segunda-feira, 31 de janeiro de 2005

Parques eólicos-sem ímpetos de alguma espécie.É importante uma análise caso a caso

Dados da EWEA
Alemanha e Espanha são os maiores produtores de energia eólica na Europa A Alemanha e a Espanha foram, em 2004, os maiores produtores europeus deelectricidade a partir da energia eólica, revelou hoje a Associação Europeia deEnergia Eólica (EWEA).A Alemanha instalou 16.629 megawatts (MW) de energia eólica em 2004, registandoum aumento de 14 por cento em relação a 2003. Mas a Espanha foi o país que maisreforçou a sua aposta, aumentando 33 por cento e elevando a sua produção aos8263 MW.A Dinamarca, o primeiro país a experimentar as eólicas a grande escala no finaldos anos 90, continua a ser o número três europeu, com 3117 MW instalados.Portugal tem uma potência de 522 MW, mais 226 do que no ano passado.Em 2004, a indústria europeia de eólica instalou, no total, 5678 MW na Europados Quinze e 24 MW nos novos países membros da União, representando um volumede 5,7 mil milhões de euros.A capacidade de produção atingida no final do ano passado superou os 34.073 MWna União Europeia (UE) dos Quinze e 34.205 MW na UE dos 25.

Acerca da aprovação ou estímulo exagerado ao uso de Parques Eólicos, concordo com José Carlos Marques quando diz:" não nos preocupemos com uma aprovação ou condenação abstracta ou genérica dosparques eólicos (pois é dos parques que temos falado essencialmente, e sãoeles que põem eventualmente problema), mas sim com a análise de cada casoconcreto. Que alguns sejam mais sensíveis à problemática da suposta escassez de energia e outros mais sensíveis às questões relacionadas com a paisagem rural não nos deve conduzir a um anátema mútuo. Os dois pontos de vista sãoimportantes. Saber qual deles deve predominar em cada caso concreto é delicado e exige abertura e honestidade. E, como haverá inevitavelmente opções diferentes em cada um desses casos embora todas elas eventualmente de pessoas de boa vontade, exige também respeito pela opção que não for a nossa".

domingo, 30 de janeiro de 2005

Transgénicos fora: o que pode fazer?

Graffiti Artists vs. GMOs [ver video aqui]
1- Ler o rótulo dos alimentos e tornar-se um detective de OGM
2- Preencher os folhetos de sugestões/reclamações do supermercado a pedir informações sobre os produtos, salientando que pretendem evitar os transgénicos
3- Inscrever-se/seguir/intervir em vários grupos e páginas (especialmente no FB) existentes sobre transgénicos. Colaborações são bem vindas. 
4 - Consumir sempre que possível produtos de Agricultura Biológica
5- Continue a escrever para os deputados da Assembelia da República, Ministérios da Agricultura e do Ambiente a pedir uma atitude firme contra a circulação e cultivo de OGM em Portugal
6 -Faça um sítio ou blogue com os seus alunos, abordando esta temática, em Área de Projecto/Formação Cívica, aborde temas relacionados com OGM. Divulgue as petições, seminários, encontros e outras actividades...

sábado, 29 de janeiro de 2005

Apelo à Humanidade

Tanto Sol lá fora e desperdiçamos tempo com inutilidades: demagogia, desinformação, desconversa com tantos desequilíbrios a combater, proteger e reflectir numa óptica socioambiental.
A partir do Pasquim cheguei ao blogue Sociocracia. Claro que me associo ao "Apelo à Humanidade". É importante abraçarmos o berço de nós todos, a nossa arca de noé: a Terra-Mãe. Todo o debate livre, a não-demissão, a não-desculpabilização e a não-intolerância em prol de um ecodesenvolvimento é bem acolhido e defendido pelo BioTerra. Um abraço

APELO PARA A HUMANIDADE!


Tivemos a tristeza de ver recentemente o Tsunami, causando uma grande destruição e vitimando um número inconcebível de pessoas em vários países do Índico. Sabemos que são acontecimentos naturais, mas preocupa-nos a possibilidade, enunciada por vários estudiosos, de a intensidade do tsunami estar relacionada com o desequilíbrio ambiental que é, incontestavelmente, potencializador de forças naturais deste porte. Cabe a nós, definitivamente, como espécie constituída por seres racionais, uma reflexão séria sobre o assunto e buscarmos maneiras mais correctas de lidarmos com o espaço em que vivemos, para que não sejamos responsáveis por catástrofes desta natureza.
Nós blogueiros, propomos desde já, nos unirmos num alerta para a humanidade, e implantarmos cada um de nós, a nosso modo e em nosso ambiente, medidas práticas de mudanças!
Deixando, por agora, a discussão da questão de saber qual a percentagem de vítimas devidas ao tsunami, e as que são das responsabilidade dos respectivos governos, porque foram provocadas por ignorância, incompetência, ausência de organização social, numa palavra: ausência de democracia, que tiveram influência antes, no reconhecimento dos sinais e aviso atempado às populações (e resposta esclarecida destas); e depois, na organização da auto ajuda e do auxílio exterior recebido, achamos que é tempo de se falar abertamente.
É tempo de se abordarem as questões em profundidade e não de forma restritiva. É tempo enfim, de se falar a sério sobre a questão ambiental e ecológica. Sobre a humanidade! E com razão. É que cada vez mais se toma consciência de que o combate pela preservação, não tem fronteiras, não é regionalizável e de que a resposta ou é global ou não será resposta.
As chuvas ácidas, o efeito de estufa, a poluição dos rios e dos mares, a destruição das florestas, não têm azimute nem pátria, nem região. Ou se combatem a nível global ou ninguém se exime dos seus efeitos.
As pessoas ainda respiram. Mas por quanto tempo?
Os desertos ainda deixam que reverdeçam alguns espaços estuantes de vida. Mas vão avançando sempre.
Ainda há manchas florestais não decepadas nem ardidas. Mas é cada vez mais grave o défice florestal.
Ainda há saldos de crude por extrair, de urânio e cobre por desenterrar, de carvão e ferro para alimentar as grandes metalurgias do mundo. Mas à custa de sucessivas reduções de reservas naturais não renováveis.
Na sua singeleza, o caso é este:
Até agora temos assistido a um modelo de desenvolvimento que resolve as suas crises crescendo cada vez mais. Só que quanto mais se consome, mais apelo se faz à delapidação de recursos naturais finitos e não renováveis, o que vale por dizer que não é essa uma solução durável, mas ela mesma finita em si e no tempo que dura. Por outras palavras: é ela mesmo uma solução a prazo.
Significa isto que, ou arrepiamos caminho, ou a vida sobre a terra está condenada a durar apenas o que durar o consumo dos recursos naturais de que depende.
Não nos iludamos. A ciência não contém todas as respostas. Antes é portadora das mais dramáticas apreensões.
O que há de novo e preocupante nos dias de hoje, é um modelo de desenvolvimento meramente crescimentista – pior do que isso, cegamente crescimentista – que gasta o capital finito de preciosos recursos naturais não renováveis, que de relativamente escassos tendem a sê-lo absolutamente. E se podemos continuar a viver sem urânio, sem ferro, sem carvão e sem petróleo, não subsistiremos sem ar e sem água, para não ir além dos exemplos mais frisantes.
Daí a necessidade absoluta de uma resposta global. Tão só esta necessidade de globalização das respostas, dá-nos a real dimensão do problema e a medida das dificuldades das soluções.
Lêem-se o Tratado de Roma, O Acto Único Europeu e mais recentemente as conclusões da Conferência de Quioto, do Rio de Janeiro e Joanesburgo, onde ficou bem patente a relutância dos países mais industrializados, particularmente dos Estados Unidos, em aceitar a redução do nível de emissões. Regista-se a falta de empenhamento ecológico e ambiental das comunidades internacionais e dos respectivos governos, que persistem nas teses neoliberais onde uma economia cega desumanizada e sem rosto acabará por nos conduzir para um beco sem saída.
Por outro lado todos temos sido incapazes de uma visão mais ampla e intemporal. Se houver ar puro até ao fim dos nossos dias, quem vier depois que se cuide!... e continuamos alegremente a esbanjar a água do cantil.
Será que o empresário que projectou a fábrica está psicológica ou culturalmente preparado para aceitar, sem sofismas nem reservas, as conclusões de uma avaliação séria do respectivo impacto ambiental?
Mesmo sem sacrificar os padrões de crescimento perverso a que temos ligados os nossos hábitos, há medidas a tomar que não se tomam, como por exemplo:
- Levar até ao limite do seu relativo potencial o uso das energias renováveis, como a energia solar e a energia eólica.
- Levar até ao limite a preferência da energia hidráulica sobre a energia térmica.
- Regressar à preferência dos adubos orgânicos sobre os adubos químicos.
- Corrigir e reverter o excessivo uso dos pesticidas.
- Travar, enquanto é tempo, a fúria do descartável, da embalagem de plástico, dos artigos de intencional duração limitada.
- Regressar ao domínio do transporte ferroviário sobre o rodoviário, privilegiar os meios de transportes não poluentes.
- Repensar, redimensionar, gerir e corrigir a dimensão irracional do transporte urbano em geral e do automóvel em particular.
- Repensar, aliás, a loucura em que se está tornando o próprio fenómeno do urbanismo.- Reformular a concepção das cidades e das orlas costeiras.
- Levar a reciclagem a sério, em todos os países, fixando quotas superiores a 90%.
- Suprimir os desperdícios, sobretudo os de alimentos, enquanto houver pessoas com fome, no planeta.
Dito de outro modo: a moda política tende a ser, um constante apelo às terapêuticas de crescimento pelo crescimento. É tarde demais para desconhecermos que, quando a produção cresce, as reservas naturais diminuem.
Se é de um homem mais sensato e responsável que se precisa, um homem que olhe amorosamente para este belo planeta que recebeu em excelentes condições de conservação e está metodicamente destruindo; de um homem que jure a si mesmo em cadeia com os seus semelhantes, fazer o que for preciso para que o ar permaneça respirável, que a água seja instrumento de vida e dela portadora, e os equilíbrios naturais retomem o ciclo da auto sustentação, empenhemo-nos desde já nessa tarefa, com persistência e determinação.
Se é a continuação da vida sobre a terra que está em causa, e em segunda linha a qualidade de vida, para quê perder mais tempo?...
Nós, todos os que os subscreverem, fazemos o apelo! Mas é necessário deixar bem claro que são os governos e as organizações internacionais que têm obrigação de actuar, que é para isso que existem os respectivos cargos. Temos que dizê-lo com todas as letras: quanto maior é o poder, real ou formal, duma dada organização ou governo, tanto maior é a sua responsabilidade, nesta como em outras matérias. Todas as medidas aqui enunciadas têm de ser estruturadas, promovidas e implementadas de forma organizada e metódica. Só os governos têm legitimidade e capacidade (os meios) para o fazer. Não adianta descartar a “culpa” para o cidadão anónimo, que nada pode fazer, e que nunca é ouvido nestas questões.
Aos cidadãos de todo o mundo, o apelo que fazemos é de que avaliem e prestigiem os responsáveis, locais ou mundiais, em função do seu empenhamento, honestidade e eficiência, na resolução destes problemas.
Basta de guerras absurdas e infames, de conflitos armados prepotentes, que só contribuem para provocar mais poluição e destruir ainda mais o planeta. O que é urgente é cuidar da vida. Se isso for feito, não restará tempo, nem meios materiais para armas e para guerras. O mundo tem, actualmente, meios pacíficos eficientes para resolver as questões e diferendos internacionais.
A ecologia começa aí: na democracia, no esclarecimento, na evolução das ideias de quem detém o poder.
Por isso apelamos a todos quantos se queiram associar a este movimento pela preservação da Natureza, pela Paz e pelo desenvolvimento harmonioso da Humanidade, para subscreverem este Apelo.
Ao fazê-lo estamos a afirmar a nossa cidadania, enquanto pessoas livres, que olham com preocupação o futuro da Humanidade, o futuro dos nossos descendentes!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2005

Andar na Escola com João dos Santos

Na reinante descrença que derruba qualquer combatente, há que lembrar e estudar pessoas como Lurdes Pintassilgo ( que está a fazer sete meses que morreu) ou João dos Santos, promotor da Pedagogia Terapêutica.

Esta frase resume muito o que foi o seu longo trabalho estreitando pontes entre educadores e médicos, no sentido de compreender a psicologia do desenvolvimento e educação dos jovens. 

Assim: "Qualquer ambiente humano que não dê à pessoa basicamente um contacto físico, de pele a pele, de corpo a corpo, de gesto a gesto, de manipulação do próprio corpo do outro, não facilita nem promove a linguagem. A linguagem implica a existência de pessoas que falem e se exprimam e implica contacto físico também (....)".

Na educação ambiental é importante enquadrá-la nesta sua perspectiva.
Espero reacções!
P.S. Voltarei a este assunto, tentando dar o meu singelo contributo de divulgação de outros ilustres pedagogos no Bioterra.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

Estudar Ernst Mayr - o "Darwin do Séc.XX"


Morreu o pai do conceito biológico de espécie, um dos grandes cientistas e pensadores do seculo XX. Uma perda para a humanidade.

Morreu Ernst Mayr, o Cientista Que Uniu a Teoria da Selecção Natural de Darwin com a Genética de Mendel
Por CLARA BARATA, Publico, Sábado, 05 de Fevereiro de 2005

Morreu o Darwin do Século XX, como era chamado o biólogo Ernst Mayr. Aos100 anos, completados em Julho passado, Mayr foi um dos cientistas mais importantes do século XX. Foi uma figura central para a moderna síntese do neo-darwinismo, ou seja, a amálgama das ciências da genética, sistemática,paleontologia e ecologia que permitiram conciliar a teoria da evolução através da selecção natural de Darwin com as leis da hereditariedade, que o monge checo Gregor Mendel descobriu, cultivando pacientemente ervilhas no seu jardim.

Mayr nasceu a 5 de Julho de 1904, em Kempten, na Alemanha, herdeiro de uma longa tradição de médicos, mas tomou-se de amores pela zoologia. A primeira grande oportunidade surgiu em 1928, quando foi encarregue da missão de esclarecer a relação entre os muitos espécimes deaves-do-paraíso dos museus europeus: foi enviado para a Nova Guiné, e depois para as ilhas Solomão, numa missão cujas dificuldades são impossíveis de conceber hoje, quando os exploradores e os seus assistentes de campo não correm grandes riscos de serem apanhados em embuscadas por nativos, como escreveu Jared Diamond no prefácio do livro que Mayr publicou em 2002, aos 98 anos (What Evolution Is, ou o que é a evolução,numa tradução literal). 

Sobreviveu à malária, à febre de dengue, à desinteria, à morte por afogamento quando a canoa em que seguia se virou.Várias vezes foi dado como morto. Essas viagens de aventureiro permitiram-lhe contactar em primeira mão com algo que Charles Darwin nunca tinha conseguido definir muito bem - a evolução das espécies.Nos anos que passou a bordo do Beagle, Darwin coleccionou espécimes, mas foi durante as décadas que se seguiram, em que nunca arredou pé de Inglaterra, que o naturalista desenvolveu a teoria da selecção natural como o mecanismo da evolução das espécies. Mas o modo de funcionamento desse mecanismo permaneceu um pouco nebuloso; Mayr concluiu que é a partir do isolamento de determinadas populações que surgem novas espécies. 

Foi o pioneiro da definição actualmente aceite de espécie biológica: uma população de indivíduos que conseguem procriar entre si, mas não com outros grupos, escreve o comunicado da Universidade de Harvard, que anunciou a sua morte.Uma autobiografia? No início dos anos 30, Ernst Mayr emigrou para os EUA, onde foi conservador do Museu de História Natural de Nova Iorque, primeiro, e do deZoologia da Universidade de Harvard, depois, onde terminou a sua carreira.Ainda agora tinha um gabinete lá.

Em 2003, numa entrevista à revista The Scientist, explicou que sentia a tentação da biografia, embora modestamente: Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma autobiografia científica, mas começo a pensar que estou velho de mais para isso. Nos seus 80 anos de carreira, Mayr esteve no centro das acesas polémicas que abalaram o campo dos biologia evolutiva, com o nascimento da sociobiologia, e da psicologia evolutiva. 

Escreveu mais de 700 artigos e 20 livros, mas foi em 1942 que publicou o primeiro livro que se tornou um marco, Systematics and the Origin of Species, onde propunha que a teoria da selecção natural de Darwin podia explicar toda a evolução, incluindo por que é que os genes evoluem, ao nível molecular. A teoria do equilíbrio pontuado, desenvolvida por Stephen Jay Gould e Niles Eldridge, foi beber ao livro Animal Species and Evolution, que Mayr publicou em 1963.

Num artigo saído na Nature a 21 de Junho de 2004, quando a revista o homenageou pelo seu 100º aniversário, Mayr fez uma revisão da história da teoria da evolução no século XX: Tendo alcançado a rara idade de 100 anos, encontro-me numa posição única: sou o último sobrevivente da idade de ouro da síntese da evolução, escreveu.Lamentou só não ter mais tempo: A biologia da evolução é uma zona de fronteira infindável e ainda há muito para descobrir. Só tenho pena de não ir estar presente para apreciar as descobertas futuras.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

Dead can Dance- Avatar





Esta palavra Avatar tornou-se popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua "personalização" no interior das máquinas e telas de computador. Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez num jogo de computador.



Mas a primeira concepção de Avatar vem primariamente dos textos Hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar - ou encarnação - de Vishnu, a quem muitos Hindus adoravam como um Deus.
Por vezes creio que muitos adeptos do pró-nuclear, transgénicos e dos cépticos das alterações climáticas estarão dentro de um jogo qualquer de avatares neo-tecnológicos!

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

Aconselho o filme "A Utopia do Padre Himalaya", biografia e um blogue excepciona

Na sexta, dia 11 de Fevereiro, pelas 21:30, vai realizar-se no pequeno auditório do Rivoli, no Porto, a apresentação de um filme sobre a vida e obra de Manuel António Gomes, mais conhecido por  "Padre Himalaya". 


Padre Himalaya numa fotografia datada de 1902


Padre Himalaya

Manuel António Gomes (1868-1933) natural concelho de Arcos de Valdevez, mais conhecido por Padre Himalaya, devido à sua elevada estatura, é considerado o pioneiro da ecologia em Portugal. Com formação eclesiástica, foi cientista, professor de Física-Química, Ciências Naturais e de Religião, tendo ideias bastante avançadas para a época. Dedicou a sua vida ao eco-desenvolvimento.

Foi premiado em 1904 nos EUA por um engenho chamado
pireliófero: um forno solar capaz de atingir 3500 graus, liquidificando granito quase instantaneamente. Os seus estudos incidiram não só na área das energias renováveis como também na fertilização dos solos, naturopatia e dietética, entre muitas outras. 

Mais Leituras:

segunda-feira, 24 de janeiro de 2005

Ruína na Paisagem


Excelente e certeiro
Por Bernardino Guimarães,JN
Nada se vulgarizou mais do que este elogio ao redondo. Outro dia, no decorrer de uma conversa, alguém perguntava afinal de contas, qual será o principal perigo da contínua degradação do ambiente? A mim, para lá das catástrofes globais anunciadas, porventura inevitáveis se não se mudarem rumos e grandes escolhas, ocorreu-me que talvez a uniformização de tudo, da vida, do que nos rodeia e do que somos, seja afinal o risco maior. Sabemos que uma das marcas do nosso crescimento urbano, acelerado e disfuncional é a tendência para a uniformização da paisagem. Uma espécie decorrida para o nivelamento por baixo, para a mediocridade feita lei urbanística. Menos diversidade, mais pobreza, já sabemos. Por (quase) toda a parte, cidade e campo, se empastela e turva o olhar defronte das grandes "conquistas" da modernidade portuguesa. Vemos edifícios de sete andares pontificando em aglomerados rurais, prédios grandes e pequenos subindo colinas, tapando rios, invadindo praias, desafiando a lei e a gravidade. Nas cidades arrisca-se a invisibilidade do céu, edifícios tapando as vistas de outros edifícios, urbanizações "estilo internacional" ocupando o que eram zonas verdes, viadutos insolentes. Mas o padrão, o arquétipo de tudo isto é, sem dúvida, a rotunda. Não seria possível, talvez, entender a contemporaneidade sem essa muleta urbanística omnipresente. Os autarcas amam e difundem as rotundas com volúpia, como senão houvesse amanhã. Nada se vulgarizou mais do que este elogio ao redondo, ao circular, do que esta herdeira distante da invenção da roda, quiçá com laivos esotéricos impulsionando, através da circunferência, um simbolismo novo e só de alguns conhecido. Ninguém duvida da real influência do esférico na nossa vida pública, mas ,em vez de deslizar sobre a relva, este tipo de "melhoramentos" declara guerra sem quartel ao discurso quadrado, dos que não vislumbram beleza no trânsito zombando de cruzamentos e bifurcações, encantado a rodar, qual girândola, circunvagando em torno de fontes cibernéticas já tontas de tanta mobilidade. Longe de mim querer ser redundante, mas li recentemente que no município de S. João da Madeira se procura moderar este entusiasmo. Eliminar 11 rotundas, eis o objectivo camarário. Parece muito? Não é. Esse simpático concelho possui 110 destes círculos rodoviários, em oito quilómetros quadrados!! Certo é que, entre rotundas (esta crónica é redonda, como os leitores já perceberam) IP's e IC's com e sem lógica, a mancha construtiva alarga-se território afora, misturando urbano e rural - mas ao contrário do que, digo eu, poderia ser, criando vastas "zonas de ninguém". Nesses espaços inclassificáveis já não há ar puro, nem frescos regatos nem arvoredos nem sossego e ainda não há - e não haverá talvez nunca - o que a cidade pode e deve oferecer acesso a bens culturais e divertimentos, empregos e melhores oportunidades. Mas o resultado imediato é impressivo. Tudo banal, tudo igual, a diversidade banida, as marcas identificadoras soterradas na paisagem empobrecida. O tecido social confundido e a vida económica dependente. A ecologia ensina-nos o valor perene da diversidade. A paisagem, num país tão antigo como o nosso, é toda ela humanizada, tendo estabilizado, consoante as regiões, em formas mais ou menos conseguidas de adaptação e aproveitamento das condições naturais do meio - e isto ao longo de processos seculares. As mudanças que agora se verificam são demasiado rápidas e mal pensadas, excessivamente deslumbradas com uma noção unívoca e equívoca de progresso. A ruína da paisagem portuguesa é a maior evidência de um imenso falhanço colectivo de que deveríamos todos querer sair!

domingo, 23 de janeiro de 2005

Muúsica do Bioterra: A culpa é da vontade e Reflexões

Ouço imensas vezes esta música..."a vontade que vive dentro de mim e que só morre com a idade, com a idade do meu fim": Paz Profunda, Amor Inteiro, Respeitar a Natureza.


1. Aquecimento global: ponto de não retorno pode chegar mais cedo do que o previsto (estudo divulgado em Londres)Em: http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=13890

2. Portugal é o país da Europa com maior défice de agendas 21 locais Lusa
Portugal é o país da Europa com maior défice de agendas 21 locais para promoçãodo desenvolvimento sustentável a nível regional, uma realidade que começa a serdebatida quarta-feira em Sintra."Somos a lanterna vermelha de toda a Europa no que se refere às agendas 21locais", comentou Aristides Leitão, representante do Conselho Nacional doAmbiente e Desenvolvimento Sustentável, uma das organizações responsáveis peloFórum Internacional "Agenda 21 local: Sustentabilidade e Municipalismo", quedecorre quarta e quinta-feira em Sintra.Apenas cinco por cento dos municípios portugueses (entre 15 a 20) têm essesinstrumentos para que a nível regional se alcance mais progresso sem prejudicaro ambiente - o princípio que preside à criação do conceito de agenda 21 local anível internacional."Países como a Suécia ou na Dinamarca já têm uma taxa de cem por cento",assinalou Aristides Leitão.Um dos casos de sucesso é o da região espanhola da Catalunha: "As agendaslocais vieram dar-lhe um incrível dinamismo e capacidade de acção".No final de Setembro, o ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, prometeu que110 municípios portugueses teriam dentro de dois anos agendas locais 21."Decidimos fazer um programa ousado, com o objectivo de em 2005 estaremenvolvidos 50 municípios e mais outros 50 em 2006", anunciou na altura NobreGuedes.Este objectivo envolve cerca de um terço dos 308 municípios portugueses.A Associação Nacional de Municípios aplaudiu a proposta, mas lembrou que énecessário financiamento do Governo para a elaboração das agendas 21.Em matéria de agendas 21 locais, o próprio Ministério do Ambiente já reconheceuque Portugal está em incumprimento desde 1992, quando na Cimeira da Terra sedefiniram estes instrumentos de gestão e participação local."Como fazer Portugal reagir e conseguir dar exemplos de acções ligadas a estedomínio foi um dos objectivos de trazer este Fórum Internacional paraPortugal", comentou Marília Bernardes, presidente da Fundação InternacionalCidade Aberta, sedeada nos Estados Unidos.Segundo a responsável, as autoridades portuguesas têm considerado que asagendas 21 locais estão ainda em estado incipiente e chegaram a lamentar-se depouco conseguirem fazer para promovê-las.O fórum pretende debater "vários caminhos possíveis" para "fortalecer vínculosentre crescimento económico, qualidade ambiental, progresso social e reformasdemocráticas", segundo os organizadores.O Presidente da República, Jorge Sampaio, o ministro das Cidades, José LuísArnaut, e o presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas,entre outros, estarão presentes na sessão de abertura do Fórum.

3. Biodiversidade atravessa maior crise desde a extinção dos dinossaurios Lusa

O director-geral do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Klaus Toepfer,disse hoje que a Terra atravessa a pior crise "desde a extinção dosdinossauros" e convidou a reflectir sobre o recente tsunami no sudesteasiático.Toepfer falava na Conferência Internacional sobre "Biodiversidade, Ciência eGovernabilidade" que até sexta-feira reúne 1200 cientistas e responsáveispolíticos de 30 países na sede da UNESCO, em Paris.A conferência tem por objectivo alertar para a degradação acelerada dosambientes naturais e das espécies vegetais e animais na Terra.Toepfer convidou a comunidade internacional a não repetir os "erros humanos"que acentuaram a tragédia do maremoto que a 26 de Dezembro varreu as costas dooceano Índico."Os primeiros relatórios indicam que as zonas que mantiveram os seusecosistemas em boa saúde resistiram melhor do que as que os tinham degradados",afirmou, por seu lado, o director executivo da Convenção sobre BiodiversidadeEcológica, Hamdallah Zedan.É chegado "o momento de nos interrogarmos sobre os meios para interromper estaperda de diversidade", disse Toepfer, acrescentando: "Os nossos filhos e osnossos netos vão querer saber por que razão deixámos prosseguir esta perda deseres vivos".Segundo Zedan, "45 por cento das florestas originais já desapareceram, como dezpor cento dos corais, e o restante está gravemente ameaçado".Esta conferência, lançada em Junho de 2003 pelo Presidente francês, JacquesChirac, na cimeira do G8 em Evian (leste de França), poderá à criação de umgrupo governamental de peritos, tal como existe para o clima, para estimular osdecisores políticos.A biodiversidade é essencial para a manutenção do equilíbrio dos meios naturaise a sua deterioração pode ter consequências extremamente graves, segundo oscientistas.O predomínio do homem na Terra traduziu-se no desaparecimento acelerado deespécies a um ritmo 100 a mil vezes superior ao natural, referem os peritos.Estima-se que cerca de 16 mil espécies animais estejam actualmente ameaçadas deextinção, ou seja, um em cada quatro mamíferos do planeta, uma em cada oitoespécies de aves e um em cada três anfíbios.

sábado, 22 de janeiro de 2005

Projecto reciclagem AMI

A Fundação AMI - Assistência Médica Internacional iniciou um projectode reciclagem de consumíveis informáticos - tinteiros e toners - e detelemóveis - avariados ou em desuso. Ainda pouco divulgada em Portugal, areciclagem de consumíveis informáticos e de telemóveis é já há muito praticadanoutros países europeus. Este projecto permite defender o ambiente - já queestes materiais contêm resíduos perigosos - ao mesmo tempo que é uma fonte definanciamento para os projectos humanitários e de acção social que a AMIdesenvolve dentro e fora de Portugal.
A AMI conta com a parceria de uma empresa especializada na logísticade resíduos recicláveis. Esta empresa irá colocar contentores nas empresas,organizações, escolas e estabelecimentos comerciais que estejam interessados emparticipar. As entidades que se disponibilizem para colaborar com a AMI nãoterão, assim, de suportar nenhum encargo. A AMI entregará recibos de donativo -de acordo com a valorização dos materiais recolhidos - dedutíveis nos impostose majorados em 40%.
Segue em anexo documento relativo ao âmbito geográfico da recolha deconsumíveis informáticos. A recolha de telemóveis poderá ser efectuada emqualquer ponto do território nacional.
Agradecemos a máxima divulgação desta iniciativa. Para participar noprojecto, queira preencher o formulário anexo. Para ver esclarecidas quaisquerdúvidas, contacte-nos, por favor, através do número de telefone 218362100 ou doendereço de correio electrónico reciclagem-ami@netcabo.pt.
Obrigado pela disponibilidade,
FUNDAÇÃO AMI

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Dossier Brincar e Aprender na Net

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PARTIDA!!



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NOVA ATENÇÃO COPYRIGHT - Ao partilhar este Dossiê, agradeço atempadamente a indicação do  autor e do meu blogue Bioterra. Estes dossiês resultam de um apurado trabalho de pesquisa, selecção de qualidade e organização. Obrigado.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

Propostas para a cidade do Porto

Os munícipes e, no fundo, cidadãos têm o direito e devem avaliar as acções dos seus autarcas. Os últimos acontecimentos no Porto acerca do traçado do meatro da Boavista, o viaduto para o Parque da Cidade, a via rápida para o Parque Oriental, o bairro da Areosa e as construções na Qinta Marques Gomes merecem um acompanhamento atento, sob pena de assistirmos a uma cidade mais pobre e desinteressante Neste aspecto o texto escrito por Nuno Quental é a prova de que é possível ser-se um cidadão activo, interventivo e atento, independentemente dos desaires que as políticas dos nossos autarcas nos causam.Não nos arredemos da nossa responsabilidade também em não intervir. Sejamos proactivos.
_________________________________________________________
Propostas para a cidade do Porto
Por Nuno Quental, Público, 19/01/04

Multiplicaram-se recentemente iniciativas que têm promovido uma reflexão sobre a cidade e a região. Gostaria de deixar o meu modesto contributo, enquanto cidadão interessado e preocupado com a urbe.
Todos concordarão que as características mais distintivas da cidade - a sua história, património, paisagem urbana e acolhimento de investigação e ensino de qualidade - merecem ser promovidas. A autarquia tem em curso esforços meritórios neste sentido, destacando-se a recém-constituída Sociedade de Reabilitação Urbana "Porto Vivo". Para além disso, o Porto é uma cidade consolidada: possui um conjunto de equipamentos culturais e desportivos e de serviços de inegável valor que ficará substancialmente reforçado com a Casa da Música. É altura, pois, de se investir em projectos de menor escala que se traduzam numa melhoria real dos tecidos urbanos. Creio que este salto qualitativo e de filosofia está, em grande parte, por fazer.
Acima de tudo, enquanto objectivo político, o Porto deverá procurar oferecer aos seus cidadãos uma qualidade de vida claramente superior à das restantes cidades portuguesas. Abordarei algumas medidas que julgo serem necessárias para isso, não referindo, propositadamente, os aspectos que considero já estarem devidamente acautelados.
Um desenho urbano cuidado
Encontrando-se praticamente todo o território concelhio urbanizado, é tempo de pensar na pequena escala. Há que criar as condições para que o espaço público possa ser apreciado, para que percorrer uma rua seja uma experiência agradável. Actualmente, os obstáculos à circulação são de tal ordem que, de facto, é de espantar como não há menos gente a andar a pé. Precisamos de passeios mais largos e com um pavimento de qualidade, de uma localização do mobiliário urbano bem pensada - e não caótica, com um multiplicar perfeitamente absurdo de painéis publicitários, quiosques e sinais de trânsito -, de uma iluminação mais eficiente, de mais bancos e de arborização. Neste capítulo, por exemplo, como justificar o tamanho por vezes ridículo das caldeiras das árvores, que as condenam prematuramente, mesmo em intervenções recentes como na Avenida da França ou na frente marítima do Parque da Cidade?
De um modo geral, está também a perder-se a diversidade. Cada vez mais, as supostas "requalificações" optam por um desenho minimalista que artificializa desnecessariamente o ambiente (veja-se a Cordoaria). Que é feito da imaginação e da criatividade, num povo que tem fama de ser inventivo? Esculturas pequenas, passeios decorados (não me esqueço que acabaram com a calçada portuguesa da Praça da Batalha!) e canteiros coloridos são opções económicas e com bons resultados.
Apostar definitivamente na mobilidade
Quem é obrigado a optar pelos transportes públicos vê os tempos de viagem substancialmente prolongados. No entanto, o Porto tem uma rede de transportes públicos com excelente cobertura territorial. Na cidade circulam 78 carreiras de autocarros, a que há a acrescentar a linha de metro. Os autocarros só funcionam mal porque são obrigados a competir com o automóvel particular pelo mesmo espaço, o que, numa cidade com ruas tão estreitas, se traduz em filas intermináveis. Por este motivo, a manutenção de uma frequência mínima requer muito mais viaturas em circulação, o que se traduz em despesas acrescidas. Há que inverter esta situação.
Nunca percebi, por exemplo, por que não se ligam as principais centralidades do Porto, e estas às dos concelhos periféricos, através de uma boa rede de corredores "bus". Seriam elas Boavista, Campo Alegre, Cordoaria, Baixa, Constituição, Antas, Campanhã (estação) e Asprela. Actualmente, a rede cobre apenas parcialmente as ligações necessárias e, mesmo assim, de forma descontínua. Falta a coragem política de retirar espaço ao automóvel - porque algumas ruas teriam de ser, simplesmente, reservadas ao transporte público.
Áreas verdes em abundância e de proximidade
À cidade do Porto já não restam muitas áreas livres de construção. A urbanização tem-se expandido a um ritmo impressionante: para o concelho e freguesias limítrofes, entre 1983 e 1997, passou de 51 para 62 por cento da sua área total. Qual é o limite do sustentável? Dir-se-ia que já foi atingido, mas quem conhecer o PDM saberá que as áreas de expansão urbana são inúmeras, sem o proporcional aumento de dotação de espaços verdes. Até o maior projecto previsto - a criação do Parque Oriental - ficará amputado com a construção de uma estrada com perfil de via rápida.
Quantos habitantes têm hoje o privilégio de viver a cinco minutos de um jardim? Dever-se-ia, por motivos ecológicos e sociais, generalizar o fácil acesso a áreas verdes de proximidade. Isso exige determinação política e a aceitação de que há limites desejáveis à quantidade de construção. A cidade densa nunca é alcançada à custa da destruição dos poucos espaços livres que podem ser aproveitados para actividades de lazer. Pelo contrário, elevadas densidades só são admissíveis quando aqueles existem em abundância.
Estes três aspectos - desenho urbano cuidado, aposta na mobilidade e aumento das áreas verdes públicas - parecem-me essenciais para que o Porto se destaque pela positiva e para que os portuenses se orgulhem do local onde vivem. Serão também, com toda a certeza, factores de atracção de pessoas e investimento, exactamente aquilo de que a cidade precisa para ser competitiva.
Reservo para um próximo artigo a análise de projectos que estão mal concebidos (alguns estão mesmo "descarrilados") ou podiam ser significativamente melhorados. A qualidade de vida não se consegue apenas com mais do que é bom; também é preciso evitar o que é mau.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

OS HUMANOS

Em termos estritamente musicais o álbum "Os Humanos" já marcou a história da música portuguesa.
Como os meus estados de alma incluem o meu amor profundo pela Terra e esta irreqietude, inconformismo e independência que constantemente me perseguem e que me impõem agir quando vejo que os gestos do homem estão a danificar o Ambiente e a pôr em causa a sua própria sobrevivência, as letras deste álbum levam-me a outras ideias fortes, que não apenas a frágil vida humana.

AMOR DE CONSERVA- esta letra assenta que nem uma luva quando o MPT se juntou às listas do PSD ou a aproximação do CDS às causas mais comumente defendidas pela maioria dos ecologistas.Não estejamos distraídos...

A CULPA NÃO É DO SOL- nas escolas do nosso País passa-se muito frio nas aulas, com reflexos óbvios no mau aproveitamento escolar dos nossos alunos. Para quando se instalam painéis solares nas escolas??

TEIA - a desistência e a depressão tomou conta do país...a economia informal é das maiores da Europa...a burocracia que se instalou em todo o lado...a inveja e o machismo...o que é mais importante: é a cabeça da lista ou a participação dos sócios/membros?? ....

NÃO ME CONSUMAS - o telelixo veio para ficar, há mais megacentros comerciais...que "bom" e "são tão modernos"....quando modernizar o nosso País passaria por mudanças de mentalidades , apontadas para melhor e mais formação profissional, mais eficiência energática e redução.

Além disso a estabilidade pretendida tem sido até agora sinónimo de clientelismo partidário, inflexibilidade e estagnação....estamos "quase" encurralados.

QUERO É VIVER- e não desistir. Arredemos este D inegrúmeno da nossa democracia.





Uma Biografia

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Sala de Cinema Ecológico

A Plataforma Transgénicos Fora disponibiliza uma videoteca impressionante! Abaixo pode escolher de entre mais de cem filmes diferentes, entre amadores e profissionais, curtas e longas metragens, animações ou documentários, em diferentes línguas e todos eles para ajudar a reflectir sobre transgénicos e a vasta questão da relação entre o que somos, o que comemos e o que acontece ao planeta. Nem todos os ficheiros estão em português - há-os em francês, castelhano, inglês... mas todos são úteis para informar, inspirar, animar discussões em escolas ou debates e difundir para amigos e conhecidos. Pode deixar comentários públicos em cada filme, ou dirigir-nos um comentário privado através do nosso email. Idealmente deverá deixar carregar o filme completamente antes de iniciar a visualização, por forma a evitar interrupções.

Filmes
2008• Le Monde Selon Monsanto 2h26min (francês)
2005• Quem Alimenta o Mundo 1h35min (português)
2005• O Pão Nosso de Cada Dia 1h32min (português)
2004• O Futuro do Alimento 1h29min (português)
2004• A Vida Fora de Controlo 1h34min (português)
2003• Le Génie Helvétique 1h26min (francês)
1999• De Mão Posta nos Genes 53min (português)

Documentários
2007• Brevet pour le Porc 45min (francês)
2007• The Dying Fields 51min (inglês)
2005• A Silent Forest 46min (inglês)
2004• A Guerra das Culturas Transgénicas 46min (português)
2004• La Poderosa Agricultura Europea 59min (castelhano)
2004• Bt Fiasco in India 30min (inglês)
2002• Fedup 57min (inglês)
2002• Qué Comemos Hoy? 51min (castelhano)
2000• Transgénicos - Serão Seguros? 49min (português)

Reportagens
2008• Paraguay's Painful Harvest 24min (inglês)
2008• Lanceurs d'Alerte 14min (francês)
2007• La Bombe OGM 14min (francês)
2007• OGM - L'Envahisseur 10min (francês)
2006• The Genetic Conspiracy 26min (inglês)
2005• OGM - L'Etude qui Accuse 23min (francês)
2005• Genetically Modified Foods 25min (inglês)
2005• Argentine, le Soja de la Faim 23min (francês)
2004• Fome de Soja 51min (português)
2003• OGM et Moi 35min (francês)
2003• Slice of Life 12min (inglês)
2000• Stop the Crop 18min (inglês)
---• Soja - Em Nome do Progre$$o 16min (português)
---• Óleo de Soja não Rotulado no Brasil 10min (português)
---• Hidden Dangers in Kids Meals 28min (inglês)
---• GMO Containment? 10min (inglês)
---• De Trigo y Maiz 4min (castelhano)

Entrevistas e Palestras
2008• Hugh Grant vs Michael Pollan 36min (inglês)
2007• RTP 2 - Entre Nós (2007) 27min (português)
2005• Conférence de Christian Vélot 46min (francês)
2003• A Ameaça dos Transgênicos 22min (português)

Debate em Portugal
2007• SIC - Reportagem Especial 21min (português)
2007• Sociedade Civil 1h10min (português)
2007• RTP N - Fórum do País 1h00min (português)
2007• Biosfera - Ensaios em Rio Maior 43min (português)
2004• Causas Comuns 24min (português)
1999• Central Urbana 1h11min (português)
1999• Consultório 40min (português)

Animações
2007• A Revolução das Bocas 6min (português)
2005• A Guerra da Mercearia 6min (português)
2004• The TRUE Cost of Food 15min (inglês)
---• Meatrix 1 4min (português)
---• Meatrix 2 5min (português)
---• Roundup 2min (inglês)
---• Backwards Hamburger 3min (inglês)
---• Krafted 1min (inglês)
---• Under the Peel 1min (inglês)

Activismo
2008• This Lawn is Your Lawn 5min (inglês)
2008• Herdade da Lameira 12min (português)
2007• Rio Maior, Zona Livre de Transgénicos 10min (português)
2007• Corn Martyr Suicide 3min (inglês)
2006• Activists Invade Pro-GMO Conference 6min (português)
2006• O Dia da Biodiversidade 10min (português/inglês)
---• La Génétique do Fachisme 8min (francês)

Clipes
---• Genetically Modified World 3min (inglês)
---• Bt, Bugs and Evolution 5min (inglês)
---• Genetically Modified Fish 3min (inglês)

Alternativas
2008• Homegrown Revolution 2min (inglês)
2007• Biosfera - Biodiversidade Agrícola 43min (português)
2007• Planeta Verde - Agricultura Biológica 4min (português)
2006• Guerre et Paix dans le Potager 1h41min (francês)
2005• Pesticides... Non Merci! 47min (francês)
2004• Alternative Agriculture 45min (inglês)
2001• El Rebelde del Agro 44min (castelhano)
1987• O Homem que Plantava Árvores 30min (português)
1977• Living the Good Life 30min (inglês)
---• Soberanía Alimentaria 5min (castelhano)
---• L'Homme qui Parle avec les Plantes 58min (francês)
---• Sembrar para Comer 5min (castelhano)
---• How to Survive Peak Oil 10min (inglês)

Empresas
2004• Sweet Misery 1h30min (inglês)
2004• Lord of the Rings - The Twin Towers 15min (inglês)
2003• The Corporation 2h57min (inglês)
---• Fox News Kills Monsanto Story 10min (inglês)

Vários
2008• Confidential 2min (inglês)
2008• Your Milk on Drugs 18min (inglês)
2006• The Ghost in Your Genes 48min (inglês)
---• Farm Fresh Food 31min (inglês)
---• Test Tube Food 4min (inglês)

Vem engrandecer o meu Dossier TV e Cinemas Ecológicos

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Internet: WWF espanhola lança portal dedicado à Política Agrícola Comum

O ramo espanhol da organização internacional WWF (World Wildlife Fund forNature) lançou hoje um portal dedicado à Política Agrícola Comum (PAC) parainformar os cidadãos das suas repercussões directas, depois da reforma de 2003,foi hoje anunciado.O portal - http://www.wwf.es - é uma "iniciativa que pretende informar, criardebate e consciencializar sobre os impactes ambientais derivados das máspráticas agrícolas e das políticas agrícolas insustentáveis, bem como a faltade controlo sobre as medidas ambientais da PAC", explica a organização. Disponível em vários idiomas - entre eles espanhol, alemão, italiano, inglês epolaco -, o principal objectivo do portal é "conseguir que os cidadãos europeusaumentem os seus conhecimentos sobre a PAC e que assumam a influência que estapolítica tem na conservação do ambiente e na paisagem rural, bem como na saúdehumana".O portal disponibiliza notícias, iniciativas e publicações relativas à PAC eaborda questões como os organismos geneticamente modificados, comércio, paísesem desenvolvimento e saúde.A WWF espanhola lembra que os subsídios europeus e o ênfase da PAC no aumentoda produção "tiveram um poderoso efeito no campo, cujo resultado foi,principalmente, a produção intensiva, da qual deriva um impacto ambientalnegativo".Segundo a WWF, "uma reforma da PAC deveria proteger o ambiente europeu,garantir a sobrevivência a longo prazo das populações rurais na Europa ereequilibrar o mercado internacional que afecta os países em desenvolvimento".

domingo, 16 de janeiro de 2005

Três cenários do drama ecológico actual por Leonardo Boff

Mais um texto escrito por Leonardo Boff. Vale a pena lê-lo, para aprofundar o debate.

A humanidade se encontra numa encruzilhada: deve decidir se quer continuar a viver nesse Planeta ou se aceita a caminhar ao encontro do pior. Ela se parece com um avião na pista de rolamento. Sabemos que há um momento crítico de não retorno no qual o piloto não pode mais frear. Ou levanta vôo e segue seu curso ou se arrebenta no fim da pista. Há analistas que dizem: passamos do ponto crítico, não levantamos vôo e vamos encontro de uma catástrofe. Ou damos espaço a um novo paradigma civilizatório que nos poderá salvar ou enfrentaremos a escuridão como nos adverte em seu recente livro O futuro da vida o grande biólogo da biodiversidade Edward Wilson.. Face a tal dramática situação, vigem hoje três cenários principais, cada qual com previsões próprias e diferentes. 

O primeiro cenário - conservador - é dominante. Procura globalizar o modelo atual que é consumista e predador. Tal é o caso do neoliberalismo mundializado que mostrou sempre parca sensibilidade ecológica e social, tolerando o agravamento das contradições internas. Face aos fantasmas surgidos após o 11 de setembro triste, os ricos e poderosos tendem a levantar um muro de controle e de restrições em suas fronteiras. Buscam aplicar as tecnologias mais avançadas para garantir para si as melhores condições de vida possíveis. Além de ter sido historicamente etnocida, o sistema hegemônico pode revelar-se agora ecocida e biocida. Mas essa escolha é suicida, pois vai contra o sentido do proceso evolucionário que sempre buscou re-ligações e cadeias de cooperação para garantir a subsistência, o mais possível, de todos. 

O segundo cenário - reformista - tem consciência do deficit da Terra. Mas confia ainda na sua capacidade de regeneração. Por isso se mantem dentro do paradigma vigente, consumista e predador. Não oferece uma alternativa, apenas miniza os efeitos não desejados. Inventou o desenvolvimento sustentável, falácia do sistema do capital, para incorporar o discurso ecológico dentro de um tipo de desenvolvimento linear, predador e criador de desigualdades. Este contradiz e anula o sentido originário de sustentabilidade que visa sempre o equilíbrio de todos os fatores. Mas pelo menos introduz técnicas menos poluentes, evita a excessiva quimicalização dos alimentos e preocupa-se não só com a ecologia ambiental mas também com a ecologia social, buscando diminuir a pobreza, embora com políticas pobres para com os pobres. Essa solução representa apenas um paliativo, não uma alternativa à situação atual.

O terceiro cenário - libertador - apresenta uma real alternativa salvadora. Parte do caráter global da crise. O nível de interdependência é tal que ou nos salvamos todos ou todos pereceremos. Os vários documentos da ONU sobre a questão revelam essa nova consciência: "há uma Terra somente"; "a preservação de um pequeno Planeta" (Estocolomo 1972); "nosso futuro comum" (Comissão Brundland 1987) e por fim a declaração do Rio de Janeiro: "entendemos que a salvação do Planeta e de seus povos, de hoje e de amanhã, requer a elaboração de um novo projeto civilizatório"(1992). Esse projeto deve ser construido sinergeticamente por todos. Daí a urgência da criação de organismos globais que respondam pelos interesses globais. Importa costurar um novo pacto social mundial, no qual os sujeitos de direitos não sejam apenas os humanos mas também os seres da natureza. Eis a base para um democracia ecológico-social-planetária. Nesse tipo de democracia, tanto são cidadãos os humanos bem como os demais representantes da natureza, em permanente interdependência com os humanos. A democracia se abre assim para uma biocracia e cosmocracia. No dia em que prevalecer esta democracia ecológico-social-planetária ter-se-ão criadas as condições para uma aliança de fraternidade/sororidade com a natureza. O ser humano sentir-se-á parte e parcela do todo e seu guardião responsável. Por medo e como auto-defesa não precisará mais agredir os outros e a natureza. Não obstante as contradições da condition humaine, sempre demente e sapiente, poderá viver singelamente feliz em comunhão com todos os seres, como irmãos e irmãs, em casa. Só então começará o ansiado novo milênio com um outro tipo de história, de paz perene com a Mãe Terra.

sábado, 15 de janeiro de 2005

Ar Livre

Está em circulação o n.° 16 da revista Ar Livre, com um dossier de cerca de 20 páginas sobre permacultura, elaborado e ilustrado por Nelson Avelar, um dos raros praticantes e formadores em permacultura existentes em Portugal.
Outros artigos: entrevista com o deputado ecologista europeu Paul Lannoye ao abandonar 15 anos de actividade como deputado no Parlamento Europeu; os teixos como árvores preciosas; a natureza no poeta Sebastião da Gama (dossiê com textos, poemas e fotografias do poeta da Arrábida) e numerosas pequenas notas, incluindo uma página dedicada aos problemas da paz intitulada A PAZ É UMA CONSTRUÇÃO.
A melhor forma de obter este número é assinar a revista por quatro números(9 euros) ou 8 números (17 euros) pois aos novos assinantes é de imediato enviado este número. Para isso, enviar cheque (a favor de Campo Aberto) no valor da opção pretendida (ou vale de correio, com indicação de a que se destina), nome e endereço com código postal e localidade, ou ainda fotocópia de recibo de transferência multibanco feita para o NIB 003 507 300 003 575 610 354, para Campo Aberto
Apartado 5052
4018-001 Porto

CAMPANHAS

Join the Global Call to Action Against Poverty

The Global Call to Action Against Poverty is a world-wide alliance committed to forcing world leaders to live up to their promises, and to make a breakthrough on poverty in 2005. The campaign is demanding that they do more to achieve trade justice, drop the debt, increase and improve aid, and ultimately live up to their promises

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Encontros Improváveis- Sophia de Mello Breyner Andressen e Robert Frost

Robert Frost

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura do homem que ergue
Sua habitação

Sophia de Mello Breyner Andressen

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

A nova arma de destruição maciça dos Estados Unidos: a manipulação do clima para fins militares

Muito preocupante....


Manipulações do clima por parte do Exército dos Estados Unidos: o programa Haarp

A atenção que o Departamento de Defesa norte-americano está a dar ao arsenal das armas climáticas ainda não é objecto de debate e denúncia por parte da opinião pública internacional. E se é certo que a recusa firme por parte da Administração Bush em ratificar o Protocolo de Kioto tem sido criticada por todo o lado, a verdade é que o tema da manipulação e modificação do clima com fins militares não tem sido suficientemente escalpelizado, apesar de constituir hoje em dia uma verdadeira arma de destruição maciça.

A Força Aérea norte-americana tem capacidade de manipular o clima tanto para fins pacíficos como para fins militares. Isto inclui a capacidade para provocar inundações, furacões, secas. Nos últimos anos o Departamento de Defesa reservou grandes montantes para o desenvolvimento e aperfeiçoamento destes sistemas.
«A modificação do clima formará parte da segurança doméstica e internacional e poderá ser realizada unilateralmente. Pode ser utilizada ofensiva e defensivamente, ou para propósitos dissuasivos. A habilidade para gerar precipitações, neve, tormentas ou modificar o espaço exterior... ou a produção de climas artificiais tudo isso constitui parte de um conjunto de tecnologias que podem incrementar o conhecimento tecnológico, a riqueza e o poder dos Estados Unidos, e degradar os seus adversários. (US Air Force, emphasis added. Air University of the Use Air Force, AF 2025 final report)

É desnecessário dizer que o tema é tabu. Os analistas militares e os metereológos mantêm-se mudos. Fala-se muito do aquecimento global do planeta, mas nem uma palabra sobre o principal programa norte-americano da guerra climática: The High-Frequency Active Auroral Research Program (Haarp), com sede em Gokona, Alaska, e gerido conjuntamente pela Força Aérea e a Marinha de Guerra.
Este programa existe desde 1992. E é parte de uma nova geração de armas concebidas no âmbito da Iniciativa de Defesa Estratégica, e de que é responsável o Air Force Research Laboratory’s Space Vehicles Directorate. Trata-se de um conjunto de antenas com capacidade de criar modificações na ionosfera ( o nível superior da atmosfera)
Nicholas Begich, activista contra o programa HAARP descreve-o:
«É uma superpoderosa tecnologia de emissão de gazes de ondas radiais que elevam as aéreas da ionosfera concentrando um gás que aquece certas áreas…
Ondas electromagnéticas irrompen n aterra e afectam tudo, quer seres vivos ou nao»
O cientista de renome mundial, Dr. Rosali Bertell, refere-se ao HARRP como u gigante aquecedor que pode causar importantes alterações na ionosfera
Para Richar Williams, físico e consultor do David Sarnoff Laboratory, em Princeton, «o HARRP é um acto de barbárie; os efeitos do seu uso podem prolongar-se por muitos anos…»
Para além disso, o HARRP serve para alterar o sistema de comunicações e de radar do inimigo, pode ainda provocar apagões em regiões inteiras, interrompendo o fluxo de corrente de energia eléctrica.
A manipulação climática , segundo os observadores, pode ser a arma «preventiva» por excelência Tanto pode ser utilizada contra países inimigos como contra países amigos, sem o seu consentimento. Para além disso, quem possuir esse conhecimento técnico ( como fazer um ataque «climático») poderá usar essa «informação privilegiada» para obter proveitos próprios a nível económico e financeiro.

Resumo e excertos de um artigo de
Michael Chossudovsky
GlobalResearch.ca

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

Bastardos do Sol

1.Educação
Comentários para quê? As últimas atitudes da Ministra da Educação mereceram até uma indignação do Presidente da Assembleia da República ...

2.Política
A formação das listas conforma dias perturbados em vez de esperança...

3.Ambiente
O que nos reservará? Três Ministros do Ambiente em tão pouco tempo e tanta coisa a decidir...

4.Economia
Fiscalidade, onde estás? Pobreza, mais pobreza...Ainda há muito a fazer pela democracia e respeito pelos eleitores/cidadãos.Temos direito a ter direitos, sob pena de continuarmos bastardos do Sol.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Mindelo...ponto de situação

SINTESE:Continua de forma dramática o "jogo do empurra" relativamente à criação de uma Área Protegida que actualize o vetusto estatuto da Reserva Ornitológicade Mindelo.O Governo e o Instituto de Conservação da Natureza manifestam-se a favor dacriação de uma Área de Paisagem Protegida, de acordo com o aprovado naAssembleia da República em 2003, mas tudo está dependente da apresentação deum pedido de classificação por parte da Câmara Municipal. Esta, bem como aJunta de Freguesia, tinham prometido em Outubro de 2004 que o iriamapresentar a "muito curto prazo"...No passado dia 30 de Dezembro foi chumbada na Assembleia Municipal umarecomendação para que esse pedido seja apresentado.

DESENVOLVIMENTO:O ICN (Instituto de Conservação da Natureza) já se pronunciou relativamente à ROM (Reserva Ornitológica de Mindelo). No documento a que tivemos acesso é referido que:"atendendo a que o interesse natural da área em causa, podendo ser assinalável em termos locais, é pouco relevante em termos nacionais,consideramos que a estratégia de preservação a propor para a Reserva Ornitológica de Mindelo deve acentar na sua requalificação ambiental""a implementação de propostas de intervenção, como as apresentadas pelo Movimento PROMindelo, que contemplam vertentes como a da conservação danatureza, investigação científica, formação e educação ambiental, património cultural, recreio e turismo, poderá passar pela criação de uma área protegida de âmbito local. De acordo com o art.º 26º do DL 19/93, de 23 deJaneiro, a proposta de classificação de uma área deste âmbito pode ser apresentada pela autarquia local".
Em reunião com o Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, no passado dia 28 de Dezembro de 2004, fomos informados que o Ministério tem todo o interesse em avançar com o processo de classificação mas que está dependente da entrega do respectivo pedido por parte da Câmara Municipal de Vila do Conde. Foi transmitido que o Ministério contactou a Câmara Municipal disponibizando-se para dar todo o apoio necessário no processo, não tendo sido recebida qualquer resposta.(Outros assuntos tratados com o Ministério do Ambiente foram a construção do NASSICA e a inexistência de Estudo de Impacte Ambiental, a construção de habitações em zonas de risco e a Agenda 21 de Mindelo). 
Relembramos que no final do Fórum de Sustentabilidade da Agenda 21 de Mindelo (9 de Outubro de 2004), o Presidente da Junta de Freguesia de Mindelo afirmou que a Câmara Municipal de Vila do Conde "irá apresentar amuito curto prazo um pedido oficial de classificação para a área".Respeitando esta promessa e o manifesto eleitoral apresentado em 2001("tentar influenciar a criação de uma Área de Paisagem Protegida"), a Juntade Freguesia enviou à Câmara Municipal no final de 2004 um pedido para que a CM avance com o pedido de classificação, seguindo o acordado entre as duas autarquias.
No passado dia 30 de Dezembro de 2004, o CDS apresentou na Assembleia Municipal uma recomendação à Câmara no sentido de:"a) A Câmara Municipal de Vila do Conde proponha ao I.C.N. a classificação da R.O.M. com área de paisagem protegida.b) Após a sua classificação a Câmara Municipal de Vila do Conde negoceie como Ministério do Ambiente a celebração de um contrato-programa que viabilize os investimentos necessários e o funcionamento da área de paisagem protegida. c) O Plano Director Municipal, actualmente em revisão, enquadre a área a preservar num regime de protecção compatível com o estatuto de uma área de paisagem protegida. d) Sejam salvaguardados e ouvidos os interesses legítimos dos proprietários,representados pela sua Associação.e) Seja ouvidas as Juntas de Freguesia abrangidas, bem como, as associações ambientalistas, nomeadamente, a Associação dos Amigos do Mindelo para a Defesa do Ambiente."A proposta foi chumbada pela maioria PS e CDU e representantes, nomeadamente da Junta de Freguesia de Mindelo. CDS e PSD votaram a favor.De acordo com o Jornal Público, o Presidente da autarquia reclamou que o Estado pague os custos de uma classificação, de âmbito nacional, daquela zona costeira.Por ironia, foi aprovada uma proposta apresentada pela CDU no sentido de criar o "Prémio Professor Santos Júnior" para quem, a título individual ou colectivo, mais se destaque na defesa da ROM.
CONCLUSÃO FINAL:
O estatuto local/regional é claramente o mais apropriado em termoscientíficos. Isso implica a apresentação por parte da Autarquia de um pedidode classificação de Área de Paisagem Protegida. Está prevista na lei acelebração de contratos-programa para financiar a "realização deinvestimentos e a comparticipação, nas despesas de funcionamento das áreasde paisagem protegida" e existe a possibilidade de apresentar candidaturas aprogramas europeus - a criação da Área de Paisagem Protegida das Lagoas deBertiandos e S. Pedro de Arcos, em Ponte de Lima, permitiu obter fundoscomunitários superiores a um milhão de contos.Não aproveitar a disponibilidade manifestada pelo governo actual, que podeaprovar o pedido de classificação já que foi mandatado nesse sentido pelaAssembleia da República, é claramente muito negativo, já que se adia tudopara um futuro governo que é uma incógnita.
Mais informações:http://www.amigosdomindelo.pt/rom/votacaoAR.htm
Pedro MacedoTel. 936 061 160
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