sábado, 18 de julho de 2026
O reflexo de uma geração cobaia: a vida sob o império do algoritmo
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Melancolia foi um movimento cultural Europeu atingindo sobretudo a elite Inglesa dos séc. XVI e VII: John Eccles - The Mad Lover
Melancolia (do grego antigo: μελαγχολία, romanizado: melancholía; de μέλαινα χολή, mélaina cholḗ, 'bile negra') é um conceito encontrado ao longo da medicina antiga, medieval e pré-moderna na Europa que descreve uma condição caracterizada por um humor marcadamente deprimido, queixas físicas e, por vezes, alucinações e delírios. Além de uma condição patológica, a melancolia também se podia referir a um estado de espírito ou temperamento e, por vezes, era até usada como uma descrição da condição humana em geral.
A melancolia (ou mais precisamente a 'bile negra', da qual a melancolia deriva o seu nome) era considerada um dos quatro temperamentos que correspondiam aos quatro humores. Até ao século XVIII, os médicos e outros estudiosos classificavam as condições melancólicas como tal devido à sua causa comum percebida – um excesso de um fluido nocional conhecido como "bile negra", que estava comummente ligado ao baço. Hipócrates e outros médicos antigos descreveram a melancolia como uma doença distinta com sintomas mentais e físicos, incluindo medos e desalentos persistentes, falta de apetite, abulia, insónia, irritabilidade e agitação. Mais tarde, os delírios fixos foram adicionados à lista de sintomas por Galeno e outros médicos. Na Idade Média, a compreensão da melancolia mudou para uma perspetiva religiosa, com a tristeza a ser vista como um vício e a possessão demoníaca, em vez de causas somáticas, como uma potencial causa da doença.
Durante o final do século XVI e o início do século XVII, surgiu em Inglaterra um culto cultural e literário da melancolia, associado à transformação da melancolia, por parte do neoplatonista e humanista Marsilio Ficino, de um sinal de vício numa marca de génio. Esta melancolia da moda tornou-se um tema proeminente na literatura, na arte e na música da época.
Movimento cultural inglês
Durante o final do século XVI e o início do século XVII, surgiu em Inglaterra um curioso culto cultural e literário da melancolia. Num influente ensaio de 1964 na revista Apollo, o historiador de arte Roy Strong traçou as origens desta melancolia da moda até ao pensamento do popular neoplatonista e humanista Marsilio Ficino (1433–1499), que substituiu a noção medieval de melancolia por algo novo:
"Ficino transformou o que até então tinha sido considerado o mais calamitoso de todos os humores na marca do génio. Não admira que, eventualmente, as atitudes de melancolia se tenham tornado logo um complemento indispensável para todos aqueles com pretensões artísticas ou intelectuais."
The Anatomy of Melancholy (A Anatomia da Melancolia, ou na sua versão completa: O Que Ela É: Com Todos os Seus Tipos, Causas, Sintomas, Prognósticos e Várias Curas... Filosoficamente, Medicinalmente, Historicamente, Aberta e Dissecada) de Robert Burton, foi publicada pela primeira vez em 1621 e continua a ser um monumento literário definidor dessa moda. Outro grande autor inglês que se expressou extensamente sobre o facto de ter uma disposição melancólica foi Sir Thomas Browne na sua obra Religio Medici (1643).
Night-Thoughts (Queixume: ou, Pensamentos Noturnos sobre a Vida, a Morte e a Imortalidade), um longo poema em verso livre de Edward Young, foi publicado em nove partes (ou "noites") entre 1742 e 1745, tornando-se enormemente popular em várias línguas. Teve uma influência considerável nos primeiros românticos em Inglaterra, França e Alemanha. William Blake foi mais tarde contratado para ilustrar uma edição posterior.
Nas artes visuais, esta melancolia intelectual da moda surge frequentemente na retratística da época, com os modelos posados sob a forma de "o amante, com os braços cruzados e o chapéu desabado sobre os olhos, e o erudito, sentado com a cabeça apoiada na mão" – descrições retiradas do frontispício da edição de 1638 da Anatomia de Burton, que mostra exatamente essas personagens que, por essa altura, já se tinham tornado clichés. Estes retratos eram frequentemente ambientados ao ar livre, onde a Natureza oferecia "o cenário mais adequado para a contemplação espiritual", ou num interior sombrio.
Na música, o culto pós-elisabetano da melancolia está associado a John Dowland, cujo mote era Semper Dowland, semper dolens ("Sempre Dowland, sempre em pranto"). O homem melancólico, conhecido pelos contemporâneos como um "malcontente", é personificado pelo Príncipe Hamlet de Shakespeare, o "Melancólico Dinamarquês".
Um fenómeno semelhante, embora não sob o mesmo nome, ocorreu durante o movimento alemão Sturm und Drang, com obras como As Dores do Jovem Werther de Goethe, ou no Romantismo com obras como Ode sobre a Melancolia de John Keats, ou ainda no Simbolismo com obras como A Ilha dos Mortos de Arnold Böcklin. No século XX, grande parte da contracultura do modernismo foi alimentada por uma alienação comparável e por um sentimento de falta de propósito chamado "anomia"; a preocupação artística anterior com a morte passou a ser designada sob a rubrica de memento mori. A condição medieval de acedia (acédia em português) e o Weltschmerz romântico eram conceitos semelhantes, com maior probabilidade de afetar o intelectual.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Pearl Jam - Jeremy
Drawing pictures
Of mountain tops
With him on top
Lemon yellow sun
Arms raised in a V
The dead lay in pools of maroon below
Daddy didn't give attention
To the fact that mommy didn't care
King Jeremy the wicked
Ruled his world
Jeremy spoke in class today
Jeremy spoke in class today
Clearly I remember
Pickin' on the boy
Seemed a harmless little fuck
Oh, but we unleashed a lion
Gnashed his teeth
And bit the recess lady's breast
How could I forget
He hit me with a surprise left
My jaw left hurtin
Oh, dropped wide open
Just like the day
Like the day I heard
Daddy didn't give affection
And the boy was something mommy wouldn't wear
King Jeremy the wicked
Ruled his world
Jeremy spoke in class today
Jeremy spoke in class today
Jeremy spoke in class today
Try to forget this... (try to forget this)
Try to erase this... (try to erase this)
From the blackboard
Jeremy spoke in class today
Jeremy spoke in class today
- Fez um estágio no Egito através da Organização das Nações Unidas (ONU).
- Passou por vários projetos de desenvolvimento internacional e, pouco antes de morrer, estava a preparar-se para assumir um posto oficial na ONU em Myanmar (Birmânia).
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| Fonte: Texas History |
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Biofilia- o cordão vital que esquecemos de cortar
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| Cartaxo-comum ( (Saxicola rubicola)- macho |
"A nossa existência depende desta propensão, o nosso espírito tece-se a partir dela, e a esperança nela reside."
- Abram, David (1996). The Spell of the Sensuous: Perception and Language in a More-Than-Human World.
- Fromm, Erich (1973). The Anatomy of Human Destructiveness.
- Kaplan, Stephen (1995). The restorative benefits of nature: Toward an integrative framework. Journal of Environmental Psychology.
- Kellert, Stephen R. & Heerwagen, Judith (2008). Biophilic Design: The Theory, Science, and Practice of Bringing Buildings to Life.
- Kellert, S.R., Wilson, E.O. (Eds.). 1995. The biophilia hypothesis.
- Louv, Richard (2005). Last Child in the Woods: Saving Our Children from Nature-Deficit Disorder.
- Terrapin Bright Green (2014). 14 Patterns of Biophilic Design.
- Wilson, Edward O. (1984). Biophilia.
domingo, 12 de abril de 2026
IAMTHESHADOW - Unfold
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Agnes Obel - Camera's Rolling
The script is burning
On heavy fuel
No time to lose
What will you do?
The camera's rolling
What will you do?
What will you do
That you can't undo?
The gun is loaded
What will you do?
Cruel gifted fools
What will you do?
The Smashing Pumpkins - There It Goes
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Muitos homens evitam envolver-se na questão da crise climática porque o torna feminino
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| Arnold Schwarzenegger é um orgulhoso defensor do clima. Homens, não querem ser como o Arnold? |
sábado, 3 de janeiro de 2026
Edward B. Gordon
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| Edward B. Gordon (pintor Alemão, nascido em 1966) |
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Curve - Horror Head
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Darkwood - Vieil Armand
- Memória e luto histórico: a música parece querer preservar a lembrança dos soldados caídos, resistindo ao esquecimento. A letra lamenta que “depois de cem anos ninguém mais sabe” — ou seja, a maioria das vítimas e sacrifícios foram esquecidos com o tempo.
- Crítica ao horror da guerra e à futilidade da morte em massa: ao associar “paz”, “vida” e “silêncio eterno”, a canção transmite o absurdo da guerra — vidas perdidas, dor repetida, paisagens marcadas por destruição.
- Reflexão sobre sacrifício e memória coletiva: usar o nome real de um campo de batalha famoso dá peso simbólico; transforma a música numa homenagem histórica, quase ritualística — um lembrete de que muitas mortes anônimas moldam a história e, sem memória, correm o risco de serem apagadas.
- Ligações com identidade, dor e natureza: Darkwood, conforme descrito por fãs e sites, costuma lidar com “temas históricos ou psicológicos”, traumas de guerra, a influência de eventos extremos na psique individual — hanseando entre passado, tradição, natureza e tragédia.
sábado, 6 de dezembro de 2025
Freak Slug - Friday
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
The Primitives - Sweet Sister Sorrow
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
Archive - Look At Us
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Tempers - Capital Pains
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Mayflower Madame - Crippled Crow
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
A expressão “ideologia de género” não é um conceito científico
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| Ler artigo aqui |
- identidade de género
- expressão de género
- papéis de género
- estudos de género
- variação biológica do sexo
Porque:
-
alguns grupos usam a expressão para descrever qualquer abordagem moderna sobre género,
-
enquanto a comunidade científica usa conceitos diferentes, baseados em dados, não em ideologias.
🧭 Em resumo
✅ Origem do termo “ideologia de género”
📌 1. Surge nos anos 1990 em contextos religiosos, não científicos
O termo nasce no final dos anos 1990, principalmente em documentos e discursos ligados a sectores da Igreja Católica. A expressão é uma tradução de “gender ideology”, usada inicialmente para criticar:
- as políticas internacionais de igualdade de género,
- o reconhecimento de direitos LGBTQIA+,
- e a introdução do conceito de género (como diferente de sexo biológico) em debates públicos.
O ponto decisivo foi a IV Conferência Mundial sobre a Mulher da ONU (Pequim, 1995), quando a palavra gender começou a ser adoptada amplamente nas políticas globais de direitos humanos. Alguns grupos interpretaram isso como uma tentativa de “relativizar” a diferença sexual.
Daí surgiu a reação: rotular esses avanços como “ideologia de género”.
📌 2. Ganha força nos anos 2000 através de movimentos políticos conservadores
A partir dos anos 2000, o termo espalhou-se por:
- movimentos anti-direitos LGBTQIA+
- sectores conservadores na Europa, América Latina e EUA
- discursos populistas que se opõem à educação sexual e às políticas de igualdade
É frequentemente usado como estratégia retórica para criar medo ou confusão, apresentando qualquer estudo sobre género como uma “ideologia imposta”.
📌 3. Não é reconhecido pela ciência ou pela academia
Nenhuma área científica — biologia, psicologia, sociologia, antropologia — usa o termo.
O que a ciência estuda é:
- género como construção social,
- identidade de género,
- papéis de género,
- diversidade sexual e de género.
Ou seja, “ideologia de género” é um conceito político-cultural, religioso e não académico.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Ash Code - Dry Your Eyes
sábado, 11 de outubro de 2025
O truque silencioso dos Bancos para te fazer gastar mais
- Desativa limites automáticos e aumentos “pré-aprovados”.
- Vê o teu saldo real, não o “disponível”.
- Usa apenas alertas imediatos por SMS ou push.
- Evita cartões com pagamento diferido porque mascaram o impacto do gasto.

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