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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Há papel que nunca deve colocar no ecoponto azul e quase toda a gente erra


Reciclar papel parece simples: jornais, caixas, folhas antigas… tudo para o ecoponto azul. Mas há um erro muito comum que continua a acontecer em milhares de casas e que pode contaminar todo o processo de reciclagem.

A verdade é que nem todo o papel é reciclável. E alguns dos objetos que usamos diariamente são precisamente aqueles que nunca deveriam ir para o contentor azul.

O maior “impostor” da reciclagem? Os talões de compras!
Os recibos do multibanco, talões de supermercado e faturas impressas parecem papel normal, mas não são.

Grande parte é feita de papel térmico, um material com componentes químicos que dificultam a reciclagem e podem contaminar outras fibras de papel reciclável. Este tipo de papel deve ir para o lixo indiferenciado.

É um detalhe que pouca gente conhece e um dos erros mais frequentes na separação de resíduos.

Guardanapos e papel de cozinha também não entram
Outro hábito comum: colocar guardanapos usados ou papel de cozinha no ecoponto azul. Mas quando o papel está sujo com gordura, comida ou produtos de limpeza, perde a capacidade de reciclagem.
Copos de papel revestido/impermeabilizado que utilizamos, por exemplo, para tomar café. Pelas características do seu revestimento (seja por plástico, verniz ou outro material impermeabilizante) o seu encaminhamento para reciclagem no fluxo papel e cartão é inviabilizado

O mesmo acontece com:
  1. caixas de pizza com gordura
  2. lenços de papel usados
  3. pratos e copos de papel sujos
  4. papel vegetal ou plastificado
  5. papel plastificado
  6. papel autocolante
  7. papel de alumínio
  8. papel de lustro
  9. Sacos de cimento;
  10. embalagens de produtos químicos
  11. toalhetes e fraldas. [informação aqui]
O truque simples que ajuda a não errar
Há uma regra rápida que os especialistas usam: se o papel estiver demasiado sujo, engordurado, plastificado ou brilhante, provavelmente não deve ir para o azul. 
Observar bem o rótulo de reciclagem das embalagens: muitas indicam o destino final (ecoponto amarelo, p.ex.)
Já revistas, caixas de cereais, folhas, envelopes e jornais continuam a ser recicláveis, desde que limpos e secos.

Porque é que isto importa?
Quando materiais errados entram na reciclagem do papel, podem comprometer lotes inteiros e dificultar o reaproveitamento das fibras. Ou seja, um pequeno erro doméstico pode reduzir a eficácia de todo o processo.

Separar corretamente continua a ser um dos gestos mais simples para reduzir desperdício mas, afinal, reciclar bem é tão importante quanto reciclar muito.

domingo, 30 de novembro de 2025

Creches e contacto com a Natureza - só vantagens


Uma creche na Finlândia revitalizou o seu pátio com elementos naturais e as crianças ficaram mais saudáveis: agora todo país está a replicar o mesmo. As crianças podem evitar doenças e alergias ao longo da vida se tiverem permissão para brincar na natureza. Dezenas de estudos comparativos já haviam constatado que crianças que vivem em áreas rurais e têm contato com a natureza apresentam menor probabilidade de contrair doenças resultantes de distúrbios do sistema imunológico e menor risco de desenvolver doença celíaca, alergias, atopia e até diabetes. O contato repetido com elementos naturais cinco vezes por semana diversifica a microbiota intestinal, oferecendo proteção contra doenças transmitidas pelo sistema imunológico. Cada indivíduo humano é, na verdade, um ambiente em si: um hospedeiro de trilhões de microrganismos, incluindo bactérias, vírus e fungos. Estes, coletivamente, superam as nossas próprias células numa proporção de 4 para 1 e estão emergindo como uma das forças mais influentes, senão a mais importante, na saúde e no funcionamento humanos.

Artigos cientifícos 

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Não é o fim do mundo é apenas tarde

The Man in the High Castle (1963) is an alternative history novel by American writer Philip K. Dick

Por Nuno Ramos de Almeida
Vivemos num tempo estilhaçado. Uma das figuras centrais do nosso novo mundo é a fragmentação dos espaços de encontro, das expectativas em relação ao futuro e até da ideia do tempo.
Na realidade, passado e futuro parecem ter desaparecido, e ser substituídos por um imenso presente, em que a cadência da sucessão acelerada das “coisas” que acontecem parece retirar qualquer possibilidade de construir um sentido que se projete para além deste tempo repetido num presente sem fim.
A multiplicação das identidades e a tentativa neoliberal de reduzir todos os problemas sociais a questões de biografia individual, tornaram mais difícil a existência de um sentimento coletivo de pertença e de identificação numa comunidade de luta.

Dizia Baudelaire que o maior feito do Diabo era ter-nos convencido da sua inexistência. O maior feito do capitalismo é precisamente o contrário: é ter-nos convencido da sua eternidade. Nesse sentido o capital foi erigido em divindade com a sua poderosa teodiceia. Afiançam-nos que goza da omnipresença, está em todo o lado; de omnipotência, é superior a qualquer forma pensada alternativa; e omnisciência, o mercado tudo compreende e tudo faz.

Escrevia Frederik Jameson, numa passagem muito citada pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek, que ninguém mais considera seriamente alternativas ao capitalismo, enquanto a imaginação popular é assombrada pelas visões de um futuro “colapso da natureza”, da eliminação de toda a vida na Terra. Parece mais fácil imaginar “o fim do mundo” que uma mera mudança muito mais modesta de modo de produção, “como se o capitalismo liberal fosse o 'real' que de algum modo sobreviverá, mesmo na eventualidade de uma catástrofe ecológica global. Assim pode-se afirmar categoricamente a existência da ideologia como uma matriz geradora que regula a relação entre o visível e o invisível, o imaginável e o inimaginável, bem como nas mudanças nessa relação”.

Estamos, também, numa época em que cada vez mais o Estado de Direito se mistura com o Estado de Exceção. O crescimento do neofascismo não se mede por votos e pelo seu reforço orgânico e de massas, mas principalmente pela sua capacidade de conseguir espalhar os seus conceitos no Estado, instituições, política e violência mediática.A resposta a este regresso aos tempos negros que elegem os pobres, os imigrantes, os “de outra raça” como inimigos passa por construir comunidades de luta que redescubram que a humanidade transcende a nossa existência individual.

Há um belíssimo texto de Luiz Pacheco que se chama “A comunidade”, em que se descreve um tipo muito particular de laços: uma família que sobrevive à miséria. É numa espécie de jangada que se torna a cama de família que ganha forças para as tempestades. O texto é mágico e começa assim: “Estendo o pé e toco com o calcanhar numa bochecha de carne macia e morna; viro-me para o lado esquerdo, de costas para a luz do candeeiro; e bafeja-me um hálito calmo e suave; faço um gesto ao acaso no escuro e a mão, involuntária tenaz de dedos, pulso, sangue latejante, descai-me sobre um seio morno nu ou numa cabecinha de bebé, com um tufo de penugem preta no cocuruto da careca, a moleirinha latejante; respiramos na boca uns dos outros, trocamos pernas e braços, bafos e suor uns com os outros, uns pelos outros, tão aconchegados, tão embrulhados e enleados num mesmo calor como se as nossas veias e artérias transportassem o mesmo sangue girando, palpitassem compassadamente, silenciosamente, duma igual vivificante seiva”.

Num tempo em que estamos atomizados e isolados – em que só “socializamos” pelo consumo; em que, segundo estudos científicos, somos definidos pelos likes automáticos que colocamos nas redes sociais; em que a imagem que damos é reflexo dinâmico dos condicionamentos que nos impõem; em que os estudos que sobre nós fazem permitem otimizar aquilo que querem que sejamos: grandes consumidores –, perdemos essa capacidade de nos tornar sujeitos, passamos a ser só objetos.

Contra isso é preciso formar comunidades que tenham como ponto de partida a igualdade. Só conseguindo poder para todos será possível que o fim do trabalho como o conhecemos não seja a divisão total e espacial entre os muito ricos e os 99% restantes, confinados a zonas cada vez mais selvagens nas nossas sociedades. Para inverter este processo de destruição social e ambiental é preciso redescobrir a movimentação coletiva que não se fundamentem apenas na situação social em que vivemos, mas se projetem naquilo que pretendemos que o mundo seja.

Saber mais:

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Vencedores do concurso Mares Circulares nas escolas 2022/2023


No âmbito do concurso Mares Circulares nas escolas 2022/2023 – 3ª Edição, foram selecionados os projetos vencedores que visam a sensibilização para a problemática do lixo marinho e promoção da economia circular.

O concurso “Mares Circulares nas Escolas 2022/2023” tem como objetivo promover na comunidade escolar uma maior consciencialização para a importância do oceano, bem como incentivar à redução do lixo marinho e promover a economia circular na sociedade.

Este concurso visa congratular e premiar os melhores projetos desenvolvidos por alunos do 3º ciclo e Ensino Secundário e Profissional neste âmbito da literacia e conservação dos oceanos.

Esta 3ª Edição contou com a participação de 5 escolas, com a apresentação de 10 projetos, 8 da categoria de Ensino profissional / Ensino Secundário e 2 da categoria do 3º Ciclo do Ensino Básico.

O júri foi constituído por elementos representantes da LPN, Coca-Cola Europacific Partners (CCEP) e Escola Azul.

CATEGORIA DE ENSINO PROFISSIONAL / ENSINO SECUNDÁRIO

VENCEDOR

O vencedor do concurso, nesta categoria, foi o projeto “Bye Bye Plastic", dos alunos Mariana Rocha, Paulo Saavedra e Sofia Barros do 12º ano da Escola Secundária da Maia.

 

 

 

MENÇÃO HONROSA

atribuímos uma Menção Honrosa ao projeto “Corkatcher”, das alunas Bárbara Pereira, Beatriz Pereira, Catarina Almeida e Inês Reis do 12º ano da Escola Secundária da Maia.

 

 

CATEGORIA DE 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO


VENCEDOR

O vencedor do concurso, nesta categoria, foi o projeto "A nossa Missão” dos alunos Luís Almeida e Tomás Amaral da turma do 9ºC da Escola Secundária de Vagos.

  

 

 

 

MENÇÃO HONROSA

Atribuímos uma menção honrosa ao projeto “Juntos Pelo Oceano”, da aluna Joana Santos da turma do 9ºC da Escola Secundária de Vagos.

 

 

Agradecemos a todas as escolas, alunos e professores que estiverem envolvidos nesta iniciativa e que submeteram os seus projetos a concurso, informando que os vencedores serão contactados em breve para mais informações sobre a data de entrega dos prémios.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Município de Gouveia foi distinguido como “Município Parceiro Eco-Escolas 2022”


O Município de Gouveia foi distinguido como “Município Parceiro Eco-Escolas 2022” pela Associação Bandeira Azul da Europa, secção portuguesa da Foundation for Environmental Education (ABAE/FEE P).
A cerimónia do Dia das Bandeiras Verdes Eco-Escolas 2022 teve lugar, no dia 9 de Outubro, no Pavilhão Municipal de Valongo, e contou com a presença de todos os municípios do país que colaboraram com a implementação do Programa Eco-Escolas durante o Ano Lectivo 2021/2022.

No município de Gouveia foi atribuída Bandeira Verde Eco-Escolas aos seguintes estabelecimentos: Jardim de Infância da Associação de Beneficência Popular de Gouveia; Jardim de Infância da Fundação “A Nossa Casa”; Casa do Povo de Vila Nova de Tazem; Escola E.B. 2,3 de Vila Nova de Tazem; Jardim de Infância de Gouveia.

Destaque também para a menção honrosa recebida pelo Jardim de Infância da Associação de Beneficência Popular de Gouveia pelo 4º lugar no concurso nacional “Roupas usadas não estão acabadas” da empresa H. Sarah Trading e o 2º lugar conquistado pelo Jardim de Infância de Gouveia no concurso nacional “Recolha per capita de resíduos têxteis” também promovido pela empresa H. Sarah Trading e ambos integrados no Programa Eco Escolas.

Este evento, considerado o maior, a nível nacional, na área da educação ambiental, destinou-se a todas as Escolas Galardoadas com a Bandeira Verde 2022 e reuniu mais de 2000 crianças, jovens, professores e autarcas de todo o país.

Lista de Municípios Parceiros em 2022-2023

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Plantas silvestres: dez tesouros que crescem na berma dos caminhos

Encontramos plantas silvestres nos caminhos e nas estradas e é injustamente que lhes chamam daninhas e infestantes. Essas ervas e flores são muitas vezes património da flora portuguesa, criam biodiversidade e ajudam o solo a ser mais forte. E também se podem comer, com benefícios para a saúde. Conheça uma mão cheia desses tesouros das bermas.


Nas últimas semanas, Fernanda Botelho tem repetido apelos para que não se cortem as plantas silvestres que, nesta altura, enchem as bermas dos caminhos e das estradas. Para que as roçadeiras municipais que limpam as estradas deixem estar ali esses tufos verdes, polvilhados de flores de várias cores, com formas mais ou menos conhecidas de todos, algumas delas bem presentes nas memórias de infância, como o popular dente de leão. “Chamam-lhes ervas daninhas, infestantes ou invasoras, mas essas plantas além de serem exuberantemente bonitas e criarem jardins naturais, servem de alimento a insetos polinizadores, pássaros, répteis, anfíbios e toda uma cadeia de biodiversidade onde nós também estamos incluídos”, refere a herbalista e especialista em plantas medicinais, autora de vários livros sobre o assunto, entre eles “Uma mão cheia de plantas que curam – 55 espécies espontâneas em Portugal” (Dinalivro, 2015, PVP 20 euros).

Muitas delas são, além disso, comestíveis e detentoras de propriedades medicinais, além de serem tesouros da flora portuguesa. “Têm um nome botânico e pertencem a uma família”, sublinha. Podemos comê-las em saladas ou em estufados, cruas ou cozinhadas – como é o caso da mostarda brava, que se encontra por todo o lado. Estas plantas têm outras virtudes, sublinha Fernanda Botelho. “Servem muitas vezes para prevenir a erosão de solos ou melhorar a sua estrutura, com as suas raízes profundas, que servem para descompactar terrenos mais secos e argilosos”, assinala. Por fim, elas são também plantas forrageiras e azotantes, muito úteis para ajudar a terra em pousio a preparar-se para novas culturas.
“Nesta primavera covídica, tenho tido o imenso privilégio de desfrutar desta abundância de cores, formas, texturas, tamanhos e perfumes”, refere Fernanda, que passa muito tempo em caminhadas pela zona de Sintra, onde vive, e se dedica também a dar workshops sobre estas plantas, incluindo a chefs de cozinha que as utilizam nas suas receitas. Entre as muitas plantas comestíveis e com propriedades medicinais que se encontram nesses tufos bravios na beira dos nossa caminhos, Fernanda Botelho escolheu estas dez que descrevemos a seguir. “Podemos até transplantar algumas para o nosso quintal, se quisermos, para criar um jardim comestível”. Fica lançado o desafio… e ideias para enriquecer as saladas.

MOSTARDA BRAVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Sinapis arvensis

Linda e exuberante, é uma planta da família das Brasicaceae, a mesma das couves, da rúcula e dos nabos. “Podemos dizer que é um antepassado silvestre das nossas hortícolas domesticadas”, refere Fernanda. Isto significa que podemos comer as suas flores e folhas, cruas ou cozinhadas, e ainda as suas sementes. Por ser picante, estimula a digestão. A mostarda brava encontra-se na beira dos caminhos, onde tem a função muito útil de ajudar a fixar os taludes, graças às suas grandes raízes. As borboletas e as abelhas adoram esta planta de ramos altos.

PAPOILAS

Nome científico: Papaver rhoaes

São plantas da família das Papaveraceae, onde se inclui também a chamada “erva do betadine” ou celidónia. A sua delicadeza icónica, que todos conhecemos, tem outra utilidade além de ser apreciada: as semente e as pétalas das papoilas podem ser comidas ou usadas em infusões, graças aos seus efeitos antiespasmódicos e sedativos. No Alentejo, ainda é comum um chá de pétalas de papoila contra a tosse para ajudar as crianças a dormir, sublinha Fernanda. Ela sugere que se adicionem as pétalas a saladas e que se comam as sementes, tendo o cuidado de ingerir uma quantidade moderada (menos que uma colher de café, por exemplo) porque são opiácias. As pessoas com diverticuloses devem, contudo, evitar esta e outras sementes pequenas.

MALVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Malva sylvestris

“É muito comum e está particularmente exuberante nesta primavera covídica”, assinala Fernanda sobre as malvas – ou lavateras – que são grandes aliadas nas lavagens ginecológicas ou para bochechar para tratar aftas ou lavar os olhos inflamados. “Ela trata e alivia todo o topo de inflamações internas e externas”, refere a especialista. Mas também pode ser utilizada na culinária, já que se podem consumir todas as suas partes – como as flores, folhas, raízes e as sementes conhecidas por queijinhos, que têm um sabor semelhante a ervilha crua e textura de quiabo.

TANCHAGEM

Nome científico: Plantago sp

Existem várias espécies de tanchagem, planta de aspeto arisco muito comum nos campos. “Todos os Plantago são medicinais, comestíveis e deliciosos, com um sabor a cogumelo cru e bastante adstringente”, diz Fernanda, que sugere usar as folhas tenras em sopas e batidos. Era uma planta muito usada na Antiguidade: Alexandre o Grande designava-a de “governante dos caminhos” e os germânicos consideravam-na sagrada. É rica em sais minerais e ácidos gordos, tem propriedades anti-inflamatórias, calmantes e diuréticas e fortificante dos vasos capilares. E é muito eficaz quando esmagada e aplicada diretamente sobre a pele em picadas de mosquito.

PILRITEIRO

Nome científico: Crataegus monogina

É também conhecida por espinheiro-alvar, esta árvore de médio porte e tronco espinhoso enquanto jovem, comum nas sebes e montes, que é muito rica em propriedades medicinais – e que podemos plantar facilmente no nosso quintal. As suas flores brancas e pequenas são comestíveis, tal como os seus frutinhos vermelhos – os pilritos – que podem ser usados para fazer geleias, marmeladas e sobremesas. Com as folhas, as flores e os frutos podem-se fazer infusões para tratar problemas de coração, como arritmias, insuficiência cardíaca, ataques de pânico e de ansiedade. Existem à venda, aliás, vários tipos de extrato de Crataegus.

URTIGA

Nome científico: Urtica sp

Apesar de mal amada por muitos, a urtiga é a planta preferida de Fernanda Botelho, que diz ser uma das ervas silvestres mais completas que existem, a nível nutricional. “Podemos fazer sopas, guisados, queijos, cerveja, sumos, pão e tudo o que a nossa imaginação quiser. Usam-se as folhas, as inflorescências e as sementes. Convém não incluir os caules nas sopas pois são demasiado fibrosos. Podemos desidratar as folhas e moê-las num moinho de café para polvilhar sobre os alimentos”, refere Fernanda. “As urtigas são tão importantes que existe mesmo uma Confraria da Urtiga em Fornos de Algodres, à qual pertenço, que celebra a urtiga em todas as suas vertentes, medicinais, comestíveis, hortícolas, tintureiras, no fabrico de fibras”, refere. Os romanos fustigavam o corpo com ela para estimular a circulação; e na Polónia e na Escócia faziam-se roupas, lençóis e toalhas de mesa com a fibra das urtigas, que é muito resistente. Usa-se para tratar anemia, reumático, gota, alergias de primavera.

ROSEIRA BRAVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Rosa sp

Integra a família das rosáceas, cujas flores são sempre comestíveis e adstringentes. Por essa razão, são úteis para tratar diarreia e para lavar e desinfetar feridas. “Na culinária, podem usar-se as flores mas sobretudo os bonitos frutinhos vermelhos que surgem no outono e são uma das maiores fontes de vitamina C disponíveis na natureza”, afirma Fernanda. Não é à toa que as rosas eram o ingrediente básico nos tratamentos de beleza da rainha egípcia Cleópatra e que o botânico e médico grego Plínio, o Velho, indicava 30 doenças tratáveis com rosas.

CHICÓRIA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Cichorium intybus

Tem alguns primos bem conhecidos esta planta da família das Asteraceae, onde se inclui o dente-de-leão e os girassóis. “É da raiz desta planta que se faz o café de chicória e as suas folhas tenras, assim como as flores de um azul delicado, também se podem comer”, diz Fernanda. Os antigos egípcios conheciam-na desde o ano 4000 a.C. -, comiam-na crua e usavam-na para tratar problemas hepáticos. No tempo dos faraós, misturava-se sumo de chicória com óleo de rosas e vinagre para aliviar dores de cabeça. Existe também em cor branca ou rosa, mas as flores mais comuns são as azuis. Prefere terrenos secos e argilosos e as suas raízes profundas ajudam a descompactar a terra.

SABUGUEIRO

Nome científico: Sambucus nigra

Pertence à família das Caprifoleaceae este arbusto ou árvore de médio porte, que prefere zonas húmidas e sombrias. As suas flores e frutos são muito apreciadas para fins medicinais e culinários. “As flores podem ser fritas com tempura, estilo peixinhos da horta, usadas em refrescos, champanhe, gelados e outras sobremesas, combina bem com pétalas de rosas”, sublinha Fernanda Botelho. A infusão da flor fresca ou seca ajuda a combater alergias, tosses, gripes e constipações, tem propriedades anti-inflamatórias e antivíricas. As suas bagas pretas são muito ricas em antioxidantes, vitaminas e sais minerais e apreciadas em geleias, doces e bebidas.

BORRAGEM

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Borago officinalis

“Diz o ditado que a borragem dá coragem, porque as suas sementes são usadas na extração de um óleo vegetal rico em ómegas 3, usado para fortalecer o sistema nervoso, cardiovascular e para melhorar problemas cutâneos”, refere Fernanda. Os jovens soldados romanos tomavam uma bebida de borragem quando partiam para as batalhas, para terem mais ânimo e coragem. As flores em forma de estrela são comestíveis, com sabor a lembrar o pepino, e Fernanda sugere usá-las também na decoração ou colocá-las em cubinhos de gelo para as conservar. As folhas tenras mais junto da base podem ser consumidas panadas ou adicionadas a sopas e guisados. É uma planta desintoxicante do organismo.

A HERBALISTA

(Fotografia: Nuno Antunes)

Fernanda Botelho estudou plantas medicinais na Scottish School of Herbal Medicine. Viveu 17 anos em Inglaterra onde fez formações em Botânica, Fitoterapia e Pedagogia. Tem o curso de guia de jardim botânico da Universidade de Lisboa. É colaboradora do programa Ecoescolas e autora de uma coleção de livros infantis “Salada de Flores”, “Sementes à Solta” e “Hortas Aromáticas”. Publica anualmente desde 2010 uma agenda de plantas medicinais, escreveu “Uma mão cheia de plantas que curam – 55 espécies espontâneas em Portugal” e “As plantas e a saúde”. Organiza passeios e workshops de reconhecimento de plantas a convite de várias associações, escolas e municípios. É uma das fundadoras do grupo Sintra sem Herbicidas. Participa em blogues e revistas e é convidada regular da RTP. Gosta de fotografar, escrever e comunicar. Tem um blog chamado Malva Silvestre.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Dia Mundial da Educação Ambiental


A 26 de Janeiro celebra-se o Dia Mundial da Educação Ambiental. Esta comemoração teve origem em 1975, ano em que se celebrou em Belgrado o Seminário Internacional de Educação Ambiental, sob a égide das Nações Unidas, em que participaram mais de 70 países, incluindo Portugal.
Neste seminário aprovaram-se os princípios da educação ambiental e a “Carta de Belgrado” que contém os objetivos fundamentais da educação ambiental.

A origem da educação ambiental se deu conjuntamente a movimentos globais decorrentes de reflexões sobre o modelo de desenvolvimento predominante. Desde a década de 60, constatações de que diversas atividades humanas que possibilitaram crescimento económico traziam impactos ao meio ambiente e ameaçavam as condições de saúde e sobrevivência humana, como retratado no livro “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson em 1962.

Além dos danos provocados no meio ambiente, decorrentes do que é produzido ou utilizado na produção de bens utilizados em nossa sociedade de consumo, outra coisa que começou a atrair a atenção mundial foi o questionamento se os recursos naturais são suficientes suprir nossas necessidades.

A Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano em Estocolmo apresentou como resultado uma declaração que estabeleceu as bases para a definição de desenvolvimento sustentável, destacando ainda a responsabilidade de todos os cidadãos e todas as instituições para preservar e melhorar o meio ambiente.

Como resposta à Conferência de Estocolmo, foi realizado em 1975 pela Unesco um Encontro Internacional de Educação Ambiental em Belgrado, e o dia 26 de janeiro foi adotado para celebrar o dia mundial da educação ambiental, embora não exista uma definição oficial da data.

A Carta de Belgrado é o primeiro marco para educação ambiental trazendo recomendações e orientações que ainda são atuais, destacando a relação entre os sistemas económicos, políticos e sociais com o meio ambiente, a exemplo deste trecho: “É absolutamente vital que os cidadãos de todo o mundo insistam a favor de medidas que darão suporte ao tipo de crescimento econômico que não traga repercussões prejudiciais às pessoas; que não diminuam de nenhuma maneira as condições de vida e de qualidade do meio ambiente. É necessário encontrar meios de assegurar que nenhuma nação cresça ou se desenvolva às custas de outra nação, e que nenhum indivíduo aumente o seu consumo às custas da diminuição do consumo dos outros.”

Em 1975 a UNESCO em parceria com o Programa de Meio Ambiente da ONU promoveu a Conferência Intergovernamental de Educação Ambiental em Tbilisi, resultando na Declaração de Tbilisi que definiu os objetivos e características da educação ambiental, indicando ainda as estratégias a serem adotadas no campo nacional e internacional os quais embasaram documentos técnicos e a legislação brasileira.

Segundo a Declaração de Tbilisi, é importante destacar que a educação ambiental:
  1. deve adotar um enfoque global, mas ao mesmo tempo dirigida à comunidade para despertar o interesse em cada indivíduo na participação da solução de problemas ambientais e de iniciativas para a construção de um futuro melhor;
  2. deve ser contínua e permanente, acompanhando as mudanças constantes de nosso mundo em rápida evolução;
  3. deve abranger pessoas de todas as idades e todos os níveis de ensino, no âmbito- formal e não formal.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Manual da Bolota (2019) e o Manifesto da Bolota





O “manifesto” da bolota
E se por alguma razão, após a expansão marítima dos povos europeus nos séculos XIV e XV, a população mundial tivesse sofrido um aumento exponencial? Certamente que a utilização de recursos naturais durante esse período teria sido muito mais intensa. E se na época renascentista as civilizações ocidentais tivessem as tecnologias de hoje? Provavelmente teriam utilizado em larga escala os jazigos minerais e petrolíferos, e teriam consumido muitos mais recursos hídricos e biológicos de modo a suportar uma população em rápido crescimento. E sendo seres humanos como nós, talvez apenas quando a escassez desses recursos se repercutisse na população, sobretudo nas classes mais influentes e com maior capacidade económica, começassem a tomar sérias medidas de gestão e conservação. Mas, talvez já fosse tarde de mais. Felizmente, e porque não ocorreu nenhum aumento populacional significativo como o que se observa hoje, não foi exatamente isso que sucedeu. Mas, e se tivesse acontecido? Que recursos teriam sobrado? Todas as civilizações edificaram-se e desenvolveram-se com recursos naturais. Sem eles, as civilizações regridem, desaparecem, guerreiam-se entre si para se apoderarem do pouco que ainda está disponível. O que teria chegado até hoje? Será que no século XXI existiria alguma verdadeira civilização? Seres humanos haveria certamente, mas as civilizações só se constroem com recursos naturais. Se os nossos antepassados tivessem esgotados as matérias-primas e ecossistemas de que agora dependemos, o que teria sobrado para nós? Certamente muito pouco, assim como muito pouco haveria da nossa civilização e do nosso modo de vida atual. E não tenhamos a ilusão de que alguma tecnologia nos valeria. Todas as tecnologias que dispomos só são possíveis pois usamos recursos naturais para as construir e pôr a funcionar. E como será daqui alguns séculos? Como serão as civilizações? Que recursos lhes vamos deixar? E quais lhes queremos deixar? Como seremos lembrados pela História? A civilização do salto tecnológico ou a responsável pelo declínio civilizacional? Também só haverá História se houver civilização. Uma coisa é certa, um futuro com milhares de milhões de seres humanos, tal como hoje acontece, só ocorrerá se lhes deixarmos recursos, ou então a Terra transformar-se-á numa espécie de Ilha da Páscoa a girar em torno do Sol, e nós as suas gigantes cabeças! O ser humano sempre necessitou dos recursos naturais para a sua sobrevivência. Ainda hoje, a nossa dependência é total. A água e o oxigénio, os alimentos e medicamentos, as fontes de energia e as matérias-primas que possibilitam o nosso estilo de vida moderno provêm todos eles, sem exceção, da Natureza. E assim foi ao longo de toda a nossa História.
Apesar da vastidão do nosso planeta, apenas parte é habitável. Necessitamos de terra firme e de temperaturas não demasiadamente extremas para podermos estabelecer populações em larga escala. Sendo o Homem o único animal que consegue viver em todos os biomas, apenas em alguns locais se edificaram verdadeiras civilizações e ocorreu um profundo aumento populacional. Curiosamente (ou não), quase todas emergiram em áreas semelhantes, desenvolvendo-se onde haviam bosques e florestas. Observando a distribuição atual da população humana, as grandes concentrações ocorrem na Índia e sudeste asiático, nas zonas tropicais da África e América, na Europa e restante região mediterrânea e em algumas regiões do continente norte-americano. Quando cruzamos estes dados com um qualquer mapa dos principais biomas, a distribuição parece tirada a “papel-químico” com a das florestas tropicais, das florestas de caducifólias e do bosque mediterrâneo.
Onde há árvores, ou melhor, onde havia, e temperaturas não demasiadamente baixas, é onde se encontram os grandes aglomerados humanos. Para compreendermos melhor esta relação, talvez seja necessário pensarmos naquilo que uma população humana precisa para sobreviver e se expandir: água, alimento, abrigo, combustível, medicamentos e algumas matérias-primas. Tudo isto pode ser retirado das árvores? A resposta é sim! Mas a floresta proporciona-nos muito mais recursos que aqueles que se obtêm diretamente das árvores. Elas são o suporte da biodiversidade. Delas dependem muitos animais, plantas, fungos, protistas e bactérias que o Homem utiliza diariamente. São também as florestas que proporcionaram muito do atual solo agrícola e permitem uma maior fiabilidade e previsibilidade dos ciclos hidrológicos, fundamentais para o estabelecimento e crescimento de qualquer comunidade. Em suma, foi nestes bosques e florestas que o Homem encontrou os recursos necessários à sua sobrevivência. O reverso da medalha foi a drástica redução e fragmentação destes biomas. Atualmente, a destruição das florestas tropicais encontra-se a um ritmo avassalador, com consequências dramáticas, sobejamente conhecidas. Por estranho que nos possa parecer, fenómeno semelhante ocorreu na Europa central e do sul, e ao longo da parte meridional da América do Norte. As civilizações ocidentais, onde se encontram os países mais ricos e desenvolvidos, edificaram-se em zonas outrora ocupadas por florestas em que a maioria das espécies se reproduzia a partir da germinação de uma semente muito particular, a bolota. Estes carvalhais, quer fossem de folha caduca ou persistente, atingissem porte arbóreo acentuado ou não ultrapassassem o tamanho de um arbusto, dominavam a maioria destas regiões. E hoje, o que sobrou desses ecossistemas? Apesar da velocidade da regressão destes biomas não ser comparável ao ritmo da desflorestação observada nos trópicos, a redução total de área dos bosques e florestas das regiões temperadas é muito, mas mesmo muito superior ao ponto de que os poucos carvalhais existentes não serem ecossistemas naturais, pois de alguma forma já sofreram intervenção do Homem.
A interferência humana nos carvalhais primitivos já ocorreu, e este facto é irreversível. Mas não se pense que a ocupação antrópica é necessariamente um fator negativo para os ecossistemas. Os montados, onde o sobreiro e a azinheira dominam, são um dos melhores exemplos em que árvores, sustentabilidade ambiental e atividades humanas se conjugam quase na perfeição. No entanto, a inexistência de carvalhais naturais não deixa de ser revelador da extensão da intervenção humana. Do mesmo modo, também só o Homem poderá inverter, ou pelo menos, compensar parcialmente o seu impacto na Natureza e permitir que os carvalhais autóctones recuperem um pouco da sua extensão original. Os benefícios diretos no ambiente, tais como o aumento da biodiversidade, melhores recursos hídricos, a recuperação dos solos, a diminuição do aquecimento global, da poluição atmosférica e do risco de incêndio são algumas consequências diretas extremamente benéficas para nós. Basta apenas que cresçam mais carvalhos. Todos os carvalhos se desenvolvem a partir de uma bolota. É da germinação de muitas destas sementes que se formam os carvalhais. Se queremos participar na conservação da Natureza, necessitamos de recuperá-los. Basta para isso semearmos bolotas. Simples, não é? Bastaria apenas um dia por ano em que recolhêssemos e semeássemos bolotas de espécies autóctones, diretamente no campo, ou as levássemos para casa e as colocássemos em vasos. No ano seguinte teríamos carvalhos para plantar. Os diferentes biomas que constituem a biosfera encontram-se interligados e interdependentes. A melhoria num dos seus componentes tem efeitos positivos e multiplicativos em todos os outros. O inverso também acontece. Apesar da grande capacidade regenerativa da Natureza, os equilíbrios naturais globais encontram-se interligados, de um modo que a ciência ainda não conseguiu desvendar a sua total complexidade. Os carvalhos não existem em todos os continentes. Apenas no hemisfério norte, essencialmente em regiões temperadas e mediterrâneas, é que ocorrem naturalmente as plantas do género Quercus sp. Contudo, uma parte significativa da população mundial vive nestes locais. Para muitos, é aí que nós vivemos, e é aí que a nossa ação pode ser decisiva e é aí que podemos fazer algo para nós, por nós e pelos nossos, os de hoje e os de amanhã. E quase que basta apenas um dia. Um dia em que a nossa insignificante ação local, na força que a união faz, seja um dia verdadeiramente mundial. Esse dia pode ser qualquer um... mas também pode ter data marcada. Vamos fazer do dia 10 de novembro um dia de contributo para o nosso mundo. Vamos transformá-lo no Dia Mundial da Bolota.

sábado, 29 de junho de 2019

“O mar começa aqui”. Alunos de escola básica decoram sarjeta e enviam recado à população

Foto e notícia aqui
As palhinhas querem-se de materiais como bambu ou papel, os supermercados estão a fazer desaparecer o plástico e até já há mochilas feitas a partir de garrafas recicladas: nunca a população esteve tão ciente da necessidade de proteger o ambiente e são várias as iniciativas mundo fora a trabalhar num objetivo comum: proteger o planeta.

Mas a verdade é que, por mais que se passe o alerta por uma vida mais verde, ainda são muitas as pessoas que não hesitam em deitar uma beata ou um papel para o chão, que não fazem reciclagem e que não têm qualquer preocupação em preferir materiais renováveis.

Para chamar a atenção para a necessidade de proteger os recursos naturais, a escola básica da Costa Nova, que pertence ao agrupamento de escolas da Gafanha da Encarnação, no concelho de Ílhavo, lançou uma mensagem sobre a fragilidades dos oceanos com uma iniciativa original: decorou uma sarjeta.

Partindo de um desafio lançado pelo programa Eco-Escolas, a escola básica da Costa Nova decorou um escoadouro, que tem como função a recolha e o escoamento das águas pluviais, transportando vários resíduos como beatas de cigarros ou plásticos.

Para alertar a população para os perigos que advêm do simples ato de deitar lixo para o chão e que acaba acumulado nas sarjetas, o grupo da escola básica pintou uma sarjeta de azul, como referência aos oceanos, e acrescentou a frase “o mar começa aqui” em duas línguas, português e inglês, de forma a ser lida também pelos turistas que visitam a região.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Eco Summit 2018 em Torres Vedras resultou numa carta de compromisso

Escuteiros organizaram evento sobre sustentabilidade ambiental


Organizado pelo agrupamento 496 da Freiria do Corpo Nacional de Escutas, em conjunto com a Câmara Municipal, o evento teve como tema “Problemas Globais exigem Ações Locais”. Durante a manhã houve intervenções sobre vários temas e à tarde os participantes constituíram-se em grupos de discussão sobre os cinco temas das intervenções. No final foi elaborada uma carta de compromisso, que as cerca de 90 pessoas presentes assinaram.

Eco Summit 2018

A sessão de abertura do Eco Summit 2018 contou com as intervenções do presidente da Câmara, Carlos Bernardes, e Diana Peralta, da organização. Seguiram-se as intervenções dos oradores convidados. José Machado, engenheiro electrotécnico, falou sobre fontes de energia alternativas. José Carlos Ferreira, também engenheiro mas agrónomo, especialista em agricultura biológica, falou sobre produção e hábitos alimentares sustentáveis.

Empresas como motor de sustentabilidade ambiental” foi o tema exposto por Simão Marçal, especialista em práticas sustentáveis enquanto sócio-gerente de várias empresas. José Henriques, médico oftalmologista e escuteiro há 40 anos, utilizador de veículos eléctricos, referiu-se à sua experiência na área da mobilidade sustentável. A psicóloga Margarida Fialho, também escuteira, focou a sua intervenção no indivíduo: “Eu” como motos de sustentabilidade ambiental.

No final saiu uma carta de compromisso subscrita pelos presentes, com cinco tópicos relacionados com os cinco temas apresentados no evento. No que se refere às fontes de energia alternativas, o documento sugere a redução o IVA para aquisição de sistemas fotovoltaicos, sensibilização da população para reduzir os resíduos sólidos e algumas sugestões à Câmara Municipal para tornar o concelho mais sustentável.

Mudança de hábitos

No capítulo dos hábitos alimentares sustentáveis, as propostas indicam sobretudo a educação e a formação dos cidadãos, para além da mudança de hábitos. As empresas têm também um papel importante na sustentabilidade ambiental e a carta de compromisso do Eco Summit enumera várias medidas a tomar. Nomeadamente, a criação de rankings de empresas e o ajuste da taxa da derrama municipal em função da classificação ambiental obtida anualmente pelas empresas.

Nos outros dois pontos da carta de compromisso é referida a necessidade de promover a mobilidade sustentável através de vários incentivos e, por outro lado, é indicada uma lista do que é que cada indivíduo pode fazer para ser actor da mudança. Designadamente diminuir a utilização de sacos de plástico nas compras, organizar acções de formação para ensinar as pessoas a produzirem desodorizantes e cosméticos caseiros, instalação de pontos de compostagem públicos e sensibilizar os alunos das escolas para hábitos alimentares mais sustentáveis, entre outras propostas.

sábado, 14 de abril de 2018

Conheça Yoshi e Goby: os peixes que adoram comer plástico


Apresento-vos Yoshi, The Fish e Goby. Tratam-se de um escultura feita de arame e malha de ferro ou aço, a fonte é esclarecedora, instaladas numa praia na Índia e Bali, respectivamente, onde se pode ler: “Goby loves plastic, please feed him”.

Para limpar as praias, bastou uma escultura de peixe chamada Goby.
Esta praia na Indonésia decidiu fazer algo simples... Além de colocar ecopontos pela praia, a autarquia fez um peixe gigante transparente com os dizeres "Goby gosta de plástico, por favor alimente-o"...

A chave do sucesso foi que as pessoas alinharam no jogo em 'alimentar' o Goby, limpando por conseguinte a praia e simplesmente funcionou.

Ainda hoje, Goby é alimentado constantemente e na maioria das vezes recebe mais do que precisa para a sua refeição diária. Ele geralmente é levado pela cidade durante a noite para esvaziar todo o plástico que comeu, depois é trazido de volta na manhã seguinte com o estômago vazio para que as pessoas possam continuar alimentando-o repetidamente.

Esta foi a solução que as autoridades locais encontraram para substituir os velhos contentores. E o sucesso foi imediato, principalmente entre as crianças. Todas querem alimentar o Goby! E quanto mais se alimenta o Goby, menos plástico fica no areal das praias. Menos plástico chega ao oceano, que, neste ritmo, poderá em 2050 ter mais plástico do que peixes.

Uma solução funcional, que gera curiosidade e entusiasmo, em particular entre os mais novos, motivando-os e consciencializando-os para a importância de reciclar e de proteger o planeta desde tenra idade, para além de ser óptima para tirar selfies – e nós sabemos que já não existe Verão ou praias sem selfies – e que deveria ser seriamente considerada pelas entidades que neste país têm responsabilidades sobre a preservação da orla costeira, seja o governo, sejam as autarquias. E não tem necessariamente que ser um peixe, uma cópia do Goby. Pode, em alternativa, ser uma boa oportunidade para estabelecer parcerias com artistas plásticos nacionais, muitos deles a dar cartas lá fora, e colocar a arte portuguesa ao serviço do ambiente e da comunidade.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

The Challenge of Rudolf Steiner


Uma visão histórica da vida de Rudolf Steiner, bem como exemplos de seu legado em todo o mundo, o trabalho atual inspirado por suas ideias - em particular o movimento da Escola Waldorf, agricultura biodinâmica e euritmia.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Projecto Eco-Escolas- um vídeo muito bom que faz um excelente balanço deste Programa




No dia da Manifestação de 12 de Julho em Defesa da Escola Pública, este vídeo demonstra o elevado profissionalismo e optimismo de muitos docentes neste país, que não apenas este ano lectivo, mas ao longo de alguns anos até esta parte (15 a 20 anos?) , tentam dentro das suas comunidades promover hábitos mais amigos do ambiente, prevenir o esgotamento dos recursos e fundando uma Eco-escola inverter uma sociedade de consumo (agora não tanto, devido à austeridade), alienada, competitiva e de desperdício. A Educação Ambiental é um dos meios mais intensos para a paz e felicidade entre o maior número de habitantes, neste planeta único.

O que é o Programa Eco-Escolas?
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.(Redirecionado de Eco-Escola)

O Programa Eco-escolas é um projecto educativo internacional promovido pela organização não governamental europeia Fundação para a Educação Ambiental (em inglês: Foundation for Environmental Education - FEE) e apoiado pela Comissão Europeia.

O programa, destinado preferencialmente às escolas do ensino básico, mas aberto a todos os graus de ensino do pré-escola às universidades, pretende reconhecer (com a atribuição da Bandeira Verde Eco-Escola) e estimular as escolas empenhadas em melhorar o seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade.

Uma Eco-Escola é uma instituição de ensino que segue o Programa Eco-Escolas.



Obrigado Margarida Gomes (Abae) pela indicação.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dia do Professor: Hoje não se esqueçam de agradecer a um Professor

Reconhecendo que se trata de um grupo profissional fundamental sem o qual “não pode haver nem desenvolvimento durável, nem coesão social, nem paz”, a UNESCO consagrou o dia 5 de Outubro aos professores de todo o mundo. Entre nós coincide com o dia Dia da República.



Thank a teacher. Teachers inspire greatness and change lives. Take the time to show your appreciation today.http://www.mudpiesandbutterflies.com/thankateacher


A comemoração deste dia é uma iniciativa da UNESCO assumida desde 1994. A escolha deste dia prende-se com a data em que foi publicado o Estatuto do Professor (em 1966- ano em que nasci!), um documento que reconheceu os professores com um instrumento que define as suas responsabilidades e os seus direitos. 
Obs: a imagem é de 2008, mas a mensagem mantem-se!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Leopold Education Project


O Leopold Education Project (LEP) é um currículo inovador, interdisciplinar, de pensamento crítico, conservação e educação ambiental baseado nos escritos clássicos do renomado conservacionista Aldo Leopold. O Leopold Education Project ensina o público sobre os laços da humanidade com o ambiente natural no esforço para conservar e proteger os recursos naturais da Terra.

sábado, 7 de abril de 2007

Dia Nacional Dos Moínhos


O que é o "Dia dos Moinhos Abertos"?

O conceito desta actividade é extremamente simples:
Fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país!

Quem pode participar na organização?
Pretendemos lançar uma iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o objectivo de chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, Autarquias locais, Museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.

Esta iniciativa promovida pela Etnoideia tem o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia, cujos membros não pertencentes à Rede Portuguesa são convidados a aderir e colaborar. A TIMS colaborará ainda ao nível da divulgação internacional do evento por todo o mundo.

Por isso, apelamos à sua participação activa, através do seu envolvimento pessoal e das organizações a que pertence ou com as quais se relaciona.
Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projectos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc) com a participação de activistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.

Mas este dia constitui também uma oportunidade única para aumentar o número de pessoas e instituições que constituem a Rede Portuguesa de Moinhos reforçando a sua implantação e representatividade nacional e, consequentemente, a sua capacidade de acção a favor dos moinhos tradicionais, por isso pedimos-lhe também que ajude a divulgar a Rede.

Como optimizar os seus impactos?
De acordo com os nossos dados das edições anteriores, contando com os moinhos directamente ligados à Rede Portuguesa de Moinhos, com o facto de alguns moinhos estarem em núcleo (cada moinho conta como um moinho, por isso num núcleo haverá vários abertos), contando com os moinhos cujos proprietários e moleiros podem ser contactados por cada um de nós (contamos consigo também para o fazer), acreditamos ser possível alcançar novamente  entre 120 e 150 moinhos a funcionar.