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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Anja Rozen - Os humanos tecem juntos

Anja Rožen, uma menina de 13 anos de Ravne na Koroškem, Eslovénia, tem uma visão de como é a paz. Anja deu vida a essa visão por meio de sua arte, ganhando o grande prémio no Concurso de Cartaz sobre a Paz do Lions Clubs International. Concurso Internacional Placat MIRU

O poster vencedor foi selecionado pela sua originalidade, mérito artístico e representação do tema do concurso, "Estamos Todos Conectados". O Lions Clube Slovenj Gradec patrocinou o concurso local que deu a Anja a oportunidade de participar deste evento global e partilhar a sua visão com o mundo.



Este desenho é de Anja Rozen, uma estudante da escola primária de 13 anos na Eslovénia, ela foi a vencedora do concurso internacional Plakat Miru.

Anja foi escolhida entre 600.000 crianças de todo o mundo. Veja a sua explicação:

"O meu desenho representa a terra que nos conecta e nos une. Os humanos tecem juntos. Se um desiste, outros caem. Estamos todos ligados ao nosso planeta e uns aos outros, mas infelizmente temos pouco conhecimento disso. Estamos tecidos um no outro. Outros tecem ao meu lado a minha própria história; e eu teço a deles."

This drawing is by Anja Rozen, a 13 year old primary school student in Slovenia. She was chosen from 600.000 children around the world to create a piece of art to show what peace looks like. She is the winner of the international Plakat Miru competition.

“My drawing represents the land that binds us and unites us.” Humans are woven together. If someone gives up, others fall. We are all connected to our planet and to each other, but unfortunately we are little aware of it. We are woven together. Other people weave alongside me my own story; and I weave theirs," said the young designer

sábado, 30 de abril de 2022

Cardeal Parolin: “A guerra é um sacrilégio. É preciso uma nova Conferência como a de Helsinquia"


O Secretário de Estado, card. Pietro Parolin, apresentou na manhã desta sexta-feira (29/04) um livro na Universidade Maria Santíssima Assunta (Lumsa), em Roma, intitulado "Contra a guerra", publicado pela Livraria Editora Vaticana e pela editora Solferino. O volume contém as intervenções e apelos do Papa contra a guerra e a favor do desarmamento e do diálogo.

Durante a apresentação da obra, o Cardeal Parolin afirmou: "A paz é do interesse de todos os Povos. É preciso intensificar a participação em organizações internacionais e maior capacidade nas iniciativas europeias”. Eis seu apelo para "superar as posições rígidas, caso contrário a guerra continuará a devorar os filhos da Ucrânia".

"Hoje precisamos de uma nova Conferência de Helsínquia", continuou o Cardeal Parolin, ao recordar o evento de 1975, que representou um passo fundamental para deter a Guerra Fria. Uma Conferência como esta poderia pôr um ponto final nos horrores do presente: “O conflito na Ucrânia é um verdadeiro ‘sacrilégio’, em contínuo aumento”.

A tragédia da Ucrânia

Partindo da leitura das páginas do volume, que ressalta a radicalidade do "não à guerra" expresso pelo Papa desde o início do seu Pontificado - e ainda mais desde a eclosão do conflito na Ucrânia no último dia 24 de fevereiro -, o Cardeal-Secretário de Estado propõe um "esquema de paz" que se contrapõe ao "esquema de guerra".

Diante da tragédia que acontece na Ucrânia, continuou o Cardeal, e diante das milhares de mortes de civis, das cidades destruídas e dos milhões de refugiados - mulheres, idosos e crianças obrigados a deixar suas casas, não podemos reagir segundo o que o Papa chama “de esquema de guerra”.

Armas: uma resposta frágil

No entanto, o Cardeal Pietro Parolin pede para que seja "intensificada a participação em organizações internacionais e maior capacidade nas iniciativas europeias". A "Europa cristã", disse, está sendo envolvida na "terrível guerra" na Ucrânia: "Não quero entrar na questão das decisões dos vários países de enviar armas à Ucrânia, pois, como nação, têm o direito de se defender de uma invasão. Porém, limitar-se às armas é uma resposta frágil. Ao contrário, uma resposta forte deveria ser a de tomar iniciativas para deter o conflito e se chegar a uma solução negociada, em vista de uma convivência pacífica em nosso Velho Continente”.

Apelos de Francisco

Por fim, em seu pronunciamento, o Cardeal Secretário de Estado recordou os apelos Papa Francisco, destacando o risco de considerá-los como “obrigatórios", um modo desencantado de encarar o magistério do Papa, escavando um abismo sempre maior entre a sua palavra e a realidade. Desta forma, perde-se de vista o fato de que a mensagem de não-violência do Papa provém do Evangelho, onde Cristo crucificado, inerme no patíbulo, “enfrentou uma morte injusta, sem reagir”.

quinta-feira, 31 de março de 2022

Pela paz contra a criminalização do pensamento

Carta aberta de 20 personalidades


A denúncia vigorosa da guerra não é incompatível com a necessidade de procurar entender a natureza do conflito, as interpretações que ele suscita, e de como se chegou a esta situação

Não escolhemos o tempo em que vivemos, só escolhemos como reagimos contra a barbárie.

Os signatários reafirmam o inequívoco repúdio de qualquer violação dos acordos internacionais que ameace a integridade e a soberania dos povos, tal como hoje acontece na Ucrânia onde urge parar a guerra e fazer cumprir os princípios da Carta da ONU e da Acta Final da Conferência de Helsínquia.

O que melhor defende a civilização da selvajaria da guerra é o apelo incessante e incondicional à paz.

Os signatários observam com grande apreensão a criação de um ambiente tóxico, em muitos casos vinculado e estimulado por meios de comunicação social e por responsáveis do poder político, de hostilização, desacreditação pessoal e intimidação de todos os que não sigam a cartilha de uma opinião que se arvora ao estatuto de pensamento único.

Pensar traz consequências. O poder político sente-se proprietário das formas de pensar. Os que pensam contra a corrente, são objeto de escárnio, desacreditação social e pressões.

Em seu lugar, privilegiam-se discursos vazios e personagens para todo o serviço. Tudo é superficialidade numa sociedade onde o conhecimento é uma desvantagem e o saber não ocupa lugar.

Pensar não é uma tarefa fácil. Prevalece o elogio da mediocridade, da encenação e da informação espetáculo. Se o discurso não é o oficial é um pensamento subversivo que põe em causa a ordem das coisas - logo deve ser perseguido, deturpado, criminalizado.

Assiste-se por toda a Europa a uma “censura necessária” onde, à revelia de todos os proclamados valores ocidentais, se afastam desportistas, fecham exposições, retiram temporadas teatrais, despedem-se encenadores, professores e maestros, suspendem concertos e ballets, cursos universitários de literatura e ciclos de cinema.

Os signatários recusam alinhar com os que colocaram de quarentena a faculdade de pensar e perseguem todos os que recusam a lógica da confrontação, o elevar das tensões, e o desejo patológico de que a guerra se alastre à escala global.

A denúncia vigorosa da guerra não é incompatível com a necessidade de procurar entender a natureza do conflito, as interpretações que ele suscita, e de como se chegou a esta situação.

Pensar historicamente ajuda a combater os estereótipos e os preconceitos históricos que obstaculizam a compreensão do mundo em que vivemos de forma critica. Os factos históricos nunca são isolados, nem de geração espontânea, arbitrária e inesperada.

Repudiamos que se tenha aceitado, sem qualquer espírito critico nem sentido de soberania, uma diretiva da União Europeia que é contrária à Constituição Portuguesa, promovendo a flagrante e grosseira violação dos direitos de liberdade de expressão e informação expresso no artigo 37 - e o de liberdade de imprensa referido no artigo 38.

De forma acéfala, decidiu-se censurar todos os meios que vinculassem informações contrárias às decretadas como oficiais, restringindo o acesso ao conhecimento, e a uma informação isenta e plural, tentando dessa forma impedir a criação de qualquer outra opinião alternativa.

Isto criou um perigoso precedente sobre o qual tombou um silencio submisso e cúmplice. Esta é uma situação em que o Tribunal Constitucional deveria reverter de imediato.

A criminalização da pluralidade do pensamento promove um mundo sem reflexão critica, sem uma cidadania exigente e participativa. Em seu lugar temos opiniões irrelevantes e banais, sem referências éticas e uma maneira de ser flexível e fútil. O mundo torna-se instantâneo. Pode-se mudar mil vezes de princípios.

A forma maniqueísta de olhar a realidade, a opção da propagada em detrimento do conhecimento, assentam na tentação de uma deriva totalitária, num ambiente público de crescente intolerância, censura e perseguição ao outro que ousa pensar diferente.

A solução não é o aumento da escalada armamentista, nem os apelos à globalização da guerra. A solução está na coragem de avançar para a paz e a obrigatória cooperação entre todos os povos, no enfrentar de tantas ameaças que a todos afectam.

Os signatários:
1- Ana Margarida Carvalho, escritora;
2- Artur Pereira, consultor de comunicação;
3- Boaventura Sousa Santos, sociólogo e professor catedrático jubilado; 
4- Carmo Afonso, advogada;
5- César Viana, compositor e maestro;
6- Cíntia Gil, programadora de cinema;
7- Constança Cunha e Sá, jornalista;
8- Dino Santiago, músico;
9-Francisco Baptista, capitão de mar e guerra (ref);
10-Francisco Mangas, escritor;
11- Gustavo Namorado, advogado;
12- Isabel do Carmo, médica;
13- João Rodrigues, economista e professor universitário; 
14- Júlio Cardoso, actor e encenador;
15- Miguel Januário, artista;
16- Nuno Ramos de Almeida, jornalista;
17- Paula Godinho, antropóloga e professora universitária;
18 -Pedro Tadeu, jornalista;
19- Raul Cunha, major-general (ref);
20 - Viriato Soromenho-Marques, filósofo e professor universitário

sábado, 26 de dezembro de 2020

Se há verbo que eu gosto muito é o cuidar


Se há verbo que eu gosto muito é o cuidar. Cuidar de si, cuidar da família, cuidar da casa, cuidar dos amigos, cuidar dos animais domésticos, cuidar do jardim e plantas e interligados entre si, cuidar da região onde vive, cuidar das florestas, lagos, charcos, rios, montanhas, oceanos e da vida selvagem que estes abrigam e, por isso, cuidar da Terra-Mãe, o Planeta Terra. 
Conjugando o verbo cuidar no presente do indicativo, é um poema vivo:
Eu cuido
Tu cuidas
Ele/Ela cuida
Nós cuidamos
Vós cuidais
Eles/ Elas cuidam
E é tão gratificante.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Dossiê Planificando a Paz

ATENÇÃO © Copyleft - É permitida a partilha do dossiê exclusivamente para fins não comerciais e desde que o autor e o BioTerra sejam citados.

Já num pequeno dossier do Bioterra "Construindo a Paz Através da Cooperação Ambiental", é referido e frisado o seguinte facto: dos NOVE capítulos do livro Estado do Mundo 2005, CINCO apelam fortemente à Paz!!!
Neste mega dossier, muito heterogéneo, confesso, pretendo pelo menos mostrar (e dar a conhecer aos meus leitores) que há muitas ONG, muitas Fundações, Universidades, pesquisadores, voluntários, jornalistas, técnicos que estão fortemente activos e empenhados em soluções construtoras de Paz, Sustentabilidade e de Não Violência...e mostrar-vos exemplos de homens e mulheres que ao longo da História e nos dias de hoje tiveram, optaram por essa perspectiva e com fortes projectos cívicos e ecosolidários, uns homenageados, outros menos conhecidos mas que urge não deixar esquecer e urge homenagear sempre e estar os seus ideais e know-how nos nossos actos sempre. Urge e exige-se também um jornalismo mais de investigação e isento de poderes e lobbying (grupos de pressão). Urge e exige-se maior transparência internacional. Urge criar e saber desenvolver dinâmicas de grupos em genuína partilha de saberes, sabores, artes, etc...e ainda, para finalizar, que há necessidade urgente de cooperação ambiental...pois que surgirão muito brevemente uma nova categoria de refugiados...não apenas fugindo de armas, torturas, racismo mas refugiados das alterações climáticas, desertificação e dos enormes e vastos atentados ao ambiente.
Optei por simples listagem de acordo com alguns parâmetros e seria custoso (e penso compreensível da vossa parte) estar a elaborar uma síntese uma a uma.
Mas atenção: muitas ligações contêm imensa informação e dirigem-nos, por sua vez, para outras organizações, redes, projectos escolares, etc.


Não esqueças de visitar regularmente este espaço para manteres-te actualizado 
A Carta da Terra - Earth Charter
A Carta das Responsabilidades Humanas - Charter of Human Responsabilities
Fratelli Tutti
Declaração de Bruxelas (proposta)
Departamento de Pesquisa da Paz e Conflitos da Universidade de Uppsala
Mapping ATT-relevant Cooperation and Assistance Ativities Project

Activistas
David Suzuki

Autores || Pensadores || Prémio Nobel da Paz
Abbe Pierre
Doug Weir 
Eric Baker
Eugénio Costa Almeida
Kofi Annan (instagram)
Kofi Annan (wiki)

Organizações || Projectos
1% For The Planet
GreenNet
Relatórios
Cold War interventionism, 1945-1990


I have a Dream (Dj Quicksilver)
Let me Tell you Something (Durutti Column)
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ATENÇÃO COPYRIGHT-  Ao partilhar, agradeço atempadamente a indicação do autor e do meu blogue Bioterra. Estes dossiês resultam de um apurado trabalho de pesquisa, selecção de qualidade e organização. Obrigado.