![]() |
| No dia 5 de Julho de 2026, durante uma onda de calor opressiva, parisienses e turistas nadaram no Sena, um de muitos rios que foram limpos e estão a receber novamente banhistas urbanos. |
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Como as cidades estão a transformar os seus rios poluídos em paraísos para banhos
terça-feira, 30 de junho de 2026
A libertação dos rios: porque é que há várias países a destruir centenas de barragens
domingo, 29 de março de 2026
Beata Belanszky-Demkó
![]() |
| O Brilho, 2023 |
Beata Belanszky-Demkó é uma artista plástica contemporânea de nacionalidade húngara, cuja trajetória de vida e formação académica refletem uma profunda dedicação às artes visuais. Nascida em 1976 na cidade de Satu Mare, na Roménia, no seio da comunidade húngara da Transilvânia, mudou-se para a Hungria em 1990. Foi neste país que consolidou o seu percurso escolar e artístico, tendo frequentado a Escola Secundária de Artes Visuais e Aplicadas de Budapeste, uma instituição de referência onde aprofundou as bases do desenho e da composição.
A sua formação académica prosseguiu a nível superior na Universidade de Óbuda, em Budapeste, onde se licenciou em Design Industrial. Esta base técnica e estruturada confere à sua obra uma compreensão singular da forma e do espaço, que mais tarde fundiu com a liberdade da pintura. Embora tenha formação em design, Beata optou por dedicar-se inteiramente às belas-artes, desenvolvendo um estilo que oscila entre o impressionismo moderno e a abstração lírica.
Atualmente a residir em Sóskut, a artista utiliza predominantemente a técnica da espátula e tintas a óleo para criar paisagens e figuras humanas que primam pela harmonia cromática e pela exploração da luz. O seu currículo inclui inúmeras exposições individuais e coletivas, sendo membro ativo de diversas associações de artistas, o que reforça o seu papel no panorama artístico húngaro contemporâneo.
sexta-feira, 13 de março de 2026
The Marrow of the Infinite
![]() |
| Foto do meu amigo Rui Manuel Vitor Cortes |
it is the water,
and the water is the stone’s slow breath.
We do not look at the wild;
we are the wild looking back at itself,
remembering that the boundary of our skin
is as porous as the moss upon the rock.
To go out into the wild is to go in,
climbing not over the rocks, but through the soul,
where every moss-slicked boulder
is a scripture written in green and grey.
Our biological dance is in the spray;
we breathe what the forest exhales,
and the forest drinks what we let fall.
There is no "environment" out there to save -
only our own extended body,
leaping over the precipice in a roar of white foam.
We listen with the heart that reconnects.
In the rush of the current, we hear the world’s grief
and the world’s ancient, stubborn joy.
We stop being the masters of the flow
and become the flow itself—
held by the ancestors of the silt,
feeding the children of the sea.
The granite stands. The water moves.
And we, the watchers, are the bridge
where the mountain finally learns
how beautiful it is. "
João Soares, 13.03.2016
quarta-feira, 4 de março de 2026
Estudo liderado por investigadores do TERRA revela que mais de 94% dos rios europeus precisam de restauro ecológico

sábado, 14 de fevereiro de 2026
The Veins of the Earth
"It is not "water" that moves here,
but the mountain’s cold blood
seeking the lowest prayer.
The white rush of the stream
is the only clock that matters,
carving a dialogue between stone and gravity
long before we learned to speak.
Look at the moss—
those emerald lungs clinging to the bark.
The tree does not own the moss,
nor does the moss steal from the tree;
they are a single, breathing yes
to the dampness of the world.
We stand on the ridge,
clinging to our names and our borders,
while the ivy bridges the gap
between the root and the sky.
Under the floor of copper leaves,
the mycelium whispers in the dark,
proving that to be alone is an illusion
we invented to feel important.
The forest does not look at you.
It invites you to be quiet enough
to hear your own heart beating
in sync with the falling water,
until you can no longer tell
where the wood ends
and you begin. "
João Soares, 14.02.2026
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Chegou a hora de repor a permeabilidade do solo nas nossas cidades
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Sobre este Inverno chuvoso - não aprendemos nada com as ideias de Gonçalo Ribeiro Telles
sábado, 24 de janeiro de 2026
JP Simões & Norberto Lobo - Canção da Paciência
Tenho muitos anos para sofrer
A cobiça é fraca, melhor dizer
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
GEOTA removeu mais uma barreira obsoleta no rio Alviela
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Ganhamos à EDP
![]() |
| Barragem de Miranda do Douro |
quarta-feira, 14 de maio de 2025
Para que queremos a energia renovável?
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
Organizações ambientalistas reivindicam 15 medidas urgentes pela água
domingo, 25 de dezembro de 2022
Encontros Improváveis: Olavo Bilac e Susan Kuznitsky
![]() |
| Susan Kuznitsky |
No verde seio da serra,
Nasce o rio generoso,
Que é a providência da terra.
Nasce humilde; e, pequenino,
Foge ao sol abrasador;
É um fio d´´água, tão fino,
Que desliza sem rumor.
Entre as pedras se insinua,
Ganha corpo, abre caminho,
Já canta, já tumultua,
Num alegre burburinho.
Agora ao sol, que o prateia,
Todo se entrega, a sorrir;
Avança, as rochas ladeia,
Some-se, torna a surgir.
Recebe outras águas, desce
As encostas de uma em uma,
Engrossa as vagas, e cresce,
Galga os penedos, e espuma.
Agora, indômito e ousado,
Transpõe furnas e grotões,
Vence abismos, despenhado
Em saltos e cachoeirões.
E corre, galopa, cheio
De força; de vaga em vaga,
Chega ao vale, alarga o seio,
Cava a terra, o campo alaga . . .
Expande-se, abre-se, ingente,
Por cem léguas, a cantar,
Até que cai finalmente,
No seio vasto do mar . . .
Mas na triunfal majestade
Dessa marcha vitoriosa,
Quanto amor, quanta bondade
Na sua alma generosa!
A cada passo que dava
O nobre rio, feliz
Mais uma árvore criava,
Dando vida a uma raiz.
Quantas dádivas e quantas
Esmolas pelos caminhos!
Matava a sede das plantas
E a sede dos passarinhos . . .
Fonte de força e fartura,
Foi bem, foi saúde e pão:
Dava às cidades frescura,
Fecundidade ao sertão . . .
E um nobre exemplo sadio
Nas suas águas se encerra;
Devemos ser como o rio,
Que é a providência da terra:
Bendito aquele que é forte,
E desconhece o rancor,
E, em vez de servir a morte,
Ama a vida, e serve o Amor!"
Olavo Bilac- "O Rio"

.png)
.jpg)







