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segunda-feira, 22 de setembro de 2025
Curta-Metragem: Forest Man
sexta-feira, 18 de abril de 2025
Lessons of Darkness (German: Lektionen in Finsternis)
quinta-feira, 22 de agosto de 2024
Este telhado com forma côncava capta água da chuva e pode ser usado nas regiões mais áridas do Planeta
A falta de água e o clima quente são uma realidade difícil em várias regiões do planeta. Uma das maneiras de melhorar as condições de vida de quem vive nestes lugares está na arquitetura. Com uma proposta inovadora, o estúdio BMDesign propõe que os telhados em climas áridos sejam cobertos por construções côncavas (uma espécie de grandes tigelas).
Este formato tem função dupla: ao mesmo tempo que é mais eficiente para captar água da chuva, também ajuda a arrefecer o interior das casas devido à sombra e ao vento aproveitado pela forma. O teto côncavo foi especialmente criado para regiões onde chove pouco e a captação da água de chuva é dificultada pelas altas taxas de evaporação.
O formato côncavo tem ainda a vantagem de criar uma sombra que se movimenta durante o dia e de encontrar um espaço entre os dois telhados por onde o vento passa, otimizando ainda mais o arrefecimento natural. Depois de captada, a água é direcionada para um ponto central, seguindo para um sistema interno de armazenamento.
quarta-feira, 8 de maio de 2024
Novas descobertas de arte rupestre no Leste do Sudão reafirmam alterações climáticas catastrófica
Novas descobertas arqueológicas no deserto hiper-árido de Atbai, no leste do Sudão, indicam que o deserto do Saara já foi um ambiente verdejante e exuberante.
Julien Cooper, do Departamento de História e Arqueologia, liderou uma equipa de arqueólogos em 2018 e 2019 no Projeto de Levantamento Atbai, descobrindo 16 novos sítios de arte rupestre em Wadi Halfa, uma das zonas mais desoladas e secas do Sara. Quase todas as obras de arte recém-descobertas, que datam de há 4000 anos, apresentam a presença de gado.
“Era intrigante encontrar gado esculpido em paredes rochosas do deserto, uma vez que o gado necessita de muita água e de hectares de pasto e não sobreviveria no ambiente seco e árido do Saara atual”, afirma Julien Cooper.
“A presença de gado na arte rupestre antiga é uma das provas mais importantes da existência de um Saara outrora verde”, acrescenta.
A arte rupestre descoberta no Sudão Oriental também pinta o deserto como uma savana relvada, repleta de poças, rios, pântanos e charcos e lar de uma variedade de fauna da savana africana, como a girafa e o elefante.
A ideia de um “Saara verde” foi comprovada em trabalhos de campo e investigações arqueológicas e climáticas anteriores, com os especialistas a referirem-se a este período como o “período húmido africano” – uma época de aumento da precipitação das monções de verão que começou há cerca de 15 000 anos e terminou há cerca de 5 000 anos.
As representações de humanos ao lado do gado podem indicar o ato de ordenha, sugerindo que a região foi ocupada por pastores de gado até ao segundo ou terceiro milénio a.C. Depois desta altura, a diminuição da precipitação tornou impossível a criação de gado. Atualmente, esta região quase não recebe precipitação anual.
Após o fim do “período húmido africano”, por volta de 3000 a.C., os lagos e os rios começaram a secar, a areia cobriu as pastagens mortas e a maior parte da população humana deixou o Sara para se refugiar mais perto do Nilo.
“O deserto de Atbai, em torno de Wadi Halfa, onde foi descoberta a nova arte rupestre, ficou quase completamente despovoado. Para os que ficaram, o gado foi substituído por ovelhas e cabras”, explicou Julien Cooper.
“Este facto teria tido grandes ramificações em todos os aspectos da vida humana – desde a dieta e as reservas limitadas de leite, aos padrões migratórios das famílias de pastores e à identidade e subsistência daqueles que dependiam do seu gado”, acrescentou.
Atualmente, o gado é um símbolo de identidade e significado em todo o Sudão do Sul e em partes da África Oriental. O gado é decorado, marcado e tem um papel significativo nos clientes funerários, com crânios de gado a marcarem as sepulturas e a serem consumidos em festas.
domingo, 25 de fevereiro de 2024
Azorella compacta ou também conhecida por Llareta
Esta planta de 3.000 anos de idade pode parecer uma pedra com musgo, mas na verdade é um arbusto com milhares de ramos e cachos de pequenas folhas verdes densamente embaladas. Conhecida como Llareta, o arbusto é parente de salsa e vive no deserto de Atacama no Chile e distribui-se até nordeste da Argentina e nas altas altitudes nos Andes do Perú e Bolívia.
Eles crescem apenas 1-1,5 centímetros por ano.
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
Encontros Improváveis: Moby, Damien Jurado e João Soares
Somos humanos. Somos água. Somos lágrimas. Somos sorrisos. Somos o mesmo sangue. Somos pó das estrelas.
We are human. We are water. We are tears. We are smiles. We are the same blood. We are stardust.
Why wars? Why hate speech? Why QAnon? Why ISIS?
This is our Land. Earth is you!
Clica na imagem e vês o teledisco
Moby - Almost Home (with Damien Jurado)
In a moment's time
To turn away
Leave it all behind
So we climb
So we're all are told the line
The crowd is home
The treasure found
So let it go
Wake up, wake up, wake up
We're almost home
So let it go
Wake up, wake up, wake up
We're almost home
Time to scout
When I was a child there
I know at heart
To be at your side
So we climb
Somewhere I will draw the line
I dream it, too
The stars were mine
So we climb
Somewhere I will draw the line
The crowd is home
The treasure found
So let it go
Wake up, wake up, wake up
We're almost home
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2023
Solstício de Inverno 2023 e Inverno Climatológico
O problema de seca na Andaluzia já perdura há mais de dois anos. Aqui uma excelente intervenção Fernando Díaz del Olmo alertando-nos para as consequências de um aumento de 3 ºC.
O solstício de Inverno irá ocorrer no próximo dia 22 de Dezembro pelas 3h27 de Lisboa e Londres (ou 4h27 de Madrid).
Terá então início o Inverno astronómico, já que o Inverno climatológico teve início a 1 de Dezembro. E para já, e tendo em conta as previsões até ao final do mês, a situação não é animadora, quer para a agricultura quer para os cursos de água e ecossistemas, em particular da região Sul de Portugal e de Espanha.
Dezembro é geralmente o mês mais chuvoso do ano no sudoeste peninsular, mas nos últimos vinte anos a precipitação caiu a pique. Em Faro, por exemplo, a precipitação média de Dezembro ronda os 100 mm, o que corresponde sensivelmente a 20% da média anual. Os últimos três meses do ano, quer no Algarve quer na Andaluzia Ocidental representam no seu conjunto cerca de 50% da média do ano. Isto significa que quando o Outono e o Inverno são secos ou muito secos a recuperação já será altamente improvável. Anos secos são comuns, e costumam ser compensados por anos húmidos. Sucede que desde 2010/2011 há uma sucessão de anos secos ou muito secos em boa parte do sudoeste da Península, associados também a um aumento generalizado das temperaturas.
Está também demonstrado que o padrão de precipitação mudou: a tendência é para curtos períodos de precipitação intensa alternarem com longos períodos secos, e para a precipitação cair a pique no Inverno e ficar concentrada nas estações de transição, o que causa prejuízos às culturas agrícolas tradicionais e aos ecossistemas mediterrânicos das região. Se se está perante uma alteração temporária ou permanente só os próximos anos ou décadas poderão confirmar.
O que poderia suceder na pior das hipóteses? O clima mediterrânico evoluiria para um clima semiárido quente, idêntico ao que ocorre no Levante espanhol, Marrocos ou Síria, com precipitação média anual entre os 250 e os 400 mm em parte do Alentejo e do Algarve, e boa parte da Andaluzia Ocidental e da Estremadura. Nestas regiões o montado desaparecerá, bem como os pinhais de pinheiro-manso, tão comuns nas províncias de Huelva, Sevilha ou Cádis. Dezenas senão mesmo centenas de espécies de plantas ou animais dependerão do auxílio do Homem para sobreviver à extinção.
A raiz do problema está na alteração da posição do Anticiclone dos Açores e da dorsal anticiclónica africana, que durante o Inverno bloqueiam a passagem de depressões atlânticas, especialmente a Sul de Sintra-Montejunto-Estrela. A precipitação no sudoeste depende muito da instabilidade no Golfo de Cádis. Ora o triângulo com vértices em Gibraltar, Canárias e Açores corresponde a uma região do Atlântico onde na última década a estabilidade anticiclónica tem persistido com enorme intensidade no período invernal, o que provoca a situação de seca crónica que se vive no Algarve, Andaluzia ou boa parte do Alentejo. Aparentemente a atmosfera mudou e não há nada que possamos fazer senão adaptarmo-nos.
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| Deserto de Tabernas, em Almeria, uma região com menos de 200 mm de precipitação média anual. A sua área sofrerá uma expansão se a tendência actual de queda da precipitação persistir. |
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| Na Andaluzia Ocidental a seca, as pragas e a sobrexploração dos aquíferos estão a provocar a morte a milhares de árvores adultas, como sucede nestes pinheiros em Doñana. |
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domingo, 26 de novembro de 2023
Monge eremita Santo Antão, o Anacoreta, o Pai de Todos os Monges
Conversa ficcionada com um erudito, sobre temas ligados ao cristianismo, que só muito tarde aprendi e que sei que a maioria dos leitores terá interesse em conhecer.
- Comecemos, então, por dizer que as palavras sinónimas mosteiro e monastério radicam nos elementos gregos monós, que quer dizer sozinho, e terion, que alude ao lugar para fazer algo. Devo dizer que, originalmente, todos os monges cristãos eram eremitas, ou seja, homens que, usualmente por penitência, religiosidade, misantropia ou simples amor à natureza, viviam sozinhos, em um lugar isolado, longe do mundo, designado eremitério. Sabeis que houve um eremita que ficou na história do monaquismo cristão?
- Não sei. A minha ignorância é muita. Mas sei que a palavra eremita radica no grego erémos, que significa deserto, desabitado, étimo que serviu de raiz ao termo latino eremita, com o significado de "morador do deserto", e à nossa palavra ermo, que quer dizer, deserto, no sentido de desabitado.
- Foi Santo Antão, o Anacoreta, o Pai de Todos os Monges. Muito jovem abraçou o Evangelho como único caminho para a salvação, desfez-se de todos os seus bens, que distribuiu pelos pobres, partindo, depois, para o deserto, onde iniciou uma inspiradora vida monacal.
- Só sei que fui baptizado na igreja que lhe foi dedicada, em Évora.
- Também ficou conhecido por Santo Antão do Egipto, Santo Antão, o Grande e Santo Antão, o Eremita. Natural do Egipto, viveu entre os séculos III e IV, com grande destaque entre os chamados Padres do Deserto, de que foi fundador, sendo lembrado pelo seu papel no desenvolvimento da vida monástica. A vida de Santo Antão e as suas tentações inspiraram numerosos artistas, como Bosch, Brueghel, Velázquez, Flaubert, Zurbarán e Dali.
Falai-me, se puderdes, das Tentações de Santo Antão.
- Sei que mostram um mundo angustiante, entregue ao pecado, dominado por monstros e forças demoníacas, face aos quais, a única esperança e salvação estavam em Cristo. A lição que delas tiramos é que, só pela força da renúncia e fortemente apoiados na Fé nos podemos libertar-se dos demónios que nos atormentam.
- E os Padres do Deserto?
- Foram monges eremitas que viveram e exerceram a sua acção evangelizadora, sobretudo, no deserto da Nítria, a Oeste do delta do Nilo, entre Alexandria e o Cairo. Deste grande santo dizia-se que, por sua acção, “o deserto se tinha tornado uma cidade”.
- Bonita imagem!
- Os Padres do Deserto tiveram uma enorme influência nos primeiros tempos do cristianismo, que podemos dizer primitivo. Quer o monaquismo oriental, representado no Monte Athos, na Grécia, quer o ocidental, definido na Regra de São Bento de Núrsia, escrita na abadia de Monte Cassino, em Itália, quer, em geral, todo o monaquismo medieval, revelam acentuada inspiração nas práticas iniciadas no deserto. Crenças religiosas recentes como o metodismo saído da Igreja anglicana inglesa, o evangelismo alemão e o pietismo do estado norte-americano da Pensilvânia, nascido na Igreja Luterana alemã, têm algumas das suas raízes nos Padres do Deserto. Também a Igreja Ortodoxa tem, nestes padres, as suas raízes.
- Depois deste interessante desvio, continuemos a conversa sobre mosteiros, conventos e abadias.
- Se nos reportarmos aos mosteiros cristãos ocidentais, podemos chamar-lhes conventos cartuxos, conventos de frades, abadias e priorados. Volto a dizer que um mosteiro é uma instituição edificada que alberga uma comunidade de monges ou de monjas, levando uma vida de oração e trabalho, em completo afastamento da sociedade.
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sábado, 28 de outubro de 2023
Isto não é uma Floresta - This is not a Forest
O que era esperado continua a acontecer. A destruição de áreas rurais, comunidades e territórios persiste após décadas de advertências, opiniões, discussões, traições e desrespeito. O estado de degradação da floresta portuguesa continua a ser uma condição fundamental para a catástrofe: abandono, monoculturas industriais, espécies invasoras, degradação dos serviços de protecção e vigilância, desinvestimento no interior. Além disso, a seca assola o país devido à crise climática e o calor torna tudo mais frágil. Os incêndios ocorridos este ano em Odemira, Proença-a-Nova, Monchique, Cadaval, entre outros, são a manifestação disso mesmo. Em ciclos cada vez mais curtos, o nosso país está exposto a incêndios catastróficos pelos quais existem responsáveis.
Olhamos para o futuro e não podemos ignorar que o que está a acontecer é exactamente o que os governos e as indústrias de pasta de papel impuseram: mais eucalipto, mais incêndios, mais abandono, despovoamento, alterações climáticas, desertificação e perda de biodiversidade. Mais monoculturas de eucalipto, invasoras e espécies de rápido crescimento e propensão ao fogo substituem a floresta nativa, acelerando esse ciclo. E o clima muda, tornando-se mais quente, mais seco, com secas mais prolongadas e menos dias chuvosos. O deserto está a ganhar terreno. Este é também o plano dos governos e das indústrias de celulose. Eles não têm outro plano e rejeitam qualquer alternativa.
Medidas que não revertem este ciclo aceleram-no. Precisamos da floresta como primeira barreira contra a seca e a desertificação. Para isso, temos que mudar o cenário. Não em décadas, mas agora. Temos de responsabilizar as indústrias da pasta que nos trouxeram até aqui, a The Navigator Company e a Altri Florestal, e os dirigentes que lhes estenderam o tapete vermelho - de todos os partidos. Eles não os impediram e entregaram o futuro do nosso país. Não podemos mais aceitar isso. As indústrias de celulose devem pagar pela destruição do passado e do presente.
Também responsabilizamos as empresas portuguesas que continuam a agravar a crise climática, como a Galp e a EDP, que planeiam continuar as suas atividades destrutivas e extrativas durante décadas, lucrando como nunca antes e rejeitando os cortes de emissões necessários para travar o caos climático. É urgente garantir as necessidades das pessoas, o equilíbrio ambiental e a saúde pública, e não os mesmos velhos negócios.
Precisamos de menos ignições e menos área queimada. Isso significa ter um cadastro florestal completo do território nacional, e o que estiver abandonado deve ser assumido pelo Estado. As áreas abandonadas precisam de ser geridas, não pelas actuais estruturas ineficazes, mas por uma instituição criada para o efeito. O caminho seguido durante décadas no Portugal rural tem sido de oposição aos pequenos proprietários e à diversificação rural, agrícola e florestal, mantendo deliberadamente os preços baixos e a pobreza persistente. A floresta do futuro deve ser construída com intervenção estatal direta, mas a partir de um Estado que rejeita estar nas mãos de uma indústria devastadora para o país, como a indústria da celulose.
Precisamos de “deseucaliptizar” Portugal. Precisamos de remover 700 mil hectares de plantações de eucalipto no país nesta década e transformar essas áreas em florestas e bosques resilientes que possam resistir ao futuro mais quente e seco que a crise climática produziu. Precisamos fazer com que isso aconteça para deter o deserto.
No dia 3 de setembro saímos à rua: “Protesto pela Floresta do Futuro” - um protesto em Lisboa, Porto, Coimbra, Odemira, Figueira da Foz, Viseu, Pedrógão Grande, Ourém, Oliveira do Hospital, Arganil, Sertã, Cartaxo , Proença-a-Nova, Vila Nova de Poiares, e outros territórios porque as promessas e os remendos dos últimos anos nunca furaram a lógica que nos trouxe até aqui e que nos levará, se não nos rebelarmos, a entregar o território em que vivemos para nos tornarmos numa área incapaz de sustentar populações, incapaz de defender vidas. Saímos às ruas por um futuro muito além da simples lógica dos ciclos económicos e políticos. Basta!
What was expected continues to happen. The destruction of rural areas, communities, and territories persists after decades of warnings, opinions, discussions, betrayals, and disregard. The state of degradation of the Portuguese forest remains a fundamental condition for catastrophe: abandonment, industrial monocultures, invasive species, degradation of protection and surveillance services, disinvestment in the interior. On top of this, drought engulfs the country due to the climate crisis, and the heat makes everything more fragile. The fires that occurred this year in Odemira, Proença-a-Nova, Monchique, Cadaval, among others, are the manifestation of this. In increasingly shorter cycles, our country is exposed to catastrophic fires for which there are responsible parties.
We look to the future and cannot ignore that what is happening is exactly what governments and pulp industries imposed: more eucalyptus, more fires, more abandonment, depopulation, climate changes, desertification, and loss of biodiversity. More monocultures of eucalyptus, invasives, and fast-growing species with a propensity for fire replace the native forest, accelerating this cycle. And the climate changes, becoming hotter, drier, with longer droughts and fewer rainy days. The desert is gaining ground. This is also the plan of governments and pulp industries. They have no other plan and reject any alternative.
Measures that don't reverse this cycle accelerate it. We need the forest as the first barrier against drought and desertification. For that, we have to change the landscape. Not in decades, but now. We must hold the pulp industries that brought us here accountable, The Navigator Company and Altri Florestal, and the leaders who rolled out the red carpet for them - from all parties. They didn't stop them and handed over the future of our country. We can no longer accept this. The pulp industries must pay for the destruction of the past and the present.
We also hold accountable the Portuguese companies that continue to worsen the climate crisis, like Galp and EDP, planning to continue their destructive and extractive activities for decades, profiting like never before and rejecting the necessary emissions cuts to stop climate chaos. It's urgent to ensure the needs of the people, environmental balance, and public health, not the same old businesses.
We need fewer ignitions and less burned area. That means having a complete forest registry of the national territory, and what's abandoned must be taken over by the State. The abandoned areas need to be managed, not by the current ineffective structures, but by an institution created for this purpose. The path followed for decades in rural Portugal has been in opposition to small landowners and rural, agricultural, and forest diversification, deliberately maintaining low prices and persistent poverty. A forest of the future must be built with direct state intervention, but from a state that rejects being in the hands of a industry devastating to the country, such as the pulp industry.
We need to "de-eucalyptize" Portugal. We need to remove 700 thousand hectares of eucalyptus plantations in the country this decade and transform these areas into resilient forests and woodlands that can withstand the hotter and drier future that the climate crisis has produced. We need to make this happen to halt the desert.
September 3nd, we took to the streets: "Protest for the Forest of the Future" -a protest in Lisbon, Porto, Coimbra, Odemira, Figueira da Foz, Viseu, Pedrógão Grande, Ourém, Oliveira do Hospital, Arganil, Sertã, Cartaxo, Proença-a-Nova, Vila Nova de Poiares, and other territories because the promises and patches of recent years have never cut through the logic that brought us here and that will lead us, if we don't rebel, to surrender the territory we live in to become an area incapable of sustaining populations, incapable of defending lives. We take to the streets for a future far beyond the simple logic of economic and political cycles. Enough!
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terça-feira, 1 de agosto de 2023
A arquitectura do palco da Jornada Mundial da Juventude Católica não é original
Inspirados na paisagem desértica que envolve a nova sede da empresa ambiental e de gestão de resíduos Bee'ha em Sharjah, os diferentes elementos do edifício – átrio, auditório, centro e galeria de visitantes, escritórios e cafetaria – organizam-se em duas dunas separadas por um pátio central. A forma do edifício – com área total de 7.000 m² em um terreno de 90.000 m² – foi otimizada para responder aos ventos predominantes e à intensa incidência solar. Com o objetivo de criar um edifício que se possa tornar um modelo de construção sustentável, o atelier optou pela utilização de energias renováveis, materiais de construção reciclados e implementou estratégias de poupança energética, tanto ativa como passiva. A fachada é operável para permitir a ventilação natural durante o meses mais quentes e minimizando a necessidade de infra-estrutura de refrigeração. Os acabamentos exteriores da envolvente do edifício foram concebidos para refletir os raios solares e reduzir o consumo de energia. As duas ‘dunas’ se cruzam e se conectam através de um pátio central que forma um oásis dentro do edifício, e que melhora a ventilação natural e maximiza a luz solar indireta no interior, tanto nos espaços públicos quanto nos administrativos.
Fontes: Arquitectura Viva e Arch Daily
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terça-feira, 23 de maio de 2023
Proteja as andorinhas
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| Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica). Foto por Francisco Bernardo. Cabedelo. Gaia |
Elas pesam cerca de 20 gramas, mas voaram mais de 5.000 kms e atravessaram o deserto do Sahara para cá chegar.
Elas sobrevoaram o mar Mediterrâneo sem nunca conseguir descansar. Lutaram contra ventos e tempestades.
Consomem centenas de mosquitos e moscas por dia!
Se tivermos a sorte de abrigar um ninho desta espécie no nosso ambiente familiar, um casal sozinho pode eliminar cerca de 1.700 moscas e mosquitos por dia.
Não existe insecticida mais eficaz e ecológico.
Vamos fazer com que se sintam bem-vindas.
quarta-feira, 3 de maio de 2023
Musgo: A ‘fénix’ do mundo vegetal que protege os solos e pode ser a chave para a sua recuperação
A presença de musgo pode, aos olhos de muitos, ser considerada sinal de desmazelo ou mesmo de abandono de um dado terreno, pelo que a tentação poderá ser para removê-lo. No entanto, tal pode deixar o solo mais vulnerável, por exemplo, à erosão.
Uma investigação realizada por dezenas de cientistas de vários países aponta mesmo que os musgos, plantas ancestrais não-vasculares que pertencem ao grupo dos briófitos, a meio caminho entre as algas e a primeira flora que colonizou o meio terrestre, são fundamentais para a saúde dos solos em todo o mundo. Estima-se que hoje existam mais de 14 mil espécies diferentes de musgos, espalhadas pelos quatro cantos da Terra.
Num artigo publicado esta semana na revista ‘Nature Geoscience’, os investigadores escrevem que quando o musgo cresce na camada mais cimeira dos solos cria as condições ideias para que as plantas prosperem. Além disso, dizem, poderá mesmo ser um aliado essencial contra as alterações climáticas, uma vez que ajuda a capturar e a reter grandes quantidades de dióxido de carbono da atmosfera.
Os mais de 50 cientistas que fizeram parte deste trabalho analisaram amostras de musgo recolhidas em mais de 123 ecossistemas espalhados por todo o planeta, desde florestas tropicais luxuriantes às paisagens aparentemente inóspitas das regiões polares geladas, passando pelos desertos. Contas feitas, os musgos cobrem uma área total combinada de 9,4 milhões de quilómetros quadrados dos ambientes estudados, algo comparável à dimensão do Canadá ou da China.
Para este estudo, os cientistas quiseram perceber “o que estaria a acontecer em solos dominados por musgos e o que estaria a acontecer em solos onde não existiam musgos”, explica David Eldridge, da Universidade de New South Whales, na Austrália, e principal autor do artigo. E constataram que o musgo é o coração pulsante dos ecossistemas de plantas, uma vez que, por exemplo, estimulam a circulação de nutrientes, impulsionam a decomposição de matéria orgânica, o que ajuda a manter o solo saudável, e até promovem o controlo de doenças prejudiciais às próprias plantas e até aos humanos.
No que toca aos seus ‘poderes’ de absorção de carbono, os investigadores calculam que, comparando com solos desprovidos de musgos, essas plantas ancestrais são capazes de armazenar, globalmente, 6,43 mil milhões de toneladas de carbono retirado da atmosfera. Como tal, o seu papel no combate às alterações climáticas é central e, argumentam os autores, podem absorver até seis vezes mais dióxido de carbono do que o que é emitido por práticas agrícolas insustentáveis, como a desflorestação e o pastoreio excessivo
Apesar de não serem considerados plantas superiores, por não terem sistemas vasculares (xilema e floema), os musgos são exemplos flagrantes de resiliência na face da adversidade. Explica Eldridge que em áreas desérticas, os musgos, na ausência de água, secam e mirram, mas não chegam a morrer, “vivem em animação suspensa para sempre”.
O cientista recorda que certa altura foi recolhida uma amostra de musgo completamente seca que se estimava ter cerca de 100 anos. Foi borrifada com água e, tal como a mitológica fénix, renasceu. “As suas células não se desintegram como acontece nas plantas comuns.”
“O que mostramos com a nossa investigação é que onde quer que existam musgos teremos um solo mais saudável, com mais carbono e nitrogénio”, salienta, acrescentando que essas plantas primitivas são essenciais para ajudar a flora a recuperar em áreas degradadas e, assim, para regenerar florestas e muitos outros ecossistemas.
“Os musgos podem muito bem servir de veículos para catalisar a recuperação de solos gravemente degradados em áreas urbanas ou naturais”, observa Eldridge.
Fonte: Greensavers
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2023
Documentário: "Água e Não Armas - Pintar o Afeganistão de Verde"
A vida do Dr. Tetsu Nakamura foi dedicada à reconstrução do Afeganistão, até o dia em que foi tragicamente assassinado, a 4 de dezembro de 2019. Acreditando que armas e tanques não acabam com a guerra e que o renascimento da agricultura era a pedra angular da recuperação do país, o Dr. Nakamura despiu a bata branca e trabalhou ao lado do povo para construir um canal de irrigação.
Depois de anos de árduo trabalho, as planícies voltaram a ficar verdes e a vida quotidiana começou a regressar à normalidade. O documentário acompanha os 15 anos de esforços incansáveis deste médico humanitário para levar água, agricultura e civilização ao povo de uma nação devastada pela guerra para criar um futuro melhor.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2022
Kuwait regista rara tempestade de granizo
Uma rara tempestade de granizo no Kuwait, país de desertos e um dos mais quentes do planeta, surpreendeu hoje os seus habitantes, enquanto os cientistas se preocupam com as consequências das alterações climáticas neste Estado do Golfo.
O granizo caiu na terça-feira e hoje em Oum al-Haïman, cerca de 50 quilómetros ao sul da capital, e chegou aos 63 milímetros em algumas áreas, informou o serviço meteorológico, adiantando que esperava que o tempo melhorasse a partir de hoje.
As crianças vestiam roupas quentes para apanhar granizo na rua, enquanto os internautas inundavam as redes sociais com fotos e vídeos de estradas parcialmente cobertas de branco.
“Há 15 anos que não vemos esta quantidade de granizo cair”, disse à France-Presse Mohammed Karam, antigo diretor do departamento meteorológico do Kuwait.
Estes eventos são “raros” no Kuwait, e poderão multiplicar-se nos próximos anos devido às alterações climáticas globais, alertou Mohammed Karam.
Em contraste, no verão, este país do Golfo, rico em petróleo, tem atingido temperaturas cada vez mais altas e pode tornar-se inabitável em certas alturas do ano com o aquecimento global, segundo os cientistas.
Em 2016, o mercúrio registou um recorde mundial, com 54 graus Celsius.
Em algumas zonas do país, as temperaturas podem subir 4,5 graus em relação à média histórica entre 2071 e 2100, de acordo com a autoridade pública do Ambiente.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022
Deserto no Chile é a lixeira das "pessoas sem escrúpulos"
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terça-feira, 25 de outubro de 2022
"Olho de Sauron": uma torre ofuscante no deserto de Israel
Inaugurada em 2019, a torre solar de Ashalim é uma das estruturas mais altas de Israel e no meio do deserto produz energia para milhares de habitantes. Conhecida como “Olho de Sauron”, essa enorme construção leva o apelido inspirado em “Senhor dos Anéis”, também por conta de seu tamanho, mas principalmente de seu brilho intenso.
É o equivalente a um prédio de 50 andares (a torre é muito mais alta do que alguns dos maiores arranha-céus do mundo) e tem o objetivo de ajudar o país a produzir 10% da sua energia através de fontes renováveis até ao próximo ano.[dados de 2019]
Este país do Médio Oriente contava ainda há bem pouco tempo com uma produção de 2.5% de energias renováveis, um patamar bastante baixo comparativamente ao que a torre de Ashalim, de 240 metros é capaz.
Trata-se de um projeto de energia solar térmica concentrada (Concentrating Solar Power – CSP).
Tem 50.600 espelhos controlados por computador (helióstatos), com até 20 metros quadrados cada, que ocupam uma área de 3 quilómetros quadrados.
Ao longo do dia e através da movimentação do sol, os espelhos têm a capacidade de refletir a luz sobre uma caldeira localizada no alto da torre de Ashalim, não gerando, portanto, eletricidade de forma direta como acontece com as células solares fotovoltaicas.
O calor da luz do sol direcionado para a caldeira no alto da torre permite a produção de vapor super-aquecido através da água quente que se encontra nessa caldeira (a mais de 500ºC). A radiação solar infravermelha que os espelhos conseguem captar é refletida na caldeira, originando um processo térmico de vapor capaz de mover enormes turbinas.
A energia solar produzida por esta torre, cuja construção se iniciou no ano 2013 e culminou em 2017, é capaz de iluminar 125 mil casas. O contrato foi desenhado para 25 anos.
Este projeto auspicioso e um dos maiores projetos de energia solar a nível mundial permite ao país evitar 110 000 toneladas de emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, por ano.
A torre de Ashalim consegue armazenar energia para ser usada durante a noite e, desta forma, proporciona eletricidade de forma contínua.
A escolha do deserto de Negev para a construção desta torre não terá sido um mero acaso já que neste local há mais de 300 dias de sol por ano. Na verdade, há sol quase o ano inteiro.
Envolta em polémicas e críticas
Segundo o The New York Times, esta torre solar térmica, de 240 metros, era a mais alta do mundo, mas já perdeu essa posição no ranking global. Em Dubai, está o Noor Energy 1, com 260 metros de altura.
Entretanto esta central solar térmica já não é a maior do mundo. No deserto americano de Mojave, está instalada o Ivanpah Solar Power Facility, um impressionante complexo com três torres do tipo.
A torre solar é tão brilhante que olhar diretamente para ela pode ser perigoso para a visão. As aves que passam nas proximidades são queimadas e caem mortas.
Mas a principal polémica está relacionada com o elevado custo- é cara. A Megalim custou US$ 800 milhões e, em troca, o governo prometeu comprar a eletricidade da torre a uma taxa de cerca de 23 centavos de dólar por quilowatt-hora. Isso faz com que a energia produzida no local, apesar de verde, seja mais cara do que outras fontes solares. Especialistas dizem que melhorias tecnológicas podem corrigir essa desvantagem.[tecnologia MOST]
No geral podemos afirmar que Israel caminha a passos largos para um futuro sustentável e esta torre a par dos gigantescos depósitos de gás natural ao longo da sua costa mediterrânea são um exemplo disso.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2022
Sahel tornou-se "uma bomba" que pode explodir e causar problemas graves à Europa

"O Sahel (sub-região africana que se estende da Mauritânia à Etiópia) é uma bomba relógio, com mais de dois milhões de pessoas deslocadas internamente e com muitas das suas regiões sob o controlo de grupos islâmicos" extremistas, disse Mohamed Askia Touré, do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
Além do avanço dos grupos extremistas islâmicos, nestes países, especialmente no Mali - epicentro do Sahel -, outras máfias relacionadas com o tráfico humano ou grupos de mercenários, como o Grupo Wagner russo, estão a instalar-se na região, afirmou Askia Touré.
"Neste contexto, se não houver ajuda do exterior às autoridades locais, como as do Mali, os cidadãos fugirão" e serão "tentados a emigrar para a Europa", sublinhou.
"Milhares de pessoas são forçadas a partir porque não há alternativas, e vão para norte; a tentação de ir para a Europa é muito grande", e é por isso que a Europa tem de ajudar a estabilizar o Mali e o resto do Sahel, para não ter de enfrentar situações mais graves, acrescentou.
“Sessenta por cento do território do Mali", explicou o responsável, "não está nas mãos do Governo, e nestas regiões, nesta terra de ninguém, não há escolas, hospitais, nem assistência de qualquer tipo. O importante é ajudar as autoridades legítimas a proporcionarem proteção e segurança à população.
Askia Touré, ele próprio nascido na Mauritânia, sublinhou por outro lado a importância da saída do Mali da missão militar enviada pela União Europeia, que permitiu aos grupos extremistas islâmicos e outros controlarem mais território.
Depois da partida dos europeus, "a missão da ONU no Mali (MINUSMA) e o exército maliano deixaram de ter a capacidade de garantir a segurança dos cidadãos". A consequência é "mais refugiados e mais pessoas deslocadas", num ciclo do qual não há saída, disse.
Na opinião do responsável do ACNUR, primeiro a pandemia e depois a guerra na Ucrânia fizeram com que o Mali "ficasse de fora dos holofotes" da preocupação dos países ocidentais.
Isto é "realmente lamentável", considerou, "porque, em termos de crises políticas, económicas, de direitos humanos, de refugiados e de deslocados, a situação no país só piorou".
Askia Touré recordou que a ajuda à Ucrânia desde o início da guerra em fevereiro é dez vezes superior à que foi dada pela Europa a toda a África nos últimos anos, pelo que apelou a uma "maior empatia" em relação ao Sahel.
Segundo o ACNUR, existem mais de 181.000 requerentes de asilo malianos em todo o mundo, e cerca de 84.000 regressaram ao país, de acordo com fontes governamentais. O país acolheu também cerca de 56.000 refugiados oriundos do estrangeiro.
Askia Touré explicou que o Mali está entre os cinco países do mundo que mais contribuem para encher os barcos que tentam atravessar o Atlântico ou o Mediterrâneo nas rotas migratórias para Espanha.
O responsável reunir-se-á nos próximos dias em Madrid com funcionários dos ministérios espanhóis do Interior, Negócios Estrangeiros e Imigração, com os quais o ACNUR espera estabelecer novos laços de cooperação que ajudem a estabilizar o país africano.
Saber mais:
Relatório: The roots of Mali’s conflict
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sexta-feira, 23 de setembro de 2022
Música do BioTerra: Ben Mazué - Quand je marche
Oulah, faut que j'envoie ces lettres
Faut que je rappelle mon père, d'abord
Faut que je prévoie cette fête
Que j'ai promis de faire pour le disque d'or
Faut que je pense à l'été
Trouver des colos pour les gamins
Me demander quand est-ce que je les ai
Et puis pour qu'ils voient leurs cousins
Faut que je sache c'que mes sœurs ont prévu
Elles vont dire qu'elles m'l'ont déjà dit
J'vais répondre, oui mais que j'sais plus
Puis faudra qu'je pense à samedi
J'aimerai les emmener à la mer
Loin de ces humeurs grisâtres
Et dimanche, on ira voir mon père
On regardera le match tous les quatre
Pour ça faut qu'j'l'appelle d'abord lui
Puis cette fille à qui j'avais promis
Déjà y'a cinq jours que demain
J'la contacterai, c'est certain
Et que j'lui donnerai mon avis
Sur ce truc là qu'elle a sorti
Un podcast sur les interdits
Que j'ai trouvé d'ailleurs très bien
Et puis faut qu'je poste un beau contenu
J'sais pas un truc nouveau
Et vu le temps qu'je passe dessus
Beaucoup trop peu pour qu'ce soit beau
Ça va être nul et le pire
C'est que j'vais réussir à trouver un autre que moi
À qui en vouloir pour ça
domingo, 11 de setembro de 2022
Musica do BioTerra: Laibach - YISRA'EL
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quinta-feira, 11 de agosto de 2022
Um dos locais mais quentes do mundo está a ser atingido por cheias recorde: "Um acontecimento em mil anos"
É descrito como um evento único, que ocorre uma vez em cada mil anos: o Vale da Morte, na Califórnia, foi atingido por chuvas recorde, que espalharam detritos pelas estradas, danificaram infraestruturas e arrastaram carros.
Em apenas três horas choveu o equivalente a cerca de 75% do total médio anual. Isto numa bacia do deserto, classificada como um dos locais mais secos da América do Norte e um dos mais quentes do mundo.
Várias pessoas ficaram presas dentro do parque natural, tendo saído com ajuda dos funcionários. Apesar disso, nenhum ferido foi relatado durante as buscas aéreas, que continuam a ser realizadas, confirmou o Serviço Nacional de Parques. As estradas continuam cortadas.
É um evento com uma probabilidade de 0,1%, descrito por Daniel Berc, meteorologista do Serviço Nacional de Meteorologia de Las Vegas, citado pelo The Guardian, como "um evento em mil anos”.
Mike Reynolds, superintendente do parque, afirmou que a totalidade da destruição ainda está a ser avaliada pelas autoridades.
São eventos considerados raros, mas que estão a ocorrer com cada vez mais regularidade. No início do mês, o Kentucky foi atingido por fortes cheias que vitimaram, pelo menos, 37 pessoas.
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