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quarta-feira, 18 de março de 2026
TR/ST - Iris
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sábado, 20 de dezembro de 2025
Mariana Mortágua despediu-se do Parlamento e ouviu elogios de quase todas as bancadas
Mariana Mortágua despediu-se do Parlamento e ouviu elogios de quase todas as bancadas. Cumpriu e fê-lo, com elevação e ética, características que infelizmente já não abundam muito na Assembleia da República.
Como sempre, vejo as redes sociais a destilar ódio a quem combateu o sistema, como pôde. À Mariana devemos sobretudo o seu empenho em desmascarar a rede do BES e isso não interessa para esta gente que nunca gostaram de quem interfere e denuncia o poder podre do país. Doutorada em Economia pela Universidade de Londres. A Mariana já tem emprego, estejam descansados. Em princípio será Professora Universitária no ISCTE. Destaco três livros que são actuais, infelizmente:
1. "Isto é um Assalto" (2013)
Com ilustrações e BD de Nuno Saraiva e design de Rita Gorgulho, este livro descreve o assalto que Portugal está a sofrer. Eles estão a cobrar impostos acima das nossas possibilidades, a retirar subsídios de férias e de Natal que eram as nossas possibilidades, a destruir o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública e a Segurança Social que deveriam ser a devolução dos nossos tributos. Eles querem tudo. Eles, a finança, cobram uma renda sobre o nosso futuro e ainda querem convencer-nos de que somos culpados. Por isso, em Isto é um Assalto, faz-se a conta e cobra-se a fatura: verá como os bancos foram financiados pelos nossos impostos, como a austeridade e a chantagem da dívida estão a criar o maior desemprego da história do nosso país, como a troika destrói a vida das pessoas.
2."Privataria" de 2015
«Portugal foi tricampeão de privatizações em 2012, 2013 e 2014, ocupando sempre, nesses anos, o primeiro lugar em volume de vendas a nível europeu. Esta revolução, pela sua escala e pelos setores alcançados - os correios e os aeroportos, por exemplo, tinham sido sempre públicos -, é isso mesmo: uma revolução. Mas a apropriação por privados (ou entidades estatais estrangeiras) de monopólios naturais e outros recursos estratégicos iniciou-se vinte anos antes. Com entoações diferentes, a justificação política foi sempre a da superioridade da gestão privada, aliada à pressão das instituições europeias para a redução do défice e da dívida, uma constante ao longo do tempo, ora em função das regras do "mercado comum", ora dos critérios de convergência para a moeda única, ora do memorando com a troika ou ora ainda do tratado orçamental europeu.»
3. "No Sonho Selvagem do Alquimista" de 2021
Como se cria o dinheiro? Quem é que controla a criação do dinheiro? E quem o detém? Como é que as nossas vidas são condicionadas pelo sistema financeiro mundial?
Neste livro destinado ao grande público, Mariana Mortágua explica os principais processos de criação de moeda e o modo de funcionamento dos bancos. Acompanhando a sua evolução desde a Idade Média, a autora reflete sobre o poder associado às relações financeiras e de dívida. E sobre as novas formas de poder financeiro, nomeadamente a «banca-sombra» e as criptomoedas. O principal argumento é que a moeda, a banca e a finança são demasiado importantes para se manterem fora do espaço de discussão e decisão democráticas.
E quanto ao seu papel, tão criticado pelos portugueses, quando fez parte da flotilha por Gaza, infelizmente a situação continua calamitosa, agravada com as inundações deste Inverno. O acordo de paz na Faixa de Gaza, que vigora desde 10 de outubro é um frágil cessar-fogo entre Israel e o grupo radical palestiniano. Os Palestinianos continuam vítimas de Netanyahu. Israel continua a restringir a ajuda humanitária vital (77% da população ainda sofre de fome aguda, apesar do cessar-fogo) e vários relatos mostram que o país viola o cessar-fogo, não apenas o Hamas como os media destacam mais, os habitantes de Gaza sofrem com tendas inundadas, fome, poluição e doenças.
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Type O Negative - Red Water (Christmas Mourning)
A palavra Krampus vem de Krampen, palavra para "garra" do alto alemão antigo.
terça-feira, 1 de julho de 2025
O Mundo de Edena
Antes de entrar na obra em si, cabe falar um pouco sobre o autor, Jean “Moebius” Giraud. Foi um artista francês que trabalhou com quadrinhos e também cinema. Começou a sua carreira desenhando um faroeste chamado Blueberry poduzido em parceria com Jean-Michel Charlier. Sua obra de maior reconhecimento, O Incal, foi feita em parceria com Alejandro Jodorowsky.
"O Mundo de Edena" (no original, Le Monde d'Edena) destaca-se pelo seu visual onírico, simbolismo filosófico e abordagem existencialista, sendo considerada uma das obras-primas do autor.
📘 Visão geral da série
Autor: Moebius (Jean Giraud)
Género: Ficção científica, espiritualidade, aventura, utopia/distopia
Publicação inicial: 1983 (como álbum completo em 1988 e uma republicação em 2022)
Volumes: 6 principais
📚 Livros da série
- Na Estrela (Sur l'Étoile) – Introdução ao universo de Edena
- Os Jardins de Edena (Les Jardins d’Edena) – Primeiras explorações do planeta
- A Deusa (La Déesse) – Transições psicológicas e metafísicas
- Estrela (Stel) – Mudanças interiores e busca de sentido
- Sra. (Sra) – Reflexões sobre identidade e género
- Os Consertadores (Les Réparateurs) – Última fase da jornada
🧑🚀 Enredo
A história segue Stel e Atan, dois viajantes espaciais que caem num planeta desconhecido. À medida que exploram Edena, são forçados a abandonar a tecnologia e confrontar a natureza, os seus corpos e a própria consciência. Ao longo da saga, Moebius aborda temas como:
- Regresso à natureza
- Sexualidade e identidade
- Autoridade e opressão
- Iluminação espiritual
🎨 Estilo artístico
Moebius usa um traço claro e detalhado, com cores suaves e paisagens surreais que evocam tanto o maravilhamento quanto a estranheza. A arte é simbólica e muitas vezes onírica, convidando o leitor a interpretações múltiplas.
💡 Curiosidades
A série foi inspirada por experiências pessoais de Moebius com meditação, dieta macrobiótica e busca espiritual.
Edena começou como uma história promocional para a Citroën (!), mas foi rapidamente expandida numa saga ambiciosa.
A personagem Stel representa o Eu espiritual e consciente; Atan representa o Eu condicionado e apegado à norma.
📚 Edições em português
A série foi publicada em português por diferentes editoras, como a ASA (Portugal) e outras no Brasil. Em anos recentes, algumas editoras lançaram edições integradas com todos os volumes.
Biografia completa aqui
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segunda-feira, 20 de maio de 2024
Coreógrafo Dimitris Papaioannou
sábado, 25 de novembro de 2023
Música do BioTerra: Escape with Romeo - Somebody
Versão estúdio
Circling planets will never stop
I'm in the canalization and now
I'm coming to the top
There's a train that goes backwards
And a will to survive
I feel like walking on razorblades
Black spots (they) cover my life
[Refrão]
Feel the move
Start to groove
As I fade
You should know that I never wait
For somebody
Somebody [4x]
I fell in love with my killer
This is hijacked emotion
Throwing kisses with a machine gun
In the name of devotion
And you feel good in your prison
How long is that going fine
Out in the critical distance... I
Can make the rules of the game
[Refrão]
Feel the groove
Start to move
As I fade
You should know that I never wait
For somebody
Somebody [9x]
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terça-feira, 7 de novembro de 2023
Parabéns Joni Mitchell. Hoje faz 80 anos! Happy b´day, Joni Mitchell. Today turns 80!
They're cutting down trees
They're putting up reindeer
And singing songs of joy and peace
Oh, I wish I had a river
I could skate away on
But it don't snow here
It stays pretty green
I'm going to make a lot of money
Then I'm going to quit this crazy scene
I wish I had a river
I could skate away on
I wish I had a river so long
I would teach my feet to fly
Oh, I wish I had a river
I could skate away on
I made my baby cry
He tried hard to help me
You know, he put me at ease
And he loved me so naughty
Made me weak in the knees
Oh, I wish I had a river
I could skate away on
I'm so hard to handle
I'm selfish and I'm sad
Now I've gone and lost the best baby
That I ever had
Oh, I wish I had a river
I could skate away on
I wish I had a river so long
I would teach my feet to fly
Oh, I wish I had a river
I could skate away on
I made my baby say goodbye
It's coming on Christmas
They're cutting down trees
They're putting up reindeer
Singing songs of joy and peace
I wish I had a river
I could skate away on
One of the world’s most remarkable and beloved artists, Mitchell has influenced musicians across a vast cross-section of genres with her ethereal songs that reflect social and environmental ideals. The prolific singer-songwriter-painter-poet has not only written and produced her music, but also designed most of her album covers and packaging. A journey into Joni Mitchell’s artistry is one of a highly original, harmonically innovative, and emotionally charged, familiar yet fresh adventure.
Joni has 10 Grammy Awards in total and in 1997 she was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame. The 'Big Yellow Taxi' singer admitted she was most proud of her Kenndy Center Honor, which she received in 2021. She said: "It was very rewarding, I mean it's heartwarming. It's the highest honor I can think of for for my craft you know in this country."
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sexta-feira, 6 de outubro de 2023
Música do BioTerra: Kurt Cobain - And I love her
I give her all my love
That's all I do
And if you saw my love
You'd love her too
I love her
She gives me everything
And tenderly
The kiss my lover brings
She brings to me
And I love her
A love like ours
Could never die
As long as I
Have you near me
Bright are the stars that shine
Dark is the sky
I know this love of mine
Will never die
And I love her [2X]
segunda-feira, 10 de julho de 2023
Baldo - I prefer life unplugged
"Baldo" é uma história em banda-desenhada norte-americana escrita por Hector Cantú e ilustrada por Carlos Castellanos. Foi lançada em 17 de abril de 2000.
Personagens: aqui
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Baldo at goComicsBaldo en español at goComics
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023
Pedofilia na Igreja Católica
A Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica apresentou esta segunda-feira o relatório sobre os casos de abusos sexuais na Igreja em Portugal, validando 512 casos entre 1950 e 2022, o que serviu para estimar, pelo menos, 4.815 casos de abusos no seio da Igreja.
A maioria dos abusos decorreu em locais como seminários, colégios internos ou instituições de acolhimentos, sacristia, confessionário, a casa do pároco e no seio dos agrupamentos de escuteiros.
Relatório completo - Relatório dos Abusos Sexuais na Igreja Católica Portuguesa
Pergunto se não terá chegado o momento de os elementos do clero católico poderem casar-se.
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| Manfred Deix |
Manfred Deix
Autor satírico austríaco controverso, criador de uma caricatura distorcida da rançosa cultura austríaca.
Ele nasceu em St. Pölten, mas cresceu em Böheimkirchen, onde seus pais administravam uma pousada. Eles se interessavam pelas artes, mas seus pais o obrigaram a estudar engenharia, que ele nunca concluiu. Também não terminou os estudos em Belas Artes, em Viena. Mudou-se para os Estados Unidos, onde teve contato com a cena underground , álcool, drogas, tabaco (que acabaria por matá-lo) e com os Beach Boys, de cuja amizade saiu um disco com versões de suas músicas, cantadas por ele mesmo em dialeto, emergiu. você vem.
A sua obra mais reconhecida foi a de caricaturista e cartunista satírico, de estilo rude, excessivo, por vezes abertamente lascivo, e com uma certa apetência por mutilações e deformações físicas (pelo facto de o pai ter sido aleijado de guerra, porque "eles deixaram um braço na Rússia"). Ele era um cartunista franco, que denunciava constantemente a hipocrisia e a xenofobia que, segundo ele, eram abundantes em sua terra natal, a Áustria. Não costumava entrar em conflito com os políticos, mas sim com os hábitos sociais tradicionais e também com a classe clerical, o que lhe rendeu um processo por blasfémia. Ele seguiu uma fórmula de trabalho peculiar, exibindo seu estranho senso de humor, disruptivo e provocador: acrescentou textos sob suas imagens, às vezes em rima, escritos em tom infantil ou em estilo abertamente vulgar.
Com o tempo, ele se tornou mais político, fazendo campanha pelo bem-estar animal e fez parte do Partido dos Direitos dos Animais de 2009 a 2010.
O Krems Caricature Museum mantém uma exposição permanente da obra de Deix. Seu túmulo é presidido por um gato condecorado.
Fonte: Tebeosfera
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sábado, 4 de fevereiro de 2023
Escultura - Mount Recyclemore
Rush, now 60, has dedicated his life to recycling, at whatever level. I Am a Mutoid, a new film by Letmiya Sztalryd airing on BBC Four on Sunday, profiles this genial outsider artist who most recently hit the headlines with Mount Recyclemore, a sculpture depicting the G7 leaders in recycled metal and electronic components, positioned to face them as they met in Cornwall this month. That work was created by Rush and collaborator Alex Wreckage (possibly not his real surname) to indict the mountains of defunct computers and outmoded mobile phones slowly choking the planet. Does he think Johnson, Biden and the others will take heed? “Probably not,” he says, “but this is a ground-up movement. Ordinary people around the world seemed touched and inspired by it. Maybe our leaders will eventually catch up.”
Rush’s career as a salvage artist began one midsummer’s morning in the early 1980s when he was in the bath. He decided to shave off his hair. Once shorn, he went out on to Portobello Road in London, but he felt self-conscious so he came back in and glued a rabbit pelt to his bald head, then went out again. Later, he gussied the rabbit fur into a kind of Mohican and became something of a local character, looking like a figure from 2000AD, the British weekly comic he’d loved as a kid that featured a dystopian Mega-City. “You learn a lot from looking funny. Some people get scared, some angry. Sometimes you have to fight. And sometimes you find people who don’t feel threatened.”
He became obsessed with wheels, keeping motorbike spare parts and drip trays for oil in his bedroom. His hands were rarely clean. In London in 1984, he and a bunch of ex-punks formed the MWC. They put on parades down Portobello Road looking like cyberpunk comic book heroes or extras from the Mad Max franchise. They drove mutated motorbikes and flat-bed trucks from which flames rose into the sky, to soundtracks of snarling guitar and dub reggae. These events were a cross between theatre, circus, installation art and – as often as not – really bad traffic jams. “I had no desire to be taken over by society,” says Rush, “or be part of the straight world. I didn’t want to have roots. I wanted to keep on the move.”
He was inspired by his late father, the artist and single parent Peter Rush who, in the late 1960s and 70s, decided the family should hit the road. Peter bought a caravan, painted it jauntily and set off from Romney Marsh in Kent. They got as far as Salisbury, where Peter was knocked over by a car and injured so badly that life on the road came to an end. The MWC was, in part, a reprise of that alternative lifestyle: a collective of artists, musicians and disaffected Britons who creatively reinvented themselves as a tribe of human mutants living on the road, in squats, and – in Rush’s case at one point – a decommissioned Korean war helicopter sitting in a junkyard.
If you don’t mutate, you’re dead. That’s why I'm drawn to being on the road. My life has been about reclaiming the nomadic spirit
They were treated as pariahs by the early 1980s club scene in London, refused admission for looking too weird or potentially troublesome. So they created their own culture, a party scene in squats and abandoned warehouses that predated and inspired late 1980s rave culture. “The Thatcher years were really hard on us,” says Rush. “We became part of the traveller community who experienced persecution.” The culmination of that persecution, Rush tells me, was the Battle of the Beanfield in 1985. The Mutoid Waste Company joined about 140 vehicles known as the Peace Convoy, which headed to Stonehenge for a free festival. But English Heritage took out a last-minute injunction banning the festival and police arrested 537 people from the convoy after a bloody battle.
“That was it for us,” says Rush. “We were effectively driven out of the country.” He and his friends went into exile on the continent for a decade, only occasionally popping back. “In Europe, there wasn’t anything like a party scene or illegal warehouse parties. So we started putting on shows. We were mostly welcomed, unlike at home.” Why didn’t you just settle down? “That wouldn’t have been the mutoid way,” he laughs. But what is the mutoid way? “We’re mutating all the time. If you don’t mutate, you’re dead. That’s why we’re drawn to travellers and being on the road.”
Rush thinks humanity took a wrong turn when we became farmers and set aside the nomadic, hunter-gatherer existence that had characterised our species until then. “My life has been about reclaiming that nomadic spirit. All the festivals we’ve taken part in over the years are really just an echo of what happened when nomadic tribes came into the valleys in summer and partied.”
But he is not the refusenik outsider he used to be. “The key moment came when one of my sons got sick from Agent Orange or DDT or whatever it was left in Berlin’s no man’s land. He needed more serious treatment than dangleberries and herbal tea.” In 1995, after 10 years wandering Europe, he and the MWC returned to Britain, where his son got proper hospital treatment and Rush made his peace with straight society for the sake of his family.
Before Mount Recyclemore, he was probably best known for his long association with Glastonbury. In 1987, the mutoids were allocated a field at the festival site. There, the recyclers built Carhenge and surrounded it with what Rush calls “an apocalyptic Disneyland on acid”. There were sculptures, installations and dinosaurs assembled from scrap metal. Drums were omnipresent and festivalgoers at various levels of consciousness joined the mutoids in beating oil barrels, car wrecks and metal statues.
In later years, Rush’s pyrotechnical spectacles, animatronic robots, sculptures, stage shows and mutant parade of strange vehicles driven by even stranger humans have become key to Glastonbury’s ethos. Rush was behind such annual spectacles as Unfairground, Trash City, Joe Strummer’s Memorial Tree (made from exhaust pipes) and a giant mechanical phoenix that hung over the Pyramid Stage as the Rolling Stones headlined in 2013. Most recently, he built Glastonbury on Sea, a replica of a seaside pier which seemed to imagine the kind of architecture Somerset will need if sea levels rise thanks to the climate crisis.
In 2012, he was invited to art direct and perform the closing ceremony of the Paralympic Games in London. The pariah had become a national treasure. “We’d been hounded out of Britain and now we were representing Britain. The whole thing blew our minds.” During the ceremony, Prince Edward arrived in a mashup of a 1930s gangster car and an Afghan armoured vehicle, and then the MWC drove into the stadium in salvaged, pimped-up rides and put on a show that was as visually compelling as Danny Boyle’s opening ceremony for the Olympics earlier that summer.
Lockdown has given Rush the chance to concentrate on creating other things. Fossil-like works mostly, made from spanners and bike chains, as well as a sculpture consisting of all his dogs from over the years, their heads and bodies crafted from repurposed drills, carburettors and other detritus. It’s a touching memorial: pets reborn as trans-canine mutants.
Some of his work was recently on show at Fulham town hall in London, part of a show called Art in the Age of Now. Does this mean Rush is finally joining the art world, and moving from the street and field to the gallery? “I’ve never wanted to be part of the art world,” he says, “because that would involve cosying up to people I don’t really understand or like.”
While he is a contemporary of such YBAs as Damien Hirst and Tracey Emin, unlike them Rush never went to art school or had his oeuvre collected by Charles Saatchi. That said, he has worked with Banksy and Hirst. The latter gave him tips on how to make bronze versions of sculptures originally created from recycled aluminium.
When lockdown ends, he is hoping to return to his European travels – and put on exhibitions in museums. “I don’t want to be in galleries,” he says. “I want to be in museums like the V&A, Tate Modern and the Musée d’Orsay in Paris.” What’s the distinction? “Private galleries own you and your art. I don’t want that. My principle has long been that if a child thinks a work of art is bollocks, it’s probably no good. Kids can see through nonsense. And I try to remain a child in that sense. Some people think you need to grow up. You don’t. You just need to learn how to keep playing. I’m lucky enough to be still doing that.”
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terça-feira, 22 de novembro de 2022
Jordan Peterson - o doente mental
Nunca tinha ouvido falar dele -.Jordan Peterson. Hoje conheci o homem mais parvo, racista, machista e crente realmente nas suas teorias extremistas. Obviamente céptico climático, sem surpresa. Transpira discurso do ódio pelos poros. E é assim que a extrema-direita avança. Os canadianos sofrem. Têm aqui um autêntico miserável alienado.
Fonte: The Guardian, 07.02.2028
Since his confrontation with Cathy Newman, the Canadian academic’s book has become a bestseller. But his arguments are riddled with ‘pseudo-facts’ and conspiracy theories
The Canadian psychology professor and culture warrior Jordan B Peterson could not have hoped for better publicity than his recent encounter with Cathy Newman on Channel 4 News. The more Newman inaccurately paraphrased his beliefs and betrayed her irritation, the better Peterson came across. The whole performance, which has since been viewed more than 6m times on YouTube and was described by excitable Fox News host Tucker Carlson as “one of the great interviews of all time”, bolstered Peterson’s preferred image as the coolly rational man of science facing down the hysteria of political correctness. As he told Newman in his distinctive, constricted voice, which he has compared to that of Kermit the Frog: “I choose my words very, very carefully.”
The confrontation has worked wonders for Peterson. His new book 12 Rules for Life: An Antidote to Chaos has become a runaway bestseller in the UK, US, Canada, Australia, Germany and France, making him the public intellectual du jour. Peterson is not just another troll, narcissist or blowhard whose arguments are fatally compromised by bad faith, petulance, intellectual laziness and blatant bigotry. It is harder to argue with someone who believes what he says and knows what he is talking about – or at least conveys that impression. No wonder every scourge of political correctness, from the Spectator to InfoWars, is aflutter over the 55-year-old professor who appears to bring heavyweight intellectual armature to standard complaints about “social-justice warriors” and “snowflakes”. They think he could be the culture war’s Weapon X.
Despite his appetite for self-promotion, Peterson claims to be a reluctant star. “In a sensible world, I would have got my 15 minutes of fame,” he told the Ottawa Citizen last year. “I feel like I’m surfing a giant wave and it could come crashing down and wipe me out, or I could ride it and continue. All of those options are equally possible.”
Two years ago, he was a popular professor at the University of Toronto and a practising clinical psychologist who offered self-improvement exercises on YouTube. He published his first book, Maps of Meaning: The Architecture of Belief, in 1999 and appeared in Malcolm Gladwell’s bestseller David and Goliath, talking about the character traits of successful entrepreneurs. The tough-love, stern-dad strand of his work is represented in 12 Rules for Life, which fetes strength, discipline and honour.
His ballooning celebrity and wealth, however, began elsewhere, with a three-part YouTube series in September 2016 called Professor Against Political Correctness. Peterson was troubled by two developments: a federal amendment to add gender identity and expression to the Canadian Human Rights Act; and his university’s plans for mandatory anti-bias training. Starting from there, he railed against Marxism, human rights organisations, HR departments and “an underground apparatus of radical left political motivations” forcing gender-neutral pronouns on him.
This more verbose, distinctly Canadian version of Howard Beale’s “mad as hell” monologue in Network had an explosive effect. A few days later, a video of student protesters disrupting one of Peterson’s lectures enhanced his reputation as a doughty truth-teller. “I hit a hornets’ nest at the most propitious time,” he later reflected.
Indeed he did. Camille Paglia anointed him “the most important and influential Canadian thinker since Marshall McLuhan”. Economist Tyler Cowen said Peterson is currently the most influential public intellectual in the western world. For rightwing commentator Melanie Phillips, he is “a kind of secular prophet in an era of lobotomised conformism”. He is also adored by figures on the so-called alt-light (basically the “alt-right” without the sieg heils and the white ethnostate), including Mike Cernovich, Gavin McInnes and Paul Joseph Watson. His earnings from crowdfunding drives on Patreon and YouTube hits (his lectures and debates have been viewed almost 40m times), now dwarf his academic salary.
Not everybody is persuaded that Peterson is a thinker of substance, however. Last November, fellow University of Toronto professor Ira Wells called him “the professor of piffle” – a YouTube star rather than a credible intellectual. Tabatha Southey, a columnist for the Canadian magazine Macleans, designated him “the stupid man’s smart person”.
“Peterson’s secret sauce is to provide an academic veneer to a lot of old-school rightwing cant, including the notion that most academia is corrupt and evil, and banal self-help patter,” says Southey. “He’s very much a cult thing, in every regard. I think he’s a goof, which does not mean he’s not dangerous.”
One person who has crossed swords with Peterson declined my interview request, having experienced floods of hate mail.
So, what does Peterson actually believe? He bills himself as “a classic British liberal” whose focus is the psychology of belief. Much of what he says is familiar: marginalised groups are infantilised by a culture of victimhood and offence-taking; political correctness threatens freedom of thought and speech; ideological orthodoxy undermines individual responsibility. You can read this stuff any day of the week and perhaps agree with some of it. However, Peterson goes further, into its most paranoid territory. His bete noire is what he calls “postmodern neo-Marxism” or “cultural Marxism”. In a nutshell: having failed to win the economic argument, Marxists decided to infiltrate the education system and undermine western values with “vicious, untenable and anti-human ideas”, such as identity politics, that will pave the road to totalitarianism.
Peterson studied political science and psychology, but he weaves several more disciplines – evolutionary biology, anthropology, sociology, history, literature, religious studies – into his grand theory. Rather than promoting blatant bigotry, like the far right, he claims that concepts fundamental to social-justice movements, such as the existence of patriarchy and other forms of structural oppression, are treacherous illusions, and that he can prove this with science. Hence: “The idea that women were oppressed throughout history is an appalling theory.” Islamophobia is “a word created by fascists and used by cowards to manipulate morons”. White privilege is “a Marxist lie”. Believing that gender identity is subjective is “as bad as claiming that the world is flat”. Unsurprisingly, he was an early supporter of James Damore, the engineer fired by Google for his memo Google’s Ideological Echo Chamber.
Cathy Newman was wrong to call Peterson a “provocateur”, as if he were just Milo Yiannopoulos with a PhD. He is a true believer. Peterson is old enough to remember the political correctness wars of the early 90s, when conservatives such as Allan Bloom and Roger Kimball warned that campus speech codes and demands to diversify the canon were putting the US on the slippery slope to Maoism, and mainstream journalists found the counterintuitive twist – what if progressives are the real fascists? – too juicy to resist. Their alarmist rhetoric now seems ridiculous. Those campus battles did not lead to the Gulag. But Peterson’s theories hark back to that episode.

A University of Toronto student protests Peterson’s video series attacking ‘political correctness’ in academia.
Peterson was also shaped by the cold war; he was obsessed as a young man with the power of rigid ideology to make ordinary people do terrible things. He collects Soviet realist paintings, in a know-your-enemy way, and named his first child Mikhaila, after Mikhail Gorbachev. In Professor Against Political Correctness, he says: “I know something about the way authoritarian and totalitarian states develop and I can’t help but think that I am seeing a fair bit of that right now.”
In many ways, Peterson is an old-fashioned conservative who mourns the decline of religious faith and the traditional family, but he uses of-the-moment tactics. His YouTube gospel resonates with young white men who feel alienated by the jargon of social-justice discourse and crave an empowering theory of the world in which they are not the designated oppressors. Many are intellectually curious. On Amazon, Peterson’s readers seek out his favourite thinkers: Dostoevsky, Nietzsche, Solzhenitsyn, Jung. His long, dense video lectures require commitment. He combines the roles of erudite professor, self-help guru and street-fighting scourge of the social-justice warrior: the missing link between Steven Pinker, Dale Carnegie and Gamergate. On Reddit, fans testify that Peterson changed, or even saved, their lives. His recent sold-out lectures in London had the atmosphere of revival meetings.
Such intense adoration can turn nasty. His more extreme supporters have abused, harassed and doxxed (maliciously published the personal information of) several of his critics. One person who has crossed swords with Peterson politely declined my request for an interview, having experienced floods of hatemail, including physical threats. Newman received so much abuse that Peterson asked his fans to “back off”, albeit while suggesting the scale had been exaggerated. “His fans are relentless,” says Southey. “They have contacted me, repeatedly, on just about every platform possible.”
Peterson's audience includes Christian conservatives, atheist libertarians, centrist pundits and neo-Nazis
While Peterson does not endorse such attacks, his intellectual machismo does not exactly deter them. He calls ideas he disagrees with silly, ridiculous, absurd, insane. He describes debate as “combat” on the “battleground” of ideas and hints at physical violence, too. “If you’re talking to a man who wouldn’t fight with you under any circumstances whatsoever, then you’re talking to someone for whom you have absolutely no respect,” he told Paglia last year, adding that it is harder to deal with “crazy women” because he cannot hit them. His fans post videos with titles such as “Jordan Peterson DESTROY [sic] Transgender Professor” and “Those 7 Times Jordan Peterson Went Beast Mode”. In debate, as in life, Peterson believes in winners and losers.
“How does one effectively debate a man who seems obsessed with telling his adoring followers that there is a secret cabal of postmodern neo-Marxists hellbent on destroying western civilisation and that their campus LGBTQ group is part of it?” says Southey. “There’s never going to be a point where he says: ‘You know what? You’re right, I was talking out of my ass back there.’ It’s very much about him attempting to dominate the conversation.”
Peterson’s constellation of beliefs attracts a heterogeneous audience that includes Christian conservatives, atheist libertarians, centrist pundits and neo-Nazis. This staunch anti-authoritarian also has a striking habit of demonising the left while downplaying dangers from the right. After the 2016 US election, Peterson described Trump as a “liberal” and a “moderate”, no more of a demagogue than Reagan. In as much as Trump voters are intolerant, Peterson claims, it is the left’s fault for sacrificing the working class on the altar of identity politics. Because his contempt for identity politics includes what he calls “the pathology of racial pride”, he does not fully endorse the far right, but he flirts with their memes and overlaps with them on many issues.

‘Peterson was also shaped by the cold war; he was obsessed as a young man with the power of rigid ideology to make ordinary people do terrible things.’
“It’s true that he’s not a white nationalist,” says David Neiwert, the Pacific Northwest correspondent for the Southern Poverty Law Center and the author of Alt-America: The Rise of the Radical Right in the Age of Trump. “But he’s buttressing his narrative with pseudo-facts, many of them created for the explicit purpose of promoting white nationalism, especially the whole notion of ‘cultural Marxism’. The arc of radicalisation often passes through these more ‘moderate’ ideologues.”
“The difference is that this individual has a title and profession that lend a certain illusory credibility,” says Cara Tierney, an artist and part-time professor who protested against Peterson’s appearance at Ottawa’s National Gallery last year. “It’s very theatrical and shrewdly exploits platforms that thrive on spectacle, controversy, fear and prejudice. The threat is not so much what [Peterson’s] beliefs are, but how they detract from more critical, informed and, frankly, interesting conversations.”
Consider the media firestorm last November over Lindsay Shepherd, a teaching assistant at Ontario’s Wilfrid Laurier University, who was reprimanded for showing students a clip of Peterson debating gender pronouns. Her supervising professor compared it to “neutrally playing a speech by Hitler”, before backing down and apologising publicly. The widely reported controversy sent 12 Rules for Life racing back up the Amazon charts, leading Peterson to tweet: “Apparently being compared to Hitler now constitutes publicity.”
Yet Peterson’s commitment to unfettered free speech is questionable. Once you believe in a powerful and malign conspiracy, you start to justify extreme measures. Last July, he announced plans to launch a website that would help students and parents identify and avoid “corrupt” courses with “postmodern content”. Within five years, he hoped, this would starve “postmodern neo-Marxist cult classes” into oblivion. Peterson shelved the plan after a backlash, acknowledging that it “might add excessively to current polarisation”. Who could have predicted that blacklisting fellow professors might exacerbate polarisation? Apparently not “the most influential public intellectual in the western world”.
The key to Peterson’s appeal is also his greatest weakness. He wants to be the man who knows everything and can explain everything, without qualification or error. On Channel 4 News, he posed as an impregnable rock of hard evidence and common sense. But his arguments are riddled with conspiracy theories and crude distortions of subjects, including postmodernism, gender identity and Canadian law, that lie outside his field of expertise. Therefore, there is no need to caricature his ideas in order to challenge them. Even so, his critics will have their work cut out: Peterson’s wave is unlikely to come crashing down any time soon.
Com esta abécula, os Canadianos estão a sofrer. Há tantos Canadianos espetaculares. É só escolher: Naomi Klein, Autumn Peltier, David Suzuki, John England, Mackie Greene, Manny Kohli,Joan Clayton, Ina Andre, Susan Kaminskyj, Kirk Johnson, Melina Laboucan-Massimo, Asha Srinivasan, Tina Yeonju Oh, David Chernushenko, Elizabeth May, Frank de Jong, Paul George. Os mais conhecidos e genuinamente humanistas.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2022
A Banda Desenhada está de regresso à Amadora
De 20 a 30 de Outubro, o maior Festival de Banda Desenhada em Portugal está de regresso à cidade da Amadora. A edição deste ano do Amadora BD inclui 13 exposições e terá, como uma das grandes atracções, a presença da dupla Régis Loisel e Jean-Louis Tripp, autores da série Armazém Central (editada em Portugal pela Arte de Autor). Destaque ainda para a exposição comemorativa dos 60 anos do Homem-Aranha, que traz a Portugal um dos mais prestigiados ilustradores da Marvel: Bob McLeod. Toda a programação poderá ser encontrada no site oficial.

60 Anos do Homem-Aranha
A exposição que cobre as 6 décadas de história do herói, destaca os principais autores que trabalharam o personagem e os momentos mais marcantes da vida de uma das figuras de banda-desenhada mais emblemáticas de sempre. Com uma atenção especial ao trabalho desenvolvido em Portugal com o Homem-Aranha, serão destacadas as várias editoras e as séries de televisão que por cá foram passando. A exposição traz a Portugal um dos mais prestigiados ilustradores da Marvel: Bob McLeod.
Balada para Sophie, de Filipe Melo e Juan Cavia
A obra de Filipe Melo e Juan Cavia – premiada em 2021 nos Prémios de Banda Desenhada da Amadora (PBDA) como a Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português – Balada para Sophie, conquista um lugar de destaque no Amadora BD 2022. A obra conta-nos a história de Julien Dubois, um pianista em fim de vida, que amargurado e atormentado por um sucesso que não pretendia, acede a contar a história da sua vida a uma inesperada jornalista que aparece na sua mansão. Mas sob uma condição: o artigo não deve ser sobre ele. A história que tem para contar é a de François Samson, o invisível filho do responsável da limpeza do teatro, que encontrou, em 1993, num concurso local. Nessa noite, um deles venceu. Filipe Melo e Juan Cavia já confirmaram a sua presença no Amadora BD 2022.
4 Quartos (e são nossos!)
Entre Lyon e a Amadora, esta exposição junta quatro autoras em torno da visibilidade feminina, dos
direitos das mulheres, das muitas questões que cruzam estas e outras lutas. Em 1928, Virginia Woolf demandou para as mulheres “um quarto que seja seu”. Joana Mosi, Patrícia Guimarães, Elléa Bird e Blanche Sabbah reclamam esse quarto simbólico e de lá contam as suas histórias. As quatro autoras estarão presentes no Amadora BD 2022, acompanhando a exposição patente no Núcleo Central.
Os Portugueses, de Olivier Afonso & Chico
Aos dezoito anos, Mário fugiu de Portugal na mala de um carro velho. Deixado pelo contrabandista condutor na fronteira franco-espanhola, conhece Nel, jovem compatriota com quem vai descobrir a vida aventureira dos emigrantes num bairro de lata nos arredores de Paris: trabalhos nas obras, noites regadas a vinho verde, conversas, esquemas… Uma história de amizade singular que reflecte o destino de milhares de Portugueses que, nos anos 70, fugiram da ditadura de Salazar e tentaram, cada um à sua maneira, reconstruir as suas vidas. A acompanhar a sua exposição, Olivier Afonso & Chico marcam também presença no Amadora BD 2022.
Armazém Central, de Régis Loisel, Jean-Louis Tripp
A série Armazém Central (editora belga Casterman) é escrita e desenhada por Régis Loisel e Jean-Louis Tripp, ambos a marcar presença no Amadora BD 2022. A acção desta obra decorre numa aldeia rural perdida na imensidão do Quebeque, nos anos 20 do século XX, e relata a vida (aparentemente simples e banal) dos habitantes da pequena paróquia de Notre-Dame-des-Lacs. Aos protagonistas, Marie (dona da única loja – o Armazém Central – num raio de muitos quilómetros) e Serge (forasteiro que chega à aldeia e revoluciona o modo de estar e de pensar de muitos dos seus habitantes, reavivando em Marie sentimentos que ela pensava há muito perdidos) junta-se uma rica galeria de personagens que, ao longo de nove volumes, levam os leitores a pensarem no sentido e simplicidade da vida, desejando o regresso às coisas mais autênticas.
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quinta-feira, 21 de abril de 2022
Dia do Índio é data 'folclórica e preconceituosa', diz escritor indígena Daniel Munduruku
"Ao longo da nossa conversa, como o senhor prefere ser chamado: Daniel ou Munduruku?", questionou a BBC News Brasil ao entrevistado. "Pode chamar de Daniel ou de Munduruku. Como preferir. Só não chama de índio", disse, dando risada, o escritor.
Doutor em educação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos, Daniel Munduruku defende que a palavra "índio" remonta a preconceitos - por exemplo, a ideia de que o indígena é selvagem e um ser do passado - além de "esconder toda a diversidade dos povos indígenas".
Por isso, "quando a gente comemora o Dia do Índio, estamos comemorando uma ficção", fala Munduruku, a respeito do 19 de abril. Reflexo disso são celebrações da data feitas por escolas, com uma "figura com duas pinturas no rosto e uma pena na cabeça, que mora em uma oca em forma de triângulo". "É uma ideia folclórica e preconceituosa."
"A palavra 'indígena' diz muito mais a nosso respeito do que a palavra 'índio'. Indígena quer dizer originário, aquele que está ali antes dos outros", defende Munduruku, que pertence ao povo indígena de mesmo nome, hoje situado em regiões do Pará, Amazonas e Mato Grosso.
"Talvez o 19 de abril devesse ser chamado de Dia da Diversidade Indígena. As pessoas acham que é só uma questão de ser politicamente correto. Mas, para quem lida com palavra, sabe a força que a palavra tem", continua o escritor, autor de mais de 50 livros para crianças, jovens e educadores.
Leia abaixo a entrevista de Daniel Munduruku para a BBC News Brasil sobre o 19 de abril:
BBC News Brasil - Qual o problema da palavra "índio"?
Daniel Munduruku - Do meu ponto de vista, a palavra índio perdeu o seu sentido. É uma palavra que só desqualifica, remonta a preconceitos. É uma palavra genérica. Esse generalismo esconde toda a diversidade, riqueza, humanidade dos povos indígenas.
Quando a gente usa a palavra índio, estamos nos reportando a duas ideias.
Uma é a ideia romântica, folclórica. É isso que se comemora no dia 19 de abril. Aquela figura do desenho animado, com duas pinturas no rosto e uma pena na cabeça, que mora em uma oca em forma de triângulo. Há a percepção de que essa é uma figura que precisamos preservar, um ser do passado. Mas os indígenas não são seres do passado, são do presente.
A segunda ideia é ideologizada. A palavra índio está quase sempre ligada a preguiça, selvageria, atraso tecnológico, a uma visão de que o índio tem muita terra e não sabe o que fazer com ela. A ideia de que o índio acabou virando um empecilho para o desenvolvimento brasileiro.
BBC News Brasil - Então, deveríamos abandonar a palavra "índio" e usar "indígena"?
Munduruku - Uma palavra muda tudo? Sim, uma palavra muda muito. Nos meus vídeos e palestras, eu tenho sempre feito uma separação fundamental entre "índio" e "indígena". As pessoas ainda pensam que índio e indígena é a mesma coisa. Não é. O próprio dicionário diz isso.
A palavra indígena diz muito mais a nosso respeito do que a palavra índio. A palavra índio gera uma imagem distorcida. Já indígena quer dizer originário, aquele que está ali antes dos outros.
Ah, então eu nasci em São Paulo, eu sou indígena? Não, você é nativo. Para ser originário precisa ter um pertencimento a um povo ancestral. O antônimo (contrário) de indígena é alienígena, aquele que vem de fora. Então, eu uso indígena para reforçar o fato de que somos originários.
Além disso, eu não sou um indígena qualquer. Eu tenho um lugar de pertencimento: Munduruku. É importante reforçar a identidade dos povos.
BBC News Brasil - No Brasil, ainda é muito raro tratarmos os povos pelo nome. Por quê?
Munduruku - É muito mais fácil usar uma palavra genérica do que efetivamente dar aos povos indígenas o peso da sua identidade. Identificar os diferentes povos indígenas significa garantir a eles direitos e políticas específicas, não políticas genéricas.
BBC News Brasil - Você já disse que o Dia do Índio, comemorado hoje, 19 de abril, é "uma farsa".
Munduruku - Quando a gente comemora o Dia do Índio, estamos comemorando uma ficção, uma ideia folclórica e preconceituosa.
Por isso, quase sempre as comemorações desta data feitas nas escolas reproduzem o estereótipo. Mas, se nós continuamos tratando isso como ficção, vamos continuar deseducando nossas crianças.
Talvez a data devesse ser chamada de Dia da Diversidade Indígena. As pessoas acham que é só uma questão de ser politicamente correto. Mas, para quem lida com palavra, sabe a força que a palavra tem. Tanto que apelido tem uma força destruidora - e "índio" é, de certa forma, um apelido.
Um Dia da Diversidade Indígena teria um impacto semelhante ao Dia da Consciência Negra, que gerou uma mudança absolutamente significativa.
BBC News Brasil - Então, como deveria ser lembrado o dia 19 de abril?
Munduruku - A sugestão que eu sempre faço para escolas é que a gente possa deixar de usar o 19 de abril como uma data comemorativa. É uma data para a gente refletir. Deve gerar nas pessoas um desejo de conhecer, de entrar em contato com essa diversidade dos povos indígenas.
BBC News Brasil - Ainda há muito estereótipo no 19 de abril, ou já houve uma mudança?
Munduruku - Houve um avanço muito grande na sociedade. Mas, sem dúvida nenhuma, hoje ainda se reproduz muito desse imaginário do "índio". E isso acontece por causa da escola. A escola é a última instituição a se atualizar.
O que acabou ajudando na atualização dos professores foi a lei 11.645, de 2008, que obrigou que a temática indígena saísse do 19 de abril e se tornasse parte de algumas disciplinas escolares. Isso criou condições para os professores se atualizarem, porque obrigou os governos a comprarem livros, oferecerem cursos…
BBC News Brasil - Como foi o seu processo de se reconhecer como indígena e Munduruku?
Munduruku - Eu nasci em 1964, ano do golpe. Em 1967, os militares criaram a Funai, que tinha entre suas prioridades nos tornar civilizados. Isso significava apagar nossa história, nossa identidade. É nesse momento que eu fui para escola. Eu sofri muito bullying, muita violência moral. E isso criou em mim uma espécie de ojeriza pela minha identidade Munduruku.
BBC News Brasil - Como era o bullying na escola?
Munduruku - O bullying é uma forma de criar na gente uma repulsa por aquilo que somos. Na escola, me chamavam de índio de uma forma pejorativa. Dizendo que índio é bicho, é selvagem. Não queriam fazer atividade comigo porque índio não é inteligente.
Parte do ano escolar eu vivia na cidade - essa era uma das estratégias da Funai naquela época, tirar a gente do convívio com a comunidade, para não falar a língua indígena, não conviver com rituais.
Já nas férias escolares, a gente voltava para a aldeia. Mas, algumas vezes, a gente nem queria mais ir para aldeia, com uma certa rejeição à nossa própria cultura. Quem abriu em mim outra perspectiva foi meu avô. Ele me fez aceitar minha identidade Munduruku e gostar de ser quem eu era.
BBC News Brasil - O mês de abril, por conta do Dia do Índio, costumava ser um momento em que o governo federal anunciava medidas ligadas aos povos indígenas - por exemplo, a demarcação de terras. Qual sua perspectiva para este ano? (Nota da redação: entrevista feita em abril de 2019)
Munduruku - O presidente Jair Bolsonaro já declarou que não entende absolutamente nada de povo indígena. A Força Nacional acaba de ser convocada para ir para Brasília e coibir qualquer tipo de manifestação do movimento indígena nos próximos dias - que é quando vai ocorrer o Acampamento Terra Livre (assembleia de povos indígenas do Brasil, convocada para 24 a 26 de abril, na capital federal).
Em uma de suas transmissões ao vivo (no Facebook), o presidente disse que quer saber de onde vem o dinheiro para reunir 10 mil indígenas no Acampamento Terra Livre, disse que essa farra vai acabar. Mas o próprio movimento indígena já respondeu que o governo não dá nenhum tostão para mobilização indígena.
Eu não quero ser profeta do caos. Mas minha perspectiva é que as coisas vão piorar para os povos indígenas nesse governo. Que o governo não vai fazer absolutamente nada favorável aos indígenas. Mas vai dizer que vai fazer, por exemplo, que vai abrir terra indígena para exploração mineral e que isso é positivo porque os indígenas querem ser iguais aos outros brasileiros. E uma parte da população vai acreditar nesse discurso vazio.
(Nota da redação: após a publicação original desta entrevista, o Acampamento Terra Livre em 2019 teve a presença de 4 mil representantes de diversos povos indígenas do país todo, que apresentaram suas reivindicações. Foram recebidos pelo Congresso e pelo STF. No Executivo, protocolaram suas exigências com um funcionário de baixo escalão do Ministério da Saúde. )
BBC News Brasil - Por quê?
Munduruku - Somos brasileiros como todos os outros e temos direito como todos os outros. Mas, no Brasil, quando se fala em direito, as pessoas quase sempre pensam em privilégios. Esse governo tem repetido que o índio precisa ser igual a todos os brasileiros. Quando diz isso, está falando em acabar com os direitos que os indígenas possuem e que foram conquistados legitimamente na Constituição brasileira.
BBC News Brasil -Em um debate no Congresso, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) questionou por que os índios "continuam miseráveis", se "têm em torno de 13% do território nacional, dinheiro destinado, política pública destinada". O que o senhor achou disso?
Munduruku - Uma coisa são as pessoas que realmente vivem na faixa da miséria. Outra coisa é chamar de miserável o indígena, que tem uma cultura milenar.
Quando a gente pensa que uma pessoa é miserável porque ela não é como a gente, porque ela não frequenta shopping center, a gente está sendo não apenas preconceituoso, mas racista. Essa senadora está julgando as culturas indígenas a partir dos parâmetros de riqueza que ela tem. Portanto, nem mereceria ser senadora.
BBC News Brasil - Qual o papel da literatura na mudança da visão do indígena pela sociedade?
Munduruku - A literatura é um instrumento superinteressante de construção de lugares de fala. Tem esse componente muito positivo de alimentar nas pessoas outros olhares, outras facetas da existência.
A literatura que eu faço é comprometida, minha forma de ser militante no movimento indígena. Eu tento usar a literatura para poder falar das nossas culturas. A literatura é fundamental para a gente ir desconstruindo esses estereótipos sobre os povos indígenas e ir construindo uma percepção diferente.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2021
12 curtas-metragens para educar as crianças sobre valores

Educar integralmente significa a desenvolver atitude crítica e valores morais, para que as crianças possam identificar a diferença entre certo e errado e, então, construir uma personalidade saudável.
O Monge e o Cão
A curta é um grande exemplo de como sempre podemos mudar nossas atitudes para viver melhor. Intitulado “The Wrong Monk”, criado por Tom Long como um projeto final de sua especialização em animação 3D na Southampton Solent University.
Ele conta a história de um monge eremita que vive só, mas que um dia é surpreendido por uma visita inesperada, enquanto fazia seus exercícios diários. A história se desenrola a partir daí e nos traz uma poderosa mensagem sobre como nossas vidas mudam quando escolhemos agir corretamente e aproveitarmos o tempo de nossas vidas sendo realmente felizes.
Título original: The Wrong Monk
Direção e roteiro: Tom Long
Gênero: Animação / Aventura / Família
Lançamento: 2009
Duração: 3:20 minutos
Historias da unha do dedão do pé do fim do mundo
É com delicadeza e criatividade que Evandro Salles e Márcia Roth dirigem a animação Histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo, baseada em poemas de Manoel de Barros.
Num diálogo lúdico entre textos de Barros e desenhos de Salles, a animação vai construindo imagens e sentidos inusitados e poéticos por meio da brincadeira com coisas e palavras.
Título original: Historias da unha do dedão do pé do fim do mundo
Direção e roteiro: Evandro Salles e Márcia Roth
Gênero: Animação / Família
Lançamento: 2007
Duração: 8 minutos
Calango!
A curta metragem Calango! foi uma produção dirigida por Alê Camargo, e realizada com a participação de jovens durante a 1ª Oficina de Animação 3D, em Brasília, na OZI Escola de Audiovisual, em 2007. A história retrata a perseguição de um pequeno calango faminto, atrás de um grilo… mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina. Ação, humor e uma perseguição desenfreada numa animação 3D bem brasileira. A aventura acontece no ritmo do choro “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo.
Título original: Calango!
Direção: Alê Camargo
Roteiro: Alê Camargo, Alessandra Mota, Alexandre Souza, Anderson Lopes e Dalmo Pereira
Gênero: Animação / Drama / Família
Lançamento: 2007
Duração: 7:41 minutos
Guilhermina & Candelário: a historia da feiticeira
Avó Francisca conta história repleta de emoção ao redor da fogueira. Guilhermina e Candelário compartilham com seus avós e amigos uma divertida noite de fogueira. A coruja Pepita também participa da confraternização.
A voz da avó Francisca levará a todos a uma viagem imaginária aos confins do bosque, através de um relato cheio de emoção, música e suspense, em que as dificuldades de Candelário e Ismael despertarão na comunidade um profundo sentimento de solidariedade.
Título original: Guilhermina & candelario: a historia da feiticeira
Direção e roteiro: Maritza Rincón González
Gênero: Animação / Aventura / Família
Lançamento: 2015
Duração: 12 minutos
*Ver outros episódios da série no canal oficial. AQUI!
Caminho dos Gigantes | Way of Giants
“Caminho dos Gigantes” é uma curta-metragem de Alois Di Leo e Sinlogo Animation.O filme é uma busca poética pela razão e propósito da vida, que conta a história de Oquirá, uma menina indígena de seis anos, que enfrenta o ciclo da vida e o conceito de destino. O filme explora as forças da natureza e a nossa conexão com a terra e os seus elementos.
A música tem um papel importante na história. O mestre de música andina, Tito La Rosa, foi trazido do Peru até São Paulo para compor e tocar a música, utilizando instrumentos musicais andinos e incas – muitos dos quais ele e o seu filho confeccionaram manualmente, seguindo tradições andinas.
Título original: “Way of Giants“ | “Caminho dos Gigantes”
Direção e roteiro: Alois Di Leo
Animação: Henrique Lobato e Tiago Rovida
Gênero: Animação / Aventura / Família
Lançamento: 2016
Duração: 11:52 minutos
Vida fácil
Vida Fácil é uma produção da Ringling College of Art and Design, uma faculdade dos Estados Unidos especializada em arte e design. Dirigida por Jiaqi Xiong, é um convite a reflexão sobre valores como responsabilidade e comprometimento com nossas obrigações.
A trama conta a história de uma menina que preferia brincar ao invés de fazer as lições de casa. Nesse mundo de fantasia, sua boneca ganha vida e começa a fazer as liçōes da escola em seu lugar. Porém, depois de um tempo os papéis se invertem.
O curta é indicado para trabalhar com os pequenos sobre responsabilidade e mentiras. Ele também traz observações sobre a importância do esforço e das conquistas por mérito próprio.
Título original: The Easy Life
Direção e roteiro: Jiaqi Xiong
Gênero: Animação / Drama / Família
Lançamento: 2015
Duração: 2:21 minutos
Destino
Com direção de Fabien Weibel, o curta Destiny apresenta uma reflexão metafórica sobre a correria do mundo moderno, em que deixamos de ‘nos enxergar’ enquanto o autoconhecimento dá lugar a movimento robóticos e propósitos pouco aprofundados. A importância da pausa, mais uma vez, aparece como ponto nítido.
Título original: Destiny
Direção e roteiro: Fabien Weibel
Gênero: Animação / Drama / Família
Lançamento: 2012
Duração: 5:25 minutos
Frankenstein Punk
A curta metragem de Cao Hamburger e Eliane Fonseca (1986) é uma ótima oportunidade para discutir géneros do cinema, preconceitos e conflitos culturais. Frank – o protagonista da história – é uma criatura diferente, nascida ao som da música “Singing in the rain” (Arthur Freed e Nacio Herb Brown). Certo dia, ele decide partir em busca da sua felicidade. Os estudantes podem ainda conhecer a técnica de stop motion e seu uso em filmes de animação. “Frankenstein Punk” tem 12 minutos e foi o grande premiado do Festival de Gramado de 1986.
Título original: Frankenstein Punk
Direção e roteiro: Cao Hamburguer e Eliana Fonseca
Gênero: Animação / Drama / Família
Lançamento: 1986
Duração: 12 minutos
Zimbú
Uma bola de futebol aparece em uma tribo africana, isolada do mundo. Ela chega até os pés de um guerreiro africano, que descobre a magia do futebol.
Título original: Zimbú
Direção e roteiro: Marcos Strassburger Souza
Gênero: Animação / Aventura / Família
Lançamento: 2012
Duração: 3 minutos
Alcançar
A curta metragem de Ahmed Elmatarawi é uma mistura entre entretenimento e observações sobre temas como solidariedade e compartilhamento.
O roteiro traz o personagem perdido no imenso deserto a procura de água. Ele está quase sem forças quando encontra o tesouro que tanto precisa. Além disso, o curta traz um final surpreendente.
A trama dá margem para uma conversa com as crianças sobre egoísmo e pensamento coletivo.
Título original: Reach (Alcanzar)
Direção e roteiro: Ahmed Elmatarwi
Gênero: Animação / Drama / Família
Lançamento: 2016
Duração: 3:52 minutos
Felicidade
A curta Happiness (2017), criado pelo ilustrador e especialista em animação Steve Cutts, provoca reflexão sobre busca da felicidade constante em um contexto social e econômico que favorece justamente o oposto. As metáforas vão ainda mais a fundo e criticam, por exemplo, a falta de respeito ao próximo – que, sem que se perceba literalmente no cotidiano, gera a falta de amor-próprio.
Título original: Hapiness
Direção e roteiro: Steve Cutts
Gênero: Animação / Drama / Família
Lançamento: 2017
Duração: 4:40 minutos
Parcialmente nublado
Uma pequena joia das animações. Parcialmente Nublado encanta a todo o instante. Provavelmente um dos melhores curta-metragens que a Pixar já produziu, “Partly Cloud” tem como principal mérito fazer uso de cores alegres e belas sob uma história que já é, por si só, linda.
As cegonhas são encarregadas de levar os bebês para suas respectivas famílias, mas onde elas buscam os recém nascidos? A resposta está na estratosfera, onde as nuvens trabalham esculpindo crianças. Gus (voz de Tony Fucile), é uma nuvem cinzenta e insegura, mestre em criar bebês mal criados. Além disso, ele gera crocodilos, porcos-espinhos, carneiros e muito mais. Suas criações são obras de arte, entregues pelo seu fiel parceiro Peck (voz de Tony Fucile), uma cegonha. Mas as criações de Gus estão ficando cada vez mais indisciplinadas. Como Peck irá conseguir lidar com seu trabalho?
Título original: Partly Cloudy
Direção e roteiro: Peter Sohn
Gênero: Animação / Drama / Família
Lançamento: 2009
Duração: 5:32 minutos
Piper – descobrindo o mundo
"Piper" é a curta-metragem da Pixar que conta a história da cria de uma ave maçarico que, com fome, teve que aprender a se desenrascar sozinha e saiu pela primeira vez do ninho para ir à procura de comida pela costa. O único problema é que a comida está enterrada debaixo da areia onde as forte ondas dão à costa. Mas com a ajuda de um novo amigo, esta pequena cria volta a mergulhar, na esperança de superar os seus medos e encher a barriga...
Curta da Pixar, vencedor do Oscar de 2016, mergulha na lição da importância da criatividade: de como é necessário lidar com as adversidades da vida com resiliência. O curta faz jus à noção de que você não precisa estar certo sempre, você precisa ser verdadeiro sempre. Você não precisa acertar mil questões do existente para ser genial, você só precisa refletir sobre o inesperado.
Título original: Piper
Direção e roteiro: Adrian Belew
Gênero: Animação / Drama / Família
Lançamento: 2016
Duração: 3:26 minutos
“O mais difícil, mesmo, é a arte de desler.”
– Mario Quintana, in: Caderno H, (1945-1973), Porto Alegre: Editora Globo, 1973.
Outras dicas super valiosas de curta-metragens animação. vale conferir!!!
Os fantásticos livros voadores de Morris Lessmore. AQUI!
A maior flor do mundo. AQUI!
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Morte e vida Severina. AQUI!
Uma lição de amor: ‘Cuerdas’. AQUI!
Menina bonita do laço de fita. AQUI!
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O piano. AQUI!
Como fazer nuvens. AQUI!
Extra
Walt Disney & Salvador Dali – Destino
“Escondido nos Arquivos dos Estúdios Disney, estava um projeto de um curta com a arte de Walter Elias Disney com Salvador Dalí.”
A música “Destino” do compositor Armando Dominguez serviu como base para a criação da curta-metragem animado que uniu duas figuras emblemáticas dos anos 40: o pintor surrealista Salvador Dalí e o animador americano Walt Disney.
Convidado por Disney, Dalí iniciou o projeto que durou nove meses com o animador John Hench. A produção do desenho animado começou em 1945, mas só foi finalizada 58 anos depois, em 2003, devido a uma crise sofrida pelos Estúdios Disney e desencadeada pela Segunda Guerra Mundial. O projeto foi interrompido com apenas 17 segundo finalizados e ficou a cargo de Roy Disney, sobrinho de Walt Disney, a finalização da curta em 2003.
A canção-tema interpretada por Dora Luz, os rascunhos deixados no início do projeto e 15 famosas telas de Dalí foram utilizadas para a finalização da animação. A obra é de tamanha intensidade que podemos ver os traços orgânicos de Dalí se unirem às técnicas de animação de Disney. O resultado é uma belíssima curta-metragem de animação mostrando a história de amor entre Chronos e uma mortal.
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