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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Mild Orange - This Kinda Day

Keep moving
To the out-lies
Of your head

Like an ocean
So often
In change

Yeah it's this kinda day
For a long kinda night
Yeah it's this kinda day
For a long kinda night

Let it getaway
Let's get away

'Cause I can tell there's something wrong
Usually it's not like this
All these things inside of our heads
Are okay - this moment too
Will all make sense someday

Keep your eye on
The horizon
Always

'Cause I can tell there's something wrong
And usually it's not like this
All these things inside of our heads
Are okay - this moment too
Will all pass someday
It's not like you're always like this
Remember how it felt moving forward
But for now - this moment too
Will all make sense someday

Yeah it's this kinda day
For a long kinda night
Yeah it's this kinda day
For a long kinda night

Let it getaway
Let's get away

'Cause I can tell there's something wrong
And usually it's not like this
All these things inside of our heads
Are okay - this moment too
Will all pass someday
It's not like you're always like this
Remember how it felt moving forward
But for now - this moment too
Will all make sense someday
It's not like you're always like this
Remember how it felt moving forward
But for now - this moment too
Will all make sense someday

Significado
Com uma letra minimalista e repetitiva, a canção aborda a importância da pausa, da autorreflexão e da gratidão. O eu lírico descreve o ato de deitar-se ao sol e refletir sobre as próprias ações passadas, concluindo que a paz daquele dia específico desperta uma vontade incontrolável de dizer "eu te amo". Longe de ser apenas uma declaração romântica tradicional, o refrão funciona como uma expressão de amor à vida, ao momento presente e à sensação de contentamento puro.

O videoclipe da música, dirigido por Simon Oliver e pelo vocalista Josh Mehrtens, aprofunda esse conceito ao explorar visualmente o contraste entre a monotonia do isolamento urbano e a libertação proporcionada pela natureza e pelos laços comunitários. Filmado com uma estética analógica e vintage que evoca nostalgia, o vídeo acompanha jovens que deixam suas rotinas solitárias e fechadas para se moverem em direção às paisagens naturais da Nova Zelândia, como praias e colinas verdes. O foco em elementos sensoriais, como a luz do sol e o vento, culmina na reunião desse grupo de amigos na praia. Assim, o videoclipe transforma a faixa num manifesto sobre saúde mental e desaceleração, sugerindo que a cura para os dias pesados está na reconexão com o mundo natural e na celebração das conexões humanas simples e genuínas.


"Estivemos recentemente em confinamento na Nova Zelândia e o tempo estava deslumbrante, por isso montámos o nosso estúdio no jardim e gravámos esta pequena sessão ao vivo enquanto convivíamos com os pássaros, as borboletas e... os dinossauros. A vida selvagem na Nova Zelândia é simplesmente excecional. Aproveitem"

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Patrick Watson - Drive



Letra
Drive, drive, drive, drive
You want to drive all night
Follow the yellow lines
Don't stop and look behind
And you don’t want to know where you're going
Just want to get lost sometimes
Get lost together

Drive, drive, drive, drive
And get lost together

Ah, ah, ah, ah

Want to get lost
You don't want to know where you’re going
Stepping through a hallway of trees
Getting lost to nowhere's good to me
Wild eyes in the high high beams
Staring back at me

Into endless night
Wild eyes staring back at me
Wild eyes staring back at me
Wild eyes staring back at me

A letra de "Drive" é minimalista, direta e altamente metafórica, girando em torno da urgência de escapar e do desejo de desapego, como se pode notar nos versos "You want to drive all night / Follow the yellow lines / Don't stop and look behind / And you don't want to know where you're going / Just want to get lost sometimes / Get lost together".

O significado central da canção pode ser destrinchado em quatro frentes principais. Em primeiro lugar, o carro surge como um refúgio, onde o ato de conduzir sem destino funciona como uma metáfora para a busca por paz mental; em momentos de sobrecarga emocional ou ansiedade, o foco nas linhas amarelas da estrada e a ordem de não olhar para trás representam o desejo de desligar o cérebro e viver apenas o presente imediato. Em segundo lugar, há a catarse do "perder-se", existindo uma beleza melancólica em admitir que não se sabe para onde se vai, o que valida o sentimento de que, às vezes, perder o rumo é exatamente o que precisamos para nos reencontrarmos. Adicionalmente, verifica-se uma profunda conexão no isolamento quando o eu lírico propõe perderem-se juntos ("get lost together"), transformando a solidão da estrada numa experiência partilhada que sugere uma cumplicidade íntima e o desejo de fugir das pressões do mundo real na companhia de alguém que partilha da mesma vulnerabilidade. Por fim, a faixa aborda o confronto com o desconhecido através de versos como "Wild eyes in the high high beams / Staring back at me" (Olhos selvagens nos faróis altos / Olhando de volta para mim), que introduzem uma pitada de mistério e perigo, representando o confronto com os nossos próprios medos ou com o "selvagem" que habita na escuridão ao sairmos da nossa zona de conforto.

Em resumo, "Drive" constitui uma obra sobre evasão, entrega ao fluxo da vida e a busca por um espaço de silêncio no meio do ruído do mundo moderno.

terça-feira, 16 de junho de 2026

I am the Shadow - The Days


Como a letra oficial nunca foi publicada, a interpretação exata do Pedro Code permanece um mistério, mas o significado de "The Days" pode ser decifrado através da sua sonoridade e do conceito geral do álbum Pitchblack, lançado em 2020. O título aponta diretamente para a passagem do tempo e para o peso da rotina, refletindo sobre a monotonia de dias cinzentos que se misturam e nos consomem lentamente. Lançada em pleno período de isolamento global, a canção evoca uma profunda sensação de solidão e o confronto com os nossos próprios pensamentos dentro de quatro paredes. No entanto, em vez de ser apenas pessimista, a música funciona como uma catarse tipicamente darkwave, transformando a melancolia e a ansiedade do quotidiano numa beleza poética e reconfortante, servindo como uma espécie de refúgio espiritual para quem enfrenta a escuridão dos dias.

domingo, 22 de março de 2026

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Miguel Guimarães e Ana Paula Martins geriram em conta pessoal fundo solidário de 1,4 milhões pejado de irregularidades. Não se sabe onde pára auditoria prometida


Miguel Guimarães (ex-bastonário da Ordem dos Médicos) e Ana Paula Martins (ex-bastonária da Ordem dos Farmacêuticos) serão, no próximo hemiciclo, colegas de bancada do PSD, mas já são ‘velhos conhecidos’, a tal ponto que geriram uma conta bancária pessoal conjunta (com Eurico Castro Alves) para gerir 1,4 milhões de euros de uma angariação de fundos em 2020 durante a pandemia, com financiamento quase em exclusivo de farmacêuticas. A gestão do dinheiro em conta pessoal – e não titulada pelas duas ordens profissionais – foi uma das muitas irregularidades e mesmo ilegalidades detectadas no decurso de uma investigação do PÁGINA UM no final de 2022. A existência de facturas falsas de quase 980 mil euros na Ordem dos Médicos foi apenas um dos problemas mais graves então encontrados. Miguel Guimarães garantiu então que estava a ser concluída uma auditoria às contas pela consultora BDO, mas mais de um ano depois, não se vislumbram conclusões. Perante a recusa da Ordem dos Médicos, uma sentença do Tribunal Administrativo exige agora que o actual bastonário, Carlos Cortes, revele o contrato da auditoria com a BDO (para confirmar se existe) e provas cabais que expliquem o alegado atraso. Há meses que o PÁGINA UM insiste em saber se a Procuradoria-Geral da República está a investigar a gestão muito particular da campanha ‘Todos por Quem Cuida’, mas nunca obteve resposta.

A gestão de um fundo de 1,4 milhões de euros de uma campanha para apoiar entidades na luta contra a pandemia da covid-19, promovida pela Ordem dos Médicos e Ordem dos Farmacêuticos a partir de 2020, estava pejada de irregularidades e mesmo ilegalidades, incluindo facturas falsas e fugas ao fisco, mas em 11 de Dezembro de 2022, em reacção às notícias do PÁGINA UM, o então bastonário dos médicos, Miguel Guimarães, garantia ao Correio da Manhã que o “fundo é à prova de bala e que foi tudo contabilizado” e que “está a ser concluída uma auditoria, pedida pelas duas ordens e pela Apifarma”.

Catorze meses depois, sem ser conhecida publicamente qualquer auditoria – a Ordem dos Médicos garante agora nunca ter sido concluída –, o Tribunal Administrativo de Lisboa obrigou anteontem, por sentença (que incluiu também os pareceres do Colégio de Pediatria sobre vacinação de menores contra a covid-19), que a Ordem dos Médicos, agora liderada por Carlos Cortes, disponibilize ao PÁGINA UM “a cópia do contrato celebrado entre a Ordem dos Médicos e a BDO & Associados, SROC, Lda., ou os documentos que comprove a adjudicação da auditoria às atividades e contas da ação solidária ‘Todos por Quem Cuida’, e ainda as comunicações que existam e estejam na posse da Entidade Requerida de ‘onde seja possível compreender os motivos para a eventual não conclusão da auditoria’ expurgados os dados pessoais deles constantes”. A Ordem dos Médicos tem 10 dias para cumprir a sentença.

Na verdade, existem sérias dúvidas sobre a existência de qualquer auditoria às contas daquele fundo gerido pessoalmente por Miguel Guimarães e Ana Paula Martins (antiga bastonária da Ordem dos Farmacêuticos), ambos agora na iminência de se tornarem deputados na Assembleia da República pelo PSD. A alegada realização da auditoria serviu, numa primeira fase em 2022, para tentar convencer o Tribunal Administrativo de Lisboa, a não disponibilizar o acesso às contas e operações logísticas da campanha “Todos por Quem Cuida” então solicitada pelo PÁGINA UM. Não teve as duas ordens sucesso. Depois, com a publicação das investigações do PÁGINA UM sobre as ilegalidades e irregularidades na gestão do fundo, o anúncio da realização de uma auditoria serviu para dar uma aura de credibilidade e seriedade.

Contudo, a existir um contrato entre a Ordem dos Médicos e a BDO & Associados, este deveria obrigatoriamente constar no Portal Base. E não está. Aliás, até à data nunca houve qualquer relação contratual entre estas duas entidades. Também entre a Ordem dos Farmacêuticos e a BDO não existem, até à data, quaisquer contratos registados na plataforma de contratação pública, como é obrigatório por lei.

domingo, 26 de novembro de 2023

O impacto da Black Friday não acaba hoje: 50% das compras são devolvidas



Você recebeu dezenas, talvez centenas, de mensagens com ofertas apelativas com prazo de validade para hoje ou amanhã através de suas redes sociais ou e-mail nos últimos dias? A Black Friday – que não é mais um dia, mas uma semana inteira – é uma das épocas do ano em que há mais consumo. Assim, segundo a OCU, oito em cada dez utilizadores da organização comprarão durante a Black Friday , gastando em média 237€.

E sua marca é conhecida. Assim, os descontos populares incentivam o hiperconsumismo e a superprodução, e a procura aumenta entre 30% e 40% nestes dias de ofertas generalizadas. “ O principal problema é a superprodução . Estamos produzindo acima das possibilidades de consumo, destruindo também o planeta, contaminando ecossistemas e águas e gerando emissões , mas ninguém está colocando limites para as empresas produzirem”, afirma Celia Ojeda , chefe da área de biodiversidade do Greenpeace.

Mas durante estas datas não só compramos mais, como também devolvemos mais produtos. Assim, de acordo com o estudo ‘Sustentabilidade no comércio eletrónico atual. O impacto da nossa decisão de compra' , publicado pela EAE Business School, as devoluções durante o período da Black Friday chegam a 50% dos produtos adquiridos, enquanto o número médio de devoluções do comércio online ao longo do ano é de 25%.%, 30% para roupas. Uma prática que tem aumentado nos últimos anos devido à generalização das devoluções gratuitas. Porém, no caso das lojas físicas, as devoluções caem para 6%.

May López , autora do relatório e diretora de Desenvolvimento de Negócios para Mobilidade Sustentável, aponta as táticas de neuromarketing utilizadas no comércio online como uma das principais razões para este aumento nos retornos. “Essas práticas estão fazendo com que as pessoas comprem compulsivamente produtos que não precisam e é justamente por isso que começam a devolver cada vez mais produtos”, afirma. As práticas de neuromarketing incluem o uso de dados para adaptar a publicidade aos nossos padrões de consumo e mostrar-nos esses anúncios “quando estamos mais vulneráveis”, explica López.

Porque embora a Black Friday também tenha ido para as ruas e muitas lojas físicas ofereçam descontos, é uma data em que imperam as compras online , cujo impacto é muito maior . “Mandar 60 camisetas numa caixa não é a mesma coisa que enviar 60 camisetas em 60 caixas individuais com os seus 60 envelopes e embalagens para aquele endereço particular onde a pessoa pode não estar em casa, onde você tem que ir uma e duas vezes entregar e onde também queremos de um dia para outro”, diz López.

Esta tendência reforçou-se especialmente desde o confinamento, quando até os mais reticentes começaram a comprar online. “Como estávamos todos em casa, quem não tinha comprado nada online começou a fazê-lo. E não só cada vez mais pessoas começam a comprar, como também começamos a comprar cada vez mais tipos de produtos”, afirma May López, que também coordena o Comitê Técnico sobre o Impacto do Comércio Eletrônico do Congresso Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

Um dos principais impactos dos pedidos online é o aumento da movimentação de veículos de entrega , o que não só aumenta as emissões, mas também colapsa cidades . Assim, as empresas de entrega têm taxas de falha entre 10% e 15% na primeira tentativa de entrega em domicílio particular, diz o relatório da EAE. Somente endereços errados geram até 70% de falhas nas entregas.

Alguns produtos devolvidos são destruídos
As devoluções, cuja logística é ainda mais ineficiente, aumentam esta tendência, lembra Celia Ojeda. “Com as devoluções, a eficiência da organização logística diminui. Muitas vezes o problema não são tanto as emissões, porque muitas empresas agora possuem veículos sustentáveis, como o congestionamento dentro da cidade e a ocupação de veículos em um local que poderia ser para pessoas”, afirma Ojeda.

sábado, 9 de setembro de 2023

Musica do BioTerra: Roger Waters - Comfortably Numb 2022


Antes do confinamento, eu estava a trabalhar numa demo de uma nova versão de 'Comfortably Numb' como abertura do nosso novo show "This Is Not A Drill". Arrumeio-o sem solos, exceto no final, onde há um solo vocal comoventemente lindo de uma das nossas novas irmãs Shanay Johnson. Pretende ser um alerta e uma ponte para um futuro mais gentil, com mais conversas com estranhos, seja em "The Bar" ou apenas "Passing in the Street" e menos massacre "In Some Foreign Field". Aqui está. O vídeo é de Sean Evans. A mixagem é de Gus Seyffert.

Hello? (Hello? Hello? Hello?)

Is there anybody in there?
Just nod if you can hear me
Is there anyone home?
Come on now
I hear you're feeling down
Well I can ease your pain
Get you on your feet again
Relax
I'll need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts?

There is no pain you are receding
A distant ship smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two balloons
Now I've got that feeling once again
I can't explain you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb [2x]

Okay (okay, okay, okay)
Just a little pinprick
There'll be no more, ah
But you may feel a little sick
Can you stand up?
I do believe it's working, good
That'll keep you going through the show
Come on it's time to go
There is no pain you are receding
A distant ship, smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child
I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown
The dream is gone
I have become comfortably numb

sexta-feira, 5 de maio de 2023

OMS declara fim da pandemia



 A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira (5/05), em Genebra, na Suíça, o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) referente à COVID-19.

A decisão foi tomada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, após receber a recomendação do Comitê de Emergência encarregado de analisar periodicamente o cenário da doença.

Durante a 15ª sessão deliberativa do Comitê, na quarta-feira (4/05), seus membros destacaram a tendência de queda nas mortes por COVID-19, o declínio nas hospitalizações e internações em unidades de terapia intensiva relacionadas à doença, bem como os altos níveis de imunidade da população ao SARS-CoV-2, coronavírus causador dessa enfermidade.

O fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional não significa que a COVID-19 tenha deixado de ser uma ameaça à saúde. A propagação mundial da doença continua caracterizada como uma pandemia, tendo tirado uma vida a cada três minutos apenas na semana passada. “O que essa notícia significa é que está na hora de os países fazerem a transição do modo de emergência para o de manejo da COVID-19 juntamente com outras doenças infecciosas”, destacou Tedros Adhanom.

terça-feira, 11 de abril de 2023

Estes são os processos que Bolsonaro enfrenta na Justiça


Bolsonaro é alvo de vários processos
O ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), é alvo de diversos processos no Supremo Tribunal Federal (STF), no Tribunal Eleitoral (TSE) e também na Justiça Federal, em 1ª instância, já que perdeu o foro privilegiado.
Bolsonaro volta ao Brasil
Após hospedar-se durante 3 meses nos Estados Unidos, o político regressou ao Brasil no dia 30 de março de 2023. Ele havia deixado o país no dia 30 de dezembro de 2022, esquivando-se, assim, de fazer a passagem da faixa presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva, seu sucessor, no dia 1 de janeiro de 2023.
O caso das joias na 1ª instância
O caso que ganhou atenção midiática mais recente está relacionado às investigações que envolvem um presente dado ao presidente por autoridades estrangeiras.
Um presente
Segundo grandes meios de comunicação como o jornal O Globo, trata-se de um conjunto de joias que ele recebeu, durante uma viagem oficial à Arábia Saudita, em outubro de 2019, e que seriam um presente para sua esposa, Michelle Bolsonaro.
Peças estavam com Bento Albuquerque
As joias, avaliadas em um total de R$ 16,5 milhões, incluíam um colar de diamantes, um anel, um relógio e um par de brincos, que entraram no Brasil na mochila do assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Como as joias entraram no Brasil?
Os itens não teriam sido declarados devidamente e foram retidos pela Receita Federal, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no começo de 2021, segundo revelou o jornal O Estado de São Paulo. Depois, Jair Bolsonaro teria mandado assessores tentarem recuperar as joias.
Joias retidas na Receita Federal
Além disso, desde 2016, presentes recebidos pelo presidente, no Brasil ou no exterior, devem ser incluídos no patrimônio da União, a não ser que sejam de uso personalíssimo (roupas, perfumes, comidas e bebidas, por exemplo).
Resposta de Bolsonaro
Em um pronunciamento, Bolsonaro disse que soube da retenção das joias pela imprensa e que o devido cadastro das peças havia sido feito conforme o protocolo.
Investigação solicitada
Em março de 2023, o Ministério da Justiça pediu que houvesse uma investigação para averiguar as circunstâncias em que as joias foram presenteadas, de acordo com a reportagem da BBC Brasil.
Possíveis crimes de Bolsonaro
O atual ministro da Justiça, Flávio Dino, citou possíveis crimes. O primeiro seria o descaminho, quando não há o pagamento dos devidos impostos, logo, o peculato, ou seja, a apropriação de um bem por meio do abuso de poder público e uso de tal bem em benefício próprio e, finalmente, a lavagem de dinheiro.
Depoimentos no dia 5 de abril
Assim, no dia 5 de abril de 2023, Jair Bolsonaro prestou seu depoimento na sede da Polícia Federal, em Brasília. Segundo o Jornal Nacional, os investigadores queriam saber se ele ordenou o recolhimento das joias apreendidas pela Receita Federal.
Outras ações no Poder Judiciário
O ex-presidente responde a, pelo menos, mais oito ações em primeira instância, depois que o STF as redirecionou ao Poder Judiciário, segundo informou a BBC Brasil.
O discurso de campanha no 7 de setembro
Uma destas oito ações refere-se ao pronunciamento feito por Bolsonaro na comemoração do dia 7 de Setembro, em 2021. No Dia da Independência, durante o ato oficial do governo, o ex-presidente aproveitou a ocasião para fazer um discurso de campanha, citando diretamente o dia das eleições e pedindo votos.
Ataques ao TSE
Já no STF, Bolsonaro é investigado por incitar ataques à segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas, além de usar meios digitais para desestabilizar a democracia e difundir notícias falsas sobre o sistema eleitoral, segundo informou a BBC Brasil. O caso está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes.
A invasão da sede dos Três Poderes
Além disso, Alexandre de Moraes também é o relator do inquérito da invasão da sede dos Três Poderes por milhares de pessoas. Bolsonaro é um dos investigados por ser responsável a incitar tal ato, ocorrido no dia 8 de janeiro de 2023.
Interferência na PF
Outro processo que tramita no STF é uma possível interferência do, hoje, ex-presidente na Polícia Federal. Em 2020, aquele que foi seu ministro de Justiça, Sérgio Moro acusou Bolsonaro de trocar a chefia de superintendências da PF para proteger pessoas aliados e familiares, de acordo com a revista Isto É.
Bolsonaro divulgou notícias falsas durante a pandemia
Para piorar, Bolsonaro ainda é investigado por haver divulgado, em suas redes sociais, a falsa informação sobre uma possível relação entre a vacina contra a covid-19 e a propagação do vírus HIV. A investigação está sendo feita a pedido da CPI da Covid.
Atos ilegais durante campanha eleitoral
Além do STF, Bolsonaro ainda enfrenta a Justiça Eleitoral, com 16 processos, incluindo o risco de tornar-se inelegível. Ele teria cometido atos ilegais durante a campanha.
Disseminação de fake news contra adversários
Bolsonaro é investigado por abuso de poder econômico, político e dos meios de comunicação, em campanha eleitoral. Uma das ações foi aberta pelo PT. Nela, procura-se apurar o envolvimento do ex-presidente em um grupo organizado que visava disseminar a desinformação e fortalecer a candidatura do candidato do PL, com fake news sobre seus adversários políticos, de acordo com a Isto É.
Bolsonaro questionou o sistema eleitoral
Outra ação movida no TSE é do PDT, partido de Ciro Gomes, candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2022. Bolsonaro é acusado de cometer abuso de poder político, quando colocou em dúvida o sistema eleitoral.
PDT moveu a ação contra Bolsonaro
Para mover a ação, o PDT citou a reunião de Bolsonaro com embaixadores de outros países, ocorrida em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, na qual discursou sobre as possíveis falhas do processo eleitoral brasileiro.
Minuta de "estado de defesa" é encontrada na casa de ex-ministro de Bolsonaro
Em 2023, foi encontrado um decreto na casa de Anderson Torres, ministro da Justiça durante a gestão Bolsonaro, que previa o estado de defesa e a suspensão das eleições de 2022. Então, o PDT pediu para que a minuta fosse incluída na ação contra o ex-presidente.
Corte eleitoral
O relator do caso, o ministro Benedito Gonçalves, concedeu o pedido do PDT e também ouviu Anderson Torres. O ministro deve liberar o caso para ser julgado na Corte eleitoral, segundo a CNN Brasil.
Bolsonaro e o abuso de poder político
O PT também moveu outro processo contra Bolsonaro, no qual cita benefícios concedidos por ele, durante o período eleitoral, configurando abuso de poder político e econômico.
"Pacote de bondades"
O ato eleitoreiro ilegal foi chamado de "pacote de bondades". Segundo a BBC Brasil, na época que precedia as eleições presidenciais de 2022, Bolsonaro incluiu 500 mil famílias no programa Auxílio Brasil, concedeu crédito consignado para estas famílias e autorizou a renegociação de dívidas na Caixa Econômica Federal.
Bolsonaro ficará inelegível?
Se condenado por alguma destas ações, no TSE, Bolsonaro ficará inelegível para as eleições de 2026.
As investigações estão em andamento
Para a BBC Brasil, especialistas disseram que a ação movida pelo PT, na qual Bolsonaro fez uso do "pacote de bondades" é a que tem maiores chances de resultar em condenação e inelegibilidade.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Escultura - Mount Recyclemore


Rush, now 60, has dedicated his life to recycling, at whatever level. I Am a Mutoid, a new film by Letmiya Sztalryd airing on BBC Four on Sunday, profiles this genial outsider artist who most recently hit the headlines with Mount Recyclemore, a sculpture depicting the G7 leaders in recycled metal and electronic components, positioned to face them as they met in Cornwall this month. That work was created by Rush and collaborator Alex Wreckage (possibly not his real surname) to indict the mountains of defunct computers and outmoded mobile phones slowly choking the planet. Does he think Johnson, Biden and the others will take heed? “Probably not,” he says, “but this is a ground-up movement. Ordinary people around the world seemed touched and inspired by it. Maybe our leaders will eventually catch up.”

Rush’s career as a salvage artist began one midsummer’s morning in the early 1980s when he was in the bath. He decided to shave off his hair. Once shorn, he went out on to Portobello Road in London, but he felt self-conscious so he came back in and glued a rabbit pelt to his bald head, then went out again. Later, he gussied the rabbit fur into a kind of Mohican and became something of a local character, looking like a figure from 2000AD, the British weekly comic he’d loved as a kid that featured a dystopian Mega-City. “You learn a lot from looking funny. Some people get scared, some angry. Sometimes you have to fight. And sometimes you find people who don’t feel threatened.”

He became obsessed with wheels, keeping motorbike spare parts and drip trays for oil in his bedroom. His hands were rarely clean. In London in 1984, he and a bunch of ex-punks formed the MWC. They put on parades down Portobello Road looking like cyberpunk comic book heroes or extras from the Mad Max franchise. They drove mutated motorbikes and flat-bed trucks from which flames rose into the sky, to soundtracks of snarling guitar and dub reggae. These events were a cross between theatre, circus, installation art and – as often as not – really bad traffic jams. “I had no desire to be taken over by society,” says Rush, “or be part of the straight world. I didn’t want to have roots. I wanted to keep on the move.”

He was inspired by his late father, the artist and single parent Peter Rush who, in the late 1960s and 70s, decided the family should hit the road. Peter bought a caravan, painted it jauntily and set off from Romney Marsh in Kent. They got as far as Salisbury, where Peter was knocked over by a car and injured so badly that life on the road came to an end. The MWC was, in part, a reprise of that alternative lifestyle: a collective of artists, musicians and disaffected Britons who creatively reinvented themselves as a tribe of human mutants living on the road, in squats, and – in Rush’s case at one point – a decommissioned Korean war helicopter sitting in a junkyard.

If you don’t mutate, you’re dead. That’s why I'm drawn to being on the road. My life has been about reclaiming the nomadic spirit
They were treated as pariahs by the early 1980s club scene in London, refused admission for looking too weird or potentially troublesome. So they created their own culture, a party scene in squats and abandoned warehouses that predated and inspired late 1980s rave culture. “The Thatcher years were really hard on us,” says Rush. “We became part of the traveller community who experienced persecution.” The culmination of that persecution, Rush tells me, was the Battle of the Beanfield in 1985. The Mutoid Waste Company joined about 140 vehicles known as the Peace Convoy, which headed to Stonehenge for a free festival. But English Heritage took out a last-minute injunction banning the festival and police arrested 537 people from the convoy after a bloody battle.

“That was it for us,” says Rush. “We were effectively driven out of the country.” He and his friends went into exile on the continent for a decade, only occasionally popping back. “In Europe, there wasn’t anything like a party scene or illegal warehouse parties. So we started putting on shows. We were mostly welcomed, unlike at home.” Why didn’t you just settle down? “That wouldn’t have been the mutoid way,” he laughs. But what is the mutoid way? “We’re mutating all the time. If you don’t mutate, you’re dead. That’s why we’re drawn to travellers and being on the road.”

Rush thinks humanity took a wrong turn when we became farmers and set aside the nomadic, hunter-gatherer existence that had characterised our species until then. “My life has been about reclaiming that nomadic spirit. All the festivals we’ve taken part in over the years are really just an echo of what happened when nomadic tribes came into the valleys in summer and partied.”

But he is not the refusenik outsider he used to be. “The key moment came when one of my sons got sick from Agent Orange or DDT or whatever it was left in Berlin’s no man’s land. He needed more serious treatment than dangleberries and herbal tea.” In 1995, after 10 years wandering Europe, he and the MWC returned to Britain, where his son got proper hospital treatment and Rush made his peace with straight society for the sake of his family.

Before Mount Recyclemore, he was probably best known for his long association with Glastonbury. In 1987, the mutoids were allocated a field at the festival site. There, the recyclers built Carhenge and surrounded it with what Rush calls “an apocalyptic Disneyland on acid”. There were sculptures, installations and dinosaurs assembled from scrap metal. Drums were omnipresent and festivalgoers at various levels of consciousness joined the mutoids in beating oil barrels, car wrecks and metal statues.

In later years, Rush’s pyrotechnical spectacles, animatronic robots, sculptures, stage shows and mutant parade of strange vehicles driven by even stranger humans have become key to Glastonbury’s ethos. Rush was behind such annual spectacles as Unfairground, Trash City, Joe Strummer’s Memorial Tree (made from exhaust pipes) and a giant mechanical phoenix that hung over the Pyramid Stage as the Rolling Stones headlined in 2013. Most recently, he built Glastonbury on Sea, a replica of a seaside pier which seemed to imagine the kind of architecture Somerset will need if sea levels rise thanks to the climate crisis.

In 2012, he was invited to art direct and perform the closing ceremony of the Paralympic Games in London. The pariah had become a national treasure. “We’d been hounded out of Britain and now we were representing Britain. The whole thing blew our minds.” During the ceremony, Prince Edward arrived in a mashup of a 1930s gangster car and an Afghan armoured vehicle, and then the MWC drove into the stadium in salvaged, pimped-up rides and put on a show that was as visually compelling as Danny Boyle’s opening ceremony for the Olympics earlier that summer.

Lockdown has given Rush the chance to concentrate on creating other things. Fossil-like works mostly, made from spanners and bike chains, as well as a sculpture consisting of all his dogs from over the years, their heads and bodies crafted from repurposed drills, carburettors and other detritus. It’s a touching memorial: pets reborn as trans-canine mutants.

Some of his work was recently on show at Fulham town hall in London, part of a show called Art in the Age of Now. Does this mean Rush is finally joining the art world, and moving from the street and field to the gallery? “I’ve never wanted to be part of the art world,” he says, “because that would involve cosying up to people I don’t really understand or like.”

While he is a contemporary of such YBAs as Damien Hirst and Tracey Emin, unlike them Rush never went to art school or had his oeuvre collected by Charles Saatchi. That said, he has worked with Banksy and Hirst. The latter gave him tips on how to make bronze versions of sculptures originally created from recycled aluminium.

When lockdown ends, he is hoping to return to his European travels – and put on exhibitions in museums. “I don’t want to be in galleries,” he says. “I want to be in museums like the V&A, Tate Modern and the Musée d’Orsay in Paris.” What’s the distinction? “Private galleries own you and your art. I don’t want that. My principle has long been that if a child thinks a work of art is bollocks, it’s probably no good. Kids can see through nonsense. And I try to remain a child in that sense. Some people think you need to grow up. You don’t. You just need to learn how to keep playing. I’m lucky enough to be still doing that.”

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Global carbon emissions at record levels with no signs of shrinking, new data shows. Humanity has a monumental task ahead


Global carbon dioxide emissions from all human activities remain at record highs in 2022, and fossil fuel emissions have risen above pre-pandemic levels, according to a new analysis by an international body of scientists.

The analysis, by the Global Carbon Project, calculates Earth’s “carbon budget”, which is how much CO₂ humans have released, and how much has been removed from the atmosphere by the oceans and land ecosystems. From there, we calculate how much carbon can still be emitted into the atmosphere before Earth exceeds the crucial 1.5℃ global warming threshold.

This year, the world is projected to emit 40.6 billion tonnes of CO₂ from all human activities, leaving 380 billion tonnes of CO₂ as the remaining carbon budget. This amount of emissions is disastrous for the climate – at current levels, there is a 50% chance the planet will reach the 1.5℃ global average temperature rise in just nine years.

We’ve seen significant progress towards decarbonisation and emission reduction from some sectors and countries, particularly in renewable electricity generation. Yet, as world leaders gather for the COP27 climate change summit in Egypt this week, the overall global effort remains vastly insufficient.

Humanity must urgently cut global emissions if we are to retain any hope of averting the most catastrophic impacts of climate change.




Carbon budgets to 1.5°C, 1.7°C and 2°C global mean temperature, with emissions remaining of 380 billion tonnes CO₂, 730 billion tonnes CO₂, and 1,230 billion tonnes CO₂, respectively. These will be consumed in 9, 18 and 30 years if current emissions persist, starting in 2023. Global Carbon Project 2022

Coal and oil emissions up, gas down, deforestation slowing

Based on preliminary data, we project that CO₂ emissions from coal, natural gas, oil, and cement use (fossil emissions) will increase by 1% in 2022 from 2021 levels, reaching 36.6 billion tonnes. This means 2022 fossil emissions will be at an all-time high, and slightly above the pre-pandemic levels of 36.3 billion tonnes in 2019.

Let’s put the 2022 growth of 1% (or around 300 million metric tonnes) into perspective:it’s the equivalent to adding an extra 70 million US cars to the world’s roads for a year it’s higher than the 0.5% average yearly growth of the last decade (2012-2021) but it’s smaller than the 2.9% average yearly growth during the 2000s (which was largely due to China’s rapid economic growth) it’s also smaller than the 2.1% average yearly growth of the last 60 years.

So, in relative terms, the global growth in fossil CO₂ emissions is at least slowing down.

The growth in fossil emissions this year is largely due to higher oil and coal use – particularly oil, as the aviation industry is strongly bouncing back from the pandemic.

Coal emissions have also increased this year in response to higher natural gas prices and shortages in natural gas supply. Unexpectedly, there is the possibility that coal emissions this year will be higher than the historical peak in 2014.

Another major source of global CO₂ emissions is land-use change – the net balance between deforestation and reforestation. We project 3.9 billion tonnes of CO₂ will be released overall this year (though we should note that data uncertainties are higher for land-use change emissions than for fossil CO₂ emissions).

While land-use change emissions remain high, we’ve seen a slight decline over the past two decades largely due to increased reforestation. Rates of deforestation worldwide, however, are still high.

Together, fossil fuel and land-use change are responsible for 40.6 billion tonnes of CO₂.


Global fossil and land-use change CO₂ emissions (Gigatons of CO₂ = billion tons of CO₂). Global Carbon Project 2022

Nations responding to multiple turmoils

The US and India are responsible for the largest increases in CO₂ fossil emissions this year.

US emissions are projected to increase by 1.5%. While natural gas and oil emissions are higher, emissions from coal continue on a long downward trend. India’s fossil CO₂ emissions are projected to increase by 6%, largely due to an increase in coal use.

Meanwhile, CO₂ emissions from fossil fuel sources in China and the European Union are projected to decline this year by 0.9% and 0.8%, respectively.

China’s decline is mainly due to the nation’s continuing pandemic lockdowns, which have subdued economic activity. This includes a marked slowdown in the construction sector and its associated lower cement production.

Russia’s invasion of Ukraine is projected to lead to a 10% decline in the European Union’s CO₂ emissions from natural gas in 2022, as a result of supply shortages. The gas shortage has been partially replaced with greater coal consumption, leading to an increase of 6.7% in coal emissions in Europe.

The rest of the world accounts for 42% of global fossil CO₂ emissions, and this is expected to grow by 1.7% this year.

Indonesia, Brazil and the Democratic Republic of the Congo contribute 58% of global CO₂ emissions from net land-use change.

Global fossil CO₂ emissions from the top emitters and the rest of the world, with preliminary estimates for 2022 (GtCO₂ = billion tons of CO₂). Source: Friedlinsgtein et al. 2022; Global Carbon Project 2022.
Natural carbon sinks get bigger, but feel the heat

Ocean and land act as CO₂ sinks. The ocean absorbs CO₂ as it dissolves in seawater. On land, plants absorb CO₂ and and build it into their trunks, branches, leaves and soils.

This makes ocean and land sinks a crucial part of regulating the global climate. Our data shows that on average, land and ocean sinks remove about half of all CO₂ emissions from human activities, acting like a 50% discount on climate change.

Despite this help from nature, the concentration of atmospheric CO₂ continues to climb. In 2022 it’ll reach a projected average of 417.2 parts per million. This is 51% above pre-industrial levels and higher than any time in the past 800,000 years.

Carbon sinks are getting larger because there is more CO₂ in the atmosphere for them to absorb. And yet, the impacts of climate change (such as overall warming, increased climate extremes, and changes in ocean circulation) have made land and ocean sinks, respectively, 17% and 4% smaller than they could have grown during 2012-2021.

Carbon sinks, such as rainforests, absorb half the CO₂ emissions released by human activities. Ivars Utinans/Unsplash, CC BY

There’s been significant progress this year in deployment of renewable energy, policy development, and commitments from governments and corporations to new, more ambitious climate mitigation targets.

We must urgently reach net-zero CO₂ emissions to keep global warming well below 2℃ this century. But humanity’s massive emissions in 2022 underscores the monumental and urgent task ahead.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Há um impasse na Europa e por isso os relógios voltam a andar para trás no próximo fim de semana

Na madrugada de domingo, os relógios europeus vão recuar uma hora e dar entrada no horário de inverno.

Esta convenção, que é seguida em Portugal há cerca de um século, tem sido questionada nos últimos anos. Na UE, está inclusivamente em curso uma proposta para que deixe de ser seguida. Sem decisão à vista, adiada pelas contingências dos últimos anos, permanece a tradição.

Um impasse sem fim à vista
Na Europa, a discussão remonta a 2018. Na altura, a Comissão Europeia publicou um estudo de opinião segundo o qual 84% dos europeus são a favor de acabar com as mudanças de horário duas vezes por ano.

Em 2019, o Parlamento Europeu votou favoravelmente para que esta medida avançasse. Tudo indicava que o fim estava iminente, dependendo apenas da negociação do Conselho Europeu. A previsão era a de que os relógios seriam mexidos pela última vez em 2021, mas isso não aconteceu.

O Conselho Europeu considerou que a medida carecia de uma avaliação de impacto e remeteu o tema para a Comissão Europeia. Começa aqui o impasse que se prolonga até hoje. No site oficial do Parlamento Europeu, a medida está “à espera da posição do Conselho em primeira leitura” e tudo indica que as negociações ainda não começaram.

Pelo caminho surgiram outros temas mais prementes que têm concentrado os esforços europeus, desde o Brexit, à pandemia e mais recentemente à guerra. Entretanto, e com eleições europeias pelo meio, a proposta poderá já não reunir o consenso necessário, não sendo claro quando o tema voltará à agenda do Conselho.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Asas do Desejo legendado - 1987


Contemplativo e barulhento mesmo em suas mais silenciosas reflexões, “Asas do Desejo”, de Wim Wenders, escancara a alegria e a dor de simplesmente ser.

Asas do Desejo (1987) não por acaso começa da mesma forma que Blade Runner (1982), de Ridley Scott: com um olho abrindo e uma tomada aérea do espaço urbano que delimitará e condicionará a narrativa a se desenrolar pelas próximas horas.

As temáticas deliberadas nas duas obras, a priori, são as mesmas: o que é o ser humano?

No realismo um tanto quanto fantástico de Asas do Desejo, os anjos e os humanos coabitam o planeta. Visíveis apenas para os seus iguais e para as crianças, dada a inocência destas, os anjos já caminhavam pela Terra bem antes da humanidade surgir e estão fadados a caminharem por muito mais tempo, mesmo após nos extinguirmos. Porém, ao conhecer a trapezista francesa Marion (Solveig Dommartin), o anjo Damiel (Bruno Ganz) se mostra insatisfeito com a sua sina e toma uma decisão: quer virar humano.

Este filme fala de uma grande ferida da Alemanha, do povo alemão: o Holocausto. É difícil conceber que este país (com tamanha tradição na filosofia) tenha sido palco de um dos episódios mais tristes, cruéis e estúpidos da História. Pois os personagens desta obra são os herdeiros da Shoah.

No filme de Wenders, uma longa sequência dá a conhecer a biblioteca estatal de Berlim (Staatsbibliothek), um projecto de Scharoun que dialoga com a Philarmonie, do outro lado do passeio.  Talvez mostrando a metáfora do tempo babélico que vivemos, de palavras cujo significado mais íntimo se esqueceu ou não se chega a compreender. E, ao mesmo tempo, da potencialidade absoluta contida nas palavras, da memória como núcleo da identidade, repartida por mil pessoas e mil livros.

Personagens tristes, melancólicas, que parecem ter perdido o “dom” da narrativa. Estes seres não falam de seus sofrimentos com ninguém... se sabemos deles, é por meios dos anjos que ouvem suas almas. Curioso é quando um dos anjos começa a acompanhar um historiador muito velho com a sua grande angústia: “quando eu morrer, quem continuará contando histórias para estas crianças?”. Uma das cenas mais tocantes do filme é, justamente quando ele vagueia por um imenso descampado, onde não existe nada, senão a sua memória do que ali se passava. Ele procura: «Não consigo encontrar a Potsdamer Platz, isto não pode ser Postdamer Platz». “Isto” é a terra devastada que percorre, ao mesmo tempo que lembra que ali, no centro fervilhante da Potsdamer Platz, ficava o Café Josty, onde à tarde se conversava e observava o público, e se fumava o tabaco comprado numa tabacaria de renome. «Não desisto enquanto não encontrar Potsdamer Platz». Noutro momento, o historiador/contador de estórias irá comentar que cada alemão erigiu um muro ao redor de si. Sim, seguramente está falando da morte da narrativa, um tema tão recorrente na obra de Walter Benjamin. Por outro lado, o povo alemão continua sofrendo... no silêncio e na solidão.

Da mesma forma, o texto de Paul Preciado incluído no Sopa de Wuhan, fala de um ensimesmamento potencializado pela pandemia do coronavírus. As fronteiras fechadas dos Estados Nacionais, agora é nossa própria pele; o que Preciado chama de corpo-território. Com a intensificação das redes sociais, todo privado foi engolido por um público-privatizado. Pois é! Não existe mais solidão, mas os sofrimentos (que continuam muitos) ainda não são narrados!!! Quantas vezes pode ser lido no facebook alguém falando de seu sofrimento?! O Outro, além de um concorrente em potencial, virou risco de morte! Um abraço se tornou escândalo nacional, e com razão! Tudo isso serão cicatrizes em nossas almas. Porém Preciado não leva em consideração o sofrimento que Wenders aponta a todo momento em seu filme. Voltando a ele, Wenders fala da crise da narrativa oral, mas aposta na narrativa visual. Para os anjos, tempo e espaço é apenas um detalhe, portanto cenas horríveis do holocausto são mostradas, contrastadas com cenas do momento de então e com um filme que está sendo rodado (metalinguagem). A banda sonora conta com Nick Cave & The Bad Seeds, Crime & The City Solution. A Fotografia é belíssima, principalmente quando o filme está em preto-e-branco. O roteiro é extremamente poético.... logorréico, mas poético. Vale a pena conferir. É nós!

Quando Wim Wenders filmou «As Asas do Desejo», o mundo terminava no Muro. Em 1987, dois anos antes do desmoronamento de um tempo, o realizador não podia prever a reunificação das duas Alemanhas e, sobretudo, que a topografia que o filme registava estava na iminência de desaparecer. 

domingo, 2 de outubro de 2022

Free The Truth - Julian Assange


Hi, I’m Kym Staton, Founder and Director of streaming platform Films For Change . I’m making a new documentary about and in support of Julian Assange as well as the wider issues of free speech and freedom of information. This gofundme page is to help cover the costs of the production phase of the making of this powerful new film.

There have been many documentaries made about Assange that perpetuate false narratives or focus on the drama and controversy of the events leading to him seeking refuge at the Equadorian embassy and his subsequent arrest and current incarceration.

Our film will take a very different approach, and instead make a strong case in support of his freedom, highlight the very significant precedent it sets for investigative journalism and independent media, and how the outcome effects every one of us.
I commenced working on this film project in february 2021, with researching potential people to include in the film, and sources for archive and news footage.

WHAT'S IN IT FOR YOU?
As well as the noble act of suporting this campaign to free assange, and educating and spreading awareness to the wider community on his plight and the associated issue of journalistic freedom, those who support the film in this stage will be part of the journey of the production of this film, and receive regular updates as the project commences. We'll also of course provide all contributers with a link to watch the film online for free once it is eventually completed and launched. Contribributer will also have their name mentioned in the credits at the end of the film. (If you do not wish to have your name mentioned in the credits, please simply email us to advise of this).


TIME FRAME FOR COMPLETION?
We expect that it will take between 12-18 months to complete the production stage, after which we will begin post-production which will take a further 2-3 months to complete the film and have it ready for release.

MAIN OUTLINE
No publicist in history has had such a profound impact on the world that Wikileaks has had. Before Wikileaks, we knew a lot less about the worlds’ powerful institutions and leaders than we do now. We knew only what they wanted us to know. WikiLeaks has enabled us to glimpse rampant corruption and the callousness of war and exposed countless injustices perpetrated by governments and corporations. It was founded on the powerful moral principle that governments and other vested interests should not operate behind walls of secrecy. Wikileaks has released millions of documents of public interest since it was established in 2006, and continues to do so.

No-one can forget or unsee the cruelty that we witnessed in the ‘Collateral Murder’ release. If you have not yet seen it, please look it up on youtube or the wikileaks website.

Julian Assange is the founder of Wikileaks. He has won more than twenty international awards for his journalistm work, and in 2019 was nominated for the Nobel Peace Prize. A chain of contrived events and smear campaigns over a decade of pursuit by the US government has seen him go from award winning journalist to a freezing high security cell in a London prison.

He remains inside Belmarsh Prison where he continues to be held in the same conditions as convicted murderers and armed robbers. He is now into his third year of arbitrary, pre-trial imprisonment, awaiting the outcome of the US government's application for permission to appeal.

On the 4th of January, a UK judge blocked the US request for Julian's extradition on medical grounds, however she denied Julian bail.

Because of the Covid lockdown Assange is not allowed to receive any visitors. He has also not been permitted to see his lawyers in person in over 12 months.

In early January, a London court rejected the US extradition request concerning Assange, but the problems surrounding his case are far from solved. He still faces a 175-year prison sentence in the United States. He is still being held in the high-security Belmarsh prison, and he still awaiting a final verdict after two years of incarceration.

Every major human rights group, including Amnesty International, Human Rights Watch, and Reporters without Borders – are on the same page about this issue.

The new Biden administration is appealling against the UK court’s decision, to refuse extradition on the grounds of Assange’s mental health.

Our Free The Truth: Free Assange Documentary will be an appeal to the majority to add their voice to, and magnify the campaign to free Assange. To urge US authorities to drop the charges against him and allow his family to bring him home. By doing so, we would not only free an innocent man, but on a wider scale, we can take an important step in protecting independent media and free expression.

Campanha: Go Fund Me

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Santiago estuda o uso de "ervas" na pavimentação para controlar a temperatura e influenciar o clima urbano

O Consórcio de Santiago e a Universidade (USC) mostraram que as plantas que habitam os pequenos espaços entre as pedras podem baixar a temperatura do solo em mais de 20 graus



O arquiteto do Consórcio Santiago, Ángel Panero, caminhava pela Praça do Obradoiro em Santiago de Compostela durante o confinamento quando notou algo que não existia antes. A ausência de turistas e cidadãos havia incentivado a natureza a se mostrar sem limites e ervas daninhas e musgos brotaram entre as pedras. "A visão era quase a de uma pradaria", resume Panero numa conversa com elDiario.es. Dessa imagem nasceu uma investigação, da qual participa o Grupo de Análise e Conservação da Biodiversidade da Universidade de Santiago (USC) e que rendeu uma descoberta surpreendente: as plantas que crescem nas juntas entre as lajes conseguem reduzir até 25 graus o solo temperatura.

Nasceu uma investigação que visa responder a uma questão transcendental nestes tempos de mudanças climáticas e ondas de calor: é possível baixar a temperatura de uma cidade com pequenas plantas? Os primeiros resultados são promissores.

Miguel Serrano é professor do Departamento de Botânica da Universidade de Compostela. Em conversa telefónica com esta redação, explica que a primeira encomenda que o Consórcio lhes fez limitou-se à elaboração de um catálogo de plantas presentes nas pedras de Santiago. Os técnicos do Consórcio queriam saber se puxar a grama entre as pedras durante os processos de limpeza era o mais correto ou se essas hortaliças poderiam oferecer algumas vantagens na gestão de água, CO2 e oxigénio. O Consórcio de Santiago é um órgão participado pela Câmara Municipal, a Xunta e o governo central e uma das suas funções é proteger a reabilitação e conservação do centro monumental da capital galega e os tesouros que esconde.

A grande surpresa
O que eles não sabiam no Consórcio Santiago era que pesquisadores universitários estavam prestes a fazer uma grande descoberta. Por meio de uma câmara termográfica, obtiveram a comprovação de que as plantas alteram a temperatura da pedra sobre a qual se depositam. O professor Miguel Serrano resume assim: “Decidimos usar a câmara para ver o que encontramos. O pavimento nu marcava temperaturas de 55 graus e a surpresa foi ver que onde havia plantas muito pequenas estabelecemos diferenças de 25 graus com registros de apenas 30 graus ao sol”.

Os pequenos espaços verdes entre as pedras podem parecer insuficientes para mudar as coisas, mas não são. “Tem que pensar que tem 60 mil azulejos quadrados dentro do centro histórico. Se juntarmos todas as juntas que separam as pedras, ainda estamos falando de um campo de futebol verde no meio da cidade. Não é negligenciável”, diz o arquiteto Ángel Panero.

O professor Miguel Serrano também está animado com as possibilidades de que as mudanças de temperatura geradas pelas plantas no solo possam ser percebidas mais acima, onde nós humanos respiramos: “Obviamente tem que haver algum efeito que possa ser detectado pelo homem. Em que nível e em que magnitude é algo que temos que testar mais tarde.

Encorajado pela surpresa que a primeira termografia produziu, Serrano publicou um tweet com a descoberta que logo se tornou viral entre a comunidade científica: “Os alemães retuitaram e os ingleses enviaram para o prefeito de Londres. Tem feito bastante sucesso." Na mesma linha, Panero assegura: “Não conheço nenhuma cidade que esteja trabalhando em algo aparentemente tão inconsequente como juntas de pedra, mas todos estão fazendo coisas sobre a importância do verde para a saúde dos cidadãos. Isso é perfeitamente exportável para todo o mundo”.

Plantas lumpen
Os nomes científicos de algumas das plantas que afetam a temperatura da pedra são os seguintes: Sagina procumbens, Plantago coronopus, Poa infirma, Oxalis corniculata. O professor Serrano assegura que essas espécies sempre foram consideradas como “plantas de caroço”, cujo valor era ignorado e que, quase sempre, foram condenadas a desaparecer, desenraizadas pelos serviços de limpeza das cidades. Uma das características destas plantas é que não necessitam de água sob as raízes e conseguem viver em circunstâncias muito extremas e até suportar o tráfego de veículos ou os passos de vizinhos e peregrinos. Os pesquisadores Patricia Sanmartín, Jesús Aboal e Sabela Balboa trabalham na equipa de Serrano para estudá-los.

O projeto promovido em Santiago propõe uma mudança de paradigma estético e uma reflexão sobre a necessidade de dispensar a pedra excessivamente limpa nos centros históricos. Aqueles que, até recentemente, lutavam diariamente para polir a cidade, agora valorizam outro caminho: incorporar o microverde urbano como parte da paisagem. Ángel Panero é um deles: “O verde está associado à vida e ao bem-estar do ser humano. Foi isso que nos motivou a trabalhar uma ideia à qual damos importância porque os tempos em que vivemos estão a ensinar-nos que as pequenas coisas são muito bonitas”.

Fonte: El Diario

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Vêm aí mais pandemias. Estudo liga aquecimento global a mutações de vírus


A mais recente contribuição para o debate deve-se ao biólogo Abdullah Farooq, que considera demasiado fatalista a imagem apresentada pelo estudo da Nature.

Em artigo publicado originariamente no site de Jacobin, Farooq começa no entanto por admitir a justeza da análise subjacente ao estudo. Se nada for feito, admite, as alterações climáticas irão assestar "um golpe brutal sobre todo o tipo de animais migratórios". E isto "dará como resultado um nível de contacto invulgar entre espécies, o que, por sua vez, provocará novas transmissões e mutações de vírus".

Farooq concorda igualmente igualmente com o estudo coordenado pelo biólogo Colin Carlson na estimativa de que, por este andar, em 2070 haverá pelo menos 15 mil novos episódios de transmissão viral interespécies, com "um impacto ecológico massivo na fauna mundial", mas também com gravíssimas consequências para a saúde pública. Já hoje, recorda Farooq, "a maioria das doenças infecciosas emergentes que nos ameaçam são de origem zoonótica (transmitidas pelos animais aos humanos)".

O mais inquietante do estudo é o facto de se considerar que a maioria destas transmissões virais interespécies venha a suceder, provavelmente, entre 2011 e 2040 - ou seja, algo que a confirmar-se já estará, hoje mesmo, em pleno desenvolvimento. Pior ainda, os autores do estudo publicado na Nature acreditam que esse processo já desencadeado seja agora imparável.

Mesmo no caso de vir a impor-se na política internacional um enérgico "golpe de leme" em direção a políticas ambientalistas radicais, que realmente travassem o aquecimento global, essa travagem poderia já vir tarde para deter também os efeitos de transmissão interespécies que entretanto ganharam vida própria.

Farooq não apresenta uma argumentação desenvolvida contra a inelutabilidade deste fervilhante laboratório natural, produtor de vírus mutantes, que parece suposta pelo estudo da Nature. Mas a diferença do seu ponto de vista torna-se óbvia quando começa a enumerar intervenções políticas "que podem fazer-se para evitar o pior".

Para isso, diz-nos, haveria que submeter a um controle democrático a "influência desmedida" que a indústria imobiliária e a agroindústria exercem "sobre como e para quê se usa a terra". Entre os exemplos que apresenta está a desflorestação da Amazónia, acelerada dramaticamente durante a presidência de Jair Bolsonaro.

No polo oposto, e demonstrando a viabilidade de uma alternativa, cita a lei boliviana dos "Direitos da Terra Mãe", aprovada em 2011, depois replicada por uma iniciativa semelhante no Chile, e associando as comunidades indígenas a todas as decisões sobre o destino dado à terra.

Um outro exemplo que cita é o da Aliança Progressisa de Richmond, Califórna, que se opôs com êxito aos megaprojectos imobiliários de ocupação das zonas costeiras de Point Molate, com a correlativa destruição do habitat de várias espécies de aves endógenas.

Farooq preconiza, em todo o caso, um "aumento de investimento público em programas de vigilância viral", lembrando que três meses antes de ser declarado em Wuhan o primeiro surto de covid-19 o programa Predict, do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças, dos EUA, sofrera um corte drástico no seu orçamento, que deitaram a perder muito do trabalho anterior para monitorizar doenças de origem zoonótica.

sábado, 30 de julho de 2022

Áustria em choque com suicídio de médica alvo de ativistas antivacinas

Suicídio de média austríaca vítima de contínuas ameaças de morte de protestantes antivacinas está a chocar o país. O Presidente austríaco declarou que irá acabar com a intimidação e o medo. "O ódio e a intolerância não têm lugar na nossa Áustria".

Fotografia retirada da conta de Instagram de Lisa-Maria Kellermayr


Líderes austríacos apelaram à unidade nacional depois do recente caso chocante de uma médica ter tirado a própria vida na sequência de ameaças de morte de ativistas antivacinação e teóricos da conspiração da pandemia de coronavírus.

"Vamos acabar com essa intimidação e medo. O ódio e a intolerância não têm lugar na nossa Áustria", declarou o presidente Alexander Van der Bellen, saudando Lisa-Maria Kellermayr como uma médica que defendia a cura das pessoas, protegendo-as de doenças e levando uma abordagem cautelosa da pandemia.

E ainda acrescentou: "Mas algumas pessoas ficaram furiosas com isso. E essas pessoas assustaram-na, ameaçaram-na, primeiro na internet e depois também pessoalmente, diretamente no seu consultório."

De acordo com a Reuters, o corpo da médica - que costumava dar entrevistas aos media sobre o combate à pandemia de coronavírus e a promoção de vacinas - foi encontrado no seu consultório no norte da Áustria na sexta-feira. Alegadamente foi encontrado junto ao seu corpo uma nota de suicídio.

Recorde-se que no mês passado, a Áustria abandonou os planos de introduzir a vacinação obrigatória contra COVID-19 para adultos, dizendo que era improvável que a medida aumentasse uma das taxas de vacinação mais baixas da Europa Ocidental.

A morte desta médica austríaca - que a associação de médicos austríacos disse refletir uma tendência mais ampla de ameaças contra a equipe médica - está a chocar o país. "O ódio contra as pessoas é indesculpável. Esse ódio deve finalmente parar", disse o ministro da Saúde, Johannes Rauch.