terça-feira, 28 de julho de 2026
Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os converte em energia
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Sobreturismo nas montanhas: o impacto ambiental que ninguém quer ver
sexta-feira, 10 de julho de 2026
França em revolta contra sistema de reciclagem de garrafas idêntico ao "Volta" em Portugal
O descontentamento com o plano do governo de Emmanuel Macron levou os presidentes de câmara e os municípios franceses a ameaçarem suspender o pagamento desta taxa, por se sentirem profundamente injustiçados a nível financeiro e logístico. Ao longo dos últimos anos, as autarquias investiram milhões de euros na modernização de ecocentros públicos para separar o lixo doméstico. Dentro de todos os resíduos, as garrafas de plástico PET limpas funcionam como o filé mignon do lixo, sendo o único material que os municípios conseguem vender a bom preço às empresas de reciclagem para financiar e cobrir os custos do resto da recolha urbana.
O novo plano do governo destrói completamente este equilíbrio económico. Ao criar um sistema de máquinas de depósito nos supermercados, o Estado retira a recolha das garrafas de plástico das mãos dos municípios e entrega o negócio diretamente à indústria das grandes marcas de bebidas. Isto resulta num castigo duplo para as autarquias francesas, que perdem subitamente uma receita essencial com a venda do plástico, mas continuam com a obrigação onerosa de recolher o lixo que ninguém quer, como restos de comida, fraldas ou sofás. Para agravar a situação, os municípios teriam de continuar a pagar a pesada taxa TGAP ao Estado pelo envio desse lixo restante para incineração ou aterro, mesmo sem o retorno financeiro do plástico.
Esta ameaça de suspensão do pagamento funciona, portanto, como uma poderosa arma de arremesso político e uma autêntica greve fiscal ecologicamente motivada. Ao cortarem o fluxo deste imposto, os autarcas franceses lançam um ultimato claro ao governo central, avisando que não vão financiar os cofres do Estado se este insistir em retirar o negócio do plástico ao setor público para o entregar aos grandes industriais privados (como a Nestlé, Coca-Cola, Pepsi-Cola, etc.)
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Estudo da Greenpeace encontra microplásticos em comida para bebé, da Nestlé e da Danone, vendida em embalagens de plástico
terça-feira, 26 de maio de 2026
Cientistas descobrem por que a reciclagem de garrafas de plástico PET não é 100% eficaz
"Os nossos resultados demonstram que, embora a enzima seja teoricamente capaz de alcançar a posição correta para realizar o corte químico tanto em plástico macio como em plástico cristalino, o custo energético para tal neste último é proibitivo", observou o autor principal do estudo, Francesco Colizzi.
"Se conseguirmos conceber enzimas que ultrapassem estas barreiras energéticas, estaremos muito mais próximos de uma verdadeira economia circular, onde as garrafas usadas possam ser transformadas em novas garrafas da mesma qualidade, vezes sem conta", realçou a primeira autora do estudo, Ania Di Pede-Mattatelli.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Microplásticos podem ter grande contribuição nas alterações climáticas
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Microplásticos detetados em quase todos os cérebros analisados em estudo internacional
quarta-feira, 25 de março de 2026
O Tratado Global sobre Plásticos: O Momento Decisivo
O planeta enfrenta uma crise que já não se mede apenas em ilhas de lixo flutuantes ou em praias desfiguradas. A invasão do plástico tornou-se biológica e sistémica. Todos os anos, milhões de toneladas de polímeros e as letais redes fantasma – armadilhas de nylon que perduram por séculos – invadem os nossos oceanos, dizimando baleias, tartarugas e aves marinhas, enquanto asfixiam ecossistemas vitais para a regulação do clima. Contudo, o perigo mais insidioso é aquele que não conseguimos ver a olho nu.
As milhões de toneladas de plástico que acabam no oceano chegam à nossa mesa e ao nosso corpo através do peixe, da água e até do sal. A ciência já confirmou: trata-se de um perigo para a saúde pública.
A ciência moderna confirmou o que há muito se temia: o plástico já faz parte da biologia humana. Microplásticos e nanoplásticos foram detetados no sangue, em órgãos vitais e até em placentas, o que significa que as novas gerações já nascem num ambiente de contaminação interna. De acordo com o estudo sobre
Em Portugal, a preocupação com os microplásticos já saltou das páginas das revistas científicas para os alertas das autoridades de saúde. Substâncias como os bisfenóis, os ftalatos e os PFAS (químicos eternos) são classificados pela Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) e pelo National Institute of Environmental Health Sciences como disruptores endócrinos. Estes compostos têm a capacidade de interferir com o nosso equilíbrio hormonal, estando cientificamente ligados à infertilidade, ao aumento de doenças metabólicas como a obesidade e a formas agressivas de cancro. Não se trata de uma ameaça distante: o projeto europeu de biomonitorização (HBM4EU), no qual Portugal participou, confirmou que estes químicos estão presentes no organismo da vasta maioria dos cidadãos europeus, provenientes da nossa alimentação e da degradação desenfreada do plástico no meio ambiente.
Apesar da gravidade da situação exposta em relatórios sobre o
Exigimos um tratado ambicioso que não se foque apenas na gestão do resíduo final, mas que imponha limites vinculativos à produção de plástico virgem. É imperativo banir os químicos tóxicos que impedem uma economia circular segura e responsabilizar financeiramente as empresas pelo ciclo de vida completo dos seus produtos. O tempo das soluções cosméticas terminou. O que está em causa não é apenas a preservação da natureza, mas a integridade da saúde humana e a viabilidade da vida nos oceanos. Precisamos de um compromisso que trave a produção na origem, antes que o plástico substitua permanentemente a vida no nosso planeta azul.
domingo, 15 de março de 2026
Biomimética - uma ciência amiga da sustentabilidade?
sábado, 6 de dezembro de 2025
Que fazer aos cigarros electrónicos usados?
sábado, 15 de novembro de 2025
Mushrooms That Could Help Save Our Planet: How Mycelium Fights Plastic
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Relatórios e críticas académicas sobre o REACH
Em complemento ao que já foi dito aqui, sugiro a leitura da seguinte informação. Apesar dos seus progressos, diversos estudos académicos têm apontado limitações importantes que comprometem a sua eficácia ambiental.
Entre as principais críticas destaca-se a lentidão dos processos de avaliação e autorização, que faz com que muitas substâncias perigosas permaneçam no mercado durante anos antes de qualquer restrição efetiva. A qualidade e transparência dos dados submetidos pelas empresas também suscitam dúvidas: análises recentes revelam que mais de metade dos estudos utilizados não seguem padrões regulatórios consistentes.
Outro ponto central é a avaliação insuficiente dos efeitos combinados de misturas químicas. O REACH tende a analisar substâncias isoladamente, ignorando o chamado efeito cocktail, em que misturas de compostos aparentemente inofensivos podem causar sérios impactos sobre ecossistemas aquáticos e terrestres. Investigadores e organizações ambientais defendem a introdução de um mixture assessment factor para refletir melhor a realidade ecológica.
Estudos em ecotoxicologia demonstram que os dados de toxicidade ambiental no REACH são incompletos ou de baixa qualidade, o que dificulta a avaliação da pegada ecológica das substâncias. Isto tem implicações diretas na biodiversidade, na contaminação da água e do solo, e na saúde dos ecossistemas.
Além disso, há disparidades na aplicação entre Estados-Membros, o que fragiliza a coerência da proteção ambiental. A indústria, por seu lado, reconhece o valor do REACH, mas critica os custos e a burocracia associados.
1. Comissão Europeia / ECHA
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Adeus às embalagens de plástico? Jovens portugueses criam cápsula de algas com gel de banho que se dissolve na água
Todos os anos, 120 mil milhões de embalagens de plástico são descartadas. Os produtos de higiene, por exemplo, são usados durante semanas, mas as embalagens têm vida longa e acabam muitas vezes nos oceanos ou em aterros.
quinta-feira, 29 de maio de 2025
Como reduzir a exposição a microplásticos
quinta-feira, 10 de outubro de 2024
O Impacto do Consumo de Água Engarrafada na Saúde e no Ambiente: Alternativas Sustentáveis
O consumo de água engarrafada tem vindo a crescer de forma preocupante, movido por uma perceção de qualidade superior e conveniência. No entanto, este hábito tem um impacto profundo, tanto na saúde pública como no meio ambiente. É imperativo invertemos o sentido dos nossos hábitos individuais e coletivos!
Impacto Ambiental
O principal problema associado ao consumo de água engarrafada reside na produção e descarte de embalagens de plástico. Estima-se que milhões de garrafas plásticas sejam produzidas diariamente em todo o mundo, com uma pequena fraçãoa chegar ao circuito de reciclagem. A maioria dessas garrafas acaba em aterros sanitários ou, pior, nos nossos oceanos, contribuindo para o aumento da poluição por plásticos, agravando a crise da sobrevivência de espécies de flora e fauna.
A produção de garrafas plásticas também envolve o uso intensivo de recursos naturais. Para fabricar uma garrafa de plástico de um litro, são necessários três litros de água e grandes quantidades de petróleo, o que resulta numa pegada de carbono significativa. Além disso, o transporte de água engarrafada, muitas vezes por longas distâncias, contribui para as emissões de gases com efeito de estufa com custos e impactos incalculáveis.
Impacto na Saúde
Embora a água engarrafada seja amplamente considerada segura, nem sempre é sinónimo de maior qualidade. Estudos indicam que algumas marcas de água engarrafada contêm microplásticos, produtos químicos disruptores endócrinos, como o bisfenol A (BPA), e outros contaminantes que podem ser prejudiciais à saúde humana. Além disso, a exposição prolongada ao calor pode causar a libertação de substâncias tóxicas das garrafas plásticas para a água.
Outro fator preocupante é a ausência de regulamentação rigorosa em algumas regiões do planeta, onde a qualidade da água da torneira é frequentemente superior à da água engarrafada.
Alternativas Sustentáveis
Para mitigar o impacto ambiental e os riscos à saúde associados ao consumo de água engarrafada, é crucial considerar alternativas mais sustentáveis:
Água da Torneira Filtrada: A água da rede pública em Portugal é, na sua maioria, de excelente qualidade e segura para consumo. O uso de filtros de água em casa pode melhorar ainda mais a qualidade, removendo possíveis impurezas e odores. Existem filtros de várias tecnologias, como carvão ativado ou osmose inversa, que oferecem soluções acessíveis e eficientes.
Estação de Água Filtrada em Locais Públicos: Uma das soluções mais eficazes e sustentáveis seria a implementação de estações de água filtrada em espaços públicos, como centros comerciais, estações de comboios, parques e eventos desportivos. Estes pontos de abastecimento permitiriam às pessoas encherem garrafas reutilizáveis, reduzindo drasticamente a necessidade de comprar água engarrafada.
Garrafas Reutilizáveis: O incentivo ao uso de garrafas reutilizáveis feitas de materiais como aço inoxidável, vidro ou plásticos livres de BPA é outra medida prática e imediata. Além de serem seguras para a saúde, estas garrafas têm uma durabilidade muito superior às de plástico descartáveis e podem ser usadas repetidamente, reduzindo significativamente o desperdício.
Políticas Públicas e Incentivos: A promoção de campanhas educativas sobre os benefícios da água da torneira e a criação de incentivos governamentais para empresas que promovam práticas sustentáveis também são essenciais para uma mudança a longo prazo. Por exemplo, a proibição ou restrição da venda de água engarrafada em instituições públicas, como escolas e hospitais, pode ser um ponto de partida importante.
A Mudança Começa Connosco
Eu faço a minha parte! E tu, fazes a tua?









