domingo, 28 de fevereiro de 2021
Filme - "Viagem ao Princípio do Mundo" de Manoel de Oliveira, 1997
sábado, 27 de fevereiro de 2021
Ricardo Rocha: “Atormenta-me o rápido declínio de muitas espécies que consideramos ‘comuns’”
Ricardo Rocha é investigador de pós-doutoramento do CIBIO-InBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, associado à Universidade do Porto e ao Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa.
WILDER: O que espera de 2021 para a Conservação da Natureza em Portugal e no mundo?
Ricardo Rocha: Espero que se faça mais e melhor. No meu ver, o ano anterior acabou por trazer ao de cima – de forma bem dolorosa – três coisas extremamente importantes: i) que a saúde humana e a saúde dos ecossistemas e das espécies selvagens estão interligadas; ii) enfatizou a importância da ciência, tanto fundamental como aplicada, na resolução de problemas locais e globais; e, iii) mostrou-nos a importância de assentarmos as nossas decisões em dados viáveis e de revermos as nossas ações com base em informação rigorosa e actualizada. Em 2021, espero que os decisores políticos tenham a capacidade de incorporar estes ensinamentos numa estratégia concertada de conservação da natureza, que esteja assente em dados científicos sólidos, de acordo com prioridades bem delineadas e em colaboração próxima com investigadores sérios. Estou ciente que dito desta forma, parece um pouco abstrato, mas na prática o que espero para 2021 é que as políticas de conservação de natureza se assentem na filosofia de conservação com base na evidência (do inglês “Evidence-based Conservation”), na qual – com base em ciência – fazemos mais do que funciona, e menos do que não funciona. Aconselho os leitores a explorarem este site https://www.conservationevidence.com/, caso queiram conhecer mais sobre esta forma de fazer conservação.
W: No seu entender, quais devem ser as prioridades para este ano em prol da natureza em Portugal? E mais concretamente, para a presidência portuguesa da União Europeia?
Ricardo Rocha: A Organização das Nações Unidas designou 2021-2030 como a década do restauro de ecossistemas. Em Portugal temos excelentes exemplos de projectos de restauro de ecossistemas, em particular no que toca ao restauro de sistemas insulares. Veja-se, por exemplo, o trabalho pela SPEA e pelas autoridades açorianas na recuperação da floresta laurissilva da Ilha de São Miguel, lar do Priolo (Pyrrhula murina) ou, mais recentemente, o projecto LIFE Berlengas, finalistas do Prémio Europeu Natura 2000 no ano anterior, na categoria “Conservação”. Eu acho que as prioridades em Portugal devem seguir o mote da década do restauro de ecossistemas, nomeadamente “prevenir, abrandar e reverter a degradação dos ecossistemas” e, mesmo que se usem espécies bandeira – espécies apelativas e capazes de mobilizar um maior apoio para ações de conservação – a estratégia deverá passar por uma visão de ecossistema, que vise repor funções ecológicas importantes (ex. controle de pragas florestais/agrícolas por vertebrados insectívoros) e conservar processos naturais (ex. reciclagem de nutrientes).
No último ano tivemos o anúncio do Pacto Ecológico Europeu que mostra um compromisso grande da União Europeia (UE) com políticas de conservação da natureza. Com a liderança da UE Portugal tem uma oportunidade única para assumir um papel de líder na transição para um mundo mais verde, menos poluído e no qual a nossa espécie vive em maior harmonia com as demais. Espero que Portugal lidere pelo exemplo, começando por projectos e políticas nacionais em linha com o Pacto Ecológico, e ações a nível internacional que desincentivem a destruição de ecossistemas naturais e promovam actividades sustentáveis do ponto de vista ambiental e social. Relativamente ao último ponto, é fundamental que a UE use o seu poderio económico e diplomático, de forma a pressionar os seus parceiros a optarem por políticas que se alinhem com os princípios europeus de defesa ambiental e dos direitos humanos. Em 2019 fiz parte de um grupo de mais de 600 investigadores e ambientalistas que escreveu uma carta na revista Science, na qual apresentavamos um exemplo concreto do que a UE pode fazer neste sentido, na sua relação com o Brasil. Tendo em conta os números assombrosos relativos à desflorestação na Amazónia em 2019 e 2020 (nos últimos dois anos perdeu-se uma área de Amazónia 20 vezes superior à área da Ilha da Madeira), o que escrevemos nessa carta é hoje particularmente relevante.
W: Quais as espécies ameaçadas que, na sua opinião, precisam de ajuda premente em 2021?
Ricardo Rocha: Infelizmente há toda uma imensidão de espécies em perigo crítico de desaparecer do planeta e que precisam de auxílio urgente – veja-se por exemplo a situação da vaquita Phocoena sinus, um pequeno golfinho endémico do Golfo da Califórnia cujo efectivo populacional poderá ser inferior a uma dezena de indivíduos. No entanto, algo que me atormenta e que recebe menos atenção é o rápido declínio – em termos de abundância e área de distribuição – de muitas espécies que consideramos “comuns”. Por exemplo, a população de rola-brava Streptopelia turtur teve um declínio de 80% nos últimos 15 anos em Portugal. Embora não esteja em perigo crítico de desaparecer, os sinais de alarme estão a tocar e a hora de actuar é agora. O problema é ainda maior para espécies e subespécies que apenas ocorrem num determinado território e para as quais não temos dados populacionais. Veja-se, por exemplo, a situação do Pardal da terra da Madeira Petronia petronia madeirensis, uma subespécie endémica do arquipélago. Qual o seu tamanho populacional? Qual a sua área de distribuição? Está em declínio? É extremamente importante que tenhamos respostas para estas perguntas, antes que estas espécies/subespécies desapareçam debaixo da cortina de fumo de serem comuns. A situação é ainda pior para muitas espécies de plantas e invertebrados.
W: Se coubesse a si decidir, qual seria a principal medida que tomaria este ano para tentar travar a extinção das espécies?
Ricardo Rocha: Promover uma dieta com menos carne. O consumo excessivo de carne é, directa e indirectamente, uma das maiores ameaças à biodiversidade. Isto materializa-se através da destruição de habitats naturais para pasto e produção de rações que são utilizadas para alimentar animais que acabamos por consumir, ou através de um agravamento do aquecimento global através da libertação de gases produzida pelas atividades pecuárias.
W: Qual, ou quais, os projectos na área da Biodiversidade em que estará a trabalhar em 2021 que mais o entusiasmam?
Ricardo Rocha: Ao longo dos últimos anos tenho estado a trabalhar principalmente em ecossistemas tropicais. No entanto, agora estou a centrar os meus projectos um pouco mais perto de casa, na Macaronésia, com um ênfase particular na Madeira, de onde sou natural. Durante a maior parte de 2021 estarei a fazer trabalho de campo no arquipélago da Madeira, principalmente com morcegos, com vista a conhecer mais sobre a sua ecologia, potenciais contributos ao nível de serviços de ecossistema e necessidades de conservação. Em paralelo conto também trabalhar com outros grupos de vertebrados terrestres do arquipélago, nomeadamente com aves e répteis, sobre os quais sabemos muito pouco.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
The truth about nuclear power — neither clean nor green
- iodine-129, half-life 16 million years and a thyroid carcinogen;
- plutonium-239, half-life 24,400 years, a potent alpha mutagen that induces bone carcinogen, lung cancer, leukemia, foetal abnormalities and genetic diseases;
- strontium-90, half-life 29 years, which causes bone cancer and leukemia; and
- caesium-137, half-life 30 years, causing muscle sarcomas and cancers of many other organs because it is a potassium analogue and resides in many cells of the body.
Pressão mineira no Parque Natural de Montesinho
sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo.
O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original
diante da realidade, e o coração, depois, não hesite…
Começa logo porque fica no cimo de Portugal,
como os ninhos ficam no cimo das árvores
para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos.”
(Miguel Torga)
'PIB cresce, mas destrói biodiversidade': Joan Martinez-Alier propõe mudar forma como medimos nossa produção de riqueza

Colaboração na campanha sobre o Aquecimento Global - Twinkl
Dia Internacional do Urso Polar 2021: saiba mais sobre estes animais e por que eles são tão afetados pelas mudanças climáticas


10 curiosidades sobre os ursos polares
- São a única espécie de urso considerada um mamífero marinho
- Sua pele é preta e seus pelos são transparentes - eles parecem brancos porque os fios refletem a luz visível
- Eles chegam a nadar a aproximadamente 10 quilômetros por hora - é uma velocidade parecida com a do nadador Michael Phelps, três vezes mais rápido do que um humano não-atleta
- Menos de 2% das suas caças são bem-sucedidas
- Existem cerca de 26.000 ursos polares na natureza, e eles são divididos em 19 subpopulações
- Dessas 19 subpopulações, 4 estão em declínio, 5 estão estáveis e 2 estão aumentando. Ainda não há dados suficientes sobre as 8 restantes
- Ursos polares machos têm o dobro do peso das fêmeas e podem pesar 600 quilos - ou o equivalente a 8 humanos adultos
- Somado a seu peso, o fato de chegarem a ter até 3 metros de comprimento os torna os maiores carnívoros terrestres do mundo
- Eles podem sentir o cheiro de focas a até um quilômetro de distância e sob uma camada de um metro de neve compactada
- A maior ameaça à sua sobrevivência é a mudança climática, seguida pela extração de óleo e gás e por conflitos diretos com seres humanos

O que podemos fazer para diminuir nosso impacto ambiental?

João Soares
Biólogo, Mestre em Ecologia e pesquisador do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto. Formador de opinião, mantém o blog BioTerra

O que é sustentabilidade e por que ela é tão importante?Para mim respeitar os 17 objetivos do Milénio, descritos pela ONU. No entanto, sustentabilidade será sempre tudo o que possamos fazer para garantir o mesmo património da Natureza que recebemos e legá-lo às gerações vindouras.
O que podemos fazer para diminuir nosso impacto ambiental?Muita coisa. Especialmente o plástico. Substituir no nosso quotidiano tudo o que seja de plástico em materiais naturais e biodegradáveis. Outra preocupação é apoiar os produtores biológicos. Um mundo sem pesticidas nem OGM. Finalmente as nossas casas: aumentar a eficiência energética.
Liga para a Protecção da Natureza
Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) com sede em Lisboa. Atua em projetos de Conservação da Natureza e do Ambiente, Investigação, Formação, Educação e Sensibilização Ambiental. Acesse o site

O que significa cidadania ambiental e como podemos aplicá-la?Cidadania Ambiental é traduzida como o envolvimento e consciencialização dos cidadãos nas diversas questões ambientais, podendo esta ser efetuada de forma mais ativa ou passiva. As ações associadas à cidadania ambiental são todas aquelas que visam um maior conhecimento, participação e responsabilização da sociedade na proteção da natureza e do ambiente em geral, garantindo a sustentabilidade do planeta.
O que podemos fazer individualmente para diminuir nosso impacto ambiental?Cada cidadão poderá contribuir para um planeta mais sustentável, garantindo que as suas escolhas e gestos diários são feitos de forma informada e responsável. Desde que acordamos até ao final do dia, são vários os desafios que nos levam a ser mais ou menos sustentáveis, partindo pelo consumo de água e energia usado em nossas casas, ao vestuários que usamos, à alimentação que temos, à forma como nos deslocamos e o que fazemos aos nossos resíduos. Cabe a cada um estar atento e informado sobre as opções que nos são colocadas à nossa disposição e ter o poder de optar pela mais sustentável e adequada à sua realidade.
Cláudio Angelo
Coordenador de Comunicação do Observatório do Clima, coalizão de organizações da sociedade civil brasileira para discutir mudanças climáticas. Acesse o site

Qual é o papel do Brasil na luta contra as mudanças climáticas?O Brasil é o sexto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, dono da maior floresta tropical do mundo e com 25% da população vivendo no litoral. Somos ao mesmo tempo um vilão das mudanças climáticas e uma de suas grandes vítimas. Nosso papel deveria ser (e já foi no começo do século) o de líder nos países tropicais em redução de emissões por desmatamento e de líder em recuperação florestal para sequestrar carbono e no uso de energias limpas. Há espaço e vantagens econômicas para tudo isso. A gente não faz porque não quer.
O que podemos fazer, enquanto indivíduos, para diminuir nosso impacto ambiental?Sinceramente, hoje em dia a ação mais eficiente que qualquer pessoa maior de 16 anos pode adotar é votar em políticos comprometidos com o combate à mudança do clima, para todas as esferas de governo. Grande parte dos problemas que vimos nos últimos dois anos no Brasil ocorrem porque temos governo federal e vários governos estaduais negacionistas das mudanças climáticas. Este é um tema central para a vida de todos, mas que não aparece nas plataformas eleitorais de quase ninguém.
António Nogueira Leite
Presidente da Sociedade Ponto Verde, entidade privada e sem fins lucrativos que promove a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de embalagens em Portugal. Acesse o site e o blog Recicla

Que atitudes podemos tomar para evitar o aquecimento global?Nunca esquecer três ideias fundamentais: reduzir, reutilizar e reciclar. Só assim é que todos podem dar o seu contributo para o desenvolvimento de um planeta sustentável. A sustentabilidade é uma responsabilidade de todos e enfrentar o aquecimento global será um dos grandes desafios das próximas décadas. Todas as atividades humanas provocam a emissão de gases de efeito de estufa na atmosfera, que causam o aquecimento global e severas alterações no clima em todo o mundo. E os atuais padrões de produção e consumo têm piorado este fenómeno. Os governos dos vários países têm um papel fundamental na gestão deste problema, mas todas as pessoas, enquanto consumidores, podem fazer a sua parte evitando o consumo exagerado, o desperdício e a utilização excessiva de combustíveis fósseis, entre várias pequenas ações que podem fazer a diferença no dia-a-dia.
Qual é o papel da reciclagem na diminuição de nosso impacto ambiental?A reciclagem evita que as embalagens sejam encaminhadas para aterros, reduzindo-se, assim, a necessidade de criar este tipo de espaços, que produzem uma grande quantidade de gases com efeito de estufa. Por outro lado, muitas vezes, os resíduos não são colocados nos locais corretos e pode resultar em diversos problemas para o ambiente, como contaminação da água, do solo e do ar.
Um dos problemas é o consumo de energia e materiais que são usados para fazer as embalagens e os produtos e que depois são colocados no lixo comum. A reciclagem, enquanto processo responsável por transformar resíduos em novos recursos e matérias primas, permite que exista a reinserção destes materiais na cadeia de consumo, reduzindo a quantidade que é descartada no ambiente.
É por isso que a SPV, junto com as empresas e os vários setores de atividade, procuram reduzir o impacto ambiental das embalagens. E isto pode ser feito desde tornar as embalagens mais fáceis de reciclar, à integração de material reaproveitado em novas embalagens até novas soluções de embalagens que permitem melhorar o ambiente.
Dalce Ricas
Superintendente executiva da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), entidade de atuação eco política que luta contra tráfico de animais silvestres, desmatamento e incêndios. Acesse o site

Como o aquecimento global afeta não só as calotas polares, mas todo o planeta e a vida na Terra?
O aquecimento global, alicerçado e agravado a cada ano, mudou o ritmo dos processos da natureza afetando o ciclo da água, reprodução da fauna silvestre, microclimas, sobrevivência e crescimento de florestas e outros ecossistemas.
A espécie humana está num processo de suicídio pelo esgotamento dos recursos naturais e pela degradação ambiental. Provavelmente não será extinta. Os mais pobres, obviamente, continuarão morrendo por fome, doenças ou por guerras de disputa do que restar de recursos naturais. A tecnologia provavelmente ajudará os mais ricos, pelo menos por um tempo. Mas o futuro é sombrio. Digno de uma espécie capaz de descobertas maravilhosas, mas que não consegue imaginar o futuro.
O que podemos fazer para diminuir nosso impacto ambiental?
Diminuir a população do planeta, mudar hábitos e comportamentos, o que é quase impossível, pois além das amarras econômicas, geográficas, políticas e culturais a que estão sujeitas bilhões de pessoas, elas não querem mudar. Acostumaram-se à ilusão de que o desastre ambiental não as afetará ou simplesmente não acreditam ou não conseguem estabelecer relação de causa/efeito. Morrerão sem entender que fizeram parte de um suicídio coletivo. A única esperança é compromisso e ação dos poderosos. Mas eles também, em boa parte, se julgam imunes à degradação do planeta. E continuarão alheios, desperdiçando recursos naturais, até serem encurralados.
Susana Lucas
Criadora do blog SEIbySusana, que se transformou e hoje é uma plataforma online de informações envolvendo sustentabilidade, saúde, engenharia e inovação

Além disso, para marcar o Dia Internacional do Urso Polar, disponibilizamos gratuitamente alguns de nossos recursos feitos por professores - eles podem ser usados na sala de aula e em casa. Que tal ensinar educação ambiental para os pequenos?

Recurso gratuito - urso polar para colorir

Recurso gratuito - cenários de Dia Internacional do Urso Polar para colorir
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
Gil e o premiado fotógrafo Sebastião Salgado unem-se para plantar 1 milhão de árvores
Miguel Altieri: Agroecology and the reconstruction of a post Covid-19 agriculture
Paper without the microplastics
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| A paper cup coated with the new MSU material on the left holds liquid without leaking, unlike its uncoated counterpart on the right. Credit: Muhammad Rabnawaz/Sustainable Materials Group New MSU packaging technology protects paper products used in food service from oil and water without adding harmful pollutants to the environment Michigan State University’s Muhammad Rabnawaz has created a new coating for paper packaging that’s both economical and ecofriendly. MSU Assistant Professor Muhammad Rabnawaz The coating, developed by Rabnawaz’s Sustainable Materials Group, protects paper packaging from oil and water — making it useful for things like paper plates and juice boxes — using environmentally friendly ingredients. “If it enters the water, if it enters the ocean, it will decompose,” said Rabnawaz, an assistant professor in the School of Packaging, who shared the coating’s latest formulation online on Jan. 18 in the Journal of Applied Polymer Science. This is an upgrade over many existing paper products that rely on resilient polymers called thermoplastics to keep the underlying paper dry and sturdy when holding food or beverages. “Uncoated paper will leak,” Rabnawaz said, which is a shortcoming that has likely crossed the mind of anyone who has trusted a paper cup to hold their hot tea or coffee. “So the solution has been to laminate it with plastic.” The plastic, however, is too good at its job. It keeps protecting the paper, even after it’s thrown out. This has two major drawbacks. For one, the paper can’t be recycled with the plastic clinging to it. Secondly, these paper packaging products can easily end up in bodies of water, adding litter to lakes, oceans and streams. “There’s waves. There’s tides. There’s UV light from the sun,” said Rabnawaz. “It’s the perfect recipe to turn the material from the paper into microplastics.” Microplastics are tiny plastic fragments that pollute aquatic ecosystems and make their way into the water and seafood that people consume, carrying unknown health consequences. Manufacturers have explored alternatives to plastic coatings, but they usually come with other problems. One of the more popular options involves coatings that belong to the PFAS family of “forever chemicals.” PFAS is the abbreviation for perfluoroalkyl and polyfluoroalkyl substances, which pose their own health concerns. “The question we asked was can we get rid of the plastics that become microplastics without using PFAS,” Rabnawaz said. To answer this, he enlisted the help of his Spartan team: graduate students Aditya Nair and Dhwani Kansal; research assistant Ruoqi Ping; and recent Ph.D. recipient Li Zhao. The group formulated a coating based on biocompatible and biodegradable components. The coating contains an oil used in contact lenses, a water-soluble polymer called polyvinyl alcohol and a natural starch-like polymer derived from shellfish (which is different from the shellfish proteins that trigger allergic reactions). Although this composition uses polymers, none are resilient as the thermoplastics currently used in paper products, Rabnawaz said. “All plastics are polymers, but not all polymers are plastic,” he said. The new coating breaks down into water, carbon dioxide and other inert molecules instead of lingering in the environment as microplastics. “Another good thing is, once the paper is repulped, you can remove the coating,” he added, which means that the paper can be recycled. “The paper becomes just like pristine paper and you can use it over and over again.” Although the coating was motivated by environmental and public health concerns, Rabnawaz’s team also developed it with an eye toward economics. For example, chitosan is naturally abundant, but the United States doesn’t prepare a lot of it for manufacturing. So the Spartans figured out how to incorporate polyvinyl alcohol, which is more readily available and less expensive. It’s what laundry pods use to encapsulate their detergent. This addition reduces the amount of chitosan required to make the coating, resulting in a more commercially viable product. The team’s approach explains the diversity of funding supporting the work, which comes from the U.S. Environmental Protection Agency, an MSU ADVANCE Grant and the Michigan Economic Development Corporation’s Michigan Translational Research and Commercialization, or MTRAC, program. Rabnawaz has already filed two patents related to the coating — adding to his multiple filings since joining MSU in 2016 — and started sharing samples with interested companies. “We are definitely working on commercialization,” Rabnawaz said. |
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
Poluentes Orgânicos Persistentes: eles estão entre nós
- Produção do PVC: plástico utilizado em brinquedos, utensílios domésticos, tubos e conexões, embalagens de alimentos etc;
- Produção de papel: durante o processo de branqueamento com cloro;
- Geração e composição de produtos agrícolas: um grande número de herbicidas, inseticidas e fungicidas;
- Incineração de lixo: doméstico, industrial e hospitalar;
- Aldrin;
- Chlordane;
- Dieldrin;
- DDT;
- Dioxinas;
- Furannos;
- Endrin;
- Eptachloro;
- Hexachlorobenzeno;
- Mirex;
- PCBs;
- Toxapheno;
- alpha hexachlorocyclohexane;
- beta hexachlorocyclohexane;
- chlordecone;
- hexabromobiphenyl;
- hexabromobiphenyl ether;
- lindane;
- pentachlorobenzene;
- perfluorooctane sulfonic;
- tetrabromodiphenyl ether;
- endulsofan.
- O banimento da produção e do uso de substâncias químicas tóxicas por parte de indústrias e consequentemente a oferta de produtos que não contenham tais substâncias;
- A responsabilização das indústrias produtoras pela descontaminação de áreas contaminadas com POPs como a fábrica da Union Carbide em Bhopal, Índia, e o depósito de cal contaminada com dioxinas da Solvay em Santo André, São Paulo;
- O banimento do uso do plástico PVC em brinquedos e quaisquer outros produtos;
- A implementação da Convenção de Estolcomo , acordo promovido pela ONU, que visa banir a lista inicial dos doze sujos (doze POPs) e abre caminho para a incorporação e a exclusão de uma lista maior de substâncias tóxicas;
- A promulgação em todos os países de leis de direito à informação, que obriguem as empresas a fazerem e divulgarem um inventário de todos os seus problemas ambientais. Desta forma, estas empresas devem relatar seus estoques de substâncias tóxicas e como é feito o lançamento destas no ambiente. O objetivo desta medida é que estas informações sirvam como instrumento de controle e luta por melhores condições de vida para as comunidades do entorno empresarial e também a todos os seres humanos.








