Israel impulsionou artificialmente a sua candidata à Eurovisão através de uma campanha de influência apoiada pelo Estado, alimentando especulações de que o seu segundo lugar no voto popular foi distorcido por intervenção governamental, revelou uma investigação do New York Times.
A campanha - que incluiu fundos públicos, pressão diplomática, anúncios online multilingues e apelos diretos para que os espetadores votassem repetidamente - expôs como Israel transformou o concurso de música mais visto do mundo numa arma de soft power, enquanto a sua imagem global colapsava devido ao genocídio em Gaza.
A investigação do Times, baseada em documentos internos da Eurovisão, dados de votação confidenciais e entrevistas com mais de 50 pessoas, concluiu que o governo do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu gastou pelo menos 1 milhão de dólares em marketing relacionado com o festival. Parte do financiamento proveio do gabinete de hasbara de Netanyahu, amplamente entendido como o braço de propaganda de Israel no estrangeiro.
Só em 2024, os gastos do governo israelita em publicidade ligada à Eurovisão ultrapassaram os 800.000 dólares, a maioria proveniente do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Uma rubrica separada do gabinete de hasbara do primeiro-ministro terá alocado verbas especificamente para a “promoção do voto”.
As revelações levantam sérias questões sobre se os fortes resultados de Israel na Eurovisão refletiram um apoio público genuíno ou uma campanha governamental coordenada, concebida para fabricar uma aparência de popularidade na Europa, onde a opinião pública se virou drasticamente contra Israel devido ao genocídio em Gaza.
Supostamente, os governos não devem intervir na votação da Eurovisão, que é formalmente um concurso entre emissoras públicas e artistas. No entanto, o Times apurou que os esforços de Israel foram mais amplos e começaram anos antes do que se sabia. O governo israelita terá apoiado discretamente esforços promocionais em torno das suas participações desde, pelo menos, 2018, o ano em que Israel venceu o concurso.
O investimento aumentou acentuadamente após o início do genocídio em Gaza, quando cresceram os apelos em toda a Europa para que o país fosse excluído do certame. Segundo o jornal, as autoridades israelitas acreditavam que um desempenho forte demonstraria que Israel ainda era amado pelo público europeu, apesar dos protestos em massa, dos apelos ao boicote e das crescentes acusações de crimes de guerra.
O Padrão de Votação e a Reação Internacional
Em 2024, a representante de Israel, Eden Golan, ficou em segundo lugar no voto do público e liderou a votação em vários países onde o sentimento pró-palestiniano era forte. A comunicação social israelita celebrou o resultado como prova de que “o mundo, afinal, não está contra nós”.
O padrão repetiu-se em 2025, quando o representante de Israel, Yuval Raphael, terminou em segundo lugar na classificação geral e venceu o voto popular. Desta vez, o resultado gerou um escrutínio muito maior depois de a emissora finlandesa Yle ter revelado que o governo israelita comprou anúncios online em várias línguas, instando as pessoas a votarem em Israel até ao máximo de 20 vezes permitido.
O próprio Netanyahu publicou um gráfico nas redes sociais a encorajar o voto em Raphael (20 vezes). Grupos pró-Israel em toda a Europa circularam mensagens semelhantes, enquanto diplomatas e funcionários de embaixadas israelitas ajudaram a mobilizar o apoio da diáspora.
O diretor da Eurovisão, Martin Green, reconheceu que a campanha de Israel foi “desproporcionada” e “excessiva”, mas insistiu que esta não afetou o resultado. O Times, contudo, apurou que a União Europeia de Radiodifusão (EBU), que organiza o evento, não realizou uma investigação externa completa e manteve os dados detalhados da votação em segredo, inclusive perante as suas próprias emissoras membros.
A controvérsia intensificou-se à medida que várias estações de televisão europeias exigiram respostas. A emissora da Eslovénia solicitou repetidamente os dados da votação e ameaçou retirar-se. Espanha pediu um debate sobre a participação de Israel e alertou que o sistema de votação é vulnerável a manipulações. A emissora pública da Islândia acusou Israel de se apropriar indevidamente do concurso.
Com o aumento da indignação, Islândia, Irlanda, Holanda, Espanha e Eslovénia avançaram para um boicote à edição de 2026. Segundo o Times, os organizadores da Eurovisão temem perder centenas de milhares de dólares em taxas de participação caso o boicote se alargue.
Esta campanha faz parte de uma ofensiva de propaganda israelita muito maior. Israel aumentou drasticamente o financiamento para a hasbara à medida que o seu prestígio internacional colapsa. Relatórios indicam que o orçamento para a diplomacia pública de Israel disparou para cerca de 730 milhões de dólares — quase cinco vezes os 150 milhões alocados no ano anterior — numa tentativa de reabilitar a sua imagem após os acontecimentos em Gaza.
Elementos do coletivo Climáximo mancharam, esta segunda-feira, com tinta vermelha a fachada da empresa Thales, especializada em Defesa, em Oeiras, num protesto pela parceria que a firma tem com a produtora de armas israelita Elbit Systems.
A PSP de Oeiras disse à Lusa que os agentes estiveram no local pelas 07:05 e confirmaram a ação, mas já não encontraram nenhum ativista quando chegaram ao edifício.
Numa nota divulgada à comunicação social, os elementos do Climáximo dizem que escreveram a palavra "genocida" a vermelho na fachada da Thales, em Paço de Arcos, a 4.ª maior empresa de armamento, tecnologia e segurança da Europa, produzindo mísseis, carros de combate, drones e outros equipamentos e tecnologias usadas para vigilância e aniquilação de alvos.
Citado no comunicado, o estudante de biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Filipe Antunes acusa a Thales de lucrar diretamente "com a morte de milhares de pessoas" e de ser "parte integral de um modelo que promove a matança de pessoas inocentes por todo o mundo" que é “indissociável dos combustíveis fósseis”.
"Estes são um multiplicador da capacidade bélica, sendo a guerra moderna dependente e só possível devido aos combustíveis fósseis", considera o estudante, elemento deste movimento.
Refere ainda que a Thales é central nos esforços de militarização das fronteiras europeias que fazem das pessoas migrantes "alvos de ataque, repressão e desumanização" e considera a empresa "um pilar" na expansão da extrema-direita internacional e no "progresso do imperialismo e de políticas bélicas, genocídas e fascistas".
A questão do cumprimento dos embargos pela Thales é um dos temas mais divisivos no panorama geopolítico europeu, especialmente quando analisamos a linha ténue entre a legalidade estrita e a responsabilidade ética. Para compreender a situação em Portugal e no resto da Europa, é necessário notar que a Thales não opera no vácuo; ela funciona sob um regime de autorizações estatais que, muitas vezes, serve de "escudo" jurídico contra acusações de violação de tratados.
De uma perspetiva puramente legal, a Thales afirma respeitar rigorosamente todos os embargos impostos pela ONU e pelas jurisdições onde mantém sedes, como França e Reino Unido. No entanto, o que observadores internacionais e organizações de direitos humanos apontam é a existência de "zonas cinzentas". Um exemplo recorrente é a exportação de componentes de tecnologia de dupla utilização (dual-use), que podem ser classificados como civis mas acabam integrados em sistemas de armamento. Além disso, a empresa tem enfrentado desafios judiciais significativos, como a queixa-crime apresentada em França por alegada cumplicidade em crimes de guerra no Iémen, sob o argumento de que a manutenção técnica fornecida aos equipamentos da coligação liderada pela Arábia Saudita facilitou ataques a civis.
Outro ponto crítico prende-se com a estrutura multinacional da empresa. Muitas vezes, componentes fabricados numa subsidiária britânica ou australiana podem ser exportados para destinos que enfrentariam maiores restrições se o envio fosse feito diretamente de França. Este fenómeno, descrito por críticos como "triangulação", permite que a empresa se mantenha dentro da lei de cada país, embora possa estar a contornar o espírito dos embargos internacionais mais amplos.
Apesar do discurso de "conformidade", a Thales enfrenta pressões legais significativas:
O Caso do Iémen (Investigação em curso): em 2022, ONGs como a Sherpa e a Amnistia Internacional entraram com uma queixa criminal na França contra a Thales, Dassault e MBDA. A acusação é de cumplicidade em crimes de guerra. Alegam que a Thales forneceu manutenção e sistemas de mira para jatos usados pela Coligação política liderada pela Arábia Saudita em ataques a civis no Iémen, mesmo após as atrocidades terem sido documentadas. A investigação judicial ainda estava ativa em 2025.
Exportações para Israel (2024-2026): após a suspensão parcial de licenças de armas pelo Reino Unido em 2024, surgiram denúncias de que componentes da Thales (como radares para drones Watchkeeper) continuaram a ser enviados. A empresa e o governo alegaram que eram para "re-exportação" (para países como a Roménia), mas grupos como o CAAT (Campaign Against Arms Trade) denunciaram em 2026 que não havia provas de que esses componentes saíram de Israel, sugerindo uma brecha no controle de uso final.
Em suma, embora a Thales raramente seja apanhada numa violação direta e flagrante de um embargo — o que resultaria em sanções catastróficas para os seus acionistas —, ela é frequentemente acusada de beneficiar de interpretações políticas convenientes das regras de exportação. Para a empresa, a validade de uma licença governamental é o selo de ética necessário; para os seus detratores, essa licença é apenas uma formalidade burocrática que não apaga a responsabilidade moral sobre o destino final da tecnologia vendida.
O coletivo, que luta pela "justiça climática", denuncia a "fatia considerável" de emissões do complexo industrial militar, tal como os milhões gastos em armamento e combustíveis fósseis, afirmando que este financiamento deveria antes ser aplicado na criação de um "Serviço Nacional do Clima", para gerir a transição energética, e em empregos no setor dos cuidados e serviços de apoio social, garantindo saúde, educação e alimentação.
"Se não desmantelarmos os combustíveis fósseis, não só não vamos conseguir travar os conflitos atuais como estes se vão multiplicar e escalar em guerras por acesso a comida e água", considera o Climáximo, que convoca a população a juntar-se, no dia 15 de maio, à concentração que vai promover ao final da tarde frente à sede do Governo.
Há uma pergunta que me assalta nas primeiras horas da madrugada, quando o sono não chega e a mente remói velhos assuntos. A pergunta é esta: «O que teria eu feito na década de 1930, na manhã seguinte à Kristallnacht?» Não o que digo que teria feito. Não o que espero que tivesse feito. Mas o que teria eu realmente feito — quando os comboios começaram a circular, quando os vizinhos ficaram em silêncio, quando o preço da decência passou a ser a perda de tudo? A maioria de nós, penso eu, teria feito pouco. Não por malícia. Por medo. Pela convicção suave e insidiosa de que alguém falaria, de que a situação é complexa, de que temos de ser «razoáveis».
Para que não nos esqueçamos, o comum é o álibi do extraordinário. E como nos agarrámos a esse álibi! Como ainda nos agarramos a ele! E então, de vez em quando, surge alguém que não se agarra. Alguém que dá um passo em frente quando os outros recuam. Alguém que diz o nome da coisa quando todos os outros estão ocupados a nomear outra coisa. Francesca Albanese é essa pessoa. Ela ergue-se perante o mundo — sozinha, desarmada, armada apenas com a lei, a linguagem e uma coragem rara — e diz o que os centristas não dizem, o que os ministérios dos Negócios Estrangeiros não dizem, o que os conselhos editoriais não dizem.
Ela diz: «Isto é um genocídio. E estamos a assistir a tudo.» Não me digam que isso é exagero. Não me digam que o termo é contestado. Ela não o utilizou de ânimo leve. Utilizou-o da mesma forma que um médico chega cientificamente a um diagnóstico — não para ferir, mas para alertar. Não para inflamar, mas para nomear. E por isso, vieram atrás dela. Oh, como vieram atrás dela. Calúnias. Investigações. Editoriais maliciosos. Contas bancárias congeladas. Desapropriação do único apartamento que alguma vez possuíra. A máquina dos respeitáveis voltou-se contra ela para a esmagar. Porque os respeitáveis não suportam o que ela representa: um espelho que lhes mostra a sua cumplicidade.
Voltemos, mais uma vez, à década de 1930. De volta aos poucos que se levantaram quando os comboios começaram a circular carregados de judeus. Havia Aristides de Sousa Mendes, um cônsul português em Bordéus. Ele desafiou o seu próprio governo. Assinou milhares de vistos, à mão, durante horas, até os dedos sangrarem. Salvou mais vidas do que Schindler. E morreu sem um tostão, desonrado, apagado. Havia um oficial alemão em Varsóvia chamado Wilm Hosenfeld. Ele escondeu um pianista judeu nos escombros. Não salvou milhares. Salvou um. Mas esse único — Władysław Szpilman — guardou a memória. E a memória é «o único refúgio do qual não podemos ser expulsos». Havia Raoul Wallenberg. Havia os aldeões de Le Chambon. Havia os anónimos, os silenciosos, os poucos furiosos que diziam: «Não enquanto eu estiver aqui.»
Francesca Albanese é a sua herdeira. Não porque ande armada. Não porque esconda refugiados na sua cave. Mas porque faz algo igualmente perigoso num mundo que aperfeiçoou a arte de não ver. Ela vê. E fala. Não fala como uma diplomata. Ainda bem que não! Os diplomatas deram-nos a linguagem do «há argumentos de ambos os lados», da «moderação» e da «proporcionalidade». A linguagem diplomática é o túmulo perfumado da clareza moral. Não, ela fala como jurista. Como ser humano. Como uma mulher que olhou para o abismo e se recusou a chamá-lo de «paisagem geopolítica complexa».
Edna O’Brien descreveu uma vez uma personagem que «tinha a imprudência daqueles que já perderam tudo o que valia a pena perder». Francesca Albanese não perdeu tudo. Ela tem a sua dignidade, o seu cargo, a sua voz, a sua família. Mas calculou o custo de dizer a verdade ao poder. E decidiu que esse custo é infinitamente menor do que o custo do silêncio.
Qual é esse custo? Vamos nomeá-lo. Ela foi chamada de antissemita — ela, que se baseia no direito internacional forjado nas cinzas de Auschwitz e nas chamas de Nuremberga. Ela foi chamada de teórica da conspiração — ela, que cita todas as fontes, todas as notas de rodapé, todas as resoluções da ONU. Ela foi chamada de ingénua — ela, que compreende melhor do que a maioria a maquinaria da realpolitik.
Estas acusações não são argumentos. São a saliva dos que se sentem ameaçados. Porque Francesca Albanese ameaça algo muito precioso para os poderosos: o direito de cometer atrocidades sem ser identificado.
Amigos, os anos 30 não chegaram com botas militares e pogroms logo no primeiro dia. Chegaram aos poucos. Com restrições «razoáveis». Com medidas «proporcionais». Com o silêncio dos respeitáveis. Dizemos a nós próprios que teríamos sido diferentes. Que teríamos sido Sousa Mendes. Que teríamos sido Wallenberg. Mas a maioria de nós, receio, teria sido os vizinhos que mais tarde disseram: «Eu não sabia.»
Francesca Albanese sabe. E recusa-se a fingir o contrário. Por isso, louvemo-la. Não com estátuas ou prémios que ela não procura. Mas com algo mais difícil: com a nossa própria recusa em desviar o olhar. Com as nossas próprias vozes, erguidas em lugares que são seguros para nós, mas perigosos para ela. Com os nossos próprios corpos, se for preciso. Uma mulher corajosa, que ficou ferida durante uma manifestação à porta de uma base militar nuclear dos EUA em 1982, a infame Greenham Common, disse-me que «o coração é um caçador daquilo que não pode ter». Mas eu digo que o coração é um caçador daquilo que não vai perder. E o que não vamos perder é a memória daqueles que se levantaram quando levantar-se custava tudo. Francesca Albanese está a levantar-se agora. No nosso tempo. Em nosso nome. Sob o nosso céu indiferente. Vamos ficar ao lado dela. Não amanhã. Não quando for seguro. Agora.
An Israeli firm blacklisted by the UN for its West Bank activities has raked in over $1bn from North Sea oil and gas in just six years – and could be set to earn even more if the Rosebank field is approved.
Analysis by The Ferret shows Aberdeen oil company Ithaca Energy has paid over $1bn in dividends to its largest shareholder, Delek Group, since 2020.
Delek, an Israeli energy conglomerate, has been named on a United Nations database of firms whose activities in the occupied West Bank raise “particular human rights concerns”.
Ithaca owns a stake in the Rosebank oil field off the coast of Shetland, which the UK energy minister Ed Miliband is under pressure to green light. It also now owns 100 per cent of the Cambo field, which was at the centre of controversy in 2021.
Lawyers for the campaign group Uplift have claimed that Ithaca’s connection to Delek means approving Rosebank could risk the UK breaching the Geneva convention, and alleged that the Israeli company’s activities could be seen as “ancillary” to war crimes.
Environmental campaigners told The Ferret that “not one penny of profit should flow from the North Sea towards Delek” and that choosing to approve Rosebank would be “morally reprehensible” because it could “bolster" its activities in the West Bank.
Both Ithaca and Delek were approached for comment.
Delek has been Ithaca’s largest shareholder since 2017, but its pay-outs from the firm have accelerated in recent years as Ithaca expanded its presence in UK fossil fuels. Ithaca says it now holds stakes in six of the UK’s ten largest oil and gas fields.
Our analysis shows Ithaca paid $569m in dividends to Delek across 2024 and 2025, with a further $101m distributed on 16 April this year. That takes total payments since 2020 to more than $1bn.
Delek has previously described Ithaca’s operations in the North Sea as part of the “growth engine” for its wider business.
As The Ferret first reported when Ithaca bought Cambo back in 2022, Delek was included in a 2020 list of companies whose activities in the occupied West Bank “raised particular human rights concerns” after a UN fact finding mission. It remained on updated versions of the list published in 2023 and 2025.
Delek was included because it was deemed to be providing services and utilities to support the maintenance of the settlements and was using natural resources in the West bank for “business purposes”. Israeli settlements in the West Bank are widely regarded as illegal under international law.
We also previously found that another firm in which Delek holds a significant stake – Delek Israel – has held contracts to provide refueling services to the Israel Defense Forces (IDF).
Rosebank is at the centre of a political row over whether the UK should continue to expand oil and gas production in the North Sea.
It is the UK’s largest untapped oil field and is estimated to contain 300 million barrels of oil. Backers of the project argue it could create thousands of jobs and support the country’s energy security in an increasingly unstable world.
Opponents claim it is incompatible with the UK’s climate targets and would do little to lower bills because most of the oil extracted from it would be exported.
The field was initially approved by the Conservative government in 2023, but Scotland’s court of session later found that decision unlawful, deeming that its full environmental impact had not been considered.
A revised application has since been submitted and the final decision will rest with Ed Miliband, who has faced pressure from politicians and industry to approve the project.
Analysis by WWF Norway previously estimated a further $300m (£222m) could flow to Delek if Rosebank goes ahead. Ithaca is expected to make a final decision on whether to try and develop the Cambo field either this year or in 2027.
“If the UK Government chooses to green light Rosebank, it would be a morally reprehensible decision that turns a blind eye to the fact that the project could bolster Delek’s activities in the Occupied Palestinian Territories,” Lauren MacDonald from the campaign group Stop Rosebank told The Ferret.
She continued: "There are many reasons why this toxic field should be stopped - but this is simply indefensible.
“The UK Government is well aware of these risks, and has even been warned that it could breach its own obligations under international law if it allows the field to go ahead.
"If the UK and Scottish governments are serious about creating a better world, they will pull the plug on Rosebank for good and ensure no further profits flow from our North Sea to Delek.”
Ithaca has not publicly commented on Delek’s links to the West Bank but has pointed out that it is a London stock exchange listed company and claims to be “governed by the highest standards of corporate governance”.
“Ithaca is one of the biggest investors in the North Sea and Scotland, is a responsible employer and is a major contributor to both the UK Treasury through tax payments and the UK’s energy security,” it told us in response to a story last August.
The UK Government also failed to respond to a request for comment. It previously said in regard to Rosebank that it cannot comment on individual projects.
Em 1915, por entre derrotas militares e colapso político, o Império Otomano entrou na Primeira Guerra Mundial em profunda crise. Tendo já perdido a maior parte dos seus territórios europeus, o império enfrentava uma crescente instabilidade. A ideologia nacionalista ganhou influência entre a elite governante, intensificando as divisões internas e a suspeita em relação às populações minoritárias.
A comunidade arménia, estabelecida na Anatólia Oriental há milénios, passou a ser cada vez mais retratada como inimiga interna. Entre abril de 1915 e julho de 1916, mais de um milhão de arménios foram deportados, massacrados ou morreram durante marchas forçadas pelo deserto da Síria. Estes acontecimentos são amplamente reconhecidos por muitos historiadores como o primeiro genocídio do século XX — um século marcado por repetidos episódios de violência em massa.
Durante décadas, na Turquia moderna, o debate público sobre os acontecimentos de 1915 foi fortemente restringido, e o termo “genocídio” permaneceu altamente controverso e politicamente sensível. Contudo, nos últimos anos, vozes da sociedade turca começaram a confrontar essa história dolorosa.
Este documentário reúne duas pessoas cujas histórias familiares se encontram em lados opostos da tragédia: Hasan Cemal, jornalista turco e neto de uma das figuras proeminentes associadas aos acontecimentos, e Fethiye Çetin, advogada turco-arménia e neta de uma sobrevivente. Através de testemunhos pessoais e reflexões históricas, exploram a memória, a responsabilidade e a necessidade urgente de verdade e diálogo.
Ao examinar tanto o registo histórico como os debates contemporâneos, o filme lança luz sobre um dos capítulos mais sombrios do início do século XX — e sobre a luta contínua em torno da forma como é recordado.
Durante o programa, Corgan e Draiman conversaram sobre o conflito Israel-Palestina e, em determinado momento, Draiman, que é judeu e já demostrou seu apoio a Israel diversas vezes, disse que daria um soco em Waters, que é pró-Palestina, caso eles se encontrassem.
Após Corgan ter sugerido que o fato de Waters ter perdido o seu pai na Segunda Guerra Mundial foi “o momento decisivo” em sua vida, e que o “trauma” resultante disso o teria tornado “hipersensível” ao conflito na Palestina, David respondeu:
“Concordo… [mas] veja bem, Billy: eu cresci ouvindo Pink Floyd. Eu amava Pink Floyd. Foi uma traição enorme, não só para mim, mas para todos os judeus, quando ele seguiu o caminho que seguiu. E não foi só há dois anos; ele vem fazendo isso há muito tempo. Roger tem uma queda por ditadores — as piores pessoas do planeta, Roger simplesmente se aproxima deles. Ele não tem problema nenhum com isso.”
Em seguida, Corgan perguntou se ele “se sentaria para conversar” com Waters, ao que Draiman respondeu:
“Eu teria que dar um soco nele primeiro, mas sim.”
Depois de David Draiman, dos Disturbed, participar no podcast de Billy Corgan, Roger Waters enviou uma mensagem ao líder dos Smashing Pumpkins: “Ouvi dizer que escreve mensagens em bombas antes de as IDF as deixarem cair sobre civis em Gaza”
Roger Waters endereçou uma carta aberta a Billy Corgan depois de o líder dos Smashing Pumpkins receber David Draiman, dos Disturbed, no seu podcast, “The Magnificent Others”. “Nunca tinha ouvido falar dele, mas parece que ele ouviu falar de mim e que tem um problema comigo pelo facto de eu defender os direitos humanos, particularmente os dos meus irmãos e irmãs em Gaza”.
“Tu, sendo o tipo adorável que és, deste a este pedaço de bosta a oportunidade de clarificar a sua posição”, continua o músico britânico no post de Instagram, “ele é um porco racista psicótico e Nazi. Ouvi dizer que escreve mensagens em bombas antes de as IDF [exército israelita] as deixarem cair sobre civis em Gaza. Está tudo dito”.
A mensagem, na qual o ex-Pink Floyd identifica Corgan, mas também Draiman e os próprios Disturbed, termina da seguinte forma: “Continuarei a trabalhar com todos os meus irmãos e irmãs de todo o mundo num movimento que exige direitos humanos iguais para todos os seres humanos, independentemente da sua religião, etnia ou nacionalidade”.
“Se tu, meu amigo, te perguntas se quero conversar com este cretino detestável… não, obrigado, Billy. A vida é demasiado curta e ele pode continuar a habitar o seu pequeno cantinho no inferno sem o benefício do meu amor e verdade”. No final, deixa um PS, “Disturbed? [perturbado, em português]. Sim! Só um pouquinho!”.
No passado, Draiman chamou a Waters "um homem muito doente" e, durante o concerto dos Disturbed em Tel Aviv, Israel, em 2023, exclamou a partir do palco: "Que se fodam o Roger Waters e todos os seus nazis idiotas do BDS [Boicote, Desinvestimento e Sanções] — todos eles!".
Entretanto, Waters lançou uma audição aberta para encontrar um vocalista para liderar a banda do seu filho, Harry Waters, numa digressão de tributo aos Pink Floyd em 2027.
"You cannot commit genocide in Gaza, invade Lebanon, bomb Iran, Syria, Yemen, and Iraq, violate Geneva and Vienna Conventions, international law, human rights, and state sovereignty, then hide behind anti-Semitism and the Holocaust." - Mohamad Safa
Só em Gaza os israelitas sionistas "apagaram" mais de 80.000 palestinianos.
1. Números Oficiais de Fatalidades
Até ao momento, os dados do Ministério da Saúde de Gaza (que são considerados fiáveis por organizações internacionais como a ONU e a OMS) reportam cerca de 41.000 a 43.000 mortes confirmadas. Este número inclui pessoas cujos corpos foram processados em hospitais ou necrotérios.
Aproximadamente 70% das vítimas identificadas são mulheres e crianças.
2. De onde vem o número de 80.000?
Embora o número oficial de mortes confirmadas seja cerca de metade disso, o valor de 80.000 (ou até mais) aparece frequentemente em discussões devido a dois fatores principais:
Pessoas Desaparecidas: estima-se que existam pelo menos 10.000 a 20.000 pessoas desaparecidas sob os escombros. Como não há equipamento pesado suficiente para remover os destroços, estas pessoas são presumidas mortas, mas não constam na contagem oficial inicial.
Feridos Graves: o número de feridos ultrapassa os 95.000 a 100.000. Em contextos de guerra, a linha entre "ferido" e "vítima mortal" é ténue devido à falta de hospitais funcionais; muitos feridos acabam por falecer posteriormente por falta de cuidados médicos.
3. A Projeção da revista "The Lancet"
É possível que a confusão com números maiores venha de um estudo publicado na prestigiada revista científica The Lancet em julho de 2024.
Os investigadores alertaram que o número total de mortes (diretas e indiretas) poderia ser drasticamente superior aos dados oficiais. Eles estimaram que, se incluirmos as mortes indiretas (causadas por fome, sede, falta de saneamento e colapso do sistema de saúde), o balanço final poderia chegar a 186.000 mortes ou mais a longo prazo.
N.B. Para que uma iniciativa de cidadania europeia seja válida, deve obter pelo menos um milhão de assinaturas válidas e atingir os limiares mínimos em, pelo menos, sete países.
Aqui está ela com uma corda de forca na mão direita e uma seringa na esquerda. Ao lado, o seu marido segura uma arma com a etiqueta "ocupação", um avião com a etiqueta "expulsão" e uma casa com a etiqueta "colonização". Esta gente integra o poder e o governo de Israel.
Há um certo tipo de poder que já não precisa de argumentos, apenas de memória curta alheia. Esse poder observa o mundo, escolhe cuidadosamente as palavras “ordem”, “segurança” e “valores”, e depois trata de garantir que nenhuma dessas palavras interfira com aquilo que realmente importa. A ausência de consequências.
O episódio recente envolvendo o Tribunal Penal Internacional tem a elegância de um acto assumido. O tribunal faz o que supostamente foi criado para fazer, investiga alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade no contexto da devastação de Gaza, aponta responsabilidades concretas, incluindo o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o então ministro da Defesa Yoav Gallant, e de repente descobre-se que o verdadeiro problema não são os factos, mas a ousadia de os nomear.
A partir daí, a coreografia é previsível. Entra em cena o aliado indispensável, os Estados Unidos, com nomes próprios e assinatura oficial. Donald Trump, através de uma ordem executiva, e o Congresso norte-americano, com legislação feita à medida, assumem o papel de escudo político. Não há necessidade de desmontar acusações, nem de discutir o conteúdo jurídico dos mandados. Isso implicaria aceitar que o debate se faz no terreno do direito. E o terreno, aqui, é outro.
O método escolhido é particularmente revelador. Não se prende ninguém, não se abre processo contra os juízes, não se convoca sequer um simulacro de contraditório. Simplesmente torna-se a vida dos magistrados impraticável. Juízes como Nicolas Guillou, e outros como Karim Khan, Tomoko Akane ou Rosario Aitala, passam a existir numa espécie de exílio funcional, onde cada operação bancária, cada serviço digital, cada gesto banal depende de um sistema que decidiu tratá-los como ameaça.
É uma pedagogia eficaz. Não se diz “não investiguem”, mas garante-se que todos percebem o custo de o fazer. É uma linguagem que dispensa tradução. E, como todas as linguagens de poder bem afinadas, funciona melhor quando não precisa de ser explicitada.
Entretanto, do outro lado, mantém-se a narrativa. Benjamin Netanyahu continua a falar de segurança nacional, de defesa existencial, de necessidade estratégica. A linguagem é cuidadosamente construída para sobreviver à realidade. Yoav Gallant, na mesma linha, enquadrou operações militares como inevitabilidades técnicas. No meio dessa retórica limpa, desapareceram nos escombros, as dezenas de milhar de vítimas civis, e a devastação prolongada de um território inteiro.
O incómodo do Tribunal Penal Internacional não está em ser perfeito. Está em existir com a pretensão de aplicar critérios universais. Essa pretensão é tolerável enquanto se dirige a alvos previsíveis, de preferência frágeis ou isolados. Torna-se insuportável quando se aproxima de quem tem capacidade para responder.
E é aqui que a ironia aberrante atinge o seu ponto mais alto. Os mesmos actores que invocam constantemente a necessidade de responsabilização global e ousam gritos contra o terrorismo e crimes internacionais são os primeiros a reagir quando essa responsabilização deixa de ser teórica. De repente, a justiça internacional transforma-se numa ameaça à estabilidade. Julgar passa a ser visto como um acto de hostilidade.
O mais curioso é que nada disto exige grande disfarce. A lógica é sobreviver sem grandes esforços retóricos. Há um conjunto de regras que se aplicam a todos. E há um conjunto de excepções que se aplicam a quem pode garantir que essas regras não lhe tocam. A diferença entre uma coisa e outra não está nos tratados nem nos princípios. Está na capacidade de impor custos a quem ousa ignorar essa distinção.
Os juízes do Tribunal Penal Internacional, ao aceitarem lidar com casos que envolvem Israel e, por extensão directa, a protecção política dos Estados Unidos, entraram numa zona onde o direito deixa de ser suficiente. Não porque o direito falhe tecnicamente, mas porque deixou de ser o factor decisivo.
O resultado é um sistema interessante. Crimes de guerra continuam a ser condenados em abstracto, genocídios continuam a ser definidos com rigor, relatórios continuam a ser escritos com detalhe. Tudo permanece no lugar certo, como num museu bem organizado. A única alteração relevante é que certas peças estão protegidas por vidro blindado e não podem ser tocadas.
Enquanto isso, Nicolas Guillou, um dos 11 juízes do Tribunal Penal Internacional, afirmou que a sua vida se tornou um pesadelo desde que os EUA impuseram sanções aos juízes do TPI em 2025. Guillou, que faz parte do grupo de juízes que emitiu mandados de detenção contra o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o Ministro da Defesa, Yoav Gallant, pela guerra genocida israelita em Gaza e crimes contra a humanidade, disse ser forçado a viver como se estivesse no passado de "há 30 anos", porque a maioria dos serviços digitais depende de fornecedores norte-americanos. Por exemplo, referiu que não pode utilizar um cartão de crédito, encomendar produtos na Amazon, fazer reservas em plataformas como a Expedia ou o Airbnb, nem receber encomendas através da UPS.
Nicolas Guillou, reduzido a uma existência condicionada por sanções, é apenas um dos rostos visíveis desta engrenagem. Não é o alvo principal. É o aviso. Um lembrete de que há linhas que não devem ser cruzadas, não porque sejam ilegais, mas porque são inconvenientes para quem tem poder suficiente para redefinir o que significa inconveniente.
No meio disto tudo, fica um equilíbrio peculiar. A justiça existe, mas com perímetro. Os crimes existem, mas com hierarquia. E os responsáveis dividem-se com uma clareza desconcertante entre os que enfrentam tribunais e os que contam com a protecção activa de Washington.
É um sistema estável, desde que ninguém leve demasiado a sério a ideia de que a lei é igual para todos.
Porque existe uma clara tentativa de excepção para os criminosos genocidas sionistas e os seus comparsas imperialistas psicopatas.
Esta guerra desencadeada contra o Irão não é um desvio táctico nem uma reacção nervosa a uma ameaça iminente, é a manifestação crua de um projecto de poder que perdeu qualquer pudor moral e que actua com a convicção de que a força substitui o direito. O governo de Israel não age como um actor sitiado que responde no limite da sobrevivência, age como uma potência militar convencida de que pode redesenhar o mapa humano da região à custa de quem estiver no seu caminho. O governo dos Estados Unidos, por sua vez, não é um aliado constrangido, é o garante estrutural dessa audácia, o fiador armado de uma política que já mostrou, na Palestina, até onde está disposto a ir.
Em Gaza não houve uma tragédia inevitável, houve um método. Não houve apenas o confronto com o Hamas, houve uma devastação sistemática de um território densamente povoado onde se sabia, com precisão estatística, que morreriam milhares de mulheres e crianças que nada tinham a ver com decisões militares. Quando hospitais são bombardeados, quando bairros inteiros são apagados do mapa, quando a fome e a ausência de cuidados médicos se tornam instrumentos de pressão, não se está perante um erro operacional, está-se perante uma escolha, e essa escolha foi repetida até se tornar uma rotina.
Genocídio é a palavra exacta. Não como um grito emocional, mas como uma descrição política de um processo que destrói deliberadamente as condições de existência de um povo enquanto tal. A morte massiva de civis deixou de ser uma consequência indesejada para se tornar uma variável integrada no cálculo estratégico.
A indignação internacional é gerida como um ruído de fundo, tolerável enquanto não comprometer as alianças nem os contratos militares.
A ofensiva contra o Irão amplia esta lógica.
A ameaça futura é convertida numa licença para a destruição presente. Invoca-se o perigo nuclear para justificar ataques, que se sabe de antemão, não ficarão confinados a instalações militares.
A mensagem é clara e brutal. Quem desafia a arquitectura de poder imposta por Israel e garantida pelos Estados Unidos torna-se um alvo legítimo, e as populações civis tornam-se simplesmente danos previsíveis.
Os Estados Unidos desempenham aqui o papel de motor geopolítico. Financiam, armam, vetam resoluções, moldam narrativas e apresentam como defesa da ordem internacional aquilo que é, na prática, a sua corrosão selectiva. A sua superioridade militar e diplomática funciona como um escudo de impunidade. Israel executa no terreno com a confiança de quem sabe que não será travado por sanções sérias nem por um isolamento efectivo.
Esta convergência transforma ambos numa força motriz de instabilidade que ameaça não apenas uma região, mas o próprio princípio de que a vida civil deve estar protegida em qualquer conflito. Quando dois Estados com tal poder normalizam a destruição de populações inteiras em nome da segurança, enviam ao mundo um sinal devastador: a lei é opcional para quem tem força suficiente para a ignorar.
Não se trata de uma retórica exaltada, trata-se de constatar que esta aliança tem agido como um catalisador de guerras sucessivas, ampliando conflitos e reduzindo o espaço para soluções políticas. Ao escolher reiteradamente a via militar, ao aceitar como custo assumido a morte de inocentes, ao expandir o teatro de operações para além da Palestina até ao Irão, assumem-se como agentes centrais de uma lógica que corrói a própria ideia de uma humanidade partilhada.
A História acabará por registar esta fase não como uma defesa heróica de valores, mas como um período em que duas potências decidiram que a sua segurança e a sua indisfarçável ganância justificava tudo.
E quando tudo é justificável, nada fica de pé.
Nem cidades, nem direitos, nem a confiança mínima que sustenta a coexistência entre povos.
O Spotify é a plataforma de streaming que menos paga aos artistas, com pagamentos que não excedem 0,003 cêntimos por reprodução . Além disso, como consequência da sua nova política, só remunera os artistas com pelo menos 1000 streams por faixa.
Em 2005, 88% da música do Spotify ficou sem monetização. O Spotify também investe e colabora com grandes editoras discográficas para criar música feita com inteligência artificial, que há muito tempo inunda de forma oculta as playlists de descoberta semanal e acumula milhões de streams. Reproduções que geram lucros enormes para a empresa, que não beneficiam os artistas e que desumanizam e banalizam a música de uma forma inaceitável.
Além disso, nos Estados Unidos o Spotify emitiu , ao longo do outono de 2025 , anúncios para uma campanha de recrutamento da ICE ( agência de controlo de imigração ) que nos últimos meses, agindo sob ordens da administração Trump, tem realizado sequestros, deportações em massa de imigrantes e violência contínua contra a população dos EUA.
Daniel Ek , fundador , ex CEO e actual chairman do Spotify investiu aproximadamente 700 milhões de euros na Helsing, uma startup armamentista alemã que fabrica tecnologia militar com inteligência artificial . Esta empresa colabora com agentes relacionados com o genocídio na Palestina : desde que o fundador do Spotify começou a investir nesta empresa e se juntou ao seu conselho de administração, a Helsing assinou contratos de cooperação tecnológica com a Airbus e a Rheinmetall, empresas que fabricam armas directamente utilizadas pelas forças de ocupação de Israel.
Que mais é preciso acontecer para abandonarmos esta plataforma ???
Dito isto e para acabar com uma nota de esperança e otimismo , deixo-vos a minha recomendação de uma plataforma de música que é justa e ética - Qobuz. É a que eu uso e estou muito satisfeito!
A lista da OFAC — usada pela administração Trump para perseguir Francesca e em clara violação da imunidade diplomática concedida aos funcionários da ONU — proíbe qualquer instituição financeira de ter alguém da lista como cliente. Um banco que permita que alguém da lista da OFAC realize transações financeiras é proibido de operar em dólares, enfrenta multas multimilionárias e é bloqueado dos sistemas de pagamento internacionais.
No seu relatório, Francesca lista 48 empresas e instituições, incluindo a Palantir Technologies, a Lockheed Martin, a Alphabet Inc., a Amazon, a International Business Machines Corporation (IBM), a Caterpillar Inc., a Microsoft Corporation e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), juntamente com bancos e empresas financeiras como a BlackRock, seguradoras, imobiliárias e instituições de caridade, que, em violação do direito internacional, estão a ganhar milhares de milhões com a ocupação e o genocídio dos palestinianos.
O relatório, que inclui uma base de dados com mais de 1.000 entidades corporativas que colaboram com Israel, exige que essas empresas e instituições rompam os laços com Israel ou sejam responsabilizadas por cumplicidade em crimes de guerra. O relatório descreve a «ocupação eterna» de Israel como «o campo de testes ideal para fabricantes de armas e grandes empresas de tecnologia — proporcionando oferta e procura ilimitadas, pouca supervisão e zero responsabilização — enquanto investidores e instituições privadas e públicas lucram livremente».
Francesca, cujos relatórios anteriores, incluindo «Genocídio em Gaza: um crime coletivo» e «Genocídio como apagamento colonial», juntamente com as suas denúncias apaixonadas do massacre em massa de Israel em Gaza, tornaram-na um alvo fácil. Ela é criticada sempre que se desvia do guião aprovado, incluindo quando manifestantes pró-Palestina invadiram a sede do jornal diário italiano La Stampa enquanto estávamos em Itália.
Francesca condenou a invasão e a destruição de propriedade — os manifestantes espalharam jornais e pintaram slogans nas paredes, como «Palestina Livre» e «Jornais cúmplices de Israel» —, mas acrescentou que isso deveria servir como um «aviso à imprensa» para que fizesse o seu trabalho. Essa qualificação expressou a sua frustração com o descrédito dos media em relação às reportagens dos jornalistas palestinianos — mais de 278 jornalistas e profissionais dos media foram mortos por Israel desde 7 de outubro, juntamente com mais de 700 membros de suas famílias — e a amplificação acrítica da propaganda israelita. Mas isso foi aproveitado pelos seus críticos, incluindo a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, para linchá-la.
O secretário de Estado Marco Rubio impôs sanções a Francesca em julho.
«Os EUA condenaram e opuseram-se repetidamente às atividades tendenciosas e maliciosas de Albanese, que há muito a tornam inadequada para o cargo de Relatora Especial», dizia o comunicado de imprensa do Departamento de Estado. «Albanese tem espalhado antissemitismo descarado, expressado apoio ao terrorismo e desprezo aberto pelos EUA, Israel e o Ocidente. Esse preconceito tem sido evidente ao longo de toda a sua carreira, incluindo a recomendação de que o TPI, sem base legítima, emitisse mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant.»
«Recentemente, ela intensificou esses esforços escrevendo cartas ameaçadoras a dezenas de entidades em todo o mundo, incluindo grandes empresas norte-americanas dos setores financeiro, tecnológico, de defesa, energético e hoteleiro, fazendo acusações extremas e infundadas e recomendando que o Tribunal Penal Internacional investigasse e processasse essas empresas e os seus executivos», continuou. «Não toleraremos essas campanhas de guerra política e económica, que ameaçam os nossos interesses nacionais e a nossa soberania.»
As Democracy Now! broadcasts from the COP30 U.N. climate summit, we speak with Kumi Naidoo, the longtime South African human rights and environmental justice activist who is president of the Fossil Fuel Non-Proliferation Treaty Initiative. He discusses U.S. absence from climate talks, Gaza, and wealthy countries refusing to take accountability for the climate crisis. “We’re not asking the rich nations for a charity here. We are asking them to pay their climate debt.”
AMY GOODMAN: This is Democracy Now!, democracynow.org. We’re broadcasting from the U.N. climate summit, COP30, from the Brazilian city of Belém, the gateway to the Amazon. I’m Amy Goodman.
We’re joined now by Kumi Naidoo, the longtime South African human rights and environmental justice activist, former head of Greenpeace International and Amnesty International, now president of the Fossil Fuel Non-Proliferation Treaty Initiative, a global effort to accelerate a transition to renewable energy.
It’s great to have you back with us, Kumi. It seems that at these U.N. climate summits, that’s kind of the only time we get to talk right now or see each other in person. Can you talk about the significance of this moment when it comes to the climate catastrophe in the world?
KUMI NAIDOO: So, the reality is, the science told us in Paris that we need to be below 1.5 degrees. We are already pushing there. We are seeing that there is a big disconnect between the words that political and business leaders say and what actions happen on the ground.
So, for the last week, let’s just have a quick recap what’s happened. So, one, we see that there’s absolute corporate capture here again. There was 1,600 fossil fuel lobbyists. And even though it’s a struggle to get the F-word said here — by the “F-word,” we mean fossil fuels. It took 28 years before 86% of the primary cause of climate change would be even mentioned in a COP outcome document. That’s like Alcoholics Anonymous holding 28 years of conferences before they can get a backbone to mention alcohol, which is the problem. And so, that’s one challenge.
But the big debate is right now around finance. We’re really stuck on finance. So, there’s two blocs that have emerged. So, China and the G77 are talking about a seriously funded mechanism called the Belém Action Plan. And the EU has put an alternative proposal on the table, which is about — basically, developing countries are saying this will be another talk shop with no money. So, like, if you take — the money is really a big, big issue here, because, like, you’ll remember a couple of years ago we finally got a Loss and Damage Fund set up, right? And the governments have just committed $250 million to this fund, when what is needed is $400 billion a year, right? So, there’s such a big task
AMY GOODMAN: And talk about why you think — I mean, many people in the U.S., certainly Trump himself, the president, would say: Why should they be putting money into these countries?
KUMI NAIDOO: So, basically, first and foremost, it’s in self-interest, right? That in the end, if developing nation — if the rich nations of the world don’t support poor nations to transition and survive, the end result is that there will be growing emissions from the Global South, which makes it worse, and more forest fires in California and more intense hurricanes and tornadoes in Florida and elsewhere.
But the historical issue is the facts are clear that this old process that started 30 years ago said that we should have common and differentiated responsibilities, that all nations need to work together because this challenge is so big. But it also differentiated. It said countries like the U.S. and Europe, who decimated the forests historically, that built their economies on dirty energy, and the historical emissions in the atmosphere are coming from those emissions. It’s not to say that developing countries are not rising, as well, right now, but the historical accumulated responsibility still exists. And so, basically, we’re not asking the rich nations for a charity here. We are asking them to pay their climate debt. It’s about, you know, compensation.
AMY GOODMAN: Well, I wanted to ask you about the historically number one greenhouse gas emitter, and that’s the United States. On Monday, yesterday, I caught up with the prince of the Netherlands, Jaime de Bourbon de Parme. He’s here at COP30 as the Dutch climate envoy.
AMY GOODMAN: I wanted to ask your thoughts on President Trump not sending a high-level delegation here, and what that means.
JAIME DE BOURBON DE PARME: So, it’s truly up to any government to decide who it wants to send in what conference, so I’m quite open to say, well, it’s his choice not to send someone here. I think we need all parties to be constructively thinking about the future. So I would like to see a constructive U.S. present at the COPs, as we’ve seen in the past, as well. And for the — for now, what it is is people are looking for new equilibrium to see who’s taking what role in the absence of the U.S. at this COP. So, we’re doing that. And we’re looking for new partnerships, working with new governments in different ways, because of the absence of the U.S.
AMY GOODMAN: What do you say to President Trump, who calls climate change a hoax, who says it’s a con?
JAIME DE BOURBON DE PARME: So, I would say, I always use the analogy of a doctor. If I’m sick, and I take temperature, and I’ve got facts and figures that I’m sick, I can ignore it or not. So, it’s up to him to listen to the doctor or not. But it’s wise to listen to the facts. And it’s truly — the science tells the story. I’m not telling it. It’s not my opinion. It’s just listening to the experts that tell us that climate is a fact.
AMY GOODMAN: Finally, can you just tell us what you announced today?
JAIME DE BOURBON DE PARME: So, we’re here with the NDC Partnership, a wonderful organization that is — that is helping countries write the climate plans and how to implement them. And so, we’ve added to what we’re really doing for NDC Partnership, another 10 million euros to work on water-food nexus to really focus on water management on these countries, because climate eventually affects water.
AMY GOODMAN: Thank you very much.
JAIME DE BOURBON DE PARME: Thank you, as well.
AMY GOODMAN: So, that was the prince of the Netherlands, Jaime de Bourbon de Parme, who is at COP30 as the Dutch climate envoy, speaking along with other climate ministers. I asked him about the Trump administration not sending a high-level delegation. Does that make it easier to get work done around limiting fossil fuels, or is there a huge problem with that? What do you think? And also President Trump saying that climate change is a hoax.
KUMI NAIDOO: I think the position that the U.S. administration is currently taking is not in the interests of the United States and its people, it’s not in the interests of the world, and it’s not in the interests of global cooperation. However, having said that, let’s be blunt about it: U.S. participation at these COPs have often been negative. They have held back progress. They have brought down ambition levels and so on.
So, the good news, though, is that it’s not that U.S. people are not here and are not represented. There are lots of governors that are here. There are lots of cities’ mayors that are here. There’s civil society here. So, you know, Gavin Newsom, for example, had a very prominent role here in the first couple of days.
And we would urge the U.S. people to convince the current Republican-led administration to recognize that we need them at the table. But if they’re not here, we’re going to move ahead, as we’re doing with the fossil fuel treaty. So, Colombia has called for a standalone diplomatic conference in April next year, after Easter. We will move to negotiate this treaty outside of the U.N. system, as the landmine treaty was done, and then we’ll bring it into the U.N. system for ratification. So, Global South countries are going to move ahead without the dominant polluters. And people should not assume that the old world order, where what the U.S. and a few rich countries do can hold everybody back — ideally, we want the U.S. at the table, but they cannot hold us hostage forever. We’re going to try and move ahead without them.
AMY GOODMAN: Kumi Naidoo, speaking here at COP30 last week, you said, “Today, the leaders of the fossil fuel industry occupy the same moral equivalent position that in a different era controlled the so-called slave industry.” Explain what you mean.
KUMI NAIDOO: Well, the leaders who were trading in human lives in slavery had the same political access to power as the fossil fuel industry has. They had the same ability to control the narrative by what they could spend in the media of that time, as we have the same domination by the fossil fuel industry to confuse people about the urgency of the situation. And basically, ethically, trading in human lives then and now was never morally acceptable. Banking on a energy system that is killing people, that threatens not the planet — let’s be clear: The planet will survive. This is threatening humanity’s capability to survive on this planet. And people must be clear that this is being done for profit and greed and that they are being called out now.
And thankfully, at this COP, the one progress — and, Amy, I think I met you at the Copenhagen COP for the first time in 2009. At that time, you’ll remember, you could hardly hear the word “fossil fuels.” Yeah, certainly on the streets, it’s all about “The root cause is fossil fuels. We need to turn the tap and stop the flow of fossil fuels.” So, no longer can they escape what the root cause is. And I think that we will come out here, because President Lula, in the first day, said we need a fossil fuel phaseout plan coming out of this. The appetite is not there. We’re still pushing. But whether we get it here or not, we certainly will push in April to do so in Colombia.
AMY GOODMAN: Kumi, before we go, I want to ask you about two other issues. I mean, you are from South Africa. That’s the country that brought the genocide case against Israel at the International Court of Justice. You have always lived at the intersection of human rights, also climate, and you were former head of Amnesty and Greenpeace. If you can comment on what’s happening now? I mean, yesterday, the U.N. Security Council approved a U.S.-backed plan for a so-called international stabilization force in Gaza. We still have the human rights situation where far less than half Israel’s letting of humanitarian aid come into Gaza, and people are still being killed and attacked, either in Gaza or the occupied West Bank.
KUMI NAIDOO: My experience of South Africa teaches me that when those in power in context of conflicts speak about stabilization, what they are talking about often is stabilizing injustice, stabilizing the status quo. And here, what we are concerned — obviously, we want the peace to return as best as it was, recognizing that the Palestinian people have not lived with peace for decades and decades. But having said that, of course we support a ceasefire and so on. But what we are concerned about is that the way this resolution potentially can be implemented, it will stabilize the occupation, stabilize militarization, stabilize the undermining of international law, which Israel, more than any nation in the world, has consistently done.
So, the world — the eyes of the world are watching this. We don’t think that people should read this resolution as fundamentally a good thing, because the devil is going to be in the detail about how it is implemented. And right now, since the so-called ceasefire, we don’t take comfort about the fact that lives are being lost, both in Gaza and also on the West Bank, as we talk.
AMY GOODMAN: And as we talk about hunger, I want to move to Sudan. In this last minute we have, if you can talk about the humanitarian catastrophe in Sudan, in your continent of Africa?
KUMI NAIDOO: So, I think it’s important to recognize that 12 million people, firstly, have been displaced. Twelve million. Most countries in the world don’t have 12 million population. Secondly, what has recently happened in Darfur? The numbers are not clear, but people are talking about bodies everywhere, absolute mass murder
AMY GOODMAN: They’re talking about the RSF ravaging El Fasher.
KUMI NAIDOO: Ravaging through, yeah. We’re talking about — people are talking about tens of thousands of people. I don’t want to comment to the figure, because there’s a news blackout. But there is every reason to believe that that’s happening.
And let me just say, the global media has been pathetically complicit in their silence by just ignoring this. And that’s why many people in Africa are now saying this is not just a problem with mainstream media. This is also a problem with “whitestream” media, in the sense that Black lives don’t really seem to happen. If this was happening in North America or Europe, I mean, the whole world would be seeing saturation coverage.
We need RSF and the previous army to comply to a negotiation process to stop this immediately. And the U.N. and the international community must raise the visibility and the energy in addressing this, because history will judge this as bad as we judged Rwanda at the end of the day.
AMY GOODMAN: I want to thank you, Kumi Naidoo, for being with us, South African human rights/environmental justice activist, president of the Fossil Fuel Non-Proliferation Treaty Initiative, former head of Greenpeace International and Amnesty International.
Happy birthday to Iván Hincapié! Thank you to Charina Nadura, Denis Moynihan, Nermeen Shaikh, María Tarcena and Sam Alcoff, who are here on the ground with us in Belém, Brazil, at the U.N. COP30. I’m Amy Goodman.
Fonte: youtube Red Creators Network - Canções contra o Genocídio. Utilizaram figuras de ilustres e composições escritas (por quem...?). A sala é fictícia.
No início do século XX, existia ainda uma comunidade Judaica na Palestina, na sua maioria ortodoxa, que coexistia pacificamente com a população árabe . As revoltas árabes só surgiram quando ficou clara a intenção das autoridades judaicas de praticar uma política de apartheid e expulsão progressiva dos árabes dos territórios em que viviam. Estes factos estão bem documentados no livro branco da ONU intitulado "The origins and evolution of the Palestine problem"
Israel considerou hoje “vergonhoso” o relatório da Associação Internacional de Académicos do Genocídio acusando-o de “um genocídio” em Gaza, enquanto para o movimento islamita palestiniano Hamas uma “mancha de vergonha” é a inação da comunidade internacional.
“[O documento] assenta inteiramente na campanha de mentiras do Hamas e no branqueamento dessas mentiras por parte de terceiros”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) israelita na sua conta da rede social X.
Reagiu assim à declaração da Associação Internacional de Académicos do Genocídio (IAGS, na sigla em inglês), a maior associação de especialistas nesse crime contra a humanidade, que classificou as ações de Israel na Faixa de Gaza como “um genocídio” e instou o Governo israelita a cessar os ataques contra civis e a “deslocação forçada” da população.
“As políticas e ações de Israel em Gaza correspondem à definição legal de genocídio prevista no artigo II da Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio de 1948”, sustentou a associação num comunicado, recordando que o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) considerou plausível que Israel estivesse a cometer genocídio e instou o Estado a cumprir as ordens do tribunal.
O MNE israelita disse que o relatório dos especialistas é “vergonhoso” e que a IAGS não “verificou a informação”, a tarefa “mais elementar” numa investigação, conseguindo “até distorcer” o que foi dito pelo TIJ.
Mas, “acima de tudo”, acrescentou o MNE israelita na rede social X, a IAGS “criou um precedente histórico”: “Pela primeira vez, os ‘especialistas em genocídio’ acusam a própria vítima de genocídio”.
Isto apesar da “tentativa de genocídio do Hamas contra o povo judeu, assassinando 1.200 pessoas, violando mulheres, queimando vivas famílias e declarando o seu objetivo de matar todos os judeus”, acrescentou o MNE de Israel na mensagem.
O Exército israelita matou mais de 63 mil palestinianos desde o ataque do grupo islâmico Hamas a Israel, a 07 de outubro de 2023.
Por seu lado, o Hamas afirmou que o relatório da IAGS que classifica a guerra israelita na Faixa de Gaza como um genocídio representa uma nova prova legal sobre a situação no enclave, constituindo uma “mancha de vergonha” para a comunidade internacional.
A definição de genocídio estabelecida no artigo II da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio indica que “é cometido um genocídio quando um grupo nacional, étnico, racial ou religioso é sujeito a massacre, alvo de lesões graves à sua integridade física ou mental, intencionalmente submetido a condições destinadas a causar a sua destruição física ou transferência à força de crianças desse grupo para outro” – tudo isto feito com o intuito de exterminar, total ou parcialmente, essa comunidade.
Para o Hamas, a resolução do IAGS “constitui uma nova documentação legal que se soma aos relatórios e testemunhos internacionais que documentaram o genocídio” de que os palestinianos estão a “ser vítimas à vista de todo o mundo”.
O grupo palestiniano defendeu que “a inação” da comunidade internacional “é uma mancha de vergonha, uma falha injustificável na proteção da humanidade e uma ameaça direta à paz e à segurança internacionais”.
“Exigimos que a comunidade internacional, as Nações Unidas e todas as partes relevantes tomem medidas urgentes para pôr fim aos crimes de genocídio, deslocação e limpeza étnica que o Exército de ocupação está a cometer implacavelmente contra o nosso oprimido povo palestiniano”, sublinhou o movimento num comunicado.
O Hamas exigiu ainda que sejam punidos “os líderes fascistas e terroristas da ocupação pelos seus crimes, garantindo-se que não escaparão impunes”.
Várias organizações de defesa dos direitos humanos importantes, incluindo duas organizações israelitas, declararam também acreditar que Israel está a cometer genocídio.
A denúncia do maior grupo de peritos em genocídio junta-se às de dezenas de associações, organizações não-governamentais (ONG) e organizações internacionais, como a ONU, que têm classificado as ações de Israel na Faixa de Gaza como genocídio ou possível genocídio.