A apresentar mensagens correspondentes à consulta lou reed ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta lou reed ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Música do BioTerra: ANOHNI and the Johnsons - Sliver Of Ice


Este tema é especialmente dedicado ao falecimento do seu amigo Lou Reed. Já me faleceram alguns. Já suportei perdas maiores. Anohni, que já tive o prazer de a ver ao vivo, é um colosso de emoções. Obrigado por existires e continua a tua bela arte.

Há cerca de 5 meses quando saiu este tema, fiquei logo apaixonado por ele. Entrei em loop. Hoje volto a revê-lo. Novas emoções. Olho para o videoclipe e sublinho este trecho da música:

"I couldn’t believe it ’til tonight
This whole place made of light
I made myself a home

Don’t know what’s wrong
Don’t know what’s right
I belong here as animals might"

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Música do BioTerra: The Velvet Underground and Nico "I'll Be Your Mirror" (Warhol film footage); Courtney Barnett (version) e Lou Reed (Spoken Word version)

I'll be your mirror
Reflect what you are, in case you don't know
I'll be the wind, the rain and the sunset
The light on your door to show that you're home

When you think the night has seen your mind
That inside you're twisted and unkind
Let me stand to show that you are blind
Please put down your hands
'Cause I see you  [1]

I find it hard to believe you don't know
The beauty you are
But if you don't, let me be your eyes
A hand to your darkness so you won't be afraid

[1]

I'll be your mirror (reflect what you are)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Música do BioTerra: Lou Reed- Satellite of Love


Satellite's gone up to the skies
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I like to watch things on TV
Satellite of love
Satellite of love
Satellite of love
Satellite of
Satellite's gone way up to Mars
Soon it'll be filled with parkin' cars
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
I've been told that you've been bold
With Harry, Mark and John
Monday and Tuesday, Wednesday through Thursday
With Harry, Mark and John
Satellite's gone up to the skies
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I love to watch things on TV

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Marianne Faithfull - Song for Nico

Melhor som aqui

[Verse 1]
Born in 1938
A good year for the Reich
She could not participate
She didn't have the right
For she was fatherless in the Fatherland

[Verse 2]
Now it's 1966
Andrew's up to all his tricks
And when Brian Jones is near
Nico doesn't feel so queer
She's in the shit, though she's innocent

[Chorus]
Yesterday is gone
There's just today
No tomorrow
Yesterday is gone
There's just today
No more

[Verse 3]
Now it's Andy Warhol's time
Mystic 60's on a dime
Though she kinda likes Lou Reed
She doesn't really have the need
Already in the shit, though she's innocent

[Verse 4]
And now she doesn't know
What it is she wants
And where she wants to go
And will Delon be still a cunt
Yes, she's in the shit, though she is innocent

[Chorus] 2X
Yesterday is gone
There's just today
No tomorrow
Yesterday is gone
There's just today
No more

[Outro]
Da da da da da

"Song for Nico" é uma homenagem profundamente pessoal e melancólica à cantora, modelo e atriz alemã Nico, famosa pela sua colaboração com os Velvet Underground e pela sua icónica carreira a solo. Marianne Faithfull e Nico conheceram-se nos anos 60 e partilhavam uma ligação única, pois ambas foram musas dessa década, enfrentaram o escrutínio público brutal, lutaram contra um vício severo em heroína e, mais tarde, reinventaram-se como artistas com vozes profundas, sombrias e maduras.

O significado da canção assenta, em grande parte, no retrato poético e triste dos últimos anos de Nico em Manchester e Ibiza. Marianne canta sobre uma mulher que já tinha sido considerada uma das mais bonitas do mundo, mas que terminou a vida de forma solitária, andando de bicicleta e longe do glamour do passado. Mais do que uma simples biografia, a música funciona como um desabafo da própria Marianne. Ao cantar sobre a decadência, a perda da beleza jovem e a incompreensão do público, Faithfull processa os seus próprios traumas, transformando a faixa numa carta de amor de uma sobrevivente dos anos 60 para outra que, infelizmente, não resistiu.

Na canção, a morte de Nico é quase vista como uma libertação de um mundo que já não a compreendia e que a tinha reduzido a um fantasma do passado. Marianne canta com uma enorme ternura e celebra a integridade de uma artista que nunca se vendeu ao comercialismo. O contraste mais poderoso da letra surge quando Faithfull repete a frase "Hey, where are you going, beautiful girl?", confrontando diretamente a imagem da Nico jovem e radiante com o seu fim trágico e solitário.

segunda-feira, 30 de março de 2026

A infinita tristeza de Jason Molina

Melhor som aqui

Ainda há almas perdidas no vale da morte a aguardar por uma autópsia completa à psique. Com 39 anos, Jason Molina partiu demasiado tarde para encaixar no clube dos 27, cedo demais para ter vida além da decadência como Johnny Cash, e demasiado discreto para ter direito às placas Bowie, Cohen, Prince, Lou Reed ou Brian Wilson,. Operava sobre a mesma precariedade de meios e desarranjo emocional de Daniel Johnston, mas a catarse era revertida em maremotos intestinais, tímidos em excentricidade e teatralização. Faltava-lhe quase tudo, a começar pelo timbre angelical, para ser um ícone como Jeff Buckley, mas a biografia desgraçada e a morte afónica extraem analogias com o irmão de outra mãe Elliott Smith.

As antenas emitiam sinais interiores de nudez emocional e confidência, solenizados em cançōes estáticas, quase inertes, mas fulminantes no poder translúcido de narrar a história sem a justificar. Molina cedeu perante a dor para a poder sublimar. Custou-lhe a vida mas a partida sagrou-lhe a perenidade, e os borrōes autofágicos voltam como clarōes de uma América dessincronizada da incivilização mas não da legião de trovadores eléctricos, de MJ Lenderman a Kevin Morby, Waxahatchee, My Morning Jacket e Jim James a solo. I Will Swim to You: A Tribute to Jason Molina, um tributo organizado pela editora Run For Cover e assumido por contemporâneos como Lenderman, Trace Mountains, Sun June e Hand Habits, chega em setembro.

Entretanto, o há muito descatalogado Impala, assinado como Songs: Ohia, acaba de ser reeditado em vinil com a inédita Tess a extrapolar a (re)descoberta e a transmitir-lhe frescura de mar. As cançōes de Molina imitavam-lhe a vida. Eram perseguidas por fantasmas - reais ou metafóricos -, robustecidos pela insegurança e pavor grupal. Boa parte dos primeiros discos, assinados com o heterónimo geográfico, expōe a relação com o Ohio, onde cresceu na cidade industrial de Lorain a 25 milhas de Cleveland.

O ciclo de Songs: Ohia é de uma fertilidade irrefreada. O segundo álbum, agora com 27 anos de duração, reflecte o esplendor débil do lo-fi. Artesanal na manufactura, primário no instinto e brutalmente honesto - a verdade sempre se sobrepôs aos factores técnicos apesar de Molina se ter posteriormente aninhado num som mais compacto e burilado, já com largura de banda em Magnolia Electric Co.

O início de An Ace Unable To Change é sepulcral, como o obséquio para uma cerimónia fúnebre. Sete estáticos minutos condensadores de cataclismos fulminantes materializados em frases reditas como facas, e um final ruínoso. “Tonight i am damned to my soul”. Molina não contemplava o desprazer apenas pelo espelho. Soubera pelos pais a luta física e mental, em que acabaria por se encharcar, da classe operária. Uma questão de integridade em nome da luta pela sobrevivência digna. Morrer como as árvores.

A voz e guitarra de Molina iluminam o calvário com capacete de mineiro. Vinga a singeleza de fazer com pouco sobre a prosperidade da abundância. Quase tudo é dito na soberba Till Morning Reputations, gravura existencial de dois minutos sangrada pelo mesmo sangue de Mark Kozelek. Os 87 orgásmicos segundos da electrificada One Of Those Uncertain Hands são o turbo punk do álbum. A flexão de um homem e o seu vagar no ermo autodestrutivo da solidão.

Como tudo nele, Impala passa-se a dez mil metros de profundidade. E nem o ensaio hesitante de Separations tem o poder de o retirar com vida da caverna. “What a fine day to believe. What if I don't believe?

quinta-feira, 15 de março de 2007

Dossiê Poesia e Educação Ambiental




Não esqueças de visitar regularmente este espaço para manteres-te actualizado


Todos os Musicopoemas do BioTerra 
Postagens sobre Poesia aqui


Sítios

Leituras

Filmes

Poetas

Revistas

Editoras

Livrarias



quinta-feira, 18 de junho de 2020

Top Mais do BioTerra


Adrian Borland - Long Dark Train 
Apoptygma Berzerk - Major Tom
Pachelbel - Canon in D Major (London Symphony Orchestra)
Pachelbel - Canon in D Major (Voices od Music)
Siouxsie And The Banshees- Swimming HorsesSisters of Mercy- Driven Like the Snow 
Soosh - Take my Hand
Tempers - Strange Harvest

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Andy Warhol- 20 anos (faria 79 anos)

"People need to be made more aware of the need to work at learning how to live because life is so quick and sometimes it goes away too quickly."~ Andy Warhol



Teledisco homenagem Lou Reed and John Cale - "Hello It's Me". Não consigo ouvir este tema sem chorar ou emocionar-me imenso.


"As pessoas precisam ser mais conscientes da necessidade de trabalhar em aprender a viver porque a vida é tão rápida e às vezes ela vai embora rápido demais." ~  Andy Warhol

Página Oficial e Museu

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Dias Perfeitos (Perfect Days) 2023


O filme Dias Perfeitos (Perfect Days, 2023), dirigido por Wim Wenders, é uma obra contemplativa e profundamente humanista que aborda temas como rotina, simplicidade, solidão, e o sentido da vida.

A história segue Hirayama, um homem de meia-idade que trabalha limpando casas de banho públicos em Tóquio. À primeira vista, leva uma vida monótona e solitária, mas o filme revela pouco a pouco a beleza e a plenitude que ele encontra nas pequenas coisas do quotidiano: o som das folhas ao vento, a luz da manhã, a música que ouve em cassetes antigas, os livros que lê, as fotografias que tira.

🌿 Temas centrais:

  • A dignidade do trabalho simples: Hirayama faz o seu trabalho com dedicação e calma, mostrando que há valor e beleza mesmo nas tarefas mais humildes.

  • A contemplação do quotidiano: o filme celebra o minimalismo e a atenção plena — viver o presente e encontrar alegria em gestos simples.

  • O silêncio e a introspeção: Wenders usa longos planos e pouca fala, convidando o espectador a observar e refletir junto com o protagonista.

  • A solidão e a escolha de um estilo de vida: Hirayama parece viver à margem da sociedade moderna, mas o faz por escolha — há uma liberdade na sua rotina.

  • A natureza e a cidade: o contraste entre o betão urbano e o verde das árvores reflete a harmonia que o personagem busca entre o mundo humano e o natural.

🎬 Destaques:

  • Koji Yakusho (no papel de Hirayama) ganhou o prémio de Melhor Ator no Festival de Cannes 2023.

  • A banda sonora é nostálgica, com músicas de Lou Reed, Patti Smith e The Animals — canções que traduzem o estado de espírito do protagonista.

  • A fotografia é poética e meticulosa, mostrando Tóquio como uma cidade silenciosamente viva.

Em suma, Dias Perfeitos é um filme sobre a beleza da rotina e a profundidade da simplicidade, uma espécie de meditação visual sobre o que significa viver bem — mesmo (ou talvez sobretudo) quando se vive com pouco.

🧍‍♂️ Resumo 

Hirayama (interpretado magistralmente por Koji Yakusho) vive uma rotina precisa e quase ritualística: acorda cedo, arruma a cama, cuida das plantas, apanha o mesmo comboio, limpa os sanitários públicos de Tóquio com esmero e, no tempo livre, lê livros usados, tira fotos em filme analógico e ouve música em cassetes antigas.

Essa repetição não é um vazio, mas uma forma de contemplação — uma vida em harmonia com o presente. Contudo, o filme deixa escapar, aos poucos, fragmentos do passado de Hirayama, sugerindo que ele escolheu esse modo de vida após um afastamento profundo da sua antiga realidade.

Quando a sobrinha adolescente, Niko, o visita inesperadamente, descobrimos que Hirayama pertence a uma família abastada, provavelmente da elite empresarial japonesa. A visita mostra o contraste entre o seu modo de vida simples e o materialismo do mundo que ele deixou para trás. Niko, fascinada pela autenticidade do tio, decide fugir da sua casa, e esse encontro reacende em Hirayama uma certa ternura, mas também uma melancolia silenciosa — ele sabe que as suas escolhas o afastaram de vínculos humanos.


🎞️ O final

No último ato, depois de reencontrar o irmão (pai de Niko), Hirayama regressa à sua rotina. Tudo parece igual — ele volta a acordar cedo, limpar, almoçar sozinho, dirigir. Mas há uma subtil diferença emocional: a visita da sobrinha parece ter reavivado algo dentro dele.

O filme termina com ele dentro do carro, conduzindo para o trabalho, enquanto ouve “Feeling Good” de Nina Simone. A câmara foca lentamente o seu rosto: ele sorri, depois o sorriso se desfaz, e lágrimas discretas surgem. O ecrã escurece.


🌅 Significado simbólico do final

Essa sequência final é profundamente ambígua — e é aí que está a sua força:

  • A lágrima não é tristeza pura. É um momento de epifania. Hirayama sente, por um instante, a plenitude da sua própria existência. É o reconhecimento da beleza e da dor de estar vivo.

  • “Feeling Good” reforça essa ideia: a música fala de recomeços (“It’s a new dawn, it’s a new day, it’s a new life for me”), ecoando o possível renascimento interior do protagonista.

  • O sorriso que se transforma em emoção mostra que, embora ele viva só, ele sente profundamente — o filme desmonta a ideia de que uma vida simples é uma vida vazia.

  • O ciclo recomeça, mas não de forma mecânica: cada dia é o mesmo e, ao mesmo tempo, único — daí o título Dias Perfeitos.


🕊️ Em essência

Wenders convida-nos a olhar para o quotidiano com outros olhos — a encontrar o sagrado no banal, o extraordinário no comum.
Hirayama é uma espécie de monge urbano, alguém que, através da rotina e do silêncio, alcançou uma forma serena de iluminação.

terça-feira, 19 de julho de 2022

Dossiê Música Rock

ATENÇÃO COPYRIGHT-  Ao partilhar, agradeço atempadamente a indicação do autor de do blogue Bioterra. Estes dosss resultam de um apurado trabalho pessoal e profissional de pesquisa, selecção de qualidade e organização.


Não esqueças de visitar regularmente este espaço para manteres-te actualizado.


Prémios

Base de Dados

Revistas
Acoustic Guitar Magazine

Rádio

Arena Rock || Post-Punk
Alison Moyet (youtube)
Massive Attack (youtube)
Soft Cell (youtube)

Hard Rock || Heavy Metal
Van Halen (site)
Van Halen (youtube)


R&B

Documentários



Projectos Musicais

Brigada Víctor Jara (youtube)
Dulce Pontes (facebook)
Mão Morta (youtube)
Xutos & Pontapés
Zeca Afonso

Youtubers de Música Portuguesa

Editoras
Universal Music Portugal


Blogues

NOVA ATENÇÃO  © Copyright-  Ao partilhar, agradeço atempadamente a indicação do autor e do meu blogue Bioterra. Estes dossiês resultam de um apurado trabalho de pesquisa, selecção de qualidade e organização. Obrigado.