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segunda-feira, 14 de julho de 2025

IA e influenciadores lavarão a nossa loiça?

São tempos em que a tecnologia mais aprisiona do que emancipa. Baudrillard apontava o risco do “mapa que substitui o território”. Quando a performance exclui a experiência autêntica, o resultado é crise, nostalgia e fetichismo capitalista…

O avanço de tecnologias baseadas em “inteligência artificial” tem aumentado consideravelmente nos últimos anos e gerado uma série de debates éticos sobre o uso de propriedade intelectual, sobre o que é arte, sobre o que é de facto uma produção autêntica ou exclusivamente o produto de um algoritmo que, de forma bastante reducionista, é apenas um reprodutor e detetor de padrões. Somado a isso, temos a presença e atuação das big techs a interferir de forma óbvia e sem qualquer restrição regulamentar na nossa realidade, favorecendo unicamente o interesse de alguns em detrimento dos coletivos. Mas acredito que um dos pontos mais centrais deste furacão de capitalismo tardio é a nossa total desconexão da realidade. Não foi necessário que as máquinas nos dominassem e nos colocassem numa realidade simulada, como no filme Matrix, para que a sociedade contemporânea perdesse a total referência do real.

“Já tiveste um sonho, Neo, do qual tinhas tanta certeza que era real? E se não conseguisses acordar desse sonho? Como distinguirias o mundo dos sonhos do mundo real?”, diz Morfeu a Neo, ainda confuso sobre o que é a Matrix, quando os dois se encontram num quarto escuro, antigo, com cortinas pesadas e móveis gastos. A mesma pergunta pode ser replicada para nós, no entanto, fora do contexto dos sonhos: já se envolveu de forma tão íntima com o seu feed de ecrã infinito que, após horas ali, conseguiria distinguir o que é real ou não de tudo o que viu?

Apesar de uma das referências mais óbvias do filme Matrix ser o mito da caverna de Platão, apeguemo-nos a outra referência extremamente presente no filme, citada inclusive de forma direta quando o nosso protagonista Neo, numa das primeiras cenas, pega num livro de fundo falso intitulado Simulacros e Simulação, de Jean Baudrillard, que discute a relação entre realidade, símbolos e sociedade. O ensaio afirma de forma categórica que a sociedade atual substituiu a realidade por simulacros e descreve o processo gradual de como a realidade se torna algo sem qualquer referencial.

O coração da argumentação de Baudrillard são as três ordens do Simulacro:
De primeira Ordem – Natural, Utópico, Imitativo: tem um alto valor simbólico pois possui um referencial real, ou seja, está ligado diretamente ao original.
De segunda Ordem – Produtivo, Mecânico, Industrial: reprodução mecanizada em massa, cujo valor simbólico (ou seja, o original) já não importa tanto; o que importa é a sua reprodução em série.
De terceira Ordem – Cibernético, Virtual, Puro Signo: a realidade já não existe.

O exemplo usado por Baudrillard nas suas argumentações é o mapa de Borges: um mapa tão detalhado que cobre exatamente o território que representa. Com o tempo, o território deteriora-se, e só o mapa (o simulacro) resta. Assim, vivemos num mundo de mapas sem território. Voltemos à problemática inicial: quanto é que o nosso dia a dia se tem assemelhado, cada vez mais, ao mapa de Borges? Submetidos a tecnologias que, em tese, deveriam servir-nos, mas que agora são a nossa maior fonte de escravidão. O mesmo ocorre em Matrix: as máquinas que deveriam servir-nos tornam-se os nossos escravizadores. E o princípio de tal servidão, de certa forma, é o mesmo – colocou-nos num mundo de simulacro de terceira ordem.

Abrimos os telemóveis e ligamo-nos de forma tão inconsciente que já não é possível dizer que existe, de facto, uma separação entre um suposto mundo virtual e o nosso real. De modo que a nossa realidade se tornou tão esvaziada que, quando nos vemos obrigados a desconectar, nos deparamos com o desespero daquilo que Baudrillard vai chamar de deserto do real – que simboliza de forma direta um despojamento violento da realidade em detrimento do simulacro, ou seja, vivemos num mundo tão saturado de símbolos, imagens e signos que o real se perdeu. Não importa mais, de maneira nenhuma, o "eu", mas sim a performance que posso realizar diante dos outros; somos instigados todos os dias a desempenhar uma personagem que precisa constantemente de demonstrar uma série de caracteres para ser aceite – um simulacro de emoções.

Isto tem aberto de forma significativa alguns caminhos: aqueles que se apegam com nostalgia doentia a um mundo pré-simulacro, ainda que o seu saudosismo seja um retrato tão falso quanto a realidade. Outros, enganados pelos símbolos, dizem-se despertos e apegam-se a factos extremamente desconexos em relação a qualquer possível visão de essência ou simulacro para se dizerem diferentes dos outros. E, por último, aqueles que, por inanição, ignorância ou conformismo, aceitam ou não percebem que a nossa realidade já não existe.

Perceba as relações com as redes sociais: influenciadores de todo o tipo moldam de forma muito evidente os comportamentos, de maneira que passamos em massa a reproduzir bordões e padrões de ação quase diretamente após uma trend viral. Quantos pais e mães, com condições ou não, passaram a comemorar o “mêsversário” dos seus filhos, após esse fenómeno ser amplamente partilhado pelos ditos influencers?

Tecnologias que deveriam permitir-nos conectar e partilhar sobre nós tornaram-se, através dos algoritmos das redes, as nossas maiores correntes, tudo em nome do lucro de poucos. No início das redes, poderíamos perguntar-nos: o algoritmo influencia-nos ou nós influenciamo-lo a ele? Hoje essa resposta está mais do que clara. Empresas gastam milhões para moldar as nossas opiniões e costumes, e isso existe para todos os gostos, géneros, religiões e posicionamentos políticos. Se todos bebemos da mesma fonte, ainda que o meu parecer seja diametralmente oposto ao do outro, não somos nós escravos do mesmo senhor?

Como dito anteriormente, a nostalgia é uma das ferramentas que nos prende ao simulacro porque, quando o real já não é aquilo que foi, é a nostalgia que toma o centro do palco. Mitos de origem e sinais de realidade passam a ser sobrevalorizados — como relíquias de um tempo em que o real ainda parecia possível. Procura-se, então, uma verdade de segunda ordem: objetiva, autêntica, mas apenas no discurso, pois a substância original já se perdeu. É a escalada do vivido como espetáculo, da verdade como performance, da imagem como substituto da presença. O figurativo ressurge com força justamente onde o objeto real desapareceu. O que temos agora é uma produção desenfreada de realidade e referência — mais intensa e invasiva do que a própria produção material. É nesse ponto que se instala a simulação: como uma estratégia de hiper-realidade que imita o real com tanta perfeição que o anula, dobrando-se sobre ele como um véu que não esconde, mas dissuade.

E muitos, embriagados de nostalgia, perdem-se no suposto encontro da verdade através de uma caricatura grotesca do hiper-real e, por alegadamente fugirem de um senso comum, sentem que tomaram a pílula vermelha. Dizem-se despertos, mas, assim como Cypher em Matrix, desejam ansiosamente voltar à simulação, porque, mesmo que o seu simulacro seja um amontoado de pequenas realidades unido por uma teia de mentiras, ele pode atuar como outsider, como aquele que conhece, aquele que supostamente viu o deserto do real e sobreviveu para contar a história; no entanto, não se pode produzir significado que não seja da realidade. Tudo isto para, no mundo, instigar uma relação de consumo vazia.

Chegamos a um estágio do capitalismo que, diferentemente do seu início, não se preocupa mais em desenvolver as forças produtivas, gerar inovação ou produzir competição. Estamos no ponto dos grandes monopólios que se apropriam das grandes ideias do passado para usar o que deveria ser um meio de libertação da raça humana — a tecnologia — como o nosso maior cabresto. Consumimos hoje por um fetiche performativo, ou, como cunhado por Marx, o fetiche da mercadoria ou fetiche capitalista, que nada mais é do que a magia encenada pelo mercado: transforma objetos comuns em promessas de identidade, desejo e transcendência — ocultando as estruturas que os produzem.

A abordagem, além de Baudrillard, que mais me salta aos olhos diante desta performance consumista são os escritos de Slavoj Žižek, mais especificamente as suas obras O Mais Sublime dos Histéricos: Hegel e Lacan (1989) e Bem-Vindos ao Deserto do Real (2002). Para Žižek, o fetiche é “Aquilo que finges não saber, para continuares a desejar”, ou seja, permite-te ignorar a realidade desconfortável por trás do objeto, desde que possas manter o prazer do consumo. Um mecanismo puramente ideológico: sabes que o objeto é falso, vazio, mas continuas a agir como se ele fosse tudo aquilo que promete. Temos plena consciência de que a vida dos influenciadores é uma mentira, que tudo ali existe única e exclusivamente para encenar sucesso e te convencer a comprar algo, mas, ainda assim, é tão bom saber o que a Maria Flor vai aprontar hoje nos stories da Virgínia.

Diante dos avanços desta suposta disrupção tecnológica que vivemos, embora de facto nada com poder transformador aconteça desde o surgimento dos smartphones, até o direito de possuir nos foi negado. Tudo vem no formato “as a service” (como um serviço); já nada é teu para guardar, mas tudo ali está colocado para ser desejado. Já não se compram filmes, assinamos um serviço que te permite ver o filme. O mesmo se aplica a livros em suporte digital: adquires apenas o direito de ler aquela obra. Mas vai além disso: a nossa existência foi embalada, monetizada e entregue por assinatura. Já não temos casas, temos co-livings. Não escolhemos móveis, alugamos a decoração do mês. Até cães, em alguns lugares, vêm por assinatura — amor com prazo de validade. Cozinhar virou capricho: marmitas fitness, dark kitchens, chefes por aplicação. Precisou de impressionar alguém? Comida gourmet em 30 minutos, com amor embalado em vácuo.

A própria identidade virou um serviço: alugamos roupas de luxo, contratamos curadores de feed, terceirizamos o estilo. Trabalhamos em coworkings, somos freelancers à la carte, vendemos o nosso tempo e saúde mental à hora em plataformas. E quando o coração aperta? Os relacionamentos também se tornaram on demand. Swipe, conversa, encontro. Amor algorítmico. Em alguns lugares, até um abraço é pago - cuddle as a service. Porque carinho sim, mas sem drama. Até a saúde mental entrou no jogo. Meditação por aplicação, terapia em caixinhas, emoções tratadas com notificações: “Lembra-te de respirar”. Vivemos uma existência fragmentada em pacotes mensais. A vida deixou de ser vivida e passou a ser organizada (curated). Ser virou parecer. Parecer virou monetizar. E, apropriando-nos novamente da obra de Baudrillard, podemos observar que já não se trata de dissimular, mas sim de simular. Porque dissimular é fingir não ter o que se tem. Simular é fingir ter o que não se tem. Um influenciador dissimula tristeza; o outro simula felicidade; para o algoritmo não importa o que é real, apenas o que gera envolvimento (engajamento).

No entanto, a cereja no topo do bolo é colocada nos anos após 2020, com as IAs generativas a serem abertas ao público. Ferramentas extremamente poderosas que deveriam permitir-nos realizar tarefas mecanizadas de forma brutalmente eficiente passam a ser usadas para emular ainda mais aquilo que não se é. Um copiloto para as nossas atividades diárias substitui o pensamento crítico por um prompt. E a partir daqui começa o fetiche visual, quando estes modelos baseados em textos nos permitem roubar – isso mesmo, roubar – a propriedade intelectual de artistas para que possamos ver como seríamos se fôssemos desenhados naquele estilo. Ou seja, permitimos que uma empresa lucre milhares de milhões com o trabalho de artistas, simplesmente para encenar identidade na internet.

O real torna-se cada vez mais deserto e a nossa existência cada vez mais vazia; a tecnologia que deveria libertar-nos das tarefas mecânicas, repetitivas e braçais para nos permitir ter mais tempo para viver, tem sido a principal fonte de precarização e escravidão. Deixo aqui uma provocação de Joana Maciejewska:

“Eu quero que a Inteligência Artificial lave a minha roupa e a minha loiça, para que eu possa escrever e criar a minha arte, e não o contrário; não desejo que a IA crie arte e escreva, enquanto eu lavo a loiça e ponho a roupa a lavar.”

Celebremos então, convocados por Georg Wilhelm Friedrich Hegel, o fim da história.
Ensaio de César Teixeira

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

CEO of $9.7 billion beauty empire shares her No. 1 piece of career advice: ‘Take your time, it’s not your enemy’


Sue Nabi didn’t become the CEO of multibillion-dollar beauty company Coty overnight.

Nabi, who worked her way up from sales representative to president at L’Oréal, has a career that’s spanned more than 30 years. In 2020, she became CEO of Coty — the parent company of brands like Covergirl, Kylie Cosmetics and Tiffany & Co. — and she’s grateful for the time it took to get there.

She even refers to it as a significant factor to her success, running a business with a $9.68 billion market cap, as of Friday afternoon. “What takes time is respected by time,” Nabi, 55, recently told LinkedIn’s “The Path” podcast. “So don’t try to create things that are an overnight success.”

Say you have a project at work or school, for example. You breeze through the assignment, wanting to finish as quickly as possible and turn it in - causing you to miss the chance to correct some of your mistakes.

Aiming to become an “overnight success” can increase these kinds of pitfalls, Nabi said. If you don’t rush, you can potentially execute your project with fewer mistakes and feel more accomplished.

“Take your time,” she said. “It’s not your enemy.”

Time, it turns out, can play a large role in your happiness and fulfilment — both in your career and beyond. James Wallman, a trend forecaster and author of “Time and How To Spend It,” recommends asking yourself these seven questions to determine what’s worth your time and energy:
  1. Does it leave you with a story?
  2. Does it change you?
  3. Does it allow you to unplug?
  4. Does it improve your relationships?
  5. Does it feel challenging?
  6. Does it make you feel a sense of awe?
  7. Does it improve your social status?
″[Free time] doesn’t improve quality of life unless one knows how to use it effectively,” Wallman told CNBC Make It in 2019.

For Nabi, the first question is particularly important. Being able to tell a story through her work has been a driving force in her career, she said: Each time she experiences a “seminal moment” in her life, she finds a way to incorporate it into her work.

“Everything that you have done in the past, each choice has gotten you to where you are today,” said Nabi.

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

O Manicómio é insanidade e liberdade


Somos um espaço de criação artística e de inovação no Beato, em Lisboa. Com múltiplos projetos que cruzam a arte, a criatividade, a transformação social e a saúde mental, no centro do projeto estão artistas contemporâneos e criativos com doença mental que são excluídos devido ao estigma da nossa sociedade em relação à loucura.
Nascemos da experiência de mais de vinte anos em hospitais psiquiátricos e no mundo da arte e da cultura, onde fomos encontrando artistas e obras maravilhosas, mas que no entanto eram excluídos dos circuitos comerciais de arte em Portugal simplesmente pelo estigma da sua doença mental. Isto levou-nos a organizar as primeiras exposições artísticas no Hospital Psiquiátrico Júlio de Matos – agora conhecido como Hospital Psiquiátrico de Lisboa-, onde criámos e inaugurámos o ciclo de arte contemporânea deste hospital lisboeta, cruzando e misturando artistas contemporâneos portugueses e estrangeiros já conceituados com artistas do hospital, mantendo o anonimato da obra e derrubando a barreira do estigma que atua não pelo valor da arte, mas sim pela doença.
Em 2018 lançámos o Manicómio, localizado num espaço de cowork com outros profissionais, criativos e empresas, porque sabemos que o futuro passa pela mistura, valorização, normalização e aceitação da loucura.
O Manicómio tornou-se num centro artístico e criativo com:
• O primeiro estúdio e galeria de arte bruta e contemporânea em Portugal, com 14 artistas residentes, onde oferecemos liberdade e representação e agenciamento artístico em vendas, exposições e colaborações;
• A primeira agência criativa de design e comunicação no mundo com criativos com doença mental;
• Atividades de consultoria e advocacia em arte, saúde mental, direitos humanos e trabalho;
Com uma abordagem focada na disrupção, equidade e direitos humanos, o Manicómio atua junto da comunidade artística, sociedade civil, empresas e instituições para transformar o status quo e gerar novos paradigmas de valor.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

O seu espaço de “Coworking” pode estar a matar a sua criatividade


Os espaços de trabalho partilhados têm vindo a aumentar nos últimos anos. Mas embora a ideia seja a de que poderiam fomentar a colaboração e a inovação criativa através de ideias partilhadas entre start-ups, estudos de casos recentes sugerem que durante períodos mais longos, poderá suceder o oposto.

Haefliger e o seu colega Ghassan Yacoub, professor de inovação e estratégia na Escola de Gestão do IESEG, investigaram as colaborações emergentes no espaço de coworking num dos maiores centros dedicados da Europa, o nível 39. Construíram um caso de estudo em torno das sete empresas de tecnologia financeira em fase de lançamento utilizando este espaço, através de entrevistas, material de arquivo e observações.

“Apesar da emergência de espaços de coworking como novas práticas de trabalho, pouco se sabe sobre a formação de colaboração e especificamente sobre a emergência de práticas de colaboração, atendendo a estes espaços de trabalho abertos e flexíveis para encontrar e interagir com empregados de outras organizações”, escreveu a dupla no seu artigo.

Um sentido de comunidade e abertura são processos bem conhecidos para encorajar a produtividade, a colaboração e, por sua vez, a inovação. Por isso, parece contraditório que a equipa tenha encontrado, ao longo do tempo em que trabalhou neste ambiente partilhado, dificuldades nas práticas de colaboração entre as empresas que poderiam semear a inovação.

Inicialmente, os espaços partilhados ajudaram a fomentar a confraternização entre as start-ups, com interacções informais e planeadas, incluindo eventos, workshops e palestras nas áreas comuns (cozinha comunitária, sala, e áreas de breakout), tudo isto facilitando os primeiros passos de uma prática colaborativa.

Mas quando essas atividades continuaram, também interferiram com as colaborações, com tentativas de organizar o espaço para eventos vistos como distração.

Das sete novas empresas, três acabaram por sair do espaço de coworking, dizendo que os benefícios dos espaços colaborativos não duraram e que as constantes mudanças à medida que mais empresas foram acrescentadas foram perturbadoras.

“Talvez esteja a tornar-se demasiado grande para que todos possam beneficiar igualmente”, especulou um representante de uma empresa.

“Penso que há lá demasiadas empresas e a área principal do salão está superpovoada com membros que se encontram lá, em vez de ser um lugar casual para as empresas permanentes se reunirem e conversarem e se conhecerem umas às outras”, explicou outro grupo.

Com o objetivo da empresa de coworking a ser o de aumentar a escala, a perspetiva dos seus utilizadores que valorizam qualidades baseadas em torno de um crescimento limitado poderá ser vista como um conflito.

Haefliger e Yacoub descobriram que, para que as colaborações continuassem de forma sustentável, precisavam de ser geridas ativamente, mas que existe um equilíbrio ténue entre o incentivo à inovação e a sua asfixia.

“É da responsabilidade do anfitrião do espaço e daqueles que o utilizam para fazer dele um cenário que possa ver parcerias florescentes e um viveiro de ideias da próxima geração”, explica Haefliger.

Este é, naturalmente, apenas um exemplo das experiências de coworking que agora acontecem em todo o mundo, com base em sete empresas de tecnologia financeira. Outras indústrias, como as criativas ou sem fins lucrativos, podem achar que o processo de coworking difere para elas, salientam os investigadores, mas as suas descobertas podem fornecer uma comparação útil para futuras pesquisas.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Nomadismo digital: o que é, como começar e outras dúvidas frequentes

Rock Content

Há alguns dias pedi para vocês enviarem perguntas sobre nomadismo digital lá no meu Instagram. Algumas das dúvidas foram respondidas nos Stories, mas também reuni as principais neste artigo.

Espero que ele te ajude a entender um pouco melhor sobre o nomadismo digital e os primeiros passos para se tornar um também.

E se você quer entender um pouco mais sobre nomadismo digital e conhecer outras pessoas que também viajam enquanto trabalham, recomendo que leiam o e-book da Rock Content. Ele traz as dicas e opiniões de 10 nômades digitais que trabalham de forma remota dos mais diversos cantos desse mundo. É só clicar na imagem abaixo para fazer o download.

1) O que é nomadismo digital?

Nomadismo digital é, basicamente, a possibilidade de trabalhar viajando. Nomadismo digital não é uma profissão, é uma condição de trabalho. Se você é freelancer ou trabalha para uma empresa em que pode realizar seu trabalho de forma remota, é bem possível que você possa viver como nômade também.

A diferença da condição nômade digital para nômade é que o nômade digital consegue realizar seu trabalho online. Portanto, viaja enquanto continua trabalhando.

2) Preciso juntar dinheiro antes de começar? Como me sentir estável?

É difícil sentir-se completamente estável nesta condição, já que é bem provável que você precise viver de freelas. Isso significa que num mês você pode ter muitos clientes, mas no outro, nem tantos. Entretanto, com muito planejamento e economia, é possível, sim, viver de forma estável.

Por isso, recomendo economizar, reduzir gastos e se planejar bastante antes de partir para a vida de nômade digital. Recomendo, inclusive, que antes de sair do seu emprego fixo já tenha alguns contatos ou clientes para que possa reduzir a insegurança do início.

Recomendo, também, começar como freelancer em home office, ou seja, trabalhando de casa. E depois, quando suas finanças já estiverem mais estabilizadas, pensar em começar a viajar.


3) Viver viajando é muito mais caro que viver no Brasil?

Não! Na verdade, tirando a conversão das moedas – que às vezes pode ser um péssimo fator – viver no Brasil é muito mais caro do que em outros lugares pelos quais já passamos.

Em países da Europa, por exemplo, o custo de vida comparado ao salário mínimo é muito baixo. Mas, para aqueles que recebem somente em real, há opções em que o câmbio é vantajoso e o custo de vida é baixíssimo.

Na Tailândia, por exemplo, você consegue alugar um bom apartamento em Chiang Mai por cerca de R$ 800,00 por mês através do Airbnb. O custo de vida é muito baixo. A comida é barata, os voos dentro da Tailândia são baratíssimos e você pode viver com muito menos dinheiro.

PS: se você quiser ganhar um desconto de até R$350,00 na sua primeira reserva através do Airbnb, é só usar este link para se cadastrar.

4) Qual o tamanho do perrengue? Dá para ter vida ou é trabalho 24h por dia?

Isso vai depender muito da carga de trabalho que você decide ter. Você pode querer trabalhar mais, aceitar mais clientes e por conta disso você precisará trabalhar mais.

Além disso, como freelancer, você precisa dedicar-se muito mais, pois é você quem vai vender seu peixe. Se você não estiver trabalhando ou divulgando seu negócio, não ganha dinheiro, simples assim.

Por isso, não temos férias. Não podemos deixar tudo por dois dias, uma semana, um mês ou qualquer que seja o tempo. Nós somos nossa principal ferramenta de trabalho, então o trabalho muitas vezes é dobrado.

Mas, é claro que com organização é possível, sim, trabalhar e viver. Na verdade, quando estamos viajando sempre conseguimos otimizar muito nosso tempo, porque nos motivamos a fazer tudo logo para sair e conhecer os lugares onde estamos.

Se souber otimizar seu tempo, você pode trabalhar até menos horas durante um dia e continuar ganhando dinheiro.

5) Você fez algum curso de produção de conteúdo?

Já fiz cursos da Rock Content que são gratuitos e ótimos. Além disso, fiz também o curso do Matheus que ensina ótimas estratégias de marketing pessoal e produção de conteúdo.

Fora isso, leio bastante sobre assuntos relacionados, tanto em blogs como livros. Inclusive, recomendo muito os seguintes livros:
  • Trabalhe 4 Horas Por Semana, para te ajudar a desenvolver sua ideia de negócio como freelancer ou nômade digital.
  • Hit Makers que mostra como usar estratégias incríveis para aproximar-se de seu público e criar conteúdos que “vendam” – os hits. Por último, mas não menos importante, recomendo.

Mas, se você quer mesmo ser um nômade digital e não sabe por onde começar, a melhor recomedação é o livro “Nômade Digital” do Matheus de Souza. É o melhor livro para quem quer ser nômade digital.

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

E o FB, Watssap e Instagram colapsaram e depois?

Anteontem caíram as redes sociais durante umas horas e parece que o mundo acabou. Gente em pânico por não poder falar atrás dum teclado, as TVs a fazerem entrevistas ocas a "influencers" (ocos) por causa dos transtornos que isto lhes causou - símbolos de uma sociedade visualmente falsa e vazia como a que temos - milhões de dólares de prejuízo em todo o mundo devido aos negócios associados a essas redes, uma verdadeira hecatombe.
Eu estive 4 dias com um grupo de amigos num monte alentejano, bem no interior, sem rede, sem poder sequer telefonar (tínhamos de andar uns km para conseguir) e ninguém morreu. É certo que assim que saíamos do "casulo" todos aproveitámos para mandar umas mensagens "lá para casa". Somos humanos e igualmente dependentes da porcaria das tecnologias (infelizmente). Só quando regressámos soubemos que éramos campeões mundiais de futsal, que o Benfica perdeu e que o menino da lágrima voltou a demitir-se para se voltar a candidatar (novidades?)...
Tenho as minhas dúvidas de que conseguiríamos estar tão divertidos, tranquilos e num clima de comunhão e amizade como estivemos, se houvesse rede naquele local. Assim aproveitámos para relaxar, nadar, ler, comer, beber, tocar, compor e conversar. Sobre tudo. Com um copo de vinho ou de medronho. Deveríamos todos experimentar. A sério que é possível. Temos de repensar o mundo como o vivemos actualmente. Não é saudável esta pressa e esta urgência em que vivemos onde tudo "é para ontem". Pela minha parte vou abrandar um pouco. Tudo! Viver mais devagar e aceitar o que vem, sem medo de sermos "ultrapassados". Não há pressa. Vivam! Sem stress..

segunda-feira, 15 de março de 2021

Cidades de 15 minutos: o novo modelo de urbanismo que várias metrópoles já estão a aplicar




Quanto tempo você leva de casa ao trabalho? E do trabalho até uma área de lazer ou comércio? Se você mora em grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, esses trajetos podem levar muitos minutos ou até horas e normalmente são feitos de carro ou ônibus. Em Paris, uma proposta radical da prefeita, Anne Hidalgo, tem como objetivo transformar a capital da França em uma “CIDADE DE 15 MINUTOS”, ou seja, uma cidade em que o cidadão levaria apenas 15 minutos de bicicleta ou a pé para chegar ao seu trabalho, casa e equipamentos de lazer.

A ideia por trás da “cidade de 15 minutos” é que a população esteja mais integrada aos seus bairros e possa comer, cuidar de si mesmo, se divertir, fazer atividades físicas, mas também trabalhar a apenas 15 minutos de sua casa. A pé ou de bicicleta, é claro, para reduzir a emissão de poluentes na cidade.

A espinha dorsal do plano de Anne Hidalgo é a implantação em larga escala de ciclovias em todas as ruas de Paris, algo que já vem sendo feito durante seu atual mandato. Além das ruas 100% amigáveis à bicicleta, o plano também prevê a remoção de espaços para carros, como vagas na rua e faixas de rodagem, para a ampliação de calçadas para pedestres.

A proposta também inclui tornar as principais vias de Paris inacessíveis aos carros, transformando avenidas e rotatórias em praças para pedestres, como foi feito com a região da Times Square, em Nova York.

A importância do home office

Fazer com que bairros tenham mais parques e serviços públicos pode ser tarefa relativamente fácil, porque depende exclusivamente das ações do poder público. O desafio do plano da “cidade de 15 minutos” é fazer com que as pessoas trabalhem perto de suas casas.

Parte do plano prevê a construção de escritórios e espaços de coworking em vizinhanças que não tenham essa estrutura, mas isso não é suficiente. O grande obstáculo, segundo o site da FastCompany, que detalhou os planos da prefeita, será convencer as empresas da cidade a permitirem que seus trabalhadores tenham direito ao trabalho remoto ou home office, com horários flexíveis. (Falamos sobre essa tendência por aqui. Clique para ler)

Urbanismo

Na origem do conceito de “cidade de quinze minutos” está o urbanista Carlos Moreno, professor da universidade de Sorbonne, que está dando consultoria a Anne Hidalgo no plano. O conceito da “cidade de 15 minutos” baseia-se na ideia de Moreno de “crono-urbanismo”, ou de ter comodidades, empregos e compras perto de casa. Isso significa “mudar nossa relação com o tempo, essencialmente o tempo relacionado à mobilidade”, diz Moreno.

Durante o anúncio do plano, Moreno explicou que quer mudar a visão que as pessoas têm das cidades. “Vivemos em cidades fragmentadas, onde frequentemente trabalhamos longe de onde moramos, onde não conhecemos nossos vizinhos, onde estamos sozinhos, onde sofremos”, disse o pesquisador.

Segundo Moreno, citado pela Forbes, o planejamento das cidades “ainda é movido pelo paradigma da era do petróleo mas a era dos carros onipresentes está chegando ao fim”.

De acordo com o pesquisador, as cidades mais densas e mais populosas do futuro, e não apenas Paris, precisarão “transformar ruas em espaços livre da emissão de carbono, com mobilidade a pé ou de bicicleta”.

sábado, 30 de maio de 2020

A Finlândia se tornará o primeiro país do mundo a abolir todas as disciplinas escolares

Fonte: aqui

Numa era de tecnologia e informações de fácil acesso, nossas escolas ainda esperam que saibamos tudo dos livros, sem considerar se isso será o que realmente precisamos no nosso desenvolvimento profissional.

Quantas vezes você se perguntou se precisaria de matérias para aprender porque o currículo dizia isso? A Finlândia decidiu mudar isso em seu sistema educacional e introduzir algo adequado para o século XXI.

Em 2020, em vez de aulas de física, matemática, literatura, história ou geografia, a Finlândia introduzirá uma abordagem diferente da vida através da educação. Bem-vindo ao aprendizado baseado em fenómenos!

Como a Phenomenal Education (Educação Fenomenal em tradução livre) declara em seu site, “Na Aprendizagem Baseada em Fenómenos (PhenoBL) e no ensino, os fenómenos holísticos do mundo real fornecem o ponto de partida para a aprendizagem. Os fenómenos são estudados como entidades completas, em seu contexto real, e as informações e habilidades relacionadas a eles são estudadas através do cruzamento das fronteiras entre os sujeitos. ”

Isso significa que, em vez de aprender física (ou qualquer outro assunto) para aprendê-la, os alunos terão a oportunidade de escolher entre fenómenos de seu ambiente real e do mundo, como Mídia e Tecnologia ou a União Europeia.

Esses fenómenos serão estudados por meio de uma abordagem interdisciplinar, o que significa que os sujeitos serão incluídos, mas apenas aqueles (e apenas partes deles) que contribuem para se destacar no tópico.

Por exemplo, um aluno que deseja estudar um curso profissional pode fazer “serviços de cafeteria” e o fenómeno será estudado através de elementos de matemática, idiomas, habilidades de escrita e comunicação. Outro exemplo é a União Europeia, que incluiria economia, idiomas, geografia e a história dos países envolvidos.

Agora tome a sua profissão como exemplo e pense em todas as informações que você precisa saber conectadas a ela – agora você está pensando da maneira PhenoBL!

Esse tipo de aprendizado incluirá sessões presenciais e online, com forte ênfase no uso benéfico da tecnologia e da Internet através do processo de eLearning. Você pode ler mais sobre isso aqui .

No processo de aprendizagem, os alunos poderão colaborar com seus colegas e professores, partilhando informações e explorando e implementando coletivamente novas informações como uma ferramenta de construção.

O estilo de ensino também vai mudar!

Em vez do estilo tradicional de aprendizado centrado no professor, com os alunos sentados atrás de suas mesas e gravando todas as instruções dadas pelo professor, a abordagem mudará para um nível holístico. Isso significa que todo fenómeno será abordado da maneira mais adequada e natural possível.

No entanto, como afirma o Phenomenal Learning, “o ponto de partida do ensino fenomenal é o construtivismo, no qual os alunos são vistos como construtores ativos de conhecimento e as informações são vistas como sendo construídas como resultado da solução de problemas, construída com ‘pedacinhos’ em um todo que se adapte à situação em que é usado no momento. ”

Esse sistema educacional tende a incluir a inclinação em um ambiente colaborativo (por exemplo, trabalho em equipe), onde eles gostariam de ver as informações sendo formadas num contexto social, em vez de serem vistas apenas como um elemento interno de um indivíduo.

Esta abordagem apoiará o aprendizado baseado em perguntas, a solução de problemas e o aprendizado de projetos e portfólio. O último passo será a implementação prática, sendo vista como o resultado de todo o processo.

Essa reforma exigirá muita cooperação entre professores de diferentes disciplinas e é por isso que os professores já estão passando por um treinamento intenso.

De fato, 70% dos professores em Helsínquia já estão envolvidos nos trabalhos preparatórios, de acordo com o novo sistema.

O co-ensino está na base da criação do currículo, com a participação de mais de um especialista em disciplinas e os professores que adotarem esse novo estilo de ensino receberão um pequeno aumento em seu salário como sinal de reconhecimento.


Do ponto de vista do ensino, esse estilo também é muito gratificante e vale a pena para os professores. Alguns professores, que já implementaram esse estilo em seu trabalho, dizem que não podem voltar ao estilo antigo.

Isso de fato não surpreende, pois a interação nesse estilo de ensino é algo com que todos os professores sempre sonharam.

Atualmente, as escolas são obrigadas a introduzir um período de aprendizado fenomenal pelo menos uma vez por ano. O plano é implementar completamente a abordagem PhenoBL até 2020.

Uma abordagem semelhante chamada Centro de Aprendizagem Lúdica está sendo usada no setor pré-escolar e servirá como ponto de partida para a aprendizagem fenomenal.


Crédito da foto de capa: Gabby Orcutt

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Peter Singer: O "porquê" e o "como" do altruísmo eficaz


Você já teve vontade de mudar a vida de alguém, sua comunidade, ou até mesmo o mundo? A maioria de nós quer fazer a diferença, nosso instinto humanitário se manifesta principalmente quando nos deparamos com situações de sofrimento, mortes ou injustiça. Mas escolher sabiamente a causa ou instituição a qual apoiar é muito importante, pois definirá como seu tempo e dinheiro será melhor aproveitado, aumentando as chances de fazer a diferença no mundo, do jeito certo.

 Em sua palestra para o TED chamada “O Porquê e o Como do Altruísmo Eficaz” o filósofo e professor australiano Peter Singer chamou a atenção para a seguinte situação: se víssemos uma criança em situação de risco certamente seríamos tomados pelo sentimento de defesa e socorreríamos aquela criança. É algo óbvio e que qualquer pessoa com o mínimo de amor ao próximo pensaria, não é mesmo? Mas se aprofundarmos melhor a nossa análise ficaremos diante do número assustador de 6,9 milhões de crianças menores de cinco anos que morrem por ano por razões relacionadas à pobreza, segundo a UNICEF em 2011, mencionou o professor. Pensar nessa quantia me faz questionar: Quantas pessoas querem o fim da fome, por exemplo? Imagino que todas, mas quantas pessoas realmente trabalham para isso? A questão não é uma informação nova, esse número parece muito distante quando julgamos não poder fazer nada, mas sim, nós podemos.

O altruísmo, segundo o pensamento do filósofo Auguste Comte, significa tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro, ou de uma forma bem mais simples de entender: é o “amor desinteressado ao próximo”. E como podemos alinhar a emoção do altruísmo com o bom senso de otimizar esses investimentos e obter o maior impacto possível ao ajudar aqueles que se encontram em pobreza extrema? Essa é a função do Altruísmo Eficaz, garantir que doadores utilizem seu tempo ou dinheiro fazendo a diferença do jeito certo.  

Na mesma palestra, Peter fez uma relação bastante prática e que melhor ilustra o objetivo do altruísmo eficaz: Fornecer um cão guia para uma pessoa cega é uma ótima ação a se fazer não é? Mas se levarmos em conta o fato de que custa cerca de U$40.000 dólares treinar o cão e seu receptor e em contrapartida curar uma pessoa cega num país em desenvolvimento, que apresente tractoma, custa cerca de U$20 a U$50 dólares, qual seria a melhor opção? Um americano cego com seu cão guia ou 400 a 2.000 pessoas curadas da cegueira? Qualquer um saberia responder essa pergunta, já que é algo óbvio.

Seguindo este pensamento, as empresas e seus líderes compreenderam que negócios e filantropia não só podem andar juntos, como também podem ser armas poderosas para mudar o mundo. Um exemplo disso é o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e a sua esposa, Priscilla Chan, que em dezembro de 2015 prometeram doar 99% de suas ações do Facebook – cerca de US$ 45 bilhões – durante suas vidas, para isso criaram a Chan Zuckerberg Initiative com investimentos em educação e saúde. Esse tipo de investimento efetivo está ganhando força nos mais diversos setores, como educação e inclusão financeira, e as organizações perceberam que assim como nos negócios, a mensuração de resultados é parte essencial para observar o impacto que suas ações podem ter

Por essa razão, doadores estão buscando melhores formas de contribuir com causas. Cada um de nós tem a capacidade para motivar um impacto positivo na vida de pessoas que precisam de nossa ajuda.

Por fim, o Altruísmo Eficaz é capaz de despertar mudanças, assim como qualquer outro tipo de doação, a diferença entre essas duas formas de tornar o mundo melhor é que no altruísmo eficaz o objetivo é gerar o máximo de mudanças positivas que puder.

domingo, 1 de maio de 2011

Dia do Trabalhador


O Dia do Trabalhador é celebrado anualmente a 1º de Maio, sendo feriado em Portugal e em vários países da Europa. Não é um feriado mundial, embora seja cumprido em vários países do mundo..

História do Dia do Trabalhador

A data remonta ao dia 1º de Maio de 1886, nos EUA, quando mais de 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, numa manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas. Em consequência, a polícia tentou dispersar a manifestação, ferindo e matando dezenas de operários - Revolta de Haymarket

A 5 de maio de 1886 os operários regressaram às ruas e registaram-se novamente feridos, com manifestantes a serem presos. A opinião pública repudiou a ação da polícia e do Governo, assim como das entidades patronais, e em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores.

Já em 1890, os trabalhadores americanos viram a jornada de trabalho diária ser reduzida para oito horas. Nos Estados Unidos o Dia do Trabalhador celebra-se na primeira segunda feira de setembro.

Em Portugal, o 1º de Maio começou a ser festejado a partir de maio de 1974, após a Revolução do 25 de abril.

O Dia do Trabalhador é comemorado em todo o país, com manifestações, marchas, celebrações e comícios, de forma a apresentar ao Governo e às entidades patronais quais as necessidades e os direitos dos trabalhadores. Como feriado, é também uma oportunidade para o trabalhador descansar.

Saber mais:
1º de Maio 1974 - RTP Arquivos

Documentos
Diretiva da UE relativa às condições de trabalho transparentes e previsíveis | UE DESCARREGAR

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Beddington Zero Energy Development, Londres - Comunidades Sustentáveis


Sítio Oficial dos Projectistas peabody

BioRegional

Sustainable Development Commission

Clica aqui para veres uma apresentação de diapositivos

Prémios

BedZED awards:
March 2004 Civic Trust sustainability award
November 2003 Office of the Deputy Prime Minster Award for sustainable communities – BedZED was short listed with 3 other projects.
October 2003 Stirling Prize – BedZED was short listed for this prestigious, national architecture award.
October 2003 RIBA journal sustainability award – BedZED, winner.
July 2003 Housing Design Awards – BedZED won a Completed Scheme award.
December 2002 World Habitat Awards – BedZED was a finalist.
February 2002 Energy Globe Award – international award recognising BedZED as the foremost example of sustainable energy in building and housing.
2002 Building Services Award forinnovation.
December 2001 UK Solar Awards, run by Energy 21 perhaps the most influential of all housing projects this century.
June 2001 Housing Design Award for sustainability, from the Royal Instituteof British Architects.

Mais recursos
State of the World 2007, Chapter 8: Strengthening Local Economies
World Watch, The Growing Value of Gardens
Global Ecovillage Network
The Cohousing Association of the United States
The Relocalization Network