Mostrar mensagens com a etiqueta Forbes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Forbes. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Há um novo estreito em risco por causa da guerra entre Irão e EUA - trata-se do Estreito de Bab El-Mandeb : custos do comércio global podem disparar



O estreito de Bab El-Mandeb é uma das rotas comerciais mais importantes do mundo e separa os continentes asiático e africano. É a ligação entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico, através do Golfo de Áden, e também uma das vias marítimas para o Canal do Suez, que liga ao Mediterrâneo.

A localização do Bab El-Mandeb confere-lhe uma enorme importância estratégica, que o Irão ameaça agora, através dos houthis, os maiores aliados que Teerão tem na região.

Os houthis são uma parte dos chamado Eixo da Resistência, uma coligação militar informal, liderada pelo Irão, que reúne vários grupos rebeldes armados que lutam contra a influência dos Estados Unidos, Israel e aliados no Médio Oriente.

O estreito fica entre o Iémen, o Djibuti e a Eritreia e é usado por cerca de 20 mil navios por ano, que representam um quinto de todo o comércio mundial.

Desde que o Irão bloqueou Ormuz, por exemplo, tem sido usado pela Arábia Saudita como única via para exportar milhões de barris de petróleo.

Nos últimos dois anos, os houthis atacaram e sequestraram alguns navios na passagem por Bab El-Mandeb, mas agora ameaçam com ataques em grande escala, que podem obrigar ao fecho do estreito e que podem, mesmo, chegar aos navios que atravessam o Mar Vermelho.

A ameaça de eventual bloqueio surge poucas horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter voltado a endurecer o discurso contra Teerão, incluindo referências a possíveis ataques a infraestruturas como centrais elétricas e pontes.

Neste domingo Ali Akbar Velayati, conselheiro do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou neste domingo numa publicação em inglês na rede social X que Washington deve encarar esta passagem estratégica “como encara Ormuz”, sugerindo que poderá sofrer perturbações semelhantes às já registadas no Golfo Pérsico.

Um analista do Atlantic Council não tem dúvidas do que pode acontecer se Trump não terminar rapidamente esta guerra: "O regime iraniano demonstrou o imenso poder global que pode exercer ao fechar o Estreito de Ormuz e ao pressionar a economia mundial. Se Trump agravar a situação ao atacar a ilha iraniana de Kharg, de onde é exportado 90% do petróleo do Irão, ou atacar a infraestrutura energética regional, o Estreito de Bab el-Mandeb tornar-se-á uma via crucial para o regime demonstrar o seu poder. Não estamos numa situação em que os iranianos estejam a capitular, já que Trump também está desesperado para negociar", constatou Danny Citrinowicz, citado pelo El País.

Se isso acontecer, será mais um golpe severo para a economia mundial, com os navios obrigados a irem dar a volta pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, aumentando exponencialmente os custos de milhares de produtos essenciais.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Morreu Leonid Radvinsky, bilionário que transformou o OnlyFans num fenómeno global


Leonid Radvinsky, proprietário maioritário do OnlyFans e uma das figuras centrais da expansão da plataforma nos últimos anos, morreu aos 43 anos, após uma longa batalha contra o cancro. A morte foi confirmada esta segunda-feira pela empresa, que pediu respeito pela privacidade da família.
A morte de Leonid Radvinsky foi confirmada esta segunda-feira, dia 23 de março, pela empresa detentora do OnlyFans, que informou que o empresário morreu em paz, depois de uma longa batalha contra o cancro. Aos 43 anos, Radvinsky deixa uma marca decisiva na evolução da plataforma, da qual era o principal acionista.

Ucraniano-americano, Leonid Radvinsky comprou em 2018 a Fenix International, empresa-mãe do OnlyFans, ao fundador britânico Tim Stokely. Sob a sua liderança, a plataforma consolidou-se à escala global, ganhou forte projeção durante a pandemia e ultrapassou os 300 milhões de utilizadores, com receitas anuais superiores a mil milhões de dólares.

Segundo a Reuters, a morte de Radvinsky deixa em aberto questões sobre o futuro da estrutura acionista da empresa. As participações do empresário estavam integradas no LR Fenix Trust desde 2024. Em janeiro, a agência noticiou que o OnlyFans estava a explorar a venda de uma participação maioritária num negócio avaliado em cerca de 5,5 mil milhões de dólares, incluindo dívida.

Radvinsky nasceu na Ucrânia e cresceu em Chicago. De acordo com a Forbes, começou cedo a atividade empresarial e fundou a Cybertania enquanto estudava na Northwestern University. Mais tarde, além do OnlyFans, manteve atividade através do fundo de capital de risco Leo, criado em 2009 e vocacionado para investimentos em tecnologia.

A fortuna de Leonid Radvinsky era estimada em cerca de 4,7 mil milhões de dólares no momento da sua morte, segundo a lista em tempo real da Forbes citada pela Reuters. A sua trajetória ficou ligada de forma incontornável ao crescimento do OnlyFans, plataforma fundada em 2016 e transformada, sob a sua gestão, num dos negócios digitais mais lucrativos e controversos da economia dos criadores.

Litam, Stacey Diane Arañez; Speciale, Megan; Balkin, Richard S. (2022). "Sexual Attitudes and Characteristics of OnlyFans Users"

quarta-feira, 11 de março de 2026

More Billionaires Than Ever


Billionaires dominate today’s world like never before—and now hold a record $20.1 trillion in collective wealth, according to Forbes’ 2026 World’s Billionaires List.

This year’s ranking features an all-time high of 3,428 entrepreneurs, investors and heirs—20 of whom are now in the ultra-elite “$100 Billion Club.” Among those to hit a dozen digits this year is crypto kingpin Changpeng Zhao, or CZ. And the richest of all is still Elon Musk, who is worth a record $839 billion.

Unsurprisingly, the AI boom has also minted new billionaires, paving the way for younger entrepreneurs to get rich faster than ever. There are a record 35 billionaires under the age of 30.

O ano de 2026 marca um recorde histórico para a classe dos bilionários, impulsionado pela explosão da Inteligência Artificial (IA), mercados financeiros em alta e políticas fiscais favoráveis.

Principais Números:
  1. Total de bilionários: 3.428 pessoas (um aumento de 400 em relação a 2025).
  2. Fortuna combinada: recorde de 20,1 biliões de dólares (um aumento de 4 biliões face ao ano anterior).
  3. Centi-bilionários: existem agora 20 pessoas com fortunas superiores a 100 mil milhões de dólares, detendo juntas 19% de toda a riqueza da lista.
Destaques Individuais:
Elon Musk (1.º lugar): continua a ser a pessoa mais rica do mundo (e de sempre) com 839 mil milhões de dólares. A sua fortuna quase duplicou num ano, impulsionada pela valorização da Tesla e pela expectativa do IPO da SpaceX. Está no caminho para se tornar o primeiro "trilionário" do mundo.

O Domínio Tecnológico: o top 5 é dominado por nomes de tecnologia: Larry Page (2.º), Sergey Brin (3.º), Jeff Bezos (4.º) e Mark Zuckerberg (5.º).

O Fenómeno da IA: a IA foi o grande motor de novos ricos, adicionando 45 novos nomes à lista e elevando a fortuna de veteranos como Jensen Huang (Nvidia), que ocupa agora a 8.ª posição.

Novas Entradas Notáveis: a lista de 2026 conta com 390 recém-chegados, incluindo figuras da cultura pop e do desporto como Beyoncé, Dr. Dre e a lenda do ténis Roger Federer.

Geografia da Riqueza:
Os EUA lideram com 989 bilionários.
A China (incluindo Hong Kong) segue em segundo com 610.
A Índia mantém o terceiro lugar com 229 bilionários.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Relatório da OXFAM America denuncia um aumento de 12,6% da riqueza dos bilionários, só em 2025


Relatório aqui
Os 10 americanos mais ricos viram a sua riqueza aumentar colectivamente em 700 mil milhões de dólares desde o regresso do Presidente Trump ao cargo.
Um relatório da Oxfam America detalha que, em 2025, a parcela do total de activos dos EUA detida pelos 0,1% mais ricos dos americanos atingiu o seu nível mais elevado alguma vez registado, atingindo os 12,6%.
Abby Maxman, presidente e CEO da Oxfam America, afirmou: "Agora, a administração Trump e os republicanos no Congresso correm o risco de agravar ainda mais esta desigualdade, ao mesmo tempo que lançam um ataque implacável contra os trabalhadores e negoceiam os seus meios de subsistência durante a paralisação do governo."

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Oxfam defende intervenção estatal para controlar concentração de riqueza


Num estudo intitulado "Desigualdade Lda" ["Inequality Inc", na versão em inglês] sobre a desigualdade e o poder das empresas a nível mundial, publicado para coincidir com o primeiro dia do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, a Oxfam revela que as fortunas dos cinco homens mais ricos aumentaram 114% desde 2020.

De acordo com o estudo, 148 empresas geraram lucros de 1,8 biliões de dólares (1,64 biliões de euros ao câmbio atual), mais 52% do que a média dos últimos três anos, e distribuíram prémios aos acionistas ricos, enquanto centenas de milhões de pessoas sofreram cortes nos salários reais.

Segundo a revista norte-americana Forbes, o homem mais rico do mundo é o empresário norte-americano Elon Musk (dono da rede social X e da marca de automóveis Tesla) com uma riqueza líquida estimada em 235 mil milhões de dólares (cerca de 215 mil milhões de euros), seguido pelo francês Bernard Arnaut e família (que detêm a gigante francesa de artigos de luxo LVMH) que acumularam 183 mil milhões de dólares (cerca de 167 mil milhões de euros).

De acordo com os cálculos da Oxfam, os cinco homens mais ricos do mundo mais do que duplicaram as fortunas desde 2020 a um ritmo de 14 milhões de dólares (cerca de 13 milhões de euros) por hora.

A continuar esta tendência, a organização não-governamental (ONG) prevê que uma pessoa poderá tornar-se no primeiro bilionário de sempre na próxima década, mas seriam necessários mais de dois séculos para acabar com a pobreza.

No documento hoje publicado, a Oxfam defende que os Governos à escala mundial devem intervir para reduzir "rápida e radicalmente o fosso entre os super-ricos e o resto da sociedade", investindo em serviços públicos como o da Saúde e Educação e em participações em setores essenciais como os da Energia e Transportes.

A organização sugere também uma legislação sobre salários dignos, limitar a remuneração de executivos e a criação de novos impostos sobre os super-ricos e os lucros excessivos.

A Oxfam calcula que um imposto sobre a riqueza dos milionários em todo o mundo poderia gerar 1,8 biliões de dólares (cerca de 1,64 biliões de euros) por ano.

Por fim, a ONG propõe alterações à forma de gestão das empresas com participação dos trabalhadores para redistribuir a riqueza pelos mais pobres.

O diretor-executivo interino da Oxfam International, Amitabh Behar, confia que a intervenção estatal pode conter a crescente desigualdade mundial e a acumulação de riqueza por milionários.

"O poder público pode controlar o poder empresarial descontrolado e a desigualdade, moldando o mercado para ser mais justo e livre do controlo dos bilionários. Os Governos têm de intervir para acabar com os monopólios, dar poder aos trabalhadores, tributar os enormes lucros das empresas e, sobretudo, investir numa nova era de bens e serviços públicos", afirma o representante citado no estudo.

O Fórum Económico Mundial de Davos, que reúne anualmente figuras do meio empresarial, da política e da diplomacia, arranca hoje focado em debater a reconstrução da confiança num mundo atingido por conflitos como os de Gaza e da Ucrânia.

Na 54.ª edição do Fórum de Davos, que vai decorrer até sexta-feira, são esperados 60 chefes de Estado e de Governo.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Oligarca russo na Suíça atingido por sanções dos EUA


Viktor Vekselberg (na foto), acionista maioritário da UC Rusal, a maior empresa de alumínio do país, perdeu mais de 60% de seus ativos desde o início da guerra, segundo o Visual Capitalist. Estima-se que o magnata teria deixado pelo caminho cerca de 11,3 biliões de dólares (em escala americana), desde o início da guerra na Ucrânia, que, curiosamente, é o território onde nasceu.

O iate chamado "Tango" de propriedade do bilionário russo Viktor Vekselberg, que foi sancionado pelos EUA em 11 de março de 2022, é visto no Palma de Mallorca Yacht Club, Mallorca, Espanha

Saber mais:

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Why Petulant Oligarchs Rule Our World



Some years ago — I think it was 2015 — I got a quick lesson in how easy it is to become a horrible person. I was a featured speaker at a conference in São Paulo, Brazil, and my arrival flight was badly delayed. The organizers, worried that I would miss my slot thanks to the city’s notorious traffic, arranged to have me met at the airport and flown directly to the hotel’s roof by helicopter.

Then, when the conference was over, there was a car waiting to take me back to the airport. And just for a minute I found myself thinking, “What? I have to take a car?”

By the way, in real life I mostly get around on the subway.

Anyway, the lesson I took from my moment of pettiness was that privilege corrupts, that it very easily breeds a sense of entitlement. And surely, to paraphrase Lord Acton, enormous privilege corrupts enormously, in part because the very privileged are normally surrounded by people who would never dare tell them that they’re behaving badly.

That’s why I’m not shocked by the spectacle of Elon Musk’s reputational self-immolation. Fascinated, yes; who isn’t? But when an immensely rich man, accustomed not just to getting whatever he wants but also to being a much-admired icon, finds himself not just losing his aura but becoming a subject of widespread ridicule, of course he lashes out erratically, and in so doing makes his problems even worse.

The more interesting question is why we’re now ruled by such people. For we’re clearly living in the age of the petulant oligarch.

As The Times’s Kevin Roose recently pointed out, Musk still has many admirers in the technology world. They see him not as a whiny brat but as someone who understands how the world should be run — an ideology the writer John Ganz calls bossism, a belief that the big people shouldn’t have to answer to, or even face criticism from, the little people. And adherents of that ideology clearly have a lot of power, even if that power doesn’t yet extend to protecting the likes of Musk from getting booed in public.

But how is this possible?

It’s not really a surprise that technological progress and rising gross domestic product haven’t created a happy, equitable society; downbeat visions of the future have been staples of both serious analysis and popular culture for as long as I can remember. But both social critics like John Kenneth Galbraith and speculative writers like William Gibson generally imagined corporatist dystopias that suppressed individuality — not societies dominated by thin-skinned egomaniac plutocrats acting out their insecurities in public view.

So what happened?

Part of the answer, surely, is the sheer scale of wealth concentration at the top. Even before the Twitter fiasco, many people were comparing Elon Musk to Howard Hughes in his declining years. But Hughes’s wealth, even measured in today’s dollars, was trivial compared with Musk’s, even after the recent plunge in Tesla stock. More generally, the best available estimates say that the top 0.00001 percent’s share of total wealth today is almost 10 times what it was four decades ago. And the immense wealth of the modern super-elite has surely brought a lot of power, including the power to act childishly.

Beyond that, many of the superrich, who as a class used to be mostly secretive, have become celebrities instead. The archetype of the innovator who gets rich while changing the world isn’t new; it goes back at least as far as Thomas Edison. But the big fortunes made in information technology turned this narrative into a full-blown cult, with wannabe or seem-to-be Steve Jobs types everywhere you look.

Indeed, the cult of the genius entrepreneur has played a large role in the rolling debacle that is crypto. Sam Bankman-Fried of FTX wasn’t selling a real product nor, as far as anyone can tell, are those of his former competitors who haven’t yet gone bankrupt: After all this time, nobody has come up with significant real-world uses for cryptocurrency other than money-laundering. What Bankman-Fried was selling, instead, was an image, that of the mussy-haired, scruffily dressed visionary who grasps the future in a way normies can’t.

Elon Musk isn’t in quite the same category. His companies produce cars that actually drive and rockets that actually fly. But the sales and especially the market value of his companies surely depend at least in part on the strength of his personal brand, which he can’t seem to help himself from trashing ever more with each passing day.

In the end, Musk and Bankman-Fried may end up doing a public service, by tarnishing the legend of the genius entrepreneur, which has done a great deal of harm. For now, however, Musk’s Twitter antics are degrading what had become a useful resource, a place some of us went for information from people who actually knew what they were talking about. And a happy ending to this story seems increasingly unlikely.

Oh, and if this column gets me banned from Twitter — or if the site simply dies from mistreatment — you can follow some of what I’m thinking, along with the thoughts of a growing number of Twitter refugees, at Mastodon.

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Alisher Usmanov, um dos homens mais ricos do mundo, é suspeito de movimentações financeiras ilícitas


A Polícia da Alemanha esteve nesta terça-feira, 8, nos escritórios do banco suíço UBS Group, em Frankfurt e Munique, numa investigação de lavagem de dinheiro que tem como alvo o bilionário Alisher Usmanov, nascido no Uzbequistão.

“O objeto da investigação é a suspeita inicial de lavagem de dinheiro contra um empresário da Federação Russa. As investigações não visam o banco em questão ou seus funcionários”, informou a promotoria de Frankfurt.

As buscas fazem parte de uma investigação sobre o uso de empresas com sede no exterior para disfarçar fluxos financeiros ilícitos. Há meses, Usmanov está na mira de uma força-tarefa especial criada pelo governo alemão para investigar a legalidade dos ativos de oligarcas russos no país.

O banco suíço UBS não comentou as buscas realizadas nos escritórios da instituição.

Alisher Usmanov

Usmanov, 69 anos, é um dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em mais de US$ 19,5 biliões, obtida por meio de um império empresarial com participações em algumas das maiores empresas de mineração, indústria e telecomunicações da Rússia.

Além de ser o proprietário do maior superiate já construído, o Dilbar de US$ 600 milhões, seus ativos incluem participações nos clubes de futebol Arsenal e Everton, da liga inglesa. Ele foi um dos principais acionistas da Apple, do Facebook e do Twitter.

Depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro, o bilionário foi um dos primeiros empresários russos a ser atingido por sanções ocidentais, devido aos laços estreitos com o Kremlin. A União Europeia o descreve como “um dos oligarcas favoritos de Vladimir Putin”.

Introducing a project to track down and catalogue the vast wealth held outside Russia by oligarchs and key figures close to Russian President Vladimir Putin.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

“Lucrar com a dor”: Oxfam lança relatório sobre riqueza acumulada na pandemia

Durante a pandemia surgiu um novo multimilionário a cada 30 horas. Este ano, a cada 33 horas, houve um milhão de pessoas a passar à situação de risco de pobreza extrema. O relatório da Oxfam defende a taxação da riqueza dos multimilionários dos setores que mais lucraram com a pandemia e a atual crise energética e alimentar.


Esta segunda-feira a Oxfam publicou um relatório intitulado “Lucrar com a dor” onde avança dados sobre o nível de riqueza dos multimilionários dos setores que mais lucraram com a pandemia e agora com o aumento dos preços da energia e do setor alimentar.

De acordo com dados da Forbes, desde 2020 existem mais 573 multimilionários, perfazendo atualmente um total de 2.668. Se em 2000 a sua riqueza correspondia a 4,4% do PIB global, agora representa 13,9%. Os 10 homens mais ricos detêm uma riqueza maior do que os 40% da população mundial mais pobre e os 20 mais ricos totalizam uma fortuna maior do que o PIB da África subsariana.

Ao mesmo tempo, com a combinação das várias crises desde 2020, este ano mais de 263 milhões de pessoas podem experienciar um nível de pobreza extrema. A Oxfam faz um cálculo interessante: isto quer dizer que a cada 33 horas mais 1 milhão de pessoas está em risco de pobreza e, em média, desde 2020 que um novo multimilionário surge a cada 30 horas. Esta é provavelmente a imagem mais clara que o relatório nos dá: ao mesmo tempo que um novo multimilionário ascende, um milhão de pessoas confronta-se com pobreza extrema.

As várias faces da desigualdade

Para além dos diferentes níveis de acumulação da riqueza, a Oxfam recolhe dados para descrever a desigualdade enquanto fenómeno multidimensional.

Um aspeto gritante é a discrepância entre níveis de rendimento - por exemplo, em média, levaria a uma pessoa nos 50% mais pobres 112 anos a receber o que alguém nos 1% mais ricos aufere num ano. Com a pandemia, este fosso agravou-se: o rendimento de 99% da população mundial decresceu, equivalendo a 125 milhões de postos de trabalho a tempo inteiro perdidos.

Depois, a pobreza e as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho são particularmente mais graves para as mulheres e os grupos racializados sofreram mais com a pandemia. Em 2020, era 1,4 vezes mais provável uma mulher perder o seu emprego e estaria três vezes mais incumbida de trabalho não pago. Já em 2021, comparando com 2019, enquanto havia menos 13 milhões de mulheres empregadas, o emprego masculino tinha recuperado para os níveis anteriores.

As condições de saúde em si são outro fator de desigualdade. A esperança de vida é cerca de 16 anos maior em países de elevado rendimento do que naqueles de baixo rendimento e, como resultado da pandemia, morreram quatro vezes mais pessoas no segundo grupo.

Por fim, a Oxfam salienta que a pandemia reverteu a tendência de convergência entre os dois grupos de países e que, para os países de baixo rendimento, o peso da dívida externa impede os governos de investir em serviços públicos de saúde.

Multinacionais lucraram com a pandemia

Os últimos dois anos, primeiro pelo surto da Covid-19 e depois pelo aumento dos preços da energia e do setor alimentar, reforçado com a guerra na Ucrânia, mostraram-se particularmente proveitosos para quatro setores: farmacêutico, alimentar, energético e tecnológico. Todos eles são áreas caracterizadas por uma grande concentração de mercado, funcionando por oligopólios.

O setor alimentar e o agronegócio, ao mesmo tempo que escala o receio de uma crise alimentar global, aumentou a sua riqueza em 382 mil milhões de dólares nos últimos dois anos, isto é, em 45%. Neste período apareceram 62 novos multimilionários e duas famílias merecem particular destaque - Cargill, detentora da gigante agroalimentar homónima, e os Walton, donos da cadeia de supermercados Wallmart. Os dois grupos registaram lucros avultados e distribuíram grande parte destes em dividendos aos seus acionistas.

Os lucros marginais das grandes petrolíferas quase duplicaram durante a pandemia enquanto se estima que o custo da energia deve aumentar em 50% em 2022. Nos últimos dois anos, a riqueza dos multimilionários no setor do petróleo, gás e carvão aumentou em 53,3 mil milhões de dólares, isto é 24%. Só a BP, Shell, TotalEnergies, Exxon e Chevron, cinco das maiores energéticas, estão a obter, juntas, lucros de 2.600 dólares a cada segundo.

Com a pandemia, as empresas farmacêuticas lucraram extensivamente com o desenvolvimento de vacinas, tratamentos, testes e máscaras, com especial destaque para os grupos Moderna e Pfizer. 40 novos multimilionários surgiram neste setor e as duas gigantes, apenas com a vacina, estão a lucrar 1.000 dólares por segundo. A Oxfam nota que estes lucros são largamente explicados por as duas farmacêuticas cobrarem aos governos até 24 vezes mais do que o custo potencial da produção genérica e por o desenvolvimento das vacinas ter sido amplamente apoiado por investimentos públicos. Mais, o setor farmacêutico é conhecido por recorrer a práticas fiscais agressivas e usufruir de paraísos fiscais.

Quanto ao setor tecnológico, parece ser o mais lucrativo e com maior grau de concentração. Cinco dos 21 maiores grupos económicos são gigantes tecnológicos: Apple, Microsoft, Tesla, Amazon e Alphabet. Estas juntas lucraram no ano passado 271 mil milhões de dólares, quase o dobro do que registaram em 2019.

Tributação de lucros extraordinários e da riqueza como solução

A Oxfam sugere três medidas para responder a estes níveis de desigualdade. Primeiro, um imposto sobre os lucros extraordinários dos maiores grupos multinacionais, em linha com as recomendações da Comissão Europeia, da OCDE e do FMI de tributar os lucros excecionais das energéticas para estancar o aumento galopante dos preços da energia.

A Oxfam propõe um imposto de 90% sobre lucros extraordinários, de forma temporária e transversal a todos os setores. Em setembro de 2020, estimava que um imposto deste género sobre as 32 empresas mais lucrativas durante a pandemia teria gerado uma receita de 104 mil milhões de dólares.

Segundo, impostos de solidariedade pontuais de 99% sobre a riqueza dos novos multimilionários para ajudar a população a enfrentar o aumento do custo de vida. Este tipo de impostos de solidariedade já foram reconhecidos pela OCDE e pelo FMI como opções económicas a considerar. A Argentina, por exemplo, adotou este tipo de medida como forma de financiamento no início da pandemia.

Terceiro, e por último, um imposto permanente sobre a riqueza como forma de equilibrar o tratamento fiscal do trabalho face ao capital. A Oxfam sugere que um imposto progressivo sobre riqueza pessoal de 2% a partir de 5 milhões de dólares, 3% acima de 50 milhões e 5% acima de mil milhões, geraria 2,52 biliões de dólares mundialmente. Este nível de receita tiraria 2,3 mil milhões da pobreza, cobriria a produção de vacinas de Covid-19 mundialmente e garantiria proteção social para a população dos países de baixo e médio-baixo rendimento.

Ler mais:

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Our Addiction to Fossil Fuels Is Driving Inflation



If you’re like most people, you’re feeling the sting of price inflation these days. From groceries to monthly utility bills, higher prices are taking a bite out of everyone’s budget—causing economic strain for all of us, especially those already struggling to make ends meet.

In trying to explain higher costs, the media and politicians have largely focused on disruptions related to the pandemic: interrupted supply chains, a lack of workers in key sectors, and increasing demand from consumers who were able to save during the lockdowns. And it’s true that this current wave of inflation has multiple causes. But many of the price spikes we’re all experiencing are symptoms of our long-standing dependence on fossil fuels. Oil and gas are especially volatile commodities, and they are a major cause of the current price volatility rippling through the economy. All of which is a reminder that the more that we power our economy with clean, renewable energy, the more we can insulate ourselves from price shocks.

While prices are up across the board this year, nothing inflated faster than the costs of fossil fuels. According to the US Bureau of Labor Statistics, Americans are now paying about 6 percent more for food and clothing compared to this time last year. Electricity prices increased at a similar rate—up 6.3 percent this year. But those price hikes are all fairly minor compared to changes in fossil fuel energy prices. The cost of methane gas (a.k.a. “natural” gas) for home heating has spiked 24.1 percent. And retail gasoline prices are up a whopping 49.6 percent. Today, the average price of a gallon of gasoline is $3.73; a year ago it was $2.67.

Those numbers may create sticker shock for many Americans, but they shouldn’t come as a surprise. While pandemic-related interruptions affected fossil fuels just as much as any other industry, price volatility is a fundamental part of building so much of our lives around the need for oil and gas. There are several reasons for this.

For starters, new oil and gas wells produce much less as they age. This natural diminishment of supplies leaves the industry in a constant search for new places to drill. Reduced output from aging wells is particularly a problem in shale formations and extraction through hydraulic fracturing, or fracking, which has represented a majority of new projects in recent years.

Second, global energy markets are easily and often manipulated. Sometimes it’s for political gain: Just ask Europe, which is experiencing record-high prices for gas as Russia threatens to withhold its oil and gas supplies amid the Ukraine invasion. Sometimes energy markets are manipulated for private profit. Federal regulators here in the United States are investigating whether gas pipeline companies withheld supply in order to charge higher prices in the aftermath of Winter Storm Uri in February 2021. Pipeline companies took home billions in extra profits in the days after the event, as almost 10 million people were without power for multiple days and hundreds of Texans died in their homes.

The war in Ukraine underscores how vulnerable energy markets are to geopolitics; the global price of oil skyrocketed to more than $100/barrel as Russia began its invasion. And US efforts to insulate European allies from further price shocks due to Vladimir Putin’s aggression has further roiled energy markets.

US gas exports are also driving up the price of gas, which nearly half the country uses to heat their homes. Close to 20 percent of US gas is now exported, primarily through liquefied gas terminals on the Gulf Coast, which means lower supply and higher prices at home. A group of 10 senators led by Senator Jack Reed, a Democrat from Rhode Island, and Senator Angus King, a Maine independent, recently urged the Department of Energy to halt permits for new gas export projects and study the role of exports on domestic prices.

And, finally, there’s climate change. As we continue to burn fossil fuels, we further destabilize climate systems, which—in a twisted irony—puts fossil fuel production at greater risk. Last September, for example, Gulf Coast oil production was taken offline for weeks due to Hurricane Ida.

For fossil fuel executives and shareholders, these volatile energy prices mean record profits. But for many Americans, the higher energy prices are often the difference between putting food on the table or paying rent, and people of color are disproportionately impacted due to the legacies of systemic racism. As long as we remain dependent on volatile global commodities like oil and gas, regular people are at risk of continuing to be price gouged while a handful of wealthy people get wealthier.

The Russian invasion of Ukraine has prompted calls for increasing oil and gas production as a way of boosting supplies. But that’s a short-sighted solution—and a false one. There will always be some kind of geopolitical crisis that risks destabilizing energy prices. The real, lasting solution to energy-exacerbated inflation is to break our addiction to fossil fuels once and for all.

The good news is that we have clean, renewable energy sources available right now that aren’t prone to the same kind of price gouging and volatility. The price of oil and gas can go up at any moment due to geopolitical instability, a pipeline explosion, or the arbitrary decisions of fossil fuel executives. But the wind and the sun are free—and, just as important, the wind and the sun know no political boundaries. Renewable energy sources are widely distributed, unlike the fossil fuels that are concentrated in a few key regions.

The work is well underway to build our electric grid around more affordable wind and solar power. Renewables are increasing year by year, and we can harness that clean energy to power our homes with ultra-efficient heat pumps, electric water heaters, and induction stoves. And we can use the same clean electricity to charge electric vehicles. This isn’t just wishful thinking: Research shows that in the United States, the price of electricity is relatively stable year to year, while the price of methane gas for home heating varies wildly. Continuing to build an economy fueled by clean electricity allows for stable, predictable energy prices. It will mean no more wild fluctuations in monthly energy bills or sticker shock at the gasoline pump.

Everyone is feeling the impact of higher prices right now. And everyone benefits from a world powered by affordable and predictable clean energy, free from the boom and bust cycle of fossil fuels. Building the renewable energy economy would be a great step toward getting off the inflation roller coaster.

domingo, 13 de março de 2022

Países da Oligarquia 2022

Global democracy rating hits new low


Uma oligarquia é um sistema governamental em que o governo é controlado por um pequeno grupo de pessoas, ou oligarcas . O termo "oligarca" vem de uma palavra grega antiga, "oligarkhia", que significa "o governo de poucos". Os oligarcas normalmente obtêm o controle por meios financeiros, como doações pesadas a políticos que, por sua vez, governam de maneira ditada pelos oligarcas. No entanto, os oligarcas também podem ganhar influência por meio de seu status social/nobreza; fama; Educação; ou conexões políticas, religiosas ou militares. As oligarquias nas quais uma família governa muitas vezes resultam na transmissão do poder de geração em geração. Vários países modernos podem ser descritos como oligarquias, incluindo Rússia , China ,.

Tipos de oligarquia

Oligarquia é na verdade um termo abrangente que engloba pelo menos 13 variações específicas de "governo de poucos". Por exemplo, uma aristocracia é uma oligarquia na qual a classe dominante é composta por aristocratas ou nobres. Uma plutocracia é uma oligarquia na qual a classe dominante é composta por indivíduos extremamente ricos que usam seu dinheiro para influenciar a política, geralmente com o objetivo de ganhar ainda mais dinheiro.

As oligarquias são boas, más ou neutras?

Em teoria, as oligarquias não são boas nem más. Por exemplo, uma oligarquia em que o povo governante sempre tomasse as mesmas decisões que a população em geral tomaria estaria governando paralelamente à vontade do povo. A maioria das pessoas consideraria isso uma "boa" oligarquia. No entanto, muitos teóricos, de Aristóteles ao influente sociólogo alemão Robert Michels, observaram que, na esmagadora maioria dos casos em que algumas pessoas recebem poder sobre um grupo maior, essas poucas acabarão escolhendo estabelecer políticas que se beneficiem às custas de o povo como um todo. Em outras palavras, uma oligarquia só se torna "má" se e quando os oligarcas agem para remover os freios e contrapesos de seu próprio poder, violar (ou ignorar) o estado de direito,

O impacto de um governo oligárquico sobre seu povo

Quando os governos da oligarquia se tornam mais egoístas, eles normalmente se tornam mais autoritários e assumem o controle, às vezes até políticas governamentais opressivas ou exploradoras. A desigualdade de renda tende a aumentar à medida que a riqueza é canalizada para os governantes em vez da classe trabalhadora. A classe média encolhe à medida que os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres. Além disso, uma oligarquia amargurada tende a inibir o crescimento econômico e a agilidade criativa devido a uma classe dominante focada em manter o status quo, normalmente à custa de ações que beneficiariam as classes média e baixa. Por fim, uma oligarquia pode resultar em líderes fantoches – políticos fracos que se apresentam como líderes fortes, mas na verdade são meras figuras de proa controladas pelos oligarcas que financiaram suas campanhas eleitorais.

Lista de países que são oligarquias*:

Como "oligarquia" é um termo subjetivo ligeiramente amorfo, não há uma lista definitiva de quais países são e não são oligarquias. No entanto, um forte argumento pode ser feito para cada um dos seguintes países: China, Irã , Arábia Saudita , Coréia do Norte , Rússia, Turquia , Ucrânia , Estados Unidos (debatido), Venezuela e Zimbábue . Observe que oligarquia não é necessariamente um termo exclusivo. Por exemplo, enquanto o sistema de partido único da Coreia do Norte a qualifica como uma oligarquia, ela também pode ser classificada como uma ditadura stalinista hereditária e até mesmo uma monarquia absoluta.

Oligarquia na Rússia

Uma das oligarquias mais conhecidas é a Rússia, que os historiadores dizem ter sido governada por uma ou outra oligarquia autoritária desde pelo menos os anos 1400. A dissolução da União Soviética de aproximadamente 1988-1991 foi um ponto de inflamação particular para a oligarquia, porque permitiu que um pequeno grupo de indivíduos ricos (principalmente banqueiros) ganhasse o controle de muitos dos recursos e serviços públicos mais valiosos do país (como campos de petróleo ). Isso resultou em uma situação em que os políticos governavam o país, mas os oligarcas governavam os políticos. Por exemplo, um pequeno grupo de oligarcas ricos financiou a reeleição do presidente russo Boris Yeltsin em 1996 e conseguiu exercer uma tremenda influência sobre Yeltsin, além de se beneficiar financeiramente do conhecimento interno sobre as políticas e ações econômicas do governo.

Embora o atual governo da Rússia tenha se distanciado publicamente de muitos dos antigos oligarcas, é notoriamente egoísta e corrupto, e é amplamente considerado como tendo substituído um conjunto de oligarcas por outro. Por exemplo, o presidente russo, Vladimir Putin, em 2020, liderou uma emenda constitucional que, entre outras coisas, redefiniu seu limite de mandato para que ele pudesse permanecer presidente até 2036, em vez de renunciar quando seu mandato expirasse em 2024 (apesar de já ter sido presidente de 2000-2008 e 2012-presente). Este é exatamente o tipo de movimento de consolidação do poder que os governos da oligarquia fazem.

Além disso, os críticos apontam que, enquanto a Rússia realiza eleições, os oligarcas dominantes controlam todos os aspectos dessas eleições: dita a cobertura da mídia e a publicidade política que antecede o evento, elimina certos candidatos da oposição (por meios muitas vezes obscuros), conta os votos reais , e assim por diante. Este arranjo levanta questões significativas sobre a integridade das eleições na Rússia. Como resultado de cenários como esses, a Rússia marcou apenas 5 pontos em 40 possíveis em uma avaliação de 2021 dos direitos políticos dos cidadãos russos pela Freedom House (e apenas 15/60 em liberdades civis) e é classificada como uma clara oligarquia . Em 2018, o Tesouro dos EUA divulgou uma lista de oligarcas russos, nomeando 96 no total, além de 114 figuras políticas, como parte das consequências das tentativas russas de interferir nas eleições presidenciais de 2016. No entanto, foi rapidamente revelado que a lista simplesmente copiou uma lista de bilionários da revista Forbes e destacou aqueles com cidadania ou herança russa.

Oligarquia nos Estados Unidos

As opiniões divergem sobre se os Estados Unidos podem ser considerados uma oligarquia. Os americanos desfrutam de muitas características de um governo democrático, como eleições e liberdade de expressão. No entanto, existem evidências substanciais de que corporações poderosas e indivíduos ricos têm uma influência significativamente maior na formulação de políticas do que os cidadãos comuns. Por exemplo, corporações e até mesmo pessoas físicas estão legalmente autorizadas a doar grandes quantias de dinheiro para campanhas políticas de políticos, permitindo que seus candidatos escolhidos – normalmente aqueles que colocam os interesses corporativos à frente dos interesses de pessoas não ricas ou do meio ambiente – financiem muito mais. propagandas, assistentes e outros recursos (até mesmo campanhas de desinformação) do que seus oponentes. Corporações e indivíduos também podem contratar lobistas para influenciar os políticos que já estão no cargo. Diante desse cenário, muitos economistas e pesquisadores sustentam que, embora os Estados Unidos sejam uma democracia em teoria,é uma oligarquia na prática — ou pelo menos está indo na direção de uma.

Fonte: World Population Review

(com mapa interactivo actualizado)

sábado, 14 de agosto de 2021

Taxa extraordinária sobre bilionários permitiria vacinar todos os adultos no planeta


Uma taxa de 99% estritamente sobre a riqueza acumulada pelos 2.690 bilionários de todo o mundo seria o suficiente para garantir a vacinação de todos os adultos do planeta, e ainda garantir o pagamento de 20 mil dólares para cada trabalhador atualmente desempregado, concluiu a Oxfam.

Ainda assim, a taxa permitiria que os bilionários ficassem com mais 55 mil milhões de dólares do que antes da pandemia.

Durante a primeira grande guerra mundial, os Estados Unidos da América subiram os impostos dos rendimentos nos escalões mais elevados para 67%. Na segunda grande guerra mundial, Franklin Roosevelt tentou limitar rendimentos individuais nos 25 mil dólares. Em dezembro de 2020, a Argentina introduziu uma taxa extraordinária para pessoas com mais de 200 milhões de pesos argentinos, cerca de €2,1 milhões, resultando numa receita de 2 mil milhões de euros.

Segundo a Forbes, os bilionários aumentaram a sua riqueza em 5,5 biliões de dólares entre março de 2020 e 31 de julho de 2021. Esta acumulação exponencial de riqueza não tem paralelo, sendo equivalente à mesma riqueza acumulada por bilionários nos 15 anos anteriores à pandemia.

A administração de cada vacina a um adulto está calculada em 7 dólares (€6), resultando num custo total de 70 mil milhões de dólares para vacinar os 5 mil milhões de adultos no planeta.

Os proveitos desta taxa extraordinária permitiriam ainda pagar 20 mil dólares a cada trabalhador desempregado. A Organização Mundial do Trabalho calculou que haverá 220 milhões de desempregados em todo o mundo.

Atualmente, 30,7% da população mundial está vacinada, mas apenas 1,2% da população em países em desenvolvimento receberam a primeira dose. O Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio alertaram já para a difícil recuperação económica caso a distribuição da vacina não seja facilitada.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Bilionários como Bezos ou Buffett conseguem pagar zero impostos

De acordo com a investigação da ProPublica, através de estratégias fiscais perfeitamente legais, bilionários norte-americanos pagam um valor irrisório de IRS ou, inclusive, reduzem as suas faturas de imposto sobre o rendimento a zero.


A ProPublica, uma redação independente sem fins lucrativos que investiga abusos de poder, obteve um alargado leque de informações do Internal Revenue Service, o fisco norte-americano, com as declarações de impostos de milhares de pessoas, as mais ricas dos Estados Unidos da América, cobrindo mais de 15 anos.

Os dados “fornecem uma visão sem precedentes da vida financeira dos titãs americanos, incluindo Warren Buffett, Bill Gates, Rupert Murdoch e Mark Zuckerberg”, lê-se no relatório da organização. Em causa estão não só informações sobre os seus rendimentos e impostos, mas também sobre os seus investimentos, negociações de ações, ganhos em jogos e até mesmo os resultados de auditorias.

A investigação revela que, em 2007 e 2011, Jeff Bezos não pagou um único cêntimo em impostos federais sobre o rendimento. Assinale-se que, em 2007, a fortuna de Bezos aumentou 3,8 mil milhões de dólares e que, em 2011, o bilionário chegou a reivindicar, e a receber, um crédito fiscal de 4.000 dólares para os seus filhos.. O mesmo aconteceu com o fundador da Tesla, Elon Musk, em 2008. Já Michael Bloomberg conseguiu essa proeza nos últimos anos. O investidor bilionário Carl Icahn evitou pagar impostos por duas vezes e George Soros não pagou imposto por três anos consecutivos.


Ainda que a riqueza dos 25 americanos mais ricos tenha aumentado, no global, 401 mil milhões de dólares entre 2014 e 2018, estes bilionários pagaram apenas 13,6 mil milhões de dólares em impostos sobre o rendimento nesse período, o que equivale a uma tributação de somente 3,4%.

“Juntos, eles arrasam o mito fundamental do sistema tributário americano: que todos pagam a sua parte justa e os americanos mais ricos pagam mais”, escreve a ProPublica. De acordo com a organização, os registos “mostram que os mais ricos podem – de forma perfeitamente legal - pagar impostos sobre o rendimento que são apenas uma pequena fração das centenas de milhões, senão milhares de milhões, que as suas fortunas aumentam a cada ano”.

Para o efeito, os bilionários da América recorrem “a estratégias de evasão fiscal que estão além do alcance das pessoas comuns”. Na realidade, a “sua riqueza decorre do valor exorbitante dos seus ativos, como ações e propriedades. Esses ganhos não são definidos pelas leis dos EUA como receita tributável, a menos e até que os bilionários os vendam”, explica a ProPublica.

Entre os 25 mais ricos, Buffett é o campeão no que concerne a evitar impostos, o que, conforme é sublinhado no relatório, contrasta com a sua posição pública como um defensor de impostos mais elevados para os ricos. De acordo com a Forbes, a sua riqueza aumentou 24,3 mil milhões de dólares entre 2014 e 2018. Ao longo desses anos, Buffett relatou ter pago 23,7 milhões de dólares em impostos. “Isso resulta numa taxa de imposto real de 0,1%, ou menos de 10 centavos para cada cem dólares que ele acrescentou à sua riqueza”, refere a Propublica.

“Nem os líderes políticos nem o público jamais tiveram uma imagem precisa de como os americanos mais ricos evitam pagar impostos. Buffett e os seus colegas bilionários conhecem esse segredo há muito tempo. Como Buffett disse em 2011: ‘Tem havido uma guerra de classes nos últimos 20 anos, e a minha classe venceu’”, remata a ProPublica no final do seu relatório.

sábado, 30 de janeiro de 2021

The Virus Changed. Now We Must ‘Get to Zero’ or Face Catastrophe

Por Andrew Nikiforuk Tyee contributing editor Andrew Nikiforuk is an award-winning journalist whose books and articles focus on epidemics, the energy industry, nature and more.

Are you tired of COVID?

I fucking am.
But as a longtime science writer and the author of two books on pandemics, I have to report what you probably don’t want to hear. We have entered the grimmest phase of this pandemic.
And contrary to what our politicians say, there is only one way to deal with a rapidly mutating virus that demonstrates the real power of exponential growth: Go hard. Act early. And go to zero.
Last January, one strain of this novel virus began its assured global conquest, and since then our leaders have hardly learned a goddamn thing.
So yes, I am angry, and I will not disguise my frustration with comfortable or polite language.
In the last three months, several super-variants have emerged that are 30 to 70 per cent more infectious than the original Wuhan strain.
The old COVID-19 doubled its numbers every 40 days under a particular set of restrictions; under the same conditions, the variants double every 10 days. That means they can outrun any vaccination campaign.*
That means if you haven’t eliminated — or almost eliminated — cases in your region, you are going to learn the meaning of grief.
These highly-contagious variants have emerged in jurisdictions with high infection rates: the U.K., Brazil, South Africa and California. They became global tourists months ago, before you read about them.
Meanwhile, governments still do not understand the threat at hand.
To illustrate it, British mathematician Adam Kucharski recently compared a virus mutation that was 50 per cent more deadly with one that increased transmission by 50 per cent.
With a reproduction rate of about 1.1 and a death rate of 0.8 per cent, current strains of COVID-19 now deliver 129 deaths per 10,000 infections.
A virus that is 50 per cent more lethal will kill 193 people in a month. A variant that is more transmissible wins the game with 978 deaths in just one month.
The virus is finding its optimal configuration, its ideal form for contagiousness. And you thought this was over?

A new pandemic
Now don’t think of these variants as the same old COVID-19. That’s a big mistake.
They actually represent an entirely new pandemic.
In this new maelstrom, this complex coronavirus is just getting warmed up. It has the potential to become even more infectious than the current variants.
We allowed this to happen by not taking the measures needed to go to zero, doing whatever was needed to eliminate COVID-19 in our province or country. We pretended we could live with this virus and that vaccines would save the day.

We were wrong. Dead wrong.
Jurisdictions that chose not to stamp out this virus and blithely tolerated high infection rates, like Denmark, the U.K., Ireland and Portugal, already know how painful this error can be.
Meanwhile Canada’s vaccine campaign is flailing. It can’t end this pandemic by itself, because immunity won’t last as long as the vaccination campaign. And the South African variant can already impair their efficacy.
Moreover, our politicians have placed their bets on two high-tech, two-shot and costly vaccines, Pfizer and Moderna. They require refrigeration that half the world can’t afford.
American science has given us a Lamborghini when what the world needs is a Toyota, a cheap one-shot deal that can be easily stored, says public health expert William Haseltine.
Oxford’s AstraZeneca vaccine may be that Toyota. And if we had a competent federal government, we would be making that vaccine here in Canada for Canadians. And so the emergency grows. (Health Canada hasn’t yet approved this vaccine, and Prime Minister Justin Trudeau failed to engage the National Research Council lab in Montreal in making it.)

Others went to zero

COVID-19 should have taught us one glaring lesson by now: If you do not stamp out this virus, the shapeshifter will come back to defeat you.
New Zealand, Australia, Vietnam, Iceland and Taiwan got it right. They went to zero and eliminated the virus. Atlantic Canada and the North got it right, too.
But the rest of this country has failed and continues to fail.
(Would I have fired chief public health officer Dr. Theresa Tam and Heath Minister Patty Hajdu last year? You bet. Parroting declarations from the World Health Organization isn’t a competent pandemic response.)
As the U.S. physicist Yaneer Bar-Yam notes, “The enemy won’t stop fighting because we surrender. The only exit is to learn from our mistakes and choose to win.”
Instead of comparing our mediocre performance to the horror show in the United States, Canada needs to adopt a much higher set of standards. And by New Zealand’s or Taiwan’s measure, we look very bad.
Until citizens demand a go to zero protocol in their communities, they will live in the Groundhog Day alternative — a public game with no real end goal other than endurance that depletes both our communities and economies.
The current approach begins with incomplete lockdowns with no defined goals, travel restrictions that let the rich get away with murder and endless public health chatter about bending curves followed by careless and incoherent openings.
Exponential viral growth then roars back, jams the hospitals with the sick and surprises our daft politicians, igniting the whole abusive cycle all over again.
Contrast that reality with New Zealand, which went for zero. That country has had no COVID-19 infections for eight of the last 10 months. People attend concerts and sport events. They visit their families without fear. They only wear masks on public transit. There are real international travel restrictions and quarantines.
Bending the curve doesn’t get us into New Zealand’s safe place, because the power of exponential growth will always win. You have to crush the curve and go to zero.Be like a zero hero, like New Zealand’s Jacinda Ardern. Photo via Shutterstock.

While we slowly react, it mutates fast
Now here is the problem: The virus is evolving while our reactive response is devolving out of neglect, incompetence and fatalism.
In many parts of Canada, our vaccine programs are being administered improperly.
In Quebec, the authorities are not following proper schedules. If you don’t follow the schedules, the vaccine won’t work very well. That means Quebec has created an experimental population of half-vaccinated individuals who can support viral evolution.
The ever-acerbic public health expert Amir Attaran calls this negligence what it is. “If an evil scientist were devising a strategy to help the virus evolve and evade existing vaccines, he would do exactly what Quebec is doing.”
As the variants rapidly move through the country, politicians are doing what they did last spring — reacting instead of getting ahead of the virus.
And that’s where we started one year ago.
By ignoring or half-heartedly adopting the best advice about travel, testing, contract tracing, masks and aerosol transmission (and the best information did not come from the World Health Organization), our politicians allowed controllable viral spot fires to become towering infernos.
Our current reactive public health goals are outrageous and pretend that it’s OK to contain these infernos to long-term care facilities, prisons, working-class immigrant neighbourhoods and hospitals. Instead of going for zero transmission and getting the job done in six weeks, they just aim to keep the virus simmering or keep our hospitals on life support.
Letting the pandemic multiply injustice and inequality exponentially isn’t OK. And the longer we pretend we can live with a virus that kills one to two per cent of those infected and disables another 10 per cent with “long COVID,” the greater these inequalities will grow.
And that’s why we must get to zero, because the longer we draw out this siege, the greater the damage to the body politic. What you have heard is true: pandemics have never been democratic.

A deadly variant at work
Now consider the trauma of Roberta Place, a long-term care facility in Barrie, Ont.
But let’s call these institutions what they are: industrial feedlots for the aged often run by corporations with minimal community oversight. (These institutions should remind us of our successive moral and cultural failures as a civilization to treat our elders with respect.)
In Roberta Place, the U.K. variant, B117, appeared on Jan. 8. It flew in on a jet, because travel connects everything on this planet with a dangerous totality. (Is there anything wrong with travel? No. But with billions travelling a year, the scale has become an unremitting health hazard that, with a different virus, could drive our sorry-assed civilization to extinction in a matter of weeks.)
But back to B117, which slammed the U.K. with its highest infection rates and death tolls to date.
In just 10 days, a single case at Roberta Place became a massive outbreak affecting half the residents, and nearly half the workers. Today, every resident of Roberta House and almost all workers are infected. All the physicians and essential visitors got infected too.A visitor arrives at the Roberta Place long-term care home in Barrie, Ont. The home experienced a tragic outbreak of COVID-19 among staff and residents. Photo by Frank Gunn, the Canadian Press.
The variant moved so fast that the facility couldn’t even separate the infected from the non-infected. There are more than 40 dead.
There is a message here: “If we wanted to get serious vs B.1.1.7,” tweeted one physician recently, “vaccinate 24/7 like it’s an emergency. Because it is.”
Given that B117 overwhelmed a long-term care facility in Ontario just two weeks ago, it is already burning through the community. (This variant only needs about six weeks to become the dominant strain in a community.)
To date, B117 has been reported in Ontario, Quebec, British Columbia and Alberta, which means it is likely everywhere. The bomb has been planted; it will explode before you know it.
Canada does little genomic sequencing — a tool that tells us the lineage of viral strains (a sort of Ancestry.com for viruses). That means Canada has picked up a fraction of existing cases.
So we are once again thinking about how to react to evidence that we have not collected. Taiwan and New Zealand didn’t do that. They went to zero.

An astonished virologist
Now listen to German virologist Christian Drosten.
He finds it astonishing that COVID-19 has boosted its infectiousness by 30 to 50 per cent over previous strains by doing what viruses do: evolve, mutate and adapt for more effective reproduction.
He notes that a more infectious virus is more dangerous than a more lethal one, “because every new case will infect more people, and each of them will infect more people, such that the number of cases will grow exponentially.”
Drosten was the virologist who developed the first diagnostic test for COVID-19 and discovered that children carry high viral loads and are just as infectious as adults.
No politician wanted to hear that evidence, and many continue to ignore it.
He compares the variant phase of the pandemic to a truck with bad brakes driving down a steep mountainside.
“We don’t know what curves are coming up and whether the road is suddenly about to get steeper. We also don’t know how far we still have to go, but we do know that we absolutely have to avoid missing a corner. In a situation like this, closing our eyes doesn’t help. We have to keep going and do one thing in particular: Hit the brakes, even if they might be rusty.”
He thinks getting to zero — no active cases in Germany — is possible but would be tough.
“But it would absolutely be worthwhile to at least identify zero new infections as a target. Primarily because I am quite apprehensive about what might otherwise happen in the spring and summer.”

Ripping through the Amazon and Ireland
Let’s go now to Manaus, a city located in the Amazon jungle where rubber barons once listened to Italian opera while their Aboriginal slaves died in the bush. Nearly 70 per cent of the population was infected in the first wave. The city dug mass graves in the red earth of the Amazon.
Now a variant is ripping through the community with such intensity that hospitals have run out of oxygen. And more graves are being dug, largely for people below the age of 60.
Marcus Lacerda, an infectious disease specialist in the city, had hoped the first wave would grant the population some immunity against the second wave. “But the truth is there’s just no way. The falloff in people’s immunity and the changes in the virus mean this second wave is uncontrollable,” he told the Guardian.
Now let’s go to Ireland, where the U.K. variant has filled hospitals to overflowing. The country got off easy in the first wave and then threw things open before Christmas just as the variant arrived.
Patrick Mallon, a professor of infectious diseases in Dublin, knows that letting the virus simmer in the population was a huge mistake.
“I think that what we’re experiencing is the inevitable outcome of that strategy,” he told Der Spiegel.
“I think that this is a lesson that governments around Europe should learn. What is happening in Ireland shows just how vulnerable countries are that are trying to live with the virus, and that it’s becoming increasingly more difficult to do that dealing with the new variant of the virus. What’s happened in Ireland really just shows you how unpredictable this virus is.”
And what did the U.K.’s chief scientific adviser Sir Patrick Vallance say after COVID-19 killed 50,000 citizens in the last three months? “The lesson is go earlier than you think you want to, go harder than you think you want to, and go a bit broader than you think you want to in terms of applying the restrictions.”

It’s only going to get worse. Go to zero
For my last point, consider this paper by Israel’s Weizmann Institute of Science.
In the lab, researchers fooled around with the virus (they modified the genome) to mimic what occurs naturally as it mutates and evolves. Not surprisingly, the lab variants sported many of the same mutations that Mother Nature has thrown out recently, plus this shocker. One lab variant bound 600 times more successfully to human cells than the original strain.
“The laboratory experiments described here suggest that naturally-occurring variants have not yet reached the peak of infectivity,” researchers concluded. (The good news: natural virus selection is not as efficient as in vitro selection.)
Haseltine suggests imaging COVID-19 as a rapidly growing tree. The original strain serves as the trunk. New branches represent the variants. Each branch is “more fit to survive in its environment, the human population, than is its immediate ancestor.”
There is only one way to prune this tree, and that’s by reducing the number of infected humans by going to zero.
Getting to zero is a political choice. The best public health experts support it, and most Canadians would rally behind direct action that brings freedom from COVID-19.
It’s a nuanced strategy with a clear goal of eliminating the virus so we can all breathe again. It combines travel restrictions between sensibly defined geographic “regions” (towns, rural areas and counties), along with brief and decisive localized lockdowns followed by an aggressive program of find/test/trace/isolate/support while hunting down the virus.
Counties and towns free of the virus connect to other COVID-19 free zones, just like the successful Atlantic Bubble.
Eliminating the virus is a much better way to live, as one Irish doctor put it, “than the confused and meandering uncertainty of mitigation.”
If you want to fail and live through a third wave, just wait for a vaccine.
If not, then flood your politicians with one message: Go to zero.
And remember this: normal is gone. In this most inattentive world, whatever light we find at the end of this pandemic will not be the same light we once bathed in.

*Story updated on Jan. 28 at 3:59 p.m. to clarify the rate at which the new COVID variants double compared to previous strains of the virus.