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domingo, 17 de maio de 2026
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Música do BioTerra: David Bowie - Heroes
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can beat them, just for one day
We can be heroes, just for one day
And you, you can be mean
And I, I'll drink all the time
'Cause we're lovers, and that is a fact
Yes we're lovers, and that is that
Though nothing will keep us together
We could steal time just for one day
We can be heroes for ever and ever
What d'you say?
I, I wish you could swim
Like the dolphins, like dolphins can swim
Though nothing, nothing will keep us together
We can beat them, for ever and ever
Oh we can be Heroes, just for one day
I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can be Heroes, just for one day
We can be us, just for one day
I, I can remember (I remember)
Standing, by the wall (by the wall)
And the guns, shot above our heads (over our heads)
And we kissed, as though nothing could fall (nothing could fall)
And the shame, was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be Heroes, just for one day
We can be Heroes
Just for one day
We can be Heroes
We're nothing, and nothing will help us
Maybe we're lying, then you better not stay
But we could be safer, just for one day
Oh-oh-oh-ohh, oh-oh-oh-ohh, just for one day
David Bowie e a Origem de Heroes: Entre o Expressionismo e a Guerra Fria
Quando David Bowie compôs e gravou Heroes em 1977, durante a sua célebre estada em Berlim Ocidental, a sua inspiração não se limitou apenas à paisagem urbana dividida pela Guerra Fria ou aos desenvolvimentos da música experimental alemã (como o krautrock de bandas como Neu! e Kraftwerk). Embora Bowie fosse um leitor voraz e frequentador de galerias de arte, a génesis de Heroes bebeu fortemente do clima estético do expressionismo alemão - com forte influência visual de pintores como Otto Mueller (especificamente a obra Amantes entre os muros do jardim) e das atmosferas literárias e decadentistas da Berlim dos anos 1920 que ele tanto estudava através de autores como Christopher Isherwood (Adeus a Berlim) e Alfred Döblin (Berlin Alexanderplatz). Além disso, a sensibilidade trágica de romances como Uma tumba para o Delfín, do escritor italiano Alberto Denti di Pirajno, e o existencialismo moderno moldaram a atmosfera poética de duas pessoas que desafiam a opressão sistémica através de um amor efémero, refletindo indiretamente uma visão nietzschiana de transvaloração e heroísmo quotidiano, onde o indivíduo se ergue contra o niilismo do seu ambiente político e social.
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Música do BioTerra: Lou Reed- Satellite of Love
Satellite's gone up to the skies
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I like to watch things on TV
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I like to watch things on TV
Satellite of love
Satellite of love
Satellite of love
Satellite of
Satellite of love
Satellite of love
Satellite of
Satellite's gone way up to Mars
Soon it'll be filled with parkin' cars
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
Soon it'll be filled with parkin' cars
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
I've been told that you've been bold
With Harry, Mark and John
Monday and Tuesday, Wednesday through Thursday
With Harry, Mark and John
With Harry, Mark and John
Monday and Tuesday, Wednesday through Thursday
With Harry, Mark and John
Satellite's gone up to the skies
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Música do BioTerra: The Velvet Underground and Nico "I'll Be Your Mirror" (Warhol film footage); Courtney Barnett (version) e Lou Reed (Spoken Word version)
I'll be your mirror
Reflect what you are, in case you don't know
I'll be the wind, the rain and the sunset
The light on your door to show that you're home
When you think the night has seen your mind
That inside you're twisted and unkind
Let me stand to show that you are blind
Please put down your hands
'Cause I see you [1]
I find it hard to believe you don't know
The beauty you are
But if you don't, let me be your eyes
A hand to your darkness so you won't be afraid
[1]
I'll be your mirror (reflect what you are)
Reflect what you are, in case you don't know
I'll be the wind, the rain and the sunset
The light on your door to show that you're home
When you think the night has seen your mind
That inside you're twisted and unkind
Let me stand to show that you are blind
Please put down your hands
'Cause I see you [1]
I find it hard to believe you don't know
The beauty you are
But if you don't, let me be your eyes
A hand to your darkness so you won't be afraid
[1]
I'll be your mirror (reflect what you are)
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Documentário: A Um Passo da Loucura
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quarta-feira, 17 de maio de 2017
Documentário: A Caminho do Leste (Don´t Look Back), 1967
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Encontros improváveis: Bocage e X-Mal Deutshland
Lua-Cheia....inspira-me sombras, noites abundantes, existencialismo, fantasmas, sonhos vividos.
Ó retrato da Morte! Ó Noite amiga,
Por cuja escuridão suspiro há tanto!
Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretária antiga!
Pois manda Amor que a ti sòmente os diga
Dá-lhes pio agasalho no teu manto;
Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto
Dorme a cruel que a delirar me obriga.
E vós, ó cortesãos da escuridade,
Fantasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu, da claridade!
Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar o meu coração de horrores.
Bocage
quarta-feira, 17 de junho de 2009
The Raincoats - Don't Be Mean
As The Raincoats, formadas em Londres em 1977, são um dos nomes mais emblemáticos e influentes do pós-punk britânico, distinguindo-se desde logo pela sua identidade multicultural, muito marcada pela fusão entre a sensibilidade artística da cofundadora portuguesa Ana da Silva e a atitude da inglesa Gina Birch. No início da sua carreira, o estilo musical da banda era definido por uma estética puramente D.I.Y. (Do It Yourself), caracterizada por uma sonoridade crua, desestruturada e experimental que desafiava as convenções do punk rock tradicional através de linhas de baixo invulgares, guitarras desalinhadas, a bateria enérgica de Palmolive (Paloma Romero) e o violino estridente de Vicky Aspinall. Historicamente eternizadas como um quarteto feminino - formação que também contou com Ingrid Weiss na bateria -, a estrutura interna do grupo alterou-se significativamente ao longo das décadas, moldando a sua progressão artística até ao regresso na década de noventa.
Com o tempo, a sua sonoridade evoluiu para texturas mais densas e complexas, incorporando elementos de jazz livre e world music, até culminar em 1996 com o lançamento do álbum Looking in the Shadows. É deste registo que faz parte o tema "Don't Be Mean", que apresenta um estilo musical já transformado num indie rock mais maduro, limpo e polido, mantendo contudo a urgência emocional e a honestidade melódica originais. Nesta fase de regresso, a composição criativa da banda tinha-se reduzido ao duo basilar de Ana da Silva e Gina Birch, que recrutaram para estúdio e palco a baterista Heather Dunn e a violinista Anne Wood. Esta colaboração permitiu reestruturar o tradicional quarteto em palco e conferiu uma nova roupagem técnica à faixa.
A letra de "Don't Be Mean", escrita por Ana da Silva, afasta-se das metáforas abstratas dos primeiros anos para oferecer uma mensagem direta e cortante sobre a vulnerabilidade e o desgaste nas relações interpessoais. Trata-se de um apelo frontal à empatia e à rejeição de jogos de poder psicológicos, explorando a dor provocada pela crueza gratuita ou pela indiferença de quem se ama. Esta mensagem de crueza emocional é fielmente transposta para o seu teledisco, cujo significado visual assenta num minimalismo absoluto. Evitando narrativas complexas ou os artifícios visuais comuns na MTV dos anos noventa, o vídeo foca-se em grandes planos das integrantes e na sua performance performativa em formato de quarteto. A simplicidade estética serve o propósito de amplificar a autenticidade e a gravidade do desabafo lírico, despindo a música de qualquer distração mercantil.
Ao longo de toda a sua trajetória, as referências literárias e filosóficas das Raincoats moldaram profundamente a sua identidade artística. Desde o início, o grupo esteve alinhado com o feminismo de segunda vaga e com o existencialismo, rejeitando os papéis de género tradicionais no rock para criar uma linguagem inteiramente nova baseada na vivência feminina real. Na escrita, a influência da literatura modernista e de autores que exploravam a corrente de consciência, como Virginia Woolf e Fernando Pessoa, reflete-se em letras que funcionam como fragmentos de diários e reflexões profundas sobre a identidade, a memória e a alienação urbana. Filosoficamente, a banda também absorveu os ideais da vanguarda situacionista através da ética punk, onde o erro e a imperfeição técnica eram celebrados como formas legítimas e honestas de expressão artística. Na atualidade, essa base conceptual evoluiu para uma postura de maturidade e serenidade, focada na preservação da memória histórica das mulheres na arte, na ecologia urbana e numa reflexão contínua sobre a resiliência e o envelhecimento num mundo crescentemente comercializado.
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sábado, 20 de outubro de 2007
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Música do BioTerra : Green Day - Working Class Hero
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
Keep you doped with religion and sex and TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still fucking peasants as far as I can see
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
There's room at the top they are telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
If you want to be a hero well just follow me
If you want to be a hero well just follow me
domingo, 24 de setembro de 2006
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