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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Blvck Ceiling - Young

Melhor som aqui
Letra
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun
Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun


O ritual da juventude eterna e a alquimia do som
A faixa "Young", lançada pelo projeto musical BLVCK CEILING, representa uma das produções mais emblemáticas do ecossistema do microgénero witch house. O projeto é a criação a solo do produtor e músico norte-americano Daniel Cuccia (conhecido pelo pseudónimo Dan Ocean), natural de Spokane, no estado de Washington, Estados Unidos. No entanto, a obra visual que acompanha a faixa expande esta geografia artística ao envolver a produtora e duo criativo REDЯUM Image, composta por Katarzyna Widmańska e Amadeusz Wróbel, de nacionalidade polaca. Além disso, no plano puramente sonoro, a faixa ganha vida a partir do retrabalho e da manipulação do vocal da cantora e atriz norte-americana Janelle Monáe, retirado do tema pop "We Are Young" da banda fun. (também dos Estados Unidos). Esta interseção entre a produção eletrónica subterrânea americana, o universo estético e cinematográfico polaco e a desconstrução da pop comercial resulta numa convergência cultural que define o espírito sombrio e atmosférico da faixa.

No plano estético e concetual, o videoclipe oficial desenrola-se numa narrativa visual profundamente imersiva, centrada no mito do renascimento, na preservação da juventude e na transmutação espiritual. As imagens mostram três sacerdotisas encapuzadas que encontram o corpo inanimado de uma jovem noiva numa floresta nevoenta. Através de um ritual necrótico que envolve fogo, incenso e símbolos esotéricos, a figura da noiva é desperta e transformada numa entidade alada superior. Do ponto de vista literário e filosófico, a obra dialoga diretamente com o Romantismo Sombrio e o Gótico do século XIX, evocando a beleza mórbida presente nos textos de Edgar Allan Poe e Mary Shelley, ao mesmo tempo que aborda o desejo faustiano de superar a finitude humana. Esta obsessão pela juventude reflete uma angústia existencialista diante do tempo, onde o ritual e a arte surgem como tentativas de tornar o efémero imortal.

Musicalmente, embora a faixa utilize uma letra preexistente em inglês, o processo de desaceleração, corte (chopping) e alteração de tom (pitched down) desfigura as frases originais até que percam o seu sentido gramatical direto. Este efeito sonoro resulta numa espécie de pseudo-glossolalia, em que o vocal passa a soar como uma ladainha incompreensível ou um encantamento ritualístico. Adicionalmente, as oscilações de afinação e o arrasto sintético aplicados à voz conferem ao tema um caráter melismático e hipnótico, onde as notas se estendem e entrelaçam sobre graves profundos e atmosferas industriais. Desta forma, "Young" transforma uma celebração pop sobre a juventude num mantra soturno e contemplativo sobre a imortalidade.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Drab Majesty - Cold Souls

Melhor som aqui
Letra
When you walked away at dawn
I heard your song
And now it's on my mind
Made a design on the right side of my heart
It may be wrong
But it wasn't black or white

[refrão]
Wondering when I look at your life if I caught you dead and numb
If you were only just a dreamer
If we were all night

When you were dead I took you by your head
When you were dead I took you by your head

What a wasted ode to hope
My heart is on the line
Staring at the time
And I gazed amazed
While a quiet storm was born inside your eyes
All dressed in black and white

[refrão]

When you were dead I took you by your head (4X)

Ambiguidade emocional e luto em "Cold Souls" de Drab Majesty
O projeto musical Drab Majesty, oriundo de Los Angeles, Califórnia, destaca-se no cenário alternativo contemporâneo por sua fusão singular de sonoridade vintage e profunda carga conceitual. Idealizado pelo multi-instrumentista Andrew Clinco sob o alter ego andrógino Deb Demure, o projeto conta também com a colaboração do teclista e vocalista Mona D (Alex Nicolaou). A sonoridade do grupo, frequentemente autodenominada como "Tragic Wave", navega pelas vertentes do darkwave, post-punk, synth-pop e shoegaze, caracterizando-se por guitarras arpejadas repletas de chorus e delay, sintetizadores analógicos, ritmos marcados por drum machines e camadas densas e atmosféricas que remetem à estética de gravadoras emblemáticas dos anos 80, como a 4AD.

O conceito do Drab Majesty ultrapassa a dimensão puramente musical, amparando-se em uma complexa teia de influências filosóficas, literárias e esotéricas. Deb Demure adota uma postura de anulação do ego, posicionando-se não como um frontman tradicional, mas como um vaso ou canal transceptor responsável por captar frequências do universo. O visual andrógino, marcado por perucas platinadas, rostos pintados de branco e óculos escuros, busca transcender marcadores tradicionais de género, raça e individualidade. As suas composições dialogam com o hermetismo, o misticismo ocidental, a mitologia clássica - como o mito de Narciso - e a fenomenologia da ufologia e de cultos neocosmológicos dos anos 70 e 80.

A faixa "Cold Souls", integrante do aclamado álbum The Demonstration (2017), exemplifica essa proposta ao explorar temáticas de alienação, desapego material e paralisia emocional. Inspirado pela narrativa de movimentos como o culto Heaven's Gate e Unarius Academy of Science , o álbum e a canção abordam o corpo humano como uma mera "casca terrena", da qual a alma precisa se libertar em busca de transcendência e purgação espiritual. 

Leia também
  1. This is what Drab Majesty would play at their funeral
  2. Q&A: Deb DeMure & Mona D (Drab Majesty) Dispelled & Unmasked
  3. "Too Soon To Tell" if Drab Majesty will be gig of the year

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Pintura- Piet Mondrian (1872 - 1944)

Farmhouse with Wash on the Line, ca.  1897  

Piet Mondrian (1872-1944) foi um pintor holandês que despontou no começo do século XX e a sua obra virou um símbolo poderoso da modernidade.

Pieter Cornelis Mondrian, conhecido como Piet Mondrian, nasceu em Amersfoort, Holanda, no dia 7 de março de 1872. Filho de um pastor cresceu num ambiente extremamente religioso.

Em 1892 ingressou na Academia Real de Artes de Amsterdão. Quando era iniciante pintava paisagens, mas já revelava uma inquietação peculiar ao moldar a natureza, os moinhos e as igrejas com uma visão geométrica do mundo.

As suas obras mais antigas seguiram o estilo da Escola de Haia e dos impressionistas de Amsterdão. Por volta de 1909 começou a pintar num estilo mais abstrato. Ao longo dos anos, objetos e paisagens foram-se decompondo em traços básicos. Para Mondrian o mínimo era o máximo. “Na natureza, a superfície das coisas é bela, mas sua imitação é sem vida”, dizia ele.

Na base da pintura de Mondrian estava uma utopia de fundo religioso. Ele era entusiasta da Teosofia - doutrina esotérica criada pela russa Madame Blavatsky. Como fruto da filosofia humanista e espiritual sincrética extraiu a noção de que por baixo da matéria, uma engrenagem básica constituiria a essência do mundo.

Ao abraçar a abstração continuou pintando flores, símbolo universal feminino para a Teosofia (também as pintava porque ninguém comprava as suas telas abstratas).

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A Síntese da Ciência, Religião e Filosofia

                                    

Clique para Ler a Parte I do Volume I de ‘A Doutrina Secreta’

Clique para Ler a Parte II do Volume I de ‘A Doutrina Secreta’

“A Doutrina Secreta” foi escrita há menos de 150 anos e já é um dos maiores clássicos da literatura mundial de todos os tempos. Não há algo comparável a ela na literatura esotérica ou filosófica produzida e publicada nos últimos três mil anos. 

Para a sua leitura é necessário um esforço especial. A abordagem meramente intelectual tem pouco valor. A obra exige o despertar de uma intuição universal na consciência do leitor, algo que o seu estudo paciente possibilita e estimula. 

Apesar dos desafios, “A Doutrina Secreta” revela muito mais da sabedoria eterna do que, por exemplo, as obras de Platão, na Grécia antiga. Acompanhada de “Ísis Sem Véu” e outros escritos de H.P. Blavatsky, a obra máxima da literatura esotérica moderna decodifica as principais religiões e filosofias de todos os tempos e define as grandes linhas da religião, da ciência e da filosofia do futuro. 

Quando percebem a importância da DS na literatura mundial, alguns estudantes se perguntam:

 “Quem, exatamente, escreveu a obra? H. P. Blavatsky ou os Mahatmas?”

 A questão é complexa. A forma externa da DS ficou a cargo de H. P. B. Quanto ao conteúdo, duas abordagens semelhantes ao problema podem ser encontradas nas cartas 69 e 70 da segunda série do volume “Cartas dos Mestres de Sabedoria”. 

Na Carta 69, um Raja Iogue dos Himalaias anuncia que “A Doutrina Secreta”, quando estivesse pronta, seria uma “produção tríplice” dele próprio, de outro Raja Iogue, e de Helena Blavatsky. 

Na Carta 70, outro Mestre se refere a H. P. B. como “Upasika” – palavra que significa “Discípula” – e escreve as seguintes palavras:

“Se esta puder ser de alguma utilidade ou auxílio (….) – embora eu duvide disso – eu, o humilde Fakir abaixo assinado, certifico que A Doutrina Secreta é ditada a Upasika, parte por mim mesmo e parte por meu Irmão .”

Estas duas evidências deixam claro quem são os autores de “A Doutrina Secreta”. No entanto, saber quem escreveu o livro é ainda uma indicação indireta da sua importância. O valor da DS deve ser verificado diretamente através da leitura de cada estudante, e, para isso, o público deve ter acesso à edição original.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Toda Natureza é Consciente


A psicologia “moderna” mantém uma triste ilusão antropocêntrica: a ilusão segundo a qual o ser humano é dono exclusivo da consciência.  
 
Assim como outras áreas de conhecimento científico, a psicologia convencional parte da premissa de que o universo é inconsciente. Ela pensa que o reino vegetal também não tem consciência. Ela vai além e considera que o mundo animal é inconsciente, e que o próprio ser humano é, amplamente, governado por algo que ela insiste em chamar de “inconsciente”. 
 
O que vemos nesta situação é uma forma estreita de consciência imaginando que só ela própria é consciência, e que tudo o mais no universo é destituído de inteligência.  A arrogância coletiva – neste caso como em outras situações – é diretamente proporcional à ignorância.
 
Em “A Doutrina Secreta”, Helena P. Blavatsky escreveu: 
“Há uma só Onisciência e Inteligência indivisível e absoluta no Universo, e ela vibra por todos os átomos e em cada ponto infinitesimal de todo o Cosmos…”.
Poucas linhas mais abaixo ela acrescentou: 
“A ordem inteira da natureza mostra uma marcha progressiva na direção de uma vida mais elevada. Há um desígnio na ação das forças aparentemente mais cegas. Todo o processo da evolução, com suas intermináveis adaptações, é uma prova disso. As leis imutáveis que eliminam as espécies fracas e débeis, abrindo espaço para as fortes, e que asseguram ‘a sobrevivência dos mais adaptados’, embora sejam tão cruéis na sua ação imediata – estão todas trabalhando para a grande meta. O mero fato de que as adaptações ocorrem, de que os mais adaptados sobrevivem na luta pela existência, mostra que aquilo que se chama de ‘Natureza inconsciente’ é na realidade um agregado de forças manipuladas por seres semi-inteligentes (Elementais) guiadas por Espíritos Planetários Elevados (Dhyan Chohans), cujo agregado coletivo forma o verbum manifestado do LOGOS imanifestado, e constitui ao mesmo tempo a MENTE do Universo e a sua imutável LEI.” 
E H.P. Blavatsky acrescenta, na edição original da obra, a seguinte nota de rodapé: 
“A Natureza tomada em seu sentido abstrato não pode ser ‘inconsciente’, porque é a emanação, e portanto um aspecto (no plano manifestado) da consciência ABSOLUTA. Onde está o indivíduo suficientemente audaz para pretender negar à vegetação e mesmo aos minerais uma consciência própria deles? Tudo o que ele pode dizer é que esta consciência está além da sua compreensão.”
Segundo a teosofia, portanto, não há matéria morta no universo, e a consciência cósmica permeia tudo o que existe. Em seu livro “A Lei do Triunfo”, Napoleon Hill escreveu sobre a inteligência presente em cada célula orgânica:  
 
“As células de toda vegetação, bem como as da vida animal, são dotadas de um elevado grau de inteligência.”
 
Em seguida, Hill menciona o impacto positivo ou negativo da nossa alimentação sobre a inteligência celular do nosso corpo: 
“Pelo fato de que muitas formas animais (inclusive o homem) vivem de devorar os animais menores e mais fracos, a ‘inteligência celular’ desses animais que entram no homem e se tornam parte dele traz consigo o medo nascido da experiência de ter sido comida viva.” 
 
Da mesma forma, a literatura teosófica ensina que comer carne – isto é, devorar cadáveres de animais – é algo que embrutece o ser humano; e este embrutecimento começa pelo nível da  inteligência celular.  
 
Napoleon Hill  aborda a interação entre as emoções e os órgãos digestivos do ser humano: 
 
“Sabe-se que os aborrecimentos, as emoções ou os temores interferem com o processo digestivo e, em casos extremos, detêm inteiramente este processo (…..).  É claro, pois, que o espírito tem parte importante na química da digestão e da distribuição dos alimentos”.
 
Napoleon Hill discute a relação entre o estado de espírito do indivíduo e a inteligência celular do seu corpo físico:   
“A preguiça não é mais do que o resultado da ação de uma mente pouco ativa sobre as células do corpo. (…..) As células agem de acordo com o estado mental, exatamente da mesma maneira como os habitantes de uma cidade agem de acordo com a psicologia da massa que a domina. Se um grupo de cidadãos eminentes  procura fazer com que a cidade adquira a reputação de ‘progressista’, esta ação influencia a todos os que ali vivem. O mesmo princípio se aplica às relações entre a mente e o corpo. Uma mente ativa e dinâmica conserva as células do corpo em constante estado de atividade.” 
E ainda:  
“Os pensamentos dominantes na nossa mente – ou seja, os mais frequentes e profundos pensamentos que nos vêm – influenciam a ação do nosso corpo. Cada pensamento posto em ação pelo cérebro atinge e influencia todas as células do corpo.” 
 
Não existem, portanto, coisas ou seres inconscientes. Existem apenas seres e objetos cuja consciência nós ainda somos incapazes de perceber. Em algum momento, a psicologia convencional terá que adequar-se à verdade dos fatos e ir além da pretensão segundo a qual a única forma existente de consciência é a consciência verbal do hemisfério cerebral esquerdo do ser humano, aquela consciência que rotula e classifica, e que julga o futuro com base no passado.  
 
Na verdade, toda natureza é consciente, embora nem todos os seres tenham a consciência individualizada, ou percepção autoconsciente. Além disso, é importante saber que a percepção autoconsciente – de acordo com a filosofia esotérica – é também uma forma de ilusão, de maya. Para que se alcance a sabedoria, ela deve ser transcendida, ao mesmo tempo que é preservada como instrumento.  
 
O hemisfério cerebral esquerdo é útil, mas as inteligências das outras áreas cerebrais também devem ser usadas.     

domingo, 22 de setembro de 2019

Blavatsky, ONU e Democracia



Nem sempre o público percebe com facilidade qual é a relação entre o movimento teosófico e a democracia. Alguns estão desinformados a respeito da posição da filosofia esotérica diante de fenómenos como o nazismo, o fascismo e outras formas de ação autoritária.
 
Para obter uma perspectiva mais clara da questão, será útil recordar certos fatos básicos da história. Eles nos fornecem pistas sobre a misteriosa ligação dinâmica entre o trabalho de H. P. Blavatsky no século 19 e a situação humana na primeira parte do século 21. Há “coincidências” interessantes e alguns indícios numerológicos que podem ser organizados em cinco itens. 
 
1) Helena Blavatsky construiu a base conceitual de uma fraternidade universal da humanidade que é inseparável do sentimento de respeito em relação a cada povo, cada cultura e cada indivíduo. No plano oculto, não é mera coincidência o fato de que o  final da Segunda Guerra Mundial na Europa e a vitória dos países democráticos contra o nazismo são celebrados  exatamente no mesmo dia em que a sra. Blavatsky encerrou a sua encarnação. A fundadora do movimento esotérico moderno morreu em 8 de maio de 1891. A Guerra na Europa acabou em 8 de maio de 1945. 
 
2) Harry Truman, o presidente dos EUA que liderou os momentos finais da Segunda Guerra Mundial, nasceu precisamente a 8 de Maio, em 1884. Ele foi o 33º presidente. 
 
3) O movimento teosófico foi fundado em 1875, na cidade de Nova Iorque. A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, exatamente sete décadas ou setenta anos depois. A sede está estabelecida em Nova Iorque. Isto é, na mesma cidade onde o movimento teosófico foi fundado. 
 
4) A Carta das Nações Unidas começa com uma vigorosa proclamação do primeiro objetivo do movimento teosófico – a Fraternidade Universal.  Embora esteja longe da perfeição, o movimento teosófico é uma semente de fraternidade universal, do mesmo modo que a ONU é um instrumento da sua germinação no plano visível e externo. É inútil acusar uma muda de árvore de não ser uma árvore adulta. 
 
5) A criação do movimento teosófico em 1875 serviu como um modelo oculto ou arquétipo para a ONU, mas a concepção do movimento não foi um processo inteiramente novo. Os EUA, como país, foi uma profunda fonte de inspiração para a estrutura do movimento teosófico.  
 
HPB escreveu: 
 
“Nascida nos Estados Unidos, a Sociedade foi constituída seguindo o modelo do seu país natal.  Este último, omitindo da sua Constituição o nome de Deus para que isso não fosse um dia um pretexto para se fazer uma religião de estado, oferece igualdade absoluta nas suas leis para todas as religiões. Todas elas apoiam o Estado e são por sua vez protegidas por ele. A Sociedade, modelada de acordo com esta Constituição, pode ser corretamente chamada de ‘uma República de Consciência’.” [1] 
 
Por isso,  se de vez em quando as políticas do governo dos EUA refletem aspectos negativos do atual carma humano,  e parecem em muitos aspectos erradas e injustas, pode ser sábio deixar que passem mais alguns séculos –  talvez mais alguns milhares de anos –  antes de ficarmos muito frustrados.  
 
Enquanto isso, podemos tomar conta da nossa própria e até certo ponto precária “República de Consciência”,  o movimento teosófico, a futura árvore de fraternidade universal. Estaremos  cumprindo o nosso próprio dever da melhor forma possível? Somos uma saudável fonte coletiva de inspiração para o resto do reino humano? Estamos nós livres de “reis”, “papas”, “bispos” – e “candidatos a estes papéis”,  no movimento teosófico como um todo? 
 
Não existe, provavelmente, separação oculta entre os diferentes grupos teosóficos, nesta “república de consciência”.  E  esta ausência de separação interna cria uma responsabilidade comum para cada um e para todos os estudantes de teosofia.  
 
Essa responsabilidade pode incluir uma parte significativa do destino da humanidade nas próximas décadas e nos séculos que virão. 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Rúnahild - Seidrúnar

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Rúnahild é uma artista francesa radicada nas florestas do oeste da Noruega, cuja ligação profunda com as paisagens e a cultura escandinava moldou toda a sua trajetória artística. O projeto solo Seidrúnar nasceu em 2014, sucedendo a sua antiga banda Eliwagar, marcando uma transição para uma sonoridade ainda mais íntima e espiritual. O estilo musical de Seidrúnar transita entre o Nordic Folk, o Ambient Folk e o Ritual Ambient, utilizando instrumentos tradicionais nórdicos, como a kraviklyra e tambores xamânicos, combinados com gravações de campo dos elementos da natureza.

Nos seus videoclipes, a estética visual carrega um significado puramente contemplativo e ritualístico. As imagens captadas nas florestas e fiordes noruegueses funcionam como uma extensão do som, simbolizando a reconexão com a ancestralidade, a solitude consciente e o respeito pelos ciclos da Terra. Vocalmente, a artista faz um uso marcante de melismas, desdobrando uma única sílaba em múltiplas notas para criar vocalizações hipnóticas. Inspirado em técnicas como o kulning (canto tradicional de pastoreio nórdico), esse recurso transcende a necessidade de letras convencionais, utilizando a voz como um instrumento de transe e encantamento.

Suas influências musicais bebem da música folclórica escandinava tradicional e do ecossistema do pagan folk moderno, além de guardar nuances da estética atmosférica do metal pagão. No campo filosófico, Seidrúnar é fortemente guiado pelo animismo, pelo neopaganismo nórdico e pela própria prática do Seiðr - a antiga magia xamânica nórdica. Essa visão de mundo reflete uma ecologia espiritual profunda, onde a criação musical surge como uma forma de meditação, cura e sintonia com os espíritos da natureza.

Página Oficial
Rúnahild

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

A Natureza na Teosofia


Palestra A Natureza na Teosofia- 23 de Março de 2007
Obras de alguns dos grandes representantes da Teosofia, como Helena Blavatsky, C. W. Leadbeater e Annie Besant, foram traduzidas em português por um dos maiores nomes da nossa cultura, Fernando Pessoa, cuja poesia sofre também alguma influência dessa corrente de pensamento. Outros vultos da cultura mundial, como o grande músico russo Alexander Scriabine, o escritor D. H. Lawrence e o poeta Yeats, os pintores Mondrian e Kandinsky, foram igualmente influenciados pela Teosofia. A forma como a Teosofia vê a Natureza é o tema da terceira sessão do ciclo A NATUREZA NAS FILOSOFIAS E RELIGIÕES.
Para Saber Mais
Blavatsky Foundation