiros
No filme, atribuída a um guarda que sente culpa
Revelação sobre a mãe
Mais gradual e menos romantizada
Mais dramática e emocional
Final
Sem grande dramatização, mas igualmente emocional
A reencontrar a mãe é mais cinematográfico
Temas políticos
Mais explícitos sobre totalitarismo communista
Mais suavizados para público jovem
O filme segue fielmente a estrutura geral do livro, mas suaviza elementos mais duros e reforça aspetos emocionais.
🎬 FICHA TÉCNICA DO FILME
Título:I Am David Título em português:Eu Sou David Ano: 2003 Realização: Paul Feig Baseado no livro:I Am David (1963), de Anne Holm Género: Drama, Aventura País: EUA / Reino Unido / Dinamarca / Itália Principais atores:
Ben Tibber — David
Jim Caviezel — Johannes
Joan Plowright — Sophie
Hristo Shopov — O Guarda
Maria Bonnevie — Mãe de David
Duração: ~90 minutos Classificação etária: Apropriado para adolescentes e adultos
Para assinalar esta data, a plataforma Estudo Autónomo lança o novo ebook “Um oceano que nos liga”, que celebra o oceano como um elemento de descoberta, de partilha e de responsabilidade coletiva.
Se eu tivesse sido aluna com power points, IA, tinha fugido - podiam ter tentado medicar-me com ritalina, e aí talvez eu ficasse quieta, dopada. A única coisa que vale a pena nas aulas não é aprender a usar uma tecnologia (ou aprender a mentir sobre ela). É a paixão do conhecimento, é saber que algo era óbvio e afinal é irrelevante, que comichão se dá na barriga a essa hora, ou quando estávamos plenamente convencidos de um argumento e ele se demonstra muito mais complexo, é a ousadia de pensar algo que nunca foi pensado, é pensar juntos, que invenção, senhores, uma aula é uma relação colectiva. Face a face, em diálogo, não a olhar para um quadro, ecrã, é em relação, olhar a olhar, grande parte de uma aula, recorda Dejours, está no corpo, no olhar surpreso dos alunos, entusiasmado do professor, na postura inquieta dos colegas, tudo isso são sinais de sublimação (prazer, sim prazer hoje está associado ao sexo, mas prazer deve estar associado ao trabalho, desejo, desejo de saber mais, desejo de ensinar mais, desejo de criar depois de falhar, errar). Por isso as aulas em U são maravilhosas. Parem de nos enfiar pela goela abaixo - através da imposição de governos - o lucro do Zuckerberg.
As Plataformas foi a saída da Banca para a crise de 2008 e está a ser a saída prestes a rebentar numa bolha bancária mais apocalíptica. Entretanto, serviu para nos colocar a todos horas por dia a alimentar a IA, exaustos, como o nome de "modernização digital", impedindo-nos de ter serviços públicos. Tudo financiado com impostos nossos nos "fundos europeus" que são impostos nossos. Nada funciona, estamos exaustos, e o grosso da IA serve para uma coisa - indústria militar. É aí a sua mais eficaz aplicação. Estamos em coma, sem ver o óbvio. Na educação atingiu-se o ponto mais baixo de sempre - a mentira, o plágio, estamos a caucionar como docentes a legitimação da mentira social. Estamos a ensinar a mentir como um acto "normal".
Serviu para nos colocar em situação patéticas online, sem conseguir ser atendido, na educação é a completa catástrofe, na saúde os erros do algoritmo acumulam-se, recolhemos testemunhos de enfermeiras da saúde 24 que dizem "o resultado do telefonema é um algoritmo errado, nós sabemos porque estamos a falar com o doentes, mas temos x tempo e o algoritmo dá uma conclusão errada e ficamos ali, o que fazer?". Os médicos estão em sofrimento ético, cúmplices com estas práticas. Há robot maravilhosos a fazer cirurgias mas as maternidades fecham, com o financiamento a robots... Uma loucura! Há aeroportos bloqueados, serviços que colapsam.
E milhões de pessoas todos os dias obrigadas a alimentar estas plataformas, com a cumplicidade de directores "amigos", capatazes de serviço, que obrigam a que professores, médicos, enfermeiros, dentistas, advogados, jornalistas, designs, arquitetos, passem horas a alimentar com dados gratuitos a sua própria forca. Mais - as plataformas obrigam a que façamos erros, porque elas erram e porque é exaustivo, e esses erros são usados contra quem trabalha como ameaça pelos direcções. A IA, que tem meia dúzia de donos, trilionários, visa substituir o trabalho humano com garantias de qualidade zero ou perto disso - nada pode substituir o trabalho real, o engenho, a relação presencial, nem pelo trabalho em si, nem pelas pessoas, que se realizam no trabalho. O que se está a fazer é escravizar milhões.
A vida tornou- se um inferno, pós-covid. Passamos uma parte esmagadora do nosso dia a fazer tarefas inúteis que consistem em alimentar de dados as plataformas. A subir aulas online já prontas, a dar dados de alunos com avaliações, sumários detalhados, a colocar os trabalhos em detectores de plágio (como se fossemos polícias, e como se não soubéssemos quando eles copiam, mentem ou não sabem).
Já houve colapsos em aeroportos, programação, o ChatGPT acabou de contratar uma equipa de criativos para vender a IA porque a IA não consegue fazer nada critativo. Trump, cujo apoio vem dos donos da IA e Plataformas, colocou esta semana um vídeo de IA a distribuir merda sobre os mais de 13 milhões de manifestantes. É este o estado a que chegámos.
Chamam-nos objectores de consciência. Quando eu peço a alunos para ler e escrever um ensaio, há 20 anos que o faço, sem qualquer IA, eu não estou a pedir que ele saiba, estou a fazer com que ele aprenda. Aprenda errando, falhando, juntos. Eu não estou a dar-lhe "competências" mas conhecimento. Ao fazer o ensaio ele vai-se deparar com a estrutura, como identificar o tema, o problema, como estruturar argumentos, como corrigir gralhas, como escolher um título, tudo isso é conhecimento que passa de mim para ele, e dele para mim porque é uma relação de ensino-aprendizagem.
Os donos da IA têm os filhos em escolas sem IA.
O que se está a fazer com os filhos de quem trabalha, com o dinheiro de quem trabalha, é um gigante processo de expropriação de conhecimento dos filhos de quem trabalha. Da mesma forma que não sabem pregar um prego, andar sem GPS, não saberão pensar, escrever, dialogar, criticar. E por isso não saberão relacionar-se, a violência no namoro não se resolve com uma missa de um power Point sobre respeito, resolve-se nas relações reais de cooperação. Deixo uma nota de optimismo, nas minhas aulas, há quase 20 anos, só avalio por ensaios, escritos e debate oral em seminário, e tenho quase zero de absentismo. Os alunos estão a fugir das aulas power-point. E os professores estão fartos. Só falta organizar esta gente toda para resistir a este colapso ético, e em breve, bolha sistémica. Lê-se copos dos milhões de lucros dos donos destas plataformas, que sugam recursos públicos recorrendo à pilhagem generalizada de direitos de autor. E à nossa exaustão. São ladrões, de facto.
O texto do Dejours chama-se O Teletrabalho à Luz do Corpo está no novo livro do nosso Observatório para as Condições de Vida - OCV Trabalhar e Viver no Século XXI (Humus)
A professora conhecida como 'mãe do Erasmus' faleceu na sexta-feira, em Roma. Em 1969, após uma desilusão universitária, criou o que hoje é um programa que envolve milhões de estudantes em toda a Europa.
Faleceu aos 91 anos em Roma Sofia Corradi, professora catedrática de Ciências da Educação na Universidade Roma 3, conhecida como 'mãe do Erasmus'.
Sofia Corradi foi a criadora do programa que levou e continua a levar milhares de jovens estudantes a viajar pela Europa todos os anos.
A notícia foi divulgada pela família da professora, que recordou uma mulher “de grande energia e generosidade intelectual e afetiva”.
Como nasceu o projeto Erasmus
Após estudar Direito na La Sapienza de Roma, com uma bolsa de estudo Fulbright em 1957, obteve o “Master in Comparative Law” na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Ao regressar a Itália, a universidade não reconheceu o mestrado obtido no estrangeiro e pediu-lhe que completasse o curso de estudos regular. Corradi, numa entrevista dada à Rai, contou que foi insultada pelo pessoal administrativo, que afirmava que a professora tinha ido divertir-se aos Estados Unidos e não estudar.
Tornou-se consultora científica da Associação dos Reitores das Universidades Italianas e, graças à sua experiência no estrangeiro, em 1969 elaborou um memorando que continha o embrião do projeto Erasmus.
Corradi propôs que um estudante pudesse realizar parte do seu plano de estudos em universidades estrangeiras, após aprovação prévia do Conselho de Faculdade.
A proposta foi acolhida pelo ministro da Educação, Mario Ferrari Aggradi, que a usou como base para um projeto de reforma universitária em Itália, mas, devido ao fim prematuro da legislatura, nunca foi implementada.
Cerca de dez anos depois, em 1976, o projeto idealizado por Corradi foi elevado a nível europeu por uma resolução da CEE que incentivava o intercâmbio de estudantes entre universidades de diferentes países. Assim nasceu o Joint Study Program que, durante dez anos, permitiu experimentar o modelo idealizado pela professora.
Em 1987, sob o impulso da associação estudantil Egee, fundada pelo político francês Franck Bianchieri e apoiada pelo presidente francês François Mitterrand, foi aprovado o primeiro programa Erasmus, sob a direção de Domenico Lenarduzzi, Diretor na Direção-Geral de Cultura e Educação da Comissão Europeia em Bruxelas.
Na mesma entrevista, Corradi contou com entusiasmo e emoção as cartas que recebeu ao longo dos anos, com agradecimentos dos estudantes que participaram no programa europeu.
Hoje é Dia Internacional da Rapariga , data instituída pela ONU em 2011, com o objetivo de promover a proteção dos direitos das raparigas de todo o mundo e de acabar com a vulnerabilidade, a discriminação e a violência de que muitas vezes são vítimas.
As Raparigas são mais "altas" do que elas próprias pensam. E o Mundo tem de lhes dar mais atenção porque (segundo dados da ONU):
Existem 1,1 mil milhões de raparigas no mundo.
Uma em três raparigas casa antes dos 18 anos nos países em desenvolvimento, o que aumenta a probabilidade de violência pelo parceiro.
700 milhões das mulheres de hoje casaram antes dos 18 anos e um terço destas casou antes dos 15 anos. As raparigas pobres têm 2,5 vezes mais hipóteses de casar na infância do que as raparigas ricas.
7 milhões de raparigas menores engravidam por ano nos países em desenvolvimento.
40% das gravidezes não são planeadas, com grande parte deste número a resultar de violações.
Mais de 3 milhões de grávidas não têm acesso a planeamento familiar e cerca de 40% das jovens procuram contracetivos sem êxito.
Entre 100 a 142 milhões de raparigas terão sido submetidas a mutilação genital.
31 milhões de raparigas em idade de escola primária e 34 milhões em idade do secundário não vão à escola, números que pecam infelizmente por defeito.
Não, os estrangeiros não têm prioridade nas creches em Portugal.
As vagas nas creches (públicas, IPSS ou com acordo com a Segurança Social) são atribuídas com base em critérios sociais e familiares, e não na nacionalidade.
Os critérios mais comuns incluem:
1.Situação profissional dos pais (por exemplo, ambos a trabalhar ou a estudar).
2.Situação económica do agregado familiar.
3.Existência de irmãos já inscritos na mesma instituição.
4.Proximidade da residência ou do local de trabalho dos pais.
5.Situações de risco ou vulnerabilidade social (por exemplo, famílias monoparentais, crianças sinalizadas pela CPCJ, etc.).
Fonte: Portaria n.º 198/2022 - Artigo 9.º
Importante destacar que são critérios objetivos, e não há referência a nacionalidade.
Em nenhum dos pontos prioritários, tanto no Despacho Normativo n.º 10-B/2021 como na Portaria n.º 198/2022, está expresso que os alunos vindos do exterior têm prioridade sobre os restantes.
É desconcertante como grande parte da direita portuguesa continua a usar o exemplo da Irlanda para defender que Portugal seria um país rico caso cobrasse impostos mais baixos sobre os lucros das empresas.
Como se a única diferença entre Portugal e a Irlanda fossem as taxas de imposto:
- como se os níveis de escolaridade na Irlanda não fossem há décadas superiores aos portugueses
- e ainda são: 83,5% dos irlandeses adultos têm pelo menos o 12º ano, enquanto em Portugal são 61,3%, a taxa mais baixa da UE (ver gráfico);
- como se os irlandeses não falassem inglês nativo (a mesma língua que falam os chefes das empresas de sectores sofisticados que lá investem desde há décadas);
- como se o Estado irlandês não tivesse seguido, desde 1958, uma estratégia persistente de atracção de investidores americanos em sectores específicos de alta tecnologia (enquanto nós insistimos na ideia de disparar para todo o lado a ver se chove).
Mais desconcertante ainda é insistirem em usar números que não passam de uma ficção. Não são só os cépticos que o dizem: é o próprio Instituto Nacional de Estatística irlandês (o CSO). A questão é fácil de perceber: o facto de a Irlanda funcionar como uma espécie de paraíso fiscal leva muitas empresas a registar no país activos que rendem lucros, mas que não deixam nenhuma actividade no país.
Por exemplo, grandes multinacionais, sobretudo nos sectores das tecnologias digitais (Google, Apple, Meta) e farmacêutico (Pfizer, Johnson & Johnson) registam na Irlanda os lucros associados à propriedade intelectual, inflacionando as contas nacionais sem corresponder a actividade produtiva real no território.
Por isso, o governo e o CSO (o instituto nacional de estatística lá do sítio) passaram a dar destaque a medidas alternativas, como o Rendimento Nacional Bruto Modificado (RNB*), que exclui os efeitos artificiais da transferência de activos e lucros de multinacionais.
Segundo o CSO, o valor do RNB* da Irlanda em 2024 era pouco mais de metade (57%) do valor do PIB nesse ano (ver aqui). Estão a ver o efeito que isto tem na análise dos níveis relativos de riqueza, dos níveis de endividamento do país, ou do peso das despesas públicas na economia - tudo variáveis cujos indicadores usam o PIB no seu cálculo?
Podemos ter uma conversa séria sobre a relação entre competitividade e fiscalidade, claro, assumindo sempre que há diferentes desenhos possíveis para um sistema fiscal que se quer eficiente e justo. Mas já paravam com tanta demagogia, não era?
Além disso, A emigração irlandesa ainda é elevada e isso é demonstrativo de que a riqueza não é devidamente distribuída.
Entretanto, os irlandeses que trabalham em Inglaterra mesmo os altamente qualificados são discriminados. São vistos como os indostânicos em Portugal. Mão-de-obra barata, sem acesso a cargos de topo nas empresas. Sei bem do que falo pois trabalhei durante anos em várias empresas britânicas onde testemunhei sempre o mesmo padrão ( Carlos Vargas) . Os irlandeses são imigrantes e tratados dentro do padrão de discriminação "natural".
Helsínquia, capital da Finlândia, registou um feito histórico: entre julho de 2024 e julho de 2025 não houve mortes por atropelamento ou acidente rodoviário. A jornalista Adele Porters destacou, num artigo da revista Fast Company, o impacto das políticas de mobilidade urbana na prevenção de tragédias.
Este resultado deve-se sobretudo a um conjunto de medidas implementadas ao longo das últimas décadas. Entre elas destacam-se a exigência na formação de novos condutores, a adoção de métodos rigorosos de fiscalização e, sobretudo, a redução progressiva dos limites de velocidade dentro da cidade. Atualmente, cerca de 60% das vias de Helsínquia têm limite máximo de 30 km/h, um valor bastante inferior ao praticado em muitas capitais europeias.
Redução de velocidade: a chave para salvar vidas
A redução foi sendo feita de forma gradual: na década de 1970, a velocidade máxima era de 50 km/h na maioria das vias; já no início dos anos 2000, tinha baixado para 40 km/h. Esta mudança tem um impacto direto na sobrevivência das vítimas de acidentes. De acordo com o relatório Literature Review on Vehicle Travel Speeds and Pedestrian Injuries, do Departamento de Transportes dos Estados Unidos, uma pessoa atropelada por um veículo a 50 km/h tem oito vezes mais probabilidades de morrer do que alguém atingido por um automóvel a 30 km/h.
Outro fator determinante para a segurança rodoviária na Finlândia é a formação dos condutores. O processo inclui aulas teóricas e práticas, semelhantes às existentes em Portugal, mas com algumas diferenças de aplicação. Após a obtenção da carta, os condutores finlandeses entram num período probatório de dois anos, durante o qual não podem cometer mais de duas infrações graves. Caso contrário, perdem a licença e são obrigados a repetir os exames.
O regime probatório em Portugal: semelhanças mas resultados diferentes
Em Portugal, também existe um regime probatório, mas com duração de três anos. Durante esse tempo, os condutores estão sujeitos a regras mais restritivas: a taxa de álcool permitida é zero (0,0 g/l), o limite de velocidade nas autoestradas e vias reservadas é de 90 km/h (em vez dos habituais 120 km/h), e a acumulação de duas infrações graves ou de uma muito grave implica a revogação da carta, sendo necessário repetir todo o processo de obtenção do título de condução.
Apesar das semelhanças legislativas, os resultados práticos são bastante distintos. Em Portugal, as estatísticas continuam a revelar números preocupantes. Segundo o relatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), entre 1 de janeiro e 15 de dezembro de 2024 registaram-se 453 mortes em acidentes rodoviários a nível nacional. Lisboa e Porto foram os distritos mais afetados, com 54 vítimas mortais cada um. Só no distrito de Lisboa, em 2024, ocorreram quatro mortes por atropelamento, número superior ao registado nos anos anteriores (duas mortes em 2022 e duas em 2023).
Resumo dos dados relativos a Lisboa em 2024: 54 mortes em acidentes rodoviários entre 1 de janeiro e 15 de dezembro; 4 mortes por atropelamento durante o ano (em separado das anteriores).
O segredo para o trânsito mais seguro em Helsínquia
O segredo das medidas para um trânsito seguro em Helsínquia está, em grande parte, no planeamento urbano. As vias públicas estreitas — com uma largura média de apenas 3,3 metros — e a plantação de árvores junto aos passeios criam uma sensação de espaço mais limitado, incentivando os condutores a reduzir a velocidade.
Os engenheiros de tráfego da cidade analisam regularmente acidentes com vítimas mortais para compreender se a conceção das vias pode ter contribuído para os mesmos. Sempre que um cruzamento é considerado perigoso para condutores, peões ou ciclistas, as autoridades intervêm, ajustando o espaço para aumentar a segurança.
Alternativas ao carro e transporte público eficiente
Com passeios largos e várias ciclovias, muitos habitantes de Helsínquia conseguem deslocar-se diariamente para o trabalho sem recorrer ao automóvel. Ao contrário de outras grandes cidades que desmantelaram as frotas de elétricos e reduziram investimentos em ferrovias em favor das estradas, a capital finlandesa manteve e reforçou a sua rede de transporte público, tornando-a amplamente utilizada.
A fiscalização é rigorosa e inclui uma rede de câmaras que multam automaticamente os veículos que excedam os limites de velocidade. Quem circula mais de 20 km/h acima do permitido enfrenta uma multa proporcional ao rendimento. Em 2023, um milionário foi multado em 121 mil euros por esta razão, tornando-se num dos casos mais comentados do país.
A comparação entre Helsínquia e Lisboa mostra como a combinação de políticas públicas consistentes, fiscalização eficaz e limites de velocidade adequados pode ter um impacto direto na preservação de vidas humanas. Enquanto a capital finlandesa celebra um ano sem vítimas mortais no trânsito, Portugal enfrenta ainda o desafio de reduzir significativamente as suas estatísticas rodoviárias.