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sexta-feira, 6 de março de 2026
Cult of Dom Keller - This is how it feels to live your life dead
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sábado, 20 de dezembro de 2025
Death in Rome - Christmas song
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domingo, 14 de dezembro de 2025
David Galas - Pillar Of Sorrow
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
Drab Majesty - Long Division
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
MDMC - Lovers
And lovers they run
No matter what I do
I fuck it all up
Cracked armor of amour
Avid shadows breaking through
Splitting grim fates into two
Open hearts are easy to subdue
Lovers they come
And lovers they run
No matter what I do
I fuck it all up (I fuck it up)
No matter what I do (what I do, what I do)
I fuck it all up
I fuck it up
I fuck it up
Look out for my sparks that cause more
Detonated hearts for the guest stars
In my never-ending soap operas
Where love can visit but never stay
Who commits to a flame that quickly melts away (melts away)
I fuck it up
Every romance another hit and run
I fuck it up
Every mad fling another phantom spun
Stepping over a graveyard of unfinished good-byes
Haunted by bitter ghosts to relive my motherfuckin′ lies
Lovers they come (they come)
And lovers they run (they run)
No matter what I do (what I do)
I fuck it all up
(I fuck it all up)
I fuck it up
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terça-feira, 25 de novembro de 2025
Aldous Harding - Horizon
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Vídeos de animais selvagens criados por IA “geram confusão e ameaçam a sua conservação”, dizem cientistas
Por Filipe Pimentel Rações
Um grupo de animados coelhos a saltitarem num trampolim ou um gato destemido que protege uma criança da investida de um leopardo. Vídeos destes fazem as delícias dos internautas e proliferam nas redes sociais.
Há, contudo, um senão. O que é visto nas imagens nunca aconteceu. São fruto da manipulação por Inteligência Artificial. Embora possam parecer reais não o são.
Para muitos, estes vídeos podem parecer inofensivos: entretêm quem os vê e até se pode pensar que aproximam as pessoas dos animais selvagens, o que, teoricamente, seria positivo para a sua conservação. Mas uma equipa de biólogos, psicólogos e especialistas em educação da Universidade de Córdoba, em Espanha, diz que esses vídeos podem ter o efeito precisamente contrário.
Num artigo publicado a revista ‘Conservation Biology’, dizem ter analisado os vídeos mais partilhados nas redes sociais que mostram animais selvagens e que foram produzidos por Inteligência Artificial. E alertam que, no que toca às espécies selvagens visadas, “geram confusão e ameaçam a sua conservação”.
Uma das principais conclusões é que esses conteúdos criam perceções erradas sobre os animais selvagens, especialmente no que diz respeito ao seu comportamento e às interações entre espécies diferentes. No caso do gato que enfrentou o leopardo, os autores dizem, em comunicado, que é muito pouco provável que um desses grandes felídeos salte para o pátio de uma casa e que um gato doméstico se lance para enfrentá-lo.
Outros dos problemas associados à disseminação desses vídeos, que os cientistas consideram ser uma forma de desinformação, é a atribuição de características e comportamentos humanos a animais, o que pode criar ideias erradas sobre as próprias espécies não-humanas, e ainda o aumento do fosso existente entre as sociedades humanas e o mundo natural.
Esses vídeos “mostram características, comportamentos, habitats ou relações entre espécies que não são reais”, afirma, em nota, José Guerrero-Casado, primeiro autor do estudo.
“Por exemplo, vemos predadores e presas a brincarem. São-nos mostrados animais com comportamentos humanos que estão muito longe da realidade”, salienta, acrescentando que, sobre o vídeo do leopardo e do gato, que tem já mais de um milhão de ‘gostos’, “cria-se um clima negativo para a conservação de uma espécie como o leopardo, que nunca encontraríamos numa situação como esta”.
O investigador alerta que a exposição a este tipo de vídeos afasta ainda mais os mais jovens e as crianças do mundo natural e da vida selvagem e pode até criar sentimento de frustração nesses grupos etários, pois, com base no que veem online, podem acabar por perceber que os animais os vídeos não são os animais que eventualmente verão na Natureza.
Além disso, “espécies que são vulneráveis parecem mais abundantes com estes vídeos e isso é negativo para a conservação”, refere Rocío Serrano-Rodriguez, principal coautora do artigo.
Esses efeitos são agravados pelo facto de a imagem ser um dos principais meios de aprendizagem na infância e de as camadas mais jovens da sociedade estarem cada vez mais cedo expostas ao que se passa nas redes sociais.
Como se não bastasse, estes conteúdos podem fazer aumentar o apetite pela aquisição de animais selvagens exóticos como animais de estimação, podendo pôr em risco a sobrevivência de populações e até de espécies inteiras.
Face a tudo isto, os investigadores defendem a implementação de estratégias de literacia digital que deem às pessoas as ferramentas de que precisam para questionar os conteúdos que veem online, para procurarem as fontes fidedignas. E isso deve ser transversal a todas as faixas etárias, dos mais pequenos aos mais velhos.
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Estudo: percepção e preocupação global da crise climática
Fica surpreendido com a nova investigação do Forest Stewardship Council (FSC) que mostra uma diminuição do número de pessoas que dizem ter medo das alterações climáticas, mesmo com o aumento da gravidade e da frequência dos desastres causados pelo clima? Eu não.
Por Katharine Hayhoe
Grande parte do que está a impulsionar isto é a tempestade perfeita de desinformação, polarização e manipulação que enfrentamos hoje. À medida que a transição para a energia limpa se acelera, os interesses particulares intensificam a disseminação de mentiras e medo para a atrasar e, como resultado, a desinformação sobre as soluções climáticas alastra. Leia mais sobre este assunto no Yale Environment 360 aqui.
Ao mesmo tempo, os algoritmos das redes sociais — muitos dos quais são agora optimizados deliberadamente para amplificar a indignação e a desinformação — estão a reduzir activamente o peso da informação factual, a dar força aos trolls, sobrecarregados por bots, e a fragmentar o nosso sentido de realidade partilhada. Ver a sua análise aqui
Não é de admirar que as pessoas se sintam exaustas e confusas sobre o que é verdade, o que importa ou o que podem fazer.
Mas há mais do que isso. Observei esta mesma tendência decrescente no Canadá após a nossa devastadora e recorde época de incêndios florestais de 2023 e tenho vindo a aprofundar o assunto desde então. Descobri que, quando o medo não é acompanhado por um sentido de eficácia — a crença de que o que fazemos é importante —, os nossos mecanismos de defesa entram em acção. Desligamo-nos, ou até mesmo zombamos daquilo que nos assusta.
"Não há nada que eu possa fazer quanto a isso, então porque é que me deveria importar?"
Isto não é apatia. É a dissociação — uma forma de autoproteção. Mas quando se espalha, torna-nos ainda mais vulneráveis ao que já mencionei: a crescente onda de desinformação, polarização e manipulação algorítmica, deliberadamente concebida para amplificar a confusão e atrasar a transição para a energia limpa.
Então, qual é o antídoto?
O Programa de Comunicação sobre Alterações Climáticas de Yale tem a resposta: precisamos de saber que
(1) as outras pessoas se preocupam e
(2) as nossas ações importam: há esperança.
Penso nisto como ligar a nossa mente – o que sabemos – ao nosso coração – porque nos preocupamos, como as alterações climáticas afetam as pessoas, os lugares e as coisas que amamos – às nossas mãos, o que podemos fazer. Porque quando sentimos que podemos fazer a diferença, voltamos a envolver-nos.
Leia o estudo aqui.
Saiba mais sobre o conceito cabeça-coração-mãos aqui:
E diga-me nos comentários: identifica-se com isso? Por quê?
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023
Daughter - Swim Back
If you’re so cold
Refrigerate me
We’ll talk at lightning speed
The kitchen sink
Is in our heads
Don’t ask me why
We're separate
I’ll never tell you anything
I have you in the pictures
I’ve held you in the plan
I’d just need to erase distance
Find a hole in the ocean
Swim backwards
The wait is brutal
Just disintegrates
We talk in riddles
Then give up and go
We are so vague
Don’t ask me why we’re separate
I’ll never tell you anything (real)
I have you in the pictures
I’ve held you in the plan
I’d just need to erase distance
Find a hole in the ocean
Swim backwards
Forget the hurt
For somewhere else
Don’t leave behind myself
Pictures
Plan
Distance
Swim back
Forget the hurt
For somewhere else
Don’t leave behind myself
I have you in the pictures
I’ve held you in the plan
I’d just need to erase distance
Find a hole in the ocean
Swim back
I’d just need to erase distance
Find a hole in the ocean
Swim backwards
"Swim Back” é um tema do álbum "Stereo Mind Game" (2023), e como muitas músicas da banda, explora emoções profundas ligadas à conexão, distância e desejo de proximidade.
A música explora a complexidade das relações à distância e a luta emocional que elas impõem. A letra começa com uma metáfora intrigante: 'If you’re so cold, refrigerate me', sugerindo um desejo de se adaptar ao estado emocional do outro, mesmo que isso signifique se tornar frio e distante. A expressão 'The kitchen sink is in our heads' pode ser interpretada como uma referência ao caos mental e emocional que ambos os indivíduos estão enfrentando, uma confusão de pensamentos e sentimentos que é difícil de organizar ou entender.
A repetição de 'I have you in the pictures, I’ve held you in the plan' destaca a presença constante da pessoa amada em memórias e planos futuros, mas também sublinha a frustração de não poder estar fisicamente junto. A ideia de 'erase distance' e 'find a hole in the ocean, swim backwards' é uma metáfora poderosa para o desejo de superar a distância física e emocional, revertendo o tempo e as circunstâncias que os separam. A imagem de nadar para trás no oceano sugere um esforço quase impossível, mas ainda assim, um esforço que vale a pena tentar.
A música também aborda a comunicação falha e a sensação de desintegração emocional: 'We talk in riddles, then give up and go'. Isso reflete a dificuldade de se conectar verdadeiramente quando há uma barreira física e emocional. A repetição de 'Forget the hurt for somewhere else, don’t leave behind myself' sugere um desejo de deixar a dor para trás, mas sem perder a própria identidade no processo. A música, em sua essência, é uma meditação sobre a luta para manter uma conexão significativa em meio a desafios aparentemente intransponíveis, e a esperança persistente de que o amor pode superar qualquer obstáculo.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Música do BioTerra: Lou Reed- Satellite of Love
Satellite's gone up to the skies
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I like to watch things on TV
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I like to watch things on TV
Satellite of love
Satellite of love
Satellite of love
Satellite of
Satellite of love
Satellite of love
Satellite of
Satellite's gone way up to Mars
Soon it'll be filled with parkin' cars
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
Soon it'll be filled with parkin' cars
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
I've been told that you've been bold
With Harry, Mark and John
Monday and Tuesday, Wednesday through Thursday
With Harry, Mark and John
With Harry, Mark and John
Monday and Tuesday, Wednesday through Thursday
With Harry, Mark and John
Satellite's gone up to the skies
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
Things like that drive me out of my mind
I watched it for a little while
I love to watch things on TV
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Anne Teresa De Keersmaeker - Rosas danst Rosas
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sábado, 16 de julho de 2005
Jamiroquai - Corner of the Earth
Little darlin' don't you see the sun is shining
Just for you, only today
If you hurry you can get a ray on you, come with me, just to play
Like every humming bird and bumblebee
Every sunflower, cloud and every tree
I feel so much a part of this
Nature's got me high and it's beautiful
I'm with this deep eternal universe
From death until rebirth
This corner of the earth is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me
So inspired of that there's nothing left to do or say
Think I'll dream, 'til the stars shine
The wind it whispers and the clouds don't seem to care
And I know inside, that it's all mine
It's the chorus of the breakin' dawn
The mist that comes before the sun is born
To a hazy afternoon in May
Nature's got me high and it's so beautiful
I'm with this deep eternal universe from death until rebirth
You know that this corner of the earth is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me
This corner of the earth, is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me
“Corner of the Earth”, do Jamiroquai, é uma canção que combina espiritualidade, contemplação ecológica e um forte sentimento de busca por harmonia pessoal. No centro da música está a ideia de que, apesar da confusão, violência e artificialidade do mundo moderno, ainda existem pequenos refúgios onde a beleza natural e a paz interior podem ser reencontradas. Jay Kay canta como alguém que observa o planeta com ternura e preocupação, reconhecendo que “há muito que o homem destruiu”, mas também reafirmando que a natureza continua a oferecer um espaço de cura — um “canto da Terra” onde podemos reconectar-nos com algo essencial.
A letra reflete uma espécie de ecologia emocional: a paisagem natural não é apenas cenário, mas uma força que orienta o espírito, um lugar onde as tensões humanas parecem desaparecer. Há um contraste claro entre o caos social (“many wars have begun”) e a simplicidade de encontrar serenidade ao observar o céu, as árvores ou o movimento do vento. A música sugere que essa reconexão não é escapismo, mas sim um gesto de resistência interior: preservar um pedaço de serenidade dentro de si mesmo é uma forma de enfrentar um mundo que muitas vezes parece desordenado.
Musicalmente, a faixa reforça esse clima contemplativo com arranjos suaves, melódicos e orgânicos, distantes do groove mais dançante típico de Jamiroquai. É um som que dá espaço para respirar, encaixando-se perfeitamente com o tema da canção — quase como uma paisagem sonora que convida o ouvinte a diminuir o ritmo e observar o mundo com mais sensibilidade.
No conjunto, “Corner of the Earth” é uma reflexão poética sobre encontrar paz e propósito num planeta em turbulência, celebrando a natureza como um dos últimos lugares onde ainda é possível sentir verdadeiramente que pertencemos a algo maior.
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