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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Música do BioTerra: Beth Orton- Concrete Sky


Faith has a good side still everyone she ever loved they all turned bad
Constance his own way of breathing and you know
You couldn't will him to survive
Couldn't will him if you if you tried, and there's a concrete sky
Falling from the trees again and you know now why
It's not coming round too soon
It's harder than a heartbreak too

I've seen your good side but I still don't know just what it is
That you might want
See you've got your own way of moving
And you know you could save me
Save your soul, I'll save some of you
Save my soul, feel like I'm falling fell like I'm falling
And there's a concrete sky
Falling from the trees again and you know now why
It's not coming round too soon, it's harder than a heartbreak too
It's tough enough what love will do

So much time gets lost in my mind
But I know now what I must rely on
It's a sound and forgetting, ain't the worst thing
I've been out walking don't do too much talking
Wouldn't take too much time, wouldn't take all your time
Cos it's as precious as mine Save my soul, I'll save some for you
Save my soul feel like I'm falling feel like I'm falling
And there's a concrete sky
Falling from the trees again and you know now why
It's not coming round too soon, it's harder than a heartbreak too
It's tough enough what love will do
And you're as precious as mine

A cantora e compositora Beth Orton é de nacionalidade britânica, tendo nascido em Inglaterra, e tornou-se uma das figuras mais emblemáticas da cena musical dos anos 1990 e 2000 ao consolidar um estilo musical conhecido como "folktronica". Este género promove um casamento pioneiro entre o calor acústico do folk tradicional — guiado por violas e vocais íntimos — e a envolvência da música eletrónica de vanguarda, que inclui batidas trip-hop, sintetizadores subtis e loops. Em "Concrete Sky", uma das faixas mais célebres do seu álbum Daybreaker (2002), esta fusão estilística ganha contornos de art pop e indie pop, contando ainda com a colaboração de Johnny Marr (ex-guitarrista dos Smiths) na composição e nas guitarras, o que confere à música uma atmosfera melancólica e levemente ensolarada ao mesmo tempo.

Em termos de significado, "Concrete Sky" ("Céu de Cimento" ou "Céu de Betão", em tradução livre) funciona como uma metáfora poética sobre a rigidez e o peso emocional que esmagam o indivíduo diante da vulnerabilidade humana, da perda e da inevitabilidade do fim. A letra justapõe a fragilidade da vida — mencionando a impotência perante a sobrevivência de alguém que se ama — com a imagem opressiva de um céu feito de betão a cair sobre a cabeça, uma representação visual de uma dor que é descrita pela própria cantora como "mais dura do que um coração partido". À medida que o tema avança, a canção transforma o isolamento e o tempo perdido em pensamentos num processo de cura e autodescoberta. Beth Orton canta sobre a necessidade de autopreservação e sobre reconhecer o valor do próprio tempo, transformando a desolação inicial num hino subtil sobre encontrar um ponto de apoio interno quando o mundo exterior desaba.

sábado, 21 de agosto de 2004

Kesang Marstrand: Carry On Crickets

Letra
Carry on crickets
Sing your song
The sun has set
And the day is gone

Sing to the night
Sing to the moon
And Ill listen too
From here in my room

Carry on
Carry on

Carry on breeze
Whisper and sigh
The night has come
And the moon is high

Whisper to the hills
Whisper to the trees
Whisper to the fields
Carry on breeze


Carry on
Carry on

Kesang Marstrand é uma cantora e compositora norte-americana, nascida em Woodstock, Nova Iorque, filha de mãe dinamarquesa e pai tibetano. A sua música é uma fusão delicada de folk indie, acústico e dream pop, caracterizada por arranjos minimalistas e pela sua voz etérea e cristalina.

A canção "Carry On Crickets" funciona como um abraço sonoro. É construída sobre uma melodia suave e repetitiva de guitarra que imita o canto constante e rítmico dos grilos à noite. A letra é um mantra de aceitação e presença, incitando o mundo natural a continuar a sua canção como forma de ancorar o ouvinte no "agora". Transforma a potencial solidão da noite numa experiência partilhada com o universo.

A experiência visual do vídeo intensifica isso com imagens suaves e nebulosas que remetem para um sonho em transição para a realidade. O texto flui pelo ecrã com uma graciosidade deliberada em câmara lenta, garantindo que cada palavra carrega o peso de um segredo sussurrado. Esta sinergia entre o "texto em movimento" e os sons orgânicos da natureza cria uma atmosfera meditativa que encoraja o espectador a respirar mais profundamente e a encontrar a quietude no meio do movimento do mundo.