terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Webinar - Indicadores Biológicos do Solo: Métodos de Amostragem
sexta-feira, 26 de setembro de 2025
Valpaços foi distinguida como Cidade Biológica Europeia de 2025
quarta-feira, 4 de junho de 2025
Solos que defendem: a importância da vida subterrânea na resiliência do montado
sábado, 4 de maio de 2024
segunda-feira, 6 de novembro de 2023
No Outono também há muita biodiversidade - Leave Leaves Alone
- Reduz o ruído e os gases de efeito estufa.
- Também melhora a saúde do seu quintal.
- O material das folhas trituradas cria um composto valioso, que enriquece a camada superficial do solo.
- A cobertura morta de folhas também limita a propagação de poeira e contaminantes no ar e economiza tempo e dinheiro.
- O manto de folhas mortas é mais silencioso e limpo do que soprar folhas;
- A cobertura morta reduz a necessidade de fertilizantes e evita a poluição da água, reduzindo a lixiviação de fósforo e fertilizantes;
- O manto de folhas reduz o risco de segurança de folhas empilhadas ou ensacadas nas margens das estradas e poupa o dinheiro do contribuinte para a recolha municipal de folhas;
- As folhas mortas melhoram a estrutura do solo, retenção de água e percolação;
- O mulching incentiva as raízes a penetrar mais profundamente, melhorando a saúde da relva;
- O mulch torna o relvado mais resistente a eventos climáticos como secas e inundações.
sábado, 13 de maio de 2023
Abandone a sua pá, esqueça o fertilizante, ouça as ervas daninhas: o guia para uma jardinagem descontraída




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
Agrofloresta de sucessão: o futuro da agricultura sustentável está nas árvores?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
Darwin e as minhocas. Solo e Húmus
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| Caricature of Charles Darwin’s theory of evolution from 1882. The image was published in a Punch almanac after Darwin released "The Formation of Vegetable Mould through the Action of Worms" |
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
Livro- Manual de Agricultura Biológica
terça-feira, 5 de julho de 2022
Das pedras, agrofloresta!
Em Busca da Fertilidade Perdida
Para a compreensão dos desafios associados aos sistemas de cultivo ‘tradicionais’, importa assumir a dinâmica estabelecida entre a fertilidade e a restituição de nutrientes no solo ao longo do tempo histórico.
Na análise da paisagem rural portuguesa - num arco temporal que nos leva de final de século XIX até meados do século XX - fica claro que Portugal passará de um país com metade do seu território ainda inculto, para um país em plena expansão agrícola, onde a área cultivada atingiu um recorde histórico, nunca antes alcançado e nunca mais repetido (do Carmo, 2018). Num país pressionado pelo aumento da população e pela necessidade crescente de alimentos, esta expansão será assegurada pelo progressivo abandono de um modelo agro-silvo-pastoril, para um modelo assente na expansão exclusiva das culturas de cereal, daí resultando o agravamento dos processos erosivos e o esgotamento dos solos.
Contudo, muito antes do arco temporal descrito, esta realidade era já manifesta, como nos dá conta o excerto da exposição do magistrado territorial Gervásio de Almeida Pais à rainha D. Maria II (em 1789) sobre o estado da agricultura em Mértola:
" (...) o fundamento mais sólido para a geral felicidade consiste na agricultura, e esta no meu distrito se acha em total decadência (...). Persuadido este povo de que a agricultura só consiste na lavoura das terras e na criação dos gados, tem posto em total desprezo a dos arvoredos, sem advertir que estes ramos se ajudam um aos outros, conservando entre si uma mútua e recíproca dependência; de forma que desprezando um deles, será coisa impraticável conseguir o aumento e perfeição dos outros. Essa verdade vejo eu aqui verificada com prejuízo de todo este Povo, na grande mortandade dos seus gados, em cuja criação mais se interessa, ocasionada umas vezes por falta de pastagens, porque os campos despidos de arvoredos e expostos aos ardores do Sol se tornam mais áridos e secos, e na falta de humidade e frescura da terra não podem conservar-se as ervagens e fenos necessários para o sustento dos mesmos gados; os quais, outras vezes, morrem repassados já dos frios, e já dos calores, na falta de arvoredos em que possam abrigar-se. Mas, apesar de tão sensíveis e frequentes exemplos, tem continuado o mal sem se examinar a sua origem e causas de que procede (...)"(Sousa et al., 2016).
Daqui resulta que o frágil equilíbrio da transferência de nutrientes é secular, estando intimamente relacionada com a gestão de biomassa no sistema. Dito de outro modo,
“a floresta sempre ocultou “no lenho ou no solo algo que a agricultura sempre necessitou: nutrientes”(Aguiar & Azevedo, 2011).
Podemos assim assumir que se a agricultura foi o principal motor da desarborização do território, foi também a causa fundamental da perda de fertilidade do mesmo.
A partir de meados do século XX, esta agricultura ‘tradicional’, assente num equilíbrio instável ao longo de séculos, verá ainda a sua sustentabilidade agravada pela alteração radical na gestão do uso do solo, na substituição do fornecimento de azoto orgânico pelo uso de fertilizantes químicos, e do trabalho humano e animal pela mecanização agrícola.
Se o novo modelo permitiu uma ‘libertação de espaço’ pela progressiva concentração e intensificação da produção, contribuiu também para a desarticulação dos territórios com os modos de gestão orgânica de base local e regional, agravando a degradação dos solos, e pondo em causa a sua fertilidade permanente.
No abandono de um metabolismo agroecológico ancestral, passar-se-á a um modelo químico-mecânico assente no consumo crescente de energia fóssil (Santos, 2013), com presença dominante até aos nossos dias.
É por isso fundamental promover uma agricultura capaz de coexistir com a regeneração do ecossistema em que se integra. Uma agricultura que seja diversa e perene, que promova a construção do solo em vez da sua exploração, que contribua para o incremento da biodiversidade, da regulação dos ciclos de água, da manutenção da massa florestal e da gestão do fogo.
Uma agricultura que construa comunidade, na promoção de um consumo sazonal e de proximidade, na celebração de vínculos entre produtores e consumidores, e que valorize a comida enquanto bem essencial.
Uma agroecologia, onde o Homem volte a ser chamado a participar na promoção dos ciclos de vida no planeta.
Referências bibliográficas:
Aguiar, C., & Azevedo, J. (2011). A floresta e a restituição da fertilidade do solo nos sistemas de agricultura orgânicos tradicionais do NE de Portugal no inicio do século XX. In J. P. Tereso (Ed.), Florestas do Norte de Portugal: História, Ecologia e Desafios de Gestão. Porto: InBio.
do Carmo, M. C. (2018). Solo e agricultura no século XX Português: um problema ambiental, histórico e epistemológico. Universidade de Lisboa, Lisboa.
Santos, J. L. (2013). Agricultura e Ambiente: o papel da tecnologia e das políticas públicas. In J. L. Santos (Ed.), O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Sousa, F. d., Cosme, J., Almeida, F. d., Lopes, J. d. C., Nazareth, M., & Rocha, R. (2016). Alentejo: população e economia em finais de Setecentos. CEPESE - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, 148-150.
Fotografia de Artur Pastor . Série "Portugal Rural" . Alentejo, década de 1940
Fonte: Centro de Agroecologia de Mértola
terça-feira, 14 de junho de 2022
Documentário: Agricultura de Carbono
- Limited disturbance. Limit mechanical, chemical, and physical disturbance of soil. Tillage destroys soil structure.It is constantly tearing apart the “house” that nature builds to protect the living organisms in the soil that create natural soil fertility. Soil structure includes aggregates and pore spaces (openings that allow water to infiltrate the soil). The result of tillage is soil erosion, the wasting of a precious natural resource. Synthetic fertilizers, herbicides, pesticides, and fungicides all have negative impacts on life in the soil as well.
- Armor. Keep soil covered at all times. This is a critical step toward rebuilding soil health. Bare soil is an anomaly—nature always works to cover soil. Providing a natural “coat of armor” protects soil from wind and water erosion while providing food and habitat for macro- and microorganisms. It will also prevent moisture evaporation and germination of weed seeds.
- Diversity. Strive for diversity of both plant and animal species. Where in nature does one find monocultures? Only where humans have put them! When I look out over a stretch of native prairie, one of the first things I notice is the incredible diversity. Grasses, forbs, legumes, and shrubs all live and thrive in harmony with each other. Think of what each of these species has to offer. Some have shallow roots, some deep, some fibrous, some tap. Some are high-carbon, some are low-carbon, some are legumes. Each of them plays a role in maintaining soil health. Diversity enhances ecosystem function.
- Living roots. Maintain a living root in soil as long as possible throughout the year. Take a walk in the spring and you will see green plants poking their way through the last of the snow. Follow the same path in late fall or early winter and you will still see green, growing plants, which is a sign of living roots. Those living roots are feeding soil biology by providing its basic food source: carbon. This biology, in turn, fuels the nutrient cycle that feeds plants. Where I live in central North Dakota, we typically get our last spring frost around mid-May and our first fall frost around mid-September. I used to think those 120 days were my whole growing season. How wrong I was. We now plant fall-seeded biennials that continue growing into early winter and break dormancy earlier in the spring, thus feeding soil organisms at a time when the cropland used to lie idle.
- Integrated animals. Nature does not function without animals. It is that simple. Integrating livestock onto an operation provides many benefits. The major benefit is that the grazing of plants stimulates the plants to pump more carbon into the soil. This drives nutrient cycling by feeding biology. Of course, it also has a major, positive impact on climate change by cycling more carbon out of the atmosphere and putting it into the soil. And if you want a healthy, functioning ecosystem on your farm or ranch, you must provide a home and habitat for not only farm animals but also pollinators, predator insects, earthworms, and all of the microbiology that drive ecosystem function.







