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sábado, 22 de junho de 2024

Cientistas descobrem população de ursos polares que sobrevive com pouco gelo


Um grupo de cientistas da Universidade de Washington descobriu uma subpopulação de ursos-polares (Ursus maritimus) que vive com pouco gelo marinho no sudeste da Gronelândia. Com as alterações climáticas e cada vez menos gelo no Ártico, a sobrevivência das populações de ursos polares tem sido um tema cada vez mais preocupante. A equipa decidiu estudar esta população isolada, de forma a compreender como é que se adapta a este ambiente – o que pode trazer novas respostas para o futuro da espécie nesta região, que é cada vez mais afetada pelo aquecimento global.

Foram recolhidos dados que compreendem um período de sete anos, tendo os mesmos sido cruzados com dados históricos dos últimos 30 anos. Sabe-se, agora, que têm uma grande diferença genética das outras populações de ursos polares.“São a população de ursos polares mais geneticamente isolada do planeta. Sabemos que esta população vive separada de outras populações de ursos polares há pelo menos várias centenas de anos e que o tamanho da sua população ao longo do tempo permaneceu pequeno”, explica a investigadora Beth Shapiro, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Uma das características que os distingue é serem “caseiros” e manterem-se sempre no mesmo local. Mesmo quando se deslocam para caçar, estes ursos regressam a casa. Para caçar as focas, eles recorrem aos blocos de gelo que se desprendem do manto de gelo e flutuam pela água doce, saltando depois na hora de regressar. Outra diferença está no seu tamanho: comparativamente a outras populações, as fêmeas adultas são menores e têm menos crias.

“Se estiver preocupado em preservar a espécie, então sim, as nossas descobertas são esperançosas – acho que nos mostram como alguns ursos polares podem persistir sob as alterações climáticas”, refere a autora principal do estudo, Kristin Laidre. “Mas não acho que o habitat das geleiras vá sustentar um grande número de ursos polares. Simplesmente não existe o suficiente. Continuamos a esperar grandes declínios de ursos polares no Ártico”.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Embora isolado o Ártico está repleto de plástico, alertam cientistas


Estima-se que a produção global de plástico deve duplicar até 2045 – um número alarmante, dada a grande quantidade que se encontra, e se continua a espalhar, no ambiente. À medida que se move este material vai-se deteriorando, indo do micro ao nanoplástico, o que lhe dá a capacidade de chegar aos locais mais inusitados.

Um estudo divulgado pelo Instituto Alfred Wegener, na Alemanha, alerta que o Ártico apresenta grandes níveis de poluição de plástico, semelhantes até às regiões povoadas.

“O Ártico ainda é considerado um deserto intocado em grande parte”, começa por explicar a especialista Melanie Bergmann.“Na nossa análise, que realizámos em conjunto com colegas da Noruega, Canadá e Holanda, mostramos que essa percepção já não reflete a realidade. Os nossos ecossistemas mais a norte já são particularmente atingidos pelas alterações climáticas. Isso agora é agravado pela poluição plástica.” 

Este material chega ao extremo do Planeta através do vento, das correntes oceânicas e do próprio ser humano. Como explicam os autores, o Oceano Ártico recebe cerca de 10% da descarga das águas dos rios de todo o mundo, que trazem plásticos. Além disso, o plástico encontrado na região é também proveniente das águas residuais das próprias comunidades, e dos navios que por ali passam, como as embarcações de pesca.

“Infelizmente, há muito poucos estudos sobre os efeitos do plástico nos organismos marinhos do Ártico. Mas há evidências de que as consequências são semelhantes às das regiões melhor estudadas: no Ártico também muitos animais – ursos polares, focas, renas e aves marinhas – ficam presas no plástico e morrem. Além disso, no Ártico, o microplástico ingerido involuntariamente leva provavelmente à redução do crescimento e da reprodução, ao stress fisiológico e à inflamações dos tecidos de animais marinhos, e corre até no sangue dos seres humanos”, conta a investigadora.

Outro problema apontado pelos cientistas é o impacto que os microplásticos têm no gelo e na neve. Como referem, partículas mais escuras podem levar o gelo a absorver mais luz solar e a provocar um derretimento mais rápido. A sua presença na atmosfera contribui também para a formação de núcleos de condensação de nuvens e chuva, o que influencia diretamente o clima.

Em conclusão, Melanie Bergmann sugere que, “no decorrer das negociações nos próximos dois anos, devem ser tomadas medidas efetivas e juridicamente vinculantes, inclusive metas de redução na produção do plástico. Nesse sentido, os países europeus incluindo a Alemanha devem reduzir a sua produção de plástico, assim como os ricos Estados do Ártico têm de reduzir a poluição de fontes locais e melhorar a gestão de resíduos e águas residuais, muitas vezes praticamente inexistentes nas suas comunidades. Além disso, são necessários mais regulamentações e maior controlo – no que diz respeito aos detritos plásticos do transporte internacional e da pesca”.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Biden Admin. Sued for Giving Big Oil Green Light to Harass Polar Bears, Walruses

A coalition of conservation groups sued the Biden administration on Thursday over the U.S. Department of the Interior's recent rule allowing fossil fuel companies to harass polar bears and walruses while searching and drilling for oil and gas in the Southern Beaufort Sea.

Announced last month by the U.S. Fish and Wildlife Service (USFWS), the rule was quickly blasted as "disturbing" by Kristen Monsell, an attorney at the Center for Biological Diversity, one of the groups behind the new federal lawsuit in Alaska.

The suit accuses the Interior Department and USFWS of violating the National Environmental Policy Act, the Marine Mammal Protection Act, and the Endangered Species Act.

"The Biden administration flouted the law in allowing oil companies to continue their noisy, harmful onslaught on polar bears," Monsell said Thursday. "We're hopeful the court will overturn this dangerous rule that puts polar bears in the crosshairs."

Monsell, whose group is representing itself and Friends of the Earth in the case, also called out President Joe Biden for promising "bold action to address the climate crisis" while "allowing business-as-usual oil drilling in the Arctic."

Bridget Psarianos, an attorney with the law firm Trustees for Alaska, charged that "the Biden administration ignored the law and its own science and handled the process as if stamping an oil-industry punch card."

"The Fish and Wildlife Service has a legal obligation to do a thorough analysis of the potentially lethal effects of industry's harassment of polar bears," she added, "and to consider ways to avoid and minimize that harm."

Trustees for Alaska is representing the Alaska Wildlife Alliance, Alaska Wilderness League, Defenders of Wildlife, Environment America, and the Sierra Club, which also represents itself. Representatives for the groups outlined how industry activity threatens the region's polar bears.

"'Harassment' is a fancy legal way of saying that an action can disturb or injure polar bears," explained Nicole Schmitt, executive director of Alaska Wildlife Alliance. "This Fish and Wildlife Service rule allows oil and gas companies to harass almost half of the polar bears left in the Southern Beaufort Sea population, double the harassment that occurred under the last regulation."

Such harassment includes scaring the animals with noise and equipment as well as disrupting denning and feeding. The organizations warn these actions can be fatal, especially for young bears.

"Relying on bad math to gloss over the injury or death of newborn polar bear cubs for the sake of oil industry profit isn't just morally wrong, it's also unlawful," declared Sierra Club Arctic campaign representative Mike Scott.

Nicole Whittington-Evans, director of Defenders of Wildlife's Alaska Program, warned that "unchecked oil and gas development in Alaska's Arctic impedes the survival of Southern Beaufort Sea polar bears, already one of the world's most imperiled populations due to climate change and habitat loss."

The regional polar bear population "has already declined by 50% during the last three decades—their survival is a bellwether for the future of a landscape and its people who are being ravaged by climate change," noted Kristen Miller, Alaska Wilderness League's acting executive director.

Whittington-Evans asserted that "we can't continue to send wildlife toward extinction in the name of fossil fuels, especially in a climate and biodiversity crisis."

As Steve Blackledge, conservation program director for Environment America, put it: "Extinction, after all, can't be rectified."

Reposted with permission from Common Dreams.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Scientists are worried by how fast the climate crisis has amplified extreme weather

                                   

Until recently, climate change had been talked about as a future threat. Its frontlines were portrayed as remote places like the Arctic, where polar bears are running out of sea ice to hunt from. Sea level rise and extreme drought was a problem for the developing world.
But in the past month, it's been the developed world on the frontline.
In the past four weeks, floods in Germany engulfed streets and swallowed homes that had stood for more than a century in the quiet village of Schuld. A Canadian town of just 250 -- known more for its cool, mountain air -- burned to the ground in a wildfire that followed unprecedented heat.

And in the western United States, just weeks after a historic heatwave, some 20,000 firefighters and personnel have been deployed to extinguish 80 large fires that have consumed more than 1 million acres (4,047 square kilometers).
Climate scientists have for decades warned that the climate crisis would lead to more extreme weather. They said it would be deadly and it would be more frequent. But many are expressing surprise that heat and rain records are being broken by such large margins.
Since the 1970s, scientists have predicted the extent to which the world would warm fairly accurately. What's harder for their models to predict -- even as computers get more and more powerful -- is how intense the impact will be.
Michael E. Mann, the director of the Earth System Science Center at Penn State University, told CNN the past few weeks have showed the limitation of climate change models.
"There is an important factor with many of these events, including the recent 'heat dome' event out west, that the climate models don't capture," Mann said. "The models are underestimating the magnitude of the impact of climate change on extreme weather events."
In climate models, Mann explained, day-to-day weather is just noise. It looks a lot like chaos. It's only the most extreme events that stand out as a clear signal.
"The signal is emerging from the noise more quickly" than models predicted, Mann said. "The [real world] signal is now large enough that we can 'see' it in the daily weather," even though the models didn't see it coming.

That means historic events like the flooding in Germany or the wildfire in Canada didn't register in the predictions. To make that happen, scientists say, we need even more powerful climate models.
Tim Palmer, a research Professor in Climate Physics at the University of Oxford, is one of several scientists who have been calling for a global center for modeling that would house an "exascale" supercomputer -- a machine that can process a mind-boggling amount of data.
Scientists and governments in the 1950s established the European Organization for Nuclear Research (CERN), when it became clear that to advance the field of particle physics would require a machine so expensive it was unlikely any single country would develop it.



"As an international organization, CERN has been hugely successful," Palmer told CNN. "That's what we need for climate change."
Scientists use computer simulations of weather events to make projections of how they may change decades into the future. But they can't zoom in enough -- even to a city level -- to predict the most extreme events. Despite technology's progress, computers are still not typically sophisticated enough to operate at such a high resolution.
Palmer said climate models must get there.
"If worldwide we're spending trillions of dollars adapting to climate change, we've got to know exactly what we're adapting to," Palmer said, "whether it's floods, droughts, storms or sea level rise."

'A necessary evil'
While the recent extreme weather events in the Northern Hemisphere took many by surprise, they were "not completely unexpected," said Richard Allan, a professor of climate science at the University of Reading. "This is what the science has always been pointing towards," he said.
But he agrees that better computers would be useful in making more detailed and refined projections.
"It's also difficult to assess how weather patterns will shift and alter in the future, including whether westerly flow over Europe will be more commonly blocked, causing thunderstorms to stall over one place, such has been the case over Europe in July 2021, or more lengthy and sustained heatwaves such as over western North America," said Allan.

Even without this granular modeling, climate activists -- and, increasingly, communities affected by extreme weather events -- are calling for more action on climate change. German Chancelor Angela Merkel said over the weekend that, "We have to hurry, we have to get faster in the fight against climate change."
Several developed countries, including the US, have this year significantly increased their commitments to reduce greenhouse gas emissions. The European Union last week unveiled an ambitious plan to put climate at the center of just about every development and economic initiative it has.

Yet many activists say that their pledges still fall short of the action needed to contain average global temperatures to 1.5 degrees Celsius, which the International Panel for Climate Change says is necessary to avoid even more catastrophic impacts of climate change. They also criticize governments that make ambitious pledges while continuing to approve new fossil fuel projects, including coal mines, and oil and gas facilities.
Merritt Turetsky, director at the Institute of Arctic and Alpine Research, is hoping that these weather events in the developed world will galvanize that kind of action. She is herself challenging her own perceptions of where climate change frontlines are and who is vulnerable.

"Maybe this is a necessary evil," Turetsky said. "We used to think of frontlines as island nations because of sea level rises, or the Arctic."
"We know there is a cognitive dissonance when climate change is impacting people so far away from you and everything you know. We tend to put it on a shelf, because it's one thing to see 'this is what they say,' but it's another thing to feel it. We're at a point where everyone on the planet now has felt the impacts of climate change itself, or at least someone they love or know has. It's circling in closer and closer."
That's certainly the feeling among residents in Germany's Schuld.
"When you look at what's happening in Canada, where they had temperatures of 50 degrees, and what's going on all over the world, it is clear this is the result of climate change," Niklas Pieters told CNN, as he helped his parents clear the debris from their ravaged home in Schuld on Monday.
"I don't want to have to get used to this."

Fonte: CNN

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Colaboração na campanha sobre o Aquecimento Global - Twinkl


Dia Internacional do Urso Polar 2021: saiba mais sobre estes animais e por que eles são tão afetados pelas mudanças climáticas
Para comemorar o Dia Internacional do Urso Polar, decidimos trazer alguns fatos e números sobre esses animais fascinantes e sobre como as mudanças climáticas estão afetando seu modo de vida. Também conversamos com pessoas envolvidas em ações pró-meio ambiente para falar da importância da sustentabilidade e saber como você pode dar o primeiro passo na diminuição do seu impacto ambiental.

O que é o Dia Internacional do Urso Polar e por que ele é importante?
O aquecimento do Ártico e o efeito devastador que isso tem sobre o gelo marinho são uma grande ameaça para os ursos polares. Com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os problemas que os ursos estão enfrentando, o Dia Internacional do Urso Polar é comemorado em 27 de fevereiro de cada ano, uma data que coincide com a época do ano em que as mães ursas protegem seus ​​filhotes recém-nascidos em uma toca construída na neve. Algumas semanas após esta data, os filhotes (que normalmente são gêmeos, aumentando a chance de sobrevivência até a idade adulta) sairão de sua toca com a mãe.

Fatos sobre os ursos polares
Os ursos polares são encontrados em cinco países do Ártico: Canadá, Gronelândia, Noruega, Rússia e os EUA, no Alasca. No entanto, eles são classificados internacionalmente como vulneráveis ​​na escala de risco de extinção e seus números estão em declínio em pelo menos quatro das 19 subpopulações em que são divididos.

Como o maior carnívoro terrestre do mundo, esses enormes animais dependem da comida de alto teor calórico que obtêm da caça de focas barbadas e aneladas. Os ursos polares podem caminhar longas distâncias em busca de focas, mas como isso requer uma grande quantidade de energia, eles normalmente praticam a caça de emboscada. Sua técnica mais bem-sucedida envolve localizar o orifício de respiração de uma foca no gelo (eles conseguem cheirar suas presas a até um quilômetro de distância) e esperar que a foca venha à superfície. No entanto, não é uma caça rápida, pois as focas aneladas podem permanecer submersas por até 45 minutos e às vezes sopram bolhas pelo orifício de respiração para ver se há algum urso polar por perto - por isso, esse estilo de caça de emboscada pode envolver várias horas de espera e observação.

Esses animais são a única espécie de urso considerada um mamífero marinho. Apesar de passarem a maior parte do tempo fora da água, eles são totalmente adaptados para a natação e podem nadar por várias horas (ou até mesmo dias). Eles usam suas patas dianteiras como remos para tomar impulso, e mantêm as patas traseiras planas para que funcionem como um leme. Nadar longas distâncias consome muita energia, e pode ser difícil repô-la se o gelo não for adequado para a caça. Além disso, os ursos polares dependem do mar (e do gelo dele) não só para sua alimentação, mas também para viajar, acasalar, descansar e abrigar seus filhotes.


10 curiosidades sobre os ursos polares
  1. São a única espécie de urso considerada um mamífero marinho
  2. Sua pele é preta e seus pelos são transparentes - eles parecem brancos porque os fios refletem a luz visível
  3. Eles chegam a nadar a aproximadamente 10 quilômetros por hora - é uma velocidade parecida com a do nadador Michael Phelps, três vezes mais rápido do que um humano não-atleta
  4. Menos de 2% das suas caças são bem-sucedidas
  5. Existem cerca de 26.000 ursos polares na natureza, e eles são divididos em 19 subpopulações
  6. Dessas 19 subpopulações, 4 estão em declínio, 5 estão estáveis e 2 estão aumentando. Ainda não há dados suficientes sobre as 8 restantes
  7. Ursos polares machos têm o dobro do peso das fêmeas e podem pesar 600 quilos - ou o equivalente a 8 humanos adultos
  8. Somado a seu peso, o fato de chegarem a ter até 3 metros de comprimento os torna os maiores carnívoros terrestres do mundo
  9. Eles podem sentir o cheiro de focas a até um quilômetro de distância e sob uma camada de um metro de neve compactada
  10. A maior ameaça à sua sobrevivência é a mudança climática, seguida pela extração de óleo e gás e por conflitos diretos com seres humanos

 
Com a palavra...

Todo mundo concorda que esses animais são muito fofos, certo? Então, que tal começar a a contribuir para um planeta mais sustentável? Conversamos com quem entende do assunto e pedimos dicas para fazermos a nossa parte. Veja o que eles disseram:

Suzana Camargo
Jornalista que aborda mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Editora do portal Conexão Planeta, assina com Mônica Nunes o blog Inspiração para a Ação

Suzana Camargo
O que podemos fazer para diminuir nosso impacto ambiental?
Precisamos diminuir nossa pegada de carbono e para isso, é necessário rever a maneira como agimos e consumimos. Como sociedade, precisamos estar mais atentos a pequenas ações do dia a dia, como a redução a ingestão de carnes, dar preferência ao uso de transporte público ou modais menos poluentes (a bicicleta, por exemplo), diminuir o consumo de água e energia e ainda, implementar a prática da reciclagem e mesmo da compostagem, como norma. Já no caso de empresas e grandes corporações, elas têm obrigação de cumprirem seu papel social e ambiental e mostrarem suas ações de maneira completamente transparente. Não dá mais para aceitar que companhias vendam seus produtos comprados em áreas de desmatamento ilegal. É uma prática vergonhosa e deve ser denunciada.

Como podemos reagir diante de opiniões negacionistas sobre as mudanças climáticas?
Com evidências científicas, informações de fontes confiáveis e a verdade. E sempre com uma linguagem que possa ser compreendida por todos os setores da sociedade. A ignorância precisa ser combatida com clareza e jamais, com ataques.

Tasso Azevedo
Coordenador do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG) e do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MapBiomas), é engenheiro florestal e colunista de O Globo e de Revista Época Negócios. Assina o Blog do Tasso Azevedo.

Tasso Azevedo


Que atitudes podem ser tomadas coletivamente para evitar o aquecimento global?
Zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa no planeta até meados do século. Isso inclui minimizar e eventualmente eliminar o uso de combustíveis fósseis, acabar com o desmatamento, eletrificar a economia com fontes renováveis de energia e reflorestar o planeta.

O que podemos fazer enquanto indivíduos para diminuir nosso impacto ambiental?
Andar mais, usar produtos e serviço que conhece a origem, evitar toda forma de desperdício, cuidar de todas as formas de vida, manter contato com a natureza e deixar sempre os ambientes por anda passa melhores do que encontrou.

João Soares
Biólogo, Mestre em Ecologia e pesquisador do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto. Formador de opinião, mantém o blog BioTerra



O que é sustentabilidade e por que ela é tão importante?
Para mim respeitar os 17 objetivos do Milénio, descritos pela ONU. No entanto, sustentabilidade será sempre tudo o que possamos fazer para garantir o mesmo património da Natureza que recebemos e legá-lo às gerações vindouras.

O que podemos fazer para diminuir nosso impacto ambiental?
Muita coisa. Especialmente o plástico. Substituir no nosso quotidiano tudo o que seja de plástico em materiais naturais e biodegradáveis. Outra preocupação é apoiar os produtores biológicos. Um mundo sem pesticidas nem OGM. Finalmente as nossas casas: aumentar a eficiência energética.

Liga para a Protecção da Natureza
Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) com sede em Lisboa. Atua em projetos de Conservação da Natureza e do Ambiente, Investigação, Formação, Educação e Sensibilização Ambiental. Acesse o site



O que significa cidadania ambiental e como podemos aplicá-la?
Cidadania Ambiental é traduzida como o envolvimento e consciencialização dos cidadãos nas diversas questões ambientais, podendo esta ser efetuada de forma mais ativa ou passiva. As ações associadas à cidadania ambiental são todas aquelas que visam um maior conhecimento, participação e responsabilização da sociedade na proteção da natureza e do ambiente em geral, garantindo a sustentabilidade do planeta.

O que podemos fazer individualmente para diminuir nosso impacto ambiental?
Cada cidadão poderá contribuir para um planeta mais sustentável, garantindo que as suas escolhas e gestos diários são feitos de forma informada e responsável. Desde que acordamos até ao final do dia, são vários os desafios que nos levam a ser mais ou menos sustentáveis, partindo pelo consumo de água e energia usado em nossas casas, ao vestuários que usamos, à alimentação que temos, à forma como nos deslocamos e o que fazemos aos nossos resíduos. Cabe a cada um estar atento e informado sobre as opções que nos são colocadas à nossa disposição e ter o poder de optar pela mais sustentável e adequada à sua realidade.

Cláudio Angelo
Coordenador de Comunicação do Observatório do Clima, coalizão de organizações da sociedade civil brasileira para discutir mudanças climáticas. Acesse o site



Qual é o papel do Brasil na luta contra as mudanças climáticas?
O Brasil é o sexto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, dono da maior floresta tropical do mundo e com 25% da população vivendo no litoral. Somos ao mesmo tempo um vilão das mudanças climáticas e uma de suas grandes vítimas. Nosso papel deveria ser (e já foi no começo do século) o de líder nos países tropicais em redução de emissões por desmatamento e de líder em recuperação florestal para sequestrar carbono e no uso de energias limpas. Há espaço e vantagens econômicas para tudo isso. A gente não faz porque não quer.

O que podemos fazer, enquanto indivíduos, para diminuir nosso impacto ambiental?
Sinceramente, hoje em dia a ação mais eficiente que qualquer pessoa maior de 16 anos pode adotar é votar em políticos comprometidos com o combate à mudança do clima, para todas as esferas de governo. Grande parte dos problemas que vimos nos últimos dois anos no Brasil ocorrem porque temos governo federal e vários governos estaduais negacionistas das mudanças climáticas. Este é um tema central para a vida de todos, mas que não aparece nas plataformas eleitorais de quase ninguém.

António Nogueira Leite

Presidente da Sociedade Ponto Verde, entidade privada e sem fins lucrativos que promove a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de embalagens em Portugal. Acesse o site e o blog Recicla


Que atitudes podemos tomar para evitar o aquecimento global?
Nunca esquecer três ideias fundamentais: reduzir, reutilizar e reciclar. Só assim é que todos podem dar o seu contributo para o desenvolvimento de um planeta sustentável. A sustentabilidade é uma responsabilidade de todos e enfrentar o aquecimento global será um dos grandes desafios das próximas décadas. Todas as atividades humanas provocam a emissão de gases de efeito de estufa na atmosfera, que causam o aquecimento global e severas alterações no clima em todo o mundo. E os atuais padrões de produção e consumo têm piorado este fenómeno. Os governos dos vários países têm um papel fundamental na gestão deste problema, mas todas as pessoas, enquanto consumidores, podem fazer a sua parte evitando o consumo exagerado, o desperdício e a utilização excessiva de combustíveis fósseis, entre várias pequenas ações que podem fazer a diferença no dia-a-dia.

Qual é o papel da reciclagem na diminuição de nosso impacto ambiental?
A reciclagem evita que as embalagens sejam encaminhadas para aterros, reduzindo-se, assim, a necessidade de criar este tipo de espaços, que produzem uma grande quantidade de gases com efeito de estufa. Por outro lado, muitas vezes, os resíduos não são colocados nos locais corretos e pode resultar em diversos problemas para o ambiente, como contaminação da água, do solo e do ar.

Um dos problemas é o consumo de energia e materiais que são usados para fazer as embalagens e os produtos e que depois são colocados no lixo comum. A reciclagem, enquanto processo responsável por transformar resíduos em novos recursos e matérias primas, permite que exista a reinserção destes materiais na cadeia de consumo, reduzindo a quantidade que é descartada no ambiente.

É por isso que a SPV, junto com as empresas e os vários setores de atividade, procuram reduzir o impacto ambiental das embalagens. E isto pode ser feito desde tornar as embalagens mais fáceis de reciclar, à integração de material reaproveitado em novas embalagens até novas soluções de embalagens que permitem melhorar o ambiente.

Dalce Ricas
Superintendente executiva da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), entidade de atuação eco política que luta contra tráfico de animais silvestres, desmatamento e incêndios. Acesse o site



Como o aquecimento global afeta não só as calotas polares, mas todo o planeta e a vida na Terra?
O aquecimento global, alicerçado e agravado a cada ano, mudou o ritmo dos processos da natureza afetando o ciclo da água, reprodução da fauna silvestre, microclimas, sobrevivência e crescimento de florestas e outros ecossistemas.

A espécie humana está num processo de suicídio pelo esgotamento dos recursos naturais e pela degradação ambiental. Provavelmente não será extinta. Os mais pobres, obviamente, continuarão morrendo por fome, doenças ou por guerras de disputa do que restar de recursos naturais. A tecnologia provavelmente ajudará os mais ricos, pelo menos por um tempo. Mas o futuro é sombrio. Digno de uma espécie capaz de descobertas maravilhosas, mas que não consegue imaginar o futuro.

O que podemos fazer para diminuir nosso impacto ambiental?
Diminuir a população do planeta, mudar hábitos e comportamentos, o que é quase impossível, pois além das amarras econômicas, geográficas, políticas e culturais a que estão sujeitas bilhões de pessoas, elas não querem mudar. Acostumaram-se à ilusão de que o desastre ambiental não as afetará ou simplesmente não acreditam ou não conseguem estabelecer relação de causa/efeito. Morrerão sem entender que fizeram parte de um suicídio coletivo. A única esperança é compromisso e ação dos poderosos. Mas eles também, em boa parte, se julgam imunes à degradação do planeta. E continuarão alheios, desperdiçando recursos naturais, até serem encurralados.

Susana Lucas
Criadora do blog SEIbySusana, que se transformou e hoje é uma plataforma online de informações envolvendo sustentabilidade, saúde, engenharia e inovação



Além disso, para marcar o Dia Internacional do Urso Polar, disponibilizamos gratuitamente alguns de nossos recursos feitos por professores - eles podem ser usados ​​na sala de aula e em casa. Que tal ensinar educação ambiental para os pequenos?





Recurso gratuito - urso polar para colorir





Recurso gratuito - cenários de Dia Internacional do Urso Polar para colorir

quinta-feira, 5 de março de 2020

Polar Bears Are Increasingly Resorting to Cannibalism, Scientists Say

Fonte: aqui

The fossil fuel industry is driving polar bears to cannibalism.

Scientists at the Russian Academy of Sciences said Wednesday that there were increasing reports of bears attacking other bears for food, The Moscow Times reported.

"Cases of cannibalism among polar bears are a long-established fact, but we're worried that such cases used to be found rarely while now they are recorded quite often," polar bear expert at Moscow's Severtsov Institute of Problems of Ecology and Evolution Ilya Mordvintsev told the Interfax news agency, as AFP reported.

Mordvintsev, who presented his findings in Saint Petersburg, attributed the increase in cannibalism to lack of other food options.
"In some seasons there is not enough food and large males attack females with cubs," he said.

Fossil fuel extraction is attacking the polar bears' habitat and traditional food sources on two fronts. On the one hand, the climate crisis is heating Russia 2.5 times faster than the rest of the world, according to The Moscow Times. Sea ice extent in the Russian Arctic by the end of summer has decreased by 40 percent, fellow scientist Vladimir Sokolov said, according to AFP.

On the other hand, oil and gas development in the Yamal Peninsula and the Gulf of Ob is directly disturbing the polar bears' habitat, Mordvintsev said, according to The Moscow Times. Their hunting grounds along the gulf have become a shipping channel for liquefied natural gas, AFP reported.
"The Gulf of Ob was always a hunting ground for the polar bear. Now it has broken ice all year round," Mordvintsev said, according to AFP.

However, the increased human presence in the region also means the uptick in reported bear cannibalism could be partly attributed to the fact that there are now more people around to witness it.
"Now we get information not only from scientists but also from the growing number of oil workers and [defense] ministry employees," Mordvintsev said.

But the uptick in reported cannibalism is far from the only signal that polar bears are suffering because of human activity. A study published this month found that polar bears in Canada and Greenland were losing weight and having fewer babies because of reduced sea ice.

This loss of habitat is also pushing bears into human villages. In 2019, Russian authorities had to declare a state of emergency when more than 50 polar bears wandered into a settlement on Russia's Novaya Zemlya islands.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ecoarte: Ursos Polares flutuando no Tamisa, Janeiro de 2009


Eden TV, o novo canal no Reino-Unido dedicado à história natural foi recentemente inaugurado. Para celebrar seu lançamneto, a cadeia mandou construir uma escultura gigantesca de uma mãe de urso polar e a sua cria em cima de um iceberg, que flutuou ao longo do rio Tamisa.

Pretende por isso chamar a atenção e aumentar a consciência sobre a pressão sobre a destruição do habitat natural do urso polar devido às alterações climáticas.

Broadcaster and eminent wildlife conservationist, Sir David Attenborough says: The melting of the polar bears’ sea ice habitat is one of the most pressing environmental concerns of our time. I commend Eden for highlighting the issue; we need to do what we can to protect the world’s largest land carnivores from extinction.

Para conhecer melhor Eden, verifica aqui o sítio oficial.

Fonte:Ecorazzi


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Apelos repetidos até à exaustão : Baleias e Ursos Polares Livres....de Extinção

Mails internacionais

O crime da caça às baleias continua, continua...

Join the "Minds in the Water" Visual Petition


1º Mail
For sure, we won't change the world.But we can't make it less cruel and over all less stupid.Please have a look at
Visual Petiton and sign and forward the attached visual petition.
Serge Viallelle


Se visualizarmos os cerca de 120 portugueses que já deram a cara por este projecto, praticamente são JOVENS. Portanto que se calem as mentes depressivas e derrotistas que veiculam perfis negativos dos jovens portugeses.

Interessante ver o mural das cerca de 4300 pessoas que aderiram.


Proteger os golfinhos e as baleias é sobretudo cuidar o seu habitat.
Um santuário marinho nos Açores com o Espaço Talassa

SOS já de 2007_Caso ainda não saiba, os ursos polares correm risco de extinção, por afogamento...


2º Mail
Dear Friend,
I've signed the We Campaign's petition to put polar bears on the federal Endangered Species list. Will you join me? Just
sign the petition to protect polar bears by May 15.
Laurene Laig