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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Esta é a lista de clientes divulgada por Marques Mendes


O candidato presidencial Luís Marques Mendes divulgou esta sexta-feira uma lista com os 22 clientes da sua empresa, na qual se encontram prestações de serviços em consultoria, comentário e participações em conferências, e que inclui a construtora de Famalicão Alberto Couto Alves.

Numa lista enviada à agência Lusa pela sua candidatura, encontram-se como clientes da sociedade LS2MM, Lda., no âmbito de consultoria estratégica: a Alberto Couto Alves, SGPS, SA; a Associação Portuguesa dos Industriais de Engenharia Energética (APIEE); a Atrys Portugal Centro Médico Avançado, SA, do Porto; a Denominador Comum – Consultoria de Negócios, SA, com sede na Póvoa de Lanhoso; e a Painhas SA, com sede no Porto.

À Lusa, o diretor de campanha, Duarte Marques, desafia os restantes candidato, “a bem da transparência”, a divulgarem “tudo o que se possa suscitar conflitos de interesses”.

McDonald’s e transportes pesados entre clientes

Na sequência de um artigo da revista Sábado, segundo o qual Marques Mendes ganhou mais de 700 mil euros nos últimos dois anos enquanto consultor da Abreu Advogados e na sociedade LS2MM, Lda, o candidato presidencial comprometeu-se a divulgar a lista da sua empresa familiar, após autorização dos clientes, mas não da sociedade de advogados, por colocar em causa o sigilo profissional.

Da lista da sua empresa constam igualmente, no âmbito de conferências proferidas por Marques Mendes: a ARP – Associação Rodoviária de Transportes Pesados de Passageiros; associação de Restaurantes McDonald’s, Brandom – Comunicação, Imagem e eventos, Lda; CBRE – Sociedade de Mediação Imobiliária, Lda; Cimpor – Serviços, SA; Eixo e Debate, Lda; El Circo del Marketing SL; Ger Imotion – Lda; GS1 Portugal; Marketividade – Marketing, comunicação e vendas, Lda; Primavera – Business Software Solutions, SA; Rede Global, SA; Shopitur, SA; a Tabaqueira II, SA; e Tedcom, Lda.

A SIC Sociedade Independente de Comunicação, SA, aparece na lista pelo espaço de comentário que manteve, assim como a Medipress Sc Jornalística e Editorial, Lda, no âmbito de artigos de opinião.

"Quem não deve não teme"
O diretor de campanha de Marques Mendes salientou, na declaração escrita enviada à Lusa, que o candidato presidencial divulgou esta lista “por dever de escrutínio e porque quem não deve não teme”.

“Cumpriu o que prometeu”, declarou, sublinhando que “o escrutínio deve ser para todos”.

“Isto é escrutínio e é correto. Outra coisa são insinuações vindas de alguns outros candidatos, só exibem desespero e baixa política”, afirmou Duarte Marques, que disse que “Marques Mendes resolveu fazer algo de inédito em Portugal em termos de transparência: divulgar a lista de clientes com que trabalhou, na sua vida”.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Morreu a escritora e bióloga Clara Pinto-Correia


A escritora e bióloga Clara Pinto Correia foi encontrada sem vida. O presidente da República lamentou a morte da autora e recordou a sua "inteligência" e "brilho".

Clara Pinto Correia morreu aos 65 anos, confirmou esta terça-feira a Editora Exclamação que publicou o seu último livro, Antares, em junho do ano passado.

Segundo o Correio da Manhã, a bióloga, escritora e professora universitária foi encontrada morta em casa em Estremoz esta manhã.

O Presidente da República já apresentou “os seus afetuosos sentimentos” à família, amigos e admiradores de Clara Pinto Correia e disse ter ficado “consternado pela sua partida prematura”.

“Clara Pinto Correia juntava à alegria de viver, uma inteligência e um brilho que se expressaram na intervenção oral e escrita, no magistério científico e na comunicação com os outros”, lê-se numa nota no site da Presidência. Clara Pinto Correia era licenciada em Biologia e doutorou-se em Biologia Celular.

“Não deixou nunca ninguém indiferente. Daí o sentido de ausência por todos partilhado neste momento”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Clara Pinto-Correia é a autora do romance Adeus Princesa, publicado aos 25 anos e com o qual ganhou notoriedade.

Destacou-se tanto ao nível das ciências, como da literatura, tendo ainda sido cronista, jornalista, apresentadora e até atriz, no filme "Kiss me" (2004), de António Cunha Telles. E algumas polémicas.

A autora Clara Pinto Correia esteve presente no podcast «Mesa para Dois» da Antena 1 - RTP. O foco da conversa com João Gobern foi a obra «Antares», mas também a vida da autora enquanto escritora e jornalista.

A autora foi também entrevistada na Prova Oral, de Fernando Alvim.


Tertúlias célebres
Que morte tão prematura. Os meus sentidos pêsames à família e amigos.

sábado, 6 de dezembro de 2025

Que fazer aos cigarros electrónicos usados?


Além dos graves riscos à saúde associados ao uso de cigarros eletrónicos, esses dispositivos também representam uma ameaça significativa ao meio ambiente. O seu descarte inadequado gera uma série de consequências nocivas.

Frequentemente, quando os dispositivos chegam ao fim da sua vida útil, são abandonados como lixo comum em locais públicos, como parques, calçadas ou beiras de estrada. Além do impacto visual, esse descarte irregular pode causar danos materiais — como furos em pneus de veículos — e contribuir para a poluição ambiental.

No entanto, os problemas são ainda mais profundos. Os cigarros eletrónicos contêm metais pesados, como antimónio, níquel e chumbo, que podem infiltrar-se no solo e nos corpos de água quando descartados de forma incorreta. Muitos modelos, especialmente os descartáveis, são alimentados por baterias de íon-lítio, que oferecem risco de incêndio ou explosão se manuseadas inadequadamente, mesmo em aterros sanitários. Além disso, as carcaças de plástico podem degradar-se em microplásticos, agravando a contaminação do solo e da água.

De acordo com as normas ambientais, os cigarros eletrónicos usados devem ser encaminhados para pontos de coleta especializados em resíduos eletrónicos ou para instalações autorizadas a manusear resíduos perigosos, garantindo assim um descarte seguro e responsável.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Morreu Constança Cunha e Sá, figura singular do jornalismo português


Bem que andávamos desassossegados com o silêncio de Constança e Sá, sobretudo na rede X. Jornalista corajosa e frontal.
 
Ouvir os seus argumentos nos tempos da Troika era um bálsamo numa época bem negra que o País atravessou. Tinha a acutilância e a inteligência como algumas das características mais marcantes.

Outra característica marcante: no debate público em geral, representou sempre um compromisso com a verdade e com a independência editorial.

A primeira visibilidade foi na redação do Independente, do qual foi diretora-adjunta e diretora, tendo ainda sido redatora principal no Diário Económico. Porém ficou ainda mais famosa e conhecemos a sua personalidade na Televisão.

Durante muitos anos, integrou então a redação da TVI, em que foi editora de Política, mas abandonou esta estação de televisão em 2020 quando a Cofina estava em vias de entrar na Media Capital. "Saí da TVI, que durante muitos anos foi a minha casa, por uma questão de dignidade, saúde mental e higiene. Nunca acabaria a minha vida profissional a trabalhar para a Cofina. Lamento", justificou então.

Era assim, uma mulher de valores.

Um ano depois, acabaria por voltar à TVI para fazer comentário político.

Amante de livros e música erudita, fumadora assumida, na vida pessoal foi uma mulher de paixões e prazeres. Constança Cunha e Sá nunca se deixou encantar por carros. Até hoje, não tirou a carta de condução. "Nunca me inscrevi para tirar a carta e já não o vou fazer. Odeio burocracias e papelada", assumiu, sem medo das palavras.

Sentidos pêsames à família e amigos. Sentida vénia, Constança, que nunca se vergou ao sistema plutocrático.

sábado, 29 de novembro de 2025

Velas perfumadas emitem tantas toxinas causadoras de cancro quanto fumaça de diesel e cigarros


As pessoas usam velas perfumadas há anos tentando mascarar odores desagradáveis ​​em suas casas. Eles são essenciais quando se tenta relaxar e descontrair após um longo dia de trabalho.

Embora possam parecer seguras, velas perfumadas regulares são na verdade uma importante fonte de poluição do ar em ambientes fechados. A baixa qualidade do ar interno pode contribuir para condições agudas como cancro e asma. (1)

De acordo com Anne Steinemann, especialista em poluentes ambientais, certas velas podem emitir vários tipos de produtos químicos potencialmente perigosos, como benzeno e tolueno ( 2 ). Eles podem perturbar o sistema nervoso, causar danos ao cérebro e pulmões, além de causar problemas no desenvolvimento.

“Ouvi de várias pessoas que têm asma que elas nem podem entrar em uma loja se a loja vender velas perfumadas, mesmo que não estejam sendo queimadas”, disse Steinemann. “Elas emitem tanta fragrância que podem desencadear ataques de asma e até enxaquecas”.

Então, se você está se perguntando, ‘as velas perfumadas são tóxicas?’ você pode marcar essa pergunta com um grande sim.

Por que as velas perfumadas são perigosas?
Você pensaria que o único perigo de queimar uma vela perfumada seria o risco de um incêndio. Embora seja uma razão válida, os perigos mais imediatos incluem:

• Inalação de fumaça de vela
• Inalação de fumos de fragrâncias por derretimento de cera de vela
• Inalação de vapores que compõem a maior parte da vela à medida que ela derrete

Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Copenhague, realizado com ratos, descobriu que a exposição a partículas da queima de velas causa danos maiores do que a mesma dose de fumaça de escapamento de diesel. A inalação da fumaça da vela levou a efeitos na saúde, como inflamação e toxicidade pulmonar, arteriosclerose e efeitos do envelhecimento nos cromossomas nos pulmões e no baço.

Queimar velas em casa leva a um aumento da poluição do ar interior, com velas perfumadas representando um risco ainda maior. Na Dinamarca (onde queimar uma vela é tão comum quanto comer uma refeição), a pesquisa mostrou que 60% das partículas ultrafinas são provenientes da queima de velas.

Embora a fumaça das velas seja prejudicial aos pulmões, é exacerbada ainda mais quando as fragrâncias são adicionadas. A composição estrutural das velas (feitas de parafina ou de outro tipo de cera) também determinará seus níveis de toxicidade.

Um estudo realizado pelo Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Hanyang examinou se a quantidade de toxinas variava com a fragrância, com base em seis aromas diferentes. Velas perfumadas, acesas ou não, contêm compostos orgânicos voláteis (COV), que podem ser incrivelmente tóxicos quando inalados.

Eles descobriram que, quando uma vela era acesa, o formaldeído estava na maior concentração dentre os COV emitidos. Como sabemos, o formaldeído é listado como um composto perigoso e os seus vapores são considerados altamente tóxicos ( 4 ).

Os aromas que emitiram as maiores concentrações de formaldeído foram os seguintes (ppb = partes por bilião):

• Morango: 2098 ppb
• Algodão limpo: 1022 ppb
• Sem formatação: 925 ppb

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirmam que “os efeitos agudos e crónicos do formaldeído na saúde variam de acordo com o indivíduo. O limiar típico para o desenvolvimento de sintomas agudos devido ao formaldeído inalado é de 800 ppb; no entanto, indivíduos sensíveis relataram sintomas em níveis de formaldeído em torno de 100 ppb ( 5 ). ”

Outro estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Sul ( 6 ) testou velas de parafina à base de petróleo e velas à base de vegetais que não eram perfumadas, não pigmentadas e livres de corantes.

As velas à base de vegetais não produziram poluentes nocivos, no entanto, as velas de parafina “lançaram substâncias químicas indesejadas no ar… para uma pessoa que acende uma vela todos os dias durante anos ou apenas as usa com frequência, inalação desses poluentes perigosos que flutuam no ar. O ar pode contribuir para o desenvolvimento de riscos à saúde, como cancro, alergias comuns e até asma ”, disse o professor Ruhollah Massoudi.

Além disso, um estudo divulgado pela EPA em 2001 descobriu que velas com mais fragrância produzem mais fuligem. A agência sugere a escolha de velas sem perfume para reduzir esses restos de detritos.

Advertências sobre formaldeído
O CDC possui avisos e recomendações para a exposição ao formaldeído em casa. Recomenda-se aos proprietários de imóveis que parem a exposição, principalmente quando houver indivíduos com asma, idosos ou crianças pequenas presentes na casa.

A exposição a curto prazo ao formaldeído libertado pelas velas resulta nos seguintes sintomas:
– Olhos lacrimejantes e ardentes
– Queimação na garganta e nariz
– Náusea e / ou vômito
– Sibilos e / ou tosse
– Queima de pele e / ou irritação

A exposição prolongada a produtos químicos encontrados nas velas também pode causar câncer nas passagens nasais e, pior ainda, leucemia. A inalação consistente de produtos químicos encontrados nas velas também pode levar ao comprometimento cognitivo e a certos tipos de demência.

Todas as velas são tóxicas?
Felizmente, nem todas as velas são tóxicas. De facto, existem muitas ótimas alternativas que não envolvem o uso de produtos petrolíferos nocivos.

O maior problema com as velas é a cera tóxica e a fragrância usada em sua formulação.

Velas perfumadas feitas de parafina – um subproduto do petróleo – libertam fuligem cancerígena quando queimadas. A fuligem também pode causar problemas respiratórios e agravar as condições daqueles que já têm problemas de asma, pulmão ou coração.

Velas mais antigas também costumavam ser construídas com pavios feitos de chumbo.

Se você ainda está preocupado, no entanto, existe uma maneira fácil de testar se o pavio contém chumbo. Basta esfregar o pavio de uma vela não queimada em papel branco. Se o pavio deixa uma marca cinza como lápis, há chumbo nele. Se não houver cinza, está tudo bem.

Infelizmente, muitas velas comuns são feitas de parafina porque são mais baratas que outros tipos de cera. A parafina também cria uma fragrância com cheiro mais forte que as ceras naturais.

Mas se você realmente quer uma vela que dure muito e cheira incrível, use cera de abelha!
Embora você precise pesquisar um pouco mais e pagar um pouco mais por uma vela de cera de abelha natural, os benefícios valem a pena!

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Multas, selfies proibidas e códigos de vestuário: as novas regras que deve conhecer antes de viajar para estes países europeus

A Europa prepara-se para um novo recorde de visitantes em 2025, mas os destinos mais procurados estão a apertar o cerco aos comportamentos desordeiros dos turistas. De Espanha à Grécia, passando por Itália e Portugal, multiplicam-se as restrições, as proibições e, sobretudo, as multas. Se está a planear férias no continente europeu este verão, convém conhecer bem as novas regras para evitar surpresas desagradáveis — e caras.

Espanha: tabaco fora da praia, nada de fatos de banho na cidade e multas até €3.000
Espanha lidera o movimento de restrição ao turismo excessivo. Em dezenas de localidades costeiras — incluindo Barcelona, as Ilhas Baleares e a Costa do Sol — está agora proibido fumar nas praias. Quem infringir pode ser multado em até €2.000. Em algumas zonas, também é ilegal reservar espreguiçadeiras na praia e abandoná-las por horas, com multas até €250.

Urinarem locais públicos — incluindo no mar — pode custar aos visitantes até €750 em locais como Marbella e Vigo. O vestuário é outra preocupação: circular em roupa de praia, fora do areal, pode render coimas nas cidades de Málaga e Barcelona.

Até a condução está sob escrutínio. Embora não seja ilegal usar chinelos ao volante, os agentes podem aplicar uma multa até €200 se considerarem o calçado inseguro.

A repressão é particularmente forte nas zonas de diversão noturna como Maiorca, Ibiza e as Canárias. Foram proibidas as festas em barcos e os “pub crawls”, enquanto o consumo excessivo de álcool em público pode levar a coimas de €3.000.

Itália: taxas de entrada, códigos de vestuário e multas por selfies
Em Itália, a pressão do turismo nos principais pontos históricos levou a novas medidas. Veneza cobra agora uma taxa de entrada entra 5 e 10 euros por visitante diário – quem não apresentar prova de pagamento arrisca uma multa que pode chegar aos 300 euros. Também estão proibidos megafones, grupos turísticos grandes e até nadar nos canais, com coimas que podem chegar aos €1.000.

Portofino impôs zonas de “paragem proibida” onde tirar selfies que atrapalhem a circulação pode custar €275. Em Garda, saltar de penhascos ou nadar em zonas perigosas já custou a turistas até €700. Até um simples jogo de futebol pode valer €600 de multa.

O código de vestuário também está em vigor em localidades costeiras como Sorrento, onde andar em fato de banho fora da praia pode ser punido com até €500.

Para limitar multidões, Pompeia passou a aceitar no máximo 20.000 visitantes por dia, enquanto o Coliseu em Roma só permite 3.000 pessoas ao mesmo tempo. Vendedores de bilhetes fraudulentos estão a ser multados.

França: álcool limitado e vigilância sobre o vestuário
Apesar do charme romântico de Paris, as autoridades francesas estão cada vez menos tolerantes. É proibido beber álcool em várias áreas públicas, mesmo junto ao Sena, e as multas podem chegar aos €135.

Na Côte d’Azur, o vestuário excessivamente revelador fora da praia — como andar de bikini ou sem camisa em Cannes — pode render multas de até €38.

Grécia: proteção do património e taxas para cruzeiros
A Grécia aposta na preservação do seu património e ecossistemas. Os passageiros de cruzeiros que desembarquem em Santorini ou Mykonos entre junho e setembro terão de pagar uma taxa de €20. Em Santorini, o número diário de visitantes por cruzeiro foi limitado a 8.000.

As praias gregas devem manter 70% da sua área livre de espreguiçadeiras. Levar conchas ou pedras da praia como recordação é ilegal em muitas zonas e pode custar até €1.000.

Nos sítios arqueológicos, há proibição de usar saltos altos — medida que visa proteger os pavimentos antigos —, com multas até €900. A entrada na Acrópole está limitada a 20.000 visitantes por dia, e os bilhetes são vendidos com hora marcada.

Croácia: silêncio, decoro e menos navios
Na Croácia, a prioridade é restaurar a ordem. Em Split, circular em roupa de praia ou roupa interior no centro histórico pode render €150 de multa. Em Hvar, beber em público durante o horário de silêncio pode custar €600.

Dubrovnik, símbolo do excesso turístico, só permite agora o desembarque de dois navios de cruzeiro por dia. Foram encerradas bancas de souvenirs, reduzido o número de cadeiras nas esplanadas e limitada a circulação de táxis. O objetivo é tornar a cidade mais habitável para residentes e visitantes.

Portugal: multas elevadas e controlo de ruído
Em Portugal, Albufeira tornou-se exemplo das novas medidas. Circular em fato de banho pela cidade pode custar até €1.500 — valor que aumenta em casos de nudez pública. Também são proibidos o consumo de álcool na rua, urinar em público e cuspir.

A poluição sonora é alvo de atenção: colunas com volume elevado estão proibidas em várias praias, com coimas que podem ascender a impressionantes €36.000. Em alguns locais, os horários dos bares foram encurtados. Em Sintra, protestos locais levaram a autarcas a considerar limitar novos hotéis.

Países Baixos: campanha contra o “turismo de festa”
Amesterdão está a tentar conter os excessos com a campanha “stay away”, direcionada a turistas que procuram festas. É proibido fumar cannabis na rua no Bairro Vermelho, os bares encerram mais cedo e os passeios em grupo estão limitados.

As festas em barcos estão sujeitas a regras mais apertadas sobre ruído e álcool. Está também proibida a construção de novos hotéis. Alguns habitantes processaram lojas tornadas virais no TikTok por atraírem multidões.

Áustria: selfies bloqueadas e dashcams proibidas
Hallstatt, a aldeia alpina que inspirou o filme Frozen, instalou temporariamente uma “barreira anti-selfies” para evitar aglomerações junto ao lago. Uma regra pouco conhecida: as dashcams são praticamente ilegais na Áustria devido a leis de privacidade. O uso pode custar até €25.000 em multa.

Alemanha: condução com boas maneiras e menos festas
Na Alemanha, comportamentos agressivos ao volante — como insultos ou gestos obscenos — são considerados “fúria na estrada” e podem render até €4.000 de multa. Em Berlim, o ruído e o consumo de álcool na rua estão sob vigilância, e o atravessamento fora da passadeira (jaywalking) é ilegal.

Chéquia: menos álcool e despedidas de solteiro controladas
Praga quer deixar para trás a imagem de capital da festa. Foram proibidas as “beer bikes”, há limites de ruído nas zonas históricas e é crescente a repressão aos pub crawls, consumo público de álcool e festas de solteiros descontroladas. Os bares podem ser multados por servir clientes já embriagados.

Chipre: comer ou beber ao volante pode sair caro
No Chipre, conduzir enquanto se come ou bebe (mesmo água) é proibido, com multas que podem surpreender turistas menos atentos.

sábado, 22 de junho de 2024

Birds Are Indie - "Close, but no cigar"



Don’t you wanna think about it
One more time
Or do you wanna talk about it now?
Don’t you wanna think about it
One more time
Or do you want to dream about it now?

Do you want me to roll over
Close, but no cigar
Till this conversation is over
We’ll stay where you are
Then we’ll see if I still hang around

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Música do BioTerra: Brian Eno - Baby's on Fire



Baby's on fire
Better throw her in the water
Look at her laughing
Like a heifer to the slaughter

Baby's on fire
And all the laughing boys are bitching
Waiting for photos
Oh the plot is so bewitching

Rescuers row, row
Do your best to change the subject
Blow the wind blow, blow
Lend some assistance to the object

Photographers snip snap
Take your time, she's only burning
This kind of experience
Is necessary for her learning

If you'll be my flotsam
I could be half the man I used to
They said, "You were hot stuff
And that's what baby's been reduced to"

Juanita and Juan
Very clever with maracas
Makin' their fortunes
Selling second-hand tobaccos

Juan dances at Chico's
And when the clients are evicted
He empties the ashtrays
And pockets all that he's collected

But baby's on fire
And all the instruments agree that
Her temperature's rising
But any idiot would know that 

A música "Baby's on Fire" de Brian Eno, lançada em 1974 no álbum Here Come the Warm Jets, é uma das suas composições mais emblemáticas e enigmáticas. O seu significado pode ser interpretado de várias formas, mas aqui estão algumas das principais leituras possíveis:

🧠 1. Surrealismo e ironia
"Baby's on Fire" é construída com uma narrativa surrealista, onde uma jovem (a "Baby") literalmente está a arder, mas os presentes preferem tirar fotografias em vez de a ajudar. A letra carrega uma ironia cruel sobre o comportamento humano — o fascínio pelo desastre e a apatia perante o sofrimento real.

"Photographers snip snap / Take your time, she's only burning."

Este verso exemplifica bem o comentário social: há uma crítica implícita à forma como as pessoas preferem espetacularizar a tragédia em vez de intervir.

🔥 2. Metáfora da rebeldia e do desejo
Outra interpretação possível é a da "Baby" como símbolo de juventude rebelde e sexualidade descontrolada. Estar "on fire" pode ser entendido como estar no auge da paixão, da loucura, da autodestruição — uma metáfora comum no rock para estados emocionais extremos.

🎸 3. Colagem sonora e narrativa absurda
Brian Eno afirmou que muitas das suas letras nessa fase eram colagens de imagens e frases sem sentido literal, escolhidas mais pelo som das palavras do que pelo seu conteúdo. A música é muitas vezes interpretada como um exercício de estilo e atmosfera, não de mensagem.

Além disso, a canção inclui um longo solo de guitarra de Robert Fripp, que contribui para o tom caótico e intenso da música.

🧪 4. Experimento artístico
Eno era fortemente influenciado pela arte experimental, como o Dadaísmo e o Surrealismo. Portanto, a letra pode ser uma paródia de convenções narrativas, brincando com as expectativas do ouvinte. Ele próprio disse que o título do álbum Here Come the Warm Jets é uma referência ambígua com conotações sexuais e cómicas.

domingo, 24 de março de 2024

Música do BioTerra: Chelsea Wolfe - Everything Turns Blue


I've been living without you here and it's alright
I'd been looking for a way out a long time
I've been living without you here and I can fight
I've been living softly my whole life

To smoke, to dance, to fly
To breathe into the night
It falls and everything turns blue
To fuck, to feel the same in the end
To hurt, to steal
You were so unreal

I've been thinking about you, heavy on my mind
I've been losing days here, do you know what that's like?
I've been thinking about you, fucked me up in my dreams
What do I have to do to heal you out of me?

You were, you were so unreal
You were, you were, you were so unreal

A música "Everything Turns Blue" faz parte do álbum She Reaches Out to She Reaches Out to She (2024)
A canção foi inspirada no processo de cura após o fim de relacionamentos tóxicos, o que explica a sensação de "renascimento" misturada à melancolia da letra.

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Sabe porque é que as tampas estão agora agarradas às garrafas? Nós explicamos


Certamente já reparou numa pequena diferença nas tampas das suas bebidas preferidas… elas agora estão agarradas às garrafas. Mas sabe porquê?

Nas embalagens de leite, bebidas vegetais, sumos, ou nas garrafas de água ou refrigerantes, as nossas tampas passaram a ter uma espécie de “cordão umbilical”, e isto tem em conta os aspetos ambientais, procurando criar produtos com o menor impacto possível para o planeta.

Assim, a partir de 3 de julho de 2024, de acordo com a Lei de Resíduos que entrou em vigor no ano passado e a Diretiva (UE) 2019/904 sobre a redução do impacto de certos produtos plásticos no meio ambiente de 2019,  todas as tampas de garrafas ou embalagens de até 3 litros deverão ficar presos ao resto do recipiente .

E qual é o objetivo? Tal como a UE afirma na norma, trata-se de “garantir que o fecho (a tampa) seja reciclado com o resto da embalagem”. De acordo com um relatório técnico do Centro Comum de Investigação da UE, as tampas de garrafas de plástico e as beatas de cigarro são alguns dos resíduos mais comuns nas praias europeias.

Esta medida complementa a norma que proíbe a comercialização dos dez resíduos plásticos descartáveis ​​mais encontrados nas praias europeias, que definiu, a partir de 3 de julho de 2021, que pratos, talheres, palhinhas, palitos de balão e cotonetes de plástico descartáveis ​​não poderiam ser vendidos nos mercados da UE.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Musica do BioTerra: Shane MacGowan with Sinead O'Connor - Haunted


Em menos de 4 meses, os Irlandeses choram a perda de dois músicos talentosos. Cada um com escolhas musicais e estilos diferentes, conseguiram neste dueto um tema fantástico.

Poema:

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Como reconhecer os sintomas do AVC - podemos salvar vidas


Durante o churrasco, Inês caiu. Queriam chamar uma ambulância mas ela insistiu que estava bem e que só tropeçara por causa dos sapatos novos. Ela estava um pouca pálida e tremia. Inês passou o resto da noite bem disposta e alegre. Mais tarde, o marido dela telefonou a informar, que a mulher fora internada no hospital. Às 23 horas falecera. Ela tinha tido um AVC durante o churrasco. Se os outros soubessem reconhecer os sintomas do AVC, ela poderia ainda estar viva. Algumas pessoas não morrem logo mas ficam durante muito tempo sujeitas a apoios e numa situação de desespero.
Só demora 1 minuto a ler o seguinte. 
Um neurologista disse, se ele consegue chegar ao pé de um individuo que sofreu um AVC, ele pode eliminar as sequelas de um AVC. Ele disse, o truque é diagnosticar e tratar a pessoa durante as primeiras 3 horas. 
Como reconhecer um AVC?
 Há 4 passos que devem ser seguidos para reconhecer um AVC. 
- Peça à pessoa para rir (ela não vai conseguir). 
- Peça à pessoa para dizer uma frase simples (por exemplo: hoje está um dia bonito). 
- Peça à pessoa para levantar os dois braços (não vai conseguir bem). 
- Peça à pessoa para mostrar a língua (se a língua estiver torta ou virar dum lado para o outro, é um sintoma). 
Se a pessoa tem alguns destes sintomas chamar imediatamente o 112, explicando tudo o que se está a passar. O paciente será atendido como prioritário num Serviço de Urgência onde o tratamento será prontamente instituído e o diagnóstico realizado.
Um cardiologista disse, se for possível divulgar estas dicas a um número elevado de pessoas, podemos ter a certeza, que alguma vida - eventualmente a nossa própria possa ser salva.
Mandamos todos os dias tantas coisas inúteis, também podemos encher as linhas com coisas importantes, não acham?
Se também consideram importante, partilhe.

domingo, 29 de outubro de 2023

Dia Mundial do AVC 2023: Consciencialização e Prevenção para Salvar Vidas


No dia 29 de outubro de 2023, o mundo une-se para celebrar o Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral). Essa data tem como objetivo aumentar a consciencialização sobre esta doença, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

O AVC é uma emergência médica, sendo atualmente a principal causa de morte e incapacidade permanente em Portugal. A cada hora que passa, há três portugueses que sofrem um Acidente Vascular Cerebral, um deles não sobreviverá, e metade dos sobreviventes poderão ficar com sequelas incapacitantes.

O tema do Dia Mundial do AVC, deste ano de 2023, proposto pela OMS, é: “Juntos, somos maiores que o AVC”, enfatizando a importância da colaboração entre profissionais de saúde, autoridades governamentais, organizações não governamentais e sociedade em geral, para prevenir, diagnosticar e tratar melhor esta doença.

O que é um AVC?
O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando o suprimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou reduzido, resultando numa lesão cerebral. Existem dois tipos principais de AVC: o isquémico, quando um vaso sanguíneo é bloqueado por um coágulo ou placa de ateromatose, e o hemorrágico, que acontece quando um vaso sanguíneo se rompe e causa sangramento no cérebro.

Consciencialização e Prevenção
A consciencialização sobre o AVC é essencial para prevenir a ocorrência de casos e reduzir as suas consequências. É importante que as pessoas conheçam os principais fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo e obesidade. Além disso, é fundamental incentivar hábitos de vida saudáveis, como a prática regular de exercício físico, alimentação equilibrada, com redução da ingestão de sal, controle da pressão arterial, evitando o consumo excessivo de álcool e o tabagismo. É importante refletir no facto de que cerca de 80% dos AVC podem ser prevenidos com hábitos de vida saudável e controlo dos fatores de risco.

É também importante promover a educação da população, para reconhecer os sinais de alarme de um AVC, como instalação súbita de falta de força num lado do corpo, dificuldade em falar, visão turva, tonturas e dor de cabeça intensa e súbita.

São importantes as campanhas com divulgação dos sinais de alarme mais frequentes, habitualmente designados por “3 Fs”: Falta de Força num braço, Face assimétrica, com boca ao lado e Dificuldade em Falar. Ao reconhecer esses sinais, é imprescindível buscar atendimento médico imediato, pois cada minuto conta para minimizar os danos causados pelo AVC. A população deve saber que, perante estes sintomas, deve ligar imediatamente para o número nacional de emergência: 112. Desse modo, o INEM aciona a Via Verde do AVC, sendo disponibilizados meios de auxílio para transportar o doente ao hospital com capacidade para proporcionar o tratamento adequado, no mais curto espaço de tempo.

Nas mulheres os sinais são diferentes. Consulte  aqui (em Inglês)

Atendimento de Emergência
Nos últimos 25 anos houve enormes progressos no tratamento da fase aguda do AVC. Existem novos tratamentos, muito eficazes, conseguindo por vezes reverter completamente os sintomas, mas que sua eficácia depende em grande parte da rapidez com que o doente chega ao hospital.

Os profissionais de saúde devem estar preparados para agir rapidamente e realizar exames como a tomografia computadorizada, para diagnosticar o tipo de AVC e determinar a melhor abordagem terapêutica. Nalguns casos podem ser administrados medicamentos trombolíticos, para dissolver o coágulo, noutros estes poderão ser retirados através de trombectomia, após cateterização dos vasos cerebrais por um neurorradiologista de intervenção, conseguindo assim restaurar o fluxo sanguíneo cerebral.

Reabilitação
Após o tratamento agudo, a reabilitação desempenha um papel fundamental na recuperação dos doentes. A fisioterapia, a terapia da fala e a terapia ocupacional são essenciais para ajudar os sobreviventes do AVC a recuperar as suas capacidades motoras, cognitivas e de comunicação. É importante que haja um suporte contínuo para que cada individuo possa retomar as suas atividades diárias e reintegrar-se na família e sociedade.

Conclusão
A comemoração do Dia Mundial do AVC é uma oportunidade para aumentar a consciencialização sobre esta doença devastadora. É responsabilidade de todos nós promover uma cultura de cuidado com a saúde, adotando hábitos saudáveis e estando atentos aos sinais de alerta. Juntos, podemos fazer a diferença na luta contra o AVC.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Música do BioTerra : The Psychedelic Furs - Cigarette (unplugged)


Sleep tonight
Until the night is done
It's a perfect day
To mend what we've undone
Sleep tonight
And dream that they're alive
Til the new day comes
We're scared to be alive

I'll light a cigarette
Let a perfect day run through my brain
I'll light a cigarette
And I'll sit and wait
I won't complain anymore

Hush your mouth
I can't hear you anymore
Hush your mouth
There's no secrets anymore
Hush your mouth

We're all scared you're gonna break
Shut your mouth
Let the world go away
Hush your mouth
We're all scared you're gonna break
Shut your mouth

Let the world go away
I'll light a cigarette
Let a perfect day run through my brain
I'll light a cigarette

And I'll sit and wait
I won't complain anymore

I'll light a cigarette
Let a perfect day run through my brain
I'll light a cigarette
And I'll sit and wait
I won't complain anymore
I'll light a cigarette

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Os lobistas das grandes petrolíferas deveriam ser banidos das cimeiras do clima

COP27 no Egipto

À medida que incêndios, inundações e danos climáticos extremos continuam se acumulando, a grande questão é como sair da era dos combustíveis fósseis com justiça?

Enquanto as negociações climáticas preparatórias da ONU continuam em Bonn esta semana, uma nova pesquisa do Corporate Europe Observatory (CEO) e Corporate Accountability revela que as 5 grandes empresas de petróleo e gás trouxeram mais de 400 lobistas para as negociações climáticas da ONU desde que o Acordo de Paris foi assinado em 2015.

Embora a COP28 nos Emirados Árabes Unidos no final deste ano precise anunciar de uma vez por todas a eliminação justa de todos os combustíveis fósseis, a presença contínua de lobistas de petróleo e gás nessas cúpulas é um perigo claro e presente para atingir esse objetivo.

A nova medida antecipada da ONU pedindo a todos os participantes que divulguem publicamente para quem trabalham é um primeiro passo bem-vindo, mas precisa ir muito além.

Durante décadas, Shell, BP, TotalEnergies, ExxonMobil e Chevron - também conhecidas como as 5 grandes empresas de petróleo e gás - atrasaram, enfraqueceram e sabotaram a ação climática.

Apesar de sua lavagem verde pró-clima, cada um pretende expandir sua produção de combustíveis fósseis para impulsionar os balanços já volumosos.

Até 2025, seus planos combinados aumentariam as emissões em 6.674 milhões de toneladas de CO2, mais de duas vezes e meia as emissões da UE em 2021 — sem falar em dizimar ecossistemas e comunidades.

Eles estão colocando seus próprios lucros diretamente contra a meta do Acordo de Paris de manter o aumento da temperatura em 1,5 grau centígrado e proteger o planeta.

No ano passado, esses cinco gigantes obtiveram lucros recordes de quase US$ 200 biliões, com a BP posteriormente decidindo reduzir suas metas climáticas para se concentrar em ganhar dinheiro com o aumento da produção de gás.

É por isso que campanhas como Kick Big Polluters Out , que inclui mais de 450 grupos de todo o mundo representando milhões de pessoas, estão pressionando por negociações climáticas livres de fósseis e uma Estrutura de Responsabilidade mais ampla para proteger a formulação de políticas climáticas da influência indevida de todas as emissões. indústrias intensivas.

Eliminar essa influência é essencial se quisermos remover a maior barreira para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis.

Já temos algo semelhante para o tratado de tabaco da ONU, porque aceitamos que não devemos perguntar à indústria do tabaco como fazer as pessoas pararem de fumar.

Há um conflito de interesses flagrante
Portanto, vamos parar de perguntar à indústria de petróleo e gás como acabar com o vício em combustíveis fósseis.

Como primeiro passo, a divulgação pública dos interesses dos participantes é importante porque o público tem o direito de saber quem está na mesa de negociações.

Esta semana foi revelado que a TotalEnergies havia pago uma pseudo-ONG para trazer anonimamente vários delegados para a COP26 e 27.

Este ano, o diretor de gases de efeito estufa e mudanças climáticas da Exxon, Michael Gerard Cousins, entrou nas negociações em Bonn sem declarar para quem trabalhava.

Os participantes também devem ser obrigados a declarar quem está financiando sua participação nos processos climáticos da ONU.

Aqui em Bonn, a presença da Shell, Chevron e ExxonMobil aumenta a ótica existente da COP28 sendo administrada pela indústria de combustíveis fósseis.

Al Jaber, o novo presidente da COP28, também é o CEO da ADNOC, empresa estatal de petróleo e gás dos Emirados Árabes Unidos.

A influência da empresa de combustíveis fósseis sobre a presidência foi amplamente divulgada.

Ter um executivo do petróleo como presidente da COP é totalmente inaceitável, mas Al Jaber é apenas a ponta de um iceberg muito oleoso quando se trata de capturar a indústria das negociações sobre o clima.

Outros, como os EUA e a UE, passaram décadas promovendo os interesses da indústria de combustíveis fósseis em sua diplomacia climática e estão fazendo isso agora em Bonn.

Numa reunião com um negociador europeu, eles continuaram a argumentar que os lobistas dos combustíveis fósseis deveriam ter permissão para participar das negociações, apesar de admitirem que não tinham intenção de reduzir a produção de combustíveis fósseis.

Máquina de lobby
A nova pesquisa também expõe como as Big 5 também construíram máquinas de lobby impressionantes nos EUA e na UE desde a COP21, declarando um total combinado de quase 2.000 lobistas e mais de US$ 300 milhões investidos no referido lobby.

Naquela época, o CEO da ExxonMobil, Rex Tillerson, também se tornou secretário de Estado dos EUA, enquanto Shell, BP e TotalEnergies foram assessores importantes da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a atual crise de energia, pressionando com sucesso por mais gás fóssil.

Soluções reais para a crise climática exigem ações ousadas para conter a obstrução da indústria de combustíveis fósseis nas negociações climáticas.

Os apelos do povo foram repetidos por mais de 130 legisladores de ambos os lados do Atlântico e de ambos os lados do corredor em uma carta recente ao presidente dos EUA, Joe Biden, von der Leyen, e ao secretário executivo da UNFCCC, Simon Stiell, também pedindo o fim da interferência dos combustíveis fósseis 

A luta para resolver os conflitos de interesse dos poluidores tem sido longa, mas para qualquer hipótese de a COP28 anunciar uma eliminação justa de todos os combustíveis fósseis, precisamos remover o maior obstáculo ao progresso: a influência da indústria de combustíveis fósseis.

A divulgação pública obrigatória é um primeiro passo decente, mas precisamos de uma estrutura robusta de conflito de interesses se quisermos expulsar os grandes poluidores.

Saber mais:

sábado, 17 de dezembro de 2022

O relatório da Carbon Disclosure Project é esmagador: apenas 1.3% das 29.500 empresas analisadas são transparentes



Apenas 12 empresas de mais de 18.700 em todo o mundo mereceram uma pontuação “triplo A” por suas divulgações ambientais em 2022, de acordo com o último relatório de um sistema de divulgação voluntária amplamente utilizado por grandes investidores.

Isso foi ainda menos do que as 14 empresas identificadas no ano anterior pelo grupo sem fins lucrativos CDP, anteriormente conhecido como Carbon Disclosure Project.

Muitas empresas estão lutando para atender às solicitações de mais informações, pois reguladores e investidores exigem melhorias nos relatórios ambientais e nos padrões de divulgação.

Mais de 29.500 empresas com um valor de mercado combinado de mais de US$ 24,5 trilhões foram classificadas como “F” depois de não fornecer dados ao CDP, que visa incentivar as empresas a melhorar seus relatórios sobre riscos ambientais.

Berkshire Hathaway, Tesla e os produtores de petróleo e gás Saudi Aramco, ExxonMobil e Chevron estão entre as empresas que consistentemente não respondem.

“A maioria das empresas ainda não está gerenciando todos os riscos ambientais de forma holística. Muitos permanecem complacentes ou não respondem de forma alguma”, disse Dexter Galvin, diretor global de corporações e cadeias de suprimentos do CDP.

Sasja Beslik, diretora de investimentos da SDG Impact Japan, especialista em investimentos sustentáveis, disse que as descobertas mostram quão pouco progresso foi alcançado no relato dos riscos das mudanças climáticas.

“Os investidores carecem de dados ambientais cruciais e, portanto, não podem tomar decisões totalmente informadas, o que leva a uma contínua má alocação de capital”, disse Beslik.

Mais de 680 instituições financeiras com ativos combinados de US$ 130 trilhões usam as pontuações do CDP, de acordo com o grupo.

Apenas 330 empresas das 18.700 empresas que responderam este ano receberam uma única pontuação A do CDP com base em sua transparência e desempenho em mudanças climáticas, segurança hídrica e desmatamento em sua sétima avaliação anual de padrões ambientais e de relatórios.

Os novos participantes da classe triple A foram a Beiersdorf, empresa alemã de bens de consumo mais conhecida por sua marca Nivea; LVMH, fornecedora de bens de luxo listada em Paris; e UPM-Kymmene, a empresa finlandesa de papel.

Melhor da classe CDP 2022
Empresa Setor País
Beiersdorf Bens de consumo Alemanha
Danone Bens de consumo França
Firmenich Fragrância e sabor Suíça
Tecnologia HP EUA
Kao Chemicals e cosméticos Japão
Klabin Papel e Celulose Brasil
Produtor da Lenzing Fibers na Áustria
L'Oréal Cosméticos França
LVMH Artigos de luxo França
Papelão Metsä Board Finlândia
Philip Morris Tobacco EUA
UPM-Kymmene Papel e Celulose Finlândia

Cinco empresas saíram da categoria triplo A: Fuji Oil, fornecedora japonesa de ingredientes alimentícios; IFF, fabricante de aromas, fragrâncias e cosméticos dos EUA; Mondi, o grupo britânico de papel e embalagens; Symrise, fabricante alemão de produtos químicos aromáticos; e a Unilever, o grupo de produtos de consumo do Reino Unido.

Estes falharam em obter a nota depois que o CDP incluiu uma pontuação mais rigorosa no alinhamento dos planos corporativos com a meta do acordo de Paris de 1,5º C para o aquecimento global, bem como a verificação de dados de desmatamento e água.

Outros 59% das 18.700 empresas que reportaram ao CDP foram classificadas como “C” ou “D”, o que significa que estavam apenas começando a reconhecer seu impacto ambiental.

Dois terços das empresas que pontuaram entre “A-” e “D” não apresentaram melhora em sua transparência e ação ambiental em comparação com o ano passado.

Lisa Beauvilain, diretora de sustentabilidade da Impax Asset Management, com sede em Londres, disse que a “fadiga de relatórios” estava se tornando um problema, pois as empresas enfrentavam vários requisitos de divulgação para cumprir estruturas como a Força-Tarefa sobre divulgações financeiras relacionadas ao clima, bem como novos requisitos nacionais de relatórios ambientais.

A Casa Branca anunciou no mês passado que exigiria que as empresas que fornecem ao governo federal dos EUA divulgassem publicamente as emissões de gases de efeito estufa e estabelecessem metas de redução de emissões com base científica. Isso se aplicará a todas as empresas com contratos anuais de mais de US$ 50 milhões.

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

A bleak future for mankind: Why is there a significant decline in sperm count globally including India?

A recent study published in the journal called Human Reproduction Update reveals that between 1973 and 2011 sperm count has fallen from 101.2 million per ml to 49.0 million per ml. Lead author Hagai Levine confirmed that India is also a part of this larger trend of decline.



Threat to human reproduction looms large as new research has revealed a global trend of declining sperm count among men.

The study published in the journal called Human Reproduction Update and conducted by researchers at Mount Sinai Medical Centre, the University of Copenhagen and the Hebrew University of Jerusalem found that a decline in sperm concentration was found in regions across South America, Africa, Asia, Europe, North America and Australia.

A similar study conducted in 2017 by the same group of researchers found that sperm concentration had more than halved in the last 40 years. However, that research had a few shortcomings including a lack of data from other parts of the world.

The latest study has collected data from 53 countries, according to The Guardian.

In terms of declining sperm count, India is no different. Professor Hagai Levine from the Hebrew University of Jerusalem told PTI, “India is part of this larger trend. In India, due to the availability of good data (including 23 estimates in our study, one of the countries with the richest data), we have more certainty that there is a strong and sustainable decline, but it’s similar globally.”

Let’s take a closer look at what the research found.

What has the research revealed?

The research suggests that between 1973 and 2011 the average sperm concentration has fallen from an estimated 101.2 million per ml to 49.0 million per ml. Meanwhile, the total sperm counts declined by 62.3 per cent during the same period.

The cause for concern has increased manifold with the latest study as from the looks of it, the rate of decline appears to be increasing. The data which has been collected from all continents in the world since 1972 shows that sperm count declined by 1.16 per cent per year. On the other hand, looking at data that has been collected since 200, the decline has been 2.64 per cent per year.

For Shanna Swan, an author of the study as well as a leading reproductive epidemiologist, the results of the study could mean trouble. In the coming decades, more and more men can become sub-fertile or infertile.

Count Down: The infertility crisis (resenha)

Hagai Levine is surprised by the fact that the rate of decline was accelerating rather than slowing down. He said, “Is there a tipping point, that once you cross, you get an even worse situation? That’s something to really pay attention to.”

Why is it a cause of concern?

Medical studies indicate that a sperm count below 40 million per ml can compromise fertility. Although the new study suggests that currently, the estimate is above this threshold, Levine noted that this is a mean figure, meaning the percentage of men below this threshold will have increased by now.

The phenomenon of having a low sperm count is called oligozoospermia.

“Such a decline clearly represents a decline in the capacity of the population to reproduce,” said Levine.

According to National Health Survey, low sperm count can make it difficult for people to conceive naturally, however, it’s still possible to get pregnant.

In addition to this, couples may have to depend on assisted reproduction techniques like in vitro fertilisation (IVF), hormone treatment pr intracytoplasmic sperm injection (ICSI), a technique where sperm is directly injected into an egg.

Other symptoms of low sperm count can also include problems with sexual function like low sex drive, pain, swelling or a lump in the testicle area and decreased facial or body hair.

What causes low sperm count?

Low sperm count can be a result of a variety of factors. Endocrine-disrupting chemicals as well as environmental factors might play a role in affecting sperm count.

Other factors like smoking, drinking, obesity and poor diet also have the ability to influence sperm counts.

Medically speaking, conditions like hormonal imbalances like hypogonadism, underlying genetic conditions, structural problems as well as genital infections such as chlamydia, gonorrhoea or prostatitis and obesity can also determine sperm count.

Moreover, both Swan and Levine have also blamed climate change for this. They said climate-related stressors like fluctuations in temperature and heat waves are all linked to decreasing the quality of sperm.

How to protect reproductive health?

Once the exact cause of lower sperm count can be determined, researchers are hopeful that scientists and policymakers might be able to the downward trend.

Dr Swan said that lifestyle changes are possible since a sharp drop in cigarette smoking in the past 50 years proves as evidence to the same. “Any large-scale adoption of healthier habits, like better diets and more physical activity, can help improve reproductive health.”

Besides this, other lifestyle changes like choosing organic, pesticide-free produce and staying away from certain plastics and chemical products can help a person to stay away from endocrine-disrupting chemicals.

However, tackling the problem would require much more research, said Swan. She said that better infrastructure to track sperm count, similar to what US Centre for Disease Control and Prevention has to track obesity, is the need of the hour.

Levine said, “Once humankind defines a problem and puts our resources and mind into it, we find solutions that we could not have thought about when we started. It’s always theoretically reversible.”

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Big tobacco is having a ‘devastating’ impact on the environment, WHO report reveals


As well as killing eight million people every year, the tobacco industry has a far bigger impact on the planet than many people realise.

A new report from the World Health Organisation (WHO) released today details the destructive impact of this deadly industry on the environment and health of ordinary people.

Every year, tobacco costs the world 600 million trees, 200,0000 hectares of land, 22 billion tonnes of water and releases 84 million tonnes of CO2 into the atmosphere, according to the report. The CO2 emissions alone are equivalent to one-fifth of what is produced by the airline industry.

Most tobacco is grown in low or middle-income countries where water and farmland are desperately needed to produce food. Instead, they are being used to grow these “deadly” tobacco plants, the WHO says, while more and more forests are cleared.

Leaching more than 7000 toxic chemicals into the environment

Growing the crops that create these items isn’t the only issue either. They produce mountains of waste that persist and damage our environment, the WHO says.

“Tobacco products are the most littered item on the planet, containing over 7000 toxic chemicals, which leech into our environment when discarded,” says Dr Ruediger Krech, director of health promotion at WHO.

Cigarette butts are the second biggest source of plastic pollution worldwide, containing microplastics that persist in the environment. Other products like smokeless tobacco and e-cigarettes also add to the plastic pollution problem.

“Roughly 4.5 trillion cigarette filters pollute our oceans, rivers, city sidewalks, parks, soil and beaches every year,” Krech adds.

Each filter that is carelessly thrown away can pollute up to 100 litres of water.

And the cost of cleaning up littered tobacco products often falls on taxpayers - not the industry causing the problem. China spends around €2.4 billion every year and India roughly €714 million to pick up these items.

In Europe, Germany spends more than €180 million on cleaning up littered tobacco products each year.

Krech told AFP that the findings were “quite devastating,” adding that the industry was “one of the biggest polluters that we know of.”

The tobacco industry is trying to distract from the damage

STOP, an industry watchdog, has criticised tobacco’s public relations efforts to distract from the environmental damage. It warns that there might be even more environmental degradation as people are pushed towards electronic products.

In a report produced in collaboration with the WHO, the watchdog found messaging around e-cigarettes and heated tobacco products helping deliver a more sustainable future was nothing more than greenwashing.

“Tobacco companies are trying to claim they're becoming sustainable, promoting environmental reports and accreditations. It’s smoke and mirrors,” says Andrew Rowell, lead author of the report and partner in STOP.

He says the industry is never held accountable for the environmental damage caused by its products and the global supply chain that produces them.

We need to talk about big tobacco the same way we talk about big oil as a cause of climate change.

“In fact, the industry’s ecological impact is roughly equivalent to one of the large oil companies. We need to talk about big tobacco the same way we talk about big oil as a cause of climate change.”

Examples of greenwashing in the report include partnering with the Ministry and an Institute for the Environment on a forest preservation project in Brazil despite contributing to deforestation in the country. STOP also points to tobacco-funded projects in Africa which aim to increase access to drinking water, while growing tobacco uses more water than most crops and can pollute essential sources.

What can be done to reduce tobacco’s environmental impact?

Some European countries, like France and Spain, have already taken a stand. The Polluter Pays Principle has seen them ensure the tobacco industry is covering the cost of the pollution it creates.

The WHO is urging others to follow this example and make sure that those creating the mess are paying for it to be cleaned up.

It is also calling for help for tobacco farmers looking to switch to sustainable crops, strong tobacco taxes - which could include an environmental tax - and more support for services that help people quit these addictive products.

This is a message echoed by STOP which says that these hugely wealthy companies are not ordinary taxpayers and should pay to clean up their “environmental mess” - as well as the health-related costs of tobacco.

“Reducing tobacco use and holding the industry accountable is a win-win for health and the planet.”