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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Investigador quer reescrever a árvore evolutiva dos antepassados humanos

Hominídeo do género Paranthropus

As recentes descobertas sobre a evolução humana podem obrigar a repensar a forma como classificamos e designamos os nossos antepassados, segundo uma investigação da Universidade de Monash, na Austrália. O estudo, publicado na American Journal of Biological Anthropology, propõe que todas as espécies humanas e os seus parentes fósseis mais próximos que viveram nos últimos quatro a cinco milhões de anos sejam incluídos no género Homo.

A evolução humana é frequentemente apresentada como uma sucessão relativamente linear de espécies, desde antepassados com características semelhantes às dos símios até aos primeiros representantes do género Homo e, finalmente, ao Homo sapiens. No entanto, o registo fóssil revela uma história bastante mais complexa, com novas descobertas a pôr em causa características que durante décadas foram utilizadas para distinguir diferentes grupos.

Ian Towle, investigador do Monash Biomedicine Discovery Institute e autor principal do estudo, considera que os avanços recentes tornam este um momento adequado para rever a taxonomia tradicional. “As recentes descobertas de fósseis e os avanços na análise evolutiva e genética fazem deste um momento ideal para reconsiderar se a nossa taxonomia tradicional ainda representa de forma rigorosa a evolução humana”, afirma.

Segundo o investigador, as classificações atuais dos géneros Homo, Australopithecus e Paranthropus podem já não refletir adequadamente as relações evolutivas entre estes grupos, todos presentes no registo fóssil dos últimos cinco milhões de anos.

“Estes grupos não representam necessariamente ramos evolutivos distintos, ou ‘clados’, e as diferenças de comportamento e ecologia que eram anteriormente utilizadas para os distinguir são também cada vez mais difíceis de sustentar”, explica Towle.

Uma árvore evolutiva mais complexa
Nos últimos 50 anos, o conhecimento sobre a evolução transformou a forma como os cientistas classificam os organismos. A taxonomia moderna procura cada vez mais refletir as relações evolutivas reais, agrupando espécies com base na sua ascendência comum. Contudo, segundo o investigador, essa abordagem tem avançado mais lentamente quando se trata da nossa própria história evolutiva.

O género Homo foi tradicionalmente associado a características como cérebros maiores, utilização sofisticada de ferramentas e determinados traços anatómicos e comportamentais. Contudo, o registo fóssil revelou entretanto representantes do género com cérebros muito pequenos, enquanto existem indícios de comportamentos complexos em espécies classificadas nos géneros Paranthropus e Australopithecus.

É neste contexto que Towle propõe alargar o género Homo de forma a incluir também estes grupos. A alteração, defende, permitiria representar de forma mais coerente as relações evolutivas entre os diferentes antepassados humanos e reduzir a necessidade de alterar repetidamente a classificação à medida que surgem novos fósseis e novas informações.

“Quanto mais aprendemos sobre os nossos antepassados e parentes fósseis próximos, mais percebemos como a nossa árvore genealógica é complexa e não linear”, afirma o investigador.

“Expandir o género Homo de modo a incluir também espécies de Australopithecus e Paranthropus permitir-nos-á ter em conta as diferenças sem reclassificar regularmente determinados grupos”, conclui.

sábado, 20 de junho de 2026

O macaco vai nu


Percebe-se a ideia da involução cultural actual, na qual parece haver um culto à imbecilidade, onde pessoas como Trump conseguem chegar a presidente.
Mas a analogia acaba aqui. Valter Hugo Mãe (Hugo Lemos), traça aqui um perfil genealógico incorrecto para a nossa espécie. Não viemos dos macacos, somos macacos. Ou, num sentido mais lato, somos todos primatas, desde o Aye-Aye ao orangotango. 
Mas nem todos os macacos são iguais. A nossa evolução remonta a cerca de 90 milhões de anos, ainda no tempo dos dinossauros, quando um pequeno primata do tamanho de um rato evoluiu a partir de um grupo semelhante aos musaranhos e toupeiras. Mais tarde, há cerca de 63 milhões de anos, o grande ramo dos prossímios, que incluem o aye-aye e os lémures, separou-se e teve evolução própria, e um pouco mais tarde (58 milhões de anos), separavam-se os tarsos, continuando o nosso antepassado comum com o mico-leão, gibões, babuínos, chimpanzés, gorilas, entre outros, a evoluir. A esse grupo chama-se na gíria de símios, ou seja, todos os macacos, nós incluídos.
Mas a história não acaba aqui. Há cerca de 15-20 milhões de anos, os hominóides separavam-se em dois grupos: os gibões e os  "macacos sem cauda", ou hominídeos, que tem hoje como representantes o orangotango, o gorila, o chimpanzé, o bonobo e nós. Ao contrário dos ingleses, que chamam a estes parentes próximos de "apes", ou macacos sem cauda, não temos uma palavra que agregue este grupo dos primatas nossos parentes próximos. A evolução é uma árvore que se ramifica e no tronco comum desses macacos sem cauda e os humanos separaram-se dos seus parentes mais próximos, os chimpanzés e bonobos há cerca de 6-7 milhões de anos. Por isso nosso ancestral comum não era um chimpanzé ou um bonobo mas um macaco ou símio chamado, até ver, Sahelanthropus tchadensis. O antepassado comum com os gorilas é mais antigo e com os orangotangos mais antigo ainda. Já se sabe que a linhagem humana seguiu depois um ramo/rumo independente, tal como os chimpanzés e bonobos, que foi paralelo e não sucessivo. Quer isto dizer que nunca fomos chimpanzés mas temos tetravós comuns. E os nossos antepassados a partir dessa divergência com os chimpanzés seguiram o seu próprio caminho evolutivo, desde a famosa Lucy (Australopithecus afarensis) ao Homem de Pequim (Homo erectus), com contribuições de Homem de Neanderthal ou de Denisova.
Desmond Morris chamou-nos macacos-nus. Mesmo que haja alguns poucos humanos extremamente peludos, talvez seja essa a característica que melhor nos define, não a genética, que partilhamos em mais de 98,6% com o chimpanzé, não a cultura, porque estes também a têm, nem sequer a paz, a guerra ou o sexo porque sim, porque eles também o têm. Se os chimpanzés não conseguem pintar e pendurar quadros numa sala para marcar o território, tal como fazem os humanos, são ciosos do seu domínio e defendem a família. Se não sabem ler, transmitem cultura uns aos outros a usar instrumentos para comer uma banana ou formigas. Somos todos símios, somos todos macacos, mas uns mais estúpidos que outros, na verdade.

Fontes: 
1. Artigos científicos:
Brunet, M et al (2022) Human origins
Goodman, M., et al. (1998). Toward a Phylogenetic Classification of Primates Based on DNA Evidence. Molecular Phylogenetics and Evolution
Johanson, D. C., & Taieb, M. (1976). Plio-Pleistocene hominid discoveries in Hadar, Ethiopia. Nature.
Whiten, A., et al. (1999). Cultures in chimpanzees. Nature

2. Livros
Desmond Morris (1967) - O Macaco Nu
Richard Dawkins (2004) - The Ancestor's Tale

3. E-livros

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Morreu Desmond Morris, o zoólogo que confiou o seu conhecimento à Universidade do Porto

The Trap, 2020

Ficou conhecido pelos seus estudos inovadores sobre o comportamento humano e animal, mas foi também um destacado comunicador, autor de dezenas de livros e ainda pintor surrealista. Era, sobretudo, um “fascinado pelo mundo”, movido pela “alegria de observar o que nos rodeia”. A mesma “missão” que, em 2014, confiou à Universidade do Porto quando doou ao Museu de História Natural e da Ciência (MHNC-UP) o seu vasto arquivo científico. Desmond Morris morreu, no passado dia 19 de abril, aos 98 anos.

Natural do Wiltshire, onde nasceu em 1928, Desmond Morris desde cedo adotou os animais e a arte como as suas grandes paixões. O estudo dos animais levou-o a formar-se na Universidade de Birmingham, em 1951, e a prosseguir um doutoramento (e pós-doutoramento) em Oxford. Em 1956, aceitou o cargo de diretor da unidade televisiva e de filmagens do Jardim Zoológico de Londres e, em 1959, assumiu o lugar de curador de mamíferos.


Em 1967, deixou o Zoo para se tornar diretor do Institute of Contemporary Arts. Nesse mesmo ano, publica The Naked Ape (O Macaco Nu), obra precursora da etologia humana (na qual propôs uma leitura inovadora do ser humano à luz da biologia evolutiva) e com o qual viria a ganhar notoriedade internacional.

Em 1968, mudou-se para Malta, onde nasceu o filho Jason. Regressou a Oxford em 1974 e aí permaneceu até 2019, altura em que, na sequência da morte da mulher, Ramona, se mudou para a Irlanda, para ficar junto da família e dedicar-se ativamente à escrita e à pintura.

Autor de dezenas de artigos científicos, Morris escreveu 80 livros e foi traduzido para 43 línguas ao longo de seis décadas de uma carreira multifacetada, que cruzou ciência, comunicação e artes visuais. Entre 1956 e 1998, apresentou mais de 700 programas televisivos. Pintou também mais de 3.400 quadros e apresentou mais de 60 exposições individuais.

“Compete-nos continuar a cuidar deste tesouro”
Em 2014, Desmond Morris surpreendeu o mundo quando decidiu doar ao Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto (MHNC-UP) o seu arquivo científico, composto por todos os seus livros publicados, respetivas traduções, registos e notas de investigação, correspondência, coleções de revistas científicas, artigos científicos, coleções de fotografias e negativos, gravações vídeo e áudio e artefactos vários. Em troca, uma promessa feita meses antes pelo então Diretor do MHNC-UP, Nuno Ferrand de Almeida: “Se nos deixarem ficar com o seu arquivo, não vamos apenas guardá-lo, vamos utilizá-lo, analisá-lo. Teremos investigadores a trabalhar nele”.

Aquando da doação, ficou também estabelecida a preferência para que a sua editora em Portugal fosse a Arte e Ciência, título do primeiro projeto editorial do MHNC-UP, lançado em 2018. Desde essa data, foram publicados os livros A Tribo do Futebol (com prefácio de José Mourinho) e a reedição de O Macaco Nu , com uma nova tradução de Carla Morais Pires e prefácio de Jorge Rocha, e, com a mesma tradutora, O Macaco Criativo e Observar.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Covid-19, evolução das espécies e aprendizagem

Quando o Estado Social é posto em causa e se dá prioridade ao capital, não aguentamos um ataque de um ‘simples e invisível’ vírus. Apesar da evidência estampada no mundo pelo covid-19, Carlos Fernandes da Silva, diretor do Departamento de Educação e Psicologia da UA e figura incontornável da Psicologia nacional, é cético: “tenho dúvidas que a humanidade aprenda com este vírus”.


É um facto incontornável que ainda não há consenso na comunidade científica sobre a “origem” da vida, mas a evidência científica sugere fortemente que o Homo Sapiens sapiens é fruto de um longo processo evolutivo.

A evolução é amiúde entendida como uma interação de 2 variáveis: mutação e seleção natural (êxito do mais “forte”), isto é, um processo apenas competitivo. A epigenética também é importante.

Porém, a investigação científica tem encontrado evidência forte que o Homo Sapiens sapiens só existe porque a evolução envolve também uma terceira variável: a “cooperação” (ou solidariedade).

Por exemplo, de que serviria aos hominídeos de há 100.000 anos (“macacos nus” de Desmond Morris) apenas a competição? Teriam sido dizimados pelos restantes predadores. Foi a coesão de grupo, nomeadamente a ajuda mútua e a concertação de objetivos e meios, com complementaridade entre tarefas, sem desprimor para nenhuma delas, que permitiu à espécie que somos ter vingado.

Só que a humanidade separou-se deste paradigma (pecado original) e criou sociedades em que se sobrevaloriza a competição. Deste modo, o fim da humanidade será a sua extinção.

A COVID-19, provocada pelo vírus SRAS-CoV-2, permite-nos compreender objetivamente que os modelos sociopolíticos em que o Estado Social é posto em causa e se dá prioridade ao capital não aguentam um ataque de um “simples e invisível” vírus. O desprezo pelo sistema de saúde, segurança social, investigação científica (desde a fundamental à aplicada) e serviço público em geral é negar a importância da solidariedade e compromete a capacidade de uma Nação vencer uma guerra desta natureza.

Não me refiro aos agentes privados que, em momento de crise são amiúde solidários, para além de serem imprescindíveis em qualquer sociedade. Nem sempre são poupados pelo Estado que, através de enormes cargas fiscais, põem em causa a sustentabilidade dos mesmos. Refiro-me às políticas estatais que favorecem determinados setores privados em detrimento de outros, igualmente privados (veja-se o que se passa com as micro e pequenas empresas), e que desinvestem em setores públicos que são fundamentais.

Porém, como sou muito cético, tenho dúvidas que a humanidade aprenda com este vírus. Não aprendeu com a gripe espanhola, seguida de imediato pela II Guerra Mundial e outras calamidades semelhantes. Suspeito que a economia acabará por se impor …apenas o poder mudará de mãos!

sábado, 14 de maio de 2011

World Population - A Technicide or a Demographic Transition?



Post image for The World Population

The World Population

[Fonte: The World Mysteries] The world population is the total population of humans on the planet Earth. An automatically updated daily calculation by the United States Census Bureau estimates the current figure to be approximately 6,89 billion.  According to the current estimates (by U.S. Census Bureau) , the world population reached 6 billion in 1999 and the new projections indicate that the 7 billion marker will be reached in 2012 and 9 billion in 2044.
[ Source:  U.S. C ensus Bureau - World Population Clock ]
The populations displayed on the clock are not intended to imply that the population of the world is known to the last person. Rather, the clock is the Census Bureau’s estimate of the world population size and an indication of how fast it is growing.  The world population estimates and projections used to produce these figures were developed by the International Programs Center based on analysis of available data on population, fertility, mortality, and migration. The analysis was performed separately for the countries or areas of the world with a population of 5,000 or more. Population estimates and projections analyses are based on census, survey, and administrative information. For most countries, and especially less developed countries, adjustment of the data is necessary to correct for errors, omissions, and inconsistencies in the data. Since the most recent data for each country are often at least 2 years old (and for most countries they are older), the population figures used for the clock are projections from those estimates based on assumed trends in fertility, mortality, and migration. As new data become available, all data are reevaluated and past conclusions may change.     Note: Source of the image above

Monthly World Population figures for 2010-2011:

07/01/10   6,852,472,823
08/01/10   6,858,904,297
09/01/10   6,865,335,772
10/01/10   6,871,559,780
11/01/10   6,877,991,255
12/01/10   6,884,215,263
01/01/11   6,890,646,738
02/01/11   6,897,078,213
03/01/11   6,902,887,287
04/01/11   6,909,318,762
05/01/11   6,915,542,770
06/01/11   6,921,974,245
07/01/11   6,928,198,253

World Vital Events Per Time Unit: 2011

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                                          Natural
Time unit       Births      Deaths       increase
-------------------------------------------------
Year       132,697,074   56,260,324    76,436,750
Month       11,058,090    4,688,360     6,369,729
Day            363,554      154,138       209,416
Hour            15,148        6,422         8,726
Minute             252          107           145
Second             4.2          1.8           2.4
-------------------------------------------------
(Figures may not add to totals due to rounding) Source: http://www.census.gov/cgi-bin/ipc/pcwe

World Population Growth

world population

world population

YearPopulation
1200 million
1000275 million
1500450 million
1650500 million
1750700 million
18041 billion
18501.2 billion
19001.6 billion
19272 billion
19502.55 billion
19552.8 billion
19603 billion
19653.3 billion
19703.7 billion
19754 billion
19804.5 billion
19854.85 billion
19905.3 billion
19955.7 billion
19996 billion
20066.5 billion
20096.8 billion
20127 billion
20278 billion
20449 billion
20509.2 billion

 

The 10 Largest Countries and Areas Ranked by Population: 2010

1    China    1,330,141,295
2    India    1,173,108,018
3    United States    310,232,863

4    Indonesia    242,968,342
5    Brazil    201,103,330
6    Pakistan    184,404,791
7    Bangladesh    156,118,464
8    Nigeria    152,217,341
9    Russia    139,390,205
10  Japan    126,804,433
Source: http://sasweb.ssd.census.gov/cgi-bin/broker

The Largest Countries and Areas Ranked by Population: 2050

The current period of rapid population growth will continue for at least another 50 years, according to the 2000 World Population Data Sheet of the Population Reference Bureau. By 2050, the world is expected to add 3 billion more people to reach a total of 9 billion.
Projections of global population by country and region can be made with some assurance as far as 2050, because the parents of many of the children who will be alive then are already growing up. We know that 99 percent of future population growth will be in the developing world, and that 90 percent of that growth will be in the poorest countries and regions. We also know that the populations of Europe, Russia, and Japan will decline by a measurable amount.
The population growth projection for year 2050 predicts that India will become the most populated country in the world.
1.    India -   1,656,553,632
2.    China -   1,303,723,332
3.    United States  -  439,010,253
Source: http://sasweb.ssd.census.gov/cgi-bin/broker

Similar prediction comes from the Population Reference Bureau:
1.  India – 1,628,000,000 (1.628 billion)
2.  China – 1,437,000,000 (1.437 billion)
3.  United States – 420,000,000 (420 million)

Largest Cities on the Planet

Numbers shown are the population within the recognized city limits, and do not include people living in the immediate surrounding area outside of the established border of the city. For the largest metropolitan areas refer to the list below this one.
Revised (10/01/04)
Shanghai, China 13.3 million
Mumbai (Bombay), India 12.6 million
Buenos Aires, Argentina 11.92 million
Moscow, Russia 11.3 million
Karachi, Pakistan 10.9 million
Delhi, India 10.4 million
Manila, Philippines 10.3 million
Sao Paulo, Brazil 10.26 million
Seoul, South Korea 10.2 million
Istanbul, Turkey 9.6 million
Jakarta, Indonesia 9.0 million
Mexico City, Mexico 8.7 million
Lagos, Nigeria 8.68 million
Lima, Peru 8.38 million
Tokyo, Japan 8.3 million
New York City, USA 8.09 million
Cairo, Egypt 7.6 million
London, UK 7.59 million
Teheran, Iran 7.3 million
Beijing, China 7.2 million
dot
LARGEST METRO AREAS IN THE WORLD
Numbers shown are the population within the immediate surrounding area of the established border of the city, and also include the city limit population figures. Revised (09/05)
 
Toyko, Japan 31.2 million
New York City – Philadelphia area, USA 30.1 million
Mexico City, Mexico 21.5 million
Seoul, South Korea 20.15 million
Sao Paulo, Brazil 19.9 million
Jakarta, Indonesia 18.2 million
Osaka-Kobe-Kyoto, Japan 17.6 million
New Delhi, India 17.36 million
Mumbai, India (Bombay) 17.34 million
Los Angeles, USA 16.7 million
Cairo, Egypt 15.86 million
Calcutta, India 14.3 million
Manila, Philippines 14.1 million
Shanghai, China 13.9 million
Buenos Aires, Argentina 13.2 million
Moscow, Russian Fed. 12.2 million

LANGUAGES OF THE WORLDS IN THE WORLD
Languages spoken by the most people
(Native speakers only)
dot
Chinese Mandarin 1 billion +
English 512 million
Hindi 501 million
Spanish 399 million
Russian 285 million
Arabic 265 million
Bengali 245 million
Portuguese 196 million
Malay-Indonesian 140 million
Japanese 125 million
German 100 million
Korean 78 million
French 77 million
Chinese, Wu 77 million
Javanese 75 million
Chinese. Yue 71 million

Danger of Demographic Explosion (World Population “Bomb”)

Overpopulation is a condition where an organism’s numbers exceed the carrying capacity of its habitat. The term often refers to the relationship between the human population and its environment, the Earth. The world’s population has significantly increased in the last 50 years, mainly due to medical advancements and substantial increases in agricultural productivity. The recent rapid increase in human population over the past two centuries has raised concerns that humans are beginning to overpopulate the Earth, and that the planet may not be able to sustain present or larger numbers of inhabitants.  [ Source: http://en.wikipedia.org/wiki/Overpopulation ]
world population

World population from 1800 to 2100, based on UN 2004 projections (red, orange, green) and US Census Bureau historical estimates (black).

Historically the world population grew only very slowly from about 2.5 million at the beginnings of urbanization to some 50 million around the time of the black plague of the middle ages. It is only with the industrial, scientific and medical revolution and the colonial expansion of Western powers, that the world population has climbed to the dizzy heights. During the 20th century, the world’s population increased almost fourfold, from 1.6 to 6 billion. Until very recently there were fears that in the next century, world population would explode to some 12 billion people, leaving little room for wilderness areas to preserve wildlife and putting extreme pressure on food production, water and non-renewable resources.
world populationAt a time when there has been a manifest need to curtail runaway population growth, the leaders of the world’s great patriarchal religions have, almost without exception been ordering their populations to continue to multiply making frontal attacks on any effective form of contraception and family planning. The Catholic church has waged war not only on abortion but cursed any effective form of contraception as simple and protective of disease as the condom. Islamic leaders have also roundly opposed family planning. The leaders of both the Christian and Islamic world share an agenda of male reproductive right and a calculated determination to multiply the faithful by advocating unrestrained fertility even in the face of the manifest damage such policies have caused. Desmond Morris makes no bones about it:
“If we are honest there is only one root cause of the disaster facing the planet, and that is the appalling rate at which our human species has increased its population in recent centuries. … Who is to blame for the crisis we face? First and foremost, I accuse the religious leaders of the world. They have fed mankind with the dangerous myth that humanity is somehow above nature and that it is our god-given right to hold dominion over the Earth and subdue it. In many cases, they have actively encouraged over-population and have gone out of their way to prevent family-planning schemes. They are a disgrace. Secondly, I accuse political leaders, almost all of whom follow a policy of national growth, regardless of the consequences. … But we are not designed as a high-quantity species. We are a high-quality species, and all our social thinking should be directed to this thought” (Porritt R550).
The attitude of world leaders has also been irresponsible and self-serving. While leaders of major western powers push for ever greater gross national products, honing their economies as if there was never an end to increasing production, 9/10ths of the world population sinks further into poverty, losing educational, resourcing and livelihood opportunities.
Fortunately 2002 figures showed a drop in fertility. Current trends suggest a population in 2050 around 9.2-9.3 billion (UN, Population Research Bureau BBC 18 Aug 2004). To everyone’s surprise in 2002 a very significant drop was detected in the fertility rates of a broad spread of diverse countries spanning the developed and developing world comprising half the world’s population and with little in common between their governments and social attitudes. In 1950, worldwide the average woman had five children. Today she has just 2.3. Although in many countries there are still a large number of people at or below child-bearing age and actual birth rates will remain very high for some years to come, this fall has already led to a downgrading of future population predictions and fears of a population crash with societies full of the elderly unable to support their own services. 
However 2004 predicitions have incresed again from around 8.9 to 9.2 billion.