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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Livro - "Goodbye Phone, Hello World" de Paul Greenberg

Nesta conferência a investigadora  Suzanne Simard mostra como as árvores se comunicam umas com as outras, mesmo sendo de espécies e sistemas diferentes. Elas formam uma rede de comunicação semelhante ao das redes de neurónios do nosso cérebro e a sincronicidade do universo.


"The more we learn about the lives of the life around us the more we see how narrow the digital peephole tech has given us to nature. Why does a tree bearing one taxonomic name sometimes communicate with a tree of another name beneath the soil’s surface? Why do trees send out chemical signals into the air that seem to be understood by the forest at large? Why does our own blood pressure drop when we find ourselves in the company the coniferous and deciduous, our own troubled thoughts outnumbered by the seemingly better wishes of the woods?
We don’t know. And we can’t come to know by LeafSnapping our way through nature. For that kind of understanding we need to spend time with a wisdom that is bigger than the most powerful microprocessor. Dull as it might seem in the moment, getting to really know the lives of organisms as they live them might just lead us to a more exciting understanding of our place in the universe.
And so, next time you’re in the woods, try putting your phone in your pocket. Better yet, leave it at home. If a moment of boredom washes over you, let it wash. The forest is waiting to bathe you with a different kind of tonic. But to get that particular bath, you have to be naked enough to receive the waters."- Paul Greenberg

Disconnect- Connect with Nature- Respect- Wisdom- Forests.

domingo, 10 de abril de 2022

Documentário: Árvores Inteligentes


Árvores Inteligentes (Trailer) from Dorcon Film on Vimeo.

Documentário que explora a forma como as árvores comunicam entre si, a partir das observações de um engenheiro florestal e do microscópio de uma cientista.

As árvores conversam, conhecem laços familiares e cuidam de seus filhos? Isso é estranho demais para ser verdade? A cientista Suzanne Simard (Universidade de British Columbia, Canadá) e o autor alemão Peter Wohlleben vêm observando e investigando a comunicação entre as árvores ao longo de décadas. E as suas descobertas são surpreendentes.

As árvores são muito mais do que fileiras de madeira à espera de serem transformadas em móveis, edifícios ou lenha. São mais do que organismos que produzem oxigénio ou limpam o ar para nós. São seres individuais que têm sentimentos, conhecem a amizade, têm uma linguagem própria e cuidam uns dos outros. Este documentário explora as várias maneiras pelas quais as árvores se comunicam entre si a partir das observações de um engenheiro florestal, bem como através do microscópio de uma cientista.

“Se os temas de harmonia, conexão e colaboração entre humanos e árvores no filme Avatar o inspiraram, fique por perto. Essa ficção foi inspirada, em parte, por árvores da vida real ... Mas há mais. Muito mais. E tem implicações globais para todos nós.” (Rachel Clark, Psychology Today).

“Juntos, Wohlleben e Simard são uma equipa dos sonhos das árvores." (Melissa Breyer, "Trees Can Form Bonds Like an Old Couple and Look After Each Other", Treehugger.com).

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Suzanne Simard - As Árvores Falam


Suzanne Simard, nesta espectacular e amena charla compara-nos os seus resultados de muitos anos de investigação em bosques, especificamente sobre a comunicação entre árvores e entre espécies e a estreita relação com os fungos no solo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

As árvores mãe reconhecem os seus descendentes e enviam-lhes "mensagens de sabedoria" (texto em Inglês)

                               
More information continues to surface that trees may be far more connected than we thought. Forest ecologist Suzanne Simard of The University of British Colombia gave a TED talk in June 2016, during which she detailed research that shows mother trees recognize their kin. At a time when an increasing number of people are disconnected from the natural world, Simard hoped to persuade the audience to think differently about forests.

In the talk Simard said, “…we set about an experiment, and we grew mother trees with kin and stranger’s seedlings. And it turns out they do recognize their own kin. Mother trees colonize their kin with bigger mycorrhizal networks. They send them more carbon below ground. They even reduce their own root competition to make elbow room for their kids. When mother trees are injured or dying, they also send messages of wisdom on to the next generation of seedlings…so trees talk.”

Trees send each other carbon through mycelium, or fungal threads, and it looks like the sending process isn’t simply random. According to Simard’s research, mother trees prioritize their offspring when it comes to providing them with key nutrients and other resources. Trees can send not only carbon through mycorrhizal networks, but also nitrogen, water, defense signals, phosphorous, and allele chemicals.

Simard says mycorrhizal networks have “nodes and links.” Fungi act as links, and trees as the nodes. The busiest nodes she calls mother trees. Mother trees can sometimes be connected to hundreds of trees, and the carbon they pass to those trees is said to increase seedling survival by four times.
Her findings are incredibly relevant for conservation. If too many mother trees are cut down, “the whole system collapses.” Simard thinks we’d be more careful about cutting down trees if we were aware of the deep connections between their “families”. You can watch her whole TED talk here.
Via Treehugger

Mais leituras

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Plantas podem aprender, mudar o comportamento e recordar

Mimosa pudica
Os cientistas desconfiam que as plantas são muito mais inteligentes do que se imagina. Há uns tempos, um estudo revelou que as plantas conseguiam fazer cálculos de divisão. Outro, revelava que estas podiam cantar e fazer música. Agora, os cientistas da Universidade da Austrália Ocidental analisaram o comportamento da dormideira (Mimosa pudica) – também conhecida por dorme-dorme -, uma planta nativa da América do Sul, e descobriram que esta pode aprender e recordar.

Segundo a investigação, coordenada por Monica Gagliano, Michael Renton, Stefano Mancuso e Martial Depczynski, a dormideira dobras as folhas quando é tocada, sendo que os cientistas acreditam que esse movimento é um mecanismo de defesa contra os herbívoros. Isto porque os animais que pastam são menos propensos a querem comer folhas murchas.
Para além deste mecanismo, explica o Planeta Sustentável, as plantas demonstraram que estão a aprender, de forma mais rápida, os truques da sobrevivência em ambientes desfavoráveis ou com pouca luz. Por outro lado, elas são capazes de recordar o comportamento adquirido algumas semanas após o teste.
Esta capacidade acontece porque, ao contrário dos animais, as plantas não se podem movimentar. Por isso, precisam de aprender de forma mais rápida a adaptarem-se ao ambiente, um processo que é possível devido a uma sofisticada rede à base de cálcio, que se assemelha ao processo de memória dos animais.

Os investigadores recorreram a teste que consistiam em deixar cair água, repetidamente, nas folhas da dormideira, tanto em ambientes de muita e pouca luz – a dormideira dobra as folhas como resposta às gotas de água. O teste demonstrou que a dormideira deixou de fechar as folhas quando percebeu que as gotas de água que, repetidamente, caiam sobre si, não tinham nenhuma consequência nefasta. Assim, a planta pôde aprender e adquirir um novo comportamento em segundos. A aprendizagem foi mais rápida em ambientes menos favoráveis – tal como nos animais. Paralelamente, as plantas puderam relembrar-se do que tinham aprendido durante várias semanas, até quando as condições do seu ambiente mudaram.

Daniel Chamovitz, director do Manna Center for Plant Biosciences da Universidade de Tel Aviv, vai mais longe no estudo das plantas, afirmando que estas podem sentir, ver, cheirar e recordar. Um mundo realmente surpreendente.