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domingo, 25 de outubro de 2026

Especulação Imobiliária e Força Policial: A Resposta do Estado Às Acampadas pela Habitação

A realidade socioeconómica dos jovens trabalhadores em Portugal é frequentemente obscurecida por julgamentos estéticos ou simplificações digitais que ignoram a complexidade do mercado laboral contemporâneo. O recurso generalizado aos recibos verdes nesta faixa etária não reflete, na maioria dos casos, uma escolha voluntária por um estilo de vida flexível ou autónomo, mas sim a submissão a uma precariedade estrutural que afeta a transição para a vida adulta.

Muitos destes jovens enfrentam o fenómeno dos falsos recibos verdes, uma situação em que cumprem horários rígidos, respondem perante hierarquias diretas e desempenham funções permanentes nas empresas, mas permanecem desprovidos de direitos laborais fundamentais, tais como o subsídio de desemprego, as férias pagas ou os subsídios de Natal e de férias.

Esta fragilidade contratual traduz-se numa instabilidade financeira crónica que impede o planeamento a médio e longo prazo, tornando o acesso ao crédito à habitação ou a emancipação familiar metas de difícil alcance.

Paralelamente, as narrativas que circulam nas redes sociais tendem a desvalorizar estas dificuldades económicas, reduzindo o debate a estereótipos geracionais, escolhas de vestuário ou hábitos de consumo supérfluos, o que desvia a atenção das falhas regulamentares e das dinâmicas de exploração que caracterizam setores que vão desde as indústrias criativas e tecnológicas até aos serviços e turismo.

Assim, por trás das representações superficiais, existe uma geração qualificada que lida diariamente com a incerteza económica e com a exigência de responder a obrigações fiscais e contributivas pesadas, sem que o mercado lhes garanta a contrapartida da segurança e da estabilidade profissional.

Já visitaram alguma vez o interior das casas de AL, depois dos estrangeiros e turistas terem estado lá (roupa interior e restos de esperma e contraceptivos as empregadas de limpeza encontram também chichi e cócó de cão, sabiam?) Isso deve ser dito.

Houve repressão e bastonadas, sim. Estas decisões políticas que usam as forças policiais para atuar não auguram nada de bom (e não estou a falar do Porto, estou a falar do Governo).

Apelo aos jovens para que se mantenham firmes e pacíficos. Lembrem-se das lições de Mahatma Gandhi e Martin Luther King: a verdadeira força residia na resistência não-violenta. É essencial que os jovens ativistas não permitam que os protestos e acampadas pela habitação sejam instrumentalizados. Ações de confrontação tendem a desviar o foco do debate público dos problemas estruturais . como a especulação imobiliária, a proliferação de fundos de investimento e a urgência do acesso a uma habitação digna.-, servindo, em vez disso, para alimentar narrativas políticas opostas e captar atenção mediática sensacionalista.

Em 2024 os polícias ficaram em tendas e sacos de cama em frente à Assembleia da República. Ficaram 18 dias e 18 noites consecutivos. Houve repressão? Não.

No mesmo ano, também em 2024 os Bombeiros Sapadores do Porto mantiveram-se acampados em tendas durante mais de um mês em frente à Câmara Municipal do Porto sem incidentes repressivos.

Estão a ver o problema? A ironia faz-se sozinha. Retiram as tendas de manifestantes à força, para limpar o Porto e Lisboa, os problemas reais de habitação acessível continuam, e o Governo e as autarquias voltam a instalar tendas de Natal nas duas praças (D. João I e a do Rossio). Para turismo, pois os nossos nem conseguem comprar os produtos.

Isto é que é fazer política contra o seu próprio povo e sobretudo e, mais grave ainda, correr à bastonada jovens com 22-30 anos sem contrato efectivo.

Leia mais:

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Curta-Metragem: O Outro Par - The Other Pair


O filme egípcio “O Outro Par”, com duração de apenas 4 minutos, ganhou o prémio de melhor curta-metragem no festival de cinema egípcio. Sarah Rozik, a diretora, tem 20 anos e foi baseada na história de Gandhi. Fala sobre a Lei do Karma "Faça pelos outros o que você gostaria que eles fizessem por você".

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Estética e Megaprojectos Eólicos e Fotovoltaico


A principal razão para nos opormos à proliferação actual de instalações solares e fotovoltaicas é de ordem estética. Pode parecer uma frivolidade, mas vamos demonstrar que não o é.

A política energética segue a tese de que a quantidade de energia gasta está correlacionada com o nível de bem-estar. Esta crença é consistente com a ideia moderna da história, que assume que o curso da humanidade consiste, basicamente, na luta para extrair da natureza os recursos que necessita para evitar uma vida de privação. Graças a existências penosas intermináveis, como se fosse uma verdadeira penitência, a humanidade tem vindo a alcançá-la agonizantemente. Chamamos-lhe “trabalho”, abstração cardeal que aglutina tarefas e ofícios muito diversos, com implicações muito diferentes. A moderna noção de “trabalho” foi criada durante o século XVIII, mas as pessoas hoje assumem-na como sendo a coisa mais natural, aceitando como evidente a ideia que fazer roupas, bonecas ou auto-estradas, por exemplo, é o mesmo: “trabalho” é “produzir”.

É o mito do Crescimento da Economia que dá sentido ao quadro institucional da sociedade industrial e proporciona às massas industrialistas petulância etnocêntrica, fundamentalmente porque dispõem de artefactos tecnicamente mais sofisticados do que os seus avós. As hierarquias do industrialismo promovem megaprojectos invocando mitos, e inundam as paisagens. A natureza colossal destas obras atordoa as pessoas comuns, mas estas aceitam-nas com gratidão, uma vez que carregam o mito nas veias. É inoculado pelos aparelhos educativos e publicitários dirigidos pelas mesmas hierarquias que executam os megaprojetos. Assim, a maioria acredita que estas obras insanas contribuirão positivamente para o “crescimento da economia”, ergo do seu bem-estar e dos seus descendentes. E, finalmente, aplaudem entusiasticamente as liturgias industriais, como as inaugurações de barragens gigantescas, etc. Nesta linha de pensamento, não deve haver dúvidas de que o sonho da tecnocracia especializada (engenheiros, agentes de desenvolvimento, gestores…), treinado na busca ansiosa de prémios e emolumentos, é coroar os picos do mundo com moinhos tão gigantescos que deixam as pirâmides dos antigos impérios ridiculamente pequenos. Trata-se de uma simples questão de escala, embora os exegetas do Produtivismo justifiquem as obras colossais de hoje, em contraste com as antigas: as de agora são úteis, porque são feitas para produzir; as de antigamente, sumptuárias, porque serviam para adorar os deuses.

Mas este mito do Crescimento da Economia foi respondido desde o início, quando Smith, Malthus e Marx completaram o seu cânone. Segundo Marx, a chave para a humanização e a civilização é a supracitada abstração do “trabalho”, não a palavra, nem a poesia, nem a peça e o devaneio artístico, como se acreditava, pelo menos desde Aristóteles. De acordo com esta mais antiga cosmologia, que repele as noções de Produção e Trabalho, a palavra, ao significar tudo, retira os humanos do ambiente (reino biológico) e coloca-os no mundo (reino simbólico), o lugar em que, irrevogavelmente, habitamos. A palavra não nasce do indivíduo, mas da comunidade, e nela as pessoas falam. Portanto, a condição humana é tornar-se comunidade (zoom politikon), e a questão essencial é o estar, que determina e dá sentido à existência. De acordo com esta permissa, os impulsos da comida, do abrigo e do sexo não determinam nada, mas são determinados pela identidade e ligação, e convertidos em formas de comunicação, ocasiões para o reconhecimento. Portanto, a condição humana não é determinada materialmente, mas pela identidade e ideais. É isso que explica a cultura humana na sua diversidade, não na luta pela existência.

Questionar o mito da Produção leva-nos a desafiar as suas hierarquias, que fingem ser fornecedores solventes das nossas “necessidades materiais”; e noções que pareciam inabaláveis parecem agora absurdas para nós, como a da “classe adequada” e da “classe trabalhadora”. Ou a da “matéria-prima”, que os economistas definem como qualquer coisa que só adquire valor se for usada na Produção. A noção atual de matéria-prima provém dos alquimistas, quando se acreditava que a Terra era praticamente infinita. Sabemos hoje que não é esse o caso, mas a noção permanece incólume, porque não deriva de provas, mas sim da fé tecnológica. É a idolatria da técnica (tecnolatry), e reduz-se a isto: a sofisticação técnica salvará a humanidade. Lançamentos de foguetes lunares, corridas de velocípedes ou exposições electrónicas da China são exemplos de cerimoniais deste culto.

Mais concretamente, as autoridades voltam agora à carga anunciando a “estratégia das matérias-primas críticas”. É a revitalizada litania da Produção, pregada durante o século e meio por capitalistas e socialistas, agora envernizada como “verde”, “circular” e “sustentável”. Esta idolatria sombria deve ser denunciada por respeito à justiça, à bondade e à beleza. E recuperar outros significados para as “matérias-primas” que o jargão económico enterrou, ou renomeá-los. Por que não bens comuns em vez de matérias-primas? Temos de deixar para trás o olhar pedestre da Economia, para recuperar o sentido de admiração, ao qual Rachel Carson apela, contemplar a maravilha do mundo, e depois compreender que as plantações solares e eólicas são horrores nocivos a que valem a pena opormo-nos.

A cosmologia da produção concebe noções de justiça, bondade e beleza de acordo com uma versão da ideia antiga da identidade dos opostos (a “dialéctica”, disse Marx). É por isso que os economistas insistem em que esses bens mais elevados só serão alcançados amanhã, negando-lhes o hoje. Por exemplo, na estética, pregam um prosaísmo orgulhoso e um modesto adiamento do belo.
Mas, uma vez que o que está em jogo aqui é negar a Produção, vamos fazê-lo precisamente a nível estético. Pensador@s dos últimos dois séculos compreenderam o crucial debate estético para sancionar ou invalidar a teoria da Produção. O romantismo e as suas derivações, bem como as tradições místicas (de Willian Blake a Octavio Paz ou Ludovico Einaudi, de Willian Turner a Martin Buber, Gandhi ou María Zambrano) ridicularizam a lógica sacrificial da Produção, com o seu rescaldo da fealdade e da devastação. Mas, ao mesmo tempo, há notáveis apologistas (todos masculinos) das paisagens industriais insanas, que nascem na mina moderna e se desdobram em impressionantes excrescências de tubos, fornos infernais e secreções tóxicas. E agora, além disso, moinhos gigantes e planícies de metal. Aspiram ao solene dos loucos, como símbolo do poder redentor.

H. D. Thoreau considerou as pirâmides um precedente do gigantismo industrial. Referindo-se a eles, escreveu em Walden (1854):
Não há nada para se surpreender tanto como o facto de poder haver tantos homens degradados para passar a vida a construir a sepultura de um tolo ambicioso…
Um século depois, E. F. Schumacher também escolheu a crítica estética do gigantismo industrial para desacreditar a cosmologia da Produção. O seu trabalho mais conhecido, Small is Beautiful, é um apelo contra a Produção.

A linha oposta de justificação estética do excesso de produto é bem capturada, por exemplo, J. M. Keynes, que, nas Possibilidades Económicas dos Nossos Netos, admoesta:
… pelo menos por mais cem anos temos de simular… que o belo é sujo e o sujo é bonito… Porque só [o sujo pode] guiar-nos para fora do túnel da necessidade económica para a clareza do dia.
Na homilia deste Pai da Economia é rastreável, embora no registo anti-literário, o simbolismo da travessia do deserto, que Deuteronomi, com respiração poética, descreve da seguinte forma:
Grande e inspiradora selva, com serpentes venenosas e escorpiões e com solo sedento que não tem água (Deuteronômio 1:19; 8:15).
Não há dúvida de que a soteriologia do industrialismo deve muito a estas metáforas antigas para expressar a lógica sacrificial e expiatória que o encontrou. Nesta linha, o grande profeta da modernidade foi, sem dúvida, Karl Marx, que avisa a humanidade de que terá de atravessar o inferno do capitalismo para ascender ao socialismo definitivamente progredido. A sua escrita enigmática e entediante, que atinge o seu clímax em O Capital, já contém a mensagem subjacente de que os feios, os sujos e os ininteligíveis anunciam, dialéticamente, a verdade, a beleza e a bondade. Após a consagração do trabalho destes Pais, é já uma convenção que a escrita antipoética e abstrusa e a ingenuidade técnica titânica e insana são um caminho de martírio, no entanto, necessário para a verdade, a bondade e a beleza.

Simone Weil, que escreveu talvez o apelo mais lúcido contra o inferno industrial (“Reflexões sobre as causas…”, 1934), desafia todos estes Pais – embora dirigindo-se expressamente a Marx – com apenas duas perguntas: como poderiam pensar que a propagação da fealdade e da devastação traria beleza e abundância?
Portanto, de acordo com uma simples razão estética, rejeitamos megaprojetos de vento e fotovoltaicos.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Zionism and Hindu Nationalism Bring Israel and India Together


When Israeli warplanes, artillery positions and armed drones rained missiles and bombs upon Gaza for 11 consecutive days last month, killing 253 Palestinians, 66 of whom were children, the Israeli Government received predictable support from the United States, but the words of solidarity it received from India has raised eyebrows around the world.

Whereas Congressional Republicans and Democrats in the U.S. offered boilerplate talking points in defense of Israeli military aggression against a largely defenseless civilian population, members of India’s ruling party – Bharatiya Janata Party (BJP) – and its allies unabashedly pontificated their solidarity with the self-proclaimed Jewish state on social media.

Indian journalist Rana Ayyub reviewed tweets posted under these hashtags and found that “a common thread that runs through is a visceral hatred for Muslims and a bloodlust to see Muslims massacred and shown their place,” adding, “Most handles followed by one or more BJP minister or the PM himself.”


These tweets echoed pronouncements made by members of Prime Minister Narendra Modi’s Government, including Member of Parliament Tejasyi Surya, who posted on Twitter, “We are with you. Stay strong, Israel,” and a BJP spokesperson, Guarav Goel, who posted, “Dear Israelis, you are not alone, we Indians stand strongly with you.”

These expressions of solidarity with Israel by members of India’s ruling party and its supporters make it easy to forget that the Indian relationship with Israel has been anything but close or even cordial, with previous Indian administrations expressing hostility towards Israel for its persecution of the Palestinian people and occupation of the Palestinian Territories.

“Palestine belongs to the Arabs in the same sense that England belongs to the English or France to the French,” Mahatma Gandhi wrote in 1938. A decade later India would become one of only 13 countries to vote against the United Nations Partition Plan, which divided historic Palestine into two separate states – thus forming the foundation of the Israeli state in 1948.


India also voted for a UN resolution that condemned Zionism as “a form of racism and racial discrimination,” stating, “The racist regime in occupied Palestine and the racist regime in Zimbabwe and South Africa have a common imperialist origin, forming a whole and having the same racist structure and being organically linked in their policy aimed at repression of the dignity and integrity of the human being.”

India’s Cold War alliance with the Soviet Union also made it a natural opponent of the United States’ geopolitical orbit, while its large Muslim population helped the country maintain close ties with the Arab world, particularly the Palestinians – but when the Communist superpower collapsed in 1991, New Delhi hit the reset button on its relationship with Tel Aviv.

A natural thawing of relations between the two former British ruled colonies has blossomed into a full blown “special friendship,” with many likening the bond between Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu and Modi as a full blown “bromance,” one that oversaw a record $1.5 billion arms deal in 2016, making Israel the second-largest weapons exporter to the Indian state. Bilateral trade between the two countries has ballooned from $200 million in the early 1990s to nearly $6 billion today.

This fledgling Modi-Netanyahu “bromance” is not only driven by trade deals, but also by shared values, as both Hindu nationalism and Zionism draw from the same spring of hate – ethno-nationalist ideologies. Whereas Hindu nationalists seek to transform India into a Hindu Rashtra (nation), one absent non-Hindu religious minorities, but particularly Muslims, Zionism aims to cleanse the Palestinian Territories of non-Jews, but particularly Muslims.



At the core of the Modi Government’s ideological DNA is the militant Hindu organization Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), which has long admired Israel’s brutality of the Palestinian people. RSS chief Mohan Bhagwat gave voice to this sentiment when he said in 2016, “Israel was attacked by surrounding Islamic countries on five occasions, but the Israeli people repulsed their aggressions and extended their boundaries due to strong resolve to save motherland.”

Somdeep Sen, an associate professor of international development studies at Roskilde University in Denmark, accurately observes, “The electoral successes of the BJP have meant that what was once a fringe Hindu nationalist love affair with Israel has now become a matter of public policy.”

It’s no surprise then that India has modelled its settler-colonial-project in Kashmir on Israel’s settler enterprise in the Palestinian Territories by turning military outposts into settlements, and settlements into bona fide towns and even small cities. In both projects, the occupying force rules over a restive Muslim majority population, and it’s for this reason India has turned to Israel for its supply of occupation management tools and strategies.

domingo, 16 de maio de 2021

The Politics of Obedience: The Discourse of Voluntary Servitude



E-Livros

Politics of Obedience
Discurso de la servidumbre voluntaria

States are more vulnerable than people think. They can collapse in an instant—when consent is withdrawn.

This is the thesis of this thrilling book. Murray Rothbard writes a classic introduction to one of the great political essays in the history of ideas.

In times when dictators the world over are falling from pressure from their own people, this book, written nearly 500 years ago, is truly the prophetic tract of our times.

Étienne de La Boétie was born in Sarlat, in the Périgord region of southwest France, in 1530, to an aristocratic family, and became a dear friend of Michel de Montaigne. But he ought to be remembered for this astonishingly important essay, one of the greatest in the history of political thought. It will shake the way you think of the state. His thesis and argument amount to the best answer to Machiavelli ever penned as well as one of the seminal essays in defense of liberty.

La Boétie's task is to investigate the nature of the state and its strange status as a tiny minority of the population that adheres to different rules from everyone else and claims the authority to rule everyone else, maintaining a monopoly on law. It strikes him as obviously implausible that such an institution has any staying power. It can be overthrown in an instant if people withdraw their consent.

He then investigates the mystery as to why people do not withdraw, given what is obvious to him that everyone would be better off without the state. This sends him on a speculative journey to investigate the power of propaganda, fear, and ideology in causing people to acquiesce in their own subjection. Is it cowardice? Perhaps. Habit and tradition. Perhaps. Perhaps it is ideological illusion and intellectual confusion.

La Boétie goes on to make a case as to why people ought to withdraw their consent immediately. He urges all people to rise up and cast off tyranny simply by refusing to concede that the state is in charge.

The tyrant has "nothing more than the power that you confer upon him to destroy you. Where has he acquired enough eyes to spy upon you, if you do not provide them yourselves? How can he have so many arms to beat you with, if he does not borrow them from you? The feet that trample down your cities, where does he get them if they are not your own? How does he have any power over you except through you? How would he dare assail you if he had no cooperation from you?"

Then these inspiring words: "Resolve to serve no more, and you are at once freed. I do not ask that you place hands upon the tyrant to topple him over, but simply that you support him no longer; then you will behold him, like a great Colossus whose pedestal has been pulled away, fall of his own weight and break in pieces."

In all these areas, the author has anticipated Jefferson and Arendt, Gandhi and Spooner, and those who overthrew Soviet tyranny. The essay has profound relevance for understanding history and all our times.

As Rothbard writes in his spectacular introduction, "La Boetie's Discourse has a vital importance for the modern reader—an importance that goes beyond the sheer pleasure of reading a great and seminal work on political philosophy, or, for the libertarian, of reading the first libertarian political philosopher in the Western world. For La Boétie speaks most sharply to the problem which all libertarians—indeed, all opponents of despotism—find particularly difficult: the problem of strategy. Facing the devastating and seemingly overwhelming power of the modern State, how can a free and very different world be brought about? How in the world can we get from here to there, from a world of tyranny to a world of freedom? Precisely because of his abstract and timeless methodology, La Boétie offers vital insights into this eternal problem."

Author:

Étienne de la Boétie (Mises profile)


Étienne de La Boétie (1530–1563) is one of the seminal political philosophers, not only as a founder of modern political philosophy in France but also for the timeless relevance of many of his theoretical insights.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Austeridade feliz, conforto essencial, simplicidade voluntária e frugalidade

Maurício Andrés Ribeiro

Durante a pandemia do coronavirus em 2020 houve efeitos colaterais positivos do isolamento e das quarentenas adotadas em inúmeros países. Reduziu-se a poluição do ar, reapareceram paisagens que antes ficavam encobertas pela poeira, como os Himalaias, reduziu-se a poluição das águas; tartarugas e peixes voltaram a rios e baias, reduziram-se as emissões de gases de efeito estufa, diminuíram algumas doenças respiratórias devido à redução das poluições urbanas, aliviaram-se os hospitais com a redução de acidentes de trânsito.

Além disso, manifestações de solidariedade tornaram-se mais frequentes. Palestinos e israelenses se uniram para lidar com o coronavirus de modo cooperativo; grandes empresas e seus acionistas deixaram de buscar egoisticamente apenas seus lucros e doaram recursos para lidar com a doença e suprir necessidades básicas dos mais afetados pelas quarentenas e isolamentos; comunidades carentes descobriram novas formas de cooperar diante desse risco.

De certo modo o vírus impôs, de fora para dentro, uma mudança de hábitos cotidianos que trouxe ganhos para o ambiente natural e social. Esses resultados positivos da parcial hibernação provocada pela pandemia evidenciam como o intenso ritmo de atividades humanas causa impactos negativos que adoecem a natureza.

Uma vez passada a fase crítica da pandemia, o que fazer para que tais atitudes de fraternidade, cooperação e união se tornem, voluntaria e conscientemente, o novo normal nas sociedades? O que fazer para que os efeitos colaterais ambientais positivos passem a ser produtos de atitudes conscientes e deixem de ser apenas contingências impostas de fora para dentro pelo coronavirus?
De certo modo a pandemia valorizou um sentido de unidade humana para além das diferenças e fez aflorar um sentido de superação do egoísmo e de fortalecimento da fraternidade.

O novo normal depois da pandemia significa viver com menos consumismo, com menos viajismo, com menos carnivorismo, com menos agressão aos animais silvestres, com menos pressões sobre a capacidade de suporte da natureza. Em suma, reduzir as normoses existentes no período anterior à pandemia. Ao mesmo tempo, viver com maior sentido de unidade humana, para além das diferenças e com mais fraternidade. Isso se traduz nas atitudes de se adotar a austeridade feliz, a simplicidade voluntária, o conforto essencial e a frugalidade.

Austeridade feliz é a proposta de se adotar voluntariamente um modo de vida austero com ética ecológica e que proporcione bem estar. A renúncia ao luxo e ao supérfluo, a contenção e autolimitação do consumo reduzem os impactos ambientais da ação humana. A austeridade feliz vai na contramão dos apelos valorizados pela propaganda como relevantes para a felicidade. Propõe reduzir o consumo material para poupar os recursos da natureza. A austeridade feliz produz um modo de vida que torna mais leve a pegada ecológica. É uma atitude de vida capaz de harmonizar o ser humano com o ambiente, e um modo de vida que reflete uma visão compassiva e solidária.

Simplicidade voluntária é uma opção deliberada de quem reduz suas demandas para poupar os recursos da natureza. Para que seja adotada, é preciso dissolver os desejos por aquisição de mais bens, mais viagens, mais eletrodomésticos, mais conforto material, que têm como consequências mais poluição e mais gastos de recursos naturais. A simplicidade voluntária é diferente da privação forçada e involuntária.

Já o conforto essencial é o nível de conforto básico que traz bem estar e que evita o supérfluo. Em alguns casos, para alcançar o conforto essencial é necessário virar a própria mesa e sair do comodismo e do conformismo.

Frugalidade é sobriedade, temperança, parcimônia, simplicidade de costumes e de modo de vida. Ela supera a idolatria e o apego irracional ao crescimento exponencial contínuo num planeta finito. Propõe que se alcance uma economia estável, que respeite os limites da biosfera. A frugalidade pode reduzir a emissão de CO2 na atmosfera e a emissão de todos os tipos de resíduos na biosfera.

Há exemplos históricos de frugalidade em antigas civilizações. Gandhi disse que “A civilização, no verdadeiro sentido da palavra, não consiste em multiplicar nossas necessidades, mas em reduzi-las voluntariamente, deliberadamente.” Milenarmente, a Índia adotou estilo de vida frugal e adotou uma economia que respeitou os limites da biosfera. Sacralizou bichos e plantas. Praticou o vegetarianismo. Organizou-se espacialmente numa rede de pequenas aldeias semi autossuficientes e em ashrams ou comunidades espirituais. Exercitou posturas corporais que reduzem a demanda por objetos.

Entretanto, na Índia atual (como também no mundo todo) os apelos ao consumo se exacerbaram e com eles a pressão sobre a natureza e o clima. A frugalidade adotada por milênios é colocada em risco por estilos de vida predatórios e crescentes aspirações de bem estar material por parte daqueles que sofrem privações. Ainda não se sabe se no período pós-pandemia essa tendência prevalecerá ou se cederá lugar para um mundo mais frugal no qual a austeridade possa ser feliz, a simplicidade seja adotada voluntariamente e os desperdícios cedam lugar a uma atitude de busca do conforto essencial.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Um vírus, a humanidade e a terra. Artigo de Vandana Shiva

“Um pequeno vírus pode nos ajudar a dar um grande passo à frente para fundar uma nova civilização planetária ecologista, baseada na harmonia com a natureza. Ou, então, podemos continuar vivendo a fantasia do domínio sobre o planeta e continuar avançando até a próxima pandemia. E, por último, até a extinção”, escreve Vandana Shiva, física, ecofeminista, ativista ambiental, defensora da soberania alimentar e fundadora do Movimento Navdanya, em artigo publicado por El Salto, 11-04-2020. A tradução é do Cepat.


Um pequeno vírus confinou o mundo, parou a economia global, levou embora a vida de milhares e o sustento de milhões de pessoas.

Que lições podemos aprender, graças ao coronavírus, sobre a nossa espécie humana, os paradigmas econômicos e tecnológicos dominantes e a terra?

A primeira coisa que o confinamento nos recorda é que a terra é para todas as espécies e que quando abrimos espaço e liberamos as ruas de carros, a poluição se reduz. Os elefantes podem ter acesso às áreas residenciais de Dehradun e se banhar no Ganges, no ghat de Har Ki Pauri, em Haridwar. Um leopardo vagueia livremente em Chandigarh, a cidade projetada por Le Corbusier.

A segunda lição é que esta pandemia não é um desastre natural, assim como os fenômenos climáticos extremos também não são. As epidemias emergentes, assim como a mudança climática, são antropogênicas, ou seja, causadas pelas atividades humanas.

Os cientistas nos avisam que ao invadir os ecossistemas florestais, destruir os habitats de muitas espécies e manipular as plantas e os animais para obter lucro econômico, fomentamos o surgimento de novas doenças. Ao longo dos últimos 50 anos, apareceram 300 novos patógenos. Está escancaradamente documentado que 70% dos patógenos que afetam o ser humano, entre os quais estão o HIV, o ebola, a gripe, a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, na sigla em inglês) e a síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em inglês) surgem quando os ecossistemas florestais são invadidos e os vírus se transferem de animais para pessoas. Quando se amontoam animais em fazendas industriais para maximizar os lucros, afloram novas doenças como a gripe suína e a aviária.

A avareza humana, que não respeita os direitos de outras espécies, nem os direitos dos membros de nossa mesma espécie, é a raiz desta pandemia e das pandemias que a seguirão. Uma economia global baseada na ilusão do crescimento ilimitado se traduz em um apetite insaciável pelos recursos planetários, o que, como consequência, se traduz em uma ilimitada transgressão dos limites do planeta, dos ecossistemas e das espécies.

A terceira lição que o vírus nos ensina é que a emergência sanitária está relacionada com a emergência da extinção massiva de espécies. Também com a emergência climática. Ao se utilizar venenos como inseticidas e herbicidas para matar insetos e plantas é inevitável provocar uma crise de extinção. Ao queimar combustíveis que a terra fossilizou há 600 milhões de anos, transgredimos os limites planetários. A consequência é a mudança climática.

Os prognósticos dos cientistas estabelecem que se não frearmos esta guerra antropogênica contra a terra e as espécies que a habitam, em cem anos teremos destruído as condições que permitem aos humanos viver e prosperar. Nossa extinção será uma a mais entre as 200 que ocorrem diariamente. Iremo-nos converter numa espécie em risco de extinção pela avareza, arrogância e irresponsabilidade humanas.

Todas as emergências que na atualidade colocam em risco vidas têm sua origem na visão mecanicista, militarista e antropogênica dos humanos como seres à margem da natureza, como amos e senhores da terra que podem dominar, manipular e controlar outras espécies como fontes de lucro. Também têm sua origem num modelo econômico que considera os limites ecológicos e éticos como obstáculos que devem ser superados para aumentar o crescimento dos lucros empresariais.

Nesse modelo, não cabem os direitos da Mãe Terra, os direitos de outras espécies, os direitos humanos, nem os das gerações futuras. Durante esta crise e a recuperação após o confinamento, precisamos aprender a proteger a terra, seu clima, os direitos e os habitats das diferentes espécies, os direitos dos povos indígenas, das mulheres, dos agricultores e agricultoras e dos trabalhadores e trabalhadoras.

Temos que romper com a economia do lucro e o crescimento ilimitado que nos levou a uma crise de sobrevivência. Temos que aprender de uma vez por todas que somos membros da família planetária e que a verdadeira economia é a economia dos cuidados: o cuidado do planeta e o cuidado mútuo.

Para prevenir futuras pandemias, carestias e a perspectiva de nos tornarmos sociedades em que a vida humana não tenha valor, temos que romper com o sistema econômico global que está gerando a mudança climática, a extinção de muitas espécies e a propagação de doenças mortais. O retorno ao local abre espaço para que as diferentes espécies, as diferentes culturas e as variadas economias locais se desenvolvam.

Temos que reduzir de maneira consciente nossa pegada ecológica para deixar recursos e espaço disponíveis para outras espécies, para o restante dos seres humanos e para as gerações futuras. A emergência sanitária e o confinamento demonstraram que quando há vontade política, é possível reverter o processo de globalização. Façamos com que esta reversão seja permanente e voltemos à produção local e de proximidade, em consonância com os princípios do swadeshi (autossuficiência) que Gandhi promulgava, ou seja, o restabelecimento da economia doméstica.

Nossa experiência no [movimento] Navdanya nos ensinou, ao longo de três décadas, que os sistemas de produção de policultivos locais e ecológicos são capazes de prover alimento à população sem empobrecer o solo, poluir a água e danificar a biodiversidade.

A riqueza da biodiversidade são as matas, os cultivos, os alimentos que consumimos, a microbiota intestinal, um fio condutor que comunica o planeta e suas diferentes espécies, também os seres humanos, por meio da saúde, não da doença.

Um pequeno vírus pode nos ajudar a dar um grande passo em frente para fundar uma nova civilização planetária ecologista, baseada na harmonia com a natureza. Ou, então, podemos continuar a viver a fantasia do domínio sobre o planeta e continuar a avançar até a próxima pandemia. E, por último, até a extinção.

A terra seguirá, conosco ou sem nós.

sábado, 21 de março de 2020

O Poder da Empatia nas Relações


Em “O Poder da Empatia”, uma das principais referências bibliográficas atuais sobre o tema – e muito importante para  o filósofo e historiador Roman Krznaric, clarifica o conceito da empatia, diferenciando-a de simpatia ou caridade, que ainda são um pouco confusos quando o tema é abordado. Ainda traz diversos casos reais e fictícios, argumentados com visões da filosofia, psicologia, neurociência, das artes, CNV (Comunicação Não Violenta) e do marketing contemporâneo.

A empatia, que o autor define como “a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para guiar as próprias ações” (p.10), vem sendo muito citada nos nossos dias, mas parece contraditória nesta era de tecnologias e falta de tempo, que tende a nos deixar cada vez mais egoístas e autocentrados.

Mas em sua argumentação, o autor revela que o cérebro humano é equipado para a conexão social, e descreve os 6 hábitos de pessoas altamente empáticas, que podem nos ajudar a sermos mais empáticos, numa mudança que acontece de dentro para fora e pode transformar positivamente nossas atitudes com os outros. E quais são esses 6 hábitos? 

Vamos deixar aqui uma breve lista, mas vale conferir os detalhes no livro de Roman:
1) Acione seu cérebro empático: reconhecer e colocar a empatia como centro da sua vida e expandi-la sempre que possível;
2) Dê o salto imaginativo: fazer um esforço para colocar-se no lugar do outro, seja ele um desconhecido ou até mesmo o seu inimigo;
3) Busque aventuras experienciais: experimentar realidades diferentes das suas, através de viagens, cooperação social ou imersão direta;
4) Pratique a arte da conversação: retirar as nossas máscaras sociais para escutar o outro, principalmente aqueles que não conhecemos;
5) Viaje em sua poltrona: utilizar as artes, as redes sociais e todas as ferramentas possíveis para nos transportar para a mente de outras pessoas;
6) Inspire uma revolução: gerar empatia numa escala de massa para alcançar mudanças significativas.

Ao longo do texto, vemos histórias de figuras como Jesus, Gandhi, Mandela e Che Guevara, entre outras personagens reais, que viveram em ambientes diferentes dos seus, viveram experiências antes não imaginadas e conheceram pessoas que não conheceriam caso permanecessem estáticos. Com isso, conseguiram mudar suas vidas radicalmente, dedicando-se a uma causa maior, focados no objetivo de impactar positivamente aqueles ao seu redor.

Nesta reflexão bastante atual, Roman nos dá a oportunidade de enxergar o mundo sob uma visão mais ampla e menos individual, colocando-nos no lugar do outro, não através de métodos ou técnicas, mas da CONEXÃO. Não a conexão da internet, mas sim dessa necessidade de nós humanos, que, quando acontece, beneficia todas as pessoas envolvidas com uma gratificante experiência, além de transformar relacionamentos, abandonar preconceitos, julgamentos e que pode até mesmo mudar o mundo em que vivemos.

Sobre o autor
Roman Krznaric é historiador, com PhD em sociologia política, e fundador da The School of Life. Conselheiro de diversas entidades, como a Oxfam e as Nações Unidas, teve seu nome listado pelo The Observer como um dos mais influentes pensadores da Grã-Bretanha dedicado ao tema dos estilos de vida. Com livros publicados em mais de vinte idiomas, Krznaric dá palestras e workshops em todo o mundo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

The little-remembered philosopher who translated Gandhi’s ideas for Americans


October this year marks Mahatma Gandhi’s 150th birthday. One of the 20th century’s most iconic figures, Gandhi’s legacy defines how many people think about peace, self-reflection and the path to a more just world.

Much less celebrated is Gandhi’s friend and follower, the American pacifist Richard Bartlett Gregg.

Gregg never made any significant speeches, so no grainy newsreels feature his words. And his books are not required reading in college courses.

Gregg has nonetheless been an influential figure in taking forward Gandhi’s message regarding the power of nonviolence. Gregg explained Gandhi’s ideas in a way that made sense to a Western audience. His books even influenced Martin Luther King Jr.‘s understanding of nonviolent resistance.

Discovering Gandhi

My own interest in Gregg was something of an accident. I am a political scientist with interest in peace activists as agents of change. I learned of Gregg a few years ago from a colleague, who told me that dozens of Gregg’s personal notebooks were moldering in a yurt on a farm up in northern Maine. These journals soon became the subject of my scholarship.

Gregg discovered Gandhi in a journal article he read in a bookstore in Chicago in 1924. Deeply impressed by Gandhi’s philosophy, at the age of 38, Gregg, a largely self-taught scholar, resolved to study with him in India.Gregg was born to a Congregational minister in 1885. It was a time of rapid industrial growth and industrial conflict, as railroads and industrialization proceeded quickly.

In a long letter to his family explaining his decision to move to India, Gregg said he was so profoundly disenchanted with the violence of American labor relations and the American system that he sought alternatives.

As I write in my forthcoming book, Gregg arrived at Sabarmati Ashram in the western Indian state of Gujarat in early February 1925. Gandhi, just released from prison, returned to his home at the ashram a few days after Gregg arrived.

During an evening walk, Gregg writes in his notes, he told Gandhi why he had come to India:

“I felt at first awed by his presence, but he listened attentively to what I said and made me feel entirely at ease,” Gregg recalls.

It was the start of a 23-year friendship that ended only with Gandhi’s death on Jan. 30, 1948.

Understanding nonviolence

Gregg spent those years traveling, teaching and studying in India.

At the time, a pacifist movement was emerging around the world. Pacifists are those who believe in confronting both domestic and international violence with peaceful resistance.

Gregg learned more deeply about Gandhi’s own strategy of nonviolence and in his first four years with him and wrote an important book, “The Power of Nonviolence,” which provided guidance on how to make pacifism more effective.

Gregg argued that onlookers should see the violent assailant, when confronted by nonviolent resistance, as “excessive and undignified – even a little ineffective.”

This was a tactic that Gandhi had used with enormous effect during the Salt March against Britain’s domination of India in 1930. The march demonstrated Gandhi’s ability to mobilize tens of thousands of Indians, who were forced to pay a salt tax to the British colonialists.

The peaceful demonstrators, who followed Gandhi to the Arabian Sea Coast to make their own salt, were beaten up and more than 60,000 arrested by British troops. The world watched, appalled at the repression of the British colonial rule.

Learning from Gandhi, Gregg also wrote that nonviolent protests should serve as a media spectacle. He knew nonviolence was not passive resistance: It was an active planned strategy that required intense – even military-style – training, both physical and spiritual.

This was controversial and shocking to many pacifists. But Gregg insisted that nonviolent protest represented a war of its own.

Simplicity and harmony

Gregg learned Hindi during his time with Gandhi and came to understand the Gandhian values of simplicity, self-reliance and how to live in harmony with the world.

Gandhi encouraged each home to have its own spinning wheel so Indians would not have to depend on cloth made in British factories. Gregg embraced the philosophy behind each Indian home spinning its own khadi cloth and became a leading advocate of organic farming and simple living.

Like Gandhi, Gregg believed that a peaceful world could only come about as humans developed inner peace and recognized their harmony with nature.

In 1936 Gregg published The Value of Voluntary Simplicity, a term he coined while serving as director of the Quaker retreat at Pendle Hill in Pennsylvania. In that post, he continued to build on Gandhi’s belief in simple living and harmony with nature as part of the true path to peace.

He was not, however, a Quaker; he remained deeply Christian.

Although he rejected Marxism and Soviet-style socialism, Gregg came to believe that the only solution to violence and injustice lay in a complete transformation of production and consumption.

What Gregg brought to America

There is no doubt that Martin Luther King Jr. was aware of Gandhi’s ideas from other sources. But Gregg’s book, “The Power of Nonviolence,” deeply affected how he thought about passive resistance. Gregg put these ideas in a context that more closely fit the American civil rights struggle.

I argue, King’s writing during this period carried very similar themes and perspectives to those laid out by Gregg. King made the distinction that nonviolent resistance was not cowardice but rather a brave act that required great training.

In 1959, King wrote the foreword for “The Power of Nonviolence,” having already become deeply familiar with Gregg’s earlier editions of the work. It went on to be published in 108 editions in six languages.

On the 150th anniversary of Gandhi’s birth, Gregg’s role in translating the Mahatma – meaning a great soul – for a Western audience and in being an early advocate of simplicity is worth commemorating, too.

How deeply he understood Gandhi’s ideas is evident in Gandhi’s own words, recorded in a personal letter to him from a friend in India:

“If you understood me as well as Richard Gregg does,” he once said to a group of Indian independence leaders, “I would die happy.”


quinta-feira, 4 de abril de 2019

A história da Internacional dos Resistentes à Guerra


Por Devi Prasad (pacifista que trabalhou com Gandhi, foi coordenador da WRI, e atualmente vive na índia, escrevendo e fazendo cerâmica) :

A Internacional de Resistentes à Guerra foi formada em reação ao massacre da Primeira Guerra Mundial com a missão não apenas de se opor a todas as guerras, mas também de se esforçar para erradicar suas causas. Incorporando a adição de uma dimensão política à base moral e religiosa do pacifismo, atraiu alguns dos melhores pensadores e ativistas pacifistas do mundo, entre eles George Lansbury, Mahatma Gandhi, Bertrand Russell, Bayard Rustin, Martin Niemoeller e Danilo Dolci. As contribuições de tais figuras e o heroísmo dos milhares que se recusaram a cooperar com o aparato de guerra de seu governo são narrados neste livro.

A história começa com um relato de pacifismo e ação não-violenta no contexto das principais religiões do mundo, levando a desenvolvimentos em pensamentos pacifistas no século 19 e início do século 20. A narrativa central de como o WRI foi formada e desenvolvida ao longo de seu primeiro meio século é baseada em extensa pesquisa no arquivo histórico do WRI. Ele lança luz sobre suas muitas ações e debates inspirados e inspiradores que têm tanta relevância hoje como sempre.

domingo, 19 de agosto de 2018

O Dinheiro Atrai o Egoísmo, por Albert Einstein


"Estou firmemente convencido de que nem todas as riquezas do Mundo poderiam fazer progredir a Humanidade, mesmo que se encontrassem na mão de um homem tão dedicado quanto possível à causa do progresso. Só o exemplo dos grandes e dos puros pode conduzir a concepções e feitos nobres. O dinheiro atrai o egoísmo e arrasta consigo o desejo irresistível de dar-lhe mau uso. 
Alguém poderá imaginar Moisés, Jesus ou Gandhi equipados com o saco de dinheiro de Carnegie?"

Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo'

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

From salt to GMOs - resistance is fertile

How can progressive movements rise above merely being right, to mount effective mass opposition to corporate rule and the dictatorship of the super-wealthy? By learning from Gandhi, writes Colin Todhunter, and devising new campaigns that engage with people's everyday concerns - like access to safe, wholesome, affordable, 'open source' food.

How can we broaden our movement to appeal to and involve the majority of people out there who do not seem to be aware, do not seem to care or are just too apathetic?

This has long been an issue for many a campaign group or activist.

There are many groups who have been offering a credible analysis of how the world functions. But many of these groups use certain language and theoretical constructs whereby they end up preaching to the converted and make little headway in galvanising mass protest, action or resistance to capitalism, especially among more affluent or politically unaware sections of the population.

Take Syria, for instance. What is happening on the ground there is too abstract for many, too far away or seemingly too unconnected from their everyday lives to have much meaning (except when the issue of immigration rears its head, whose solution, according to the mainstream media, politicians and pundits, does not involve bombing Syria less but more).

Similarly, Ukraine or Afghanistan is also often regarded as being too removed and any talk about empire or imperialism does not strike much of a chord with many people, who after a long day do not have the time, energy or inclination to sit down and do research into the machinations of empire, read Brookings Institute reports on how to deal with Iran or gem up on the Project for a New American Century.

The problem revolves around how to raise informed awareness (not spoon-fed mainstream media narratives) of these and other issues and how to make the public connect world events with their everyday lives.

Gandhiji's powerful message of peaceful resistance

Gandhi knew how to connect everyday concerns with wider issues. In 1930, he led a 'salt march' to the coast of Gujarat to symbolically collect salt on the shore. His message of resistance against the British Empire revolved around a simple everyday foodstuff.

His focus on salt was questioned by sections of the press and prominent figures on his side (even the British weren't much concerned about a march about salt), who felt that protest against British rule in India should for instance focus more directly on the heady issues of rights and democracy.

However, Gandhi knew that by concentrating on an item of daily use among ordinary Indians, such a campaign could resonate more with all classes of citizens than an abstract demand for greater political rights.

Even though salt was freely available to those living on the coast (by evaporation of sea water), Indians were forced to purchase it from the colonial government. The tax on salt represented 8.2% of the British Raj tax revenue. The issue of salt encapsulated the essence of colonial oppression at the time.

Explaining his choice, Gandhi said that next to air and water, salt is perhaps the greatest necessity of life. The prominent Congress statesman and future Governor-General of India, C. Rajagopalachari, understood what Gandhi was trying to achieve. He said:

Protest and action against widespread oppression, violence and exploitation has to be focussed. As in Gandhi's time, it is again food that is playing a central role in raising awareness and provoking resistance.

"Suppose, a people rise in revolt. They cannot attack the abstract constitution or lead an army against proclamations and statutes...Civil disobedience has to be directed against the salt tax or the land tax or some other particular point - not that that is our final end, but for the time being it is our aim, and we must shoot straight."

With the British imposing heavy taxes on salt and monopolising its production, Gandhi felt he could strike a chord with the masses by highlighting an issue that directly affected everyone in the country: access to and control over a daily essential. His march drew not only national but international attention to India's struggle for independence.

From salt to the entire food chain

Today, we find the issue of food in general playing a similar role in people's struggle for independence, but this time it is independence from the corporate tyranny of global agribusiness, and, for much of the world, independence from the US - which for a long time has been using food as a geopolitical tool to create food deficit areas, boost reliance on US exports and create dependence on oil-based chemical-intensive agriculture and ultimately the petro-dollar (see this and this and this).

Vandana Shiva draws a parallel between the seed sovereignty movement and Gandhi's civil disobedience 'salt march':

"Gandhi has started the independence movement with the salt satyagraha. Satyagraha means 'struggle for truth'. The salt satyagraha was a direct action of non-cooperation. When the British tried to create salt monopolies, he went to the beach in Dindi, picked up the salt and said, 'Nature has given us this for free, it was meant to sustain us, we will not allow it to become a monopoly to finance the Imperial Army ...

"Nature has gifted this rich biological diversity to us. We will not allow it to become the monopoly of a handful of corporations ... For us, not cooperating in the monopoly regimes of intellectual property rights and patents and biodiversity - saying 'no' to patents on life, and developing intellectual ideas of resistance - is very much a continuation of Gandhian satyagraha ...

"That is the satyagraha for the next millennium. It is what the ecology movement must engage in, not just in India, but in the United States as well."

At the heart of the debate: patented GM seeds

With genetically modified seeds now a major issue, the debate on food has in recent years meant that the issues of food sovereignty and food independence have been given a sharper focus.

What the debate on GM has done is create increased public awareness concerning how food is produced, what is in it, who is controlling it and for what purpose. At one end of the spectrum, we have groups that were already highly politically aware about food and the geopolitics of food and agriculture.

At the other end, however, there are people who may have not been too politically aware or attracted to politics or political issues but who are being drawn towards issues like the 'right to know' what is in their food and the need to label GM foodstuffs on supermarket shelves.

As a result, many are being politicised as they get drawn into the great food debate because, once they begin talking about the need to label, they soon begin to realise there are powerful state-corporate forces preventing this. By delving into the politics of labelling and GM, people will hopefully be drawn towards wider debates about Monsanto and agribusiness and in turn to how these entities are shaping the global system of food and agriculture.

The basic 'right to know' could and should logically lead people to consider issues pertaining to seed sovereignty and patenting of seeds, petro-chemical farming and the role of oil, the destruction of indigenous agriculture across the world and corrupt trade deals like TTIP.

Resistance is fertile

For too long, so many people in the West have acted like 'mob wives', displaying a willingness to remain blissfully ignorant while living well from the fruits of imperialism or knowing that something might be amiss but turning a blind eye because life (for them) is good.

There is however a growing recognition that their food is not only killing them as consumers but others too and that this is part of an agenda to capture the food supply by a powerful cartel that began many decades ago and is still being played out in throughout the globe from Africa and India to Ukraine and beyond.

Protest and action against widespread oppression, violence and exploitation has to be focussed. As in Gandhi's time, it is again food that is playing a central role in raising awareness and provoking resistance.

domingo, 15 de novembro de 2015

Richard Dawkins entrevista Satish Kumar




Ciência vs. Holismo: Um Debate Profundo

A entrevista entre Richard Dawkins e Satish Kumar desenrola-se como um diálogo cortês mas intelectualmente tenso entre duas mundividências distintas: o racionalismo científico e o holismo filosófico. O ponto de partida é a admiração mútua por Bertrand Russell, com Kumar a recordar a sua épica caminhada pela paz, da Índia ao Ocidente, inspirada pelo ativismo antinuclear do filósofo britânico. Este preâmbulo serve para estabelecer uma base de respeito, mencionando ainda figuras como Gandhi, Wittgenstein ou o conceito de holismo de Jan Smuts, antes de mergulharem no cerne da divergência entre ambos.

A discussão central foca-se na natureza da realidade, onde Kumar defende que tudo no universo está interligado numa rede de relações, utilizando a metáfora de uma árvore que não pode ser compreendida sem o solo, o sol e a água que a sustentam. Dawkins, embora aceite a importância do contexto ecológico, prefere uma abordagem analítica e hierárquica, onde a compreensão do todo advém do estudo minucioso das suas partes e moléculas. A tensão aumenta quando Kumar introduz o conceito de "espiritualidade", que define não como algo sobrenatural ou supersticioso, mas como a "qualidade" intrínseca e invisível de todas as coisas, incluindo rochas e plantas. Para o filósofo indiano, atribuir um espírito ou uma "essência" à matéria é um passo necessário para gerar uma humildade ecológica que impeça a destruição do planeta.

Dawkins, por seu lado, opõe-se firmemente ao uso do termo "espiritual", argumentando que a palavra é semanticamente confusa e evoca desnecessariamente o misticismo. O biólogo defende que é possível ter um amor e um respeito profundos pela natureza através de uma lente puramente materialista e científica, movida pela preservação do futuro e não por uma crença em qualidades invisíveis das pedras. No encerramento, Kumar acusa a ciência moderna de alguma arrogância ao tratar a Terra como um objeto de manipulação, enquanto Dawkins reafirma a necessidade de humildade perante o desconhecido. Apesar de não chegarem a um consenso sobre a linguagem — com Dawkins a manter o seu ceticismo sobre a "essência das rochas" e Kumar a insistir na união entre o físico e o metafísico — ambos terminam a conversa unidos pelo objetivo comum de proteger o mundo natural contra a degradação ambiental.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

John Lennon On Revolution and Native Americans


John talks about peace, peaceful revolution, the black panthers and the Native American situation. This video is partially a response to those few sick, ignorant individuals who say John Lennon was a racist because of the song, "Woman is the Nigger of the World" See my video response below if intersted.

"Our society is run by insane people for insane objectives. I think we're being run by maniacs for maniacal ends and I think I'm liable to be put away as insane for expressing that. That's what's insane about it." -John Lennon

"Laurel and Hardy, that's John and Yoko. And we stand a better chance under that guise because all the serious people like Martin Luther King and Kennedy and Gandhi got shot." -John Lennon

"I am a firm believer in the people. If given the truth, they can be depended upon to meet any national crisis. The great point is to bring them to the real facts."- Abraham Lincoln

Biografia de John Lennon aqui
Site oficial : John Lennon
Outras publicação no Bioterra
O Medo e o Amor
Bed Peace

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal - A palavra é o espelho da acção

"No mundo há riqueza suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não para alimentar a ganância de cada um."~Gandhi

O Natal cuja celebração original Celta/Pagã celebrava no solstício do inverno o fim da obscuridade e o retorno da luz e da esperança. Numa tentativa de apagar estes rituais a igreja veio à semelhança de outras festas (S.João por exemplo) colar-lhe a celebração do nascimento de Jesus que significando esperança e a luz máxima para os seus seguidores terá nascido (Biblia) para o verão. Com a ideia dos presentes desta tradição cristã veio apagar-se a importância do recomeçar, do procurar a luz e celebrar a energia da Mãe terra cujos ciclos demonstram que tudo é renovação mas implicando dedicação e atenção ao que nos rodeia. Procuramos agora corresponder às expectativas que foram criadas para que tudo seja perfeito (prendas, comida, disposição/ânimo) quando esta época seria de reflexão e introspecção, de alegria porque da noite se faz luz de dia para dia até à primavera, normalmente com pouco (é inverno) tal como na vida em que nos treinam para projectar apenas o lado positivo esquecendo que o negativo faz parte e só com este último valorizamos o primeiro. Esta época de maiores dificuldades será talvez a única forma de voltarmos ao purismo da época, ainda que com a nostalgia da prenda desejada,da abertura dos embrulhos e do brilho nos olhos perante a árvore, obrigando-nos a preencher de novo o vazio com acções e gestos porque já não haverá os bens de outrora e talvez venhamos a descobrir que afinal não nos faziam tanta falta.( via Patrícia Santos).

"As formigas não brigam por recursos, nem agem com espírito de competição. Elas simplesmente cooperam."~ Humberto Maturana (citação adaptada por mim)

terça-feira, 10 de maio de 2011

A todas as mães: "O amor é a força mais subtil do mundo", de Mahatma Gandhi



A todas as mães, mães sociais, mães em instituições de protecção de menores, mães em famílias de acolhimento...criar laços, não esquecê-las....e adoptar mais. Vale a pena adoptar.

Oh when it's summer and the skies are glass
I just have to make the evenings last they're always flying past
Oh when it's raining and the skies are black
I just have to hear the thunder roll and hear the lightning crack


With fading powers,we sit for hours by a television screen
With funny cigarettes and talk for hours of the places that we've seen


Oh brother can you hear my voice?
Every second that you cling to life you have to feel alive
Well it's an easy thing to sell your skin
It's an easy thing to sell your skin
With the devil banging on the door , you always let him in.


With fading powers, we dream of hours that'll never come again
Old defenders are themselves defenceless when the mad attack the sane


What can you do, when you see no future in front of you?
Food for the few
So many it seems, stand in front of you
I see my face reflected there in a sweating brow.
You hate what you see, but what can be done when there's no way out
No way out


Now brother can you hear my voice
Brother can you hear my voice
Every second that you cling to life you have to feel alive
And now it's summer and the skies are glass
When it's summer and the skies are glass
I just have to make the evenings last, they're always flashing past


So there we cower
We sit for hours by a television screen
With funny cigarettes and talk for hours of the places that we've seen


But when you sleep
Where do you go?


I don't know

E denunciar  a pedofilia seja perpetrada por homens como por mulheres (também as há, infelizmente...). Tivemos a Casa Pia entre nós e o Vaticano. João Paulo II terá contribuído para "o abuso sexual de milhares de crianças no mundo inteiro"

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pink Floyd vs Depeche Mode : Another brick in the wall * I feel loved & Mahatma Gandhi




Oração que Mahatma Gandhi ensinou aos seus discípulos


Senhor,
Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás o sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda, não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar aos outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo, nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede ao triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender ás pessoas, dá-me coragem para desculpar-me e se as pessoas me ofenderem, dá- me grandeza para perdoá-las.
Senhor, se eu me esquecer de ti, nunca te esqueças de mim.