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sábado, 10 de janeiro de 2026

Javier Zorrilla Salcedo

Javier Zorrilla Salcedo (aquarelista Espanhol, nascido em 1962)
Estilo artístico
Insere-se numa linha de aquarela moderna, gestual e luminosa, onde a técnica serve a expressão e não o rigor académico.

Temas da sua obra
Destaca-se pela paisagem e pela representação da figura humana, seja em movimento ou integradas em cenários naturais.

Técnica e abordagem
A sua abordagem à aquarela é descrita como intensa e improvisada, com pinceladas que parecem inicialmente soltas mas que se consolidam em cenas completas — quase como uma “dança” do pincel no papel.
Zorrilla aplica a aquarela como técnica autónoma, utilizando o branco do papel, transparências, veladuras e equilíbrio tonal para construir composições vibrantes e plenas de luz.
Não segue o uso tradicional de negro ou branco na paleta, preferindo misturas tonais cuidadas.

Javier Zorrilla Salcedo participou em mais de 100 exposições colectivas e foi seleccionado em inúmeros concursos nacionais e internacionais. Representou a Agrupación Española de Acuarelistas em várias bienais de aquarela no mundo (ex.: México, Colômbia, Itália, França, Canadá, Finlândia, Noruega, Coreia).

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Morreu a escritora e bióloga Clara Pinto-Correia


A escritora e bióloga Clara Pinto Correia foi encontrada sem vida. O presidente da República lamentou a morte da autora e recordou a sua "inteligência" e "brilho".

Clara Pinto Correia morreu aos 65 anos, confirmou esta terça-feira a Editora Exclamação que publicou o seu último livro, Antares, em junho do ano passado.

Segundo o Correio da Manhã, a bióloga, escritora e professora universitária foi encontrada morta em casa em Estremoz esta manhã.

O Presidente da República já apresentou “os seus afetuosos sentimentos” à família, amigos e admiradores de Clara Pinto Correia e disse ter ficado “consternado pela sua partida prematura”.

“Clara Pinto Correia juntava à alegria de viver, uma inteligência e um brilho que se expressaram na intervenção oral e escrita, no magistério científico e na comunicação com os outros”, lê-se numa nota no site da Presidência. Clara Pinto Correia era licenciada em Biologia e doutorou-se em Biologia Celular.

“Não deixou nunca ninguém indiferente. Daí o sentido de ausência por todos partilhado neste momento”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Clara Pinto-Correia é a autora do romance Adeus Princesa, publicado aos 25 anos e com o qual ganhou notoriedade.

Destacou-se tanto ao nível das ciências, como da literatura, tendo ainda sido cronista, jornalista, apresentadora e até atriz, no filme "Kiss me" (2004), de António Cunha Telles. E algumas polémicas.

A autora Clara Pinto Correia esteve presente no podcast «Mesa para Dois» da Antena 1 - RTP. O foco da conversa com João Gobern foi a obra «Antares», mas também a vida da autora enquanto escritora e jornalista.

A autora foi também entrevistada na Prova Oral, de Fernando Alvim.


Tertúlias célebres
Que morte tão prematura. Os meus sentidos pêsames à família e amigos.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Projecto Invisíveis


"Pronta para o 2º turno?
Depois do expediente, começa o segundo turno.
O que não dá dinheiro, mas dá dores nas costas.
Que não tem horário, mas ocupa tempo.
Que não conta para a reforma,
mas conta e muito na desigualdade.

Em casa, as mulheres trabalham três vezes mais.

Trabalho sem contrato, sem aplausos,
sem fim-de-semana:
cozinhar, limpar a casa,
cuidar dos filhos, tratar dos pais,
organizar tudo e ainda sorrir.

Sim, é trabalho.
Mesmo quando feito com amor, é trabalho.
Mesmo quando é invisível, tem valor.
E é preciso fazer esse tempo aparecer, agora:
porque se o mundo parasse para ver
quem realmente o sustenta…
O Mundo mudava.

Se fosse contabilizado, o trabalho não pago de cuidado e doméstico teria um valor na economia de 78 mil milhões de euros. Mais do triplo do sector do turismo.

Por isso, queremos algo tão simples, mas que parece revolucionário:
justiça.

"Tarefa de mulher” é um conceito antigo e ultrapassado.
Responsabilidade partilhada é justiça e também inteligência.

Homem que “ajuda” em casa não é moderno.
É mal informado.

Queremos horários flexíveis,
redes públicas de creches e lares,
apoios domiciliários
e empresas que percebam que
igualdade é produtividade.

Queremos que cada mulher
possa ser mais dona do seu tempo.
Não para fazer tudo.
Mas para fazer o que quiser.

Cuidar de si, estar com os filhos,
crescer na carreira, respirar com calma,
fazer política ou fazer nada.
Porque tempo livre também é um DIREITO.
E não devia ser um luxo.

Conheça o Projeto Invisíveis, cuidado doméstico e de cuidado não pago.
Estação de Metro do Cais do Sodré, Lisboa.

Visita virtual em www.coracoescomcoroa.org.

sábado, 24 de maio de 2025

Portugal apaga o português na Expo 2025 Osaka: uma vergonha diplomática, um acto de ignorância desmedida


Fonte: Página Um
Na Exposição Universal de Osaka, em pleno 2025, sobre a qual hoje escrevi para falar dos gastos, fiquei estupefacto com uma constatação: o pavilhão de Portugal optou por apresentar-se ao mundo sem uma única mensagem em português. Nas projecções que “recebem” os visitantes, apenas se lêem mensagens em japonês e em inglês. Presumo que a palavra Portugal apareça como Portugal porque assim se escreve em inglês.

Esta aberração num projecto de quase 26 milhões de euros — que é o que custará aos cofres públicos a presença portuguesa em Osaka — não se trata de um lapso trivial. Trata-se de uma vergonha. Uma vergonha diplomática. Uma vergonha cultural. E, sobretudo, um acto de ignorância desmedida da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) sobre a própria História de Portugal — precisamente no Japão, um país onde o português foi, durante décadas, a língua da diplomacia, da fé, do comércio e da ciência.

Ricardo Arroja e as “alminhas” da AICEP podem não saber da riqueza histórica entre Japão e Portugal, nem sempre pacífica quando mundos se contactam pela primeira vez. Mas, se tiveram mais de 13 milhões de euros para montar um edifício com 10 mil cordas, talvez por meia dúzia de patacas (não as de Macau, que isso é China) pudessem contratar um historiador.

Se tiveram 200 mil euros para contratar a Ernst & Young para lhes fazer a contabilidade, poderiam ter contratado a decência para lhes explicar que, quando se promove Portugal, só se promove com a língua portuguesa, porque, como escreveu bem Fernando Pessoa (ou Bernardo Soares), “minha pátria é a língua portuguesa”.

Num país que se envergonha pelo que faz no presente, parece agora querer vilipendiar o passado. Quer apagar da História Universal que o primeiro grande contacto da Europa com o Japão moderno foi feito por intermédio dos portugueses. Em 1543, três navegadores — António da Mota, António Peixoto e Francisco Zeimoto — ancoraram nas ilhas nipónicas, dando início a uma relação de trocas e fascínio mútuo que marcaria profundamente ambos os povos.

Fernão Mendes Pinto, na sua Peregrinação, misto de verdade e ficção, reclama para si um lugar nesse feito inaugural, descrevendo com minúcia a sua chegada ao Japão, o assombro dos locais perante as armas de fogo portuguesas e o espanto recíproco perante os costumes e a cultura. É dele um dos primeiros retratos europeus do Japão — colorido, cheio de admiração e revelador de um encontro entre civilizações.

Na sua narrativa, refere a entrega de espingardas a um senhor feudal japonês e o impacto profundo que esse gesto teve, ao ponto de modificar para sempre o modo como os japoneses concebiam a guerra. Mais do que uma crónica de aventuras, a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto é um testemunho vivo da presença portuguesa no Japão do século XVI. E é, também, um monumento literário que dá voz à nossa língua nas lonjuras do Oriente.

Recorde-se ainda que Francisco Xavier, missionário jesuíta português, foi um dos primeiros evangelizadores do arquipélago. A cidade de Nagasáqui foi doada aos jesuítas portugueses. A primeira gramática da língua japonesa foi redigida por um português. A imprensa de tipos móveis foi introduzida por missionários portugueses. A língua portuguesa foi, até ao século XVII, o veículo oficial da comunicação dos japoneses com o mundo. Que país mais poderá reivindicar tal feito no Japão?

E como poderemos honrar, com esta postura, esse insigne vulto que foi Wenceslau de Moraes, que nos deixou um legado sobre o Japão em tantos escritos? Logo ele que, por lamentável ironia, até foi cônsul em Osaka…

E, no entanto, o Portugal de 2025 apresenta-se no Japão ignorando a sua própria língua — como se o português fosse um fardo do passado, um acessório irrelevante, uma relíquia a esconder. Como se a língua de Camões e de António Vieira, de Eça e de Pessoa, não merecesse aparecer agora num dos países que primeiro a escutaram no Extremo Oriente. Este apagamento não é casual. É sintoma de um Estado que já não se entende como Nação, que prefere o inglês da conveniência ao português da identidade.

Numa era em que o multiculturalismo é brandido como bandeira, Portugal é dos poucos países que insiste em esconder a sua Cultura para parecer moderno. Mas não há modernidade possível sem memória. E não há presença internacional digna quando se abdica da própria língua — sobretudo quando essa língua é um dos maiores legados da presença portuguesa no Japão.

O pavilhão português em Osaka já não é apenas um edifício; é uma metáfora da forma como o Estado português se vê a si mesmo: envergonhado da História, ignorante do seu papel no Mundo, submisso aos ditames de uma comunicação global onde tudo se quer nivelado, uniformizado, sem raízes.

Não sou dado a sentimentalismos patrioteiros nem a arroubos diplomáticos, e muito menos me comovem cortejos de bandeiras ou salamaleques culturais. A minha pátria — como bem disse Pessoa — continuará a ser a língua portuguesa. Não me indigno demasiado com quem tropeça no português por ignorância — isso tem cura. Mas o que já me enoja é a opção consciente de apagamento da língua que nos define, como se se varresse Camões para debaixo de um tapete institucional ou se riscasse Pessoa das vitrinas da História.

Com a indiferença burocrática dos que não percebem que se pode vender um país em silêncio, bastando para isso omitir-lhe a fala, a AICEP não cometeu apenas um deslize administrativo — trata-se de um acto simbólico de rendição cultural. E a rendição, quando feita sem disparar um só alfabeto, é ainda mais vergonhosa — porque já nem é traição: é desistência.

sábado, 3 de maio de 2025

Richard Zimler - Não visitem a América e não comprem produtos americanos

O meu marido e eu visitámos recentemente uma exposição em Paris intitulada "Arte Degenerada: Arte Moderna em Julgamento pelos Nazis", que apresentava obras incluídas na famosa exposição de arte do Terceiro Reich em Munique, criada para alertar o público alemão sobre pinturas e esculturas de Otto Dix, Paul Klee e outros que comprometeriam a saúde moral, espiritual e física da Pátria.
Ao visitar a exposição em Paris, lembrei-me terrivelmente da tentativa de Trump de forçar as universidades nos EUA e as empresas no estrangeiro que fazem negócios com americanos a assinar documentos estipulando que não têm qualquer filiação com qualquer organização comunista ou socialista, ou que de alguma forma promovem a diversidade e a inclusão. Para Trump e os seus aliados, qualquer pessoa que discorde deles ou que tenha opiniões progressistas é um degenerado moral – um inimigo do povo americano. Em discursos que fazem lembrar Hitler, Trump prometeu "erradicar os bandidos da esquerda radical que vivem como vermes dentro dos limites do nosso país". E, tal como os teóricos raciais nazis, declarou em entrevistas que “a imigração está a envenenar o sangue do nosso país”.
Ao longo dos últimos 100 dias, Trump levou os EUA cada vez mais perto de uma ditadura controlada por fascistas bilionários como Elon Musk. Fez tudo o que estava ao seu alcance para minar o Congresso, os tribunais e a própria Constituição.
A diferença entre ricos e pobres irá certamente aumentar à medida que as tarifas e isenções fiscais de Trump para os super-ricos entrarem em vigor. Atualmente, treze multimilionários fazem parte da sua administração. É claro que estamos a caminhar para o sonho de um sociopata de governo autoritário, no qual os 0,1% dos homens e mulheres mais ricos promulgarão políticas destinadas a manter os pobres cada vez mais incapazes de ascender à classe média — e a classe média tão desesperada para pagar as prestações da casa e ficar longe das dívidas que perde a vontade de procurar mudanças. Se tiver alguma dúvida sobre este objectivo, tenha em mente que a eliminação do Departamento de Educação por Trump irá certamente reduzir a qualidade do sistema escolar público dos Estados Unidos e eliminar os programas para imigrantes, pessoas com deficiência e os americanos mais pobres. Considerando que as escolas públicas são o maior motor para permitir que aqueles que crescem na pobreza tenham uma boa educação e vivam os seus sonhos, isto por si só irá garantir que dezenas de milhões de americanos perderão qualquer hipótese que tiveram de melhorar as suas vidas.
Confesso que sei cada vez menos sobre as ações específicas de Trump nas últimas semanas porque já não consigo ver as notícias ou ler artigos que me são enviados por amigos ansiosos e aterrorizados. Veja, todas as minhas esperanças por uma sociedade mais gentil e igualitária estão a desaparecer. Tudo aquilo por que lutei quando era um jovem que crescia na América nas décadas de 1960 e 1970 poderá em breve desaparecer: os direitos das mulheres, os direitos dos homossexuais, a protecção ambiental.
Eis um exemplo da América de Trump que também o deveria deixar ansioso e aterrorizado: em estados como o Texas, uma rapariga de 13 anos que é violada e engravida não tem direito a abortar e, se tentar interromper a gravidez, ela — e qualquer pai, amigo ou médico que a ajude — pode ser acusada de homicídio. Sim, as mulheres nos Estados Unidos já foram presas, encarceradas e julgadas por tomarem comprimidos para interromper a gravidez ou por terem sofrido um aborto espontâneo. E muitos outros acabarão na prisão durante décadas se Trump e muitos governadores estaduais conseguirem o que querem.
Os EUA são hoje um país onde a bondade e a solidariedade são consideradas desvantagens morais e ameaças à nação. Tem alguma dúvida? Bem, aqui está Elon Musk sobre o assunto: “A fraqueza fundamental da civilização ocidental é a empatia”.
Por vezes é difícil definir o mal, mas diria que qualquer pessoa que considere a maior e mais importante capacidade humana como uma "fraqueza fundamental" tem um enorme potencial para fazer grandes maldades. E é exatamente isso que fará se não for travado.
A minha maior desilusão com os americanos neste momento é que milhões de pessoas não se estão a manifestar contra um presidente empenhado em declarar-se o nosso novo Führer. Porque é que os nossos cidadãos — velhos e novos, negros e brancos, gays e heterossexuais, mulheres e homens — não marcham todos os dias em Nova Iorque, Chicago, Los Angeles e outras cidades americanas? Os nossos ex-presidentes Obama e Clinton não deveriam estar nas ruas a unir todos aqueles que ainda acreditam na democracia?
Não tenho planos atuais para visitar os Estados Unidos porque tenho publicado artigos contra Trump desde antes da sua primeira eleição e temo pela minha segurança lá. Estou paranóico? Talvez. Mas todos os judeus sabem que é melhor ser um pouco paranóico, porque perdemos seis milhões de familiares que acreditavam que a sua cidadania os salvaria dos nazis. E que acabaram gaseados nos campos de concentração.
Para os meus amigos portugueses… Se querem ajudar aqueles de nós que lutamos contra Trump, não visitem a América e não comprem produtos americanos. Porquê? Na minha opinião, aqueles que apoiam Trump só acordarão para a idiotice e crueldade da sua política.

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

O Manicómio é insanidade e liberdade


Somos um espaço de criação artística e de inovação no Beato, em Lisboa. Com múltiplos projetos que cruzam a arte, a criatividade, a transformação social e a saúde mental, no centro do projeto estão artistas contemporâneos e criativos com doença mental que são excluídos devido ao estigma da nossa sociedade em relação à loucura.
Nascemos da experiência de mais de vinte anos em hospitais psiquiátricos e no mundo da arte e da cultura, onde fomos encontrando artistas e obras maravilhosas, mas que no entanto eram excluídos dos circuitos comerciais de arte em Portugal simplesmente pelo estigma da sua doença mental. Isto levou-nos a organizar as primeiras exposições artísticas no Hospital Psiquiátrico Júlio de Matos – agora conhecido como Hospital Psiquiátrico de Lisboa-, onde criámos e inaugurámos o ciclo de arte contemporânea deste hospital lisboeta, cruzando e misturando artistas contemporâneos portugueses e estrangeiros já conceituados com artistas do hospital, mantendo o anonimato da obra e derrubando a barreira do estigma que atua não pelo valor da arte, mas sim pela doença.
Em 2018 lançámos o Manicómio, localizado num espaço de cowork com outros profissionais, criativos e empresas, porque sabemos que o futuro passa pela mistura, valorização, normalização e aceitação da loucura.
O Manicómio tornou-se num centro artístico e criativo com:
• O primeiro estúdio e galeria de arte bruta e contemporânea em Portugal, com 14 artistas residentes, onde oferecemos liberdade e representação e agenciamento artístico em vendas, exposições e colaborações;
• A primeira agência criativa de design e comunicação no mundo com criativos com doença mental;
• Atividades de consultoria e advocacia em arte, saúde mental, direitos humanos e trabalho;
Com uma abordagem focada na disrupção, equidade e direitos humanos, o Manicómio atua junto da comunidade artística, sociedade civil, empresas e instituições para transformar o status quo e gerar novos paradigmas de valor.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

José Afonso - A morte saiu à rua


"A Morte Saiu à Rua" faixa de abertura do disco "Eu Vou Ser Como a Toupeira" (1972), é uma homenagem ao artista plástico José Dias Coelho, militante do PCP assassinado a tiro pela PIDE numa rua de Lisboa, em 19 de Dezembro de 1961. Não estás esquecido.



A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome pra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação


Biografia e Discografia
UHF

Página Oficial
UHF

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

A Banda Desenhada está de regresso à Amadora

De 20 a 30 de Outubro, o maior Festival de Banda Desenhada em Portugal está de regresso à cidade da Amadora. A edição deste ano do Amadora BD inclui 13 exposições e terá, como uma das grandes atracções, a presença da dupla Régis Loisel e Jean-Louis Tripp, autores da série Armazém Central (editada em Portugal pela Arte de Autor). Destaque ainda para a exposição comemorativa dos 60 anos do Homem-Aranha, que traz a Portugal um dos mais prestigiados ilustradores da Marvel: Bob McLeod. Toda a programação poderá ser encontrada no site oficial.

Amadora BD, Deus Me Livro

60 Anos do Homem-Aranha

A exposição que cobre as 6 décadas de história do herói, destaca os principais autores que trabalharam o personagem e os momentos mais marcantes da vida de uma das figuras de banda-desenhada mais emblemáticas de sempre. Com uma atenção especial ao trabalho desenvolvido em Portugal com o Homem-Aranha, serão destacadas as várias editoras e as séries de televisão que por cá foram passando. A exposição traz a Portugal um dos mais prestigiados ilustradores da Marvel: Bob McLeod.

Balada para Sophie, de Filipe Melo e Juan Cavia

A obra de Filipe Melo e Juan Cavia – premiada em 2021 nos Prémios de Banda Desenhada da Amadora (PBDA) como a Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português – Balada para Sophie, conquista um lugar de destaque no Amadora BD 2022. A obra conta-nos a história de Julien Dubois, um pianista em fim de vida, que amargurado e atormentado por um sucesso que não pretendia, acede a contar a história da sua vida a uma inesperada jornalista que aparece na sua mansão. Mas sob uma condição: o artigo não deve ser sobre ele. A história que tem para contar é a de François Samson, o invisível filho do responsável da limpeza do teatro, que encontrou, em 1993, num concurso local. Nessa noite, um deles venceu. Filipe Melo e Juan Cavia já confirmaram a sua presença no Amadora BD 2022.

4 Quartos (e são nossos!)

Entre Lyon e a Amadora, esta exposição junta quatro autoras em torno da visibilidade feminina, dos
direitos das mulheres, das muitas questões que cruzam estas e outras lutas. Em 1928, Virginia Woolf demandou para as mulheres “um quarto que seja seu”. Joana Mosi, Patrícia Guimarães, Elléa Bird e Blanche Sabbah reclamam esse quarto simbólico e de lá contam as suas histórias. As quatro autoras estarão presentes no Amadora BD 2022, acompanhando a exposição patente no Núcleo Central.

Os Portugueses, de Olivier Afonso & Chico

Aos dezoito anos, Mário fugiu de Portugal na mala de um carro velho. Deixado pelo contrabandista condutor na fronteira franco-espanhola, conhece Nel, jovem compatriota com quem vai descobrir a vida aventureira dos emigrantes num bairro de lata nos arredores de Paris: trabalhos nas obras, noites regadas a vinho verde, conversas, esquemas… Uma história de amizade singular que reflecte o destino de milhares de Portugueses que, nos anos 70, fugiram da ditadura de Salazar e tentaram, cada um à sua maneira, reconstruir as suas vidas. A acompanhar a sua exposição, Olivier Afonso & Chico marcam também presença no Amadora BD 2022.

Armazém Central, de Régis Loisel, Jean-Louis Tripp

A série Armazém Central (editora belga Casterman) é escrita e desenhada por Régis Loisel e Jean-Louis Tripp, ambos a marcar presença no Amadora BD 2022. A acção desta obra decorre numa aldeia rural perdida na imensidão do Quebeque, nos anos 20 do século XX, e relata a vida (aparentemente simples e banal) dos habitantes da pequena paróquia de Notre-Dame-des-Lacs. Aos protagonistas, Marie (dona da única loja – o Armazém Central – num raio de muitos quilómetros) e Serge (forasteiro que chega à aldeia e revoluciona o modo de estar e de pensar de muitos dos seus habitantes, reavivando em Marie sentimentos que ela pensava há muito perdidos) junta-se uma rica galeria de personagens que, ao longo de nove volumes, levam os leitores a pensarem no sentido e simplicidade da vida, desejando o regresso às coisas mais autênticas.

domingo, 8 de maio de 2022

Vilarinho das Furnas


A aldeia de Vilarinho da Furna era um lugar da freguesia de Campo do Gerês, situada na zona Nordeste do Concelho de Terras de Bouro. Esta aldeia foi submersa no início dos anos 70 e com ela grande riqueza etnográfica, que parcialmente está bem retratada na exposição do museu, sobretudo as actividades agro-silvo-pastoris, vivências e espírito comunitário do seu povo, das habitações e outras histórias do passado.

Vilarinho da Furna contínua a ser conhecida como “extinta aldeia comunitária”, submersa pelas águas da albufeira de Vilarinho das Furnas. Mas, nem tudo se extinguiu, pois, os vestígios que se conservam mantêm viva a memória deste espaço. Esta aldeia, perdida entre serras do Gerês e Amarela, não possui elementos que permitam datar o seu estabelecimento, sendo certo que há vestígios remotos de vida humana.

Vilarinho da Furna foi uma aldeia comunitária, cujas origens se perdem nas brumas da memória. Desde 1971 que esta aldeia está submersa pela albufeira da barragem de Vilarinho da Furnas e com ela uma grande riqueza etnográfica. Contudo, quando a barragem é esvaziada para limpeza ou quando desce o nível das águas em períodos de seca, podem ver-se ainda as casas, os caminhos e os muros da antiga aldeia.

terça-feira, 8 de março de 2022

Lente Feminina: as mulheres que mudaram o rosto da Fotografia

Sabine Weiss Weber

A exposição Lente Feminina, patente no Centro Português de Fotografia (CPF), no Porto, contém fotografias feitas exclusivamente por mulheres ao longo do século XX. O objectivo, refere o CPF em comunicado, é “homenagear as mulheres fotógrafas representadas na Colecção Nacional de Fotografia cujas práticas individuais contribuíram para a excelência da narrativa fotográfica e romperam com os conceitos pré-concebidos de uma profissão dominada por homens”.

Entre as imagens expostas destacam-se as da americana Doris Ullman, realizadas entre 1928 e 1934, que “retratam os trabalhadores afro-americanos nas plantações do sul dos EUA”, as de Margaret Bourke-White, a primeira mulher norte-americana fotojornalista de guerra, ou mesmo as da fotógrafa austro-britânica, que foi também espia a serviço da União Soviética, Edith Tudor Hart. A boémia russa Ida Kar, a humanista franco-suíça Sabine Weiss Weber e a espanhola da Magnum Photos Cristina García Rodero pertencem também ao leque de artistas cuja obra integra a exposição. “Em Portugal, Helena Almeida, uma das artistas plásticas mais proeminentes da segunda metade do século XX, criou uma obra que atravessa as fronteiras disciplinares e questiona as relações entre o corpo, a obra e o espaço”, remata o CPF, que incluiu também a sua obra fotográfica no corpo da exposição, patente até 22 de Maio na antiga Cadeia da Relação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Rostos de indígenas brasileiros foram projetados em árvores da Floresta Amazônica, e o resultado é belíssimo.


Rostos de indígenas brasileiros foram projetados em árvores da Floresta Amazônica, e o resultado é belíssimo. A intervenção, de autoria do fotógrafo e artista francês Philippe Echaroux, tem como objetivo chamar a atenção para o desmatamento que devasta a floresta.

As projeções demonstram a conexão profunda entre a natureza e seus habitantes, ressaltando a necessidade da preservação ambiental.
O francês, que se considera um artista ativista, faz o que chama de “Street Art 2.0”: arte de rua sem tintas, apenas luz. E muito menos ruas, no caso deste projeto.

Philippe Echaroux fotografou retratos de membros da tribo Suruí, grupo indígena brasileiro dos estados de Rondônia e Mato Grosso. O líder da tribo, Almir Narayamoga Suruí, foi convidado pelo governo brasileiro para ajudar na preservação da floresta. Ele, por sua vez, convidou o francês para utilizar a arte como um apelo contra o desmatamento e destruição da floresta.

Vítima da exploração madeireira ilegal e de mineradores que não hesitam em violar o território Suruí, o grupo indígena quer a conscientização sobre essa horrível e gananciosa exploração que põe em risco todo um território e seu povo.

Descrevendo a inspiração por trás do projeto, Echaroux diz que “Quando você corta uma árvore, é como se derrubasse um homem”.

A série fotográfica compôs a exposição “The Crying Forest” (“A Floresta que Chora”), da Galerie Taglialatella, em Paris, no ano de 2016.

Philippe Echaroux é muito conhecido em todo mundo por seu trabalho fotográfico junto a celebridades e publicidades. Philippe também gosta muito de produzir projetos pessoais com significados que fazem as pessoas refletirem sobre determinado assunto.

O resultado final é realmente incrível e tocante! Confira no vídeo abaixo (em francês) o making-of do projeto:

Veja todas as imagens e video aqui

Você pode conhecer mais do trabalho de Philippe Echaroux em seu site, Instagram e Facebook

domingo, 8 de agosto de 2021

Padre Himalaia: o português que criou a energia solar e uma máquina que fazia chover


Poucos portugueses causaram tanta sensação no mundo das invenções como o Padre Himalaia. Entre outras descobertas, maravilhou o mundo com o seu pirelióforo, um aparelho gigantesco que conseguia aproveitar a energia solar para fundir rochas ou metais. Terá sido um dos primeiros no mundo a fazê-lo, embora não com a intenção de produzir eletricidade, tal como hoje se faz.

O padre Hiamalaia foi um inventor revolucionário português e ganhou o grande prémio da exposição universal de St. Louis, nos Estados Unidos. O seu sucesso foi de tal ordem, que, recusadas todas as tentativas de compra, o colossal aparelho acabou por ser roubado, para nunca mais aparecer. E, no entanto, hoje poucos conhecem esta invenção e o seu criador.

Mas vamos por partes. A exposição universal de St. Louis, em 1904, foi a maior, mais dispendiosa e grandiosa até então. E nessa mesma exposição todas as atenções se centraram numa invenção portuguesa, que foi coberta de prémios. Essa invenção era o pirelióforo, um aparelho colossal, com 13 metros de altura, 80 metros quadrados de parábola, e 6177 espelhos.

Pirelióforo do padre himalaia

Pirelióforo


Este aparelho usava a luz solar, concentrando-a e multiplicando-a por forma a atingir temperaturas elevadas, na ordem dos 3800ºC, sendo capaz de fundir qualquer metal ou rocha sem dispêndio de energia. O sistema era inovador, especialmente num contexto em que numerosos ramos da indústria procuravam opções por energias renováveis e limpas.

Este prodígio foi criado por Manuel António Gomes, conhecido como “padre Himalaia”. A sua participação na exposição universal só foi possível graças ao apoio de mecenas que ele angariou, já que o Estado Português decidiu contribuir apenas com “apoio moral”. O júri internacional atribuiu o primeiro lugar ao seu invento, bem como duas medalhas de ouro e uma de prata aos financiadores do projeto. A notícia foi destaque nos jornais norte-americanos, e o padre Himalaia passou ainda longos meses nos Estados Unidos, partilhando as suas descobertas em numerosas palestras.

Diz-se que, ainda durante a exposição, o inventor rejeitou várias ofertas para o seu invento, com os japoneses a chegarem aos 350 contos pelo aparelho. Ainda o invento tinha acabado de ser montado, e já um “sindicato de capitalistas” queria construir uma vedação à volta deste, de modo a obrigar quem o quisesse ver a pagar bilhete, algo que o padre Himalaia também recusou. Pensa-se que o sucesso do aparelho e a recusa do inventor em vendê-lo levaram ao seu roubo, apesar das suas dimensões.

Depois de tantos anos de pesquisa, o desaparecimento do pirelióforo deve ter sido um golpe de peso para o inventor, que nunca mais se dedicou ao invento. Não muitos anos depois, começaram a surgir, nos Estados Unidos, réplicas de pequena dimensão da máquina criada pelo padre Himalaia, com o mesmo funcionamento, mas usadas para fins distintos.
Pirelióforo
Pirelióforo


Mas o pirelióforo não foi a única invenção de Manuel António Gomes, que registou dezenas de patentes em variados países. Começou as suas pesquisas observando a natureza e tentando criar um adubo universal, com base nas trocas químicas que produzem azoto naturalmente na atmosfera.

Com a ajuda de mecenas, conseguiu ir aprofundando os seus conhecimentos nas mais diversas áreas, desde a química, à mecânica, matemática e física. Contactou com cientistas e entusiastas das mais diversas áreas do saber, desde o físico Barthelot a Sebastien Kneipp, também ele padre e estudioso.

O padre Himalaia interessava-se especialmente pelo uso de grandes forças, como a luz solar ou dos ventos, o aproveitamento de recursos e até a medicina natural. Chegou a criar um explosivo, mais poderoso que a pólvora, e que batizou de himalaíte. Comercializou esse invento para uso pacifista, para pedreiras e na agricultura. No entanto, pensa-se que a himalaíte terá sido produzida pelos alemães na I Grande Guerra, com base em apontamentos roubados ao padre Himalaia, e que terá sido usada inclusivamente para bombardear Paris.

A máquina do Padre Himalaia que fazia chover

Corria o Verão de 1913 quando o uma seca afetava Portugal inteiro, especialmente a região do Alentejo. Em Julho desse ano, o padre Himalaia comunica que inventou um processo que provocava chuva, tão ansiada por todos. Para o efeito, criou um canhão gigantesco, assente numa plataforma orientável, que permitia múltiplos disparos verticais contra as nuvens, provocando chuva.

Foram feitos testes na Serra da Estrela e, diz quem presenciou a experiência, que resultou. O padre Himalaia acabava de fazer chover em pleno Verão. No entanto, o projeto foi abandonado e nunca seria colocado em prática. A razão? Era demasiado dispendioso e, embora vários cientistas e testemunhas credíveis confirmassem o seu sucesso, o governo da altura optou por nunca utilizá-lo.

A título de curiosidade, refere-se de novo uma história rocambolesca, muito provavelmente apenas uma lenda, envolvendo os alemães. Dizia-se que, tal como fizeram com a fórmula dos explosivos criados pelo padre Himalaia, também terão roubado o projeto deste canhão gigante para provocar chuva. Só que em vez que produzir, chuva, optaram mais uma vez por utilizá-lo na guerra, construindo dois canhões lendários: o “Grosse Bertha” e o “Wilhelm Geschütz”.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Microescultura- Os insectos foram microesculturados

Mantis-fly – Mantispa sp. (Neuroptera, Mantispidae). by Levon Biss


Reportagem  completa aqui (com mais imagens)
Microsculpture
Formed at scales too tiny for us to perceive and with astonishing complexity, the true structure and beauty of insects remains mostly hidden. Their intricate shapes, colours and microsculpture are dizzying in their variety, but it takes the power of an optical microscope or camera lens to experience insects at their own scale.
At high magnification the surface of even the plainest looking beetle or fly is completely transformed as details of their microsculpture become visible: ridges, pits or engraved meshes all combine at different spatial scales in a breath-taking intricacy. It is thought that these microscopic structures alter the properties of the insect’s surface in different ways, reflecting sunlight, shedding water, or trapping air.
Alongside these elements are minute hairs adapted for many purposes. They can help insects grip smooth surfaces, carry pollen, or detect movements in the air, to name but a few. The shape of these hairs is sometimes modified into flattened scales – structures so small they appear like dust to the naked eye. In some insects, such as butterflies and beetles, these scales scatter and reflect light, creating some of the most vibrant and intense colours seen in nature.
The evolutionary process of natural selection should account for all this wonderful diversity of microstructures, but for many species their specific adaptive function is still unknown. By observing insects in the wild, studying museum collections, and developing new imaging techniques we will surely learn more about these fascinating creatures and close the gaps in our current understanding.
Dr James Hogan
Life Collections, Oxford University Museum of Natural History

terça-feira, 7 de maio de 2013

Exposição «Evolução, um Novo Tipo de Arte» de Leonel Moura


Leonel Moura continua o seu trabalho inovador explorando as potencialidades artísticas da inteligência artificial e das máquinas criativas. A exposição “Evolução” apresenta uma série de esculturas realizadas numa impressora 3D. As formas tridimensionais são geradas previamente no computador por um conjunto de algoritmos e depois enviadas para reprodução. Trata-se assim também de um novo tipo de múltiplos que sucedendo à gravura e à serigrafia, utiliza as tecnologias mais avançadas da actualidade.

O CPS, Centro Português de Serigrafia, tem apostado na ampliação das possibilidades criativas tendo já realizado várias edições por meios digitais. A exposição “Evolução” de Leonel Moura é mais um passo nessa linha de investigação e produção.
A exposição está patente na Galeria do CPS no CCB, de 17 de Abril a 19 de Maio.
A exposição tem o apoio da ISICOM, empresa que em Portugal se dedica à comercialização deste tipo de máquinas.

Galeria CPS, Centro Cultural de Belém, Loja 7, Praça do Império, Lisboa, T: 213162175

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pavilhão de Portugal 葡萄牙 na Expo Xangai 2010 - paredes de cortiça

Foto: Sérgio Carvalho

O Pavilhão de Portugal, já está pronto (foto) e será inaugurado a 1 de Maio. O Pavilhão apresenta uma fachada revestida de cortiça, material nacional, reciclável e ecológico. Trata-se de um exemplo de inovação e de boas práticas ambientais que potenciam a imagem de Portugal na maior Exposição Universal alguma vez realizada. Reflecte o conceito de sustentabilidade dos edifícios das cidades contemporâneas e realça-o como elemento-chave das políticas nacionais em termos económicos e ambientais.
[Mais info: aqui, aqui e aqui]


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Uma viagem por toda a História da Botânica - Exposição Order From Chaos: Linnaeus Disposes




The from which Linnaeus brought order can be seen not only as the previous and contemporary literature in which plants and animals were named and described in as many styles as there were authors but also as the explosion in new species found during European voyages of discovery that had to be accounted for in the overall knowledge of the plant world.

To bring order from chaos, Linnaeus did two things:
1. He synthesized the previous literature about all plants and animals known to the western world, determining which descriptions in one work correlated to which descriptions in another work.
2. He developed a comprehensive system for grouping, naming and describing species, and he added references from previous authors to his own text, correlating his names and descriptions to those of earlier and current writers.

His new plant classification system was artificial and thus undesirable from the point of view of those working to achieve a natural system of classification. However, what it lacked in naturalness it made up for in ease of application, usability, and expansibility. A problem with many earlier systems was that an inexperienced person with an unknown plant in hand could not easily find its place within the system and could not ascertain whether it was already recorded somewhere else.

The essence of Linnaeus’ achievement is that he succeeded in regularizing the way plants and animals were studied. He made systematics systematic, through a system of uniform description, classification and nomenclature, which in turn simplified and facilitated identification. Others had done one or more of these things before but in a more limited and less coherent way. His precise terminology, use of an international language, consistently-applied system and global scope ensured widespread usability of his system. The magnitude, utility and comprehensiveness of his system made it unique and influenced the way that his colleagues and successors would approach their work. Modern systematic biology began with his mid-18th-century publications.

Visita merecida até Hunt Institute

domingo, 15 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Contagens de Inverno - Winter Counts - sabedoria dos Índios Lakota


Candace Green, antropologista do Smithsonian National Museum of Natural History e Emil Her Many Horses, curador do Smithsonian National Museum of the American Indian, interpretam a forma do registo histórico criado pelos Lakota.


Contagens de Inverno são histórias, agendas ou acontecimentos em que são registados cronologicamente cada ano, através de um desenho ou pictograma.

Os Lakota chamavam-lhes Waniyetu Wowapi.
Waniyetu é a palavra de ano, que é medido a partir de primeiro dia de neve até à próxima primeira nevada. Muitas vezes, é traduzida como um inverno.
Wowapi significa qualquer coisa que está marcado sobre uma superfície plana e podem ser lidas ou contadas, como um livro, uma carta ou um desenho.

As contagens físicas de Inverno são registos que foram usados em conjunto com uma mais extensa história oral. Cada ano, foi nomeado para um acontecimento, e as imagens referentes ao nome do ano serviam como fonte de referência que poderia ser sempre consultado no que respeita à ordenação dos anos. As pessoas sabiam o nome do ano em que ocorreram outros eventos importantes e poderiam colocar estes no tempo, referindo-se à contagem dos inverno.

Os eventos usados para nomear os anos não eram necessariamente as coisas mais importantes que se passou, mas os que foram memoráveis e amplamente conhecidos dentro da comunidade. Um desses eventos, o Ano da Queda de Estrelas, foi também amplamente conhecida em comunidades não-Lakota . Garrick Mallery, investigador do Smithsonian, terá reconhecido este acontecimento com a tempestade de partículas incandescentes provocada pela colisão do meteoro Leonid em Novembro de 1833, e que ele usou este evento para correlacionar o calendário Lakota com o calendário ocidental. Muitas das informações em linha nesta exposição é baseada em sua publicações de 1886 e de 1893. 

Imagem do contador de Inverno de Cão Solitário. Os pictogramas estão pintados em espiral nas costas da pele de um animal.

sábado, 25 de outubro de 2008

FotoNaturis - I Festival Internacional de Fotografia da Natureza



O festival tem uma série de convidados nacionais, internacionais e como cabeça de cartaz uma exposição fabulosa, mais do que uma exposição uma viagem por este planeta: A exposição LIFE do fotógrafo Frans Lanting.
Frans Lanting (Estados Unidos), Staffan Widstrand (Suécia) , José B. Ruiz (Espanha) são os nossos três convidados internacionais, AEFONA (Associação espanhola de fotógrafos da natureza) a associação internacional convidada. Um programa de luxo para uma edição que se deseja como a primeiro de muitas edições de sucesso.
Este festival organizado pelo Fotonaturis com o apoio da Câmara Municipal de Leria é fruto do acreditar de um pequeno grupo de pessoas. Esperamos que o festival seja do vosso agrado!