Amor por Arménia, símbolo de resistência e de um país, povo e cultura que sofreu imenso e dele tenho imensa admiração!
O vídeo é uma homenagem à montanha, um símbolo poderoso para o povo arménio. A letra (cantada em arménio) expressa um profundo amor e admiração pelo Ararat, chamando-lhe "Rei dos Arménios" e "alicerce das nossas almas".
Neste vídeo, destaco os melismas de Jaklin Baghdasaryan. São, aliás, a grande "assinatura" vocal dela e o que torna o som dos LADANIVA tão autêntico.
Aqui estão alguns pontos sobre a técnica dela:
Ornamentação arménia: Jaklin utiliza muitos elementos do canto tradicional arménio e do Médio Oriente. Esses melismas não são apenas "enfeites"; eles carregam a carga emocional da música. Ela consegue passar por várias notas numa única sílaba com uma precisão cirúrgica.
Agilidade e fluidez: o que impressiona na voz dela é a rapidez. Ela faz as transições entre notas (os chamados runs) de forma muito fluida, quase como se fosse um instrumento de sopro (como o duduk ou a flauta).
Controlo de sopro: para fazer melismas tão longos e detalhados sem perder a afinação, é preciso um controlo de diafragma muito forte, algo que ela claramente refinou durante a sua formação académica no jazz e na música do mundo.
Microtonalidade: em "Here's to you Ararat" nota-se que Jaklin brinca com intervalos que nem sempre existem na escala ocidental padrão, o que dá aquele toque exótico e hipnotizante.
LADANIVA é um grupo franco-arménio sediado em Lille, França.
O nome da banda, "Ladaniva", é uma referência ao famoso carro todo-o-terreno russo Lada Niva, que os pais de ambos os músicos possuíam.
Jaklin Baghdasaryan: nasceu na Arménia (Yeghegnadzor) e cresceu na Bielorrússia antes de se mudar para França em 2014. Ela estudou no Conservatório de Lille, o que explica o seu excelente controlo técnico
Louis Thomas: o seu parceiro musical é francês.
Louis Thomas toca guitarra [00:46].
Os outros músicos são mostrados a tocar clarinete [00:27], um davul (tambor tradicional) [00:38] e um saz (instrumento de corda) [00:49].
Eu sabia que o Monte Ararat é visível da Arménia, mas agora faz parte da Turquia, e imagino como o povo arménio se deve sentir ao ver a sua montanha histórica apenas de longe.
Em 1915, por entre derrotas militares e colapso político, o Império Otomano entrou na Primeira Guerra Mundial em profunda crise. Tendo já perdido a maior parte dos seus territórios europeus, o império enfrentava uma crescente instabilidade. A ideologia nacionalista ganhou influência entre a elite governante, intensificando as divisões internas e a suspeita em relação às populações minoritárias.
A comunidade arménia, estabelecida na Anatólia Oriental há milénios, passou a ser cada vez mais retratada como inimiga interna. Entre abril de 1915 e julho de 1916, mais de um milhão de arménios foram deportados, massacrados ou morreram durante marchas forçadas pelo deserto da Síria. Estes acontecimentos são amplamente reconhecidos por muitos historiadores como o primeiro genocídio do século XX — um século marcado por repetidos episódios de violência em massa.
Durante décadas, na Turquia moderna, o debate público sobre os acontecimentos de 1915 foi fortemente restringido, e o termo “genocídio” permaneceu altamente controverso e politicamente sensível. Contudo, nos últimos anos, vozes da sociedade turca começaram a confrontar essa história dolorosa.
Este documentário reúne duas pessoas cujas histórias familiares se encontram em lados opostos da tragédia: Hasan Cemal, jornalista turco e neto de uma das figuras proeminentes associadas aos acontecimentos, e Fethiye Çetin, advogada turco-arménia e neta de uma sobrevivente. Através de testemunhos pessoais e reflexões históricas, exploram a memória, a responsabilidade e a necessidade urgente de verdade e diálogo.
Ao examinar tanto o registo histórico como os debates contemporâneos, o filme lança luz sobre um dos capítulos mais sombrios do início do século XX — e sobre a luta contínua em torno da forma como é recordado.
Em "Lonely Day", do System Of A Down, a repetição do verso “the most loneliest day of my life” (“o dia mais solitário da minha vida”) destaca um sentimento profundo de solidão, mas também mostra como o personagem da música assume esse sofrimento como parte de si. O trecho “Such a lonely day / And it’s mine” (“Um dia tão solitário / E é meu”) reforça essa ideia de posse sobre a dor, indicando uma aceitação resignada, mesmo diante do desejo de que esse dia “deveria ser banido” ou “não deveria existir”.
O videoclipe amplia esse sentimento ao mostrar objetos e estruturas em chamas, sugerindo que o desespero pode ser devastador e atingir qualquer um, em qualquer lugar. A referência visual à capa de “Wish You Were Here”, do Pink Floyd, onde um homem aperta a mão de outro em chamas, reforça temas de perda, ausência e desejo de conexão. Esses elementos também aparecem nos versos “And if you go, I wanna go with you / And if you die, I wanna die with you” (“E se você for, quero ir com você / E se você morrer, quero morrer com você”), que revelam uma ligação tão intensa com outra pessoa que a solidão se torna insuportável sem ela, abordando dependência emocional e pensamentos autodestrutivos.
No final, o reconhecimento de que “it’s a day that I’m glad I survived” (“é um dia que estou feliz por ter sobrevivido”) sugere uma superação amarga desse sofrimento. A dedicação da música a Joey Jordison em 2024 reforça o caráter universal da solidão e da perda, mostrando como a canção pode ser tanto um tributo a pessoas queridas quanto um desabafo sobre os dias mais difíceis.
Presidente dos Estados Unidos recebe prémio que vai passar a ser atribuído a "indivíduos que tenham feito ações extraordinárias e excecionais pela paz"
Não é um Prémio Nobel da Paz, mas é o mais perto disso. A FIFA atribuiu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prémio relacionado com a paz, que se chama FIFA Peace Prize (Prémio FIFA da Paz).
Após a divulgação de um vídeo em que exaltam a procura da paz por parte do presidente norte-americano, lembrando os acordos alcançados, nomeadamente na Faixa de Gaza, o organismo que gere o futebol mundial quis congratular oficialmente Donald Trump.
Trata-se de um prémio em ouro, com várias mãos a tocarem uma bola que as encima. Um prémio grande em tamanho e que é também acompanhado por uma medalha, além de um certificado em que constam as razões para a atribuição deste prémio.
De acordo com Gianni Infantino, que gere a FIFA e tem estreitado laços com Donald Trump, este é um prémio que passará a ser entregue a "indivíduos que tenham feito ações extraordinárias e excecionais pela paz".
Donald Trump, que subiu rapidamente a palco para receber aquilo que confirmou ser uma das suas maiores honras, destacou os esforços feitos para acabar com vários conflitos. "Esta é realmente uma das maiores honras da minha vida. [Há] tantas guerras que conseguimos acabar, em alguns casos até antes de começarem, mesmo antes de começarem", apontou, referindo-se nomeadamente a um possível conflito entre Paquistão e Irão.
De recordar que o presidente norte-americano tinha dito mesmo antes da atribuição do Nobel da Paz, que acabou por ir parar à venezuelana Maria Corina Machado, que tinha conseguido acabar com sete guerras, o que é comprovadamente falso, como pode confirmar neste artigo da CNN Portugal.
"Salvámos milhões de vidas: no Congo, por exemplo, morreram 10 milhões de pessoas. Também com a Índia e o Paquistão, impedimos que as guerras acontecessem mesmo antes de começarem", reiterou, referindo-se à República Democrática do Congo.
"Gianni [Infantino] fez um trabalho incrível, estabeleceu um novo recorde de vendas de bilhetes. É uma bela homenagem a si e ao jogo de futebol, ou como lhe chamamos futebol. Os números ultrapassam tudo o que pensávamos ser possível", culminou.
O Genocídio Arménio, ocorrido essencialmente entre 1915 e 1917, representa um dos capítulos mais sombrios da história do século XX e permanece, ainda hoje, um tema de intensa sensibilidade diplomática. Para compreender a magnitude deste evento, é necessário recuar à identidade deste povo: os arménios são considerados um povo milenar porque a sua presença no Planalto Arménio remonta a mais de 3.000 anos. Foram a primeira nação do mundo a adotar o Cristianismo como religião oficial, em 301 d.C., desenvolvendo uma língua e um alfabeto únicos que serviram de baluarte cultural contra as sucessivas invasões e domínios de impérios vizinhos.
Causas e Contexto Histórico
A génese do conflito reside na decadência do Império Otomano no final do século XIX. Os arménios, uma minoria cristã sob domínio otomano muçulmano, começaram a exigir reformas civis e maior autonomia, inspirados pelos ideais liberais europeus. Em resposta, o regime do Sultão Abdul Hamid II levou a cabo massacres preliminares na década de 1890. No entanto, a situação deteriorou-se drasticamente com a subida ao poder dos Jovens Turcos em 1908. Inicialmente prometendo igualdade, o movimento radicalizou-se para um nacionalismo pan-túrquico, que via os arménios como um "corpo estranho" e um obstáculo à homogeneidade do império, especialmente com o eclodir da Primeira Guerra Mundial, onde foram injustamente acusados de conspirar com a Rússia czarista.
O Processo de Extermínio
O genocídio teve o seu marco inicial a 24 de abril de 1915, com a detenção e execução de centenas de intelectuais e líderes comunitários arménios em Constantinopla. Seguiu-se a "Lei de Deportação", que autorizou a remoção forçada da população civil. O método principal não foram apenas as execuções diretas, mas as marchas da morte em direção ao deserto de Deir ez-Zor, na atual Síria. Homens em idade militar foram maioritariamente fuzilados ou submetidos a trabalhos forçados até à exaustão, enquanto mulheres, crianças e idosos foram forçados a caminhar centenas de quilómetros sem água ou comida, expostos a ataques de milícias e às intempéries.
Relatos de Violações e Atrocidades
Os relatos da época, documentados por missionários, diplomatas estrangeiros (como o embaixador americano Henry Morgenthau) e sobreviventes, descrevem um cenário de horror sistemático. As violações de direitos humanos incluíam:
Violência sexual: o uso da violação sistemática e da escravatura sexual contra mulheres e raparigas arménias como arma de humilhação e destruição biológica.
Confisco de bens: a pilhagem total de propriedades e a destruição de igrejas e monumentos para apagar o rasto cultural da presença arménia.
Experiências e tortura: Relatos de afogamentos em massa no Mar Negro e o uso de comboios de gado para transportar deportados em condições desumanas.
Número de Mortes e Consequências
Embora os números sejam objeto de debate político, a maioria dos historiadores independentes estima que entre 1 milhão e 1,5 milhões de arménios tenham perecido. As consequências foram devastadoras: a quase total aniquilação da presença arménia na Anatólia Oriental e a criação de uma vasta diáspora espalhada pela Europa, Américas e Médio Oriente.
Atualmente, o legado do genocídio é marcado pela luta pelo reconhecimento internacional. Enquanto muitos países (incluindo Portugal, que o reconheceu formalmente em 2019) e organizações internacionais classificam os eventos como genocídio — seguindo a definição jurídica de Raphael Lemkin, que se baseou precisamente no caso arménio para cunhar o termo — a Turquia, sucessora do Império Otomano, reconhece as mortes mas nega que tenha havido um plano sistemático de extermínio, atribuindo as perdas ao contexto caótico da guerra e a revoltas internas.
Drown me with your sorrow Taint me with your treason To find your god is hollow Brings death to all reason
Wolf grey adonis A cruel life dawns Curse me with obessiveness Fultility and scorn
[Refrão] Moved to speak? You made your choice We had our chance And lost our voice
Your alleyway, your terror Glistens in dispair Dead meat and error The only crown I'll wear
From the ashes of liars Grow the flowers of hope From the steeples and spires Hang each tear from a rope
[Refrão]
Fonte das filmagens:
Não é um só filme. É uma mistura de vários, mas o principal deles é “A Cor das Romãs” de Sergei Paradzhasnov. Há também cenas de “Rapsódia Ucraniana”, do mesmo diretor; de "Olympia" de Leni Riefenstahl e "Invocação de meu irmão demónio" de Kenneth Anger, entre outros.