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quinta-feira, 15 de julho de 2021

O maior desafio das nossas vidas


Quanto mais sabemos sobre a dimensão da crise climática, mais constatamos que o que nos espera não será feito sem turbulência política, sem choques sociais e sem ameaças à sustentabilidade do actual modelo económico.

Quanto mais sabemos sobre a dimensão da crise climática, quanto mais reconhecemos que é precisa uma revolução na economia e nos hábitos quotidianos para evitar a catástrofe que se anuncia, mais constatamos que o que nos espera não será feito sem turbulência política, sem choques sociais e sem ameaças à sustentabilidade do actual modelo económico. Esta quarta-feira, a Comissão Europeia apresentou 13 propostas legislativas para orientar essa revolução e o comissário Frans Timmermans, o responsável pela pasta do clima, foi claro ao situar esses desafios: “Devemos ser honestos, nada disto vai ser fácil.”

Está, portanto, na hora de assumir que a indispensável transição a caminho de um modelo de economia e de sociedade com zero emissões, que a Comissão Europeia projecta entre o sonho, o desejo e a necessidade para 2050 não se fará com cimeiras solenes, o voluntarismo optimista das organizações ambientais ou as receitas que tendem a reduzir o problema a uma mera opção sem consequências. As 13 medidas propostas pela Comissão vão ter um custo anual de 350 mil milhões de euros [quase o dobro do PIB de Portugal], vão impor mais gastos às famílias em comida ou transportes, vão arrasar milhões de postos de trabalho e vão condenar milhares de empresas à inviabilidade pelos maiores custos do mercado de emissões de carbono.

Perante a dimensão destes desafios e dos problemas associados, seria tentador deixar tudo como está. Só que essa, infelizmente, não é uma opção. A crise climática que ameaça a sustentabilidade do planeta deixou de ser um problema do futuro. É uma ferida aberta no presente que se vai agravar a cada ano que passa. Por muito duras que sejam as alternativas, por muito que nos permitam antever problemas graves e de desfecho incerto, o pior que a actual geração no poder podia fazer era desistir de lutar pelo futuro. Felizmente, a União Europeia recusou a cobardia do imobilismo e aparece na liderança de um movimento que terá de olhar para as metas da Cimeira de Paris como uma obrigação colectiva.

Entalados entre a certeza de que as mudanças serão árduas, tormentosas e com consequências imprevisíveis, por um lado, e a certeza de que os custos da crise climática implicarão a morte e destruição de amplas zonas habitadas do planeta, as presentes gerações estão condenadas a escolher a única via que lhes concede alguma luz no futuro. Lutar por essa luz, recusar as soluções fáceis dos negacionistas e dos populistas, aceitar que não se faz uma mudança radical sem custos individuais e colectivos, pressionar o poder para cuidar dos mais vulneráveis e conceder meios para uma transição económica o mais suave possível tornou-se o maior desafio das nossas vidas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

14 de Outubro, Dia Mundial da Normalização


Todos os anos, a 14 de outubro, os membros da IEC – Comissão Eletrotécnica Internacional, da ISO – Organização Internacional de Normalização e da ITU – União Internacional das Telecomunicações comemoram o Dia Mundial da Normalização para prestar homenagem aos esforços colaborativos de milhares de especialistas que em todo o mundo elaboram acordos técnicos voluntários, publicados como normas internacionais.
O IEP é, desde a sua criação, o organismo português de normalização para o setor eletrotécnico, representando Portugal e participando nos trabalhos da IEC e do CENELEC (Comité Europeu de Normalização Eletrotécnica). Tem a seu cargo a coordenação de meia centena de comissões técnicas de normalização e grupos de trabalho, nos quais participam centenas de especialistas nacionais nos mais diversos ramos do conhecimento.
O tema deste ano para o Dia Mundial da Normalização é “Proteger o Planeta com Normas”.
A mensagem seguinte é dos Presidentes da IEC e da ISO e do Secretário-Geral da ITU.
"A Terra é um modesto reservatório de vida na vastidão de nosso sistema solar. A vida na Terra depende da energia do sol. No entanto, ao longo do último século, as atividades humanas e industriais em larga escala da nossa civilização moderna aumentaram as emissões de gases de efeito estufa do planeta. Isso tem um impacto negativo no nosso clima, mas também em todas as formas de vida. Ao mesmo tempo, o rápido crescimento populacional e a urbanização desenfreada exigem de nós o uso responsável de recursos escassos.
Para limitar o impacto humano no nosso planeta, precisamos de vontade política, ações concretas e as ferramentas certas. As normas internacionais são uma dessas ferramentas. As normas internacionais elaboradas pela IEC, pela ISO e pela ITU são baseadas em soluções comprovadas para os desafios técnicos. Elas permitem que o conhecimento e o know-how de especialistas sejam amplamente partilhados pelos países desenvolvidos e em desenvolvimento. As normas abrangem todos os aspetos da economia de energia e da qualidade do ar e da água. Elas definem protocolos e métodos de medição normalizados. A sua ampla aplicação ajuda a reduzir o impacto ambiental dos processos produtivos e industriais, facilita a reutilização de recursos escassos e melhora a eficiência energética."

segunda-feira, 26 de março de 2018

Não podemos confiar que as empresas nos salvem das alterações climáticas

Las exigencias de descarbonización radical chocan con los imperativos de lucro y valor para los accionistas, escriben Christopher Wright y Daniel Nyberg.

Este artículo apareció originalmente en el blog LSE Business Review, de la London School of Economics y está basado en la investigación de los autores, publicada en el artículo Una Verdad Incómoda: Cómo las organizaciones traducen el cambio climático en normalidad, publicado en octubre de 2017 en la Revista de la Academia de Gestión.

No podemos confiar en que las empresas nos salven del cambio climático
Activistas y voluntarioss de 350.org en un acto en Australia para pedir la retirada de inversiones en el sector de los combustibles fósiles. Foto: 350.org / CC BY-NC-SA 2.0.
Christopher Wright y Daniel Nyberg // El cambio climático es ya una realidad presente en la experiencia humana. El año pasado presenciamos cómo una sucesión de enormes huracanesazotaba Estados Unidos y el Caribe, los mayores incendios jamás registrados en California, y en Australia, a pesar de la muerte de hasta la mitad de la Gran Barrera de Coral en consecutivos eventos de de blanqueo, vemos apoyo político para nuevas mega minas y plantas energéticas de carbón. Aunque ya hay un consenso científico claro de que el mundo se dirige a incrementos de temperatura de hasta 4 grados centígrados para fin de siglo (lo que amenaza la viabilidad de la propia civilización humana), nuestros amos políticos y económicos siguen doblando sus apuestas por los combustibles fósiles, transformando lo que es quizás la mayor amenaza para la vida en este planeta en normalidad.
Una respuesta a los fallos de los gobiernos ha sido la creencia de que los mercados y la innovación corporativa darán con la solución a la crisis climática. Como decía el magnate Richard Branson, “nuestra única opción de parar el cambio climático es que la industria gane dinero con ello”. De esta manera, las corporaciones, que son vistas como grandes contribuidoras a las emisiones de gases de efecto invernadero, suelen ser presentadas al mismo tiempo como proveedoras de formas innovadoras para descarbonizar nuestras economías. Pero, ¿cuánta fe podemos depositar en que las corporaciones nos salven del cambio climático?
En un estudio publicado recientemente, hemos explorado cómo las grandes corporaciones traducen el desafío del cambio climático en estrategias, políticas y prácticas en un periodo extendido de tiempo. Nuestra investigación ha incluido un análisis cruzado de cinco grandes empresas con operaciones en Australia durante diez años (de 2005 a 2015). En este periodo, el cambio climático se convirtió en una cuestión central en el debate político y económico, llevando a una serie de oportunidades y riesgos tanto físicos como de regulación y de mercado. Cada una de estas compañías eran líderes en la promoción de su compromiso con el tema.
Sin embargo, y a pesar de que procedían de diferentes industrias (banca, manufactura, seguros, medios de comunicación y energía), hallamos un patrón común conforme avanzaba el tiempo, según el cual sus declaraciones iniciales sobre liderazgo climático degeneraban en preocupaciones más mundanas sobre la actividad empresarial convencional. Un factor clave para este deterioro de las iniciativas medioambientales de las empresas fue la crítica de los accionistas, los medios, los gobiernos y otras corporaciones y ejecutivos. Esta “crítica de mercado” reveló continuamente las tensiones subyacentes entre las demandas de descarbonización radical y los imperativos de empresa básicos de beneficio y valor para los accionistas.
La transformación corporativa del cambio climático en negocio tradicional implica tres fases. En laprimera, llamada de “enmarcado”, ejecutivos de alto rango presentaron el cambio climático como una cuestión estratégica de negocios, y planearon cómo podían sus empresas ofrecer innovación y soluciones. En esta fase, los ejecutivos asociaban el cambio climático con significados específicos y con temas como “innovación”, “oportunidad”, “liderazgo” y “resultados en que todos ganan”, al tiempo que desechaban otras connotaciones más negativas o amenazadoras (por ejemplo “pesimismo”, “regulación” o “sacrificio”). En una expresión clásica de este ethos de victoria para todos, el director global de sostenibilidad de una de las organizaciones estudiadas (y una de los mayores conglomerados industriales del mundo), argumentaba: “Estamos eliminando la falsa elección entre una gran economía y el medio ambiente. Buscamos productos que tengan un impacto positivo y poderoso sobre el medio ambiente y sobre la economía”.
Al tiempo que estas declaraciones de intenciones generales respondían a la tensión inherente entre intereses corporativos y medioambientales, convencer a los accionistas de los beneficios de iniciativas verdes nunca fue sencillo, y las críticas crecieron entre estos y entre clientes, que sentían que los esfuerzos ambientales de sus organizaciones carecían de sinceridad o no satisfacían motivos de lucro.
En una segunda fase, de “localización”, los ejecutivos intentaron hacer relevantes estos marcos de referencia iniciales mediante la implementación de prácticas de eco-eficiencia mejorada, productos y servicios “verdes” y la promoción de la necesidad de acción climática. Se desarrollaron medidas internas de valor corporativo para demostrar los “argumentos de negocio” de las respuestas climáticas (por ejemplo, la satisfacción y el compromiso, cifras de ventas de nuevos productos y servicios “verdes” y mecanismos de precio de carbono). Las empresas también trataron de comunicar los beneficios de estas iniciativas tanto a empleados a través de cambios de cultura corporativa, como a personas interesadas de fuera de la organización, como clientes, ONGs y partidos políticos.
Sin embargo, según pasaba el tiempo, estas prácticas atrajeron más críticas de otros ejecutivos, accionistas, medios de comunicación y políticos en una tercera fase, llamada de “normalización”. En esta fase se rompen los compromisos temporales entre el mercado y los discursos sociales y medioambientales, y los ejecutivos de las empresas trataron de realinear las iniciativas climáticas con la lógica empresarial dominante de maximizar el valor para los accionistas. Algunos ejemplos incluyen la disminución de las fortunas empresariales y nuevos consejeros delegados que promovieron una estrategia de “regreso a lo básico”, el contexto político cambiante que instauró políticas climáticas como las leyes de energía limpia, nuevas oportunidades de negocio relacionadas con los combustibles fósiles y la disolución de iniciativas climáticas en programas más amplios y menos específicos, con etiquetas como “sostenibilidad “ y “resiliencia”. Como reconocía un directivo de alto rango en una gran compañía de seguros: “Eso estuvo bien en los buenos tiempos, pero ahora vienen duras. Tenemos que volver a lo básico”.
Así, nuestro análisis subraya las limitaciones políticas de confiar en las respuestas corporativas y de mercado a la crisis climática. Tenemos que imaginar un futuro que vaya más allá de las cómodas asunciones de autorregulación corporativa y “soluciones de mercado”, y aceptar que se necesitarán regulaciones en la extracción y uso de combustibles fósiles. En una era en la que el neoliberalismo aún domina las imaginaciones políticas en todo el mundo, nuestra investigación remarca así una “verdad incómoda” para las élites políticas y empresariales, el sinsentido de la sobre-dependencia de las corporaciones y los mercados para enfrentarse a la que es, quizás, la amenaza más grave para nuestro futuro colectivo.
Christopher Wright es profesor de de Estudios de Organización de la Escuela de Negocios de la Universidad de Sydney y co-autor, junto a Daniel Nyberg, de Climate Change, Capitalism and Corporations: Processes of Creative Self-Destruction.
Daniel Nyberg es profesor de gestión en la Escuela de Negocios de la Universidad de Newcastle, e investiga cómo los fenómenos sociales como el cambio climático se traducen en situaciones de organización local.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Curta-metragem Portuguesa premiada pelo Banco Mundial- "The Trail Of A Tale" por Gonçalo Tocha



Este documentário de quatro minutos gira em torno de uma carta escrita no futuro para a sociedade de hoje. O narrador diz-nos como as coisas correram bem. A sociedade reuniu condições para a transição, em que "finalidade do sistema económico é o de melhorar o bem-estar para todos, dentro dos limites do que o planeta pode sustentar . Tivemos que lidar com o consumo excessivo em primeiro lugar. Os preços que pagamos para as coisas tinham de reflectir os custos sociais e ambientais.

domingo, 14 de outubro de 2012

Mensagem da activista Islandesa Birgitta Jónsdóttir

«My country. My class. Poor people. Old people. No health care. Young people. Cut education. Black people.Discrimination. Gay people. Legislation. My country. Will you ever recover».~ Vini Reilley


A Santíssima Trindade da outra senhora está completa. D. Policarpo tornou-se no Cerejeira (ler a propósito crónica excelente de Mário de Carvalho). Cavaco na sua página do facebook e Sampaio no Expresso parecem que acordaram de um "coma", mas definitivamente não estão a falar pelo povo, falam para dentro de cada um dos seus partidos. Enfim, o carrossel da impunidade e mediocridade perpetua-se e continua. Pela tua sobrevivência adere à desobediência civil pacífica, por uma democracia mais intensa e próxima da Natureza. Partilho, por isso, um texto (longo) "Message from the Icelandic activist Birgitta Jónsdóttir" / "Mensagem da activista Islandesa Birgitta Jónsdóttir" (Translation by Carlos Clara Gomes)  mas que vale a pena lê-lo e partilhar. Bom domingo, sempre em reflexão e (re)acção.
Uma mensagem minha para todos os que protestam. Especialmente para os meus amigos de Portugal.

Caros irmãos e irmãs

Quem me dera poder estar convosco pessoalmente, pois tenho saudades dos protestos que tivemos na Islândia quando surgiu a nossa crise financeira de 2008/2009.
Tenho saudades do espírito e do sentido de união que todos vivemos. O meu espírito está convosco e com todos aqueles que hoje se erguem. Povos de todo o mundo estão a acordar para a realidade de que os nossos sistemas já não nos servem. Os sistemas são auto-imunes e defendem-se a eles mesmos em vez de defenderem quem deviam estar a servir: TODOS VÓS

Nunca nos esqueçamos que nós também somos o sistema, nós também somos o governo, e se nós queremos mudar isso temos que ir lá dentro e criar uma ponte entre o poder e o povo. Antes de mais, sou uma poetisa que escolheu ver-se tanto como poetisa como uma hacker no Parlamento, para entender como trazer mais poder para o Povo da Islândia.

Foram os nossos irmãos e irmãs da revolta na Argentina, quem começou a usar panelas e frigideiras, quando se levantaram contra o seu presidente corrupto e o FMI há alguns anos atrás. Nós fomos inspirados por eles. Agora vocês são inspirados por nós. Lembremo-nos de que mesmo o menor sofrimento ou alegria de alguém em nosso mundo é também realmente nosso, pois somos um único povo.

As ideologias da velha escola da política, dos media, sistemas monetários, empresas e todas as estruturas conhecidas estão em um estado de transformação. Eles estão desmoronando-se. Agora é a hora de uma mudança fundamental a todos os níveis: temos que aproveitar este momento. Porque este é O momento.

É invulgar que tantas gerações e indivíduos tenham semelhante oportunidade como esta para transformar o mundo tal como nós o conhecemos. A grande questão é: como podemos transformá-lo? Alteremos a pirâmide do poder para um círculo de poder onde todos nós sejamos valorizados enquanto tal.

É óbvio que estamos funcionando fora do planeta, muitas das pessoas perderam a conexão vital com o nosso ambiente, a maior parte da humanidade já não compreende a causa e o efeito da falta de sustentabilidade e muitos de nós sentem-se perdidos, deslocados e solitários. Todas as estruturas que achávamos que cuidariam de nós, sejam elas sistemas, ideologias, religião, política ou instituições estão falhando. Que momento, este!

Seguir o coração e as entranhas como um poeta faz muito mais sentido para mim do que a seguir o antagonismo ou a manipulação ideológica. A ideologia do certo ou errado do velho mundo simplesmente foi superada. Já não temos parlamentos fortes, com uma ligação estreita e directa entre o povo em geral e os centros de decisão. Temos os chamado políticos profissionais que estão distantes da realidade da maioria em que nós vivemos.

Partidos e os políticos estão muitas vezes instalados num casamento pouco saudável com os interesses financeiros e a corrupção prospera na arena política em todo o mundo. Enquanto muitos governos falam sobre transparência, o processo de políticas e de leis é retalhado em sigilo.

Precisamos mudar isso. Nós temos que saber o que queremos, em vez dessa realidade que estamos enfrentando.

O século XXI será a nossa era, a das pessoas comuns, onde iremos entender que, para viver na realidade que sonhamos, temos que participar e colaborar para co-criar essa mesma realidade.

Exorto-vos a participar num movimento de mudança, fazer parte activa desta oportunidade de mudança. Se eu pude ser deputada no parlamento islandês, qualquer um pode ser membro do parlamento.

Aqui está a nossa primeira tarefa: Se há algo que está entre o que nós temos que fazer sob a tutela das nações e não das grandes empresas, então é o seguinte: as companhias de água, as empresas de energia, o bem-estar social, a educação, a internet e os sistemas de saúde.

Fizemos tudo tão complexo e grandioso, talvez seja hora de voltar a formas mais simples, formas mais auto-sustentáveis. Nós podemos fazer isso, aprendendo uns com os outros, ajudando-nos mutuamente, local e globalmente, lembrando-nos que nós, como indivíduos, podemos mudar o mundo, e agora é a hora de avançar - assumirmos esse desafio e sermos os manufactores de mudança. Não esperemos que os outros o façam por nós, a hora de fazer a diferença chegou!

sábado, 31 de março de 2012

Ícone da luta pela liberdade, Nelson Mandela adere ao movimento Hora do Planeta


O herói do apartheid e ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela revelou, pelo twitter, seu apoio à Hora do Planeta 2012.

Usando sua conta oficial na rede de microblogs (@NelsonMandela), o líder africano twittou a seguinte mensagem, em inglês: “Vamos nos unir para fazer do mundo uma fonte sustentável para o nosso futuro enquanto humanidade neste planeta "
 
Mandela entrou no rol de celebridades mundiais que apoiam a causa organizada pela Rede WWF. Além dele, estão neste grupo as supermodelos Miranda Kerr e Gisele Bündchen, o líder do Greenpeace International Kumi Naidoo, entre outros.  

quinta-feira, 19 de março de 2009

Luís Avelar- Dicionário de montanha e escalada


Clica aqui para consultares o dicionário

Este sítio foi elaborado com o objectivo de melhorar os conhecimentos gerais em actividades na natureza, como o Montanhismo, Alpinismo e Escalada, sendo destinado a pessoas iniciadas e praticantes regulares destas actividades. O seu conteúdo foi baseado na consulta de bibliografia da especialidade.


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Documentário - A 11ª Hora (The 11th Hour)




Impulsionado por uma estrela de Hollywood, Leonardo DiCaprio, que produz e narra este documentário, realizado em 2007, é um bom filme, pois além de reunir pensadores e cientistas, desde Mikhail Gorbachev e Stephen Hawking e muitas outras personalidades, revela o estado crítico actual da vida no planeta Terra e aponta soluções, incitando-nos a agir.

Conheça o projecto 11th Hour Action que cresceu a partir deste filme.
Entra no Eco-Sítio de Leonardo DiCaprio

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Fotografia da Natureza e Educação Ambiental


Desde o início da história da fotografia, o mundo natural constitui um dos grandes temas explorado pelas objectivas de amadores e profissionais. Captar a imponência de uma paisagem, a beleza efémera de uma papoila, ou o brilho astuto nos olhos de um lobo, são tudo formas de expressar o nosso intemporal fascínio pelas diversas manifestações naturais do planeta.
Texto retirado do Curso Fotografia da Natureza, promovido pela Campo Aberto e que irá decorrer entre os dias 10 e 11 de Março. Mais informações aqui

Embora não podendo estar presente no Curso, tenho uma paixão enorme pela fotografia, especialmente da Natureza.Como pequeno currículo, possuo um Curso de Oficina de Fotografia, de 50 horas, promovida pelo Centro de Formação Professor.

Depois, dedico-me à prática desta excelente actividade e à recolha de informação e formação em revistas, foruns e autores que admiro. Anos e anos, horas e horas que percorro e repito e reflicto nas suas fotografias.

Então resolvi fazer um Dossier de Fotografia da Natureza, Fotógrafos e Educação Ambiental, daquilo que já possuo, muita da informação e autores são já minha referência, outros irei descobrindo e claro que irei actualizando o Dossier. Pena alguns autores que eu conheço não tenham site ou desenvolvam blogues. Estão apenas em livros.

A fotografia da Natureza é uma fascinante e louvável temática, em que muitas fotos são percursos de vida, pequenas histórias, muitas familiaridades e sobretudo muita sensibilidade pelo espaço, luz, seres vivos e o acto de fixar o tempo dessa composição.
Cada foto torna-se portanto um acto de Educação e de Educação Ambiental.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Breve análise astrológica do Bioterra


Conheci o blogue Postais da Novalis através de pesquisas que também faço na área de Espiritualidades e Educação Ambiental: Deepak Chopra; Osho, etc...
Fiquei encantado com o blogue, em si- seriedade, profundidade, rigor nas referências bibliográficas. Também fiquei impressionado pelo enorme esforço dessa equipa em produzir materiais em português nestas áreas.
Resolvi intervir, deixando um comentário de elogio e incentivo e ontem já fui notícia: BioTerra - Um blogue muito útil à comunidade do Anjo Dourado !
Nesse comentário tinha lançado ainda um desafio. António Rosa, principal autor do blogue e membro da equipa Anjo Dourado correspondeu prontamente ao meu desafio e passo a transcrever, na íntegra, a análise que elaborou.

"Em resposta a um post, o João Soares deixou este desafio no meu blogue: seria interessante avaliar no meu blogue BioTerra em termos da presença de características/traços de um virginiano. Como sou bem mandado, com todo o respeito e atenção que este blogue e o seu autor me merecem, cá estou a tentar demonstrar porque acho que este sítio é bem virginiano.

Virgem, regido pelo planeta Mercúrio, é um signo mutável do elemento Terra e apresenta estas características básicas: são diligentes, estudiosos, analíticos, exigentes, metódicos e muito humanos e com uma enorme capacidade de síntese.

O seu autor, entre muitos modelos (templates) escolheu um que tivesse fundo claro, bastante amplo para caberem textos mais extensos e com um cabeçalho em azul. Um signo mutável escolheria estas características. Precisa de ar para respirar. Significa igualmente que aqui não existe um dos lados negativos de Virgem: a mesquinhez. Isso não existe aqui. O oposto, sim. Generosidade, amplidão, cores claras.

O elemento Terra está bem presente, eu diria, omnipresente neste blogue. No título do blogue. Nas cores dos textos: preto, castanho, verde. São as cores predominantes do elemento. As fontes usadas são grossas, para permitirem boa leitura, portanto, pensando nos leitores, outra característica generosa do regente do signo.

A bibliografia que acompanha os posts é excelente. Completa, detalhada, minuciosa. Os temas tratados pertencem à natureza especializada do blogue e não é isso que o faz ser um blogue virginiano. É sim, na organização, no método de arrumação e sobretudo, na incrível quantidade de informação útil a nível de links. Imensos e variados. É quase um directório. Excelente para qualquer investigador. Nas imensas horas pacientemente consumidas a criar esta informação.

Destaques do Bioterra, Terra viva, Estrutura da terra, Terra cósmica, Terra microcósmica, Paleoterra, Terra urbana, Terra justa, etc., etc. Absolutamente deslumbrante em organização, metodologia, pormenorização, amplidão de informação. Isto é Virgem. Como pormenor gentil, possui um informador sobre temperatura ambiente para jardins e imensos, além de imensos links com logótipos, o que demonstra uma séria capacidade de intervenção cívica.

Sou do signo Gémeos, pelo que partilho o mesmo planeta regente. Além disso possuo Saturno em Virgem, o que me levou a apreciar muito este blogue, pelas razões acima expostas. Por isso, fiz um linque na minha secção Outros blogues.

Não devo alongar-me mais, para não ocupar espaço que os outros também necessitam."

Um abraço. Caro António Rosa, revejo-me completamente!! E estou profundamente agradecido. É na realização de Utopias que nos fazem seres mais completos.
Um abraço amigo

Novalis - Hinos A Noite | PDF no Scribd
Novalis: Os "Hinos para a Noite" (análise e texto) | Academia.edu