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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

The Durutti Column & Caoilfhionn Rose - Free From All The Chaos

Melhor som aqui
Letra
Beside the poplar trees, where I like to go.
Away from busy rhythms of the city, to the languid River Mersey.
Beneath the rain filled clouds, the wind carries a song,
Away from all the chaos, into Fletcher Moss.
Walking through the Alpine Gardens, loved by my gran,
Nothing seems to matter here, sitting on Rory's bench.
Beside the poplar trees.
Away from busy rhythms of the city, to the languid River Mersey.
Beneath the rain filled clouds, the wind carries a song,
Away from all the chaos, into Fletcher Moss.

A filosofia do desapego e da Natureza em Free From All The Chaos 
A faixa Free From All The Chaos, lançada no álbum Chronicle XL (2014) de The Durutti Column e com a voz radiante da cantora e compositora Caoilfhionn Rose, é uma obra de profunda ressonância contemplativa. Nascida no ambiente sereno do parque Fletcher Moss, em Manchester, a composição transforma-se num santuário sonoro que explora o impacto da paisagem natural no bem-estar psicológico e na busca pela paz interior. A lírica delicada funciona como um lembrete intimista de que a libertação da ansiedade e do peso das memórias passadas resulta de uma escolha consciente sobre a forma como percepcionamos o presente, utilizando a ligação com a terra e o tempo como meios fundamentais para a regeneração espiritual.

O videoclipe foi realizado por Rich Williams, no Fletcher Moss Park, Manchester. Curiosamente todos os colaboradores vivem na mesma cidade Manchester

A nível filosófico, a canção manifesta uma clara aproximação ao pensamento estoico, no qual a verdadeira tranquilidade, ou ataraxia, não depende da ausência de dificuldades externas, mas sim do domínio sobre a própria mente e sobre a interpretação das circunstâncias. Ao sugerir que a libertação depende do modo como escolhemos sonhar e encarar o tempo que passa, o tema reflete a máxima de que não são as coisas que nos perturbam, mas sim os julgamentos que fazemos sobre elas. Paralelamente, observa-se uma perspectiva fenomenológica da existência, em que o contacto direto com os elementos naturais convida à aceitação da impermanência e à consciência do momento presente como o único espaço onde a verdadeira cura pode ocorrer.

No plano literário, a obra dialoga com o transcendentalismo do século XIX, evocando a tradição de autores como Henry David Thoreau e Ralph Waldo Emerson, que viam na imersão na natureza a via primordial para a emancipação do espírito e para a descoberta da autenticidade pessoal, longe do ruído da sociedade. Transparece também a influência do lirismo romântico e contemplativo, próximo da poesia de William Wordsworth, na qual a beleza tranquila do mundo natural serve de bálsamo para as inquietações da alma. Integrada no universo musical de Vini Reilly, marcado historicamente pela melancolia e pelo luto, a voz de Caoilfhionn Rose acrescenta uma dimensão elegíaca e de esperança, onde a brevidade do texto poético condensa uma profunda busca por redenção, serenidade e desapego do caos quotidiano.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Blood Orange - The Field


The Field (feat. The Durutti Column, Tariq Al-Sabir, Blood Orange & Caroline Polachek)

Feel it every day
And the sun keeps you warm

Hard to let you go
See you and I know why it's always grey (it's always grey, it's always)
Hard to let you go (oh)
Healthy as we pray (yeah) for a journey home (for a journey home)
For a
Oh

Sing to me
In the heat of the sun
In the heat of the sun
And sing to me
Sing to me
When the day is done
The day is done
Sing to me

Hard to let you go (hard to let you go)
See you and I know why it's always grey (oh)
Why it's always grey (hard to let you go, and sing to me)
Hard to let you go (ah)
Healthy as we pray (ah) for a journey home (home, oh)

Sing to me
In the heat of the sun
And sing to me (hmm)
When the day is done
Sing to me
In the heat of the sun
And sing to me (oh)
When the day is done
(In the end of day)

"The Field (feat. The Durutti Column, Tariq Al-Sabir, Blood Orange & Caroline Polachek)", de Daniel Caesar, transforma a imagem de um campo rural num espaço simbólico de refúgio emocional e saudade. O verso “Hard to let you go / See you and I know why it's always grey” (“Difícil deixar você ir / Vejo você e entendo por que está sempre cinza”) mostra como a ausência de alguém querido traz uma melancolia constante ao cotidiano. Essa ideia é reforçada por Dev Hynes (Blood Orange), que descreveu a faixa como uma canção sobre “aqueles que sentimos falta quando fechamos os olhos”.

O pedido repetido “Sing to me” (“Cante para mim”) funciona como um apelo por conforto e conexão, sugerindo que a música e a memória ajudam a suavizar a dor da ausência. O sample de “Sing to Me”, do The Durutti Column, intensifica o clima nostálgico e contemplativo da faixa. A colaboração entre artistas de estilos diferentes enriquece a emoção da música, trazendo diferentes perspectivas sobre perda e esperança. A menção ao “journey home” (“jornada para casa”) pode ser entendida tanto como o desejo de reencontrar alguém quanto como uma busca interna por paz. Assim, “The Field” constrói uma narrativa sensível sobre lidar com a tristeza, encontrando consolo nas lembranças e no ambiente sereno do campo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Música do BioTerra: Durutti Column - Fado


A man with pictures
He tries to fill your pockets
When all your charm has left you
It doesn't take much to make it go
He speaked to me in pictures
He talked to me in stories
They're someone else's stories
You never had a thing
That you could call your own
And when I left you
There's someone else's burden
I never thought I'd see you here with me
Here today

A man with pictures
He tries to fill your pockets
When all your charm has left you
And it doesn't take much to make it go away
He speaked to me in pictures
I answered you in stories
They're someone else's stories
I never had a thing
That I could call my own


Mesmo sendo uma faixa puramente instrumental e sem uma letra falada, o significado de "Fado" reside inteiramente na atmosfera e na intenção cultural que Vini Reilly imprimiu à composição. A canção faz parte do álbum Sex and Death, editado em 1994, um período particularmente cinzento e de grande incerteza para o projeto The Durutti Column após a falência da mítica editora Factory Records. Ao batizar a faixa com o nome do género musical mais tradicional de Portugal, o músico britânico procurou canalizar o sentimento universal da saudade — o peso do destino, a dor da ausência e a melancolia existencial — adaptando-o à sua própria linguagem musical.

Estruturalmente, a composição vive de um contraste fascinante que a crítica da época descreveu como um "funk descontraído e maleável". Sobre esta base rítmica moderna e urbana, Reilly sobrepõe os seus característicos dedilhados de guitarra elétrica, que aqui mimetizam o dramatismo e a tensão da guitarra portuguesa. Os vocalizados etéreos e sem palavras de Cowie Eastwood surgem não para contar uma história com início, meio e fim, mas sim para funcionar como um lamento abstrato. A voz é utilizada como um instrumento puro de emoção e transe, imitando a entrega visceral de uma fadista, mas despida de barreiras linguísticas.

Em suma, o significado de "Fado" não deve ser decifrado de forma intelectual, mas sim sentido como uma pintura impressionista em formato de áudio. É a reinterpretação britânica de um lamento sobre o destino humano, fiel à própria filosofia de Vini Reilly, que sempre defendeu que os ouvintes não se deviam prender à forma da sua música, mas sim focar-se inteiramente no seu conteúdo emocional.

sábado, 13 de abril de 2019

Música do BioTerra: Morrissey - Suedehead


Why do you come here?
And why, why do you hang around?
I'm so sorry
I'm so sorry

Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
Why do you telephone?
And why send me silly notes?
I'm so sorry
I'm so sorry

Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?

You had to sneak into my room
Just to read my diary
"It was just to see, just to see"
All the things you knew I'd written about you
Oh, so many illustrations
Oh, but I'm so very sickened
Oh, I am so sickened now

Oh, it was a good lay, good lay
It was a good lay, good lay
It was a good lay, good lay
Oh-oh

Biografia: 
Steven Patrick Morrissey

Canção
Suedehead

O Movimento Suedehead

Páginas
Illness As Art

Lojas


sábado, 16 de março de 2013

Ao meu irmão e a todos os irmãos

O meu irmão mais velho, António Soares, morreu em 2007 precisamente de uma leucemia, com 61 anos. "Gozou" apenas um ano de reforma. Morreu "estupidamente" preso a uma cama praticamente durante 7 meses. Feitas as contas viveu 5 meses "feliz". Horrível para mim e seus filhos e esposa. Faleceu muito próximo do Natal. Combateu jovem na Guiné-Bissau. O médico que o acompanhou associou a leucemia a stress acumulado e depressões mal curadas. Veio e viveu muito traumatizado. Sempre "arredado" dentro da sociedade e do trabalho. Sempre isolado, sempre "diferente".  A guerra colonial foi estúpida. 
Vini Reilly fez uma interpretação maravilhosa do tema cantado por Marvin Gaye- Brother. 


Hey baby, what you know good?
I'm just gettin' back, but you knew I would
War is hell, when will it end?
When will people start gettin' together again

domingo, 14 de outubro de 2012

Mensagem da activista Islandesa Birgitta Jónsdóttir

«My country. My class. Poor people. Old people. No health care. Young people. Cut education. Black people.Discrimination. Gay people. Legislation. My country. Will you ever recover».~ Vini Reilley


A Santíssima Trindade da outra senhora está completa. D. Policarpo tornou-se no Cerejeira (ler a propósito crónica excelente de Mário de Carvalho). Cavaco na sua página do facebook e Sampaio no Expresso parecem que acordaram de um "coma", mas definitivamente não estão a falar pelo povo, falam para dentro de cada um dos seus partidos. Enfim, o carrossel da impunidade e mediocridade perpetua-se e continua. Pela tua sobrevivência adere à desobediência civil pacífica, por uma democracia mais intensa e próxima da Natureza. Partilho, por isso, um texto (longo) "Message from the Icelandic activist Birgitta Jónsdóttir" / "Mensagem da activista Islandesa Birgitta Jónsdóttir" (Translation by Carlos Clara Gomes)  mas que vale a pena lê-lo e partilhar. Bom domingo, sempre em reflexão e (re)acção.
Uma mensagem minha para todos os que protestam. Especialmente para os meus amigos de Portugal.

Caros irmãos e irmãs

Quem me dera poder estar convosco pessoalmente, pois tenho saudades dos protestos que tivemos na Islândia quando surgiu a nossa crise financeira de 2008/2009.
Tenho saudades do espírito e do sentido de união que todos vivemos. O meu espírito está convosco e com todos aqueles que hoje se erguem. Povos de todo o mundo estão a acordar para a realidade de que os nossos sistemas já não nos servem. Os sistemas são auto-imunes e defendem-se a eles mesmos em vez de defenderem quem deviam estar a servir: TODOS VÓS

Nunca nos esqueçamos que nós também somos o sistema, nós também somos o governo, e se nós queremos mudar isso temos que ir lá dentro e criar uma ponte entre o poder e o povo. Antes de mais, sou uma poetisa que escolheu ver-se tanto como poetisa como uma hacker no Parlamento, para entender como trazer mais poder para o Povo da Islândia.

Foram os nossos irmãos e irmãs da revolta na Argentina, quem começou a usar panelas e frigideiras, quando se levantaram contra o seu presidente corrupto e o FMI há alguns anos atrás. Nós fomos inspirados por eles. Agora vocês são inspirados por nós. Lembremo-nos de que mesmo o menor sofrimento ou alegria de alguém em nosso mundo é também realmente nosso, pois somos um único povo.

As ideologias da velha escola da política, dos media, sistemas monetários, empresas e todas as estruturas conhecidas estão em um estado de transformação. Eles estão desmoronando-se. Agora é a hora de uma mudança fundamental a todos os níveis: temos que aproveitar este momento. Porque este é O momento.

É invulgar que tantas gerações e indivíduos tenham semelhante oportunidade como esta para transformar o mundo tal como nós o conhecemos. A grande questão é: como podemos transformá-lo? Alteremos a pirâmide do poder para um círculo de poder onde todos nós sejamos valorizados enquanto tal.

É óbvio que estamos funcionando fora do planeta, muitas das pessoas perderam a conexão vital com o nosso ambiente, a maior parte da humanidade já não compreende a causa e o efeito da falta de sustentabilidade e muitos de nós sentem-se perdidos, deslocados e solitários. Todas as estruturas que achávamos que cuidariam de nós, sejam elas sistemas, ideologias, religião, política ou instituições estão falhando. Que momento, este!

Seguir o coração e as entranhas como um poeta faz muito mais sentido para mim do que a seguir o antagonismo ou a manipulação ideológica. A ideologia do certo ou errado do velho mundo simplesmente foi superada. Já não temos parlamentos fortes, com uma ligação estreita e directa entre o povo em geral e os centros de decisão. Temos os chamado políticos profissionais que estão distantes da realidade da maioria em que nós vivemos.

Partidos e os políticos estão muitas vezes instalados num casamento pouco saudável com os interesses financeiros e a corrupção prospera na arena política em todo o mundo. Enquanto muitos governos falam sobre transparência, o processo de políticas e de leis é retalhado em sigilo.

Precisamos mudar isso. Nós temos que saber o que queremos, em vez dessa realidade que estamos enfrentando.

O século XXI será a nossa era, a das pessoas comuns, onde iremos entender que, para viver na realidade que sonhamos, temos que participar e colaborar para co-criar essa mesma realidade.

Exorto-vos a participar num movimento de mudança, fazer parte activa desta oportunidade de mudança. Se eu pude ser deputada no parlamento islandês, qualquer um pode ser membro do parlamento.

Aqui está a nossa primeira tarefa: Se há algo que está entre o que nós temos que fazer sob a tutela das nações e não das grandes empresas, então é o seguinte: as companhias de água, as empresas de energia, o bem-estar social, a educação, a internet e os sistemas de saúde.

Fizemos tudo tão complexo e grandioso, talvez seja hora de voltar a formas mais simples, formas mais auto-sustentáveis. Nós podemos fazer isso, aprendendo uns com os outros, ajudando-nos mutuamente, local e globalmente, lembrando-nos que nós, como indivíduos, podemos mudar o mundo, e agora é a hora de avançar - assumirmos esse desafio e sermos os manufactores de mudança. Não esperemos que os outros o façam por nós, a hora de fazer a diferença chegou!

domingo, 3 de abril de 2011

Encontros Improváveis: Durutti Column e Cecília Meireles



É preciso não esquecer nada
por Cecília Meireles


É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de actos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Audio - Infografia excelente e esclarecedora da BBC Environment sobre a história do aquecimento global- em 800.000 anos de registos, o crescimento acelerado nas últimas décadas não deixa dúvidas que a origem é antropogénica


The Earth


No rescaldo de mais uma patética conferência em Durban, foi a própria Presidente Maite Nkoana-Mashabane, que vendo o tempo a esgotar-se, tentou forçar os presentes a alguma coisinha ao afirmar (em inglês-para todos percebermos) "No one can walk out of this room and say we don't care about climate change" [ler crónica no BBC environment hoje]



Infografia completa aqui
Existe ainda um versão em texto que contem ainda informação das fontes utilizadas

terça-feira, 17 de abril de 2007

Encontros Improváveis- Leonardo Boff e Durutti Column

 

Leonardo Boff Teólogo 

Espírito, Matéria e Vida: eras do humano 

As sínteses históricas são, a miúde, arbitrárias. A nossa também o é. Mas elas atendem à uma exigência que temos por marcos orientadores que nos ajudam a entender a nós mesmos e nossa própria história. Fazemos então uma espécie de leitura de cego que capta apenas os pontos relevantes. Vejo três grandes percursos, verdadeiras eras, que assinalam as relações do ser humano para com a natureza. 

A primeira é a era do espírito. Ela plasmou as culturas originárias e ancestrais. Os seres humanos sentiam-se movidos por forças que agiam no cosmos e neles, realidades numinosas e omni-englobantes que lhes conferiam proteção e segurança. Era a experiência xamânica do espírito que perpassava todas as coisas, criando uma union mystique com todos os seres e dando a percepção de pertença a um todo maior. Grandes símbolos, ritos e mitos davam corpo a esta experiência fontal. Foi então que se projetaram imagens do Divino. Essas imagens, continuando imagens, significavam também centros energéticos da vida e da natureza com os quais o ser humano devia se confrontar e ouvir seus apelos. Havia também todos os avatares da condição humana, mas era o espiritual que dava sentido a todas as instâncias. Essa era marcou nosso inconsciente coletivo até os dias atuais. 

A segunda é era da matéria. Os seres humanos descobriram a força física da matéria e da natureza. Já não viam aí uma imagem do Divino. Era um objeto para o seu uso. A agricultura do neolítico há dez mil anos revela a presença desta era. Os pais fundadores do método científico deram-lhe um quadro teórico, dizendo que a natureza não tem consciência, portanto, podemos tratá-la como queremos. Interferiram até chegar ao o mundo atómico e subatómico com o qual se pode destruir e construir. As forças espirituais e psíquicas da era anterior foram consideradas magia e superstição e como tais combatidas. A concentração nesta experiência introduziu a profanidade. Deus é pensado sem o mundo, fazendo com que surgisse um mundo sem Deus. Operou-se pelas energias arrancadas da matéria a dominação da natureza e a ilimitada exploração de suas riquezas. Já fomos além dos limites de suporte da Terra e dispomos de meios de nos destruir totalmente. Mas surgiu também uma nova responsabilidade e a exigência de uma ética do cuidado. 

Estamos entrando agora na era da vida. A vida une matéria e espírito. Ela representa uma possibilidade da matéria quando distante do equilíbrio e em contexto de alta complexidade. Então irrompe a vida. Para eclodir, a vida supõe a teia de interdependências do físico com o químico, da biosfera com a hidrosfera, com a atmosfera e com a geosfera. Tudo está ligado à vida seja como pre-condição seja como ambiente. Portanto, ela ocupa a centralidade. No conjunto dos seres, o ser humano tem essa missão: de ser o jardineiro e curador da vida. A ela cabe salvaguardar a vida de Gaia, preservar a biodiversidade e garantir um futuro para si e para todos. É o desafio do atual momento de aquecimento global. A era da vida está ameaçada. Urge manter as condições de sua continuidade e coevolução. A vida e não o crescimento deveria ser o grande projeto planetário e nacional. Não perceber esse deslocamento é auto-enganar-se. A bom tempo nos conclama a sabedoria bíblica: "eu lhes proponho a vida ou a morte. Escolha, pois, a vida para que você e seus descendentes possam viver"(Deut. 30,19).

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Encontros Improváveis- Durutti Column e Martin Luther King- Let me tell you something



"True peace is not merely the absence of tension; it is the presence of justice [...]
To cure injustices, you must expose them before the light of human conscience"


"Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda hoje plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos."

"Saiba que seu destino é traçado pelos seus próprios pensamentos, e não por alguma força que venha de fora. O seu pensamento é a planta concebida por um arquitecto para construir um edifício denominado prosperidade. Você deve tornar o seu pensamento mais elevado, mais belo e mais próspero."

"Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização."

"...a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: - O que fiz hoje pelos outros???..."

 (amanhã é dia do Mestre- assassinado a 4 de Abril de 1968)