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quinta-feira, 23 de julho de 2026
Ramones - We’re A Happy Family
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domingo, 28 de junho de 2026
Esther Abrami - Transmission
A avó de Esther, Françoise Abrami era uma violinista muito talentosa, mas, seguindo os costumes rígidos da sua época, abandonou totalmente a prática e a perspectiva de uma carreira musical assim que casou.
A ligação entre as duas começou muito cedo: quando Esther tinha apenas três anos, a avó Françoise deu-lhe o seu próprio violino, que conservava com todo o carinho. Embora Esther só tenha começado a estudar o instrumento a sério por volta dos dez anos, o impacto de ter recebido aquele objeto tão cheio de história moldou o seu destino.
Como a própria Esther partilhou ao lançar a música: "Ela nunca imaginaria que a sua única neta pegaria, um dia, no instrumento que ela própria tinha deixado para trás. Esta peça é a minha forma de continuar a história dela, enquanto conto a minha."
Infelizmente, a avó Françoise já faleceu, mas a sua memória e o seu sonho continuam bem vivos a cada nota de "Transmission".
Biografia de Ilse Weber
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terça-feira, 17 de março de 2026
Mohommad Paktyawal, cidadão norte-americano, serviu o País durante a guerra do Afeganistão, morreu 24 horas depois, nas mãos do ICE
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em veículos não identificados, cercaram Mohommad Nazeer Paktyawal em frente à sua casa, no Texas, quando ele se preparava para levar os filhos à escola. O homem de 41 anos, pai de seis filhos, que tinha servido ao lado do 3.º Batalhão das Forças Especiais do Exército dos EUA no Afeganistão, morreu sob custódia do ICE no dia seguinte.
After working with the U.S. military in Afghanistan, Mohommad Nazeer Paktyawal died in the country he spent years of his life helping.
The cruelty is endless.
História detalhada aqui
Resumo da Guerra do Afeganistão
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segunda-feira, 2 de março de 2026
Jovens portugueses apresentam pior saúde mental que adultos acima dos 55 anos
A saúde mental dos portugueses é pior entre os jovens adultos face à população acima dos 55 anos, apesar dos laços familiares fortes e hábitos alimentares saudáveis, fatores socioculturais habitualmente associados a essa diferença geracional.
É assim em todos os 84 países analisados no relatório Global Mind Health (Saúde Mental Global) 2025 e Portugal não é exceção: os níveis de saúde mental dos jovens são tendencialmente mais baixos em comparação com as faixas etárias mais velhas.
O relatório, da organização Sapien Labs, mede a saúde mental das populações com acesso à Internet e na edição mais recente, divulgada esta quinta-feira, apresenta dados de perto de um milhão de pessoas em 84 países, incluindo Portugal.
À semelhança da tendência global, também os jovens portugueses, entre os 18 e 34 anos, experienciam mais desafios de saúde mental clinicamente significativos, quando comparados com a faixa etária acima dos 55 anos.
Ligeiramente acima da média global de 36 (numa escala de -100 a 200), o quociente de saúde mental médio dos jovens portugueses aproxima-se de 40.
Portugal surge em 46.º lugar
No 'ranking' dos 84 países participantes, Portugal surge assim em 46.º lugar, melhor posicionado do que a população portuguesa acima dos 55 anos de idade que, ainda assim, apresenta melhores níveis de saúde mental do que os jovens.
Com perto de 90 pontos no quociente de saúde mental, os portugueses nesta faixa etária conseguem, de acordo com a escala, ser plenamente produtivos, 70% do tempo, em todos os aspetos da vida.
No contexto global, as diferenças geracionais são tendencialmente maiores nos países mais ricos e, pelo contrário, menos acentuadas nos países da África subsaariana.
A influência dos alimentos ultraprocessados
Os autores apontam quatro aspetos socioculturais que explicam os níveis de saúde mental mais baixos entre os jovens, mas nem todos explicam os dados referentes a Portugal, desde logo no que respeita aos hábitos alimentares.
De acordo com estudos citados no relatório, o consumo de alimentos ultraprocessados -- "cujo consumo está a aumentar entre as gerações mais jovens" - contribui entre 15 a 30% para o agravamento da saúde mental e está associado ao aumento da depressão e diminuição do controlo emocional e cognitivo.
Os jovens portugueses, no entanto, destacam-se por serem dos que menos consomem este tipo de alimentos, ainda que o façam mais do que os adultos acima dos 55 anos.
Portugal é um dos 25 países em que os jovens da "geração Z", entre os 18 e 24 anos, começaram a utilizar 'smartphone' mais cedo, entre os 12 e os 13 anos, sendo que o acesso precoce a 'smartphones' está associado ao aumento de ideação suicida, agressão e outros problemas na vida adulta.
Outro dos aspetos em que Portugal surge destacado diz respeito aos laços familiares fortes, associados a sintomas depressivos "significativamente mais baixos".
Em 18.º lugar no 'ranking', Portugal é dos países em que a percentagem de jovens adultos com laços familiares fortes é mais próxima da registada entre os adultos acima dos 55 anos, a par de Itália, França, Bélgica.
Quanto à espiritualidade, outro dos aspetos socioculturais analisados e associado a "vários benefícios de saúde mental", a percentagem é ligeiramente mais elevada entre os mais jovens, uma tendência que se verifica, ainda que em maior proporção, sobretudo em países da África subsariana e Israel.
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domingo, 28 de dezembro de 2025
Brigitte Bardot: polémicas, grandes paixões, drogas e lutas. Recorde a lenda do cinema francês, que acabou sozinha e abandonada pelo filho
"A Fundação Brigitte Bardot anuncia com profunda tristeza a morte da sua fundadora e presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora mundialmente reconhecida, que escolheu abandonar a sua prestigiada carreira para dedicar a sua vida e energia ao bem-estar animal e à sua fundação".
Foi assim que o mundo soube, este domingo, dia 28, da morte de Brigitte Bardot, aos 91 anos de idade.
Musa dos maiores cineastas e músicos franceses, de Godard a Gainsbourg, BB, como era conhecida, foi símbolo de libertação sexual e da emancipação da mulher e ícone da sétima arte, tendo participado em 47 filmes em pouco mais de duas décadas.
Nascida em 1934 numa família parisiense rica e educada numa escola católica, a jovem Brigitte recebeu uma educação particularmente rigorosa. Desde a infância, foi incentivada a dançar pela sua mãe, Anne-Marie. A dança viria a 'esculpir' o seu famoso corpo, a sua graça e elegância, mas foi diante das câmeras que BB encontrou a sua vocação.
Com apenas 15 anos, foi capa da revista 'Elle', graças a um pedido especial da sua mãe a uma amiga, que era editora da revista. Foi assim que conseguiu a sua primeira audição para um filme do realizador Marc Allégret, onde viria a conhecer e a apaixonar-se pelo seu assistente, Roger Vadim.
Os dois casaram em 1952, quando BB tinha 18 anos, e separaram-se em 1956. Foi Vadim quem deu a BB o seu primeiro grande papel - e um dos mais icónicos da sua carreira - depois de algumas participações menores: 'E Deus Criou a Mulher', que foi um sucesso mundial que catapultou a carreira da jovem atriz.
Provocativa e moderna, livre e sensual, num piscar de olhos Brigitte Bardot tornou-se um símbolo sexual, uma estrela de cinema e um dos rostos mais famosos do planeta.
Depois de 'Une Parisienne' e 'Babette s'en va-t-en guerre', BB protagonizou 'La Vérité' em 1960, uma produção extremamente desgastante durante a qual foi maltratada pelo realizador, Henri-Georges Clouzot. O filme foi um sucesso, mas terá sido o início do desencanto de BB com o mundo do cinema. Em apenas três anos, a atriz fora alvo de todo o tipo de comentários, tanto admirada como insultada.
A tentativa de pôr fim à vida
No meio do turbilhão que foram os primeiros anos da sua carreira, com a fama súbita e as más-línguas sobre os seus inúmeros 'affairs' e a sua imagem sexual, BB chegou mesmo a tentar o suicídio e também recorreu às drogas, tendo tido uma overdose em 1958.
A própria atriz admitiu que as suas relações nunca duravam muito porque fartava-se rapidamente. "Sempre procurei paixão. Era por isso que era muitas vezes infiel. Quando a paixão começava a desaparecer, ia fazer as malas", contou.
Depois de Vadim, BB foi casada mais três vezes, com Jacques Charrier - o pai do seu único filho, Nicolas-Jacques, com quem nunca teve uma relação próxima por nunca ter realmente querido ser mãe - com o milionário Gunter Sachs e com Bernard d'Ormale, a sua relação mais duradora. Pelo meio ficaram inúmeros romances e affairs extraconjugais, entre os quais com o ator Alain Delon ou o músico Sacha Distel. Relações "oficiais" terão sido 17, segundo contas da própria atriz.
BB chegou também a fazer carreira na música, com êxitos como 'Harley-Davidson' e 'Bonnie and Clyde' e, em 1973, decidiu abandonar de vez o mundo do cinema, com apenas 38 anos. No set do seu último filme, a atriz, prestes a reformar-se, resgatou uma cabra. E os animais tornaram-se então a sua maior paixão.
Em 1976, dedicou-se integralmente à defesa das focas, abatidas por sua pele, um produto de luxo que Brigitte Bardot conseguiu banir em França e, posteriormente, na Europa.
Em 1986, criou então a Fundação Brigitte Bardot, à qual dedicaria todo o seu tempo e fortuna, envolvendo-se nas mais variadas campanhas de bem-estar animal, por vezes de forma radical.
Nas últimas décadas, BB escolheu retirar-se da vida pública e viver em reclusão na sua propriedade em Saint-Tropez.
A aproximação à extrema-direita
Os seus últimos anos ficaram marcados por posicionamentos controversos, entre os quais o seu apoio público a Marine Le Pen. Mas estas polémicas também faziam parte da liberdade de Bardot.
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sábado, 20 de dezembro de 2025
Death in Rome - Christmas song
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Nuno Loureiro era referência mundial em fusão nuclear e o seu trabalho poderia mudar os rumos da energia limpa
A misteriosa morte de Nuno Loureiro é uma perda enorme para o futuro e para o combate à crise climática. O português trabalhava na criação de energia limpa e redução das emissões de carbono. Tinha sido nomeado diretor do prestigiado MIT - Plasma Science and Fusion Center.
Loureiro era uma figura central na pesquisa global de fusão nuclear, área vista como uma das maiores apostas para energia limpa e abundante no futuro. Seu trabalho ajudou a avançar o entendimento sobre reconexão magnética, turbulência em plasmas e confinamento de partículas, temas críticos para viabilizar reatores de fusão como o ITER e projetos privados ligados ao MIT.
O corpo encontrado morto e baleado em casa permanece ainda uma incógnita e as fake news
Nuno Loureiro não era judeu
Nas redes sociais, logo a seguir ao trágico assassinato do cientista português Nuno Loureiro, surgiram de imediato alegações de que era judeu sugerindo alguma motivação que tivesse a ver com isso. Sabe-se agora que uma repórter foi junto do prédio onde mora a família Loureiro e verificou que estava enfeitado por ocasião da Festa das Luzes judaica (Chanucá ou Hanucá) deduzindo que fosse a dele. Não era; ele tinha vizinhos judeus, incluindo uma senhora de idade a quem por vezes ajudava a subir as escadas com as compras e que até já falou para a imprensa. Também vi a fotografia de uma janela com um letreiro de apoio a Israel, mas creio que nem era a mesmo prédio, embora na mesma rua. De qualquer forma não era o apartamento dele. Isso está tudo confirmado, incluindo por fontes americanas.
Também puseram a correr tweets de um tal Nuno Loureiro com referências ao Hamas, que não é ele, vê-se perfeitamente pela fotografia. Loureiros são aos milhares, não será difícil encontrar Nunos.
Posto isto, acabei de ver um artigo de opinião do Observador sobre o tema, assumindo investigações de Israel que já metem o Irão e tudo. Também vi contas israelitas e iranianas a citarem a pseudo- origem judaica desta mente brilhante que, tragicamente, se perdeu. Ou seja, uma reportagem com informações falsas deu origem a um sem fim de desenvolvimentos sem sentido. Entretanto, quer amigos próximos de Nuno Loureiro, quer colegas do MIT desmentiram quer a origem judaica quer que tenha emitido qualquer opinião pública sobre Israel ou Palestina.
As causas do horroroso assassinato são, até ao momento desconhecidas, mas há uma certeza: por ser judeu (ou militante pró-Israel) é que não foi e a sua esposa é Portuguesa. Por favor, não escrevam disparates nos jornais! Nuno Loureiro deixa mulher e três filhas, segundo notícia logo no 1.° dia, a mais nova terá assistido a tudo
A morte de Nuno Loureiro repercutiu rapidamente entre pesquisadores, universidades e instituições científicas. Além de diretor, ele era visto como um articulador de ideias e projetos que buscavam avançar a compreensão da fusão nuclear, uma das grandes apostas para a transição energética do planeta.
A sua ausência deixa um vazio não apenas administrativo, mas intelectual. Projetos em andamento, colaborações internacionais e formações de novos pesquisadores perdem uma liderança considerada fundamental.
Um legado que ultrapassa fronteiras
Mais do que cargos ou títulos, o legado de Nuno Loureiro está ligado à construção de conhecimento em uma área decisiva para o futuro da humanidade. A fusão nuclear, estudada por ele ao longo de décadas, representa a promessa de uma fonte de energia limpa, segura e sustentável.
No meio da tragédia, permanece o impacto de sua contribuição científica, que continuará presente em pesquisas, artigos e na formação de novas gerações de físicos ao redor do mundo.
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sábado, 13 de dezembro de 2025
Marques Mendes, candidato presidencial teve avença mensal de 5.000 euros de grande construtora civil
A LS2MM, a empresa familiar de Luís Marques Mendes, candidato à Presidência da República, foi dissolvida em 20 de Novembro passado, com encerramento da sociedade, de acordo com registos oficiais consultados pelo PÁGINA UM. A dissolução ocorreu poucos meses depois de uma alteração ao contrato de sociedade, que sugeriria uma passagem de testemunho, e não propriamente o fim imediato da estrutura empresarial.
Isto porque a empresa criada pelo antigo líder do PSD em 2014, com a sua mulher Rosa Sofia, teve uma alteração societária em 27 de Dezembro do ano passado, quando, através de um aumento de capital, entraram na sociedade os três filhos do casal — Ana Sofia, João Pedro e João Miguel. Deste modo, Luís Marques Mendes passou a deter uma quota de 35%, tal como a sua mulher, perfazendo 70% do capital social nas mãos do casal. Cada um dos três filhos ficou com uma quota correspondente a 10% do capital social.
Com cerca de uma década de existência, a actividade da LS2MM sempre foi discreta — não tem sequer um site —, mas para uma empresa que contava apenas com um trabalhador (eventualmente o próprio Luís Marques Mendes), em funções de consultadoria, permitiu ainda assim constituir um significativo pé-de-meia. O PÁGINA UM consultou as demonstrações financeiras da empresa a partir de 2020, contabilizando prestações de serviços no valor total de 600.500 euros.
Em 2025, último ano de actividade antes da dissolução, a facturação registou apenas 28 mil euros, evidenciando uma quebra abrupta da actividade, coincidente com a candidatura de Marques Mendes à Presidência da República. Ainda assim, em 2024, a prestação de serviços rendeu 157.500 euros. Nos restantes anos, as receitas foram de 106 mil euros em 2023, de 121 mil euros em 2022, de 96.500 euros em 2021 e de 91.500 euros em 2020. A estes valores acresciam os ganhos, bastante superiores, que terá auferido enquanto consultor da Abreu Advogados. Só em 2023, nesta sociedade de advogados, que integra vários ex-governantes, Marques Mendes auferiu 440 mil euros.
Durante a sua existência, a LS2MM nunca registou avultados lucros, por apresentar despesas significativas — o que é compatível com uma microempresa familiar que serve também para enquadrar despesas do quotidiano —, mas, ainda assim, com a dissolução, a família Marques Mendes irá distribuir entre os sócios um total de 289.997,56 euros. Aplicando-se, em princípio, uma taxa autónoma de 28%, e não considerando regimes especiais, tal implicará o pagamento de um imposto próximo dos 80 mil euros, ficando o valor líquido a distribuir pelos sócios em cerca de 210 mil euros.
Luís Marques Mendes, com 35%, receberá cerca de 73.500 euros, tanto quanto a sua mulher, enquanto cada um dos filhos amealhará cerca de 21 mil euros, apesar de terem entrado como sócios há menos de um ano.
Continua sem se conhecer publicamente quem foram os clientes de Luís Marques Mendes ao longo de uma década, numa empresa que começou com um capital social de apenas 200 euros e com um objecto social particularmente amplo, abrangendo a “consultoria e assessoria geral, designadamente nas áreas da comunicação social, da informação, da publicidade, administrativa, industrial, económica, de formação e de gestão, incluindo, nomeadamente, a recolha e tratamento de informação, a preparação, organização e realização de palestras, cursos, seminários, congressos, discursos, comentários, artigos de revista e de jornal, simpósios e outros, o planeamento e desenvolvimento estratégico e de negócio”.
Apesar de Luís Marques Mendes não ter respondido às questões e pedidos de esclarecimento do PÁGINA UM, a empresa terá sido usada para o recebimento das suas participações na SIC, bem como para outros serviços de consultadoria. No âmbito desta investigação, o PÁGINA UM teve acesso à cópia de dois contratos celebrados entre a LS2MM e a Alberto Couto Alves, S.A., empresa de construção civil com sede em Vila Nova de Famalicão.
Nesses contratos foi estabelecida uma avença mensal de 5.000 euros, não respeitante a serviços jurídicos — actividade que a LS2MM não poderia, de resto, exercer sob esta forma societária. Não foi possível apurar quando terminou esta relação comercial, mas, segundo apurou o PÁGINA UM, foi a empresa de construção que não quis a continuidade da parceria por estar insatisfeita com os resultados.
A Alberto Couto Alves, S.A. é uma empresa com forte presença na contratação pública. De acordo com dados oficiais do Portal Base, surge como adjudicatária em 247 contratos públicos, maioritariamente em consórcio com outras empresas, num valor global acumulado de cerca de 742 milhões de euros em contratos com entidades do Estado.
Entre as maiores adjudicações destaca-se a empreitada da Linha Circular do Metro do Porto, incluindo o troço Casa da Música–Praça da Liberdade, adjudicada em 2021 a um consórcio com a Ferrovial Construcciones, com um preço contratual de 189 milhões de euros. No mesmo ano, o mesmo consórcio venceu a empreitada da Linha Amarela do Metro do Porto, entre Santo Ovídio e Vila d’Este, incluindo o parque de material e oficinas.
Em 2024, este mesmo consórcio foi adjudicatário da construção das infra-estruturas primárias e regularização de caudais do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, incluindo a Barragem Hidroeléctrica do Pisão, num contrato de 65 milhões de euros. Em 2020, o mesmo consórcio tinha já vencido a empreitada do troço da Estrada Nacional 326, no valor de 30 milhões de euros.
Constam ainda adjudicações relevantes como a concepção e construção da Linha de Metro Bus Rápido Boavista–Império, para o Metro do Porto, no valor de cerca de 25 milhões de euros, em consórcio com a Alves Ribeiro, e o restauro e modernização do Mercado do Bolhão, adjudicado em 2017 por 22,4 milhões de euros, em consórcio com a Lúcio da Silva Azevedo & Filhos.
Entre as adjudicações vencidas individualmente pela Alberto Couto Alves, destaca-se a construção da nova travessia do Rio Lima, no concelho de Viana do Castelo, adjudicada em 2024 por cerca de 19,5 milhões de euros, e, já em 2025, a remodelação do Museu Nacional de Arqueologia, adjudicada pela Associação Turismo de Lisboa, no valor de 15,4 milhões de euros.
O PÁGINA UM colocou igualmente questões à administração da Alberto Couto Alves, mas não obteve, até ao momento, qualquer resposta.
A dissolução da LS2MM ocorre num momento em que Luís Marques Mendes se apresenta como candidato à Presidência da República, depois de uma longa carreira política e mediática, e levanta questões sobre a actividade desenvolvida pela sua empresa familiar, a sua estrutura societária nos meses que antecederam o encerramento e as relações contratuais mantidas com empresas fortemente dependentes da contratação pública.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Australia banned social media for under-16s. Could other countries do so?
Australia is cracking down on social media for kids under 16, and Denmark looks set to follow with a ban for under-15s.
From Wednesday, Australia is set to enforce a world-leading social media ban for anyone under 16, as concern grows that kids are getting too swept up in a digitised world of harmful content and commercial interests.
After Australia's first-of-its-kind social media ban for adolescents under the age of 16 came into effect in December, more countries in Europe and elsewhere are taking steps to implement their own restrictions. According to Statista research, France and the United Kingdom have gotten furthest, with laws passing in one chamber each of the countries' bicameral legislatures as of early February. While the latter country is also aiming to ban social media for kids under the age of 16, France's proposed law targets only those under the age of 15.
Six more nations have seen country leaders announce initiatives aiming to ban social media access for adolescents. While Indonesia, Malaysia, New Zealand and Spain all have more restrictive regulations in mind, excluding those under the age of 16, Greece is aiming to exclude those under the age of 15 and Austria those under the age of 14 from social media.
Social media, including personalized algorithms and the possibility to scroll endlessly, is receiving scrutiny for its effect on mental health, especially in younger people. Social media addiction can affect any age group, but it is seen as especially harmful in adolescents which are still developing social behaviors, body image and time management skills.
Two more planned bans announced in Europe, by Portuguese and Danish leadership, are reportedly willing to leave a back door open for parental consent, putting them in a different category that already exists in several nations like France, Italy and, since recently, Brazil, where children of the applicable ages can access social media sites if their parents are in agreement.
While outright bans like the Australian one often plan implementation via a strict official age-verification mechanism, parental consent regulation can work by linking parents accounts, for example. Instagram has meanwhile already rolled out this feature in Europe, the U.S., Australia and Canada, with teenagers between the ages of 13 to 15 only in the position to disable a special restricted account mode with the consent of their parent's account. Like other platforms, Instagram accepts users from the age of 13, but this restriction is so far not tied to verification. In the EU, social media sites are since 2018 under further restrictions concerning the use of personalized ads for minors.
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Sharenting
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Sharenting: quando os pais partilham demais nas redes sociais
Vivemos numa era em que o primeiro sorriso, os primeiros passos e até as birras dos filhos são partilhados em tempo real. Entre stories e likes, muitos pais transformaram as redes sociais num álbum digital da infância. Chama-se sharenting e apesar de parecer inofensivo, este hábito levanta questões sérias sobre a privacidade e a segurança dos mais novos.
O que é, afinal, o sharenting?
O termo sharenting resulta da união das palavras inglesas sharing (partilhar) e parenting (parentalidade). A prática refere-se ao hábito de pais, mães ou cuidadores de publicarem nas redes sociais fotos, vídeos e relatos sobre os filhos, de forma frequente e detalhada.
Embora o ato de registar momentos da infância não seja novo, por exemplo em diários, álbuns de fotografias ou registos familiares, o sharenting emergiu como uma consequência natural da expansão das plataformas digitais e das redes sociais.
Durante a década de 2010, plataformas como Facebook, Instagram e X (antigo Twitter) tornaram-se os palcos preferidos para registar e mostrar os marcos da infância, das primeiras palavras às festas de aniversário. Com o tempo, o sharenting deixou de ser apenas um fenómeno social para se tornar também um tema de estudo académico, para analisar as motivações, padrões e potenciais impactos sobre a privacidade e o bem-estar das crianças.
Porque muitos pais optam pelo sharenting
Apesar dos alertas sobre privacidade e segurança, muitos pais continuam a partilhar imagens e histórias dos filhos nas redes sociais, não por negligência, mas por razões profundamente humanas. Para muitos, o sharenting é uma forma de lidar com a intensidade da parentalidade, documentar etapas que passam depressa e encontrar sentido no caos do dia a dia familiar. Numa era em que a câmara está sempre à mão, a publicação torna-se quase uma extensão natural do momento vivido.
Um estudo conduzido por Blum-Ross e Livingstone (2017), da London School of Economics, concluiu que a partilha digital está muitas vezes associada à construção da identidade parental. As redes sociais funcionam como espaços onde os pais não só mostram o que fazem, mas também afirmam quem são enquanto cuidadores. Nessas comunidades digitais, os pais encontram reconhecimento, partilham experiências e comparam-se com outros que vivem desafios semelhantes.
Quando o sharenting se torna preocupação
Apesar das boas intenções, o sharenting pode tornar-se problemático quando feito sem consciência ou critério. A investigação científica tem vindo a identificar riscos reais associados à exposição digital excessiva de crianças, principalmente quando as publicações acontecem de forma recorrente, desprotegida ou sem limites claros.
Uma das maiores preocupações é a criação de uma pegada digital duradoura: aquilo que hoje parece um simples momento engraçado pode manter-se online por décadas, acessível a desconhecidos, reutilizável sem controlo e potencialmente prejudicial para a imagem da criança no futuro.
Além disso, muitas dessas partilhas incluem dados sensíveis, como o nome completo da criança, a escola que frequenta, os locais que visita com frequência, datas de nascimento ou até rotinas familiares. Quando combinadas, essas informações podem facilitar tentativas de contacto indesejado, roubo de identidade, casos de bullying e cyberbullying ou mesmo situações de exploração por terceiros.
A tudo isto junta-se uma dimensão emocional: muitas crianças, ao crescerem, relatam sentir desconforto ou vergonha em relação a conteúdos partilhados sem o seu consentimento. Um estudo conduzido pela Microsoft (2020) indica que 42% dos jovens consideram o conteúdo partilhado sobre si nas redes pelos pais como “embaraçoso” ou “indesejado”.
Como partilhar nas redes sem comprometer a privacidade
Para muitos pais, deixar de partilhar por completo não é uma opção e não precisa de ser. O importante é fazê-lo com consciência e respeito pela privacidade da criança. Há formas seguras de praticar o chamado sharenting consciente:
- Use perfis privados ou grupos fechados, limitando o alcance das publicações a pessoas de confiança;
- Evite imagens sensíveis, como aquelas em que a criança aparece nua, em sofrimento ou em contextos que revelem dados pessoais, como o nome da escola ou a localização.
- Peça consentimento à criança, sempre que possível e adaptado à sua idade, promovendo o respeito pela sua autonomia.
- Cuide da linguagem nas legendas, evitando mencionar hábitos, rotinas ou qualquer informação que possa expor a criança.
- Use plataformas privadas, como Google Photos ou Joomeo, para partilhas familiares mais restritas, longe do alcance público das redes sociais.
Partilhar sim, mas com consciência
A vontade de partilhar os momentos felizes da infância é natural, mas no mundo digital, onde tudo permanece, é essencial que cada publicação seja feita com ponderação. Proteger a privacidade das crianças é um gesto de amor tão importante quanto celebrá-las. O sharenting consciente não significa deixar de partilhar, mas sim escolher como, quando e com quem o fazemos.
Fontes utilizadas
- Blum-Ross, A., & Livingstone, S. (2017). Sharenting, parent blogging, and the boundaries of the digital self. Popular Communication, 15(2), 110–125.
- Keskin, D., Sahin, D. S., & Yilmaz, S. (2023). Sharenting: Hidden pitfalls of a new increasing trend. Healthcare, 11(24), 3219.
- Keskin, G., Şahin, D. S., & Yılmaz, S. (2023). Sharenting syndrome: An appropriate use of social media? Current Psychology, Advance online publication.
- Kuczerawy, A., & Świerczyńska-Głownia, W. (2023). Sharenting: A systematic review of the empirical literature. International Journal of Environmental Research and Public Health, 20(13), 6242.
- Microsoft. (2020). Digital civility: 2020 global report. Microsoft Corporation.
- Tosuntaş, Ş. B., & Griffiths, M. D. (2024). Sharenting: A systematic review of the empirical literature. International Journal of Environmental Research and Public Health, 21(1), 112.
- Walrave, M., Ponnet, K., & De Marez, L. (2023). Mindful sharenting: How millennial parents balance sharing and protecting children’s privacy. Frontiers in Psychology, 14, 1171611.
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sábado, 15 de novembro de 2025
The Fact - Into Your Heart
O percurso dos The Fact — originalmente formados como Shadowplay em 1983, em Gütersloh — revela um caso interessante de uma banda que, apesar das limitações geográficas, logísticas e internas, conseguiu inserir-se de forma relevante numa cena pós-punk europeia ainda efervescente. O nome inicial, assumidamente inspirado nos Joy Division, não é acidental: nota-se, desde o início, uma forte identificação estética e musical com o universo pós-punk britânico, o que não era comum para bandas mistas anglo-alemãs a atuar em pequenas localidades da Renânia do Norte-Vestfália.
A primeira rutura importante — a saída de Ian Stewart após o primeiro concerto — acaba por simbolizar um padrão que acompanharia toda a vida do grupo: o talento estava lá, mas faltava estabilidade. Ainda assim, a banda conseguiu algum dinamismo na cena local, com atuações no Zeche Bochum e participações em rádio e TV, o que demonstra que havia um interesse genuíno no seu som.
A digressão com os Alien Sex Fiend, em 1986, marca provavelmente o ponto em que os The Fact chegaram mais perto de uma profissionalização real. O contacto com uma banda influente do goth rock expôs o grupo a um circuito mais vasto e a um público mais alinhado com a sua estética. Contudo, essa oportunidade não se traduziu em crescimento sustentável.
A gravação das três faixas inéditas para a WDR 1 em 1987 — “Seeds Are Sown”, “Maze” e “Stop It” — é, na minha leitura, o momento-chave que melhor sintetiza o potencial desperdiçado dos The Fact. As músicas tiveram atenção radiofónica, mas nunca chegaram a ser editadas. Essa ausência de edição física, num tempo em que o disco ainda era essencial para consolidar uma carreira, comprometeu fortemente qualquer hipótese da banda alcançar reconhecimento para além da sua região.
A dissolução em 1988 por divergências artísticas confirma um padrão frequente na cena alternativa da época: grupos com forte identidade musical, mas fraca coesão interna. As bandas derivadas — The Carrell Singers, The Saving Graces, Tree, Alternative — mostram que havia criatividade suficiente para múltiplos projetos, mas falta de visão unificadora para manter um só.
Por fim, os caminhos individuais pós-The Fact, como Radiopulp de Andreas Calvente, revelam uma continuidade criativa, mas também reforçam a sensação de que os The Fact foram uma passagem, e não um destino. A energia criativa estava lá, mas dispersa.
Conclusão crítica
Os The Fact aparecem como um exemplo de banda com forte potencial artístico, impacto regional e ligações interessantes a circuitos relevantes, mas que nunca conseguiu ultrapassar limitações internas e estruturais. O seu percurso é marcado por momentos promissores seguidos de falhas estratégicas, sobretudo a falta de edições discográficas e de estabilidade nos membros. Em termos de legado, ficam como um fragmento significativo da cena alternativa anglo-alemã dos anos 80 — mais influente localmente do que reconhecido historicamente.
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
Ensaio - Contra a boçalidade, polarização, ódio, desinformação e reforço positivo nos jovens
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quarta-feira, 8 de outubro de 2025
A Rita Cyyd Matias voltou a publicar a "lista" das crianças, agora brincando com a situação FALSA
Não, os estrangeiros não têm prioridade nas creches em Portugal.
As vagas nas creches (públicas, IPSS ou com acordo com a Segurança Social) são atribuídas com base em critérios sociais e familiares, e não na nacionalidade.
Os critérios mais comuns incluem:
1.Situação profissional dos pais (por exemplo, ambos a trabalhar ou a estudar).
2.Situação económica do agregado familiar.
3.Existência de irmãos já inscritos na mesma instituição.
4.Proximidade da residência ou do local de trabalho dos pais.
5.Situações de risco ou vulnerabilidade social (por exemplo, famílias monoparentais, crianças sinalizadas pela CPCJ, etc.).
Fonte: Portaria n.º 198/2022 - Artigo 9.º
Importante destacar que são critérios objetivos, e não há referência a nacionalidade.
Em nenhum dos pontos prioritários, tanto no Despacho Normativo n.º 10-B/2021 como na Portaria n.º 198/2022, está expresso que os alunos vindos do exterior têm prioridade sobre os restantes.
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quarta-feira, 23 de julho de 2025
Morreu o cantor Ozzy Osbourne - See You On The Other Side
O músico britânico morreu rodeado pela família, após uma longa luta contra a doença de Parkinson.
Ozzy Osbourne, vocalista dos Black Sabbath, morreu esta terça-feira aos 76 anos, semanas após o seu concerto de despedida.
Segundo o comunicado da família, citado pela Sky News, o astro do heavy metal morreu "cercado de amor" após a luta contra a doença de Parkinson.
"É com uma tristeza que as palavras não conseguem descrever que informamos que o nosso querido Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Estava junto da sua família, rodeado de amor. Pedimos a todos que respeitem a privacidade da nossa família neste momento difícil."
Conhecido como "Príncipe das Trevas", John Michael 'Ozzy' Osbourne, natural da cidade britânica de Birmingham, destacou-se como o icónico vocalista dos Black Sabbath, tornando-se num dos pilares do heavy metal nas décadas de 70 e 80.
Despedida dos palcos foi há menos de um mês. No passado dia 5 de julho, Ozzy Osbourne e os membros da formação original dos Black Sabbath foram a atração principal do festival solidário "Back to the Beginning", realizado no Villa Park, em Birmingham.
O espetáculo, especialmente marcante por reunir, pela primeira vez em duas décadas, Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward em palco marcou a despedida dos Black Sabbath.
See You On The Other Side
Ozzy Osbourne
Voices, a thousand, thousand voices
Whispering, the time has passed for choices
Golden days are passing over, yeah
I can't seem to see you, baby
Although my eyes are open wide
But I know I'll see you once more
When I see you, I'll see you on the other side
Yes, I'll see you, I'll see you on the other side
Leaving, I hate to see you cry
Grieving, I hate to say goodbye
Dust and ash forever, yeah
Though I know we must be parted
As sure as stars are in the sky
I'm going to see you when it comes to glory
And I'll see you, I'll see you on the other side
Yes, I'll see you, I'll see you on the other side
Never thought I'd feel like this
Strange to be alone, yeah
But we'll be together
Carved in stone, carved in stone, carved in stone
Hold me, hold me tight I'm falling
Far away, distant voices calling
I'm so cold, I need you, darling, yeah
I was down, but now I'm flying
Straight across the great divide
I know you're crying, but I'll stop you crying
When I see you, I see you on the other side
Yes, I'll see you, see you on the other side
I'm going to see you, see you on the other side
God knows I'll see you, see you on the other side, yeah
I'll see you, see you on the other side
I'm going to see you, see you on the other side
God knows I'll see you, see you on the other side, yeah
I want to see you, yeah, yeah, yeah, see you on the other side
God knows I'll see you, see you on the other side
Em “See You On The Other Side”, Ozzy Osbourne aborda a dor da separação e a esperança de reencontro após a morte. A repetição do verso “I’ll see you on the other side” (“Eu te verei do outro lado”) mostra não só a aceitação da perda, mas também uma confiança de que os laços verdadeiros podem superar a morte. Esse tema ganha ainda mais profundidade ao lembrar que a música foi coescrita por Lemmy Kilmister, conhecido por sua visão direta sobre a finitude da vida.
A letra traz um tom melancólico e reflexivo, especialmente em versos como “Leaving, I hate to see you cry / Grieving, I hate to say goodbye” (“Partindo, odeio ver você chorar / Sofrendo, odeio dizer adeus”), que expõem o sofrimento da despedida. Ao mesmo tempo, frases como “carved in stone” (“esculpidos em pedra”) reforçam a ideia de que certas conexões são permanentes. O uso da expressão “the other side” pode ser entendido tanto como referência à vida após a morte quanto como metáfora para qualquer separação definitiva. Além disso, versos como “voices, a thousand, thousand voices / Whispering, the time has passed for choices” (“vozes, mil, mil vozes / Sussurrando, o tempo das escolhas passou”) sugerem que, diante do fim, resta apenas aceitar e buscar consolo na esperança de reencontro. Por isso, a música se tornou um símbolo de consolo para quem enfrenta perdas, sendo escolhida até para nomear box sets que celebram a carreira solo de Ozzy Osbourne.
sexta-feira, 18 de julho de 2025
Chaves para atrair os nossos jovens talentos, mantê-los no nosso País e outros a regressar Portugal
Portugal precisa acreditar mais no potencial empreendedor dos jovens. A falta de espírito empreendedor mata a inovação, a geração de empregos, a capacidade enriquecimento da população como um todo. Enfim, a solução não está no Estado, mas nas pessoas.
O empresário tem que trabalhar para tornar a sua empresa num ambiente amigável, motivador e positivo para todos os seus empregados. E tenha em mente as chaves que atraem e satisfazem especialmente a Geração Z e Millennials. Reuni o plano de ação em dez áreas muito práticas.
1. Assegurar horários de trabalho flexíveis
Os jovens de hoje não compartimentam as suas vidas, eles vivem-nas como um todo. É por isso que os horários fixos os estão a restringir e a repelir. Têm de se sentir no controlo do seu tempo e definir o seu dia de trabalho de acordo com as suas necessidades e circunstâncias pessoais. Isto permite-lhes conciliar o trabalho com a sua vida privada, satisfazer o seu desejo de outras experiências fora do trabalho e sentir-se muito mais felizes no dia-a-dia. Como resultado, a sua motivação e empenho são melhorados. Sempre que possível, não tente restringir as suas almas livres ou deixarão de ser criativos, produtivos e envolvidos.
2. Apostar no teletrabalho
O tempo é mais do que dinheiro para eles. Consideram-no o seu bem mais precioso. Eles não estão dispostos a perdê-lo ou desperdiçá-lo. Também o sabe, a deslocação pendular – especialmente em algumas grandes cidades – é um ladrão de tempo e experiência. É por isso que preferem evitá-los e trabalhar a partir de casa sempre que possível. Acolhem bem as fórmulas híbridas, mas não estão dispostos a abdicar desses momentos únicos por uma mera rotina. Portanto, o teletrabalho é um bem inquestionável para eles. Preferem ir fisicamente à empresa apenas em caso de necessidade. A sua empresa está preparada para satisfazer esta procura fundamental para atrair jovens talentos?
3. Oferecer numerosas oportunidades pessoais
Eles querem crescer, desenvolver-se e evoluir, e estão conscientes disso diariamente. Assim, a sua organização deve tornar-se uma fonte permanente de novas possibilidades de crescimento e desenvolvimento. É um fator de diferenciação fundamental quando escolhem uma empresa em detrimento de outra. O conformismo é alheio à sua natureza. Eles querem melhorar como profissionais enquanto fazem o seu trabalho.
4. Pagar uma remuneração justa e necessária
Todos nós trabalhamos para ganhar dinheiro. No entanto, a vida dos jovens de hoje não gira apenas em torno do trabalho. Trata-se de uma mudança de atitude muito clara e inegável. É por isso que não estão satisfeitos com um salário que lhes permita satisfazer as suas necessidades básicas. Eles também querem viajar, divertir-se, conhecer pessoas interessantes, socializar e ser felizes. Não é surpreendente, portanto, o facto de termos mencionado alguns parágrafos atrás: a maioria deles está a planear mudar de emprego dentro de dois anos. E a melhoria do seu salário é uma das principais razões.
5. Praticar a remuneração emocional
No entanto, a secção anterior não é apenas económica. Estes profissionais também valorizam muito outros complementos não monetários para a sua remuneração. Por exemplo, são estimulados por seguros médicos, descontos em ginásios, lojas ou infantários, viagens gratuitas…
6. Ser uma referência para a inclusão, diversidade e tolerância
Se não partilharem a essência da empresa, desistirão dela. Aspetos como a tolerância, diversidade e inclusão são pilares da sua existência e da sua forma de pensar. Não toleram a desigualdade e a injustiça, e não perdoam aos seus empregadores por isso. Exigem que todas as pessoas tenham igualdade de oportunidades na sua empresa. Independentemente da sua origem, etnia, sexo, idade e preferência sexual.
7. Proporcionar formação inovadora e personalizada
Lembre-se desta ideia: eles querem melhorar, desenvolver-se e crescer como um todo. Eles precisam de aprender coisas novas. Se eles sentirem que isto não está a acontecer, os jovens abandonarão a empresa. Por isso, implementar uma estratégia global para estimular e reforçar o talento. A formação mais recente tem de ser uma parte regular do seu trabalho. Deve ser adaptado às características específicas de cada empregado.
8. Gerar contactos e networking
De volta à órbita do desenvolvimento profissional, todos nós sabemos que a nossa rede de contactos é essencial. Os jovens também estão cientes disto. Encontrar pessoas importantes, esfregar ombros com referências sectoriais, ter líderes estimulantes e aproveitar as sinergias derivadas é muito estimulante e atrativo para estes profissionais. Não hesite em encorajar este clima de inter-relação e facilitar estes contactos.
9. Criar e consolidar um ambiente de trabalho positivo
Os jovens de hoje são sociais, solidários e de espírito aberto por natureza. E, não se esqueçam, são experienciais e hedonistas. Se não se sentirem à vontade com o ambiente e a relação com os colegas, despedir-se-ão do trabalho. Deve fomentar uma cultura de empresa baseada na colaboração, comunicação, tratamento impecável e um bom ambiente. A interfuncionalidade, a escuta empática e a preocupação sincera com as pessoas são valores essenciais para recrutar este talento e mantê-los à vontade.
10. Recrutar os melhores
O recrutamento de jovens talentos alimenta-se a si próprio. Se contratar trabalhadores brilhantes – zetas ou milenares – e os fizer sentir-se bem, eles atrairão os seus pares. Há muitas empresas com um espírito jovem, atual, renovado, empenhado e motivador para este segmento da força de trabalho. Todos eles têm uma equipa humana que é uma referência, facilitadora e admirável para os jovens de hoje.
É o primeiro passo: recrutar os melhores. Então a sua organização deve acolhê-los, acompanhá-los, motivá-los, estimulá-los e encorajá-los a atuar no seu melhor. Quando se trata de jovens talentos, a questão é ainda mais exigente. Porque este sector da população é muito mais fiel às suas expectativas, critérios e desejos do que os seus anciãos. Se quiser continuar a beneficiar deles, tem de os fazer sentir realizados, reconhecidos e altamente valorizados. Além disso, é preciso contribuir para os tornar mais felizes.
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quarta-feira, 9 de julho de 2025
Kristin Hersh - In Stitches
Blink and the walmart of the dead blurs on baronne
Found you
Look around you
Wild parrots and gin in the air
Don't know where to go
Don't know where to go from here
Don't know where to go to disappear
Tangerine and seasick green (2X)
Us in pieces
Like when wolverine
Big red's king
Caught us hiding
We just drove away into the day
In stitches
A canção "In Stitches", lançada por Kristin Hersh no álbum Wyatt At The Coyote Palace (2016) , é um retrato visceral da vulnerabilidade humana e do conflito entre a desintegração psíquica e a ancoragem na realidade. O título carrega um duplo sentido irônico: enquanto a expressão idiomática remete a rir incontrolavelmente, o contexto da letra sugere alguém que está literalmente "levando pontos" ou sendo costurada para não se desfazer. A música reflete o período em que Hersh lidava com diagnósticos de saúde mental e episódios dissociativos, utilizando a sonoridade para marcar essa dualidade; a primeira metade é tensa e agressiva, simbolizando o caos interno, enquanto a segunda transita para uma doçura melancólica.
Segundo a própria artista em seu livro de memórias Rat Girl, essa transição final é uma dedicação ao seu filho, Ryder. Hersh explora o peso e a beleza da maternidade em meio à instabilidade emocional, descrevendo a sensação de ser uma "ponte" entre o mundo da arte — que exige uma entrega dolorosa e quase destrutiva — e o mundo real, onde ela precisa se manter inteira por outra pessoa. Em última análise, a letra é sobre o sacrifício pessoal e a tentativa exaustiva de encontrar equilíbrio quando a mente parece estar se desfazendo pelas costuras, encontrando no amor filial a linha que a mantém conectada à vida.
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terça-feira, 27 de maio de 2025
Pela Retirada Imediata do Anúncio Antiaborto dos Canais de Televisão Portugueses
Exmo. Conselho de Administração da Media Capital / TVI,
Nós, cidadãs e cidadãos preocupados com os direitos fundamentais das mulheres e o cumprimento da legalidade em Portugal, vimos por este meio manifestar o nosso profundo repúdio pela transmissão do anúncio intitulado “Obrigado, Mãe”, financiado por Miguel Milhão, fundador da Prozis, e exibido na TVI e outros canais generalistas.
Este conteúdo, que apresenta uma visão distorcida e estigmatizante da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), não só desrespeita a dignidade das mulheres como viola a Lei n.º 27/2007 – Lei da Televisão e dos Serviços Audiovisuais a Pedido, ao veicular propaganda política disfarçada de publicidade comercial.
A Associação Escolha, dedicada ao apoio à mulher e à pessoa gestante durante a IVG, já denunciou que o vídeo promove uma narrativa falsa sobre o procedimento médico legalizado em Portugal desde 2007, [Lei n.º27/2007 – Lei da Televisão e dos Serviços Audiovisuais a Pedidos] atacando a liberdade individual e o direito à autodeterminação das mulheres.
Além disso, a difusão deste anúncio em horários de grande audiência, incluindo durante eventos desportivos de relevo, expõe crianças e jovens a mensagens ideológicas extremistas, contrariando o dever de responsabilidade social que se exige aos meios de comunicação social.
Exigimos:
- A retirada imediata do anúncio “Obrigado, Mãe” de todas as grelhas de programação da TVI e demais canais sob a vossa gestão.
- A cessação de quaisquer contratos publicitários com o promotor deste conteúdo.
- Um pedido público de desculpas às mulheres e pessoas gestantes que se sentiram atacadas ou desrespeitadas por esta campanha.
- O compromisso de reforçar os mecanismos de controlo editorial para impedir a difusão de conteúdos que atentem contra os direitos humanos e a legalidade vigente.
- A liberdade de expressão não pode ser usada como escudo para disseminar desinformação e discursos que promovem o retrocesso civilizacional.
Apelamos à vossa consciência institucional para que se posicionem do lado da ética, da verdade e dos direitos das mulheres.
terça-feira, 20 de maio de 2025
Encontros Improváveis: Mia Couto e Domenico Bigordi
| Domenico Bigordi ~ "Francesco Sassetti (1421–1490) and His Son Teodoro" |
Aprender a sonhar
"Nasci e cresci numa casa onde vivia um poeta. Era o meu pai. Os meus amigos de infância diziam-me: o teu pai é estranho!
Todos gostavam dele, era fácil gostar de uma pessoa simples, tão gentil, tão atenta aos outros. Mas achavam-no “estranho“.
Na verdade, eu mesmo assim pensava. Porque ele perdia um tempo infinito olhando as aves brancas a sobrevoar o Chiveve.
O meu pai trazia livros e discos para casa como um contrabandista transporta as mais valiosas mercadorias. Meu pai era garimpeiro de belezas num mundo ocupado por assuntos de tempo e dinheiro.
Nos meus anos de escola primária eu ia ter com ele ao armazém dos Caminhos de Ferro onde trabalhava. A ideia era que ela me controlasse nos deveres da escola. Mas o meu pai tinha outras prioridades. Ele queria sair daquele lugar cinzento e levar-me ao longo das linhas férreas a catar pedrinhas douradas que tombavam dos comboios...
Nenhum dos trabalhos da escola me podia ensinar aquilo que o meu pai me revelava: a possibilidade de ficar encantado com pequenas inutilidades. Parafraseando um poeta brasileiro: os pequenos utensílios.
Era verdade sim: o meu pai era um homem “estranho”. Mas eu dou graças a esta estranheza. Mas dou graças a essa estranheza. Porque foi com ele que aprendemos a estar atentos às coisas que parecem não ter valor. Isso que ele nos ensinava era uma sensibilidade...
Meu pai mostrou-me outro saber, um outro prazer: o da busca pela intimidade dos seres e das coisas. Ela ganhou vida, ganhou encanto. E ganhou uma história pelo simples facto de a termos procurado. O mais triste é o mais órfão neste nosso mundo é aquele que não tem história.
Em nossa casa não vivia apenas um poeta. Vivia a própria poesia.
E a poesia é outro modo de designar a Vida."
Mia Couto, em "O universo num grão de areia"
domingo, 27 de abril de 2025
Sobre o luto
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quarta-feira, 16 de abril de 2025
"Ideologia do género"
Em qualquer país ocidental, por detrás da luta contra a ideologia de género, há sempre o desejo de regressar ao passado: as mulheres em casa; os gays no armário; imigrantes, só enquanto houver carência de mão de obra nacional.
Factos:
👁🗨Montenegro que disse que se abstinha entre Trump e Hillary Clinton.
👁🗨Passos Coelho apresentou o livro “Identidade e Família” do conservador Paulo Otero, com um texto contra ideologia de género.
👁🗨Hugo Soares disse que teria "muita dificuldade" em escolher entre Trump ou Kamala Harris.
👁🗨Aprovada proposta do CDS que pede o fim de "projetos ideológicos" e da possibilidade de se poder abordar a identidade de género nas aulas. Votos a favor: PSD, CHEGA, CDS, IL e Miguel Arruda.
👁🗨Miguel Relvas, antigo ministro do Governo de Passos Coelho, defende que PSD deve aliar-se ao partido misógino, racista e xenófobo.
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