- Collins, R. (2020). The phallus and the frontier: The form and function of phallic imagery on Hadrian’s Wall. In T. Ivleva & R. Collins (Eds.), Un-Roman Sex: Gender, Sexuality, and Lovemaking in the Roman Provinces and Frontiers (pp. 274–309). Routledge.
- Eliade, M. (1958). Patterns in Comparative Religion. Sheed & Ward.
- Johns, C. (1982). Sex or Symbol? Erotic Images of Greece and Rome. British Museum Publications.
- Parker, A. (2021). The Phallus and the Evil Eye: Phallic Amulets in the Roman World. Ancient World Magazine.
- Scott, G. R. (1941). Phallic Worship: A History of Sex and Sex Rites in Relation to the Religions of All Races from Antiquity to the Present Day. Torchstream Books.
- Srinivasan, D. M. (1997). Many Heads, Arms, and Eyes: Origin, Meaning, and Form of Multiplicity in Indian Art. Brill.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
O Simbolismo Fálico nas Civilizações Antigas: Apotropia, Fertilidade e Cosmologia
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Escape with Romeo - Tears of Kali
sábado, 27 de dezembro de 2025
Boston Baroque — "Glory to God" from Handel's Messiah
domingo, 19 de outubro de 2025
Amor Universal - Ensaio Filosófico e Ecológico
O conceito de amor universal pode ser compreendido como a manifestação suprema da consciência ética e ontológica do ser humano. Longe de se restringir à afetividade individual, trata-se de uma disposição metafísica que reconhece a unicidade do ser e a interdependência ontológica entre todas as formas de existência.
Em Platão, particularmente no Banquete, o amor (eros) é concebido como um movimento dialético da alma em direção à contemplação do Belo absoluto — o princípio inteligível que estrutura e unifica o real. O amor, neste contexto, constitui uma via epistemológica e ontológica: conhecer é amar, e amar é ascender à unidade do Ser.
Com Espinoza, o amor universal adquire uma formulação racionalista e imanentista. No Ethica, o amor Dei intellectualis designa a alegria derivada da compreensão intuitiva da substância única, Deus sive Natura. Assim, o amor universal espinosano é simultaneamente um ato cognitivo e ético: ao perceber-se como modo da substância infinita, o indivíduo participa de uma beatitude que transcende a particularidade.
A cosmopólis estóica, em autores como Sêneca e Marco Aurélio, inscreve o amor universal no âmbito da razão cósmica (logos). O ser humano, enquanto parte do todo racional, tem o dever moral de agir em conformidade com essa ordem, cultivando a oikeiosis — o reconhecimento progressivo da afinidade ontológica com todos os seres. O amor, neste horizonte, é a dimensão prática da razão universal.
Nas tradições orientais, o amor universal assume expressões fenomenologicamente convergentes. O budismo theravāda propõe a prática de metta (benevolência universal) e karuṇā (compaixão), compreendidas como atitudes que emergem da percepção da vacuidade (śūnyatā) e da interdependência (pratītyasamutpāda). O amor, aqui, é uma resposta lúcida à ausência de substancialidade do eu.
Em Laozi, o Tao Te Ching concebe o amor como modalidade espontânea da virtus (dé) que acompanha o fluxo do Tao — o princípio impessoal e gerador que sustenta o cosmos.
Na modernidade, Albert Schweitzer formula o princípio da “reverência pela vida” como imperativo ético universal, e Teilhard de Chardin interpreta o amor como energia cosmogénica, vetor de complexificação e convergência evolutiva rumo ao ponto Ômega. Ambos introduzem uma leitura bioética e teleológica do amor universal, articulando-o com a dinâmica evolutiva do cosmos.
Em síntese, o amor universal pode ser definido como categoria ontológico-ética, isto é, como o reconhecimento ativo da cooriginariedade de todos os entes no seio do ser. Constitui o fundamento de uma ética da interdependência e de uma ontologia relacional, na qual o cuidado, a compaixão e a solidariedade não são virtudes contingentes, mas expressões necessárias da estrutura do real.
Referências Bibliográficas- Aurelius, M. (2002). Meditations (G. Hays, Trans.). Modern Library. (Obra original publicada ca. 180 d.C.)
- Buda. (trad. 2010). The Dhammapada (E. Easwaran, Trans.). Nilgiri Press.
- Chardin, T. de. (1955). Le phénomène humain. Éditions du Seuil.
- Espinosa, B. de. (1985). Ethica ordine geometrico demonstrata. In Opera Posthuma. (Obra original publicada em 1677).
- Laozi. (1997). Tao Te Ching (D. C. Lau, Trans.). Penguin Classics.
- Platão. (1993). O Banquete (J. A. Segurado e Campos, Trad.). Fundação Calouste Gulbenkian.
- Schweitzer, A. (1923). Kultur und Ethik. C. H. Beck.
- Séneca. (2001). Cartas a Lucílio (A. C. Amaral, Trad.). Fundação Calouste Gulbenkian
sexta-feira, 12 de setembro de 2025
Gavanaya - Excelente intérprete
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
Mandala
domingo, 19 de novembro de 2023
Os Hindus
terça-feira, 8 de agosto de 2023
Perdoar e pedir perdão não é exclusivo do Catolicismo
terça-feira, 18 de abril de 2023
A força dos bons
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
Lua Vermelha - lendas e facto

Um dos mitos mais propalados nos EUA tem a ver com a Bíblia. De acordo com o salmo Joel 2:31: “O Sol transformar-se-á em trevas e a Lua em sangue antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.”
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Música do BioTerra: "Glory to God" from Handel's Messiah
domingo, 25 de dezembro de 2022
Música do BioTerra: Dead Can Dance - Sanvean: I am your shadow
sábado, 24 de dezembro de 2022
Incrível Paz: Um Poema de Natal, por Maya Angelou
terça-feira, 1 de novembro de 2022
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas
O Deus das Pequenas Coisas, da indiana Arundhati Roy (Companhia de Bolso, 352 páginas), poderia ser descrito como um livro sobre a relação quase siamesa entre irmãos gémeos. Ou sobre a Casa Ayenemen, um lugar em que realidade e imaginação se misturam de forma fluída. Mas a melhor definição é da própria autora: essa é uma obra sobre as leis que determinam “quem deve ser amado, e como. E quanto”.
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
domingo, 23 de outubro de 2022
Os direitos das mulheres são direitos humanos
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
Filosofia e religião: o que é arte mandala?
- Vermelho: paixão, sensualidade, força, poder e agressividade. Primeiro chakra.
- Laranja: prazer, glória, vaidade, progresso e energia. Segundo chakra.
- Amarelo: alegria, vontade e novidade. Terceiro chakra.
- Verde: esperança, autocontrole e natureza. Quarto chakra.
- Azul: tranquilidade, seriedade, respeito e comunicação. Quinto chakra.
- Violeta: meditação, criatividade e oscilação. Sexto chakra.
- Branco: paz, harmonia, bondade, delicadeza e timidez. Sétimo chakra.
- Preto: profundidade, mistério, autoridade, dignidade, segurança, tristeza e luto.
- Círculo: dinamismo e conexão com o cosmos.
- Cruz: inconsciente e consciente, união do céu e da terra.
- Triângulo: transformação e vitalidade.
- Quadrado: estabilidade e equilíbrio.
- Labirinto: busca do próprio centro.
- Roda com oito raios - A natureza circular de uma roda funciona como uma representação artística de um universo perfeito. Os oito raios representam o Caminho Óctuplo do Budismo, um resumo das práticas que levam à libertação e renascimento.
- Sino- Os sinos representam uma abertura e esvaziamento da mente para permitir a entrada de sabedoria e clareza.
- Triângulo- Quando voltados para cima, os triângulos representam ação e energia, e quando voltados para baixo, representam a criatividade e a busca do conhecimento.
- Flor de lótus- um símbolo sagrado no budismo, a simetria de uma lótus representa o equilíbrio. Assim como uma lótus sobe debaixo d’água para a luz, o mesmo acontece com um humano que busca o despertar espiritual e a iluminação.
- Sol - Uma base popular para os padrões de mandala modernos, o sol tende a representar o universo, muitas vezes carregando significados relacionados à vida e à energia.
- Resumindo, em termos mais religiosos ou extensões da psicologia, a mandala representa simbolicamente a luta pela unidade total do eu, o ponto central das emoções e o controle delas.
sábado, 8 de outubro de 2022
Em 2012,Vandana Shiva alertou o mundo para que mudássemos o stauts quo
sábado, 6 de agosto de 2022
O regresso das religiões em estado selvagem e os seus ímpetos belicistas
domingo, 5 de junho de 2022
Música do BioTerra: The Psychedelic Furs - Until She Comes
I can hear the things she said
I feel no thoughts to move my head
Until she comes again
And with her step
I move my feet
And with her hand
I feel my skin
And with her need
I find I'm saved
And with her dreams
I'm laid
Until she comes again
The sun goes out and night comes in
The time goes round and day grows dim
Until she comes again
And with her step
I move my feet
And with her hand
I feel my skin
And with her need
I find I'm saved
And with her dreams
I'm laid
Until she comes again
With all my savings and my sins
There's no good reason to begin
Until she comes again
And with her step
I move my feet
And with her hand
I feel my skin
And with her need
I find I'm saved
And with her dreams
I'm laid
Until she comes again
With all her dreams tied in her hand
There is no way to understand
Until she comes again
Until she comes again
The sun goes out and night comes in
The time goes round and day grows dim
Until she comes again



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