Portugal distópico: parque público habitacional de apenas 2%; área florestal pública de apenas 2%; assimetria demográfica gritante em plano inclinado, com elevada concentração populacional no Litoral e o Interior quase vazio. E, no meio disto, uma partidocracia a bater sistematicamente na mesma tecla, em vez de assumir uma governança de efetiva coesão social e territorial.
Para travar esta enorme desestruturação, Portugal tem de vestir a camisola e dizer, em alto e bom som: BASTA! Queremos um plano estratégico a 15 até 20 anos e BASTA de mudar tudo (Ministério da Educação, Ministério da Administração Interna, Ministério do Ambiente, etc.) de 4 em 4 anos ou pior, de 2 em 2 anos. O que fazem? Recomeçam TUDO do ZERO, com novos nomes, novas meta-línguas, mais burocracia, e cada vez mais merdificação, socialwashing e - ainda mais grave - citizenwashing. E a riqueza de poucos sempre a subir e a concentrar-se. Em Portugal, os dados mais recentes do Banco de Portugal mostram que quase 60% da riqueza nacional está concentrada nos 10% mais ricos, enquanto para a metade mais pobre das famílias sobra apenas cerca de 6%.
Se desejamos realmente um País progressista, inclusivo e democrático, é imperativo que cada novo Governo respeite os pactos da República e os planos de longo prazo, aperfeiçoando-os em vez de os destruir. Caso contrário, continuaremos sem sair do fosso estrutural. BASTA!
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