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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Patrick Watson - Dream For Dreaming

Melhor som aqui

Letra
This dream I'm dreaming
Won't you wake me up tonight
'Cause this life I'm living
Doesn't really feel like mine
This strange dream I'm dreaming
If it ain't wrong it don't feel right
Never thought you were leaving
I never thought I'd have to start again

Somebody wake me up
Don't you wish we were dreaming
Don't you wish that we were just dreaming

I never thought the stars would look new again
Thought we'd get old, get dressed, and walk the dogs
Never really thought I'd have to be alone
I never thought you'd ever really be gone
But I still sing along
To yesterday's song

I got lost in the tall green grass
Oh I'm so lost in the tall green grass
Got on the phone and called a friend
Asked him where the hell I am?

Somebody wake me up
Don't you wish we were dreaming
Don't you wish that we were just dreaming
Don't you wish that we were just dreaming

"Dream For Dreaming" foi escrita durante um período de intensas perdas pessoais na vida de Patrick Watson: a sua mãe havia falecido, o seu casamento de anos tinha chegado ao fim e o baterista original da banda havia saído.

O significado central da música é a sensação de estranhamento e desconexão com a própria realidade após um grande trauma ou mudança drástica. O próprio Patrick Watson descreveu o sentimento da canção da seguinte forma:

"É sobre quando voltas a casa e a tua casa já não se parece com aquela que deixaste. É a sensação estranha de estares tão longe do que tinhas planeado para a tua vida que a tua própria pele já não te serve. Ficas num estado de descrença, com um sorriso estranho, a perguntar-te: 'o que é que eu faço agora?'"

Na letra, o eu lírico pede para ser acordado ("Won't you wake me up tonight?"), porque a vida real que ele está a viver parece tão bizarra e dolorosa que mais se assemelha a um pesadelo ou a um "sonho estranho" ("this life I'm living doesn't really feel like mine"). É uma reflexão dolorosa, mas profundamente honesta, sobre perder o chão e ter de reaprender a viver numa nova realidade.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Adaptação Profunda - os 6R de James Bendell

1. Resiliência
O que mais VALORIZAMOS que queremos manter, e como?
2. Renúncia
Do que precisamos nos DESFAZER, para não piorar as coisas?
3. Restauração
O que poderíamos TRAZER DE VOLTA para nos ajudar à medida que situações difíceis se desenrolam?
4. Reconciliação
Com quem e com o que eu poderia FAZER AS PAZES para reduzir o sofrimento?
5. Reapropriação
O que em nossas vidas, comunidades, economias e na natureza podemos TOMAR DE VOLTA dos sistemas e crenças dominantes?
6. Regeneração
O que ou quem podemos NUTRIR devido ao nosso amor pela Vida?

A adição de uma 5ª e 6ª perguntas incorpora de forma mais eficaz todos os tipos de reflexões pessoais e conversas comunitárias que as pessoas estão tendo ao se tornarem conscientes do colapso. Elas envolvem mais atenção à ação social em escala comunitária para aumentar as possibilidades dentro de sistemas em colapso. Elas nem exigem nem convidam a negação de nossa situação, mas ampliam como encontramos caminhos para nossa própria ação positiva dentro de uma metacrise e colapso.

Vários Rs foram propostos como adições ao framework original, e muitos mais poderiam ser propostos no futuro. Os que propus desde os três no artigo Deep Adaptation de 2018 foram todos pelo mesmo motivo pelo qual propus aqueles: como incentivar o tipo de reflexões e conversas que não são tão normais nem de uma cultura ou mentalidade progressista nem derrotista. Para esse propósito, agora os considero um conjunto completo, então não vou propor mais.

Escrevi sobre o 5º R de Reapropriação no livro Breaking Together, fiz uma súmula dos 5R´s neste artigo e abordo o 6º R num ensaio sobre Regeneratividade. Como a origem deste framework dentro da consciência ambiental, escolhi representar os 6Rs do Deep Adaptation com um símbolo amplamente reconhecível de vida. 

sábado, 10 de janeiro de 2026

Experts say oceans soaked up record heat levels in 2025




A new study published in Advances in Atmospheric Sciences on 6 January 2026 shows that ocean temperatures in 2025 reached another record, as the ocean absorbed more heat last year than in any year since measurements began in the 1960s.

The study provides an updated assessment of global sea surface temperatures (SST) and upper-ocean heat content (OHC) for 2025. According to the Institute of Atmospheric Physics at the Chinese Academy of Sciences (IAP/CAS), in 2025, the heat accumulated in the oceans increased by around 23 ZJ (zettajoules), a large increase from the 16 ZJ absorbed in 2024.

This finding is confirmed by three additional independent research groups: the CIGAR-RT, the National Centers for Environmental Information at the National Oceanic and Atmospheric Administration (NCEI/NOAA), and Copernicus Marine.

A single zettajoule is equivalent to 1,000,000,000,000,000,000,000 joules. Twenty-three zettajoules in one year is equivalent to the energy of 12 Hiroshima bombs exploding in the ocean every second.

The study focused on the upper 2,000 meters of the ocean to measure the ocean’s heat content, where most heat accumulation occurs, and measurement coverage is most reliable.

The global OHC estimates are based on three gridded observational products from IAP/CAS, Copernicus Marine, NCEI/NOAA, and an ocean reanalysis dataset, CIGAR, a product from CNR ISMAR (Italian National Research Council’s Institute of Marine Sciences) that combines actual ocean measurements with computer model simulations to fill in gaps.

The ocean absorbs approximately 90% of the excess heat trapped by greenhouse gas emissions in Earth’s climate system. The atmosphere, despite being what we most directly experience, only retains about 1% of this excess heat. The remaining heat goes into melting ice and warming land.

Ocean heat content (OHC) changes are less affected by short-term weather and El Niño events than global mean surface temperature (GMST), making them a reliable sign of long-term climate change. Observations show that OHC has steadily increased over time, highlighting a continuous buildup of extra heat in the Earth’s system.

Higher OHC leads to more frequent and intense marine heatwaves, changes in atmospheric circulation, greater evaporation and moisture in the air, and stronger extreme rainfall, all of which help tropical cyclones intensify rapidly. The ongoing, unusually warm ocean conditions in 2025 have played a significant role in driving extreme weather and climate events worldwide.

The study notes that ocean warming is not uniform, with some areas warming faster than others. “Regionally, about 33% of the global ocean area ranked among its historical (1958–2025) top three warmest conditions, while about 57% fell within the top five, including the tropical and South Atlantic Ocean, Mediterranean Sea, North Indian Ocean, and Southern Oceans, underscoring the broad ocean warming across basins”.

Ocean warming has major effects on our planet. Rising ocean heat content (OHC) is the main driver of sea level rise, intensifies marine heatwaves, and contributes to more extreme weather by adding heat and moisture to the atmosphere.

Continuous GHG emissions will increase OHC. Monitoring of OHC will inform the pace of climate change.

This will entail strengthening space-based observation and ocean monitoring to support climate adaptation planning and to better respond to climate change.


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Superpoder das algas marinhas e novas possibilidades de armazenamento


As ervas marinhas têm um superpoder oculto. Por mais insignificante que a planta possa parecer, tem diversas propriedades positivas. Assim, contribui significativamente para a biodiversidade e oferece um habitat protegido para animais como peixes, moluscos e camarões. Com os seus caules e raízes, as ervas marinhas também consolidam a areia e os sedimentos, protegendo assim as costas contra a erosão. Além disso, as ervas marinhas absorvem CO2 do mar e armazenam o seu carbono, o que contribui para a proteção climática.
“Queremos que as ervas marinhas voltem a espalhar-se de forma permanente, sem a nossa ajuda”, afirma Maike Paul, da Universidade de Hanôver, coordenadora do projeto SeaStore. No sul do Mar Báltico, ela e a sua equipa trabalham nas bases científicas para uma renaturalização em grande escala. Em três locais, já reintroduziram as ervas marinhas e analisaram o seu crescimento para garantir o sucesso a longo prazo. Ao mesmo tempo, a equipa de investigação sensibiliza a população costeira e os turistas para a proteção destas plantas. Além disso, vários voluntários apoiam os investigadores, mergulhando também no Mar Báltico e ajudando a plantar novas ervas marinhas.

Desviar chuvas fortes e torná-las utilizáveis
Da proteção contra cheias à prevenção de secas: o projeto de investigação Smart-SWS, iniciado pela Universidade Técnica de Munique e no qual também participa a Universidade Técnica de Deggendorf, no Danúbio, aborda uma gama notável de temas. Em 2013, após dias de chuvas intensas, o rio transbordou, causando grandes danos com as massas de água. A Smart-SWS pretende evitar tais eventos e, ao mesmo tempo, melhorar o abastecimento de águas subterrâneas.
No final de 2024, uma instalação-piloto entrou em funcionamento na localidade de Hüll, na Alta Baviera: esta recolhe a água da chuva forte da superfície, trata-a e disponibiliza-a para o abastecimento de águas subterrâneas. Com o novo sistema, a água acumulada pode escoar muito mais rapidamente do que em circunstâncias normais e ser armazenada por mais tempo no local. Lea Augustin, colaboradora da Smart-SWS, explicou: “Uma grande vantagem é que o sistema pode ser usado em muitos locais e regiões da Alemanha com base nos resultados das nossas análises de adequação.” E provavelmente também mais além: recentemente, a equipa apresentou a instalação-piloto num simpósio em Stellenbosch, na África do Sul.

sábado, 13 de setembro de 2025

Livro - Juntos na Ruptura

Testemunhar a realidade e caminhar rumo à liberdade e à cooperação

Este livro mostra como enfrentar a dura realidade pode ser uma fonte de força para viver de forma mais corajosa, criativa e conectada com os outros.

Jem Bendell demonstra que, mesmo em tempos de crise, podemos unir-nos para superar juntos os momentos difíceis, em vez de nos isolarmos.

Defende que recuperar as nossas liberdades e agir em sintonia com a natureza é o caminho para aliviar as dificuldades e regenerar o planeta.

Ao afastarmo-nos das respostas desesperadas das elites, podemos construir um futuro onde a liberdade, a solidariedade e o cuidado pelo ambiente caminham lado a lado — e este livro é um convite para fazer parte dessa transformação.

«Este é um livro profético. A modernidade baseada no crescimento económico infinito, na poluição ilimitada do nosso precioso planeta Terra e na exploração irracional dos recursos naturais não pode durar para sempre. Este gigantesco sistema industrial materialista e devorador de recursos estava destinado a entrar em colapso. É melhor estar avisado e preparado, do que enfrentar as consequências do colapso sem dispor de conhecimento prévio.»
SATISH KUMAR, fundador do Schumacher College e editor emérito da Resurgence & Ecologist

«Uma espécie de alegria e otimismo permeia esta crónica sóbria do colapso social impulsionado pela ecologia. Esse otimismo, traz consigo a verdade. Jem Bendell vê a oportunidade de transformação na crise atual. Este livro faz parte de um movimento de cura que vai além do que normalmente consideramos como ecológico.»

«[Este livro] oferece uma análise impressionante e sóbria do que está a acontecer nas sociedades e na biosfera, porque ‘nós’ (nas culturas modernas) não percebemos isso antes, bem como as opções realistas que ainda restam, tanto a nível individual e coletivo. Jem e a sua equipa não se limitaram a olhar para o abismo – passaram dois anos a mapeá-lo para nós.

Este livro representa a mãe de todas as “mic drops” sobre o mito do desenvolvimento sustentável. Fornece a sabedoria essencial sobre a necessidade de permanecer política e socialmente envolvido, enquanto se presta atenção aos padrões psicossociais tóxicos que precisam de ser curados, se quisermos manter a dignidade e a justiça nos próximos anos.»

«[Este livro] constrói um argumento abrangente, convincente, mas ainda assim matizado, de que o colapso social está a caminho.
O professor Jem Bendell integra habilmente e de forma harmoniosa reflexões pessoais e dados concretos de praticamente todos os domínios, para oferecer uma visão única da catagénese – a renovação criativa da sociedade pós-colapso. Ele defende um mundo ecolibertário, em vez do mundo ecoautoritário que está a começar a surgir. Por favor, concentre-se, ao se envolver nesta história brilhante, sincera, perturbadora e muitas vezes comovente sobre os futuros possíveis que tocarão cada um dos 8 mil milhões de nós.»
HERB SIMMENS, autor de A Climate Vocabulary of the Future

«Será que podemos enfrentar estes tempos importantes com menos medo? Menos hipocrisia? Mais coragem e criatividade? Acho que [este livro] pode ajudar. Ao integrar conhecimentos de uma ampla gama de estudos, convida-nos a compreender o significado completo do que está a acontecer. Em seguida, sugere uma nova agenda para uma política radical, que vai além da superficialidade que assola tanto a esquerda quanto a direita. A libertação das exigências do capital e da autoridade patriarcal será fundamental. Se quer salvar parte do mundo, mas detesta que lhe digam o que fazer, então este livro é para si.»
CLARE FARRELL, cofundadora de Extinction

«[Este livro] é um sinal para as pessoas que ficaram politicamente desorientadas com a loucura dos últimos anos. Oferece algo que faltava: uma agenda radical e amante da liberdade para a crise ecológica.
Jem Bendell oferece uma alternativa muito necessária às obsessões tecnológicas e aos impulsos autoritários de um movimento ambientalista que está a responder à crise, cedendo a sistemas de poder falidos. Vindo de alguém com conhecimento interno das organizações globalistas, antes de as rejeitar totalmente, é uma contribuição poderosa.»
AARON VANDIVER, autor de Under a Poacher’s Moon

«Finalmente, um ambientalista ocidental critica a sua profissão e vê a solidariedade com os anti-imperialistas e defensores das comunidades do Mundo Maior como fundamental, para responder como uma única humanidade nesta era de colapso. Este livro mostra que, em vez de impor esquemas e fraudes elitistas, regenerar a natureza e a cultura em conjunto é o único caminho a seguir.»
DRA. STELLA NYAMBURA MBAU, Loabowa, Quénia

«Se sente que está a perder o rumo à medida que a sociedade se desintegra, este livro franco, sensível e inteligente oferece uma nova bússola para navegar pelo colapso.»

James Bendell. Juntos na Ruptura. Uma resposta compassiva e ecolibertária ao colapso



Richard Hames of Novara Media and his colleague Beau-Caprice Vetch, recently wrote an essay on what they call ‘critical collapsology’ to help stimulate collapse-aware innovation on the left of the political spectrum. They write:

“The question is not “when is it appropriate to lose hope once and for all?” But, instead, when are we required to give up on the specific forms of animating hope that structured much of 19th and 20th century left[wing] thought?”

You can read their full essay here. I asked AI for an 800-word summary, including a final paragraph assessing any resonance with the ecolibertarian ideas in my book Breaking Together. It follows below.

I am pleased that Richard will be joining us for one of the first Metacrisis Meetings next week. We will discuss the politics of collapse and the metacrisis. If you want to join but have not subscribed to this initiative, please do so immediately and then return to this page (on jembendell.com) to automatically view your zoom registration link when logged in.

An AI Summary of “Our Theory of Collapse” (August 5th, 2025, Vetch and Hames), with a slight edit from Jem.

Beau-Caprice Vetch and Richard Hames’ essay Our Theory of Collapse explores how the concept of “collapse” has become both an unavoidable horizon of thought and a contested political terrain. They argue that while society has always been organized around expectations of future stability, today’s multiple crises—climate breakdown, AI acceleration, demographic shifts, and capitalism’s ecological destructiveness—make the future feel fragmented and disorienting. This pervasive uncertainty manifests in personal decisions (whether to have children, how to plan for retirement, where to live safely) and political ones (how to govern amidst cascading risks). The authors seek to build a “critical collapsology” that can grapple with this disorientation while providing a usable concept of collapse.

They begin by distinguishing between acute disasters and longer-term systemic tendencies. Events like Lebanon’s 2020 port explosion exemplify how sudden shocks interweave with chronic fragilities, producing crises that are both local and globally entangled. While traditional trends—warming climate, advancing technologies, geopolitical rivalries—are clear, what is missing is a coherent story of how these processes integrate. The “polycrisis” framing has emerged to describe their interconnectedness, but for Vetch and Hames it fails to capture the systemic possibility of collapse, understood as a horizon beyond polycrisis where complexity exceeds institutional capacity.

The essay critiques “traditional collapsology,” which has studied past societal breakdowns through energy limits, moral decay, demographic stress, or conflict (figures such as Tainter, Diamond, and Turchin). While insightful, this literature fails in several ways: it lacks a political account of collapse, an adequate theory of why societies cohere, and an analysis relevant to capitalism, which uniquely thrives on crises. It also neglects what they call “applied collapsology”: the deliberate destruction of societies through colonisation, war, and genocide that has underpinned the modern world. Finally, traditional collapsology provides little ethical guidance about what should be done in the face of collapse.

In contrast, “critical collapsology” centres institutions as the key to understanding social cohesion and vulnerability. Institutions, broadly conceived, are compressions of complexity that channel flows of energy, information, and resources into relatively stable patterns. They function in three ways: compression (simplifying complexity into order), displacement (externalising costs onto others or elsewhere), and the production of complexity (creating new dependencies and needs). Capitalism, they argue, is distinct because it systematises these dynamics under the law of exchange value, making domination itself an institutional principle. The Green Revolution illustrates this triad: new crop technologies compressed agricultural complexity, externalising ecological and social costs, and generated further global dependencies.

Collapse, in this framework, is not mere disruption or even polycrisis, both of which capitalism has historically managed through institutional reconfiguration. Collapse occurs when cascading complexities generalise as unpayable costs, overwhelming institutional resilience and escaping both market capture and state securitisation. Sri Lanka’s 2022 crisis exemplifies how global financial, ecological, and political pressures converged to overwhelm state capacity. More broadly, capitalism’s institutional metabolism produces both resilience and pathology, driving towards a planetary-scale vulnerability.

The authors emphasise that collapse is also a political phenomenon: its anticipation already shapes geopolitics through militarisation, border fortification, and authoritarian responses, while its fear can be weaponised to justify violence. A “politics of collapse” is already with us, ranging from prepping subcultures to military aggression framed as existential defence. Hence, clarifying the meaning of collapse is not an abstract exercise but a necessary intervention to prevent reactionary and destructive appropriations.

Toward the end, Vetch and Hames explore the implications for political agency. Traditional left politics—rooted in the belief that “another world is possible” through modernity’s institutional frameworks—will be undermined if collapse erodes the conditions that sustain those frameworks. Collapse is a crisis of agency itself, in which no actor can coherently steer the social whole. Critical collapsology does not reject values like equality, freedom, and non-domination, but it questions whether they can be realised through inherited utopian projects. Just as the dream of reforming the Roman Empire eventually lost traction, the left’s narratives of guaranteed emancipation may be dissolving. Yet the disappearance of one horizon can open others. Collapse, then, demands not just diagnostics but new ways of orienting hope, action, and solidarity in a world where stability cannot be presumed.

The ‘ecolibertarian’ perspective in Breaking Together (2023) resonates strongly with Vetch and Hames’ “critical collapsology.” Both approaches refuse to treat collapse as an external accident or merely technical failure; instead, they see it as inseparable from the institutional and political logics of imperial modernity itself. Where Vetch and Hames analysis highlights how capitalism compresses, displaces, and multiplies complexity until institutions falter, Bendell’s work stresses how ecological limits and social alienation converge to make collapse inevitable. Moreover, their insistence that collapse must be politicised aligns with Breaking Together’s call for cultivating freedom and dignity amid breakdown rather than deferring to authoritarian “solutions.” The ecolibertarian ethos—fostering autonomy, care, and ecological embeddedness in the cracks of collapsing systems—provides a practical orientation to the crisis of agency that Our Theory of Collapse identifies. Both works challenge the fantasy of control and instead seek pathways of meaning and solidarity in conditions where institutional futures can no longer be guaranteed.


Please do not quote from the summary as the writing of Vetch and Hames, but refer to the original text, if wishing to do so.

Further background reading for Metacrisis Meeting participants is here (members only).

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Clara Pinto Correia - Antares


A obra passa-se em Antares, um planeta distante escolhido pela humanidade para colonização e estudo. Um grupo de cientistas, exploradores e técnicos é enviado em missão para analisar as condições do planeta, compreender a sua biosfera e avaliar a possibilidade de vida humana permanente.

1. A chegada a Antares
A equipa humana aterra num ambiente alienígena que, embora com paralelos à Terra, possui ecossistemas, organismos e ciclos biológicos completamente diferentes. Logo surgem dificuldades de adaptação — tanto físicas como psicológicas.

2. Vida alienígena e estranheza biológica
O ponto central do romance é a forma como os humanos observam e interagem com as criaturas de Antares. A autora, bióloga, cria organismos extremamente originais, com fisiologias e comportamentos que levantam questões sobre:
  1. evolução convergente e divergente
  2. modelos alternativos de reprodução
  3. sistemas de ecologia complexos
  4. limites da compreensão humana perante o “Outro” biológico
A narrativa mistura maravilhamento científico com estranheza quase filosófica.

3. Tensões humanas
A convivência no planeta e a pressão da missão fazem emergir:
  1. conflitos internos do grupo
  2. dilemas éticos entre explorar e preservar
  3. tensões políticas e pessoais
  4. alterações psicológicas causadas pelo ambiente alienígena
Os humanos percebem que estão a mudar — não apenas no corpo, mas na forma como pensam e se relacionam.

4. A grande pergunta da obra
A autora explora uma questão:
até que ponto a humanidade é apenas um produto do ambiente que habita?

O planeta começa, de forma simbólica e literal, a moldar os visitantes.
as alterações humanas não são reversíveis

o ADN e a fisiologia foram alterados

as mentes começam a sintonizar-se com padrões do planeta

Antares não é uma força maligna, mas absorve a equipa da mesma forma que integra qualquer forma de vida.

Alguns resistem até ao fim — outros entregam-se completamente.

5. Mistério e metamorfose
Progressivamente, a equipa percebe que Antares não é apenas um espaço físico, mas um processo que influencia a vida que o atravessa. Há elementos de suspense e transformação que culminam numa visão muito própria da autora sobre:
  1. adaptação
  2. hibridação
  3. o papel da humanidade no cosmos
6. A transformação irreversível
O planeta transforma os humanos porque:
  1. é assim que o ecossistema funciona
  2. não distingue “estrangeiros” de “locais”
  3. tudo o que vive ali torna-se parte do ciclo
  4. resistência é inútil, aceitação traz harmonia
Antares não é uma força maligna, mas absorve a equipa da mesma forma que integra qualquer forma de vida.

7. O desfecho final 
O final é aberto mas claro na sua implicação:
  1. parte da equipa morre (por conflitos, acidentes, ou falhas fisiológicas)
  2. outros transformam-se e tornam-se parte do ecossistema de Antares
  3. os poucos que tentam fugir já não têm condições biológicas para voltar à Terra
  4. o planeta continua indiferente e harmonioso
O livro termina com a sugestão de que a humanidade talvez não seja a “forma final” da evolução, e que Antares poderia ser um próximo passo — mas apenas para quem se dispõe a abandonar a noção rígida de identidade individual.

Não há final feliz nem final trágico absoluto.
É, acima de tudo, um final  profundamente ecológico, biológico evolutivo.

Antares é uma metáfora para a ideia de que a vida no universo pode ser cooperativa, interligada e mutável — e que a humanidade só é “humana” enquanto vive num ambiente que define essa humanidade.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Ecoansiedade: 'Problemas ambientais aumentam o risco de ansiedade e depressão', alerta pesquisadora americana


Britt Wray talvez seja a especialista em saúde mental e meio ambiente mais popular de sua geração. Seus trabalhos sobre os impactos da crise ecológica no psicológico humano já lhe renderam diversos podcasts e programas de rádio e TV nos Estados Unidos, além de um TED Talk visto por mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. Seu último livro, “Generation Dread — Finding Purpose in an Age of Climate Crisis” (“Medo geracional — Encontrando Propósito em uma Era de Crise Climática”, em tradução literal), foi elogiado até por Adam McKay, diretor de “Não olhem para cima”, um filme viral da Netflix que mistura ficção científica e sátira política para denunciar a emergência climática atual. Lançado no Brasil pela Penguin, a obra discute como os indivíduos — e as comunidades, principalmente — podem construir resiliência e transformar a “eco-ansiedade” (ou ansiedade ecológica) em um combustível para impulsionar novos esforços de busca por um mundo melhor.

Como as pessoas estão sendo mentalmente impactadas pelas mudanças climáticas?
Experiências de desastres, como incêndios florestais, inundações e furacões, podem aumentar os níveis clínicos de ansiedade e depressão, transtorno de estresse pós-traumático, abuso de substâncias e violência doméstica. Além disso, as ondas de calor, que vêm piorando devido à crise climática, estão fortemente ligadas ao crescimento da violência. As internações hospitalares por automutilação e tentativas de suicídio também se intensificam nessas condições, assim como os conflitos intergrupais.

O que exatamente é a “eco-ansiedade”?
A ansiedade ecológica é definida pela Associação Americana de Psicologia como o medo crônico da destruição ambiental. Podemos dizer que é um termo guarda-chuva que inclui a ansiedade, mas também tristeza, pesar, raiva, às vezes culpa, desamparo e impotência. Em tese, isso não é necessariamente ruim. Muitos profissionais de saúde mental argumentam que é saudável sentir pelo menos um pouco de eco-ansiedade, porque é uma resposta racional e normal a uma ameaça real que nossa civilização enfrenta. No entanto, esse sentimento pode chegar ao ponto de paralisar a pessoa e prejudicar sua capacidade de zelar pelo próprio bem-estar.

Existem dados sobre a porcentagem de pessoas que experimentaram ou estão experimentando eco-ansiedade hoje?
Meus colegas [da Universidade de Stanford] e eu pesquisamos 10 mil jovens de 16 a 25 anos em 10 países para tentar entender o alcance e o peso da ansiedade climática em suas vidas. Fomos a lugares como Brasil, Índia, Nigéria, Filipinas, França, EUA, Finlândia e Reino Unido em busca de cenários realmente diversos em termos de renda e de exposição aos riscos climáticos. O que descobrimos foi que, segundo 45% desses jovens, a crise climática afeta negativamente diversos aspectos de suas vidas: alimentação, sono, concentração, aprendizado escolar, trabalho, lazer ou relacionamentos. E isso, claro, também tem impacto na saúde mental.

Os jovens são o grupo mais afetado?
Sabemos que os jovens estão sentindo isso de forma mais aguda em comparação com as demais gerações vivas hoje. Mas qualquer um pode sentir eco-ansiedade, independentemente de sua idade, se entender que, no limite, sua saúde está ligada à saúde do meio ambiente. Vemos em nosso estudo e também em outros conjuntos de dados que essa forma de angústia é mais forte em comunidades que estão na linha de frente das mudanças climáticas. Enquanto a média global do nosso estudo é de 45%, esse número sobe para 67% em lugares como Índia, Nigéria e Filipinas, por exemplo.

No livro, você afirma que “ansiedade ecológica” se tornou a palavra da vez. Mas essa não parece ser uma discussão que tenha eco fora dos EUA e da Europa…
Não podemos nos limitar à terminologia e pressupor que se não houver um termo para “eco-ansiedade” em uma língua, isso significa que a crise ecológica não está impactando a saúde mental das pessoas. As nossas pesquisas mostram justamente o contrário. Basta formular as questões de maneira diferente: pergunte como as pessoas se sentem sobre eventos climáticos extremos, como a ameaça de escassez de alimentos e água ou sobre os efeitos da migração devido ao aquecimento global, que arruína os meios de subsistência, em vez de questionar se elas têm ansiedade ecológica. É um erro pensar que só o privilegiado ou a classe média branca e instruída sente isso. É tudo questão de adequação dos termos. Quando fazemos a pergunta de forma diferente, vemos que muitas pessoas sentem essa angústia, e identificá-la é muito importante para suas vidas.

O que devemos fazer para que as eco-emoções não se tornem debilitantes?
Seria maravilhoso se tivéssemos uma fórmula, mas não temos. As respostas psicológicas variam de pessoa para pessoa e é muito natural que os humanos, de forma geral, se afastem de sentimentos desconfortáveis. Temos defesas psicológicas que nos protegem da ansiedade e da dor para nos permitir sobreviver no mundo quando a realidade é difícil de suportar. E desenvolvemos essas defesas inconscientes realmente poderosas mesmo quando isso pode significar que estamos colocando em risco nosso futuro a longo prazo por não nos concentrarmos nesses perigos no presente. Vemos isso na crise climática, mas também estamos lidando com um ambiente de mídia em que as pessoas são bombardeadas com manchetes aterrorizantes o tempo todo, o que pode ser debilitante e narrativamente impeditivo do senso de futuro.

Você poderia explicar isso melhor?
Muitas vezes, a forma como nossa mídia é produzida e compartilhada se atém apenas à ameaça. Não se abre espaço para ações construtivas que as pessoas possam realizar nem para destacar o lado positivo de ações que já estão sendo tomadas e quais ganhos estão sendo obtidos na luta contra a crise climática. Não são divulgadas informações que ajudem as pessoas a sentir que há esperança, que há tração e que elas têm agência.

Você está dizendo que a mídia tem uma parcela de culpa?
Estamos lidando com uma catástrofe incrível da narrativa sobre a crise climática, que está prendendo as pessoas em poços de desespero e desamparo aprendido, como se não houvesse nada que pudesse ser feito e fosse tarde demais. Portanto, como essa situação avassaladora não pode ser resolvida, o melhor é nos resignarmos a esses tipos de crenças que nos impedem de agir. Precisamos de uma mudança de narrativa. Precisamos levar as pessoas a imaginar um futuro melhor para o qual estão trabalhando.

Sua pesquisa prevê uma onda crescente de preocupação com a saúde mental à medida que crise climática piora. Como a sociedade pode se preparar?
Estamos falando de traumas em nível populacional decorrentes de uma crise climática cada vez pior e de sistemas de saúde que, em muitas nações, não estão configurados para cuidar das milhares de pessoas que já precisam de serviços de atendimento mental hoje. Portanto, temos que pensar em como construir e expandir a capacidade dos sistemas de saúde, especialmente em locais de poucos recursos. Uma ideia sobre a qual escrevo no livro, e que já se provou extremamente eficaz, é o uso de agentes capacitadores. Em vez de investirmos apenas no modelo biomédico restrito — com psiquiatras, terapeutas e clínicos, o que costuma gerar um custo alto — esses profissionais de saúde mental podem treinar leigos para auxiliar no cuidado de pessoas com ansiedade e depressão em escolas, igrejas e centros comunitários, por exemplo. Foram feitos ensaios clínicos, e em muitos casos, esse tipo de ação se mostrou mais eficaz até que a atenção primária. É uma ferramenta muito poderosa.

O que explica isso?
Há muitas evidências de que alta conexão, alta confiança e alto capital social em relação ao lugar em que vivemos realmente protegem nossa saúde mental em face de desastres. Sendo o capital social entendido como a capacidade de os moradores de uma comunidade se unirem e alcançarem objetivos compartilhados. Quando definimos tarefas e aprendemos a seguir e liderar uns aos outros, e depois realizamos essas tarefas juntos, fortalecemos nossos relacionamentos e nossa capacidade de pedir ajuda dentro da comunidade. Assim, podemos nos reerguer mais rápido quando coisas ruins acontecem e também sabemos que não estamos sozinhos ou desamparados, mas que há resiliência construída dentro da comunidade por ter essa alta confiança e capital social.
Fonte: O Globo

Site pessoal:
Britt Wray

Recursos
David Wallace-Wells | Random House, 2019 | Book

Timothy Morton | Columbia University Press, 2018 | Book

Renee Lertzman | Routledge, 2016 | Book

Joanna Macy and Molly Brown | New Society Publishers, 1998 | Book

Ashlee Cunsolo and Neville R. Ellis | Nature Climate Change, 2018 | Article

Jem Bendell | IFLAS, 2018 | Article

American Psychological Association, 2017 | Article

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terça-feira, 1 de novembro de 2022

Adaptação Profunda: navegando a realidade do caos climático


O conceito Adaptação Profunda foi cunhado em um artigo publicado pelo professor Jem Bendell como alternativa ao termo mais comumente usado ‘adaptação climática’. A palavra ‘profunda’ indica que medidas fortes são necessárias para nos adaptarmos ao colapso do estilo de vida ocidental industrializado. Desde sua publicação em 2018 mais de 1 milhão cópias foram baixadas pela internet.

O artigo Adaptação Profunda: Um Mapa para Navegar pela Tragédia Climática analisou estudos recentes sobre as mudanças climáticas e suas implicações para nossos ecossistemas, economias e sociedades e propôs que, dada a dificuldade de revertermos as tendências de mudanças climáticas drásticas, o colapso social de curto prazo é o cenário mais provável com graves consequências para a humanidade.

Adaptação Profunda é um termo amplo que pode significar um ethos, uma abordagem analítica, um movimento ou comunidade.

Tanto a abordagem como o movimento presumem que eventos climáticos extremos e outros efeitos das mudanças climáticas irão causar rupturas nos sistemas alimentares, hídricos e de moradia, assim como os de poder e governança. Essas rupturas irão provavelmente ou inevitavelmente causar um colapso social desigual nas próximas datas.

O ethos é compromisso para que trabalhemos juntos fazendo o que será útil durante a grande ruptura ou colapso da sociedade em função do impacto direto e indireto da degradação ambiental e mudanças climáticas.

A abordagem analítica é um enquadramento que ajuda as pessoas a explorar idéias sobre como reagir à degradação ambiental, a perda da biodiversidade e às mudanças climáticas. Essa abordagem traz 4 perguntas, também chamadas de ‘4 Rs’.

A primeira é sobre Resiliência. O que mais valorizamos e queremos manter durante o colapso e como vamos fazer isso?

A segunda é sobre Renúncia. Do que precisamos abrir mão a fim de não piorar ainda mais a situação?

Restauração é o tema da terceira pergunta. O que podemos trazer de volta (de um passado pré-industrial) para nos ajudar nesses tempos difíceis?

E a Reconciliação constitui a quarta pergunta. Com quem e o que podemos fazer as pazes quando acordamos para nossa mortalidade mútua.

Quando acordamos para a extensão do estrago já feito e a magnitude da crise vindo em nossa direção ficamos assoberbados, perturbados e nos faltam ferramentas para conversar sobre o tema. Daí a importância da estratégia ser deliberadamente baseada em perguntas. Assim evitamos nos apressar nas respostas e soluções rápidas que nos tornam menos criativos e curiosos como poderíamos ser.

O Fórum para Adaptação Profunda surgiu para que pudéssemos debater sobre o impacto dessas perguntas em nossas vidas e como reagir.

Do Fórum também surgiu uma comunidade de apoio mútuo que busca amparar os processos emocionais vividos pelos participantes que, por sua vez, buscam antecipar a ruptura e colapso. A comunidade também é de prática e os participantes se apoiam e se capacitam no sentido de melhorar a comunicação sobre o tema e de como redesenhar suas vidas daqui para frente.

À partir da abordagem, do Fórum e da comunidade surgiu um movimento que, em muitas partes do globo, busca garantir a soberania alimentar, o acesso a água e a medicamentos naturais em uma situação de colapso. A agenda do movimento inclui valores como não-violência, compaixão, curiosidade e respeito em uma abordagem para ação construtiva.

Em muitos núcleos da Adaptação Profunda, quando a pandemia rendeu milhares de pessoas sem assistência e ainda mais refugiados políticos e climáticos, a abordagem e a articulação já existente permitiu com que muitas pessoas pudessem ser amparadas de imediato.

Jem Bendell alerta para o fato de que os maiores centros de pesquisa apontam a crescente degradação ambiental como principal possível causa de novas pandemias. Ele alerta também para o fato de que as instituições públicas, privadas e do terceiro setor apontam as mudanças climáticas e a degradação ambiental como principal ameaça para nossos sistemas alimentares. Bendell é mais um académico que ao fazer o estudo profundo dos sistemas de suporte a vida no planeta, perceber e sentir a gravidade da crise que já se estabelece rapidamente, nos urge a praticar o protagonismo coletivo e a cultura da dádiva e a buscar alternativas locais autogeridas para suprirmos nossas necessidades de moradia, alimentação, água, saúde e transporte.

E você, como tem planeado suprir essas áreas essenciais na sua vida num mundo que colapsa cada vez mais rápido?


Site Oficial Jem Bendell

Saber mais:
Artigo Científico

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Adaptação Profunda: "Living in the Time of Dying" (documentário)


Living in The Time of Dying é um olhar inabalável sobre o que significa viver em meio à catástrofe climática e encontrar propósito e significado dentro dela. Reconhecendo a magnitude da crise climática que estamos enfrentando, o cineasta independente Michael Shaw vende sua casa para viajar pelo mundo em busca de respostas. Muito em breve começamos a ver quão profunda a situação vai junto com os sistemas e formas de pensar que nos trouxeram aqui.

Em destaque neste documentário estão o professor de sustentabilidade e fundador do movimento Deep Adaptation Jem Bendell, jornalista premiado e autor de "The End of Ice", Dahr Jamail, professor de Dharma e autor de "Facing Extinction", Catherine Ingram e Stan Rushworth, um nativo americano Ancião, professor e autor que traz um ponto de vista especialmente esclarecedor para essas questões.

Embora fique claro que a mudança climática catastrófica agora é inevitável, também abre um novo conjunto de perguntas: como exatamente chegamos a esse ponto? Que novas escolhas podemos fazer agora sobre como viver nossas vidas e quais ações fazem sentido neste momento. As pessoas entrevistadas no documentário, todos porta-vozes altamente conceituados e conhecidos sobre o assunto, argumentam que é tarde demais para parar o que está por vir, mas de forma alguma é tarde demais para recuperar um relacionamento renovado e vivificante com nós mesmos e nosso mundo.

Página Oficial
Living in The Time of Dying

Entrevista
Dahr Jamail: The End of Ice—Bearing Witness and Finding Meaning in the Path of Climate Disruption

Jem Bendell - When we awaken to the ongoing environmental disaster we are living within, where should we turn for ideas and support? 

Ted Talks
Courage and acceptance in troubled times | Catherine Ingram

Documentário a rever
Before The Flood (A Inundação da Terra)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Hunter Lovins Sees Business Benefits of Climate Change Adaptation


Among the speakers at the BaseCamp SRI conference held last week in New York was Hunter Lovins, the president and founder of Natural Capitalism Solutions (NCS), an environmental advocacy and consulting organization. Lovins is also the author of Natural Capitalism and the recently published sequel, Climate Capitalism.

Lovins set aside sometime during the conference to talk, often humorously and always in great detail, with SocialFunds.com about the new book, the work of NCS, and the business opportunities waiting to be seized in response to the challenges presented by climate change.

"Climate Capitalism argues that even if you're a profit-maximizing capitalist who believes climate change is a hoax, you'll do exactly what you'd do if you were scared to death about climate change, because we know how to solve it at a profit," Lovins said. "You don't have to believe in the problem to believe in the solution. There are opportunities to make more money while solving the problem."

Of course, Lovins continued, "Climate change is real, is proximate, and is very serious. But it's only one of an array of problems facing capitalism as we know it, from peak oil to water to half the world's population living on less than $2.50 a day."

However, "U.S. legislators are intent upon denying that climate change exists and believing that it would be better to let our green tech jobs go to China," she said. "A number of countries are investing heavily in the green economy, or what the Chinese call the circular economy."

Germany is one country investing heavily in renewable energy technologies, in its case solar power. By the end of 2010, Germany had an installed solar capacity of over 17,000 MW, by far the most in the world. In May of this year, Germany announced that it would phase out all 17 of its nuclear power plants by 2022 and will rely on renewables instead.

"The German solar industry now has more jobs than the American steel industry," Lovins said. "How did the Germans get there? They have good policy, i.e. feed-in tariffs. A study by Deutsche Bank found that while electricity rates have gone up, they went up less than if the Germans did nothing." Feed-in tariffs are guarantees of payment at premium rates for electricity from renewable sources that is fed into the grid.

"If we want out of the recession, we know how to do it," Lovins said. "Those wild-eyed environmentalists over at Goldman Sachs have shown that companies that are leaders in environmental, social, and governance (ESG) policy have 25 percent higher stock value. The Economist Intelligence Unit has shown that ESG leaders have the fastest-growing stock value."

"We're already at the point where companies making an authentic commitment are driving their markets, gaining market share, and increasing labor productivity," Lovins continued. "All aspects of the integrated bottom line."

The first step toward a low-carbon economy is mitigation through energy efficiency measures, which Lovins described as "low-hanging fruit that grows back." Energy efficiency not only reduces reliance of fossil fuels, but also results in significant cost savings within a short period of time. A 2009 report [PDF] by McKinsey & Company, for example, projected that a comprehensive national approach to energy efficiency would lead to energy savings of $1.2 trillion by 2020, and reduce greenhouse gas (GHG) emissions by 1.1 gigatons per year.

"However much we'd like to think we can mitigate our way out of the climate crisis, it's a little too late," Lovins cautioned. "We're going to have to start adapting. The extreme weather events we've been seeing are exactly what climate scientists say to expect in an era of a warming earth."

"It will take the business community waking up and realizing that it is a competitive issue, an issue of the long-term share performance of companies," she said, "And the investment community realizing that if they put their money into the companies of the future, they'll do very well. Their money is at risk if they persist in putting it into companies that don't get it."

"It's going to take local action," she continued. "Policy is dead at the national level, it's probably dead at most state levels. It's almost like these people are intent upon creating another collapse."

"It is the diligent effort in how you transform how you do business that is taken seriously in the marketplace" and among key stakeholders, Lovins said, referring to her experience advising L'Oreal, the cosmetics company. Noting that the company practices energy efficiency, and even has a facility in Canada with a net zero carbon footprint, Lovins advised L'Oreal to "consider telling your very good story of authentic commitment to behaving in a sustainable way. This is what the young people of today want," she said, referring to studies that show sustainability issues to be important considerations for college graduates entering the workforce.

"Companies should have solid relationships with third-party verifiers and non-governmental organizations (NGOs) who will criticize them when they do something wrong," Lovins said. "Follow Global Reporting Initiative (GRI) protocols. Companies that are not GRI-compliant are putting themselves at risk."

While a majority of large companies seems to now understand the importance of sustainability reporting — the 2010 S&P 500 Report [PDF] of the Carbon Disclosure Project (CDP) found that 59 percent of companies in the index report on GHG emissions — smaller companies lag far behind, according to a report [PDF] published earlier this year by Pax World Management.

Lovins noted that a service provided by NCS "is aimed at small businesses, to help them implement sustainable procedures profitably." Referring to a taco maker in California who wanted to sell his product to Wal-Mart, Lovins observed that the first two questions Wal-Mart asks of its suppliers address reporting of GHG emissions and issuing a sustainability report. The Solutions @ the State of Business product offered by NCS, Lovins said, helped the taco maker save $450,000 through efficiency measures.

"The economy is clearly in trouble," Lovins said. "Is the economy going to go over a cliff again? It would not surprise me. Investors ought to be taking this very seriously." She praised the sustainable investment community for having "a disproportionate influence on the economy as a whole."