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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Shell reportou lucros avultados ($ 7 biliões) após a subida dos preços do petróleo provocada pela guerra entre os EUA - Israel contra o Irão.


Shell has become the latest energy giant to report a jump in profits following the sharp increase in oil prices since the beginning of the Iran war.

It reported profits of $6.92bn (£5.1bn) for the first three months of the year, which was higher than analysts had expected and up from $5.58bn in the same period a year earlier.

The price of oil has soared since the start of the US-Israel war with Iran as the key Strait of Hormuz, which usually carries about 20% of the global supplies of oil and liquid natural gas (LNG), has been effectively closed.

Last week, rival oil giant BP said its profits for the first three months of the year had more than doubled.

Other oil firms have also reported bumper results. On Wednesday, Norway's Equinor said profits in the first three months of the year had hit $9.77bn, its highest quarterly profit for three years.

Traders profit
Shell chief executive Wael Sawan said: "Shell delivered strong results enabled by our relentless focus on operational performance in a quarter marked by unprecedented disruption in global energy markets.

"The safety of our people remains our priority as we work closely with governments and customers to address their energy needs."

Like BP, one of the factors behind Shell's profits rise was better results from its oil trading business.

Before the conflict began, the price of Brent crude, the global benchmark for oil prices, was around $73 a barrel.

Since then, oil has seen sharp swings - peaking above $120 at one point, but also falling below $100 on other occasions as speculation has swirled over when the Strait of Hormuz will reopen.

The big movements in the oil price that have been seen since the Iran war began can widen the gap between buying and selling prices. This typically enables traders to make bigger profits.

Shell's profits were also boosted by higher margins at its refining business, which turns crude oil into finished products such as petrol and jet fuel.

However, the company said its oil and gas output had fallen by 4% compared with the final three months of last year due to the conflict.

Shell's LNG production in Qatar has been shut down since early March because of the conflict, and its Pearl GTL site in Qatar has been damaged by attacks.

Last week, Shell announced it was buying Canadian shale producer ARC Resources for $16.4bn, which Sawan said would "deliver value for decades to come".


Call to strengthen windfall tax
The surge in profits being reported by energy firms has led to criticism from environmental groups.

Danny Gross, climate campaigner at Friends of the Earth, said: "Once again, fossil fuel giants are pocketing monstrous profits while drivers are being squeezed at the petrol pump and households are set to pay higher energy bills.

"The answer is clear: strengthen the windfall tax on these indefensible profits and break our dependence on fossil fuels by powering our economy with homegrown renewables."What is the windfall tax?

Energy firms operating in the UK are subject to a windfall tax, called the Energy Profits Levy, that was introduced in 2022 as a response to soaring profits following Russia's full-scale invasion of Ukraine. Labour extended the life of the tax to March 2030.

However, the levy only applies to profits made from extracting oil and gas in the UK, whereas the bulk of energy giants' earnings are made overseas. The UK accounts for less than 5% of Shell's global oil and gas production.

Gas and electricity bills for most households in Britain are protected for the moment by the energy price cap.

Until 30 June, the typical annual bill for dual-fuel households who pay by direct debit will be £1,641.

However, the jump in wholesale oil and gas prices since the Iran war began means the cap is currently estimated to rise by about £200 when it is revised in July.

Shipping giant passing on costs

Meanwhile, the chief executive of Danish shipping giant Maersk told the BBC it was passing on rising costs due to the war to its customers.

Vincent Clerc said the sharp rise in energy prices was adding half a billion dollars of extra costs per month to the business.

"What is really important is actually to pass on these cost increases to our customers as much as possible, so that we can protect our margin and the operations' integrity going forward," he said.

He added there was uncertainty over whether this would eventually lead to inflation and lower demand.

Maersk's latest earnings show operating profits slightly above analysts' forecasts, although that was mostly for the period just before the Iran war started.

On Monday, Maersk said its US-flagged vessel, the Alliance Fairfax, which had been stranded in the Gulf since the end of February, had managed to exit the Strait of Hormuz accompanied by US military assets.

Clerc said Tehran's ambition for control of the Strait and eventual toll charges would be a significant change for the industry, "similar to the canals in Suez and in Panama, where we also pay to go through".

But he said at this stage any toll charges on the Strait of Hormuz were "very, very speculative" and it would have to reopen first.

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quinta-feira, 29 de maio de 2025

Europa em crise de relevância


Expresso
A evolução para um sistema multipolar assimétrico tem sido marcada pelo aparecimento de inúmeros centros de poder. Para a Europa, está a tornar-se cada vez mais difícil posicionar-se como um protagonista de primeira linha, em grande parte devido às suas normas restritivas de tomada de decisão, mas não só.

No início do século XX, o geógrafo britânico Halford Mackinder conjeturava que o vasto interior da Eurásia continha a chave definitiva para a geopolítica global. A “Teoria da Terra Central” lembrava como o controlo daquela região crucial moldou a dinâmica do poder mundial durante séculos. 

O surgimento do Ocidente moderno apontou a agulha para os territórios ocidentais, que tiveram uma liderança de cerca de 200 anos. Nas últimas duas décadas, porém, a perda de influência europeia tem sido gradual, e, com o regresso de Donald Trump à Casa Branca, esse enfraquecimento da autoridade tornou-se ainda mais evidente: os países europeus têm sido deixados de fora de quaisquer negociações sobre a Ucrânia, a primeira viagem do Presidente dos EUA ao estrangeiro foi ao Médio Oriente, e há algum tempo que a figura do mediador se deslocou para protagonistas mais inesperados — a Turquia, o Catar e a Arábia Saudita.

Minha reflexão
O problema não é a dificuldade na tomada de decisão mas sim as decisões que vêm sendo tomadas, nomeadamente face à Rússia, à China e a Israel. E também a posição subalterna face à política externa Norte-americana e do Reino Unido. A UE devia estar pelo menos como observador nos BRICS. Devia ter uma posição menos "neocolonial" face a África e à dita Maioria Global (a estória do Jardim e da Selva do Borrell foi imensamente destrutiva). Devia ser o maior promotor da paz e não da guerra; a dualidade de critérios em relação à Ucrânia e à Palestina só a diminuem como entidade credível. E devia funcionar como uma entidade coesa e não a França e a Alemanha a fazerem como querem e a posicionarem-se sempre como um duo, em desrespeito dos seus parceiros na UE. Enfim! O comentário geopolítico do Expresso continua a atirar só lado.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Slavoj Žižek - O papel da Europa na atual política planetária


O Instituto Berggruen Europa recebeu o Professor Slavoj Žižek na Casa dei Tre Oci para uma palestra sobre a necessidade de uma teoria quântica da história.
O que isso significa? Porquê uma nova teoria da história e da transformação deve ser operacionalizada como base para uma nova política?

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

George Ohsawa, Afonso Cautela e os ensinamentos da Filosofia e Medicina do Extremo Oriente, a Macrobiótica

 

Em 1977 o tão pioneiro poeta, jornalista, ecologista e ensaísta Afonso Cautela publicava nos seus cadernos policopiados da Frente Ecológica, jornal de vanguarda, descolonização cultural, macrobiótica zen, bioagricultura, tecnologias leves, luta anti-nuclear, parto sem dor, revolução artesanal, agro-comunas/sociedade paralela, energias infinitas e não poluentes, reconversão de consumos, alternativas à medicina, um número de 36 páginas intitulado A Cura pela Energia, 55 Indicações de base, que representava a sua compreensão dos processos de vida saudável e de cura, baseando-se nos ensinamentos da Filosofia e Medicina tradicional do Extremo Oriente, conforme George Ohsawa ensinara e divulgara no Ocidente e que tinham sido bem acolhidos em alguns países.

Quem fora George Ohsawa de quem celebramos hoje 18 de Outubro de 2023, os 133 anos de nascimento?
Nascera como Nyoiti Sakurazawa, em 1893, em Kyoto, de uma família de samurais empobrecida, já que o Ohsawa veio do francês, Oh ça va..., com que tinha de responder à pergunta, Como está? Aderira ao movimento Shokuiku, Educação alimentar, fundado pelo genial médico Ishizuka Sagen, (1850-1909) e que atingira grande sucesso (no pico, 100 consultas por dia) pelos seus tratamentos pelo equilíbrio alimentar do Yin e Yang, consignados na obra Uma teoria química da nutrição na Saúde e Longevidade.
Nyoiti Sakurazawa aprende com um seu discípulo, Manabu Nishibata e, vindo para o Ocidente, transmitirá esta filosofia do equilíbrio do Yin-Yang, negativo e positivo, feminino e masculino, noite e dia, e sobretudo do conteúdo do potássio (yin) e sódio (yang) no alimentos, iniciando no Ocidente o método macrobiótico (grande vida) de alimentação, como disciplina harmonizadora do corpo e alma, recomendando o uso de cereais, verduras, leguminosas e algas, e a cautela com as proteínas animais, o açúcar e o excesso de Yin, ou seja de alimentos com mais teor de potássio. Os alimentos mais recomendados e utilizados salutarmente, além dos cereais, eram miso, daikon e umesboshi, ainda hoje fazendo parte da dieta nipónica. Regressado ao Japão em 1931, vai aprofundando os seus estudos e análises das pessoas, doenças, sociedades, como filósofo e educador pacifista e quando anos mais tarde prevê a derrota do Japão, é preso, condenado à morte e foi por pouco que escapou e só após depois da rendição nipónica é que foi libertado, consagrando-se de novo aos seus estudos, publicações e ensinamentos da aplicação do Princípio Único do Yin e do Yang da filosofia Taoísta. A sua visão do mundo e dos seus fenómenos, bastante simplificadora e revolucionária face aos conhecimentos e poderes instituídos, embora em certos aspectos datada ou limitada, em muitos outros continua a ser muito rica de um discernimento directo e profundo da vida e da mente humana. Publicou, além de quatro revistas, mais de duzentas obras em japonês, inclusive de história, biografias e traduções (Alexis Carrel, e Northrop's, The meeting of East and West), e vinte delas em francês, já que esteve nos anos 20-30 em Paris, editadas pela reputada Vrin, em 1929 a primeira Le Principe Unique de la Philosophie et de la Science d'Extreme Orient, mas também dadas à luz noutras editoras francesas e belgas, país este onde teve muitos amigos e centros de tal modo que a fábrica de alimentos macrobióticos, que teve o nome da sua mulher Lima, ali nascerá em Gand, e ainda hoje é uma referência da qualidade biológica dos produtos, tendo-a eu visitado em 1982 e nela bem dialogado. A partir de 1957, George Oshawa viaja por todo mundo, ensinando, dialogando e está mesmo na floresta africana cerca de um ano com Albert Schweitzer (1875-1965), o filósofo e místico em acção abnegada pelos leprosos. Em 1961 saiu a sua obra mais popular, a mais prática e condensada, O Zen e a Macrobiótica, que foi traduzida para numerosas línguas. Mas nela, após as muitas páginas de explicação da filosofia do Extremo Oriente e de salutares receitas de bons cozinhados e de ideias práticas quanto ao uso e conservação dos alimentos, termina com um corajoso capítulo intitulado Certificado pro-forma do óbito do império mundial da dinastia americana do ouro, algo que estamos a observar hoje um começo, com o crescimento do BRICS e a diminuição do papel e valor do dólar infinito (impresso ilimitadamente, e logo injusta e corruptamente) no mundo. Será em 1966, de um ataque de coração, que se evolará da Terra.

Ora em Portugal desde os meados dos anos 60 havia alguns núcleos, alimentados por publicações vindas de França e do Brasil e assim em 1969 saía a primeiro número de uma revista do Centro Ignoramus de Macrobiótica Zen, sediada na R. da Emenda, 110, 2º, Lisboa, e que era orientado por Fernando Mesquita e José Galambas. Nela funcionava também o restaurante, a Colmeia, que a breve trecho passou a ser dirigido por Abel Trancoso e depois apoiado pelo calmo e sábio João Ribeiro. Provavelmente foi pela Colmeia que Afonso Cautela teve conhecimento da Macrobiótica, tal como eu e muitas outras pessoas, ainda que no Norte houvesse também um núcleo que teve como dinamizadores Augusto Coutinho e outros donde surgiriam os centros e restaurantes Pirâmide e mais tarde o Suribachi, este ainda hoje vivo, no Porto. A partir de 1975, um discípulo de Ohsawa, Michio Kushi, sediado nos USA, passará a vir a Portugal para seminários e consultas, divulgando o seu aprofundamento da Macrobiótica através da edições da Cooperativa Unimave e da Trigrama, onde ainda trabalhei, fundada por Gomes Ribeiro, um do co-fundadores do Suribachi, com Maria Arminda e Amândio.

Contracapa de uma publicação da Trigrama sobre a Macrobiótica

Essa obra de Afonso Cautela A Cura pela Energia. 55 Indicações de Base, vamos então transcrever algumas partes em homenagem aos 133 anos de George Ohsawa e a Afonso Cautela:


As 55 indicações de base são antecedidas de duas páginas nas quais Afonso Cautela expõe a sua compreensão da cura pelo equilíbrio da polaridade yin e yang da força energia cósmica aplicado a cada ser ou doente que «é um ponto da espiral, o micro do macrocosmos», «um elo da grande corrente corrente universal, ininterrupta e infinita». A ideia base é que «todas as doenças são curáveis: e a maior ou menor rapidez na cura depende do método ou regime alimentar seguido», e assim após as 55 indicações de base podemos ver os três regimes sugeridos (as famosas dietas nº5 (50% de cereais, 30% legumes frescos, 10% leguminosas, 10% algas e saladas), nº6 (75% cereais) e nº7 de Ohsawa), conforme a proporção de cereais, legumes, leguminosas e algas.


55 Indicações

«1 - Cada pessoa deve ter uma terapêutica especial. "Não há doenças, há doentes". (Hipócrates). Mas o que aqui se indica são generalidades, que podem servir a todo e qualquer caso, todo e qualquer doente, como medida imediata de prevenção, defesa, controle e terapêutica.
2 - Do ponto de vista racional (terapêutica causal), o que importa é deixar o organismo reagir por si, porque o o organismo" – Hipócrates – "é que se cura a si mesmo". Se assim foi e assim será, a única atitude inteligente quando a doença ataca, não é atacar ainda mais o organismo com medicamentos, deixa-lo exausto com alimentos complicados e pesados, mas libertá-lo de todos esses encargos suplementares para o deixar com forças de reagir por si.
6 – Para começar,o melhor de tudo é um pequeno jejum. Ao contrário do que afirmam os preconceitos de costumes retrógrados, o doente não deve ser super-alimentado. É exactamente o contrário. Se der descanso digestivo ao seu corpo, este ficará disponível para colocar todas as energias e reservas no "combate à doença".
25 - A MASTIGAÇÃO é um segredo base a que a frivolidade ocidental não liga importância mas que se encontra na raiz das grandes alterações possíveis através da Macrobiótica Zen.
Enquanto o doente não se convencer da importância da MASTIGAÇÃO na sua cura, a eficácia do regime encontra-se grandemente comprometida.
Ao insistir na MASTIGAÇÃO (30 a 50 vezes cada garfada) a macrobiótica deveria ao mesmo tempo frisar a ENSALIVAÇÃO. De facto, a importância desta primordial operação alimentar, é dupla: primeiro, é com uma boa mastigação que se assegura uma boa digestão, uma assimilação completa do cereal e o seu máximo aproveitamento quer nutritivo quer terapêutico; segundo, uma salivação abundante (a produção de saliva, assim como o PALADAR, também se educa!) irá fornecer ao processo digestivo a dose de ptialina necessária para se efectuar o desdobramento das proteínas contidas no cereal e nos restantes alimentos.
26 - Cereais mais citados no livro de Ohsawa: arroz, trigo sarraceno,, aveia, centeio, milho [míudo, ou millet].
39 - Tal como preconiza Oshawa, o Jejum é sempre útil, em qualquer doença e mesmo que não haja doença: é um repouso, uma pausa do organismo que o habilita a recobrar forças e resistência às agressões do meio ambiente, à contaminação do habitat.
Mas fazer jejum, não é, para Ohsawa, passar fome.
O jejum é para ele uma forma de fazer recuar a doença e ajuda a curar outras.
Durante o jejum convém não despender esforços intelectuais nem físicos. Todas as energias do corpo, normalmente utilizadas no trabalho da digestão, se concentram para fazer frente à doença. Além disso, o jejum é um princípio de desintoxicação.
Mas a grandes descoberta de Ohsawa é que o doente poderá fazer o jejum continuando em actividade, se a sua vida lhe não permitir que seja de outra maneira. Ideal seria que descansasse, física e intelectualmente. Mas senão conseguir esse ideal, nem por isso o jejum deixará de operar no processo de retroagir a doença.»

Como último ensinamento-testamento, nesta homenagem e comunhão com George Oshawa e Afonso Cautela, leiamos as suas 52 e 53 indicações de base, e sigamos ou aplicamos as que nos dizem mais:
52 - Conservar a Energia: Princípio único de toda a cura.
«Na cura pelo Princípio Único [da Ordem do Universo e que é o do equilibrar o Yin e o Yang, negativo e positivo] têm a máxima importância os mínimos pormenores. Seja qual for o caso, recomenda-se aos doentes:
- Que use pente de madeira. - Que use talheres de madeira. - Que não coma alimentos frigorificados (o frigorífico desmagnetiza). - Que não cozinhe alimentos em vasilhas de alumínio ou barro vidrado (barro não vidrado não tem inconvenientes). - Que só coma alimentos biológicos (com carga energética). - Que ensalive longamente e mastigue o maior número possível de vezes cada alimento que leve à boca. - Que não utilize farinhas (mesmo integrais) pois nas farinhas o grão já perdeu toda a concentração energética tendo-se pulverizado até ao infinito. - Que não perca a esperança na cura, porque se é da Energia Eterna e do Infinito que tudo provém e para onde tudo vai, se é do Princípio Único ou lei que tudo depende, a fé nesse princípio e nessa energia pode curar, pode mesmo mudar o destino de uma pessoa.»
53 - Leitura Ecológica da doença e seus sintomas
Saúde e doença não são fenómenos isolados, esporádicos, de superfície: radicam na mais profunda realidade do homem e do meio ou habitat que o cerca: urbano, físico, climático, histórico, cultural, etc.
Se todas as doenças são de ambiente, o conceito de intoxicação estará na primeira fila dos que importa estudar.
Entre os tóxicos alimentares, basta citar: mariscos, carne, peixe, molhos, frituras, bebidas alcoólicas, levedura prensada, alimentos fermentados, corantes, enlatados, conservas, etc.
Entre os tóxicos não alimentares, basta citar: tabaco, fármacos, estupefacientes, água e ar poluídos, adubos, pesticidas, etc.
Perante o número de tóxicos que cercam o consumidor e de que ele fez regular o consumo, não é difícil concluir a importância que o estudo ensaístico de Medicina Ecológica deverá atribuir aos métodos e técnicas de desintoxicação: monodieta, jejum, banhos de sudação, saunas, massagem, marcha, yoga, etc.
Se a maior parte das doenças são doenças do Ambiente, como aqui se sustenta, compreende-se a importância de estudar ensaisticamente a desnutrição por insuficiência alimentar tanto como desnutrição por alimentos desvitalizados: açúcar refinado, cereais refinados, óleos refinados, sal refinado, arroz descorticado, etc.; e de que forma a fome, as avitaminoses e todas as doenças de carência tanto com as indústrias alimentares estão ao serviço da exploração do homem pelo homem.
Uma vez que a esta concepção causal e ecológica da Doença e ao papel defensivo do sintoma no equilíbrio orgânico, se opõem os erros e crimes da medicina sintomática (transferência de sintomas e transferência de doença aguda para doença crónica), parece ao autor importante prosseguir o estudo ensaístico das duas correntes do pensamento médico; a sintomática, causal ou prospectiva [holistica]: e a medicina sintomática, curativa e medicamentosa (plástica e reconstrutiva), na medicina física e de reabilitação, na medicina de reanimação, na medicina das vacinas (dita preventiva), etc.»

Bons discernimentos .....