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segunda-feira, 1 de junho de 2026

TR/ST - Shoom



Letra

I wish I could eat your Sun as
I see you in a model light as
Curse your chance to softly
May pick it up and waste of time fuck
I wish to go life spend making
That's a golden heights
I wish for a second best
It's all that's set in time

In here sit inside
Your simple side
Your simple side's in me
In her miss assign
This can't be mine
This can't be right
It's in me
Thinner curate side
This simple side
It's in me
Old words in the Sun
This can't be right
This can't be right
It's in me

They know I scream it whoa, oh, oh
They know I screamed it whoa, oh, oh

Sometimes it go
Whoa, oh, oh

Why push away me, push away it could
Push away life, oh shoom
Why push away me
Push away it could, push away life
Why push away me, push away it could
Push away life, oh shoom
Why push away me
Push away it could, push away life



Em termos de significado, as letras do TR/ST são famosas por sua natureza abstrata e fragmentada, mas "Shoom" foca predominantemente em temas como vulnerabilidade, obsessão e o conflito de identidade. Através de versos marcantes como "I wish I could eat your Sun" (Eu queria poder devorar o seu Sol), a composição sugere um desejo quase destrutivo de fusão absoluta com o outro, onde o eu lírico anseia por absorver a luz e a energia de alguém para preencher o próprio vazio. Essa busca por conexão é contrastada pela dualidade entre um "lado simples" e um "lado corrompido", além de um refrão que ecoa o medo da rejeição e a autosabotagem através da repetição de "Why push away me... push away life". Sem uma tradução literal, o próprio título da música funciona como uma expressão onomatopéica para o transe e a melancolia de se perder na noite.

domingo, 29 de março de 2026

clubdrugs - Heart 2 Break


A banda clubdrugs é um duo originário de Chicago, nos Estados Unidos, composto pelos músicos Maria Reichstadt e John Regan. Fundado oficialmente por volta de 2019, o projeto consolidou-se rapidamente na cena underground norte-americana. O seu estilo musical é uma fusão magnética de Goth Pop, Darkwave e Synthpop, caracterizado pelo uso de sintetizadores densos, batidas eletrónicas pulsantes e vocais etéreos que evocam uma nostalgia sombria dos anos 90.
Após alguns anos a lançar singles independentes e a construir uma base de fãs sólida em festivais de música alternativa, a banda atingiu um marco importante na sua carreira no início de 2026. Com o lançamento do seu álbum de estreia, "Lovesick", em março desse mesmo ano pela editora Artoffact Records, os clubdrugs afirmaram-se como uma das vozes mais promissoras da música eletrónica gótica contemporânea, equilibrando temas de melancolia e desejo com uma estética visual e sonora polida.
Melhor som do álbum Lovesick (2026) aqui

Curiosidade (e talvez crítica social por parte da banda)
O termo "club drugs" é muito utilizado para se referir a substâncias recreativas comuns em raves (como MDMA ou Ketamina)

domingo, 15 de março de 2026

Jiddu Krishnamurti - a reforma que vale é a reforma do indivíduo


Quando os modelos estão experimentados e falham gradualmente na criação multilateral e igual de abundância e prosperidade, uma sociedade informada, sensata e consciente, deve começar a procurar novos sistemas e modelos, para que prevaleça e prospere .Ou neste caso concreto, ir buscar os exemplos onde está a sabedoria maior , na Natureza, que em muitos bilhões de anos já fez todas as experiências difíceis e criou modelos tão complexos e eficientes, que com toda a nossa tecnologia e estudo empírico, ainda só afloramos superficialmente.
A sabedoria da Natureza está em tudo o que acompanha o nosso quotidiano. Não inventamos nada, só vamos conseguindo ler e reproduzir , com o engenho e criatividade.
Este processo, seja na escala de consciência individual ou colectivo, transversalmente a tudo, deveria ser a base da nossa conduta, aceitando humildemente aquilo que não sabemos e aceitar a sabedoria da natureza, reproduzindo então com estas nossas capacidades que são o que de melhor temos.

Não somos sábios, mas a criatividade e engenho são dos nossos melhores atributos, como espécie .
Estes mesmos atributos trouxeram a um ponto que podemos construir ou destruir a escalas globais. Resida aqui a tal encruzilhada de escolhas .
Não querendo ser pessimista, porque não o sou, mas se não conseguirmos interiorizar isto primeiro e depois aplicar, temo que possa ser cheio de incertezas e perigos, o nosso futuro enquanto espécie neste maravilhoso e fascinante planeta e cosmos .
E que cada um vá dando o seu contributo, na sua escala e realidade, pode ser muito mais significativo do que se pensa .

Seguindo uma frase que diz que o pior erro é não fazer nada por acharmos que é pequeno ou os outros o farão.
Parece-me claro que estamos cada vez mais próximo de uma encruzilhada determinante .
E parece também que ao invés de aprendermos, só reproduzimos os mesmos erros e cada vez com mais consequências drásticas. É exponencial a capacidade que temos de destruir ou construir .
É uma escolha feita de muitas escolhas.

E-Livros de Jiddu Krishnamurti

Todos os livros traduzidos aqui

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Helen Marnie - The Hunter


The Hunter
Marnie

A heart explodes every second on the street
The weight of the world and its heaven
They'll always be together
The line is drawn and a circle is born
Stop and stare at your heart, at your heart
Open for all to see, a lifetime, a history

Oh help me please, why look away?
Oh can we stay together?
Oh help me please, why look away?
Oh can we stay together?

'Cause I am the hunter now
And I won't hear your cries
So dry your eyes friend
We'll make a wish then say goodbye
'Cause I am the hunter now
And I won't hear your cries
So dry your eyes friend
We'll make a wish then say goodbye

A heart explodes every second on the street
A sister, a daughter, a lover
Who hopes they're not forgotten
You crossed the line and committed a crime
It was there from the start, from the start
Oceans of empathy, and now this is history

Oh help me please, why look away?
Oh can we stay together?

'Cause I am the hunter now
And I won't hear your cries
So dry your eyes friend
We'll make a wish then say goodbye
'Cause I am the hunter now
And I won't hear your cries
So dry your eyes friend
We'll make a wish then say goodbye.

“The Hunter” de Helen Marnie (lançada em 2013 como primeiro single do álbum Crystal World) é uma faixa marcante tanto pelo estilo musical quanto pelo tom lírico e emocional.

A faixa apresenta uma produção marcada por sintetizadores pulsantes, linhas de baixo propulsivas e uma atmosfera sonora fria e etérea, características típicas do synthwave e da electrónica melódica. O som pode ser descrito como noir-pop eletrónico, elegante e introspectivo, com vocais delicados sobre uma base electrónica evocativa, aproximando-se da estética da banda Ladytron, da qual Helen Marnie é vocalista principal.

Em termos de significado, a letra de “The Hunter” é aberta à interpretação, mas aborda temas de intensidade emocional, conflitos internos e relações humanas complexas. A expressão “A heart explodes every second on the street” sugere a presença constante de dor ou choque no mundo à volta, enquanto o refrão, com frases como “’Cause I am the hunter now / And I won’t hear your cries”, funciona como uma metáfora de alguém que, após experiências dolorosas, assume uma postura protetciva ou autocentrada para se preservar emocionalmente. A canção também trata de despedidas e aceitação, como em “So dry your eyes, friend / Or make a wish then say goodbye”, transmitindo a necessidade de deixar ir certas conexões ou momentos, mesmo que com dor. No conjunto, “The Hunter” reflete sobre a pressão emocional do mundo moderno, a tensão entre conexão e afastamento, e a necessidade de autoproteção, combinando vulnerabilidade e determinação numa atmosfera sonora ao mesmo tempo delicada e intensa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Hinfort - No Way Out


A canção “No Way Out” de Hinfort foi lançada oficialmente em 17 de outubro de 2025 como parte do álbum No Way Out

Musicalmente, a banda aposta em guitarras densas, linhas melódicas melancólicas e uma produção contida, criando um ambiente emocional pesado que reforça o sentimento de tensão interior e de conflito psicológico. Não é uma música feita para o impacto imediato, mas para envolver o ouvinte num estado de reflexão e intensidade emocional, típico da cena alternativa europeia contemporânea.

Quanto ao significado, No Way Out aborda a sensação de impasse emocional, quando alguém se encontra preso a sentimentos profundos que parecem não ter solução. A letra sugere a presença constante de uma pessoa ausente — alguém que surge nos sonhos, mas que já não pode ser alcançada na realidade, o que remete para perda, afastamento ou até luto simbólico. Ao mesmo tempo, a canção expressa uma luta interna entre desistir e continuar a sentir: há um cansaço emocional evidente, refletido na ideia de “não haver saída”, mas também um forte sentimento de lealdade e apoio, visível na promessa de estar presente mesmo quando tudo parece ruir.

Assim, a música constrói um contraste entre desespero e compromisso emocional. Fala sobre amar ou sentir intensamente mesmo quando isso dói e quando não existe uma solução clara, retratando um estado psicológico em que a dor não desaparece, mas é assumida como parte da ligação humana. No Way Out acaba por ser uma canção sobre resistência emocional, vulnerabilidade e a dificuldade de largar sentimentos que, apesar de sufocantes, ainda definem quem somos.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Idadismo? Nunca

Uma mulher idosa a caminhar livremente - Porto, Portugal

Bom primeiro dia de Ano Novo! Happy first day of the New Year!

"Sente-te livre por seres idosa,
ramo de sorrisos e rugas.
O que importa não envelhece na pele,
nem repousa nos lábios.
Não tomes isso como castigo divino.

Não rebentes em lágrimas.
O melhor do mundo humano és tu:
acende a lembrança no peito
e fixa o teu rosto na claridade do tempo.

Os sábios sabem:
não há motivo para luto.
A beleza não é um recipiente,
é o fogo que tremula dentro dele.

A tua alma luminosa
deixa-a inteira à vista,
assim eu te amo ainda mais.
Não te entristeças! Não dês ouvidos
às sentenças dos espelhos!

Tu és a mais bela!

João Soares, 01.01.2026

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Selah Sue - Reason


Selah Sue fala abertamente sobre: 
  1. saúde mental, especialmente ansiedade e depressão 
  2. autenticidade e autoaceitação 
  3. direitos humanos e igualdade, incluindo justiça social 
Ela tem sido bastante transparente sobre a própria experiência com problemas de saúde mental, ajudando a reduzir o estigma em torno do tema.

Reason é o segundo álbum de estúdio da artista belga Selah Sue. Distribuído pela Warner Music Group, foi editado pela Because Music a 26 de março de 2015.


Reason look at her
(Reason look at her)
And tell her what to do
(What to do)
So she can come back to life
(So she can come back to life)
And won't feel sad no more
(And won't feel sad no more)

She feels lost in her.. darkness
She feels bad in her.. darkness
Give her the reason
Just give her the reason to hold on
Give her the reason
Just give her the reason to hold on

Reason come back to her
Please tell her where to go
So she can find find a place
So she can find a place
Where she won't feel bad no more
She feels lost in her darkness
She feels bad in her darkness

Give her the reason
Just give her the reason to hold on
Give her the reason
Just give her the reason to hold on
In the end she should know
That she is drowning in sorrow, oh
Alone
So let's change her faith
And make all

She feels lost
(In her darkness)
She feels bad
(In her darkness)

Give her the reason
just give her the reason to hold on
Give her the reason
Just give her the reason to hold on

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Pensamento e Filosofia de Desmond Tutu

"Esperança é conseguir ver que há luz apesar de toda a escuridão." - Desmond Tutu

Desmond Tutu (07/10/1931 26/12/2021) foi uma das figuras morais mais relevantes do século XX, articulando de forma original a filosofia africana, a teologia cristã e a ética política. O seu pensamento desenvolveu-se sobretudo como resposta a contextos históricos concretos de injustiça estrutural, em particular o regime do apartheid na África do Sul, o que confere à sua reflexão um carácter marcadamente prático e aplicado. Mais do que construir um sistema filosófico abstrato, Tutu propõe uma ética orientada para a transformação social e para a reconstrução da humanidade ferida pela opressão.

No centro do seu pensamento encontra-se o conceito africano de Ubuntu, que funciona simultaneamente como fundamento ontológico e ético. Segundo esta conceção, o ser humano não é um indivíduo isolado, mas um ser relacional, cuja identidade se constrói no interior da comunidade. A ideia de que “eu sou porque nós somos” expressa uma ontologia relacional que contrasta com modelos individualistas predominantes na tradição filosófica ocidental. Para Tutu, a realização pessoal só é possível quando as relações humanas são justas, solidárias e reconhecedoras da dignidade de todos. O Ubuntu sustenta, assim, uma ética comunitária em que o bem individual não pode ser separado do bem comum.

A noção de dignidade humana ocupa um lugar central nesta perspetiva. Tutu defende que a dignidade é intrínseca e universal, não dependendo de raça, estatuto social, cultura ou reconhecimento jurídico. Nenhum sistema político ou económico pode legitimamente negar a humanidade de um grupo sem, ao mesmo tempo, desumanizar toda a sociedade. Esta convicção fundamenta a sua crítica moral ao apartheid, entendido não apenas como um erro político, mas como uma violação profunda da condição humana, tanto das vítimas como dos opressores. A partir daqui, o pensamento de Tutu aproxima-se das éticas dos direitos humanos, rejeitando qualquer relativismo cultural que pretenda justificar a exclusão ou a violência.

Um dos contributos mais relevantes de Desmond Tutu para a reflexão ética e política contemporânea é a defesa da justiça restaurativa. Esta abordagem ganhou expressão institucional na Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul, que Tutu presidiu após o fim do apartheid. Ao contrário da justiça retributiva, centrada na punição do culpado, a justiça restaurativa procura reconhecer a verdade, responsabilizar moralmente os perpetradores e, sobretudo, reparar as relações sociais destruídas pela violência. A justiça deixa de ser entendida apenas como aplicação da lei e passa a ser concebida como um processo de cura social, no qual a memória, o reconhecimento do sofrimento e o diálogo desempenham um papel fundamental.

Neste contexto, o perdão assume uma dimensão ética e política central. Para Tutu, perdoar não significa esquecer nem negar a gravidade do mal cometido. O perdão pressupõe a verdade e a responsabilização, mas recusa a perpetuação do ressentimento como base da vida coletiva. Trata-se de um ato moral exigente, que rompe ciclos de vingança e cria condições para uma convivência futura. O perdão é, assim, entendido como uma forma de práxis transformadora, capaz de libertar tanto as vítimas como os ofensores da lógica da violência contínua.

A relação entre religião, ética e política é outro eixo fundamental do pensamento de Tutu. Embora profundamente enraizado na tradição cristã, ele rejeita uma separação absoluta entre fé e esfera pública. A religião, na sua perspetiva, deve funcionar como consciência crítica da sociedade, denunciando estruturas de injustiça e interpelando o poder quando este viola a dignidade humana. A sua célebre frase resume bem esta posição:“Se és neutro em situações de injustiça, escolheste o lado do opressor.” A neutralidade perante a injustiça é, para Tutu, uma forma de cumplicidade moral, o que levanta importantes questões filosóficas sobre responsabilidade ética, compromisso cívico e o papel das convicções morais na vida pública.

Em síntese, o pensamento de Desmond Tutu pode ser compreendido como uma ética da interdependência humana, fundada no Ubuntu, na dignidade universal e na convicção de que a justiça deve restaurar, e não apenas punir. A sua reflexão permanece particularmente актуada em contextos de pós-conflito, nos debates sobre memória histórica, reconciliação e direitos humanos, bem como na educação para a cidadania democrática. Trata-se de uma filosofia que, partindo de uma experiência histórica concreta, propõe princípios com clara relevância universal, convidando à construção de sociedades mais justas, solidárias e humanas.

sábado, 6 de dezembro de 2025

Freak Slug - Friday



Friday night, I watch her clean her room
I love and hate her at the same time
I wanna get her out the mess she's in
But she don't ever wanna come to mine

Friday night, she stays at home
She wanna tell me how she's getting on fine
She's so lazy and I don't get why
She's looking to get me high

(Ooh, ooh, ooh)
(Ooh, ooh, ooh)
High
(Whatever she holds against me)
High

I don't think I'll be seeing her again
But still lovе her with all of my heart
Maybe onе day she'll listen what I've been saying
But I don't wanna make it long
I gotta close all the roads to her
So I could really be moving on
I'm sorry how I did
But I don't think me and you work anymore

A música “Friday” de Freak Slug retrata a complexidade emocional de um relacionamento marcado por amor e frustração. O narrador ama profundamente a parceira, mas ao mesmo tempo sente desapontamento e raiva por ela se recusar a mudar ou aceitar ajuda. Ela parece buscar fuga dos próprios problemas, possivelmente recorrendo a drogas ou escapismos emocionais, enquanto ele observa impotente, dividido entre o desejo de cuidar dela e a frustração diante de sua resistência. O conflito entre amor e desgosto permeia toda a canção, refletindo a ambivalência emocional de quem se importa com alguém que não está bem, mas percebe que a relação não é saudável. No final, há um reconhecimento doloroso de que é preciso encerrar o ciclo, fechar caminhos e seguir em frente, mesmo que isso traga tristeza, mostrando a honestidade crua e melancólica da experiência de lidar com expectativas, desapego e a necessidade de autocuidado.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Ane Brun - To Let Myself Go


To let myself go
To let myself flow
Is the only way of being?

There′s no use telling me
There's no use taking a step back
A step back for me


A música "To Let Myself Go" de Ane Brun trata, de forma poética e emocional, da libertação interior e do processo de aceitação de si mesmo. A canção fala sobre o desafio de baixar as defesas, permitir-se sentir, e abandonar o controlo — não como sinal de fraqueza, mas como um passo necessário para encontrar paz ou amor verdadeiro.

Libertar-se emocionalmente
O refrão "To let myself go, to let myself flow" sugere o desejo de se libertar de amarras internas — de expectativas, medo ou dor — e simplesmente "fluir" com a vida, aceitar o que vem.

Dor e Cura
Há uma nota de vulnerabilidade: a letra expressa a dificuldade de se entregar emocionalmente, especialmente após experiências dolorosas. Isso pode ser interpretado como alguém que aprendeu a se proteger demais, e agora tenta reaprender a confiar e se abrir.


Entrega e Transformação
"To just be me" (ser apenas eu) mostra que a música também fala de autenticidade — parar de se esconder atrás de máscaras e permitir-se ser quem se é, sem medo. É um tipo de transformação espiritual ou pessoal.

domingo, 18 de setembro de 2022

Música do BioTerra: Xana - Manual de Sobrevivência


Também eu já
Senti não haver
Lugar ou espaço
Esperança para ter...

Também eu sei
Da raiva a nascer
Por tantos gritos
Ter que conter...

Mas sei também que fora de nós
Não há salvação
Resta-nos então
Dar asas ao que se inventa

Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti, por hoje e por enquanto
Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti...

Também eu já
Estive sozinha
Entre tanto fel
Erva daninha

Mas vi também que fora de nós
Não há salvação
Resta-nos então
Dar asas ao que se inventa

Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti, por hoje e por enquanto
Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti...

Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti, por hoje e por enquanto
Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti...

sábado, 10 de abril de 2021

I am the Shadow - On Winter Leaves Embrace


Melhor som aqui


It‘s for you, my sorrow
That I paint the days
This grey so hollow
Can`t make the trade
I sometimes dance
On winter leaves embrace
On winter leaves embrace

Going astray
I can`t find the way
Losing day by day
Going astray
I can`t find the way
Losing day by day

Eternity fades
Around me
As the train leaves
I`m losing me
On winter leaves embrace

Going astray
I can`t find the way
Losing day by day
Going astray
I can`t find the way
Losing day by day

"On Winter Leaves Embrace" é uma exploração poética da melancolia, da solidão e da beleza que existe na tristeza, utilizando o inverno como uma forte metáfora visual e emocional. O "abraço das folhas de inverno" simboliza o momento em que a vida desacelera e entra em dormência, representando o isolamento emocional, o luto ou o fim de uma fase, como o término de um relacionamento ou uma crise existencial. No entanto, em vez de lutar contra a escuridão ou contra o frio, a canção sugere uma entrega pacífica a esse estado, revelando um conforto quase espiritual em aceitar a própria vulnerabilidade e a impermanência das coisas. Essa narrativa caminha na linha ténue entre o desespero e a esperança, criando uma dualidade marcante entre a luz e a sombra. Embora a atmosfera seja predominantemente sombria, o ato de abraçar essa condição traz uma sensação profunda de libertação e autoconhecimento, resultando na transformação da dor em arte pura.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Rubem Alves - O corpo amoroso é o corpo onde mora um jardim


Há terapeutas que dizem àqueles que os procuram: “é preciso que se ame mais a si mesmo…”. E o pobre entrega-se, então, à impossível tarefa de se tornar objecto de amor para si mesmo. Esse foi o terrível erro de Narciso… Só há uma forma de nos amarmos a nós mesmos: quando perdemos a consciência de nós mesmos por estarmos totalmente cheios com a beleza do mundo. ~ Rubem Alves

domingo, 19 de junho de 2005

Encontros Improváveis: This Mortal Coil e Clarice Lipector


"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar! Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre" ~ Clarice Lispector

Foto por Nosalai