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terça-feira, 12 de junho de 2018

Aaron Swartz on The Open Library


Graças às novas tecnologias, a grande visão de uma biblioteca que contenha todos os livros do mundo está agora ao nosso alcance. O Open Library Project, um grupo informal de tecnólogos, editores, bibliotecários e amantes de livros, aceitou este desafio, criando um site que reúne tudo o que sabemos sobre livros — incluindo registos de bibliotecas, sinopses de editoras, textos completos e digitalizações, recensões e muito mais. Saiba mais sobre a visão, a tecnologia, o progresso e como se pode juntar a nós.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Freedom to Connect: Aaron Swartz (1986-2013) on Victory To Save Open Internet, Fight Online Censors


Aaron Swartz foi um prodígio da informática e um dos ativistas mais influentes da era digital. Nascido em 1986, a sua trajetória académica e técnica começou de forma precoce: aos 14 anos, já colaborava na criação do sistema RSS 1.0 e, pouco depois, participou no desenvolvimento da arquitetura das licenças Creative Commons. Embora tenha ingressado na Universidade de Stanford, abandonou o curso ao fim de um ano por considerar que o ambiente académico tradicional não respondia à urgência dos problemas do mundo real. Mais tarde, consolidou o seu perfil como investigador no Centro de Ética da Universidade de Harvard, onde se dedicou ao estudo da corrupção institucional e da influência do dinheiro na política e no acesso ao conhecimento.

A sua defesa acérrima do software livre e do acesso aberto baseava-se na premissa moral de que o conhecimento é um bem público e não uma mercadoria. Para Swartz, o facto de grandes editoras lucrarem com a retenção de artigos científicos — muitas vezes financiados por fundos públicos — constituía uma injustiça social profunda, pois impedia que estudantes e investigadores em países menos favorecidos pudessem aceder aos avanços da ciência. Ele acreditava que as ferramentas digitais deveriam ser transparentes e controladas pelos utilizadores, e não por corporações, para garantir uma sociedade verdadeiramente democrática e informada.

Esta filosofia levou-o ao campo do hacktivismo, uma forma de ativismo que utiliza o código e a tecnologia como ferramentas de desobediência civil. O episódio mais crítico da sua vida ocorreu em 2011, quando utilizou a rede do MIT para descarregar milhões de artigos académicos da plataforma JSTOR, com o intuito de os libertar. Na época, as autoridades norte-americanas, imbuídas de uma mentalidade de segurança nacional rigorosa, interpretaram as suas ações como uma ameaça grave. Embora Swartz não procurasse lucro pessoal nem tivesse causado danos físicos, o sistema judicial utilizou leis anacrónicas para o acusar de crimes informáticos graves, equiparando, na prática, a sua atividade a uma forma de "terrorismo digital". Enfrentando a possibilidade de décadas de prisão e uma pressão governamental implacável, Aaron Swartz pôs fim à própria vida em 2013, tornando-se um mártir da liberdade na internet.

Site oficial
Aaron Swart

sábado, 12 de janeiro de 2013

Homenagem a Aaron Swartz



"An incredile soul"
RIP Aaron Swartz, 08.11.1986 – 11.01.2013
***
Declaração oficial da família e companheira de Aaron Swartz

O nosso amado irmão, filho, amigo e companheiro Aaron Swartz enforcou-se sexta-feira (11 de Janeiro) no seu apartamento em Brooklyn. Estamos em choque, e ainda não conseguimos superar o seu falecimento.

A insaciável curiosidade, criatividade e brilhantismo de Aaron, a sua empatia reflexiva e capacidade para o amor altruísta sem limites; a sua recusa em aceitar a injustiça como inevitável, esses dons tornaram o mundo, e as nossas vidas, muito mais brilhante. Estamos gratos pelo tempo que partilhámos com ele, a todos os que o amavam e o apoiavam, e a todos aqueles que continuam o seu trabalho por um mundo melhor.

O compromisso de Aaron para com a justiça social era profundo, e definiu a sua vida. Ele foi fundamental para a derrota de um projecto de lei de censura da Internet, ele lutou por um sistema político mais aberto, democrático e responsável, e ajudou a criar, construir e preservar uma série estonteante de projectos académicos que estenderam o alcance e a acessibilidade do conhecimento humano. Ele usou as suas capacidades prodigiosas como programador e técnologo, não para enriquecer, mas para tornar a Internet e o mundo num lugar melhor e mais justo. A sua escrita profundamente humana tocou mentes e corações através de gerações e continentes. Ele ganhou a amizade de milhares e o respeito e o apoio de milhões.

A morte de Aaron não é simplesmente uma tragédia pessoal. É o produto de um sistema judicial criminoso, repleto de intimidações e de excessos do Ministério Público. As decisões tomadas por funcionários no escritório da Procuradoria do Massachusetts e no MIT contribuiu para a sua morte. O escritório da Procuradoria dos EUA seguiu uma lista excepcionalmente dura de acusações acarretando, potencialmente, mais de 30 anos de prisão, para punir um suposto crime que não causou vítimas. Enquanto isso, ao contrário do JSTOR, o MIT recusou-se a defender Aaron e os princípios mais caros à sua própria comunidade.

Hoje choramos pelo homem extraordinário e insubstituível que perdemos.