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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Por que razão as petrolíferas estão a ajudar a Toyota na corrida das baterias de estado sólido?

A Toyota tem trabalhado com a empresa japonesa Idemitsu Kosan, desde 2023, num programa piloto focado nas baterias de estado sólido. Por que razão está uma gigante petrolífera a ajudar a fabricante de automóveis neste âmbito?

A Toyota e a Idemitsu Kosan começaram a colaborar no desenvolvimento de tecnologia para produção em massa de eletrólitos sólidos, em outubro de 2023, concentrando-se em eletrólitos sólidos de sulfeto, considerados um material promissor para alcançar produção em escala de baterias de estado sólido para veículos elétricos.

Os eletrólitos sólidos de sulfeto caracterizam-se pela suavidade e pela adesão a outros materiais, duas qualidades que os tornam particularmente adequados à produção em massa.

Agora, ambas as empresas decidiram avançar com uma nova fábrica para produzir eletrólito sólido para baterias de veículos elétricos totalmente de estado sólido.

Em outubro de 2023, a Idemitsu e a Toyota anunciaram o início da cooperação para a produção em massa de baterias de estado sólido para veículos elétricos. 

Qual o interesse de uma petrolífera nas baterias de estado sólido?
Aparentemente, o interesse não está nas baterias per si: empresas como a Idemitsu Kosan geram fluxos massivos de enxofre durante a dessulfurização de combustíveis, e converter esse enxofre de baixo valor num material de alta margem de lucro, como o sulfeto de lítio, pode ser uma vantagem financeira para o setor de refinação de petróleo.

São subprodutos da melhoria de produtos petrolíferos. A Idemitsu descobriu a utilidade dos componentes de enxofre em meados da década de 1990 e, através da nossa investigação e capacidades tecnológicas melhoradas ao longo de muitos anos, conseguimos criar um eletrólito sólido. Este eletrólito sólido está prestes a abrir um novo futuro para a mobilidade.

Explicou Shunichi Kito, diretor-executivo da japonesa Idemitsu Kosan, conforme citado.

Segundo o Electrek, o plano de produto original, publicado pelas duas empresas no final de 2023, visava a comercialização bem-sucedida das suas baterias totalmente de estado sólido para um veículo elétrico a bateria da Toyota, capaz de oferecer 1000 km de autonomia e carregamento de 10 a 80% em cerca de 10 minutos, entre 2027 e 2028.

O anúncio da nova fábrica para produzir eletrólito sólido para baterias de veículos elétricos totalmente de estado sólido parece indicar que estão a cumprir o cronograma.

Além da Idemitsu Kosan, a Toyota está, também, a colaborar com a Sumitomo Metal Mining, um grupo japonês, por forma a garantir materiais de cátodo de alto desempenho para a nova fábrica de baterias de estado sólido, que deverá ser capaz de produzir “várias centenas de toneladas métricas” de eletrólito sólido quando estiver totalmente operacional.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Donatella Marraoni


Donatella Marraoni (pintora Italiana, nascida em 1972) - "Nothing like me", 2022

Pintora contemporânea, Donatella é conhecida por um estilo expressivo e emocional que emerge do caos e da confusão.

As suas obras apresentam linhas fortes, rápidas e inacabadas, que criam texturas marcantes e transmitem emoção crua.

Donatella utiliza uma variedade de materiais como óleo, tinta, pigmentos, vidro, cimento e até café para compor retratos e paisagens com camadas e arranhões.

A figura da mulher é um tema central nas suas pinturas, explorando emoções e situações de vida como amor, espera, paixão, dor, abandono, desejo e até perversão.

O estilo pode ser descrito como contemporâneo e figurativo com elementos gestuais e narrativos fortes, muitas vezes buscando evocar sentimentos intensos no espectador.

terça-feira, 26 de março de 2024

Green Life World - aumenta já a eficiência energética da tua casa com estas pequenas melhorias


Descobre algumas melhorias que podes implementar para aumentar a eficiência energética da tua casa e poupar centenas de euros por ano.

As maiores poupanças que se podem fazer começam dentro de casa. E uma casa poupada é, sem dúvida, uma habitação na qual existe eficiência energética. Seja avançando com algumas obras ou apenas com pequenas mudanças, é possível eliminar fugas de calor e evitar gastos extra no orçamento familiar para aquecer ou arrefecer as divisões. Além disso, as energias renováveis são já muito expressivas em Portugal. Fica a saber como aumentar a eficiência energética da tua casa.

Em que consiste a eficiência energética?
A eficiência energética consiste em utilizar racionalmente a energia de forma a gerar o menor gasto possível. Neste sentido, as energias renováveis são as mais eficientes, tanto a nível do aquecimento das águas como de climatização. A instalação de painéis solares em casa pode-te ajudar a alcançar uma redução de 60% no consumo de energia para aquecimento de águas sanitárias.

Porém, o investimento inicial em painéis solares normalmente é avultado, obrigando os consumidores com maiores preocupações ambientais a desembolsarem, de uma só vez, uma grande quantidade de dinheiro para poderem ter este tipo de instalação em casa. Contudo, este tipo de investimento pode ser faseado em prestações mensais, se financiares o investimento com um empréstimo especializado para energias renováveis.

Ainda assim, para auxiliar os proprietários a aumentarem a eficiência energética das suas habitações, a 13 de abril de 2018 o Governo lançou o programa Casa Eficiente 2020, que visa conceder empréstimos para o efeito.

Que obras são necessárias para melhorar a eficiência energética?
Para além da instalação de painéis solares, já referida como solução, existem outras melhorias que podem ser levadas a cabo numa habitação para que esta se torne mais eficiente energeticamente.

Isolamento térmico
Desde logo, a aplicação de isolamento térmico nas paredes, pavimentos e cobertura é essencial para aumentar a eficiência energética de uma casa, visto que minimiza a fuga de calor do interior para o exterior. O isolamento é feito com materiais termicamente muito resistentes, o que faz com que haja menor perda de energia do interior para o exterior no inverno e sobreaquecimento no verão.

Quanto melhor for o isolamento de uma casa, mais será possível evitar o investimento em aquecimento central e/ou ar condicionado para aquecer ou arrefecer as divisões. Isto traduz-se numa grande redução de consumos e, consequentemente, em poupança na fatura da luz.

Atualmente, os tipos de isolamento térmico que existem são vários: lã de vidro, lã de rocha, espuma de poliuretano, poliestireno expandido, poliestireno extrudido e aglomerado de cortiça.

Substituição de janelas
E se o isolamento nas paredes, cobertura e pavimento é essencial, também é necessário pensares num dos fatores que mais pode contribuir para a perda de calor: as janelas. Estas devem ter caixilharia em PVC para que se mantenha o ambiente isolado e se evitem perdas de calor, que levam a gastos acrescidos no aquecimento.

Além disso, o ideal é teres vidros duplos, porque, para além de atenuarem o ruído exterior, permitem controlar a temperatura dentro de casa.

Eletrodomésticos com baixo consumo
Normalmente, quanto mais antigo for um eletrodoméstico, mais elevado será o seu consumo energético. Para gastar o mínimo possível em energia, o ideal é recorrer a eletrodomésticos com classificação energética A. Hoje em dia, todos os eletrodomésticos possuem esta certificação.

Lâmpadas LED
Substituir as lâmpadas incandescentes por LED é também fundamental – para além de durarem muito mais, gastam menos eletricidade. Mesmo que não substituas todas as lâmpadas por estas, basta trocares uma parte para poupar.

Existem outras soluções para aumentares a eficiência energética de uma casa – controlar a temperatura do esquentador, por exemplo -, para além de que pequenas obras para colocação de isolamento ou substituição de caixilharias podem fazer toda a diferença na poupança e, por conseguinte, no orçamento mensal de uma família. Com um financiamento para obras, é possível fazeres as mudanças necessárias em casa e pagares, todos os meses, uma prestação acessível.

Em 2023, de acordo com um comunicado da REN (Redes Energéticas Renováveis), a produção renovável abasteceu 61% do consumo de energia elétrica em Portugal. Pequenas mudanças, grandes resultados.

domingo, 10 de março de 2024

Medicamentos fora de uso e de prazo podem significar vida para o planeta


A VALORMED acaba de lançar mais uma campanha de âmbito nacional que procura alertar os portugueses para a importância de entregar os resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso e de prazo de origem doméstica nos pontos de recolha disponíveis nas farmácias e parafarmácias, divulgou em comunicado.

Segundo a mesma fonte, sob o mote “Por um futuro feito de vida, cuide hoje do ambiente”, procura alertar para as consequências nefastas da eliminação incorreta e descuidada destes elementos e o seu impacto no futuro do planeta.

Quando os medicamentos fora de uso e de prazo e os seus resíduos são colocados no lixo ou despejados nos esgotos domésticos contaminam e permanecem nos solos, nas águas dos rios e dos mares e na nossa torneira, comprometendo o futuro do planeta e a nossa saúde.

“Ao longo dos últimos quase 25 anos de existência a VALORMED tem percorrido um caminho importante, com o número de resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso e de prazo recolhidos a crescer de forma gradual, atingindo em 2023 as 1275 toneladas. No entanto, sabemos que há ainda há muito por fazer porque este não é um hábito que faça parte do dia-a-dia de todos. É urgente que esta ação se torne uma rotina, tornando como possível construirmos um futuro mais sustentável para este planeta que partilhamos”, alerta Luís Figueiredo, diretor-geral da VALORMED.

A campanha vai estar presente de norte a sul do país e regiões autónomas, e espera contar com o apoio de diferentes instituições e municípios para que seja possível alcançar o maior número de pessoas. A campanha irá também ganhar forma nos canais digitais da VALORMED e dos seus parceiros.

Nas redes sociais da VALORMED serão partilhados posts informativos, com dados atuais, que pretendem ajudar a população a esclarecer dúvidas frequentes no dia-a-dia e erros cometidos, centrando a atenção sobre o que deve e não deve ser entregue nos pontos de recolha. A campanha estará também disponível no site da VALORMED.

Como o foco é na criação de um futuro feito de Vida, as crianças (os adultos de amanhã) “assumem também um papel importante na criação de hábitos que irão mais tarde colocar em prática e que no presente transmitem aos pais, educadores e famílias”.

Tendo presente esta realidade, a VALORMED promove também a campanha junto dos estabelecimentos de ensino de 1º ciclo, para o qual foi desenvolvido um programa de aprendizagem ativa e dinâmica, com jogos que proporcionam às crianças a oportunidade de aprender através da experiência.

Para que as turmas possam ter acesso a estes conteúdos, os professores deverão aceder ao site Escolas de Valor, onde encontram toda a informação e material didático para começar já hoje a sensibilizar os mais pequenos para uma melhor vida para o Planeta.

Os medicamentos “são fundamentais para a nossa saúde, e com o aumento da esperança média de vida o seu consumo é cada vez maior. É por isso fundamental que todos saibam onde entregar os resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso e de prazo. E da mesma forma que recorrem às farmácias e parafarmácias para comprar medicamentos ganhem o hábito de lá os entregar quando já não necessários”, conclui a nota.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Embalagens descartáveis de papel têm forte impacto na biodiversidade e em futuros incêndios florestais em Portugal


A União Europeia (UE) está a rever o Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR). Neste contexto, as embalagens de papel e cartão têm um forte destaque, sendo de prever um aumento da procura, alicerçada na urgente necessidade de redução do uso do plástico e associado às características de renovação e biodegradação da madeira.

A revisão dessas regras pela UE é encarada pela indústria de celulose como uma oportunidade de expansão da sua área de negócio, associada às fibras da madeira, aos “biomateriais”. Em Portugal, essa oportunidade tem suscitado um aumento da pressão das celuloses sobre a governação para o aumento das áreas de plantações de eucalipto.

As embalagens de papel e cartão estão associadas à produção de madeira para triturar. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), na publicação das Contas Económicas da Silvicultura de 2021, em junho deste ano, a produção de madeira para triturar triturada representou em 2021 (dados provisórios) 41,4% da produção de madeira, cortiça e outros bens silvícolas, o vlor mais alto desde 2015. Já a produção de cortiça e de madeira para serração representaram apenas 24,4% e 20,2%, respetivamente. Face a 2020, em 2021 a produção de madeira para triturar aumentou 2,5%, ao contrário da produção de cortiça que contraiu 6,0%. Em 2021, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da silvicultura registou uma contração de 1,8%, mantendo a tendência decrescente registada desde 2015. O VAB da silvicultura representa atualmente menos de metade do peso registado em 2000. Ou seja, o aumento na produção de madeira para triturar ao longo deste período de tempo não tem peso económico significativo para a silvicultura nacional. Os reflexos fazem-se sentir não só na economia, mas têm impacto social, no emprego, e ambiental, na perda de biodiversidade e em emissões de gases de efeito estufa decorrentes da tendência crescente dos incêndios, sobretudo em áreas de “povoamento florestal”.

A produção de madeira para triturar, essencial para a produção de embalagens, de papel de escritório e de “bio”energia, está associada em Portugal, sobretudo, às plantações de eucalipto, a extensas áreas de monocultura, a modelos de silvicultura intensiva, a crescente risco de incêndio. A expansão da área destas plantações, pelo peso crescente da área sob gestão de abandono nas últimas décadas em Portugal, acarretará significativos problemas sociais e ambientais no futuro, entre os quais os associados aos incêndios florestais e emissões decorrentes, como assistimos recentemente em Odemira, em Ourém/Leiria e em Coimbra.

O mito da aposta “verde” nos “biomateriais”, nas “forest fibers” tem consequências negativas, motivo pela qual a Acréscimo manifesta a sua preocupação face ao oportunismo associado à revisão do normativo da UE protagonizado por parte da indústria de celulose. No plano europeu, a Environmental Paper Network (EPN) e a Fern produziram e divulgaram um vídeo sobre os impactos do uso de embalagem descartáveis de papel e cartão, no caso, associados ao setor alimentar, nomeadamente ao “fast food” e ao “take away”.

O embalamento em papel tem algumas vantagens sobre o uso de plástico no que diz respeito à sustentabilidade. São mais fáceis de reciclar e, por serem biodegradáveis, podem ser utilizados para fins como compostagem. No entanto, a produção de papel exige muitos recursos: p.e., fabricar um saco de papel consome mais energia do que a produção de um saco de plástico, e os produtos químicos e fertilizantes utilizados na produção de sacos de papel criam danos adicionais para o ambiente. Estudos demonstraram que, para um saco de papel neutralizar o seu impacto ambiental em comparação com o plástico, teria de ser utilizado entre três e 43 vezes. Como os sacos de papel são os menos duráveis de todas as opções de ensacamento, é improvável que um consumidor aproveite o suficiente de qualquer saco de papel para equilibrar o impacto ambiental. O facto de o papel ser reciclável tem as suas limitações. Como as fibras do papel ficam mais curtas e mais fracas cada vez que ocorre o processo de reciclagem, existe um limite de quantas vezes o papel pode ser reciclado.

Se qualquer material de embalamento tem o seu impacte ambiental, seja papel, plástico, tecido, vidro ou outro, o fundamental é optar por aquele material que garanta maior capacidade de reutilização. O embalamento à base do corte de arvoredo tem, a este nível, enormes limitações. Por outro lado, o uso de madeira para embalamento descartável gera menos emprego, menor valor acrescentado na silvicultura, tem maior impacto na perda de biodiversidade e está associado a bens que rapidamente libertam para a atmosfera o carbono antes sequestrado pelo arvoredo, carbono esse que contribui para o aquecimento global, o que acarreta fortes consequências em futuros incêndios florestais.

terça-feira, 11 de julho de 2023

O que se passa com a reciclagem em Portugal?


Números muito negros. Portugal é um dos países da UE que menos reciclam plástico, papel, vidro e outros resíduos embalados. Em 2021, Portugal reciclou 30% dos seus resíduos municipais, uma percentagem só superior à da Roménia, Malta, Chipre e Estónia. A Alemanha, no topo do ranking, reciclou 71%.

Dados: Pordata

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Entrevista a Nicolas Jourdain: Economia circular pode ser “difícil de implementar” mas “o potencial é enorme”


A economia circular é apontada como um pilar-chave da transição para modos de produção e consumo mais sustentáveis e com menos impactos sobre o planeta. A maior parte dos recursos que nos são disponibilizados pela Terra, e dos quais as nossas economias e vidas hoje dependem, não são infinitos, pelo que os modelos de extração, transformação, comercialização e consumo também não podem basear-se na ideia de que são inesgotáveis.

Por isso mesmo, a União Europeia quer duplicar a presença de materiais reciclados nas economias regionais até 2030, mas este não parece ser um caminho fácil. Em 2021, os materiais reciclados representaram 11,7% de todos os materiais usados, um aumento de menos de 1% face a 2010.

Como tal, ainda temos muito terreno por desbravar para que consigamos concretizar uma verdadeira circularidade nas economias europeias.

Nicolas Jourdain, responsável de Economia Circular da KPMG para as regiões da Europa, Médio Oriente e África, falou com a ‘Green Savers’ sobre o potencial da circularidade para ajudar as economias europeias, e não só, a serem mais sustentáveis, a reduzirem a pressão sobre os sistemas planetários e a recuperarem, pelo menos em parte, a harmonia com a Natureza.

Estima-se que, se mantivermos os atuais níveis de consumo de recursos naturais, em 2050 precisaremos de três Terras para satisfazer as nossas necessidades. Do outro lado da moeda, temos os resíduos gerados pelo consumo, que se estima que aumentem em 70% até 2050. Como é que a economia circular pode ajudar a inverter estas tendências?

Das 100 mil milhões de toneladas de recursos naturais extraídas todos os anos, apenas cerca de 7% são circulares, pelo que o potencial é enorme. Mas temos de enfrentar uma grande mudança comportamental na compra de materiais, na produção, nos modelos de negócio, nos padrões de consumo e na gestão do fim de vida dos produtos. Tudo tem de basear-se nos princípios da economia circular, que visa dissociar o crescimento económico da extração de recursos naturais.

Os atuais debates sobre o tratado para pôr fim à poluição por plásticos, por exemplo, são muito interessantes, pois demonstram o que está em jogo e as forças frequentemente contraditórias em jogo para se chegar a uma solução sustentável. Das 408 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos produzidos todos os anos, menos de 18% são efetivamente separadas para reciclagem em todo o mundo e, frequentemente, o resultado é uma qualidade degradada. O problema não está na reciclagem, mas no próprio design dos produtos e na sua conceção inicial.

Quase tudo é concebido para ser deitado fora após a utilização, como se o material não tivesse qualquer valor residual. Tudo tem de ser reinventado em termos de conceção, volume, utilização e tratamento dos produtos, quando já não precisamos deles. Os mesmos princípios aplicam-se a praticamente todos os materiais de base utilizados para produzir os bens que consumimos: têxteis, metais, cimento, biomassa, vidro e combustíveis fósseis.

A transição energética é apontada como fundamental para reduzir os impactos humanos no planeta, combater as alterações climáticas, reduzir a poluição e travar a perda de biodiversidade. As tecnologias de energias renováveis podem basear-se na economia circular para serem verdadeiramente sustentáveis, em vez de dependerem da extração contínua de minerais e outras matérias-primas?

Abordámos esta questão fundamental num relatório intitulado “Resourcing the energy transition”.

Ao implementar o Acordo de Paris, são necessários esforços globais por parte dos governos e do setor privado para avançar para um sistema de energias renováveis. Fechar o ciclo não será fácil. O desenvolvimento destas estratégias de economia circular pode deparar-se com barreiras jurídicas, financeiras, organizacionais e operacionais, que exigem a colaboração entre as diferentes partes interessadas e, potencialmente, novas competências (tecnológicas, ambientais e económicas) para ultrapassá-las.

No entanto, à medida que a tecnologia avança, as oportunidades de adotar os princípios da economia circular e a sua aplicação aos recursos necessários para este sistema energético e para outras inovações tecnológicas deve estar no topo da agenda das empresas de um amplo espectro de setores.

A passagem para um sistema de energias renováveis e a transição para uma economia mais circular fazem parte da mesma agenda.

Porque é que é tão importante que a economia circular se torne o ponto de orientação das economias e deixe de ser algo marginal? As empresas apercebem-se da sua importância, não só para o planeta, mas para elas próprias?

É evidente que, atualmente, a economia circular é reconhecida pelos governos e decisores políticos como uma solução importante, se não a única solução, para resolver em profundidade os problemas do aquecimento global devido às emissões de gases com efeito de estufa, da poluição do solo, do ar e da água e do impacto na natureza e na biodiversidade devido à extração cada vez mais massiva de matérias-primas virgens (combustíveis fósseis, minerais ferrosos e não ferrosos, biomassa).

Mas a transição de uma economia linear, baseada precisamente em volumes muito elevados, em reduzidos ciclos de vida dos produtos e numa intensidade de extração muito elevada dos recursos naturais a custos relativamente baixos, é particularmente difícil de implementar.

Estamos a falar de uma transformação completa dos modelos empresariais e das relações entre as funções empresariais e com os fornecedores, clientes e concorrentes, que devem evoluir para uma maior integração e colaboração. Muitas coisas precisam de ser repensadas, como a conceção dos produtos e a gestão do ciclo de vida, para prolongar ou mesmo multiplicar a vida dos produtos vendidos ou alugados, uma vez que a economia circular evoluirá necessariamente para modelos de aluguer ou de leasing, em que o cliente pagará pela utilização e pelos serviços prestados pelo produto, em vez de ter propriedade sobre ele.

É uma transição que levará tempo, mas muitos líderes de mercado já vão com avanço. Os líderes da circularidade estão a emergir em muitos setores, como o automóvel, a eletrónica, o equipamento industrial ou a construção. A longo prazo, será uma corrida pela competitividade e inovação.

Os produtos circulares e responsáveis tornar-se-ão uma questão importante tanto para o impacto ambiental das empresas como para os clientes e os consumidores, que deixarão de aceitar produtos irresponsáveis que causam danos aos ecossistemas e à sua saúde.

O que é que tem impedido a economia circular de se afirmar verdadeiramente e de se tornar a regra e não a exceção? Será que é a resistência das empresas e indústrias em utilizar materiais “usados”, é o facto de os consumidores não exigirem esta mudança e quererem produtos novos, ou será que a responsabilidade recai sobre os organismos governamentais e reguladores que não implementam as regras necessárias?

Penso que é um pouco de tudo isso. Mas, na minha opinião, é sobretudo uma questão de acesso fácil a recursos virgens e a combustíveis fósseis baratos nos últimos 150 anos. Toda a indústria tem sido organizada em torno de uma economia linear de “pegar, fazer, usar, desperdiçar” desde o final do século XIX, com uma aceleração acentuada após a Segunda Guerra Mundial.

Por isso, tudo precisa de ser alterado e adaptado, e isso envolverá o lado da oferta e inovações das empresas, o setor público e, especialmente, as cidades e regiões, o apetite dos consumidores por esses novos tipos de produtos e padrões de consumo mais responsáveis, os legisladores e os investidores.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Ilha Henderson - com a maior concentração de lixo marítimo do mundo



Localizada no Oceano Pacífico Sul, a Ilha Henderson, a 5.000 km do povoado mais próximo, está completamente coberta de detritos plásticos: sua concentração é a mais alta do planeta.

Os índices de poluição chegam a 671 objetos por metro quadrado. Isso se deve ao fato de a ilha estar localizada na área da corrente oceânica denominada Giro do Pacífico Sul, e por isso se tornou um local de acúmulo de lixo flutuante da América do Sul ou despejado de barcos pesqueiros.


Mais de 600.000 caranguejos eremitas morrem em garrafas de plástico em duas ilhas remotas

Uma pesquisa publicada em abril de 2017 [1] analisou detritos em várias praias e relatou "a maior densidade de lixo plástico em qualquer lugar do mundo" como resultado do Giro do Pacífico Sul. As praias contêm cerca de 37,7 milhões de itens de detritos pesando 17,6 toneladas. Num estudo transversal em North Beach, a cada dia, 17 a 268 novos itens aparecem numa seção de 10 metros. O estudo observou que os caranguejos eremitas roxos (Coenobita spinosus) fazem as suas casas em recipientes de plástico encontrados nas praias, e os detritos podem reduzir a diversidade de gastrópodes na costa, podem contribuir para a redução do número de tentativas de postura de tartarugas marinhas e podem aumentar o risco de emaranhamento para aves marinhas que nidificam na costa.[2][3][4]

Em junho de 2019, uma expedição organizada pelo governo do Reino Unido tentou remover alguns dos detritos de plástico da praia leste da ilha. A equipe coletou seis toneladas de lixo, mas as condições climáticas dificultaram os esforços para retirar o lixo da ilha.[5] Uma nova expedição, planejada para abril de 2020,[6] foi adiada por causa da pandemia de COVID-19.

Ligações externas
The Henderson Island Website
Henderson Island – UNESCO
Isla Henderson (em espanhol)
Google Street View - praias norte e nordeste, maio de 2013

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

As baterias de sódio


A corrida ao lítio não se justifica e é insustentável: a sua extração é altamente poluente, é um mineral raro, exige mineração e destruição de montanhas, logo é um recurso não renovável. Além disso há um marketing abusivo dos globocratas como Ellon Musk que não olham a meios para vender "green" uma bateria que dura uns 10 anitos e depois para comprar uma nova é uma fortuna. Carro para o lixo, literalmente. Sucede que existem as baterias de sódio. 

Abundante e barato, e com propriedades químicas semelhantes às do lítio, o sódio é um substituto promissor para o lítio nas baterias de próxima geração. Em 2021, dados que tenho, a densidade energética das baterias de lítio continuavam superiores à de sódio. Por enquanto, os dados espelham as diferenças: uma bateria de iões de sódio tem uma densidade energética de 160 Wh/Kg e uma bateria de lítio entre 200 a 250 Wh/Kg. A densidade energética representa a capacidade de guardar energia por unidade de volume. Mas quanto à estabilidade e a segurança das baterias de sódio as tornam especialmente promissoras para os dispositivos electrónicos e carros, onde baterias superaquecidas de íon-lítio às vezes se mostram perigosas.

A China é altamente dependente de importações para satisfazer necessidades em relação ao lítio. Um artigo publicado no site Science Direct em 2017, já apontava o país como o maior consumidor mundial de lítio, a satisfazer 70% das necessidades deste material com importações da Austrália.

A minha questão é a seguinte: como envolver as baterias de sódio: com vidro ou com grafeno? Algum investigador me possa esclarecer? E porque é que as baterias de sódio ainda não estão comercializadas? Obrigado

Saber mais:

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Investigadora da FEUP é a Personalidade do Ano do "Portugal Tecnológico"

A edição 2020 dos prémios “Os Melhores do Portugal Tecnológico” reconheceu o contributo de Maria Helena Braga para o desenvolvimento de uma nova geração de baterias inovadoras.


A investigadora Maria Helena Braga, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), acaba de ser distinguida como “Personalidade do Ano” pelo júri da edição deste ano dos prémios “Os Melhores do Portugal Tecnológico”, atribuídos anualmente pela Exame Informática, em parceria com a revista VISÃO, àqueles “que mais fazem pela Ciência e pela Tecnologia” no país.

Com trabalho publicado desde 2014 sobre a utilização de eletrólitos de vidro, Maria Helena Braga é uma referência internacional no que diz respeito ao desenvolvimento da nova – e revolucionária – geração de baterias de eletrólitos sólidos. Trabalhou, durante vários anos, com a equipa de John B. Goodenough, o “pai” das baterias de iões de lítio e Prémio Nobel da Química em 2019.

A investigadora e atual diretora do diretora do Departamento de Engenharia Física da FEUP tem prosseguido a sua investigação em colaboração com Joana Oliveira, docente e investigadora do mesmo departamento. Já em 2020, a equipa de Maria Helena Braga lançou as bases de uma bateria inovadora que, ao combinar “capacitância negativa e resistência negativa” na mesma célula, permite que esta se autocarregue, aumentando a energia armazenada, em oposição à degradação natural do processo eletroquímico que faz com que a energia armazenada diminua pela dissipação de calor.
Distinção por unanimidade

A atribuição do “título de Personalidade do Ano a Helena Braga resultou de uma decisão unânime do júri, e vem enfatizar a importância do trabalho da investigadora da FEUP a no processo de descarbonização da economia, considerada “fundamental para o futuro coletivo, não fosse o Aquecimento Global uma das maiores ameaças à humanidade”.

Com a atribuição deste prémio, o júri – composto por José Tribolet, presidente do INESC; Pedro Veiga, professor catedrático; Arlindo Oliveira, professor e investigador no Instituto Superior Técnico e Sérgio Magno, diretor da “Exame Informática” – reitera igualmente a importância de se desenvolver tecnologia capaz de produzir e sobretudo “armazenar energia limpa”. Isto porque, como é amplamente reconhecido, “algumas das melhores fontes de energia renovável, com destaque para a solar e a eólica, estão longe de disponibilizar a energia sempre que dela precisamos”.

Esta tecnologia de armazenamento assume particular interesse se for também sustentável, como as baterias. “É fundamental conseguir desenvolver uma bateria que suporte carregamentos mais rápidos e, sobretudo, sejam mais económicas e capazes de funcionar durante muito tempo para reduzir os impactos negativos da produção”, assume o júri.
A 14.ª edição dos Prémios “Os Melhores do Portugal Tecnológico” decorreu num evento totalmente digital realizado esta quarta-feira, 18 de novembro, nos sites da Exame Informática e VISÃO. A lista com todos os premiados pode ser consultada aqui.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Como Funcionava Portugal na Era Pré-plástico?

Há quem chame “apocalipse do plástico” ou “Idade do Plástico” à era em que vivemos atualmente. Mas como era Portugal antes do plástico?

Fonte e notícia aqui
Plástico: a realidade portuguesa
São mais de 8,8 milhões de toneladas de plástico que acabam por parar nos oceanos.

Só na União Europeia, são consumidos mais de 46 mil milhões de garrafas de plástico, 16 mil milhões de copos, 2,5 mil milhões de embalagens descartáveis e 36,4 mil milhões de palhinhas, representando cerca de 51% do lixo encontrado nas praias dos países europeus.

Portugal estará num bom caminho? O nosso país contribui anualmente, no seu quotidiano, com 721 milhões de garrafas, 259 milhões de copos de café descartáveis e 1000 milhões de palhinhas de plástico. Isto representa números astronómicos de consumo de plástico e de produção de resíduos por pessoa: cada português produz uma média diária de 1,32kg de resíduos.

Como era Portugal antes do plástico?
O plástico foi inventado no final do século XIX e a sua produção começou por volta da década de ‘50. Vamos recuar 70 anos no tempo, onde de plástico pouco se falava.

Começando pelo comércio, uma das indústrias que mais contribui para a propagação de plástico pelos oceanos, imagina ir às compras sem recorrer ao uso de plástico? Em 1950 não necessitava de sacos de plástico para comprar o que quer que fosse.

Nas mercearias antigas, o sal, a farinha, o arroz, o feijão, o café, pão e tantos outros tipos de alimentos e condimentos eram entregues aos “fregueses” em cartuxos de papel ou em sacos de pano ou algodão levados pelos próprios. Chamavam-se compras a granel e, para além de utilizarem zero plástico, evitavam a compra excessiva e a acumulação de produtos alimentares durante longos períodos de tempo em casa. Assim, conseguiam ter sempre alimentos frescos!

E os enlatados? Os enlatados, como sardinhas, atum ou salsichas, eram levados em caixas de fósforos grandes! Já o bacalhau, era embrulhado em papel de jornal, e o fiambre e o queijo em papel manteigueiro, mais conhecido por papel vegetal.

No que dizia respeito aos líquidos, como o azeite, o óleo e o vinho, que normalmente estavam em bidões dispostos pelas lojas, os merceeiros passavam os mesmos para garrafas ou garrafões de vidro que os clientes levavam de casa. O mesmo acontecia com os doces – compotas, mel – e até detergentes!

Para levar todas as compras para casa, os clientes recorriam a sacos reutilizáveis, de pano ou de serapilheira. Mais uma vez, sem recorrer ao plástico!

O setor da restauração também não utilizava a quantidade de plástico de que hoje é responsável. Foi em 1888 que surgiram as primeiras palhinhas, criadas e patenteadas por Marvin Stone. Contudo, estas palhinhas eram feitas de papel, não de plástico.

Em 1960, as palhinhas de plástico, assim como muitos outros produtos descartáveis – copos, pratos e talheres –, invadem o mercado. Os custos eram mais reduzidos e a duração era maior, quando comparados com os produtos de papel. Nesse tempo, ninguém imaginava o impacto que hoje o planeta viria a sentir.

No campo da higiene pessoal, o plástico também não era necessário. Até 1895, ou seja, até ao aparecimento das primeiras lâminas de barbear descartáveis, os homens faziam a barba com navalha e com tratamentos de toalhas quentes.

Se é possível vivermos sem plástico? A resposta é sim. Nesta época foi possível viver desta forma, porque não seria agora, que temos mais e melhorados recursos e tecnologia de ponta? Acima de tudo, a mudança começa com pequenos gestos, que por mais exíguos que sejam, vão sempre ter um impacto positivo no ambiente.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

10 dicas para reduzir o consumo de plástico quando viaja ou vai de férias

Lembre-se de não deixar nada além das suas pegadas! Texto e imagem aqui

Hoje em dia, já é difícil pensar na palavra “plástico” sem a associarmos ao impacto negativo que os resíduos deste material estão a ter no nosso planeta. Todos os anos, mais de oito milhões de toneladas de lixo plástico acabam nos oceanos, ferindo e matando milhares de tartarugas, golfinhos, aves e outros animais e poluindo os ecossistemas.

Talvez já tente evitar os plásticos descartáveis em casa, mas, quando viaja, esta tarefa pode tornar-se mais difícil. Afinal de contas, o número de coisas que pode levar consigo é limitado, comer fora acaba por se tornar uma rotina e, se calhar, nem percebe a língua do país que vai visitar.

Contudo, com um pouco de preparação, também pode reduzir facilmente a quantidade de plástico que utiliza durante as suas férias. Para o ajudar nesta tarefa, o UniPlanet reuniu estas 10 dicas para si!

1 Leve consigo uma garrafa reutilizável
Pode enchê-la em cafés, restaurantes, hotéis, etc. Em alguns países em desenvolvimento, a água da torneira pode não ser potável, o que resulta na compra de muitas garrafas de água. Mas sabia que uma garrafa de plástico pode demorar 450 anos a decompor-se? Como alternativa, utilize um dispositivo como o SteriPEN, que mata os agentes patogénicos na água em apenas alguns minutos.

2 Em vez de pedir take-away, coma as refeições nos restaurantes locais
Esta é uma das formas mais fáceis de evitar o plástico de uso único durante a sua viagem, para além de o ajudar a desacelerar e a aproveitar o momento. Em países com uma forte cultura de “street food” (como no sudeste asiático), procure vendedores que sirvam a comida em recipientes reutilizáveis ou de papel. Evite os de plástico e esferovite.

Da mesma forma, em vez de pedir um café para levar, saboreie-o num café local para evitar o uso de copos take-away, que são feitos de papel revestido com plástico e muito difíceis de reciclar.

3 Leve os seus próprios artigos de cuidado pessoal
Em vez de usar os sabonetes e champôs embalados em plástico que as cadeias de hotéis oferecem, leve os seus próprios artigos de higiene. Muitos hotéis descartam as embalagens ainda meio cheias destes produtos, mal os clientes se vão embora. Tenha em atenção as normas relativas ao transporte de líquidos nos aviões. Pode optar por sabonetes e champôs sólidos.
Não se esqueça de levar a sua própria escova de dentes de bambu ou de outro material sustentável.

4 Leve um saco reutilizável
Provavelmente, já está acostumado a andar sempre com um saco reutilizável. Quando viaja, não se esqueça de levar um saco leve na carteira, para estar preparado quando precisar de o usar para as compras da mercearia ou da loja de lembranças.

5 Escolha um cone de bolacha para o seu gelado ou sorvete
É bem simples: na gelataria, opte por um cone de bolacha em vez de um copo de plástico com uma colher descartável.

6 Leve snacks para comer no avião
Em vez de comprar snacks embalados em plástico no avião, leve um recipiente reutilizável com frutos secos, frutas desidratadas, bolachas ou uma sanduíche envolta num guardanapo de tecido. Desta forma, poupará dinheiro e evitará a produção de mais resíduos plásticos.

7 Leve talheres reutilizáveis
Pode levar consigo na sua carteira ou mochila uma colher-garfo (“spork”) ou até um pequeno conjunto de talheres para evitar usar os de plástico que lhe poderão oferecer quando come fora.

8 Aprenda algumas frases chave
Se quiser, poderá aprender algumas frases nas línguas locais, como “sem palhinha, por favor” ou “não preciso de um saco”, para facilitar a sua luta contra o plástico.

9 Leve os seus auscultadores
Em vez de utilizar os auscultadores oferecidos pelas companhias aéreas, que vêm embalados em plástico e podem acabar no lixo depois de os ter usado, leve os seus próprios.

10 Recuse as palhinhas de plástico
As palhinhas (ou canudos) são um dos detritos mais frequentemente encontrados nas praias em todo o mundo e representam uma ameaça para a vida marinha. Recuse as palhinhas que lhe oferecerem, mas, se precisar de utilizar uma, leve uma versão reutilizável de inox, vidro, silicone ou bambu na sua carteira ou mochila.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Encontros Improváveis: David Chihuly, Augusto Cury e Coppice Halifax - Quartnie


Esculturas de vidro por Dale Chihuly

Como Vejo o Mundo: "Os sonhos não determinam o lugar em que você vai estar, mas produzem a força necessária para tirá-lo do lugar em que está."~Augusto Cury

domingo, 28 de agosto de 2011

Arte e Ciência: esculturas em vidro e microbiologia, por Luke Jerram


Documentação de uma escultura de vidro do HIV, sendo feita por Kim George, um soprador de vidro , projetado pelo artista Luke Jerram.

HIV / VIH
E.coli
Em Glass Microbiology além das esculturas, mostradas em vários ângulos, podemos aceder a informação científica destes microrganismos.

Todos os trabalhos de Luke Jerram no seu sítio oficial

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Água é vendida em caixas de papelão


Água é vendida em caixas de papelão

A ideia é do design norte-americano Benjamin Gott, que para diminuir o consumo de garrafas plásticas criou o projeto Boxed Watter, em que comercializa água em caixas de papelão feitas com materiais renováveis


Se alguém tirasse esta embalagem da geladeira, você provavelmente não adivinharia o que há dentro dela não fosse pela inscrição Boxed Water Is Better for the World (Água Encaixotada é Melhor para o Mundo).

A inusitada ideia de vender água em uma caixa de papelão - e não na manjada garrafa de plástico - saiu do papel em 2009 pelas mãos do norte-americano Benjamin Gott. "Ficamos emocionados com a quantidade de pessoas interessadas em consumi-la e vendê-la", alegra-se Benjamin, fundador da empresa Boxed Water.

Cerca de 75% das caixas de papelão são feitas de fontes renováveis, portanto menos poluentes que o plástico. "Acreditamos que faz parte do trabalho do designer repensar e reimaginar soluções para os problemas do mundo", afirma Benjamin.

Por enquanto, as caixas são vendidas somente em supermercados e cafeterias dos EUA. De tão simpáticas, costumam ser reaproveitadas pelas pessoas como vaso, enfeite ou até bloco de notas. "Ouvi falar de uma casa de espetáculos que incentivava as pessoas a levarem as suas caixas para pegar autógrafos dos astros", conta seu criador.

Link da matéria: Boxed Water is Better