Mostrar mensagens com a etiqueta Erotismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Erotismo. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Silentways - Aeon
Labels:
Cold Punk,
Cold Wave,
Cosmogonia,
Dark Ambient,
Darkwave,
Desejo,
Dream Pop,
Erotismo,
Itália,
Minha Análise,
Mitologia,
Música,
Poesia,
Post-Punk,
Sensualidade
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Dia de Mísia - "Ausência"
Letra
Namorei a tua ausência
Por tantas noites vazias
Que agora pede à prudência
Que eu te ausente dos meus dias
É que a ausência de ti
É uma noite tão escura
Que eu não sei sair dali
Sem ir à tua procura
O corpo senta-se ausente
Na cama onde não se deita
E sabe o melhor presente
Que a noite não aceita
Meu amor, chegou a hora
De o tempo negar o espaço
Em que o corpo se namora
Por ausência ou por cansaço
Meu amor, choras?
No entanto és sempre tu
Sempre que canto o meu fado
É quase o teu corpo nu
Que quase que tenho ao lado
Tenho a noite por exílio
A tua ausência por lei
Vem em meu auxílio
Ou nunca mais cantarei
O corpo senta-se ausente
Na cama onde não se deita
E sabe o melhor presente
Que a noite não aceita
Meu amor, chegou a hora
De o tempo negar o espaço
Em que o corpo se namora
Por ausência ou por cansaço
Meu amor, chegou a hora
Significado da canção
A letra explora o vazio psicológico e físico deixado pela perda do ser amado. O eu lírico descreve uma relação quase obsessiva com a própria solidão, chegando a dizer que "namorou a ausência" durante tantas noites que agora precisa de fazer um esforço consciente para afastar essa sombra dos seus dias. A falta da outra pessoa é comparada a uma noite escura e intransitável, um labirinto de onde não se consegue sair sem ceder à tentação de ir à procura de quem partiu.
Há uma forte presença do corpo e do espaço físico: a cama vazia onde o corpo já não se deita e o exílio da noite. No final, a ausência funde-se com a própria arte da fadista. Ela confessa que o seu fado será sempre sobre essa pessoa e lança um apelo desesperado: se o amor não vier em seu auxílio para quebrar este silêncio, a dor será tão grande que a impedirá de voltar a cantar.
Pequena homenagem
Filha de pai português e mãe catalã (bailarina de cabaré), Mísia trouxe para o fado muita inovação, maior projecção universal, uma sensualidade provocadora, uma ginga malandra e uma alegria solar.
A genuína essência de Mísia reside na audácia de ter sido a grande anarquista e esteta do fado, uma artista singular que habitou a fronteira exacta entre a tradição mais visceral e a vanguarda mais culta.
Longe de se fechar no purismo das tascas ou no fado-destino resignado, Mísia limpou o género do bafio do passado e elevou-o ao estatuto de alta literatura, desafiando os maiores escritores contemporâneos — como José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Lídia Jorge e António Lobo Antunes — a escreverem para a sua voz. Havia na sua presença uma solenidade aristocrática misturada com uma atitude punk e até gótica, mas reduzir a sua obra à dor é ignorar a sua vibrante veia artística.
Mísia apoiava muito o seu canto no registo de peito, o que conferia à sua música uma ressonância profunda, noturna e ligeiramente rouca - características muito valorizadas tanto no fado clássico como no ambiente de cabaré que ela tanto adorava.
Mísia avant-garde introduziu instrumentos "proibidos" no fado tradicional - como o violino, o violoncelo, o piano e o acordeão - criando uma atmosfera de fado de câmara.
A sua melancolia não era de resignação (o típico "fado-destino"); era uma melancolia de combate, sensual, visceral e assumidamente trágica.
No fundo, Mísia libertou o fado das suas próprias amarras, provando que a tradição também se faz com pele, desejo, fragilidade humana, muita sensualidade, uma pitada de humor, festa e uma enorme liberdade criativa.
Labels:
Anarquismo,
António Lobo Antunes,
Art-punk,
Avant-Garde,
Erotismo,
Fado,
Gótico,
José Saramago,
Minha Análise,
Minha Reflexão,
Mísia,
Música,
Neoclassical,
Poesia,
Post-Punk,
Punk
domingo, 29 de março de 2026
clubdrugs - Heart 2 Break
A banda clubdrugs é um duo originário de Chicago, nos Estados Unidos, composto pelos músicos Maria Reichstadt e John Regan. Fundado oficialmente por volta de 2019, o projeto consolidou-se rapidamente na cena underground norte-americana. O seu estilo musical é uma fusão magnética de Goth Pop, Darkwave e Synthpop, caracterizado pelo uso de sintetizadores densos, batidas eletrónicas pulsantes e vocais etéreos que evocam uma nostalgia sombria dos anos 90.
Após alguns anos a lançar singles independentes e a construir uma base de fãs sólida em festivais de música alternativa, a banda atingiu um marco importante na sua carreira no início de 2026. Com o lançamento do seu álbum de estreia, "Lovesick", em março desse mesmo ano pela editora Artoffact Records, os clubdrugs afirmaram-se como uma das vozes mais promissoras da música eletrónica gótica contemporânea, equilibrando temas de melancolia e desejo com uma estética visual e sonora polida.
Melhor som do álbum Lovesick (2026) aqui
Curiosidade (e talvez crítica social por parte da banda)
O termo "club drugs" é muito utilizado para se referir a substâncias recreativas comuns em raves (como MDMA ou Ketamina)
Labels:
Adição,
Amor,
Autocuidado,
Contra Cultura,
Crítica Social,
Darkwave,
Desejo,
Drogas,
Empoderamento,
Erotismo,
Ethereal Wave,
EUA,
Gótico,
Shoegaze,
Synthpop,
Toxicodependência,
Toxicodependentes
sábado, 14 de fevereiro de 2026
Feliz Dia do Amor - Jakub Józef Orliński sings "L'amante consolato"
English
I searched for so long
that I finally found
the one that I desired,
after rigorous suffering.
Oh, this time let me not fool myself,
let me not be rejoicing in my own downfall.
The delights that I feel
at last are such
that everything renews me,
after prolonged agony.
But not everyone would be able to do as I do,
not being able to rejoice in their own downfall.
domingo, 18 de janeiro de 2026
Smashing Pumpkins - Ava Adore
Em “Ava Adore”, do The Smashing Pumpkins, a letra explora a linha tênue entre devoção e possessividade. O eu lírico alterna entre declarações de adoração intensa, como “It’s you that I adore” (“É você que eu adoro”), e imagens sombrias, como “You’ll always be my whore” (“Você sempre será minha prostituta”) e “You’ll be a lover in my bed / And a gun to my head” (“Você será um amante na minha cama / E uma arma apontada para minha cabeça”). Essas frases mostram como amor e obsessão podem se misturar, criando relações apaixonadas, mas também destrutivas. Metáforas provocativas, como “pull your crooked teeth” (“arrancar seus dentes tortos”), sugerem um desejo de controlar ou moldar o outro, revelando traços de idealização e dominação.
O título “Ava Adore” traz um duplo sentido: além de ser um nome feminino, faz referência à frase francesa “il va adorer” (“ele vai adorar”), reforçando a ideia de adoração quase ritualística. A influência das vogais francesas, inspirada por Françoise Hardy, contribui para o tom etéreo e misterioso da música. A letra também destaca a dualidade da amada, vista como fonte de beleza e destruição: “You’re the beauty in my world” (“Você é a beleza no meu mundo”) e “You’re the murder in my world” (“Você é o assassinato no meu mundo”). Imagens como “drinking mercury” (“bebendo mercúrio”) e “dressing coffins for the souls I’ve left to die” (“preparando caixões para as almas que deixei morrer”) intensificam o clima sombrio, sugerindo sacrifício, culpa e a presença constante do fim. A repetição de “We must never be apart” (“Nunca devemos nos separar”) funciona como um mantra obsessivo, reforçando o medo da separação e a busca por fusão total. Assim, “Ava Adore” se destaca como um retrato intenso das contradições do amor obsessivo, marcado por ambiguidade e tensão.
domingo, 28 de dezembro de 2025
Brigitte Bardot: polémicas, grandes paixões, drogas e lutas. Recorde a lenda do cinema francês, que acabou sozinha e abandonada pelo filho
"A Fundação Brigitte Bardot anuncia com profunda tristeza a morte da sua fundadora e presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora mundialmente reconhecida, que escolheu abandonar a sua prestigiada carreira para dedicar a sua vida e energia ao bem-estar animal e à sua fundação".
Foi assim que o mundo soube, este domingo, dia 28, da morte de Brigitte Bardot, aos 91 anos de idade.
Musa dos maiores cineastas e músicos franceses, de Godard a Gainsbourg, BB, como era conhecida, foi símbolo de libertação sexual e da emancipação da mulher e ícone da sétima arte, tendo participado em 47 filmes em pouco mais de duas décadas.
Nascida em 1934 numa família parisiense rica e educada numa escola católica, a jovem Brigitte recebeu uma educação particularmente rigorosa. Desde a infância, foi incentivada a dançar pela sua mãe, Anne-Marie. A dança viria a 'esculpir' o seu famoso corpo, a sua graça e elegância, mas foi diante das câmeras que BB encontrou a sua vocação.
Com apenas 15 anos, foi capa da revista 'Elle', graças a um pedido especial da sua mãe a uma amiga, que era editora da revista. Foi assim que conseguiu a sua primeira audição para um filme do realizador Marc Allégret, onde viria a conhecer e a apaixonar-se pelo seu assistente, Roger Vadim.
Os dois casaram em 1952, quando BB tinha 18 anos, e separaram-se em 1956. Foi Vadim quem deu a BB o seu primeiro grande papel - e um dos mais icónicos da sua carreira - depois de algumas participações menores: 'E Deus Criou a Mulher', que foi um sucesso mundial que catapultou a carreira da jovem atriz.
Provocativa e moderna, livre e sensual, num piscar de olhos Brigitte Bardot tornou-se um símbolo sexual, uma estrela de cinema e um dos rostos mais famosos do planeta.
Depois de 'Une Parisienne' e 'Babette s'en va-t-en guerre', BB protagonizou 'La Vérité' em 1960, uma produção extremamente desgastante durante a qual foi maltratada pelo realizador, Henri-Georges Clouzot. O filme foi um sucesso, mas terá sido o início do desencanto de BB com o mundo do cinema. Em apenas três anos, a atriz fora alvo de todo o tipo de comentários, tanto admirada como insultada.
A tentativa de pôr fim à vida
No meio do turbilhão que foram os primeiros anos da sua carreira, com a fama súbita e as más-línguas sobre os seus inúmeros 'affairs' e a sua imagem sexual, BB chegou mesmo a tentar o suicídio e também recorreu às drogas, tendo tido uma overdose em 1958.
A própria atriz admitiu que as suas relações nunca duravam muito porque fartava-se rapidamente. "Sempre procurei paixão. Era por isso que era muitas vezes infiel. Quando a paixão começava a desaparecer, ia fazer as malas", contou.
Depois de Vadim, BB foi casada mais três vezes, com Jacques Charrier - o pai do seu único filho, Nicolas-Jacques, com quem nunca teve uma relação próxima por nunca ter realmente querido ser mãe - com o milionário Gunter Sachs e com Bernard d'Ormale, a sua relação mais duradora. Pelo meio ficaram inúmeros romances e affairs extraconjugais, entre os quais com o ator Alain Delon ou o músico Sacha Distel. Relações "oficiais" terão sido 17, segundo contas da própria atriz.
BB chegou também a fazer carreira na música, com êxitos como 'Harley-Davidson' e 'Bonnie and Clyde' e, em 1973, decidiu abandonar de vez o mundo do cinema, com apenas 38 anos. No set do seu último filme, a atriz, prestes a reformar-se, resgatou uma cabra. E os animais tornaram-se então a sua maior paixão.
Em 1976, dedicou-se integralmente à defesa das focas, abatidas por sua pele, um produto de luxo que Brigitte Bardot conseguiu banir em França e, posteriormente, na Europa.
Em 1986, criou então a Fundação Brigitte Bardot, à qual dedicaria todo o seu tempo e fortuna, envolvendo-se nas mais variadas campanhas de bem-estar animal, por vezes de forma radical.
Nas últimas décadas, BB escolheu retirar-se da vida pública e viver em reclusão na sua propriedade em Saint-Tropez.
A aproximação à extrema-direita
Os seus últimos anos ficaram marcados por posicionamentos controversos, entre os quais o seu apoio público a Marine Le Pen. Mas estas polémicas também faziam parte da liberdade de Bardot.
Labels:
Animalismo,
Bailado,
Biografia,
Cinema,
Dança,
Drogas,
Erotismo,
Extrema-Direita,
Família,
Feminismo,
França,
Luto,
Marine Le Pen,
Sensualidade,
Suicídio
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
School of Seven Bells - Kiss Them for Me
Labels:
Amor,
Comédia,
Cuba,
Dream Pop,
Ecofeminismo,
Electrónica,
Erotismo,
EUA,
Feminismo,
Fotografia,
Gótico,
Guerra Fria,
II Guerra Mundial,
Indie Rock,
Música,
Poesia,
Sensualidade,
Tragédia
domingo, 14 de dezembro de 2025
Donatella Marraoni
Donatella Marraoni (pintora Italiana, nascida em 1972) - "Nothing like me", 2022
Pintora contemporânea, Donatella é conhecida por um estilo expressivo e emocional que emerge do caos e da confusão.
As suas obras apresentam linhas fortes, rápidas e inacabadas, que criam texturas marcantes e transmitem emoção crua.
Donatella utiliza uma variedade de materiais como óleo, tinta, pigmentos, vidro, cimento e até café para compor retratos e paisagens com camadas e arranhões.
A figura da mulher é um tema central nas suas pinturas, explorando emoções e situações de vida como amor, espera, paixão, dor, abandono, desejo e até perversão.
O estilo pode ser descrito como contemporâneo e figurativo com elementos gestuais e narrativos fortes, muitas vezes buscando evocar sentimentos intensos no espectador.
Labels:
Amor,
Café,
Caos,
Cimento,
Erotismo,
Feminismo,
Figurativo,
Inteligência Emocional,
Itália,
Minha Análise,
Multiculturalismo,
Pintura,
Site,
Vidro
sábado, 6 de dezembro de 2025
O Avesso das Coisas
Um livro que anda (quase) sempre comigo: O Avesso das Coisas. Livro de aforismos publicado postumamente. Nele, Carlos Drummond de Andrade mostra um quotidiano lírico, curioso, imprevisível e insólito falando de assuntos como paciência, circo, ciúme, natureza, eternidade e literatura.
Por exemplo este: "O tempo consumido em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir as interessantes."
"Assim como os antigos moralistas escreviam máximas, deu-me vontade de escrever o que se poderia chamar de mínimas, ou seja, alguma coisa que, ajustada às limitações do meu engenho, traduzidas um tipo de experiência vivida, que não chega a alcançar a sabedoria mas que, de qualquer modo, é resultado de viver.
Andei reunindo pedacinhos de papel em que estas anotações vadias foram feitas e ofereço-as ao leitor, sem que pretenda convencê-lo do que penso nem convidá-lo a repensar suas idéias. São palavras que, de modo canhestro, aspiram e enveredar pelo avesso das coisas, admitindo-se que elas tenham um avesso, nem sempre perceptível mas às vezes curioso ou surpreendente."
E-Livro: aqui
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
The Stone Roses - She Bangs the Drums
Labels:
Boémia,
Erotismo,
Espiritualidade,
Feminismo,
Indie Rock,
Juventude,
Liberdade,
Liberdade Expressão,
Minha Análise,
Música,
Rebeldia,
Reino Unido,
Sensualidade
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Ally Nicholas - Killing
Mesmo percebendo que esse envolvimento consome sua energia emocional e a leva a um ciclo tóxico, ela continua voltando, movida pelo desejo e pela sensação de inevitabilidade.
A letra transmite vulnerabilidade, confusão e uma luta interna entre razão e emoção, mostrando uma pessoa consciente do dano que a relação causa, mas ainda incapaz de se afastar.
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
Hilda Hirst
Dez chamamentos ao Amigo
"Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento." ~ Hilda Hirst
Foto minha.
sábado, 13 de abril de 2024
Música do BioTerra: Zanias - Unraveled
- Conflito emocional: A letra reflete o peso da expectativa de atender às necessidades do outro e a frustração de se sentir inadequado.
- Medo e fuga: "I think I might be everything you’re running from" indica uma dinâmica em que o medo do parceiro provoca distanciamento, talvez por esse sentir-se “demais” ou assustador.
- Crise interna: O refrão repetido “If only I were enough” simboliza o autoquestionamento e a autocrítica, típicos de alguém que se sente emocionalmente insuficiente.
Labels:
Amor,
Austrália,
Bailado,
Coreografia,
Darkwave,
Erotismo,
Etnobiologia,
Etnobotânica,
Etnoecologia,
Floresta,
Minha Análise,
Música,
Poesia,
Sensualidade,
Sexualidade
sexta-feira, 12 de abril de 2024
Música do BioTerra: Brian Eno - Baby's on Fire
Baby's on fire
Better throw her in the water
Look at her laughing
Like a heifer to the slaughter
Baby's on fire
And all the laughing boys are bitching
Waiting for photos
Oh the plot is so bewitching
Rescuers row, row
Do your best to change the subject
Blow the wind blow, blow
Lend some assistance to the object
Photographers snip snap
Take your time, she's only burning
This kind of experience
Is necessary for her learning
If you'll be my flotsam
I could be half the man I used to
They said, "You were hot stuff
And that's what baby's been reduced to"
Juanita and Juan
Very clever with maracas
Makin' their fortunes
Selling second-hand tobaccos
Juan dances at Chico's
And when the clients are evicted
He empties the ashtrays
And pockets all that he's collected
But baby's on fire
And all the instruments agree that
Her temperature's rising
But any idiot would know that
A música "Baby's on Fire" de Brian Eno, lançada em 1974 no álbum Here Come the Warm Jets, é uma das suas composições mais emblemáticas e enigmáticas. O seu significado pode ser interpretado de várias formas, mas aqui estão algumas das principais leituras possíveis:
🧠 1. Surrealismo e ironia
"Baby's on Fire" é construída com uma narrativa surrealista, onde uma jovem (a "Baby") literalmente está a arder, mas os presentes preferem tirar fotografias em vez de a ajudar. A letra carrega uma ironia cruel sobre o comportamento humano — o fascínio pelo desastre e a apatia perante o sofrimento real.
"Photographers snip snap / Take your time, she's only burning."
Este verso exemplifica bem o comentário social: há uma crítica implícita à forma como as pessoas preferem espetacularizar a tragédia em vez de intervir.
🔥 2. Metáfora da rebeldia e do desejo
Outra interpretação possível é a da "Baby" como símbolo de juventude rebelde e sexualidade descontrolada. Estar "on fire" pode ser entendido como estar no auge da paixão, da loucura, da autodestruição — uma metáfora comum no rock para estados emocionais extremos.
🎸 3. Colagem sonora e narrativa absurda
Brian Eno afirmou que muitas das suas letras nessa fase eram colagens de imagens e frases sem sentido literal, escolhidas mais pelo som das palavras do que pelo seu conteúdo. A música é muitas vezes interpretada como um exercício de estilo e atmosfera, não de mensagem.
Além disso, a canção inclui um longo solo de guitarra de Robert Fripp, que contribui para o tom caótico e intenso da música.
🧪 4. Experimento artístico
Eno era fortemente influenciado pela arte experimental, como o Dadaísmo e o Surrealismo. Portanto, a letra pode ser uma paródia de convenções narrativas, brincando com as expectativas do ouvinte. Ele próprio disse que o título do álbum Here Come the Warm Jets é uma referência ambígua com conotações sexuais e cómicas.
domingo, 24 de março de 2024
Música do BioTerra: Chelsea Wolfe - Everything Turns Blue
Labels:
Amor,
Anarquismo,
Dark Folk,
Darkwave,
Desejo,
Downtempo,
Erotismo,
Etologia,
EUA,
Gótico,
Indie Rock,
Indignação,
Minha Análise,
Música,
Psicologia,
Tabaco,
Trip-hop
terça-feira, 18 de julho de 2023
Música do BioTerra: The Mission - Garden of Delight
Sweet and pretty face
And the promise, burning brightly
In your crystal-shot eyes
Your savage, and violent flesh,
The cut that bleeds, the kiss that stings
We're shooting up stars and desperate snows
That fall from shimmering skies, So
Take my hand and lead me
To the Garden of Delight
Take my hand and lead me
To the Garden of Delight
Revelation is laid, and reflects
On the windswept liquid mirror
Of this breathless world, this Happy Death
This elegance in charm
The treasured first fleeting touch of a gracious stranger
In-charmed me and entranced me
I know you can do me no harm, so
We're playing with fire, dancing in the flames
And we're covered in burns that may never heal
And angels may come, and angels may go
But it's heaven on earth when you
Live version
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
Música do BioTerra- Sisters of Mercy- Nine While Nine
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
TOM And His Computer: Lovers And Gasoline (feat. Roxy Jules)
Eyes of emerald green
Young lovers equipped with gasoline
In the sun
Covered in ashes
Saturated with desire
The ashes dancing
Falling asleep in the sun
Covered in ashes of what can’t be undone
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Música do BioTerra: Siouxsie and The Banshees , Velvet Underground e Beck - Venus In Furs
Siouxsie and The Banshees
Velvet Underground
Beck
domingo, 25 de setembro de 2016
Música do BioTerra: Kristin Hersh feat. Michael Stipe - Your Ghost (1994)
Tonight it's too quiet
So I pad through the dark
And call you on the phone
Push your old numbers
And let your house ring
'Til I wake your ghost
Let him walk down your hallway
It's not this quiet
Slide down your receiver
Sprint across the wire
Follow my number
Slide into my hand
It's the blaze across my nightgown
It's the phone's ring
I think last night
You were driving circles around me
I think last night
You were driving circles around me
I think last night
You were driving circles around me
I can't drink this coffee
'Til I put you in my closet
Let him shoot me down
Let him call me off
I take it from his whisper
You're not that tough
It's the blaze across my nightgown
It's the phone's ring
You were in my dream (I think last night)
You were driving circles around me
Subscrever:
Mensagens (Atom)




