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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Yalisco - Long Summer

Letra
It's been a long long summer
Thinking about you
And though I said I'd get through it
It still sounds a bit untrue
Girl, sometimes I wonder
If you feel as I do
Cause when the sun is going down
I just want to be around you

It's been a long long time
Alone with my thoughts
Trying to find anybody
To help me pass the time
Girl, sometimes I wonder
If you still dream about me
And when the tide is going out
You just want me by your side

It's been a long long summer
Think I've made up my mind
Now I must fill the emptiness
And try to start again
Girl, I do still wonder
If you feel as I do
Cause when the sun is going down
I still want to be around you

Anatomia da Melancolia Solar: A Poética Suíça de "Long Summer" dos Yalisco
Originais de Genebra, na Suíça, os Yalisco — projeto cofundado pelo vocalista e guitarrista Valentin Girardet — destacam-se no panorama do indie rock e surf pop alternativo europeu. A sonoridade de "Long Summer" enquadra-se num dream pop e surf rock atmosférico marcado por guitarras carregadas de reverb, ritmos cadenciados e timbres quentes. A produção da faixa, editada pela chancela independente Table Basse Records, constrói uma paisagem sonora envolvente e contemplativa que evoca a sensação estival e a languidez típica do final de tarde.

No que concerne ao significado da canção, a letra escrita por Valentin Girardet e pelos seus companheiros de banda aborda a transição emocional do isolamento após o fim de uma relação. O "longo verão" funciona como uma metáfora para um estado de suspensão temporal - um período dilatado em que a luz vibrante da estação contrasta fortemente com a solidão e a ruminação interior ("It's been a long long summer / Thinking about you"). A composição retrata o esforço para preencher o vazio e recomeçar, enquanto a maré e o pôr do sol sublinham a inevitabilidade da passagem do tempo.

Do ponto de vista literário e filosófico, a faixa estabelece um diálogo com o conceito de spleen baudelairiano e com a melancolia existencial, na qual a beleza da natureza coexiste com o tédio e a nostalgia interior. Releva também uma profunda ressonância com a reflexão de Albert Camus sobre encontrar um "verão invencível" no meio das adversidades do indivíduo, bem como com a noção de tempo psicológico ou durée de Henri Bergson: a perceção emocional da estação estende-se indefinidamente na psique de quem recorda. Em termos poéticos, a faixa revisita o efémero da juventude e do afeto, transformando o cenário solar num espaço metafísico de cura, saudade e aceitação.

Página oficial

segunda-feira, 13 de julho de 2026

RY X - Salt

Melhor som aqui

Letra
Under the lighting
Heavier breath
High by a mouth made
Knees to your chest

[refrão]
We let love be like water to wine
We let love be the higher design
We let love be a call in the night
We let love be the fire divine

Under the shadow
Heavy remains
Chemical ashes fall
Lips to my veins

[refrão]

But here we are turning our heads down
Here we are falling like lovers
We're falling like lovers and I turn my head
'Cause I know what shame you've done

[refrão] 2X

I know I started it all
I know I started to run
I won't let go of it all
I won't let go of the gun

Oh God, below
What have we done?

Abaixo, analiso os diferentes aspetos desta obra, desde as suas origens até às suas camadas mais profundas de significado.

RY X, nome artístico do cantor, compositor e produtor Ry Cuming, é um artista australiano cuja identidade musical foi profundamente moldada pelas suas origens em Angourie, uma isolada comunidade costeira em New South Wales. Essa ligação visceral com a natureza reflete-se num estilo musical único, frequentemente classificado como Indie Pop, Ambient Folk e Alt-Pop. A sua assinatura sonora assenta numa abordagem minimalista e despojada, onde guitarras acústicas dedilhadas e sintetizadores subtis servem de moldura para a sua voz de falsete etérea, criando uma atmosfera de intensa intimidade, melancolia e vulnerabilidade. A faixa "Salt", lançada no aclamado álbum Dawn, é um dos exemplos mais puros desta estética.

A canção funciona como uma meditação profunda sobre a dor, a impermanência e o processo de cura. O título "Salt" carrega uma dupla metáfora poética: evoca tanto o sal das lágrimas provocadas pelo sofrimento e pelo distanciamento emocional, quanto o sal do oceano, que atua como um elemento de purificação e renovação espiritual. Na sua essência, a letra explora a coragem de se manter vulnerável e a necessidade de sentir a dor por inteiro para que se possa, eventualmente, transcendê-la.

Essa mesma narrativa estende-se ao videoclipe da faixa, co-dirigido pelo próprio artista. Visualmente, o vídeo utiliza uma paleta de cores frias e um jogo expressivo de luz e sombra para construir uma atmosfera cinematográfica e crua. Através da dança contemporânea e expressionista, os corpos dos intérpretes contorcem-se, aproximam-se e repelem-se, traduzindo visualmente o conflito interno, o desejo de conexão e a angústia da separação. A presença constante de elementos naturais e a nudez parcial reforçam o desapego das máscaras sociais, expondo o ser humano no seu estado mais primitivo e honesto.

Do ponto de vista intelectual, a obra de RY X bebe de ricas fontes filosóficas, literárias e poéticas que valorizam o silêncio e a introspeção. Há uma clara ressonância com o pensamento oriental, particularmente com o Zen Budismo e o conceito do Wabi-Sabi, que prega a aceitação da imperfeição e da transitoriedade da vida. Em vez de evitar o sofrimento, o compositor abraça-o como parte fundamental da existência. Na literatura e na poesia, "Salt" aproxima-se do Romantismo Sombrio e do olhar transcendental de autores como Rainer Maria Rilke e Walt Whitman, que utilizavam as forças da natureza como um espelho para a alma. O mar e os elementos naturais surgem na canção como representações do inconsciente e das emoções avassaladoras, transformando o peso do sofrimento num ritual estético de desapego que converte a dor numa beleza quase sagrada.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Sabia que o seu protetor solar está a afetar os oceanos? Saiba como cuidar da sua saúde e proteger os oceanos

Com a chegada do verão e de mais temporadas passadas na praia ou na piscina, é muito importante manter a nossa pele protegida dos raios UV provenientes do sol, através do uso de protetor solar. No entanto, muitos dos filtros solares utilizados nestes produtos são prejudiciais à biodiversidade e aos ecossistemas marinhos.

Existem dois tipos principais de filtros solares: filtros minerais e filtros orgânicos (ou químicos). Estes últimos são os mais problemáticos para várias espécies marinhas, sendo um dos mais usados a oxibenzona. Este químico não se degrada facilmente e, por isso, pode persistir durante muito tempo quando introduzido na natureza. É também um dos mais encontrados em águas naturais.

Estes filtros solares químicos são introduzidos nos ecossistemas marinhos através do protetor solar que usamos na nossa pele e que depois se liberta quando entramos na água do mar, mas também podem ser descartados para a natureza através das estações de tratamento de águas residuais. Os efeitos negativos destes químicos são muito variados. Podem impedir o crescimento e a fotossíntese em algas marinhas, reduzir a fertilidade em peixes, causar danos nos sistemas imunitário e reprodutor de várias espécies de ouriços do mar e bivalves e também acumularem-se nos tecidos dos golfinhos. Um dos piores impactos verifica-se nos corais, nos quais estas substâncias se podem acumular e deformar o seu ADN, podendo levar ao seu branqueamento (uma das principais causas de morte nos corais, também provocada pelo aumento de temperatura da água do mar).

Existe uma lista de químicos potencialmente prejudiciais à vida marinha, publicada pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (conhecida pela sigla NOAA), na qual se incluem: oxibenzona, benzofenona-1, benzofenona-8, p-aminobenzoato de octilo dimetilo (OD-PABA), 4-metilbenzilideno cânfora, 3-benzilideno cânfora, dióxido de nano-titânio, óxido de nano-zinco, octinoxato e octocrileno. A utilização de alguns deles foi proibida na União Europeia, por poderem ser considerados prejudiciais ao ser humano e outros compostos, como a  oxibenzona e o octinoxato foram banidos em alguns locais com o intuito de proteger os corais, como o  Havai e o arquipélago de Palau, mas ainda continuam a ser muito comuns na maioria dos protetores solares.

Em Portugal, um projeto recente denominado Scree&Toxin (coordenado pela universidade de Aveiro) está a estudar de que forma a oxibenzona está a interferir na acumulação de biotoxinas marinhas em conquilhas da espécie Donax trunculus

O que podemos fazer?
Devemos por a nossa saúde em primeiro lugar, não dispensando o uso de proteção solar. No entanto, aquando da escolha de um protetor solar, podemos ter em atenção os ingredientes presentes e tentar evitar estas substâncias. Algumas marcas já apresentam na própria embalagem mensagens de alerta como “Reef Safe”, “Ocean friendly” ou “Respeita os oceanos”. No entanto, devemos ter atenção, pois alguns destes produtos poderão não estar livres de todos os filtros prejudiciais, sendo por isso importante rever a lista de ingredientes. Devemos igualmente adotar comportamentos que podem ser mais amigos do ambiente e também da nossa saúde como evitar a exposição solar nas horas de maior calor e usar roupa de e chapéu para prevenir as queimaduras solares.
Utilizar alguns aplicativos que nos ajudam a destrinçar os seus componentes, como a Yuka.
As marcas de protetores solares ecológicos dividem-se maioritariamente em fórmulas 100% minerais (filtros físicos de zinco ou titânio "não nano") que não prejudicam os corais e utilizam embalagens sustentáveis.
Para quem procura proteger a pele e o oceano, o mercado atual já oferece excelentes plataformas especializadas em cosmética sustentável com envio para Portugal. Se a preferência for explorar lojas multimarcas que fazem uma curadoria rigorosa, a My True Bio destaca-se a nível nacional por disponibilizar uma secção inteiramente dedicada a fórmulas minerais não-nano de marcas conceituadas. No mesmo alinhamento de desperdício zero, a pioneira Organii foca-se em opções biológicas certificadas e formatos inovadores, como os sticks solares sólidos. Já para quem valoriza a maior variedade possível de marcas europeias e quer comparar preços, a versão portuguesa da Ecco Verde oferece um catálogo vastíssimo com filtros estritamente seguros para os corais.

Por outro lado, se o objetivo for comprar diretamente aos fabricantes que lideram esta revolução ecológica, há marcas de referência com lojas online muito acessíveis. Fundada por surfistas, a sueca Suntribe é famosa pelas suas fórmulas ultra-minimalistas (com poucos ingredientes) em embalagens de cartão e alumínio. No campo da alta proteção aliada a uma textura mais fluida, os franceses dos Laboratoires de Biarritz criaram a aclamada gama Alga Maris, enriquecida com algas antioxidantes. Para o dia a dia e com texturas mais adaptadas à rotina urbana, a Freshly Cosmetics disponibiliza protetores físicos em alumínio reciclado que minimizam o habitual tom esbranquiçado na pele. Finalmente, focada na máxima biodegradabilidade para desportos aquáticos, a Amazinc! apresenta soluções líquidas e sólidas em latas totalmente reutilizáveis e livres de plástico

Para saber mais sobre este tema consulte:

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Mild Orange - This Kinda Day

Keep moving
To the out-lies
Of your head

Like an ocean
So often
In change

Yeah it's this kinda day
For a long kinda night
Yeah it's this kinda day
For a long kinda night

Let it getaway
Let's get away

'Cause I can tell there's something wrong
Usually it's not like this
All these things inside of our heads
Are okay - this moment too
Will all make sense someday

Keep your eye on
The horizon
Always

'Cause I can tell there's something wrong
And usually it's not like this
All these things inside of our heads
Are okay - this moment too
Will all pass someday
It's not like you're always like this
Remember how it felt moving forward
But for now - this moment too
Will all make sense someday

Yeah it's this kinda day
For a long kinda night
Yeah it's this kinda day
For a long kinda night

Let it getaway
Let's get away

'Cause I can tell there's something wrong
And usually it's not like this
All these things inside of our heads
Are okay - this moment too
Will all pass someday
It's not like you're always like this
Remember how it felt moving forward
But for now - this moment too
Will all make sense someday
It's not like you're always like this
Remember how it felt moving forward
But for now - this moment too
Will all make sense someday

Significado
Com uma letra minimalista e repetitiva, a canção aborda a importância da pausa, da autorreflexão e da gratidão. O eu lírico descreve o ato de deitar-se ao sol e refletir sobre as próprias ações passadas, concluindo que a paz daquele dia específico desperta uma vontade incontrolável de dizer "eu te amo". Longe de ser apenas uma declaração romântica tradicional, o refrão funciona como uma expressão de amor à vida, ao momento presente e à sensação de contentamento puro.

O videoclipe da música, dirigido por Simon Oliver e pelo vocalista Josh Mehrtens, aprofunda esse conceito ao explorar visualmente o contraste entre a monotonia do isolamento urbano e a libertação proporcionada pela natureza e pelos laços comunitários. Filmado com uma estética analógica e vintage que evoca nostalgia, o vídeo acompanha jovens que deixam suas rotinas solitárias e fechadas para se moverem em direção às paisagens naturais da Nova Zelândia, como praias e colinas verdes. O foco em elementos sensoriais, como a luz do sol e o vento, culmina na reunião desse grupo de amigos na praia. Assim, o videoclipe transforma a faixa num manifesto sobre saúde mental e desaceleração, sugerindo que a cura para os dias pesados está na reconexão com o mundo natural e na celebração das conexões humanas simples e genuínas.


"Estivemos recentemente em confinamento na Nova Zelândia e o tempo estava deslumbrante, por isso montámos o nosso estúdio no jardim e gravámos esta pequena sessão ao vivo enquanto convivíamos com os pássaros, as borboletas e... os dinossauros. A vida selvagem na Nova Zelândia é simplesmente excecional. Aproveitem"

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Música do BioTerra: The Pixies - Hang On To Your Ego


I know so many people
Who think they can do it alone
They isolate their heads
And stay in the safety zone

But what can you tell them?
What can you say that won't make them defensive?

Hang on to your ego
Hang on, but I know that you're gonna lose the fight

They come on like they're peaceful
But inside they're so uptight
They trip through the day
And waste all their thoughts at night

But how can I say it?
How can I come on when I know I'm guilty?
Yeah...

Hang on to your ego
Hang on, but I know that you're gonna lose the fight

And how can I say it?
How can I come on when I know I'm guilty?
So...

Hang on to your ego
Hang on, but I know that you're gonna lose the fight

Versão Frank Black e Beach Boys 

domingo, 23 de julho de 2023

Música do BioTerra : Slow Pup - Slugs


Quiet, c'mon and give me a kiss
I guess that I wasn't over it
Perfect, all the ways I know we
Fit together, I think I want back in
Oh, when it, it all ends again
What if I tell you that
You'll be playing in my head

'Cause you're a summer hit
I'm singing it
You're a summer hit
I'm singing it

Listen, I wanna tell you how I've been
That I want you despite my defense
Trust in all the things I never said
I'm sorry I haven't been honest
But when it, it all ends again
What if I tell you that
You'll keep playing in my head

Bibiografia e Discografia

Página Ofial

sábado, 17 de setembro de 2022

Dia Internacional de Limpeza Costeira

História
O Dia Internacional da Limpeza Costeira começou em 1986, quando Linda Maraniss conheceu Kathy O'Hara enquanto trabalhava para a Ocean Conservancy. Maraniss acabara de se mudar de Washington, D.C. para o Texas, O'Hara havia acabado de concluir um relatório chamado Plásticos no oceano: mais do que um problema de lixo. Os dois procuraram outros amantes do oceano e organizaram uma limpeza para a conservação dos oceanos. A primeira limpeza consistiu de 2.800 voluntários. Desde então, o Cleanup se tornou um evento internacional em mais de 100 países.

Links relacionados
Dia Internacional de Limpeza Costeira | Fundação Oceano Azul
#EUBeachCleanup – Limpeza da Praia da Foz do Lizandro | Representação da Comissão Europeia em Portugal
Campanha #EUBeachCleanup | Comissão Europeia [en]
Assuntos Marítimos e Pescas | Comissão Europeia
Mares e Oceanos | Portal Eurocid

domingo, 8 de maio de 2022

Música do BioTerra: Neil Young & Crazy Horse - A Band A Brotherhood A Barn (Official Documentary)


"BARN the documentary film, directed by Daryl Hannah (Nei Young´s wife), catches a rare intimate glimpse of this legendary band as they make music in a restored 19th century log barn under the full moon. The film captures Neil and the Horse in an organic way, their easy irreverent humor, their brotherhood, and of course their music, as it was created. BARN intentionally lingers on single shots for entire songs, showing there are no tricks, revealing the raw, organic and spontaneous process of the music bursting to life from unexpected moments. Exquisite changes of light and weather dance in the remote meadow where the barn sits, adding a sweet, mystical magic as the music thumps, reverberates and echoes. The film is infused with the gratitude and joy that permeated the whole experience".

‘BARN‘ Tracklisting:
4. Canerican
5. Shape of You
6. They Might Be Lost
7. Human Race
8. Tumblin’ Thru the Years
9. Welcome Back
10. Don’t Forget Love

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Ser Ferrel


Editado em Óbidos, em Maio de 2018, depósito legal 441788/18. Apoiado pela Junta de Freguesia de Ferrel e pela Câmara Municipal de Peniche.

Para o movimento ecológico português, Ferrel é sinónimo de luta antinuclear, e de vitória nessa luta. Foi a marcha do povo de Ferrel, recusando a hipotética central atómica prevista para aquela aldeia de pescadores camponeses, em março de 1976, que soou o toque a reunir de um movimento ecoambiental até então balbuciante no país. Foi essa luta que inspirou em parte a conhecida canção de Fausto «Se tu fores ao mar» (Rosalinda), de 1977.

Raquel Hermínio, nascida em Santarém em 1985, antropóloga, habitante de Ferrel desde 2013, não ignora esse episódio neste livro dedicado a Ferrel e aos ferrelejos. Mas além disso o livro «explora, em linhas gerais, as suas tradições, identidade, memória social, o seu património cultural material e imaterial e a atualidade». 

As três curiosas tribos desta aldeia, com o seu território e o seu animal-totem, parecem ser em Portugal um caso muito raro de organização comunitária. A aldeia tem também um rico folclore em música e dança. Os grupos podem ter nomes sintomáticos, como o dos Camponeses da Beira Mar ou o Pé d'Areia, bem expressivos de uma comunidade de pescadores que navegam a terra, de camponeses que lavram o mar.

Neste levantamento etnográfico, inclui-se uma descrição da ilha do Baleal, que Raúl Bandão, em Os Pescadores, considera «a mais linda praia da terra portuguesa». A costa aliás suscita à autora um panorama do turismo local, com destaque para o papel do surf, enquadrando as consequências ambientais dessas atividades.

O livro termina com a descrição de numerosas festas e festividades locais e inclui uma planta topográfica minuciosamente legendada.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

How Globalists Plan To Use Technology And Poverty To Enslave The Masses



(Brandon Smith) Tyranny is often seen as a sudden and inexplicable development in a society; the product of a singular despot that rockets to power for a limited window of time due to public fear or stupidity. This is one of the great lies of the modern era.



by Brandon Smith, 

The truth is that for at least the past century almost every historically despised “tyrant” was merely a puppet of a larger managerial cabal, and the construction of each totalitarian state was accomplished slowly and quietly over the course of decades by those same financial elitists. From the Bolsheviks, to Hitler and the Third Reich, to Mao Zedong, to most tin-pot dictators across the Middle East and Africa, there has always been an organized group of money men and think tanks fueling the careers of the worst politicians and military juntas of the epoch.

The rise of a tyrannical system takes extensive time, planning and staging. Human beings do not simply jump right into the arms of a dystopian nightmare regime impulsively at a moment’s notice. We have been told by popular media that this is how it works; that during hard economic or social conditions men with charismatic personalities and evil intentions suddenly rise to the surface and take power by promising a better world in exchange for public fealty. But where did those economic and social crises come from to begin with? Were they a natural consequence of the era, or were they deliberately engineered?

The reality is that people must be psychologically conditioned to trade freedom for the illusion of safety. Sometimes this takes generations. Every attempt at a totalitarian framework inevitably elicits a rebellion. Therefore, the most successful tyranny would be one that the public DEMANDS. They have to think it is their idea, otherwise they will eventually fight it.

Globalist financiers and power addicts need something more than mere military might or bureaucratic force to obtain their ideal slave society. They need 4th Generation warfare tactics. They need to con the masses into accepting their own servitude.

There are two tools that make this outcome possible: The first is controlled economic decline, the second is the integration of a technological gulag into every aspect of public life.

Economic Weapons Of Mass Distraction

It is no coincidence that dictatorial governments gain prominence as the global economy suffers; it is extremely difficult for people to remain vigilant to tyranny when they are completely distracted by their own survival. This is why my focus as an analyst has always been primarily on economics and solutions to fiscal disaster; it all begins and ends with the economy. If the public can be prepped to develop their own alternative economic systems before a crisis occurs, then they will be less distracted by the chaos and more apt to notice when the globalists offer tyranny as a fix-all.

Without alternative markets at the local level there is no redundancy, no protection from a crash. With most people dependent on the existing system for their livelihoods, the economy becomes a very useful weapon for the globalists.

Holding the economy hostage creates numerous advantages. Through deflationary pressure wages can be kept low while higher paying jobs disappear. Manufacturing can be phased out or outsourced overseas, as in the U.S. Small business ownership becomes difficult as taxes generally rise while financial conditions decline.

Through inflationary or stagflationary pressures, low wages and the inadequate job market are combined with exploding prices. This makes survival for many people untenable without government aid.

In this environment, the working public becomes reliant on the service sector, which provides no useful skill sets. Soon, you have entire generations of people with no production abilities whatsoever. They become drones working in meaningless office and retail jobs squandering away their days knowing that they are accomplishing nothing beyond a meager paycheck.

The lack of a greater purpose or mission in life and the nagging realization that the average person has no productive capacity creates a palpable atmosphere of desperation. They do not own their own work, and they have nothing much to show for their labor; nothing to point at and say, “I built that.” The public gets to the point that they may even welcome an economic collapse simply to escape the drudgery.


This is where movements to support totalitarianism come from — the subset of citizens that are fed up with fighting against the economy and have no sense of independence. These people do not know how to solve their own problems, they are always looking for someone else to do it for them. The globalists are happy to suggest their own predetermined solutions to the public once the financial structure hits a point of maximum pain.

However, after the economy is repaired in exchange for the submission of the citizenry, people might still decide one day that the trade was unfair. Thus, a deterrent is needed to keep them in line.

The Technological Fish Tank

It is important to understand that there is no major country in the western OR eastern world that is not building a digital control grid, and this helps to support my position that eastern nations are just as subservient to globalist demands as western nations. All the geopolitical drama surrounding events like the trade war, the Syrian war or various elections, etc.; none of this matters in the end. When determining if the strings of a particular government are being pulled by the globalist cabal, all you have to do is look at how quickly they are implementing oppressive systems that serve globalist interests.

For example, India’s government has been hitting the news feeds lately as their supreme court recently ruled that the controversial Aadhaar biometric program is legal. In a nation of 1.3 billion people, around 1 billion have already been biometrically profiled in a national database. This data can include fingerprints, iris scans and face scans.

I have heard it argued that India is a rather odd place to experiment with such a database, considering 60% of the population is under the poverty line and most people barely have basic amenities. But I would point out that this is why it is a PERFECT place for the globalists to start cataloging the world population on larger scale.

Again, financial desperation and a lack of productions skills tends to produce subservience. Hundreds of millions of poverty stricken people in India’s sprawling urban sewers are voluntarily giving up their biometric data in exchange for government aid programs.

For the people not anchored down by the poor economy India has instituted other measures, including requiring anyone accessing government services, opening a bank account or signing up for a mobile phone service also give up their biometrics to the government. In nations not yet impoverished at India’s level, more subversive measures have been instituted for surveillance of the population. Data is simply taken rather than traded.

In Russia, Vladimir Putin has put the Yarovaya laws he signed in 2016 into effect. All digital data from phone conversations to emails is now recorded and stored by telecoms for government access for a minimum of six months, this includes Facebook and Twitter posts. The 2014 bloggers law also requires any blogger with over 3,000 followers be put on government file and they cannot remain anonymous. Any business operating a public Wi-Fi network is required by law to identify users by ID, which is also stored for at least six months.

Russia’s FISA-style surveillance grid is vast, yet, many people in the liberty movement seem to ignore this reality with misplaced Putin-worship. As I have noted in numerous articles, Russia is heavily influenced by international financiers.

Goldman Sachs and JP Morgan are the largest investment banks in the country. Their central bank works closely with the IMF and the BIS. The Kremlin has in the past called for a global currency controlled by the IMF. And Putin even admits in his own biography First Person that he has been friends with New World Order salesman Henry Kissinger since before he became president of Russia. In a latest show of how globalist Russia really is, the Russian Foreign Minister recently criticized the U.S. in a speech to the U.N. general assembly over its “attacks” on the “international order,” including undermining the World Trade Organization and global climate change agreements.

With the above in mind, it should come as no surprise to anyone that Russia is playing right along with globalist efforts to identify and track every single living person. It should also come as no surprise that Donald Trump, surrounded by globalists within his own cabinet, is continuing and expanding FISA surveillance under his administration.

At the beginning of 2018 Trump signed a bill renewing the National Security Agency’s warrantless FISA mass surveillance of the American population. Leading Democrats happily supported the action. Despite all of Trump’s rhetoric against FISA recently, it was Trump that made FISA’s continuation possible.

Major social media companies are cooperating wholeheartedly with mass surveillance efforts as they share personal data with governments around the world regularly. Facebook alone saw an increase in government requests for data of over 33% in 2017, and the nature of most of this data sharing is not open to public scrutiny.

This is one reason why I’m rather bewildered by the recent conservative fury over social media discrimination – it’s as if personal liberty activists are being tricked with reverse psychology to DEMAND unhindered participation in media sites that spy on them. Why does anyone still want to sign up for these websites?

But where is this all going? How does the combination of poverty and digital surveillance translate to tyranny? I believe China’s “social credit” program is the answer. The system is based on the idea of “maintaining trust”, but whose trust? Well, the government’s trust, of course. Trust is measured using a social credit score that is tracked over a citizen’s life. Punished behaviors include anything from smoking in a no smoking area to publishing internet content that the powers-that-be disapprove of.

China is representative of the end game for the globalist ideal for civilization. With mass economic struggle leading to dependency on government welfare programs and employment opportunities, few citizens can afford to be “blacklisted.” China’s social credit system creates an environment in which any and every action on the part of citizens is tracked and then “rated” for acceptance or consequence. This includes how people express attitudes toward the government itself. Obviously, this is the ultimate control mechanism, very similar to the Cheka established by Lenin and Stalin in Russia after the Bolshevik Revolution, but on a massive digital scale.

This is why mass surveillance is evil, regardless of whether someone is breaking the laws or not. It gives government the power to dictate and mold behavior by inspiring self-censorship rather than holding people directly at gun point. It is tyranny enforced in a less obvious way; a prison in which the prisoners maintain the locks and the chains and the bars. Individuals do not dare do anything outside of collective norms for fear that it could be interpreted as socially negative. Punishment might include loss of access to the economy itself, and when most people are living from paycheck to paycheck, this could mean death.

Source:

sábado, 21 de novembro de 2020

Raiz - Uma viagem pelas origens do surfe, canoa polinésia, stand up paddle e prone paddleboard




Há cerca de 3.500 anos, os polinésios deram início a uma das mais extraordinárias sagas da humanidade.

Povo do mar, navegaram uma área de área oceânica gigantesca povoando, ao longo de séculos, diversas ilhas do Pacífico, como o Havaí e o Taiti.
Os polinésios aprenderam a direcionar suas canoas seguindo sinais da natureza e provavelmente, foram os primeiros a utilizar as estrelas para se localizar no oceano.

Essa ligação umbilical com os elementos da natureza também se refletiu em expressões genuínas, como o surfe, a canoagem polinésia, a dança e a tatuagem.

Esse legado, contudo, quase desapareceu da face da terra após a chegada dos colonizadores ocidentais, introduzindo novos costumes e hábitos.

No entanto, a cultura polinésia encontrou a resistência necessária por meio de personagens centrais, que deram vida a atividades esportivas e culturais capazes de impactar a organização de várias sociedades pelo mundo.

Com efeito, esta é a história de “Raiz: uma viagem pelas origens do surfe, canoa polinésia, stand up paddle e prone padlleboard”, primeira obra de Luciano Meneghello, jornalista especializado em esportes de água:

“Praticados em todo o mundo, esportes como o surfe e a canoa havaiana possuem uma aura moderna, mas muita gente não se dá conta de que são atividades que têm uma origem ancestral“, conta o autor.

  Livro encontra em fase de pré-venda com valor promocional. Foto: Reprodução


Através de 96 páginas, Raiz revela como esses esportes sugiram e de que maneira ajudaram a manter viva uma das culturas mais fascinantes do mundo.

Lançado no mês de agosto em formato digital (e-book), Raiz agora também está disponível em edição impressa.

O livro está em pré-venda no site da editora Ipêamarelo e pode ser comprado por um valor promocional de R$ 30,00 até 23 de novembro.

Para mais informações, acesse editoraipeamarelo.com.br.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Joca e o projeto "Não Lixes"

O Professor Fernando Paiva (mais conhecido por Joca) fundou o movimento Não Lixes e tem um estilo de vida e uma missão que traçou para si próprio, em benefício do planeta em que vivemos.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Música do BioTerra: Rui Reininho - Rota da Sede


Aqui se entra para o mundo
Se cumpre a Rota da Sede
Santiago espera lá ao fundo

À Luz de um farol amigo
Até a esse mural pintado
Sino do Balio antigo
Vai o Leça apressado

Sabe a Via Láctea
Sobe a Via Norte
Os mapas são passado
A Fábrica é uma forte
Sabe à Via Láctea

Santo Homem bem cheiroso
É memória do futuro
É um mel delicioso
Nas colmeias lado a lado
Sendo a alma do cruzado

Se puderes, olha e vê
Se puderes ver, repara

Pelas 13 horas do dia 22 de julho de 2020, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, perante uma plateia restrita de 30 convidados, no final de um debate sobre o "Futuro da Indústria" e a revitalização da economia em Portugal, Rui Reininho cantou um tema inédito, intitulado "Rota da Sede", que foi acompanhado por um videoclipe, "todo ele uma referência à indústria, ao território, às empresas e às pessoas", enfatiza o centro empresarial Lionesa, promotora do evento.

Em "Roda da Sede" descobre-se a Via Norte, nome de uma estrada onde estão sediadas grandes referências da indústria portuguesa, como a Sonae, a Efacec ou o SuperBock Group, e também um ponto cardeal magnético que se apresenta como o maior e mais dinâmico centro de negócios dedicado à indústria 4.0 em Portugal.

A extinta Fábrica de Tecidos de Seda Lionesa, inaugurada em 1944 e que representava a indústria 2.0, ressurgiu há mais de uma década como íman económico e social dedicado à 4.0, que manteve o nome Lionesa e que, nos últimos anos, atraiu grande quantidade e qualidade de investimento estrangeiro, nomeadamente nas áreas das tecnologias e serviços partilhados.

Empresas como a Oracle, Farfetch, eDreams, Vestas, Klockner Pentplast e Hilti são algumas das marcas com escritórios na Lionesa, que acolhe um total de 112 empresas e cerca de cinco mil pessoas, de 30 diferentes nacionalidades, num espaço de 48 mil metros quadrados e que gera indiretamente uma faturação estimada em cerca de 1,2 mil milhões de euros.

Entretanto, a Lionesa decidiu editar um livro, chamado "A Fábrica", que parte da narrativa do edifício que acolhe este centro de negócios, em Leça do Balio, Matosinhos, para se estender de todo o Norte para o Mundo.

"Concebida e pensada sem pandemia no horizonte, a edição que junta autores de prestígio tornou-se uma mensagem de força e de esperança em redor de um destino e da sua indústria, reforçando os sinais de confiança, esperança, crença num futuro promissor, depois da crise", enfatiza a Lionesa.

Com fotografias de Luís Ferreira Alves, textos históricos de Joel Cleto e design de João Machado, a edição do luxuoso livro despoletou, assim, algo maior, desaguando numa discussão alargada intitulado "A Fábrica do Futuro", que juntou várias figuras do panorama público e privado nacional e a atuação de Rui Reininho com uma música que é uma espécie de hino à indústria.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

‘Artists for Amazonia’: artistas e cientistas se unem em campanha para arrecadar fundos e ajudar a proteger os povos indígenas no combate ao coronavírus


Os atores Jane Fonda, Wagner Moura, Morgan Freeman e Barbra Streisand, a expert em gorilas Jane Goodall, o climatologista Carlos Nobre e o cientista Thomas Lovejoy, os músicos Sting, Carlos Santana, Peter Gabriel e Maria Gadu, são alguns dos nomes à frente da iniciativa Artists United for Amazonia: Protecting the Protectors.

Em parceria com o Amazon Emergency Fund (Fundo de Emergência da Amazônia), eles estão arrecadando dinheiro para apoiar os povos indígenas da floresta amazônica durante a pandemia de COVID-19 e contra as ameaças de invasores, que os expõem ainda mais à doença e arrasam seus territórios.

O valor arrecadado será 100% repassado para comunidades e organizações indígenas e florestais que enfrentam a COVID-19 na Amazônia para ajudar seuss povos garantir prevenção e cuidados contra coronavírus, além de prover alimentos e suprimentos médicos e incrementar a comunicação, entre outros serviços. Mas tem mais.

No próximo dia 28 de maioa partir das 20h (horário de Brasília), alguns deles se unirão a cientistas e líderes indígenas em encontro online com transmissão ao vivo para fortalecer esse movimento e ouvir reflexões e denúncias a cerca da realidade da Amazônia e de seus povos, como também trocar ideias para que todos compreendam porque é tão vital a união de indígenas e não-indígenas em ações como esta.

A condução do encontro será feita pela atriz Oona Chaplin, de Game of Thrones (na foto de destaque), que apresentará líderes indígenas – como Sonia Guajajara e Nina Gualinga -, cientistas e representantes de ONGs, com o apoio de Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Sigourney Weaver, Shailene Woodley, Gigi Hadid e Lil Nas X, entre outros.

A transmissão ao vivo será feita pela página do encontro no Facebook e pelo site Artists for Amazônia. Neste caso, é preciso fazer inscrição, confirmando sua presença (RSVP).

Até lá, faça sua doação e compartilhe este movimento em suas redes sociais.

Foto: Reprodução do site

segunda-feira, 21 de março de 2016

Dia Mundial da Síndrome de Down

A data de 21 de março foi a eleita pela Associação Internacional da Síndrome de Down (Down Syndrome International) pelo facto de se escrever como 21/3 (ou 3-21), fazendo alusão à Trissomia 21. A primeira comemoração desta data ocorreu em 2006.

A 19 de dezembro de 2011 a ONU aprovou uma resolução que designa o dia 21 de março como Dia Mundial da Síndrome de Down. A data passou a ser comemorada, oficialmente, a partir de 2012. A ONU propõe que os Estados-membros comemorem com a adoção de medidas para promover maior conhecimento sobre a Síndrome de Down.

De acordo com a APATRIS 21 – Associação de Portadores de Trissomia 21 do Algarve, a Trissomia 21, também conhecida por mongolismo e Síndrome de Down, é uma doença genética que resulta da presença de um cromossoma supranumerário no par 21 (três cromossomas em vez de dois).

Os portadores de Trissomia 21 partilham certas características físicas (embora não presentes em 100% dos casos), tais como:
  • Face redonda de perfil achatado;
  • Olhos amendoados;
  • Braquicefalia;
  • Fendas palpebrais oblíquas;
  • Nariz pequeno e achatado;
  • Boca aberta e protusão da língua;
  • Prega palmar única;
  • Baixa estatura;
  • Défice cognitivo;
  • Malformações internas.
Outras ONG:

Cinema e Documentários

Blogues

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Música do BioTerra: Frank Black - Hang On To Your Ego


I know so many people
Who think they can do it alone
They isolate their heads
And stay in the safety zone

But what can you tell them?
What can you say that won't make them defensive?
So...

Hang on to your ego
Hang on, but I know that you're gonna lose the fight

They come on like they're peaceful
But inside they're so uptight
They trip through the day
And waste all their thoughts at night

But how can I say it?
How can I come on when I know I'm guilty?
So...

Hang on to your ego
Hang on, but I know that you're gonna lose the fight

And how can I say it?
How can I come on when I know I'm guilty?

Hang on to your ego
Hang on, but I know that you're gonna lose the fight
Hang on to your ego
Hang on, but I know that you're gonna lose the fight
Hang on to your ego
Hang on, but I know that you're gonna lose the fight

Black Francis' first solo album was going to be a covers album. When he came to the studio to record it, however, he already had composed a number of tracks, so he ended up only keeping this one cover in what became the debut album of his new persona, Frank Black.

Brian Wilson wrote this song – ironically and sadly – a bit before he actually lost his mind / ego. However, the rest of the The Beach Boys didn’t really like the stoner tone of the lyrics and changed it. “I Know There’s an Answer" was the result. The original version was only released in 1990, but it was already famous a bootleg.

The Pixies covered “Hang on to Your Ego” live a few times, including for a BBC Session, although it was never officially released.

What did Frank Black say about "Hang on to Your Ego"?
Frank Black in a 1993 Interview:
Classy band. Classy guy, Brian Wilson. Classy song. It’s called “Hang On To Your Ego.” It doesn’t get much crasser and cool than that. It’s like recording a song called “I Am The Greatest.”

Credits
Produced By
Frank Black & Eric Drew Feldman
Written By
Terry Sachen & Brian Wilson
Recorded At
The Clubhouse, Burbank, California, USA, 1992
Release Date
March 8, 1993
Hang on to Your Ego is a cover of "Hang On to Your Ego" by The Beach Boys

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Como disse? Desregulamentação é importante para potenciar a costa portuguesa


Em pleno 2020, as construções desregradas na costa portuguesa continuam a ser a regra. Apesar de estarmos perfeitamente cientes da vulnerabilidade do litoral – nomeadamente perante as alterações climáticas –, a sua preservação continua a ser assaltada por hotéis e projetos que usurpam dunas e falésias em nome do turismo e da produção agrícola. Pior ainda é a permissividade legislativa que continua a promover o desordenamento do território e a perda do nosso património paisagístico e ambiental. Os interesses económicos fazem-se valer de leis e planos flexíveis, alguns desenhados a dedo para acolher empreendimentos recheados de impactos e ilusões.

De norte para a sul, o desfile de atentados tem alguns protagonistas: a construção em plena duna primária do Parque Natural do Litoral Norte, em Esposende; a pavimentação de uma estrada na praia da Fonte da Telha, também em duna primária; os milionários planos de construção de empreendimentos turísticos nas cobiçadas dunas de Tróia e na Comporta, a costa mais selvagem da Europa; o avanço desmedido das estufas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina; a polémica construção hoteleira na Ponta João de Arens, em Portimão; e o insólito projeto da Cidade Lacustre em Vilamoura. Infelizmente, são apenas alguns dos projetos que, embora mais mediáticos, necessitam de uma mobilização civil suficientemente forte para os enfrentar e travar.

Existe uma certa incapacidade das associações de defesa do ambiente para enfrentarem, individualmente, todos estes problemas de uma forma integrada. Além da asfixia a que são frequentemente sujeitas por falta de apoios à sua atividade, a própria forma de participação formal e intervenção – através do portal Participa – é ainda limitada por prazos apertados, que decorrem do desrespeito por sucessivos Governos dos prazos inicialmente indicados pela Comissão Europeia. Na semana passada, por exemplo, terminaram em simultâneo as consultas públicas às propostas de vários planos de gestão de Zonas Especiais de Conservação de norte a sul do país. A complexidade e extensão destes documentos tornam os prazos manifestamente inadequados à análise minuciosa que seria desejável.

Ainda assim, os erros não passam despercebidos ao olhar atento dos técnicos que têm esta difícil tarefa. A Liga para a Protecção da Natureza analisou os planos propostos pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas para as zonas Arrábida-Espichel e Comporta-Galé. Foram detetados erros e medidas desajustadas que justificaram a publicação de pareceres desfavoráveis aos planos de gestão. O fraco levantamento das espécies e habitats, a flagrante alteração dos limites definidos enquanto área da Rede Natura 2000, e alterações do uso solo a fim de facilitar a construção em pleno território de Rede Ecológica Natural e Rede Agrícola Nacional foram alguns dos aspetos apontados.

É muito importante definir planos de gestão para as áreas protegidas, mas é ainda mais importante que as ações saiam do papel e sejam efetivamente implementadas. De nada serve escrever um extenso documento para que ele venha apenas responder a obrigações burocráticas, relegando o seu principal objetivo: proteger efetivamente o território e os seus valores naturais. Para isso, seria preciso que as ações viessem munidas dos recursos financeiros e humanos necessários à sua implementação e fiscalização. As incoerências legais de proteção da paisagem entram, por vezes, em conflito com expectativas legítimas de vida dos residentes locais e são, muitas vezes, demasiado permissivas perante aspirações ilegítimas de empreendedores turísticos e agrícolas. Isto acontece também quando os planos de gestão não antecipam mecanismos de apoio a atividades económicas compatíveis com a conservação, estabelecendo sinergias com mecanismos financeiros, nomeadamente tributários ou de acesso a fundos, tal como, paradoxalmente, existem para a extensão de territórios abrangidos por agricultura intensiva.

A conservação da Natureza não é uma barreira ao desenvolvimento socioeconómico. É fundamental desmistificar e negar esta ideia e esclarecer que a conservação da Natureza permite sim salvaguardar um património de valor incalculável do qual todos dependemos, direta ou indiretamente. Não está assim em causa um radicalismo irracional de defesa do ambiente, mas antes uma consciência de que é possível, desejável e necessário alcançar um modelo de sustentabilidade e a coerência na conservação da faixa costeira portuguesa e dos seus valores únicos.

Já leram este texto de Robert Kurz- O Desenvolvimento Insustentável da Natureza? Já tem 10 anos e mantem toda a actualidade!