Vento de mar Traze me um cretcheu Nessa tardinha De céu nublado Um chuva de amor Pode faze florir Um coração Que modi paixão Na patamar Dum vida singela Vou me encontra Dona felicidade Nem um olhar Me encontra Num multidão Tão solitária
Já tem gente Gente até demais Que tá sofre Na solidão
Já tem gente Que tá quase tá morre Na luz cadente Dum crepúsculo
Já tem gente Gente até demais Que tá sofre Na solidão
Já tem gente Que tá quase tá morre Na luz cadente Dum crepúsculo
Vento de mar Traze me um cretcheu Nessa tardinha De céu nublado Um chuva de amor Pode faze florir
Um coração Que modi paixão Na patamar Dum vida singela Vou me encontra Dona felicidade Nem um olhar Me encontra Num multidão Tão solitária
Já tem gente Gente até demais Que tá sofre Na solidão
Já tem gente Que tá quase tá morre Na luz cadente Dum crepúsculo
Já tem gente Gente até demais Que tá sofre Na solidão
Já tem gente Que tá quase tá morre Na luz cadente Dum crepúsculo Dum crepúsculo Dum crepúsculo
Written by: Teófilo Chantre
A letra de "Crepuscular Solidão" (por vezes escrita "Solidro"), um dueto emocionante entre Cesária Évora e Bonnie Raitt, fala sobre a solidão em meio à multidão e o desejo por amor, descrevendo o vento do mar trazendo um chamado e a esperança de um coração apaixonado florescer, tudo sob um céu nublado de fim de tarde, expressando sentimentos de uma vida simples e a busca por felicidade.
O estilo dominante de Pototschnik é o realismo figurativo / naturalista, com forte ênfase em paisagens, pequenas cidades, ambientes rurais ou suburbanos, fazendas, cenas de “everyday life” americana (ou mesmo campestres europeias).
Ele usa principalmente óleo sobre tela para as suas pinturas.
As suas influências vêm — em especial — da escola de paisagismo / naturalismo do século XIX: pintores como Camille Corot, Charles‑François Daubigny, Jean‑François Millet (da escola de Barbizon school), bem como o tonalista americano George Inness.
A estética de Pototschnik tende a ser suave, evocativa, nostálgica e emocional — ele procura retratar “a vida simples” e o encanto do quotidiano rural ou suburbano, valorizando tranquilidade, memória e sensação de harmonia.
Ele admite que suas pinturas “têm uma suavidade”, e que mais do que dramaticidade ou “show” técnico, busca transmitir verdade e sentimento — “fazer arte direta, honesta, sem frescuras”.
Técnica- metodologicamente, costuma começar com estudos “plein air” ou esboços rápidos e depois desenvolver o trabalho no atelier, às vezes usando uma paleta limitada para controlar cor e valor, bem como luz e atmosfera.
Temas e motivação - os temas preferidos de Pototschnik incluem paisagens rurais, pequenas cidades, vida americana tradicional, nostalgia, quotidiano simples, natureza, comunidade, casas e cenários “tranquilos”.
O artista declara que pretende através da sua arte mostrar “a dignidade e o valor dos sujeitos que pinta”, celebrando o comum — vidas simples, objectos e lugares do dia a dia — com sensibilidade e humanidade.
Saadi Shirazi (c. 1210–1292) foi um dos grandes mestres da poesia persa e um dos espíritos mais luminosos da tradição sufi. Nas suas obras-primas, O Jardim das Rosas (Gulistan) e O Pomar (Bustan), Saadi celebra a harmonia entre o ser humano, a natureza e o divino.
A sua voz é um apelo intemporal à moralidade, à justiça e à empatia. Defende que todos os seres humanos fazem parte de um mesmo corpo, e que o sofrimento de um é o sofrimento de todos — uma visão profundamente ecológica e solidária, que antecipa a ética planetária do nosso tempo.
A poesia de Saadi combina sabedoria prática e espiritualidade suave, exaltando o amor, a bondade e a moderação como caminhos de equilíbrio interior e social. Também nos recorda a fragilidade da vida e a necessidade de vivermos com simplicidade e consciência.
Mais do que um poeta, Saadi é um educador moral e ecológico: um homem que, há mais de sete séculos, nos ensinou que o verdadeiro florescimento humano só é possível quando cultivamos a compaixão, a justiça e o respeito pela vida em todas as suas formas.
“O som do vento nos pinheiros não mudou desde o passado, mas as formas dos homens de hoje são tristes de se ver.”
Saigyō e sua obra Sankashū
Saigyō (1118–1190) foi um dos mais célebres poetas japoneses do período Heian tardio e início do período Kamakura. O seu nome completo era Saigyō Hōshi, sendo "Hōshi" um título budista que indica sua condição de monge. Ele nasceu como Satō Norikiyo, numa família de samurais ligada à corte imperial, mas renunciou à vida mundana aos cerca de 23 anos para se tornar monge budista, adoptando uma vida de reclusão e contemplação da natureza.
Vida e Influências
Saigyō viveu durante uma época de grande transformação social e política no Japão, com a ascensão da classe guerreira (samurais) e o declínio da aristocracia cortesã. Essa tensão entre o mundo secular e o espiritual está presente nos seus poemas. Embora fosse monge, a sua poesia revela um forte apego ao mundo natural, com emoção humana intensa e sensível.
Ele é muitas vezes visto como um precursor do ideal estético japonês chamado yūgen (幽玄), que valoriza o mistério e a profundidade subtil, e do sentimento de sabi (寂), ligado à solidão, simplicidade e beleza melancólica.
Sankashū (山家集) – "Coleção da Montanha e da Cabana"
O Sankashū, literalmente "Coleção da Montanha e da Cabana", é a principal antologia poética de Saigyō, reunindo cerca de 1.550 poemas do tipo waka (poemas curtos de 31 sílabas na métrica 5-7-5-7-7).
Temas principais:
Natureza e estações do ano – Flores de cerejeira, neve, luar, pinheiros, montanhas e rios são frequentes. A natureza é vista como espelho das emoções humanas.
Solidão e retiro – A vida isolada nas montanhas como forma de busca espiritual e de contemplação estética.
Impermanência (mujō) – A transitoriedade da vida, inspirada pelo budismo, especialmente pela escola da Terra Pura (Jōdo-shū), muito influente na sua época.
Conflito entre o mundo e o caminho espiritual – Apesar de ser monge, Saigyō frequentemente lamenta os seus apegos emocionais e estéticos ao mundo.
Legado
Saigyō influenciou profundamente a poesia japonesa posterior, incluindo poetas como Bashō, o mestre do haicai no século XVII, que via em Saigyō um modelo ideal de poeta viajante e contemplativo. Sua obra continua sendo estudada e admirada pela sua beleza lírica, sua profundidade espiritual e sua capacidade de unir estética e religiosidade.
Pepe Mujica não foi um político comum. Foi um semeador de ideias, um artesão da coerência, um sonhador que, com os pés bem assentes na terra, nos ensinou que o poder só faz sentido se servir.
Pepe, foi um homem que soube transformar a dor em sabedoria e a política num ato de profunda humanidade.
A sua vida simples, despojada de luxos, foi a sua maior lição. Mostrou-nos que a felicidade não está na acumulação, mas na liberdade interior e na capacidade de partilhar o pouco ou muito que se tem. A sua voz, cheia de ternura, rebeldia e filosofia, permanecerá um farol para aqueles que procuram caminhos mais humanos, mais justos e mais autênticos.
Mujica deixou-nos o seu exemplo, a sua humildade radical, o seu amor à terra e aos humildes, a sua visão crítica do sistema consumista que nos devora a alma. Resta-nos honrar o seu legado com ações, com coragem, com ternura, com esta ética de vida que nos convida a viver com menos para ser mais.
Heróis vivos toldam o sentido crítico, mortos perdem humanidade. Mas são arquétipos das virtudes que gostaríamos de ter e não temos, caso contrário não precisaríamos deles. Musk e Mujica representam, de forma caricatural, um confronto de valores.
Musk é símbolo máximo da virtude capitalista: empreendedor, egoísta, impiedoso e exibicionista. O seu dinheiro transforma-se em poder para mudar o mundo a seu favor. Mujica escolheu a pobreza como mensagem política. Não para defender uma sociedade de pobres, mas para transmitir uma mensagem radical contra o capitalismo, prescindindo do desnecessário. Um despojamento ecológico.
Para admirar Mujica não é preciso ser ou desejar ser pobre. Nem sequer achar que os políticos o deviam ser. A admiração é por aquilo que não nos deve ser exigido. Como modelo, não representa o que somos ou queremos ser, mas o que gostaríamos de ser se tivéssemos as qualidades que sabemos faltar-nos. Um horizonte que nos transmite valores a seguir, não a vida a imitar.
Os verdadeiros cristãos, que não têm de ser pobres ou morrer pela humanidade, percebem. A vida dos “santos” é a preto e branco, a nossa não. Precisamos de ambição e cooperação. Eles sublinham o que temos em falta. Mujica e Musk não são modelos de sociedade, são modelos morais de liberdade. E tenho muitíssimo mais inveja da liberdade conquistada pelo despojamento do que da lamentável solidão e do risível exibicionismo de Musk.
Porque gostava de ser pobre? Odiaria. Porque admiro a pobreza? Nada tem de admirável. O despojamento sim. É preciso ser extraordinário para não precisar de mais do que o necessário. E a grande diferença entre os dois é que a liberdade de Mujica não se conquista às custas da liberdade de ninguém. A redução da política à tecnocracia destruiu a sua função inspiradora e profética, sem a qual se limita a gerir o que existe. Libertários, ultraconservadores e autoritários trataram dos seus santos e demónios. A esquerda deixou de perceber a importância simbólica de figuras como Mujica.
Primeiro pontífice latino-americano deixa legado de tolerância e diálogo. Promoveu reformas importantes, acolheu minorias e deu prioridade aos pobres.
O pontífice também ficou marcado por discursos políticos durantes sermões. Não poupou críticas a líderes de países em guerra, como o russo Vladimir Putin e o israelita Benjamin Netanyahu. Ele também apontou o dedo para a União Europeia ao citar a crise dos refugiados, que começou durante o seu papado, em 2015.
Numa das imagens mais impressionantes e sem precedentes na Igreja Católica, rezou sozinho na sempre lotada Praça São Pedro, no Vaticano, quando a Covid-19 se espalhou pelo mundo e fez vários países decretarem quarentena.
Mas o combate à pobreza sempre foi a sua prioridade. Ao ser apontado como o novo papa, ele escolheu o nome de seu novo título em homenagem a São Francisco de Assis, protetor dos pobres. O lema de seu papado foi "Miserando atque eligendo" — "Olhou-o com misericórdia e o escolheu", em português.
As reformas da Igreja Católica também foram outra marca do papado de Francisco. Ele iniciou um processo de reforma das estruturas da Cúria, que é o governo do Vaticano, com atenção especial para a parte económica e financeira.
A modernidade também levou Francisco a lidar com outros assuntos delicados para a Igreja, como os direitos LGBTQIA+ e o sexismo.
Ele foi elogiado por avanços como o de permitir bênçãos de padres a casais do mesmo sexo, colocar mulheres em cargos mais altos no Vaticano e permitir que elas votassem no Sínodo dos Bispos — a reunião em que os bispos debatem e decidem questões ideológicas e regimentos internos.
Mas também foi criticado por não avançar menos do que o esperado na questão feminina. Francisco terminou seu papado sem permitir sacerdotes do sexo feminino, reivindicação histórica de parte das católicas.
O papa defendia que apenas cristãos do sexo masculino poderiam ser ordenados para o sacerdócio, usando como base a premissa da Igreja Católica de que Jesus escolheu homens como apóstolos.
Em termos ecológicos, foi um Papa dinâmico e estimulou o movimento ambientalista global. Em 2015, lançou a encíclica Laudato si', um apelo a uma maior gestão ambiental que apelava a mudanças nos estilos de vida e nas políticas de combate às alterações climáticas.
DEP Papa Francisco, brincalhão, muito culto, de gestos e hábitos simples e que lutou para mudar a Igreja. Um excelente Papa!
Só temos de estar gratos pela sua passagem, a sua intervenção social e ecológica e o seu legado.
E há seres imortais, porque não se apagam da nossa memória.
Desdobrando-se numa série de oito vinhetas míticas, esta última obra de Akira Kurosawa foi inspirada nas próprias visões nocturnas do acarinhado realizador, juntamente com histórias do folclore japonês.
Lançado em 1990, o filme "Sonhos" ("Yume", em japonês) e dirigido por Akira Kurosawa [1910-1998] reúne um conjunto de oito curtas-metragens, ou histórias, na seguinte ordem:
1. Raios de Sol Através da Chuva;
2. O Pomar de Pêssego;
3. A Nevasca;
4. O Túnel;
5. Corvos;
6. Monte Fuji em Vermelho;
7. O Demónio Chorão; e
8. A Vila dos Moinhos de Água.
Numa viagem visualmente sumptuosa pela imaginação do mestre, histórias de maravilhas infantis dão lugar a aparições apocalípticas: um jovem rapaz tropeça num casamento de raposa numa floresta; um soldado confronta os fantasmas dos mortos na guerra; o colapso de uma central sufoca uma paisagem costeira com fumo radioativo. Intercalado com reflexões sobre o poder redentor da criação, incluindo um tributo ricamente texturado a Vincent van Gogh (interpretado por Martin Scorsese), Sonhos de Akira Kurosawa é ao mesmo tempo uma montra para o talento artístico do seu criador na sua forma mais desenfreada e um lamento profundamente pessoal por um mundo à mercê da ignorância humana.
"People have forgotten they're a part of nature too." (a partir de 1h:43 minutos, um diálogo deveras importante)
É provável que cada uma das histórias – os sonhos – constituam os desejos, frustações e reflexões vividos por Kurosawa no transcurso de sua vida, que no ano de lançamento deste filme (1990) era já um octogenário.
Se sabedoria não lhe faltou em todo o transcurso de sua vida, o que está refletido em sua vasta obra cinematográfica, em "Sonhos" Kurosawa parece que a extrapola, deixando a todos que vêm os seus "Sonhos" a oportunidade de uma profunda reflexão sobre si, suas vidas e hábitos. E, além disso, Kurosawa avança no essencial de "nossas questões", que passam pela ainda não resolvida relação harmoniosa dos Homens para com a Natureza e, além mais, pela própria relação distante de ser harmoniosa entre os Homens e suas Nações.
Assistindo para pensar. Mas, também, para se apreciar esta magnífica obra de arte com que Akira Kurosawa nos brindou.
Parece um vagabundo? Mas na verdade é o maior matemático do mundo.
Na verdade, o russo Grigorij "Grisha" Jakovlevich Perelman foi o único homem que conseguiu resolver um dos sete "Problemas do Milénio", demonstrando a Conjectura de Poincaré e rejeitou o prémio milionário que lhe tinha dado pelo Clay Mathematics Institute por esta descoberta.
A Conjectura de Poincaré é um problema complexo de topologia e quando encontrou a solução disse: "Para mim é completamente irrelevante, porque se a solução for a certa, não há necessidade de outro reconhecimento".
Mora num mini apartamento dentro de um prédio popular de São Petersburgo, daqueles construídos durante o socialismo. Para ele, dinheiro não significa nada: "Não quero ser um cientista de exposição, mas sim um que estuda a ciência para o bem dos outros".
Ele anda com o cabelo e a barba despenteados e tênis desportivo sem forma, as imagens mais recentes retratam-no com um aspecto desleixado: um blogueiro o localizou no metro e o imortalizou com o celular para depois carregar as fotos dele na internet.
Dizem que na sua cidade, que foi a capital dos czares, está na moda usar uma camiseta com a sua cara e a inscrição: "Neste mundo... Nem tudo pode ser comprado.
Over many years I have put forward a vision of The Simpler Way, and introduced visiting groups to it at Pigface Point.
The above video includes models of a typical suburb before and after such changes have been made.
The explosion of interest in degrowth since 2000 has seen the development of a large literature, international conferences, and many active groups spread around the world.
This is astounding, given that pioneers such as Georgescu-Roegen, Paul Ehrlich, Serge Latouche, and Herman Daly worked for decades to draw attention to the possibility that the pursuit of limitless growth and affluence might be problematic — and they were largely ignored. In the early 1970s, The Limits to Growth made quite an impact, but did not go into possible alternative social goals or forms. My book, Abandon Affluence and Growth (1985), summarized the case and argued that the only solution has to be transition to a Simpler Way. For the following 20 years these few works had almost no impact on mainstream thinking about the commitment to growth.
The recent spread of degrowth is encouraging — however, the movement is founded on a number of confusions and mistaken initiatives. This is understandable given its early stage, and can be regarded as a healthy exploring of possibilities. The literature welcomes ‘pluralism’, but we should be trying to find unifying directions.
The current focus of the degrowth movement
The focus within the degrowth movement has (understandably) been on why the pursuit of growth is a huge mistake, and little attention has been given to two crucial themes. One is strategy: this lack is recognised within the movement, and I discuss it at length in the current edition of Environmental Values. The other, which has received almost no attention, is the concept of simplicity. The defining principle of a society that has undergone degrowth to a sustainable and just state must be transition to far simpler lifestyles and systems.
First, the issue of definition; what is degrowth about, and what should it be about? The term is not a good descriptor for the movement that has emerged. The movement is asserting a wild variety of criticisms of and alternatives to the present globalized, industrialized, urbanized, financialized, neo-liberal, sexist, grotesquely unequal, extractivist, imperialist etc. world order. The expressed goals include all manner of social criticisms, ideals, and policies, ranging from mildly reformist to ultra radical. Many of these — such as monetary reform, making trade more equitable, housing justice, patriarchy, curbing advertising, fairer taxes, reducing debt, indigenous rights, and decolonization — actually have nothing to do with the reduction of economic growth, or could easily be implemented within an economy that continues to be about growth.
Degrowth should, instead, be seen in terms of a concern to reduce resource consumption and environmental impact, which means it is essentially about one thing, which is reducing GDP. It is in order for many sub-goals and domains to be seen as existing under this umbrella, as fields of endeavor relevant to the general quest or for which it has implications.
Thus the term degrowth has become ‘… a rag-bag of utopian dreams’. A more accurate title might be the ‘Finally Fed Up With Capitalism’ movement. All manner of ideals, dreams, alternate policies in a wide variety of fields have been put forward as degrowth proposals. This is highly desirable because it shows that discontent with consumer-capitalist society is finally boiling over. For 70 years its legitimacy and desirability have been largely unquestionable. But now the dominant paradigm is crumbling, evident in the weakening capacity of the rich countries to control the global geo-physical imperial system, the emergence of intractable resource scarcities and environmental problems, accelerating rates of inequality generating hardship and ‘cost of living’ difficulties, rising levels of debt etc. There is increasing realization that the system is causing the big global problems, notably climate change, that it can’t solve them and that it needs to be replaced.
Probably even more serious is the social situation, the loss of cohesion being caused by the inevitable march of capitalism, the deprivation and discontent accompanying rising inequality, and the decreasing capacity of governments to meet demands or provide for people. Large numbers in even the richest countries are poor or homeless. Thirty percent of Australians are reported to be going without sufficient food. The number one health problem in rich countries now is likely to be depression. The UK government recently established a ministry for loneliness. Large proportions of people are losing respect for ‘democracy’ and turning towards authoritarian and fascist options.
These many and varied discontents can be welcomed as undermining the complacency that characterized previous decades. But the scene is quite confused and chaotic, especially with respect to causes and solutions, and this is reflected within the degrowth movement. Even among degrowth advocates there is little realization that the multifactored global predicament cannot be resolved unless there is an extremely big and difficult revolution whereby most of the elements within our present economic, political, and cultural systems are scrapped and replaced by radically different systems. The crucial point here is that the new lifestyles and systems must be materially very simple. Little of the degrowth literature recognizes this, let alone focuses on it. Most of it proceeds as if we can all go on living more or less as we do now, with more or less the same kinds of ways and institutions that we have now, via reformed institutions and better policies. The degrowth movement does not recognize that the magnitude of the overshoot, the degree of unsustainability, of present society, totally prohibits that. To recognize this would decisively focus thinking about goals and strategies, and rule out many currently popular options.
The global situation
Most people do not grasp the extent to which this society has become unsustainable. We have far exceeded the limits to growth. There is no possibility that the per capita levels of resource consumption in rich countries can be kept up for long. Only a few of the world’s people have these ‘living standards’ and the rest can never rise to anything like them. This is the basic cause of the big global problems, including resource depletion, environmental damage, the deprivation of billions in the poor countries, and resource struggles.
There is a strong case that if we are to live in sustainable ways that all could share then rich world per capita rates of consumption must be reduced by 90 percent. The common response is the ‘tech-fix’ claim that technical advance will enable GDP growth to be ‘decoupled’ from resource and environmental impact. But there is now overwhelming evidence that apart from in some limited areas this is not happening and is not going to happen. (Haberle’s review examined over 800 studies.) If GDP is increased, impacts increase. It is not possible to solve the big problems if we are determined to maintain present levels of consumption and production — the solution can only be found on the demand side; that is, by greatly reducing production and consumption.
A major cause of our predicament is the fact that we have an economic system which must have growth and which allows the market and profit to determine what happens. As a result, what is produced, who gets it and what is developed, is determined by what is most profitable to the few who own most of the capital. The outcome is not determined by what is most needed. That is why the one percent now own about half the world’s wealth, and the poor countries have been ‘developed’ into a form which ships their resources out to enrich the corporations and rich world shoppers, while most people in even the richest countries struggle to get by.
The crucial point is that we have to try to shift to values and ways that enable all to live well on a very small fraction of the per capita resource and environmental impacts we in rich countries have now. We cannot achieve a sustainable way of life which all could share unless there is an enormous degrowth transition to far simpler lifestyles and systems. The magnitude of the required Degrowth is not sufficiently recognised within the movement. Nor are the implications for social change; because the over-shoot is so big that only change to extremely different lifestyles and systems can solve the big global problems.
Aborda a grande questão do crescimento económico num mundo finito do ponto de vista de um movimento social e profundamente ecológico conhecido como decrescimento.
Professores, economistas, engenheiros e filósofos participam deste importante movimento em inúmeros países como França, Itália, Espanha, Reino Unido e Canadá.
Enquanto os governos confiam, com miopia política e científica, numa panaceia tecnológica para resolver a crise do ambiente e dos recursos a que estamos sujeitos, na esperança de adaptar o planeta e a própria humanidade à vontade do produtivismo, o decrescimento representa uma reformulação do nosso modo de vida , tendo em conta os limites da biosfera e as reais necessidades do ser humano.
Este documentário justapõe dois mundos. O mundo tal como é agora, um mundo de desejo, do “ter” e do “sempre mais”, caracterizado pela ausência de freios. É um mito que hoje está sendo destruído graças ao declínio dos recursos energéticos e das matérias-primas e à crise ambiental, tudo abordado em entrevistas com especialistas neste documentário. Mas outro mundo está a caminho, um mundo de “ser”, consciente dos limites da biosfera, onde os chamados “objetores de consciência ao crescimento” trabalham juntos para construir uma alternativa socioeconómica que seja ao mesmo tempo sustentável e libertadora.
Esta música é em memória da morte de um excelente aluno meu, Daniel Moreira que faleceu hoje de cancro aos 23 anos. Foi ele que me deu a conhecer este tema e banda.
Parafraseando Sting
"On and on the rain will fall
Like tears from a star
Like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are
How fragile we are"
Ride - Vapour Trail First you look so strong Then you fade away The sun will blind my eyes I love you anyway
Thirsty for your smile I watch you for a while You are a vapour trail In a deep blue sky
Tremble with a sigh Glitter in your eye You seem to come and go I never seem to know
And all my time Is yours as much as mine We never have enough Time to show our love
"Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."
Anja Rožen, uma menina de 13 anos de Ravne na Koroškem, Eslovénia, tem uma visão de como é a paz. Anja deu vida a essa visão por meio de sua arte, ganhando o grande prémio no Concurso de Cartaz sobre a Paz do Lions Clubs International. Concurso Internacional Placat MIRU
O poster vencedor foi selecionado pela sua originalidade, mérito artístico e representação do tema do concurso, "Estamos Todos Conectados". O Lions Clube Slovenj Gradec patrocinou o concurso local que deu a Anja a oportunidade de participar deste evento global e partilhar a sua visão com o mundo.
Este desenho é de Anja Rozen, uma estudante da escola primária de 13 anos na Eslovénia, ela foi a vencedora do concurso internacional Plakat Miru.
Anja foi escolhida entre 600.000 crianças de todo o mundo. Veja a sua explicação:
"O meu desenho representa a terra que nos conecta e nos une. Os humanos tecem juntos. Se um desiste, outros caem. Estamos todos ligados ao nosso planeta e uns aos outros, mas infelizmente temos pouco conhecimento disso. Estamos tecidos um no outro. Outros tecem ao meu lado a minha própria história; e eu teço a deles."
This drawing is by Anja Rozen, a 13 year old primary school student in Slovenia. She was chosen from 600.000 children around the world to create a piece of art to show what peace looks like. She is the winner of the international Plakat Miru competition.
“My drawing represents the land that binds us and unites us.” Humans are woven together. If someone gives up, others fall. We are all connected to our planet and to each other, but unfortunately we are little aware of it. We are woven together. Other people weave alongside me my own story; and I weave theirs," said the young designer
Must have died a thousand times I must have died a thousand times I must have died a thousand times Feeling less than human I surmise that I'm less than human In God's eyes
Time, he's on my side, she said Time, he's on my side, she said He may be on your side, I said But it makes no difference in the end He's coming after you, my friend
I must have cried a thousand times Must have cried a thousand times I must have cried a thousand times Feeling less than human I surmise I'm less than human In God's eyes
I must have died a thousand times I must have died a thousand times And I must have cried a thousand times I must have cried a thousand times Wao-oo-oo
O cartaz é injusto. Injusto porque há milhões de vegetarianos, milhões andar de bicicleta para o trabalho, milhares de ONG e colectivos na defesa da biodiversidade, muitos líderes ambientais são assassinados, milhões de pessoas com hábitos "ecofriendly" (cozinham a forno solar, permacultores, praticam a agricultura biológica, simplicidade voluntária, minimalistas, etc.), milhares são contra o glifosato e os OGM, milhares recusam os aviões, centenas de académicos produziram resultados que nos tornam apreensivos em relação às consequências do aquecimento global e ao colapso dos insectos e das aves. A extinção maciça de outras espécies, etc...
E o que vemos, em particular, Portugal? Um travão e uma marcha atrás que amputa os objectivos já descritos. Com o SIMPLEX Ambiental, o Governo está a incumprir os seus compromissos internacionais, nomeadamente a Convenção de Aarhus sobre o acesso à informação, participação do público nos processos de tomada de decisão e acesso à justiça em matéria de ambiente. Assim não dá.
Que vida estamos sendo forçados a fazer hoje? Se continuarmos assim, que futuro reservamos para o planeta?
Existem alternativas e alguns optaram por viver de forma diferente para serem menos dependentes de um sistema que consideram destrutivo. Nem ativistas marginais nem tacanhos, desejam desenvolver um vínculo com a sociedade para ajudá-la a evoluir e nos conscientizar de que é possível viver de forma diferente.
Matawan, Julia, Achim e Michel vivem por toda a Europa. Cada um deles decidiu, num momento chave das suas vidas, criar ou estabelecer-se numa ecoaldeia ou eco-sítio. Todos caminham para uma mesma filosofia de vida, mais próxima e mais respeitadora da natureza, dos outros e de si mesmos.