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«Não sou queer, sou apenas casada com uma mulher que conheço há 20 anos». |
sábado, 12 de setembro de 2026
O fenómeno do homonacionalismo: como a AfD e Alice Weidel reconfiguraram o voto LGBTIA+ na Alemanha
terça-feira, 2 de junho de 2026
Ouçam o discurso de Noah Eckstein: O fim da escuta - porque já não sabemos debater? Um manifesto anti-polarização
O ponto central da mensagem de Eckstein baseia-se na lição que aprendeu com os seus avós (um muçulmano paquistanês que cresceu durante a guerra de 1947 e um refugiado judeu do Holocausto): o oposto da divisão não é o acordo, mas sim a compreensão. Ele destaca que o mundo atual nos empurra constantemente para binários e visões polarizadas (esquerda vs. direita, progressista vs. conservador, nós vs. eles), exigindo sempre que escolhamos um lado.
Os seus avós discordavam em inúmeros temas morais e ideológicos, mas mantinham o hábito de se sentar à mesa a debater e a demonstrar preocupação mútua. Eckstein lamenta que a sociedade atual tenha perdido essa capacidade; os debates tornaram-se mais barulhentos, as pessoas discutem apenas para vencer ou humilhar o adversário, e o indivíduo do outro lado deixou de ser visto como uma pessoa para passar a ser visto como um obstáculo.
O orador salienta que tentar compreender quem pensa de forma diferente não significa desculpar atos monstruosos ou abdicar dos próprios ideais. Pelo contrário, compreender o percurso e as motivações do outro é uma ferramenta crucial, aplicável tanto aos grandes conflitos geopolíticos como às pequenas interações do dia a dia — seja com um familiar no jantar de Ação de Graças ou com um colega de turma na faculdade.
Ao concluir, Eckstein deixa um desafio aos recém-graduados de Harvard: quando encontrarem alguém com quem discordam, devem defender as suas convicções, mas também devem colocar-se no lugar do outro e escutar como se pudessem estar errados. Lembra que os seus avós morreram fiéis às suas próprias crenças e tradições, sem nunca cederem nos seus ideais, mas mantiveram sempre o respeito mútuo. Num mundo profundamente fraturado, a verdadeira mudança e a cura das divisões só serão possíveis através de um esforço genuíno para compreender a humanidade do próximo.
Uma pequena bio aqui
Fez-me relembrar uma citação famosa "O oposto da guerra não é a paz... É a criação!" que consta numa obra de teatro musical, "Rent" (1996) composta por Jonathan Larson.
Em 2005 estreou a adaptação para o cinema de Rent, sob a direção de Chris Columbus.
domingo, 17 de maio de 2026
Estudo mostra que notícias falsas estão no DNA da extrema‑direita
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| Cimeira da extrema-direita europeia em Madrid (2025) |
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Da censura editorial à algorítmica: o legado de "A Manipulação do Público"
| Filtro de "A Manipulação do Público" | Adaptação para a Era Digital |
| Propriedade | Concentração de poder nas Big Techs (Google, Meta, etc.). |
| Publicidade | Economia da atenção e exploração de dados individuais. |
| Fontes | Influenciadores, grupos de fachada e Astroturfing. |
| Flak | Linchamento virtual, censura algorítmica e ataques de bots. |
| Ideologia | Polarização extrema e o "Nós contra Eles" das guerras culturais. |
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Exit North - Harm
- "Manosphere": Mantive o termo original, pois é o conceito usado internacionalmente para designar o ecossistema online de movimentos masculinos (muitas vezes ligados a ideologias de extrema-direita ou misoginia), que encaixa bem na tua observação inicial sobre o J.D. Vance e o fenómeno do "penedo" (alguém rígido ou retrógrado).
- "Simian elements": Traduzido como "elementos simiescos"
- "Survival of the friendliest": Esta é uma brincadeira com a famosa frase de Darwin (survival of the fittest). Em Portugal, usamos "sobrevivência do mais apto", por isso a tradução "sobrevivência do mais amigável" mantém esse contraste evolutivo que o Feiner quis destacar.
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